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Mais 140 famílias realizam o sonho da casa própria no Sol Nascente

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Com investimento de R$ 95 milhões, GDF entrega nova etapa habitacional e reforça compromisso com dignidade e inclusão social

Brasília. 1 de agosto de 2025 – O mês de agosto começou com esperança e conquista para 140 famílias do Sol Nascente, que receberam as chaves da casa própria nesta quinta-feira (1º). A entrega foi feita pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab), e marca mais uma etapa do residencial na Quadra 105 do Trecho II, nos conjuntos V1 e V2, parte de um total de 420 unidades.

Com investimento de cerca de R$ 95 milhões, oriundos do PAC Pró-Moradia II, o empreendimento é destinado a famílias cadastradas em situação de vulnerabilidade social, como vítimas das enchentes que atingiram a região recentemente.

Durante o evento, o governador Ibaneis Rocha destacou o compromisso do GDF em transformar o Sol Nascente em um espaço urbano estruturado. “Essas famílias passaram por momentos difíceis, especialmente nas últimas chuvas, e agora têm um lar digno. Vamos gradear os condomínios para garantir mais segurança, criando espaços fechados, protegidos e com estrutura completa”, afirmou.

Além da segurança, os condomínios oferecem playground, espaço de lazer e unidades adaptadas para pessoas com deficiência (PcD), com metragens entre 53 e 64 m², contendo dois ou três quartos, cozinha, banheiro, varanda e área de serviço.

A dona de casa Tamires Maia, 35, também está entre as contempladas pelo programa habitacional, ansiosa para mobiliar a nova casa própria | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

Do barraco ao lar seguro

As histórias de superação marcam a trajetória de muitos contemplados. Aline Silvania, que morava com o filho em um barraco de madeira enquanto ele enfrentava um câncer, comemorou: “Hoje posso dormir tranquila e dizer: é meu. Vou ver meu filho brincar no parquinho e comemorar aniversário no salão”.

Já Ana Lúcia dos Santos, 48 anos, celebrou após anos de espera: “É um presente de Deus. Passei por aluguel e até morei de favor. Agora posso dizer com orgulho: essa casa é minha”.

A vendedora Ana Lúcia dos Santos, 48, esperou muitos anos para realizar o sonho da casa própria. “É um presente de Deus. Morei de aluguel, depois de favor em uma igreja. Hoje, posso bater no peito e dizer: isso é meu

A emoção também marcou o discurso de Nilva Fátima, 61, que aguardava há 17 anos por uma moradia. “Estava quase indo para a rua. Isso aqui é vida. É uma dádiva de Deus”, disse, emocionada.

Expansão contínua

Desde 2019, o GDF já entregou 1.008 unidades habitacionais no Sol Nascente. Outros 556 apartamentos estão em construção, e mais 600 estão em fase de licitação, todos voltados à Faixa 1 do programa habitacional, destinada a famílias sem renda ou com ganhos de até R$ 2.640.

Para o diretor-presidente da Codhab, Marcelo Fagundes, essa entrega representa mais do que tijolos e cimento: “Estamos garantindo dignidade, segurança e qualidade de vida para famílias que viviam em áreas de risco”.

A vice-governadora Celina Leão reforçou o impacto social da iniciativa: “Estamos construindo uma cidade mais justa e acolhedora para todos”.

Por fim, Ibaneis Rocha anunciou que todas as famílias receberão escrituras definitivas: “Queremos que cada morador possa guardar seu documento de propriedade com orgulho e dizer: esse lar é realmente meu”.

Hmib recebe mil mantas e 200 lençóis doados pela Fábrica Social

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Peças doadas pela Fábrica Social integram a Campanha do Agasalho Solidário 2025

Brasília, 1 de agosto de 2025 – O Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) recebeu, na última quarta-feira (30), a doação de mil mantas e 200 lençóis produzidos pela Fábrica Social, iniciativa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do DF (Sedet-DF). A ação integra a Campanha do Agasalho Solidário 2025, idealizada pela primeira-dama Mayara Noronha Rocha e coordenada pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais do Governo do Distrito Federal.

