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OPINIÃO | Impeachment deve mexer no tabuleiro do DF para 2018

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Por Ricardo Callado

Daqui a exatos dois anos iniciam as convenções partidárias. Elas irão definir quais serão os candidatos a cargos majoritários. Serão colocadas em disputa duas vagas ao Senado e ao Palácio do Buriti.

 

Apenas um candidato pode dizer que está definido. Rodrigo Rollemberg (PSB) será candidato, independente dos índices de avaliação. Só um desastre maior para tira-lo da disputa.

 

Rollemberg não vai esperar a definição dos adversários. Deve costurar uma chapa que possa recoloca-lo por mais quatro anos à frente do GDF. No primeiro ano de governo, abdicou da política.

 

O esticamento excessivo do discurso de herança maldita e o distanciamento do meio político não fizeram bem para o governo. Num cenário de terra arrasada, não soube passar esperança à população.

 

A estratégia política foi errada. Quando não se tem como fazer, deve-se pelo menos passar o sentimento de que pode ser feito e se pretende fazer. Ao invés de esperança, passou a impressão de que tudo estava perdido e nada poderia ser feito.

 

E pode sim. Muito pode ser feito. Mas precisa que o governo mude de postura. Aprenda a se comunicar com a sociedade de forma franca e direta. Rodas de conversa? Bobagem. Isso é muito bom para campanha, não para governar. 2018 não parece, mas é bem ali.

 

O processo de impeachment sugere que o Buriti ganhou certo sossego, fôlego. Mas só sugere. Se analistas consideram que o GDF saiu do tiroteio, estão errados. Que o governador poderia se ocupar de uma pauta positiva, também é uma miragem. Da mesma forma que todos os olhares estão para o cenário nacional, e não tem espaço para críticas ao Buriti, também não tem para elogios.

 

Tudo de bom que o governo está fazendo nesse momento passa despercebido. É uma pauta positiva sim, mas solenemente ignorada pela população. Além disso, a interlocução com a opinião pública ainda é falha.

 

Soma-se a isso que o impeachment está criando os adversários perfeitos para Rollemberg. Pelo menos três nomes surgem com players para a eleição e 2018.

 

Com uma provável assunção Michel Temer, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli vai ocupar espaço estratégico no novo governo. Filippelli é ruim de voto, mas habilidoso na articulação e terá um cenário favorável.

 

Apenas com os dois partidos que tem na mão, PMDB e PP, somará oito minutos de tempo de televisão. É bom lembrar que Rollemberg teve cerca de 4 minutos em 2014, suficientes para ir ao segundo turno.

 

E ainda terá apoio do governo federal, uma máquina que pode fazer a diferença. O governo é uma meta mais distante, mas pode entrar competitivo para o Senado e montar uma boa coligação para o governo.

 

Será o candidato da barganha. O problema é que o ambiente mudou. Se o desgaste da marca política permanecer, significa que esse “modelo” pode não ser mais aceito pela população.

 

A derrocada da presidente Dilma e do PT coloca a ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade) como uma das favoritas ao Palácio do Planalto. Para isso o partido não pode errar na posição que terá no processo de impeachment. Se colocar como alternativa viável, que pode trazer um sopro de esperança no contaminado meio político.

 

Um erro pode ser fatal e atingir os candidatos da Rede em todo o país. A rejeição e o desgaste que hoje o PT tem podem ser facilmente transferidos para os aliados de Marina e para ela própria.

 

No DF, mantendo um cenário favorável para Marina, e a Rede acertando sua posição em relação ao processo de impeachment, o líder do partido na Câmara Legislativa, Chico Leite, chega competitivo.

 

Chico Leite é pré-candidato ao Senado ou ao próprio Palácio do Buriti. Tudo vai depender do cenário político. A primeira opção é a preferida. Mas se o partido precisar de um palanque forte para Marina, Chico Leite estará disposto a disputar o governo.

 

Processos de impeachment criam heróis e vilões. O presidente da comissão, Rogério Rosso, que está analisando o afastamento de Dilma Rousseff, está entre um ou outro. Não tem como escapar de um rótulo.