As peças doadas seguem padrões estabelecidos pela Secretaria de Saúde do DF, com etiquetas identificando o uso exclusivo na rede pública. Os lençóis medem 2,70m x 1,70m, e as mantas, 2,20m x 1,60m. O objetivo da iniciativa é substituir peças desgastadas do enxoval hospitalar, proporcionando mais conforto e dignidade aos pacientes.

Para a diretora-geral do Hmib, Marina da Silveira, a ação vai além da logística hospitalar. “É um gesto de cuidado com mães, bebês e crianças que vivem momentos difíceis. Esse tipo de acolhimento é parte essencial da nossa missão”, destacou.

Ibaneis recebe moto clube participante da 22ª edição do Capital Moto Week

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Evento segue até 2 de agosto na Granja do Torto com R$ 13 milhões de investimento do GDF reunindo cerca de 800 mil pessoas e movimentando R$ 60 milhões na economia local

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, recebeu, na manhã desta sexta-feira (1º), integrantes do moto clube Esquadrão de Cristo. Os motociclistas estão mobilizados na cidade para participar do festival Capital Moto Week, evento que começou em 24 de julho na Granja do Torto e que segue com programação até 2 de agosto com a participação de 230 grupos.

Durante a visita, o chefe do Executivo local destacou a importância do evento para a cidade, ao reunir cerca de 800 mil pessoas, gerar 17 mil postos de trabalho e movimentar aproximadamente R$ 60 milhões na economia do DF durante 10 dias de shows, atrações voltadas para motociclistas, gastronomia, cinema a céu aberto, área kids, exposições e a Vila do Bem, espaço com atendimentos gratuitos de saúde e cultura.

Ibaneis Rocha: “Esse ano investimos em torno de R$ 10 milhões para poder melhorar a estrutura do Parque da Granja do Torto e também colocamos mais R$ 3 milhões para cobrir as despesas do evento” | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

 

“Todos os anos reunimos o nosso grupo de secretários para dar toda a infraestrutura para que o evento transcorra com toda a segurança e com todo o necessário para vocês. Esse ano investimos em torno de R$ 10 milhões para poder melhorar a estrutura do Parque da Granja do Torto e também colocamos mais R$ 3 milhões para cobrir as despesas do evento. O governo faz questão de participar ativamente desse que é o maior evento do setor da América Latina”, afirmou.

O presidente do Esquadrão de Cristo, Cesar Otavio Valente, reforçou o papel do governo em apoiar o evento. “Viemos aqui para agradecer todo o incentivo e parabenizar o governador Ibaneis Rocha pela administração e dizer que somos muito felizes”, disse. “Para nós é uma honra estarmos entre os 230 moto clubes acampados no Moto Week. Destes, o número não chega a 50 evangélicos. Estamos felizes de poder exercer o nosso ministério”, completou.

Cesar Otavio Valente: “Estamos felizes de poder exercer o nosso ministério”

 

Ações governamentais

A atuação no GDF no Capital Moto Week começou antes mesmo do início desta edição. Coube à Secretaria-Executiva de Cidades (Secid), o cadastramento de 48 ambulantes. Já o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) melhoraram a estrutura viária, com instalação de placas de sinalização e meios-fios, além do recapeamento asfáltico e construção de um estacionamento com 850 vagas do lado de fora do evento.

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) promove uma série de atividades, entre palestras, plantio de mudas e interações lúdicas, visando conscientizar o público sobre a importância do descarte correto de resíduos. Para facilitar o descarte adequado durante o evento, o SLU instalou 50 papa-recicláveis em pontos estratégicos, destinados à coleta de latinhas, garrafas PET, papelão e outros materiais recicláveis.

Durante dois dias, a carreta do programa Na Hora nas Cidades, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), ofereceu serviços públicos ao público presente na Vila do Bem. O espaço também recebeu ações educativas do Detran-DF e da Companhia Energética de Brasília (CEB).