 

A carreira política de Rosso está vinculada a de Dilma. E é também o que mais caminha para o desgaste. É muito difícil atravessar esse mar de politização sem assumir algum desgaste. Rosso sofrerá o efeito day after. Se a Dilma cair, o Rosso terá a marca da traição, se a Dilma ficar, o Rosso terá a marca da proteção à Dilma e ao PT.

 

Rosso pode ser culpado de alguma coisa, terá a “tarja” de alguma coisa, e isso terá reflexo em 2018. O Distrito Federal é uma das unidades da Federação mais politizadas. E onde a rejeição a presidente é maior. Mas onde o PT ainda tem um eleitorado fiel.

 

Rogério Rosso nunca tem uma nova chance de dar um grande salto na sua trajetória política. Se o GDF caiu no seu colo uma vez, pode novamente se tornar algo palpável. Uma postulação ao Senado, algo que já estava sendo construído, se tornará inevitável.

 

Outros nomes irão despontar para candidaturas majoritárias em 2018. Mas por outros meios, não pela atual crise nacional.

 

Se pode chamar isso de sorte, Rollemberg tem a seu favor que Filippelli, Chico Leite e Rosso não conseguiriam fazer uma composição, seja por questões ideológicas ou pessoais.

 

Em resumo, o impeachment tira de Rollemberg os holofotes das críticas, mas não acrescenta uma pauta positiva. Ao mesmo tempo em que fabrica adversários para 2018.

 

E o governador, por uma questão institucional e por necessidade de parceria, ainda tem que ficar em cima do muro, ouvindo protestos dos dois lados.

 

Chico Leite eleito presidente da subcomissão que fiscalizará gastos do GDF com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos

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Líder da Rede Sustentabilidade, deputado Chico Leite Foto Rinaldo Morelli
Líder da Rede Sustentabilidade, deputado Chico Leite Foto Rinaldo Morelli

A Subcomissão de Fiscalização ficará responsável por ampliar a transparência dos gastos do GDF na realização dos jogos

Por Thiago Alves – A Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC), da Câmara Legislativa, elegeu, na manhã desta quinta-feira (31), o deputado Chico Leite (Rede) como presidente da subcomissão que irá fiscalizar os gastos do GDF com os jogos olímpicos e paralímpicos que serão realizados na cidade este ano.“Me sinto horando com a confiança em mim depositada para a tarefa. Vamos trabalhar para ampliar a transparência do evento durante a realização dos jogos”, afirmou o parlamentar.

A primeira medida da subcomissão foi designar como relator o deputado Roosevelt Vilela (PSB). Na próxima reunião da CFGTC será apresentado o planejamento de trabalho das atividades da subcomissão. Chico Leite defende uma fiscalização criteriosa dos investimentos públicos a fim de que os erros cometidos nos Jogos Pan-americanos de 2007 e na Copa do Mundo do ano passado não sejam repetidos agora. “Sou um fiscal do povo e não vou medir esforços para que haja lisura e transparência no uso dos recursos”, destacou.

Chico Leite defende que a realização dos eventos olímpicos e paralímpicos de 2016 é importante para o Distrito Federal, levando em consideração a geração de emprego e renda e o potencial legado.

BOLSA ROUANET | Artistas da Globo aparecem em vídeo que acusa a emissora de corrupção

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Criadores cortaram a menção após o original ter sido divulgado; ator alega que não sabia do conteúdo; veja o vídeo completo

Por Implicante – Um vídeo publicado por um canal de Youtube chamado “TV Poeira”  causou constrangimento para alguns artistas da Globo. Nomes como José de Abreu, Zezé Polessa e Letícia Sabatella gravaram mensagem a favor de Dilma e contra o impeachment para a peça, que responsabilizava a emissora pelo “sétimo maior caso de corrupção no Brasil” por “sonegação” no valor de R$ 615 milhões. O vídeo original foi divulgado pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e trocado horas depois por uma versão sem a menção à emissora: a lista com os “onze maiores casos de corrupção” do país continua lá, mas agora só tem os seis primeiros. O petrolão e outros escândalos revelados pela operação Lava Jato não constam da relação.