GDF inicia revalidação das inscrições para creches públicas

Famílias estão sendo convocadas para atendimento presencial por mensagens via WhatsApp, ligações telefônicas ou redes sociais

A Secretaria de Educação (SEEDF) iniciou, nesta quinta-feira (31), a revalidação das inscrições para creches públicas, com atendimento organizado pelas Coordenações Regionais de Ensino (CREs) do Distrito Federal. A ação, coordenada pela Subsecretaria de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação (Suplav), tem como objetivo atualizar os cadastros das crianças atualmente na fila de espera por uma vaga na educação infantil.

Cada CRE elaborou um plano de atendimento presencial, respeitando sua realidade local. Em todas as coordenações, as famílias estão sendo convocadas por mensagens via WhatsApp, ligações telefônicas ou redes sociais, com orientações sobre data, horário e documentação exigida.

A partir de hoje até o dia 29 de agosto, as 14 regionais devem conduzir o processo de revalidação com apoio de servidores, estagiários e, em alguns casos, programas de inclusão como o Jovem Candango. Os atendimentos ocorrem em salas preparadas, auditórios ou áreas internas das Unidades Regionais de Planejamento Educacional e de Tecnologia na Educação (Uniplats).

Fluxo de atendimento 

A maioria das CREs adotará distribuição de senhas por ordem de chegada, enquanto outras seguirão o modelo de agendamento prévio. Em regiões como Plano Piloto, Samambaia e Gama, o fluxo está dividido por sub-região, etapa da criança (berçário ou maternal) e até mesmo ordem alfabética, para garantir fluidez no atendimento.

A previsão é de atendimento médio diário de 60 a 120 famílias por regional, com horários que variam entre 8h e 17h, inclusive com apoio logístico como banheiros, água, café e espaços cobertos. A expectativa é otimizar o processo, oferecendo conforto e agilidade às famílias que buscam uma vaga para seus filhos na rede pública.

Documentação 

As famílias devem apresentar cópia e original dos seguintes documentos:

• Documento de identidade e CPF do responsável legal
• Certidão de nascimento da criança
• Comprovante de residência atualizado (dos últimos 90 dias)
• Comprovante de renda de todos os membros da família (contracheque, extrato bancário ou declaração autônoma)
• Cartão do Bolsa Família ou Cadastro Único (se houver)
• Laudo médico ou relatório pedagógico (para crianças com deficiência, transtornos ou altas habilidades)
• Declaração de trabalho da mãe, pai ou responsável legal (quando aplicável)
• Declaração de matrícula de irmãos (se estudam na rede pública de ensino)

A lista completa está disponível no Manual de Procedimentos para Atendimento à Educação Infantil – Creche, disponível no site da Secretaria de Educação ou nas regionais de ensino.

Ar seco agrava problemas respiratórios e exige atenção redobrada

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Baixa umidade pode comprometer a saúde; saiba cuidados essenciais para este período do ano

Nesta última semana de julho, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo de perigo potencial para Brasília e outras cidades do Distrito Federal, destacando o risco de incêndios florestais e danos à saúde.

O tempo seco e a baixa umidade do ar, comuns na região nesta época do ano, preocupam médicos e especialistas. Quando os índices de umidade caem abaixo de 25%, nível considerado de alerta pelo Ministério da Saúde, o organismo sofre, especialmente nas mucosas que revestem olhos, boca e nariz. As consequências podem ir de desconfortos leves e infecções respiratórias até o agravamento de doenças crônicas.

Esse cenário acende um sinal de alerta também para a população, que precisa reforçar os cuidados com a saúde, adotando medidas de prevenção para enfrentar o período de estiagem com mais segurança.

O médico otorrinolaringologista do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), João Henrique Zanotelli dos Santos, explica que o clima seco afeta diretamente o sistema respiratório do nariz aos pulmões, aumentando a sensibilidade a bactérias e poluentes. “A baixa umidade resseca a mucosa nasal, altera a qualidade do muco e compromete a filtragem do ar. Isso favorece infecções e crises respiratórias”, alerta.

A baixa umidade do ar prejudica a função de defesa dos olhos, nariz e garganta, que normalmente agem como filtros contra agentes externos. “O nariz possui milhares de cílios microscópicos, responsáveis por movimentar o muco e expulsar impurezas. O ressecamento da mucosa afeta esse mecanismo de limpeza, favorecendo o acúmulo de agentes irritantes”, detalha o especialista.

Quando o corpo sente

Arte: IgesDF

Moradora do Guará, Adna Alencar Oliveira, de 42 anos, conta que a sensação de clima seco este ano, para ela, tem sido mais intensa do que nos anos anteriores. Os olhos avermelhados, o nariz ressecado e o constante sentimento de garganta irritada a fizeram redobrar os cuidados com a saúde.

“Meu médico pediu que eu aumentasse a hidratação, usasse colírio várias vezes ao dia e aplicasse soro fisiológico no nariz o tempo todo. Mesmo assim, ainda sinto os efeitos do clima, especialmente à noite. Parece que o corpo inteiro fica mais sensível”, relata.

Mais atendimentos

Nesta época do ano, também aumentam os atendimentos por rinite, sinusite e as internações por asma e bronquiolite, especialmente entre as crianças. O problema se agrava com as temperaturas mais baixas e as oscilações térmicas entre o dia e a noite.

“Além da baixa umidade, há o aumento da poeira, das queimadas e a permanência em ambientes fechados, o que favorece a disseminação de doenças respiratórias”

João Henrique Zanotelli dos Santos, médico otorrinolaringologista

“As infecções são mais comuns porque alguns vírus circulam com maior frequência nesse período. Além da baixa umidade, há o aumento da poeira, das queimadas e a permanência em ambientes fechados, o que favorece a disseminação de doenças respiratórias”, destaca Zanotelli.

O alergologista do IgesDF, Victor Pinheiro, faz um alerta quanto ao uso dos umidificadores. “Apesar de úteis, se não forem limpos com regularidade, podem favorecer a proliferação de fungos. Como alternativa, é possível espalhar recipientes com água pela casa ou usar toalhas úmidas penduradas para aumentar a umidade do ambiente”, lembra.

Confira dicas para aliviar o desconforto e proteger as mucosas

⇒ Beber bastante água ao longo do dia (para adultos pelo menos 2 litros de água livre, ou seja, sucos, leites e bebidas artificiais não contam)
⇒ Utilizar soro fisiológico nasal com frequência
⇒ Aplicar colírios lubrificantes nos olhos
⇒ Usar cremes hidratantes na pele
⇒ Manter ambientes limpos e arejados
⇒ Evitar aglomerações quando estiver doente para evitar a transmissão de vírus
⇒ Utilizar umidificador de ar, especialmente no período noturno

Agências do trabalhador oferecem mais de 900 vagas de emprego

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Oportunidades são destinadas para candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência; salários chegam a R$ 4 mil

As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta sexta-feira (1º/8), 905 vagas para quem procura um emprego. Há posições para candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Os salários chegam a R$ 4 mil.

Do total de vagas, 3 são destinadas a pessoas com deficiência (PCDs) para o cargo de atendente de lanchonete, na Candangolândia. O salário é de R$ 1.518, com exigência de escolaridade de ensino médio completo.

Para Jovem Aprendiz, há a disponibilidade de uma vaga na área de técnico em segurança do trabalho, com atuação em Vicente Pires. A pessoa deve estar cursando ensino superior em segurança do trabalho. A oportunidade oferece remuneração de R$ 38, por dia, além de benefícios.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 15 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).