Entrevistado sobre a polêmica, o ator Tonico Pereira classificou o episódio de “uma sacanagem” e afirmou que não conhecia os autores do vídeo antes de gravar o depoimento. A “TV Poeira” é ligada ao “Teatro Poeira”, que pertence às atrizes Marieta Severo e Andréa Betrão.

https://www.youtube.com/watch?v=xp7myVJU9Bk

ANÁLISE POLÍTICA | Não haverá impeachment

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Ruth de Aquino

 

O jogo interno de traições no PMDB, com seu imenso apetite pelo poder, não permitirá a queda de Dilma

Tudo leva a crer que não haverá 342 votos na Câmara a favor do impedimento da presidente Dilma Rousseff.  E, se por acaso houver, o impeachment não passará no Senado. Não será por falta de crimes de responsabilidade de Dilma. Sobram crimes da presidente que justifiquem sua renúncia ou sua queda. Crimes contra a economia popular, contra as finanças, contra a imagem do país, contra o meio ambiente, contra os desfavorecidos urbanos e rurais, contra os pobres e a classe média, contra crianças, jovens e velhos, contra os doentes, contra sua própria palavra, contra a ética e a moral. Não haverá impeachment não por falta de crimes de Dilma, mas porque não há uma Oposição legítima e forte.

O jogo interno de traições no PMDB, o partido mais fisiologista de nossa República e com imenso apetite pelo Poder, não permitirá a queda de Dilma. Os seis ministros peemedebistas que não tinham saído até esta coluna ser escrita provavelmente não deixarão a boquinha máxima do governo. Por que deixariam mesmo? Por amor ao vice eleito e reeleito na chapa de Dilma? Entre a liderança da Câmara e a do Senado, é evidente que os ministros preferem ficar abraçadinhos com Renan e seus privilégios.

O PMDB descobre que Michel Temer é muito menor do que imaginava ao olhar para o espelho e engomar a figura, a gravata e os cabelos. Que entre ele, vice decorativo por excelência, e o presidente do Senado, Renan Calheiros, as hostes peemedebistas do primeiro time ficarão com quem exerce poder real. Os dominós continuam em pé, tanto os do PMDB quanto os dos partidos menores. Os nanicos, gatos borralheiros jamais convidados ao baile do Palácio, sonham com dias de Cinderela ao ler sobre as exonerações nos escalões mais baixos.

Cobra criada por José Sarney e aliado de Dilma e Lula, Renan deu uma bronca pública no PMDB de Temer pelo desembarque do governo petista, festejado por aclamação na terça-feira. “Essa reunião do PMDB foi, sem dúvida, precipitada. (…) Em bom português, não foi um bom movimento, um movimento inteligente.”

Renan classificou a ala Temer do PMDB de radical e antidemocrática, por “não defender o interesse nacional, nem valores como a democracia, a liberdade, a governabilidade”. Forte, não? “Eu acho que, se esse processo chegar ao Senado, e espero que não chegue, nós vamos juntamente com o Supremo Tribunal Federal decidir o calendário. A Constituição prevê que esse julgamento aconteça em até seis meses”, afirmou. A mensagem de Renan é: não haverá impeachment.

Em 2007, Renan conseguiu se safar por poucos votos de uma cassação, acusado de pagar a amante e a filha com ajuda de um lobista e da construtora Mendes Júnior. Agradeceu a São Judas Tadeu, o “santo das causas impossíveis”. “Venceu a democracia”, disse Renan, que depois renunciou à presidência do Senado para não ser cassado. Ele simboliza a sobrevivência do político servil ao Poder.