Velha imprensa tenta ensinar como contornar sanções a Lei Magnitsky

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Cobertura jornalística vai além da análise jurídica e explora alternativas para driblar bloqueio de bens imposto pelas sanções americanas

A aplicação da Lei Global Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, anunciada pelos Estados Unidos nesta quinta (30), gerou ampla repercussão na imprensa brasileira e internacional. Além de analisar o impacto jurídico e financeiro das sanções – que incluem bloqueio de bens, proibição de transações com cidadãos ou empresas americanas e restrições de entrada nos EUA –, alguns veículos de comunicação, especialmente os alinhados a narrativas críticas ao governo Trump, foram além.

Reportagens e colunas sugeriram alternativas legais e “quase legais” para contornar o congelamento de ativos, levantando debates éticos e jurídicos sobre a cobertura midiática do caso.

A Lei Magnitsky, criada em 2012 e ampliada em 2016 para punir globalmente violações de direitos humanos e corrupção, impõe medidas severas. No caso de Moraes, o Departamento do Tesouro dos EUA, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), bloqueou todos os bens do ministro em jurisdição americana e proibiu transações com ele, sob acusações de “prisões arbitrárias” e “censura” em processos como o que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A imprensa, no entanto, não se limitou a detalhar essas restrições. Veículos como O Globo, G1 e CNN Brasil publicaram análises que exploraram maneiras de mitigar os efeitos das sanções, muitas vezes com base em opiniões de especialistas em direito internacional e finanças.

Uma das alternativas mencionadas é o uso de contas e ativos em jurisdições fora do alcance dos EUA, como países da União Europeia ou nações com sistemas financeiros menos integrados ao dólar, como China ou Rússia. Embora a advogada Eveline, citada pelo Estadão, tenha esclarecido que sanções americanas não se aplicam automaticamente em outros países sem tratados específicos, alguns artigos sugeriram que instituições financeiras não americanas poderiam ser usadas para manter operações financeiras, desde que não tenham exposição direta ao sistema bancário dos EUA.

Outra estratégia apontada foi a transferência de bens para terceiros, como familiares ou empresas offshore, antes da aplicação das sanções – uma prática que, embora legal em alguns casos, pode ser considerada tentativa de burlar a lei se realizada com intenção de fraude.

A cobertura também destacou o uso de sistemas financeiros alternativos, como criptomoedas, que operam em redes descentralizadas e podem dificultar o rastreamento de transações. Embora o G1 tenha mencionado que bancos brasileiros com operações nos EUA, como Banco do Brasil e Itaú, poderiam encerrar contas de sancionados para evitar penalidades, a possibilidade de usar plataformas de pagamento locais, como o PIX, foi apresentada como uma forma de contornar restrições em transações domésticas.

Além disso, colunas como a de Miriam Leitão n’O Globo reforçaram que Moraes não possui bens nos EUA, sugerindo que o impacto financeiro das sanções seria limitado, mas sem abordar o risco de sanções secundárias a empresas ou indivíduos que negociem com ele.

Essa abordagem da imprensa, que mistura análise técnica com sugestões de “soluções” para driblar as sanções, levanta questionamentos. Por um lado, a divulgação de tais alternativas pode ser vista como jornalismo investigativo, informando o público sobre as complexidades do sistema financeiro global. Por outro, críticos apontam que essas reportagens podem incentivar práticas que beiram a ilegalidade, especialmente quando não deixam claro os riscos de sanções secundárias ou penalidades criminais previstas pela Lei Magnitsky.

A polarização política no Brasil também influenciou a narrativa: enquanto veículos alinhados ao governo Lula minimizaram o impacto das sanções, outros, como Gazeta do Povo, enfatizaram as dificuldades práticas que Moraes enfrentará, como a impossibilidade de usar cartões de crédito de bandeiras americanas ou serviços digitais de empresas como Google e Meta.

A cobertura internacional, por sua vez, foi mais cautelosa. The New York Times e Reuters focaram na escalada diplomática entre Brasil e EUA, associando as sanções às pressões de aliados de Bolsonaro, como Eduardo Bolsonaro, e às tarifas de 50% impostas por Trump a produtos brasileiros.