Meu Deus do céu! A voz que ecoou no país foi a do ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, em palestra para estudantes de economia. “A política morreu. Porque nós temos um sistema político que não tem o mínimo de legitimidade democrática. (…) Ele deu uma centralidade imensa ao dinheiro e à necessidade de financiamento. E se tornou um espaço de corrupção generalizada. (…) Quando o jornal exibia que o PMDB desembarcou do governo e mostrava as pessoas que se erguiam as mãos, eu disse: Meu Deus do céu! Essa é nossa alternativa de poder. (…) Não tem para onde correr.”

A foto sorridente do réu e presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e do vice-presidente do PMDB e também réu, Romero Jucá, de mãos juntas e erguidas, é a bandeira mais eficaz dos petistas. Como explicar gritos de mudança ao ver Temer acenando como se não tivesse compactuado com as pedaladas fiscais de Dilma? Deixemos a hipocrisia para os fracos. Porque de vergonha já estamos cobertos, com o varejão de pastas e a liquidação de cargos no Estado para Dilma conseguir votos contra o impeachment.

Não haverá impeachment, apesar de a grande maioria da população não querer mais Dilma e se sentir traída. Não haverá impeachment, apesar da fala precisa da advogada Janaina Paschoal, a mais contundente contra Dilma.

“Não é questão de elite ou não elite”, afirmou Janaina, citando atos e números para destruir a fantasia de que as manobras fiscais de Dilma não passariam de tecnicalidade. Mentiras, fraudes, desvios da verba pública, superfaturamentos, malfeitos, operações ilegais de crédito. “Há casos de chorar”, disse Janaina. “Prefeitos já perderam o mandato por atos muito menos graves que os de Dilma Rousseff.”

Apesar de todos os crimes de responsabilidade, apesar de você, amanhã ainda teremos Dilma. Depois de amanhã, também. (Por Ruth de Aquino, da Revista Época)

Cid Gomes protocola pedido de impeachment de Temer na Câmara

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cid

 

O ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT), protocolou na tarde desta sexta-feira, na Câmara dos Deputados, um novo pedido de investigação e impeachment do vice-presidente da República, Michel Temer. O pedetista se baseia em citações explícitas nas investigações da Operação Lava Jato que envolvem suposto pagamento de propina e favorecimento ao PMDB e a Temer, presidente da sigla.

Este é o quarto pedido de impeachment protocolado contra o peemedebista. Os pedidos começaram a ser apresentados no final de 2015. Dois já foram indeferidos pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e um – do deputado Cabo Daciolo (sem partido-RJ) – aguarda apreciação. O ex-governador pede para que o pedido seja analisado pelo vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), porque Cunha também é investigado na Lava Jato e ambos integram o mesmo partido.

Cid Gomes disse que veio como cidadão comum pedir a apuração das denúncias envolvendo Temer, ao qual acusa de crime de responsabilidade. No documento, o ex-ministro inclui o termo de colaboração premiada do doleiro Alberto Youssef e do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e informações sobre suposto repasse de 5 milhões de reais da empreiteira OAS para Temer. Cid não aborda denúncia de crime de responsabilidade fiscal por considerar que as chamadas “pedaladas fiscais” são “artifícios contábeis válidos”. “Não há nenhum dolo, nenhum crime de responsabilidade nisso”, justificou.

Sobre as declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, em que comenta uma eventual ascensão do PMDB ao poder, Cid demonstra concordância. “Quem melhor descreve isso é o ministro Barroso. São essas as alternativas que o Brasil tem? Certamente não podemos esperar de uma gestão que tem à frente Michel Temer, presidente de um partido que é o precursor, o aperfeiçoador de uma prática de achaque do serviço público nacional, não podemos esperar do comando de um partido desse uma boa gestão”, afirmou. Na avaliação do ex-governador, o PMDB foi responsável por instaurar a prática do fisiologismo no país, o que vem sendo copiado por outros partidos.

 

Na última vez que esteve na Câmara, no ano passado como ministro, Cid apontou em plenário supostos “achacadores” do governo, entre eles Cunha. Segundo ele, havia na Casa pessoas que se aproveitam da dificuldade do governo para cobrar mais. “De lá para cá, o que tem sido apurado é que eu estava absolutamente correto. Há aqui uma prática de achaque. Eu penso que o Executivo acaba sendo muito mais vítima do que protagonista do balcão de negócios”, declarou o ex-ministro ao comentar as negociações de cargos no governo no momento em que a presidente Dilma Rousseff está em vias de ser afastada pelo Congresso. Cid defendeu mudanças na relação entre Executivo e Legislativo “sob pena do País se tornar ingovernável”.

Cid escolheu este momento para apresentar um pedido de afastamento de Temer por considerar que o processo contra a petista está tramitando rapidamente e por se preocupar “com o dia seguinte” do impeachment de Dilma. “Sou crítico a muitas coisas que acontecem no governo. Agora, não vai ser substituindo a Dilma por Michel Temer e por sua turma que a gente vai ter a possibilidade de melhora no país. Não há esperança, sinceramente”, completou.

(Com Estadão Conteúdo)

 

Impeachment depende da decisão de cerca de 40 deputados

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Givaldo Barbosa (Foto: Agência O Globo)
Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

Por Ricardo Noblat – Quatro líderes de partidos importantes, ouvidos, ontem, por este blog, coincidiram no diagnóstico: a aprovação do impeachment de Dilma na Câmara depende, no momento, da definição do voto de cerca de 40 deputados, a maioria deles do Partido Popular (PP), Partido da República (PR) e Partido da Social Democrático (PSD).

O impeachment será aprovado com folga pela Comissão Especial da Câmara. Ali, o governo já jogou a toalha. Espera reunir, apenas, 25 de um total de 65 votos. O governo admite que a oposição terá mais votos para aprovar o impeachment no plenário da Câmara. Só está empenhado em impedir que ela atraia 342 ou mais dos 513 votos possíveis .

Daí a “Operação Varejão”, deflagrada pelo governo atrás de 172 votos de deputados capazes de barrar o impeachment. Os escrúpulos, que sempre foram poucos, deixaram simplesmente de existir. Vale tudo por um voto – cargos, liberação de emendas de parlamentares ao Orçamento da União, favores inomináveis, sinecuras a dar com o pau.

 

O PP, por exemplo, conta com 49 deputados e já controla o Ministério da Integração Nacional com Gilberto Occhi. Mas ele será trocado, em breve, pelo deputado Cacá Leão (PP-BA), filho de João Leão (PP), vice-governador da Bahia e amigo de Jaques Wagner, atual chefe do Gabinete Pessoal da presidente Dilma. Occhi enfrenta problemas de saúde.

O governo ofereceu mais um ministério ao PP: o da Saúde. É o maior orçamento da Esplanada dos Ministérios, mas não tem dinheiro nem mesmo paga pagar as despesas do SUS. A presidência da Caixa Econômica Federal também foi oferecida ao PP. Que ficou de responder na segundo semana de abril, tão logo a Comissão Especial vote o impeachment.

O PP tem um problema: é o partido com maior número de deputados investigados pela Lava-Jato – 32, cinco dos quais já denunciados por corrupção ao Supremo Tribunal Federal. Mais da metade deles diz que votará pela aprovação do impeachment porque não quer arrumar confusão com suas bases eleitorais. Será? A conferir.

O PR do mensaleiro Valdemar Costa Neto, indultado há pouco pela Justiça, está à caça de mais cargos no governo. Não terá dificuldade de conseguir. Ocorre que quase dois terços dos seus deputados tende mesmo assim a votar a favor da saída de Dilma, que evita conversar pessoalmente com Costa Neto porque pegaria mal. Mande emissários ao encontro dele.

O PDS liberou seus deputados para votarem como quiser. E o ministro de Cidades, Gilberto Kassab (PDS-SP), deverá renunciar ao cargo na próxima semana. Governo e oposição disputam os votos do PDS. Há deputados, ali, que negociarão seu apoio a um lado e ao outro até o dia da votação do impeachment no plenário da Câmara.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, acertou com líderes de partidos o calendário das votações do impeachment. Ele será votado pela Comissão Especial no próximo dia 11, uma segunda-feira. E pelo plenário a partir da sexta-feira dia 15. No plenário, a votação deverá se estender por três dias. Cada deputado terá um minuto para justificar seu voto.