Poucos veículos estrangeiros exploraram alternativas para contornar as sanções, destacando, em vez disso, o precedente inédito de sancionar um juiz de uma suprema corte democrática. No Brasil, a imprensa parece ter assumido um papel mais ativo, quase consultivo, ao sugerir caminhos para mitigar os efeitos da Lei Magnitsky, o que reflete tanto a complexidade do caso quanto as tensões políticas internas.

O caso de Moraes expõe os limites entre jornalismo informativo e a promoção de estratégias que podem ser interpretadas como incentivo à evasão de sanções. Enquanto o STF e a Advocacia-Geral da União (AGU) classificam a medida como uma afronta à soberania brasileira, a imprensa continua a alimentar o debate, ora defendendo a legitimidade das decisões do ministro, ora explorando formas de contornar as consequências de uma das leis mais severas do arsenal americano.

 

Ibaneis e BRB atendem demanda histórica da Quituart por nova sede

Nesta quinta, o governador Ibaneis Rocha anunciou a assinatura de um protocolo de intenções com o Banco de Brasília para viabilizar a construção da nova sede da Quituart, entre outras ações

O Governo do Distrito Federal (GDF) firmou, por meio do Banco de Brasília (BRB), um protocolo de intenções com a Cooperativa Quituart, no Lago Norte, para viabilizar a construção de um novo espaço para a tradicional feira de arte e gastronomia. O acordo também prevê a cessão dos naming rights do local ao banco e o desenvolvimento de iniciativas voltadas ao fortalecimento da identidade cultural da capital.

Entre os compromissos estabelecidos no documento — que ainda será votado pelos cooperados da Quituart — está a instalação de um ponto fixo de atendimento do BRB dentro do novo complexo, que será erguido em um terreno ao lado do atual. A proposta também estabelece que o novo espaço será batizado de Quituart BRB.

Para o governador Ibaneis Rocha, a parceria reforça o papel do governo em apoiar tanto os empreendedores quanto a população que frequenta o espaço. “Isso vai beneficiar a todos, porque vocês terão de arcar apenas com o pagamento da parcela junto à Agência de Desenvolvimento (Terracap) e, em troca, receberão um prédio novo, com estrutura adequada para atender a população do Distrito Federal. A feira é frequentada por pessoas de todas as regiões da cidade”, destacou.

A Quituart é um dos símbolos de tradição na gastronomia e no artesanato do Distrito Federal

 

Localizada na SHIN QI 9/10, a Quituart é um dos símbolos de tradição na gastronomia e no artesanato do Distrito Federal. Para o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, a parceria nasce para preservar e projetar a cultura local.

“O banco abraça os artesãos do Lago Norte para transformar esse local – que já é tradicional – em um ambiente ainda melhor. Essa parceria será mais um marco. O BRB vai alocar recursos próprios para a construção da nova sede. É um investimento no desenvolvimento cultural e econômico do DF”, explicou.

“É uma história de luta de muitos anos. Agora, estamos muito próximos de concretizar a construção da nossa sede e a regularização definitiva do terreno”, destacou Sulamita Perfeito, diretora-presidente da Quituart

 

A nova estrutura será moderna, e o banco vai dispor de um espaço próprio para eventos, feiras e serviços. Os empreendedores contarão com linhas de crédito e outras soluções corporativas.

Emocionada, a diretora-presidente da Quituart, Sulamita Perfeito, destacou a importância histórica da conquista, uma demanda de quase 40 anos. “Se não fosse o apoio do Governo Ibaneis Rocha e agora do BRB, não teríamos conseguido. Essa parceria é muito bem-vinda. A expectativa é seguir em frente e realizar esse sonho. Alguns cooperados infelizmente faleceram sem ver isso acontecer. Então, essa é uma conquista muito significativa para todos nós”, disse. “É uma história de luta de muitos anos. Agora, estamos muito próximos de concretizar a construção da nossa sede e a regularização definitiva do terreno”, acrescentou.