Foi o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), do Distrito Federal, que pediu a Cunha para só votar o impeachment no final da semana. Razões de segurança. A Polícia Militar do Distrito Federal estima que entre 200 mil a 300 mil pessoas mobilizadas pela oposição e pelo governo acamparão diante do prédio do Congresso à espera do resultado da votação.

Deputados distritais cobram instalação da CPI da Saúde na CLDF

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CLDF Bispo Renato

Denise Caputo – Protocolado há 15 dias, o requerimento de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar má gestão na saúde pública do Distrito Federal (CPI da Saúde) ainda não foi lido no plenário da Câmara Legislativa. Na sessão desta quinta-feira (31), diversos distritais cobraram a instalação da CPI. Segundo o deputado Bispo Renato (PR), o deputado Lira (PHS) teria retirado o requerimento sem consultar os demais signatários. “Não pode ser uma decisão monocrática”, reclamou.

O líder do PT na Casa, deputado Wasny de Roure, concordou com o colega e se disse estarrecido com a retirada do requerimento. “Confiança exige reciprocidade”, apontou. “Esta situação soa mal. O requerimento tem de ser reapresentado e lido no plenário. A saúde está um caos há muito tempo”, completou Wellington Luiz (PMDB).

Já o deputado Ricardo Vale (PT) cobrou explicações por parte do deputado Lira, que coletou as assinaturas. “Precisamos saber se isso foi coisa dele ou do governador. Ele retirou sem falar com ninguém”, disse.

O objetivo da CPI da Saúde, assinada por 15 parlamentares, é “investigar indícios de malversação de recursos públicos” na Secretaria de Saúde do DF no período de janeiro de 2011 e março de 2016; ou seja, nos governos de Agnelo Queiroz e Rodrigo Rollemberg.

Educação – Também na sessão de hoje, o presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), deputado Professor Reginaldo Veras (PDT), informou que o colegiado irá visitar amanhã (1º) de manhã, junto com representantes do Tribunal de Contas do DF, a Escola Classe nº 415, em Samambaia Norte. “É mais uma ação de fiscalização para verificar a infraestrutura das escolas do DF. Esperamos soluções para os problemas verificados”, explicou.

O deputado informou, ainda, ter chegado nesta quinta-feira mensagem do governador à Casa, tratando da abertura de crédito especial à Lei Orçamentária Anual no valor de R$ 7,8 milhões. Os recursos, destinados ao Pronatec, teriam sido “esquecidos” de fora do Orçamento. “É lamentável esse esquecimento por parte do governo, mas agora precisamos corrigir isso o quanto antes”, frisou.

Segurança – Oriundo da Polícia Civil, o deputado Cláudio Abrantes (Rede), lamentou a substituição do subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Paz Social do DF. O distrital elogiou a competência do antigo ocupante da cadeira, o delegado Josué Ribeiro da Silva, e reclamou de “desprestígio” por não ter sido informado pelo governo ou não ter sido consultado – já que tem 20 anos de experiência na área. “Não houve qualquer deslize por parte de Josué. É a primeira vez que a área de inteligência sai do comando de um delegado da Polícia Civil”, destacou. O novo subsecretário é da Polícia Federal.

Liga Brasília de Voleibol recebe apoio do BRB

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brb volei

 

O evento está em sua quarta edição e já é considerado o maior da modalidade no DF

A Liga Brasília de Voleibol realiza em 2016, sua 4ª edição. O evento teve início no dia 19/3 e vai até o mês de outubro, no Colégio Rogacionista, do Guará II. A Liga, é o maior evento esportivo da modalidade realizado em Brasília, tendo como público-alvo atletas amadores de 10 a 60 anos. São 96 equipes, 2 mil atletas, e 391 jogos em 16 etapas.

O evento, tem como objetivo possibilitar às equipes convidadas e inscritas a oportunidade de descobrir e desenvolver o talento dos atletas em uma competição esportiva organizada, zelando pelos padrões de boa gestão esportiva, segurança e desenvolvimento das possibilidades integradas entre jovens e adultos.

Os atletas participantes da 4ª Edição da Liga Brasília de Voleibol serão divididos em 06 categorias, nos naipes masculino e feminino, contemplando a faixa etária de 10 até 60 anos. O objetivo principal é promover a ampla integração dos praticantes do voleibol no Distrito Federal e consolidar o esporte como meio de formação de uma vida mais saudável, além de melhorar a convivência social.

Luciano Vieira de Mello, Coordenador Geral do evento, fala sobre a colaboração do BRB na Liga: “É uma honra receber o apoio e poder contar com o BRB na Liga de Voleibol, considerada por muitos, como o maior evento de Voleibol no Distrito Federal nos últimos 39 anos”.

O Gerente de Patrocínios do BRB, João Eduardo Silveira, fala sobre a importância do apoio do BRB à Liga: “o BRB procura sempre estar presente em eventos como esse, que valorizam o esporte do Distrito Federal e promovem a integração da população de todas as idades, e a Liga Brasília de Voleibol possibilita tudo isso”.

Serviço

Liga Brasília de Voleibol-Temporada 2016

Local: Escola Rogacionista-QE 38, Guará II

Data: De 19 de março a 23 de outubro

Um PM foi morto a cada seis dias no primeiro bimestre de 2016

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Sargento Almeida (no detalhe) foi morto durante confronto no interior do Estado de São Paulo; seu corpo foi enterrado na capital paulista (Foto: Reprodução/TV Globo)
Sargento Almeida (no detalhe) foi morto durante confronto no interior do Estado de São Paulo; seu corpo foi enterrado na capital paulista (Foto: Reprodução/TV Globo)

 

Segundo corporação, número é 9% menor que o registrado no ano passado em São Paulo. Maioria absoluta dos PM estava fora de serviço; minoria trabalhava

Paulo Toledo Piza e Kleber Tomaz, do G1 – Um policial militar foi morto a cada seis dias em São Paulo nos dois primeiros meses de 2016, segundo dados oficiais fornecidos pela Polícia Militar (PM) ao G1. Dos dez policiais militares assassinados nos 60 dias iniciais deste ano, nove estavam fora de serviço (de folga ou aposentados).

A equipe de reportagem também teve acesso aos dados fechados de policiais mortos e feridos de anos anteriores. Segundo a assessoria da corporação, a compilação dos números é feita pela Corregedoria da PM.

O número de PMs mortos neste ano, porém, é 9% menor que o registrado no primeiro bimestre do ano passado, quando 11 policiais foram assassinados. Se comparado com o mesmo período de 2014, o percentual é ainda menor: 52,4% a menos que as 21 mortes registradas há dois anos.

 2016 (2 meses) PMs mortos PMs feridos
PMs trabalhando 1 4
PMs de folga e aposentados 9 20
Total 10 24

Os dados mostram que a maior parte dos policiais mortos nos dois últimos anos estava fora de serviço quando foi atacada.

Nos 12 meses de 2015, foram registradas 65 mortes de PMs. Desse total, apenas 13,8% (ou nove vítimas) estavam em serviço quando foram mortos. Os demais 86,2% (ou 56 policiais) foram assassinados quando estavam de folga ou eram aposentados.

O ano de 2014 também foi violento para policiais fora de serviço. Dos 85 mortos, 77 (ou 90,6%) estavam nesta condição. Apenas oito (ou 9,4%) foram assassinados quando estavam trabalhando.

Feridos
Ainda segundo os números da PM, os policiais feridos, em sua maioria, também estavam fora de serviço.

2015 (12 meses) PMs mortos PMs feridos
PMs trabalhando 9 37
PMs de folga e aposentados 39 90
Total 65 146

No primeiro bimestre deste ano, dos 24 PMs atacados, apenas quatro (ou 16,66%) estavam em serviço (contra 20 – ou 83,3%). No ano passado inteiro, 146 ficaram feridos, sendo 37 em serviço (25,3%). Em 2014, dos 250 feridos, 51 (ou 20,4%) estavam na ativa.