A assinatura do protocolo foi recebida com entusiasmo pelos feirantes, como a proprietária do Cantinho da Tia Rô, Rosângela Rabello. “É uma emoção tão grande que nem dá para explicar. Lutamos muito por isso, e agora recebemos esse presente. Com o novo prédio, vamos manter nossos boxes funcionando e continuar oferecendo esse espaço que é um dos melhores de Brasília”, comemorou Rosângela Rabello.

Fundada no final da década de 1980 por moradores do Lago Norte, a Cooperativa Quituart surgiu a partir da venda de pães, biscoitos e artesanato em barracas improvisadas no canteiro central do SHIN QI 9/10. Desde então, evoluiu de uma pequena associação para se tornar uma referência cultural e gastronômica.

Atualmente, o espaço reúne temperos e pratos das culinárias nacionais e internacionais, além de uma ampla variedade de produtos artesanais. Aos fins de semana, transforma-se em ponto de encontro da comunidade, funcionando como uma extensão da vizinhança.

A feira funciona às quintas e sextas, das 18h à meia-noite; aos sábados e domingos, das 10h às 18h; e serve pizzas de terça a domingo, das 18h às 22h.

Sol Nascente é a primeira cidade a receber a agência móvel da Caixa

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A escolha do local atendeu a um pedido da vice-governadora, Celina Leão, para garantir a inclusão financeira da população local

O Sol Nascente (DF) é a primeira cidade do Brasil a receber uma agência móvel automatizada da Caixa Econômica Federal. O ponto de atendimento foi inaugurado nesta quinta-feira (31/7) no Centro Olímpico Parque da Vaquejada, em Ceilândia, onde ficará até o dia 29 de agosto. A nova agência conta com acessibilidade e oferece os mesmos serviços de uma agência tradicional, com exceção da movimentação em dinheiro.

A escolha do local atendeu a um pedido da vice-governadora, Celina Leão, para garantir a inclusão financeira da população local. “É fundamental que os moradores de uma cidade populosa como o Sol Nascente possam contar com os serviços da Caixa Econômica perto de casa. É mais uma forma de aproximarmos o poder público da população, levando cidadania, inclusão e acesso a serviços essenciais para os moradores da região”, ressaltou.

O atendimento terá foco nos beneficiários do Bolsa Família, senha de beneficiários do INSS, Abono Salarial (PIS), Programa Pé-de-meia, FGTS, Cartão do Cidadão, auxílio na utilização do aplicativo CAIXA Tem e desbloqueio de cartão e senha de contas. O funcionamento será de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h.

GDF contrata 65 leitos de UTI para atender rede pública de saúde

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Contratação de unidades intensivas reforça assistência a pacientes graves no SUS do Distrito Federal

Brasília, 31 de julho de 2025 – A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) deu mais um passo importante para fortalecer a capacidade de atendimento a pacientes em estado crítico. A pasta contratou 65 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta na rede complementar, com previsão de expansão para mais de 340 leitos ao todo. O objetivo é ampliar o suporte intensivo prestado à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida visa garantir que pacientes com quadros graves recebam assistência especializada, rápida e eficaz, sobretudo em momentos de alta demanda clínica.

“Ampliar o acesso a leitos de terapia intensiva é de extrema importância diante do crescimento contínuo por esse tipo de cuidado”, afirmou o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda. “Buscaremos essa ampliação tanto por meio da abertura de novos leitos nos hospitais da rede pública quanto pela contratação de unidades na rede suplementar”, completou.

Com a iniciativa, a SES-DF reforça o compromisso com a qualidade e agilidade no atendimento hospitalar, especialmente em cenários de maior complexidade, como surtos sazonais ou aumento de internações.

A contratação dos leitos integra uma estratégia de expansão estruturada da capacidade assistencial do DF, garantindo mais segurança para os usuários do SUS e apoio às equipes de saúde que atuam na linha de frente.