Dos dez policiais mortos em janeiro e fevereiro deste ano, o único atacado quando estava trabalhando foi o sargento Júlio Cesar Zorzetti de Almeida, atingido numa troca de tiros durante ocorrência no dia 20 de fevereiro em Itirapina, no interior (leia mais abaixo). Ainda do total de PMs assassinados, dois policiais executados eram aposentados.

De acordo com a assessoria de imprensa da PM, os policiais mortos quando estavam de folga foram vítimas de latrocínios -roubo seguido de morte-, executados ou em confrontos com criminosos, ao tentarem impedir um roubo, por exemplo. A maioria dos agentes foi baleada.

2014 (12 meses) PMs mortos PMs feridos
PMs trabalhando 8 51
PMs de folga e aposentados 61 174
Total 85 250

Segundo a corporação, os dados informam que os policiais de serviço, de folga e  aposentados foram feridos após serem vítimas de tentativas de homicídios.

Quando não estão de serviço, os PMs não usam fardas e acabam se tornando alvos de criminosos, segundo policiais ouvidos pelo G1. Ainda segundo eles, no momento em que um assaltante descobre, por exemplo, que sua vítima é um policial, ele atira com a intenção de matar.

Sargento morto
O sargento Almeida foi morto num tiroteio com um agente penitenciário. O atirador tinha disparado na mulher e no filho com uma arma de pressão na casa da família.

Almeida tinha ido à residência com outros policiais. Durante a negociação para tentar fazer o agente soltar as vítimas e se entregar, ele agirou na direção dos policiais, acertando o rosto do sargento, que morreu na hora.

Capitão Silva, da Rota, foi atingido por dez tiros (Foto: Reprodução/TV Globo)
Capitão Silva, da Rota, foi atingido por dez tiros em fevereiro; ele morreu em março (Foto: Reprodução/TV Globo)

Naquele momento, outro policial revidou os disparos e atingiu o agente Marcos José da Silva, que também morreu. Ele tinha 44 anos e estava afastado do trabalho por problemas psiquiátricos.

O sargento Ameida estava com 40 anos, era casado e tinha um filho de dois anos. Seu corpo foi enterrado em São Paulo, com honras militares.

Capitão da Rota
O capitão Marcos Henrique da Silva, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), baleado durante tentativa de assalto na capital paulista em 20 de fevereiro, morreu em 10 de março em decorrência dos ferimentos.

O caso dele entrou para as estatísticas do bimestre como ferido, mas não como policial morto porque seu falecimento não ocorreu em fevereiro, mas neste mês.

 O capitão Silva havia sido atingido por dez disparos, durante uma tentativa de roubo à sua residência, na Zona Oeste de São Paulo. Quatro criminosos armados entraram no imóvel no momento em que o filho do policial chegava. Um quinto assaltante ficou do lado de fora, num carro.

O capitão da Rota tentou ir até o carro para pegar a arma, mas não deu tempo. A quadrilha disparou após descobrir que ele era policial militar. Atingido, Silva foi levado ao pronto-socorro do Hospital Universitário e depois transferido para o Hospital Samaritano.

O capitão passou por duas cirurgias, uma no intestino e outra na cabeça, chegou a ser internado na UTI, mas não resistiu e morreu. Os assaltantes fugiram sem levar nada. Três suspeitos foram presos pelo assassinato do capitão.

Ex-governador Agnelo Queiroz participa de manifestação contra o impeachment de Dilma

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agnelo

 

Do Blog do Odir Ribeiro – Apareceu a Margarida! O ex-governador Agnelo Queiroz(PT) esteve na manifestação a favor da presidente Dilma Rousseff. Lembrando que Agnelo está enrolado por causa da construção do Estádio Mané Garrincha.  O fato é que Agnelo saiu da toca. Será que já está pensando em 2018? Que coisa,…