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Ribeiro solicita ao Detran que suspensa obrigatoriedade ao uso do farol ligado durante o dia

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Deputado Raimundo Ribeiro
Deputado Raimundo Ribeiro

O deputado Distrital Raimundo Ribeiro (PPS), solicitou ao diretor geral do Detran, Amorim de Sousa, a possibilidade de excepcionar o Distrito Federal da obrigatoriedade ao cumprimento da Lei nº 13.230/2016, que entrou em vigor ontem (8), e impõe aos motoristas dirigir com o farol ligado durante o dia, dentro da cidade.

De acordo com o parlamentar, o DF tem peculiaridades que tornam dispensáveis esta prática: “Nossa capital possui características não encontradas em outras localidades. Somos presenteados com claridade solar intensa e com terreno plano, o que demonstra a desnecessidade da manutenção dos faróis baixos acesos durante o dia, nos túneis providos de iluminação pública e nas rodovias.”, declarou Ribeiro.

O deputado destacou ainda, menção ao Código de Trânsito Brasileiro que define rodovia como: via rural pavimentada e questionou: “Quais são as nossas vias rurais pavimentas?”

Na solicitação apresentada, Raimundo Ribeiro também sugeriu que o DETRAN, juntamente com o DER, façam mais ações preventivas e educativas do que repressivas com fins arrecadatórios: “Tenho a convicção que educar a população para o trânsito, evita mais acidentes do que impor normas e aplicar sanções”, finalizou.

Pedestres e ciclistas terão prioridade na revitalização do Setor Hoteleiro Sul

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Setor Hoteleiro Sul,Brasília Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília.
Setor Hoteleiro Sul,Brasília Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília.

Em fase de conclusão, projeto para o local tem foco na acessibilidade, com ampliação de calçadas e construção de ciclovias

Depois de melhorias em áreas centrais do Plano Piloto, como o Setor Comercial Sul e a Rodoviária, o governo de Brasília elabora projeto para revitalizar o Setor Hoteleiro Sul. Em fase de conclusão, a proposta — resultado de parceria da Secretaria de Gestão do Território e Habitação com a de Infraestrutura e Serviços Públicos — é aprimorar a acessibilidade do local. Também está em andamento um estudo preliminar para intervenções semelhantes no Setor Hoteleiro Norte.

O projeto do Setor Hoteleiro Sul transforma, por exemplo, a via no centro da Quadra 5, que conecta as Quadras 4 e 6, em compartilhada. A pista e a calçada ficarão no mesmo nível, e os pedestres e ciclistas terão prioridade no espaço, onde haverá ainda arborização. “É algo usado em vários locais da Europa. Esse nivelamento dá a sensação ao motorista de que o carro está entrando no espaço dos pedestres, e ele vai reduzir a velocidade”, explica a coordenadora de Projetos da Subsecretaria de Políticas e Planejamento Urbano, da Secretaria de Gestão do Território e Habitação, Anamaria de Aragão.

Obras previstas para o Setor Hoteleiro Sul

Depois de melhorias em áreas centrais do Plano Piloto, como o Setor Comercial Sul e a Rodoviária, o governo de Brasília elabora projeto para revitalizar o Setor Hoteleiro Sul. Em fase de conclusão, projeto para o local tem foco na acessibilidade, com ampliação de calçadas e construção de ciclovias.

Depois de melhorias em áreas centrais do Plano Piloto, como o Setor Comercial Sul e a Rodoviária, o governo de Brasília elabora projeto para revitalizar o Setor Hoteleiro Sul. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Estão previstas também a criação de plataformas elevadas nos locais de acesso de veículos, para garantir a continuidade do passeio, e de rampas, além da instalação de sinalizações táteis. Essas melhorias vão resultar em uma rota acessível: uma calçada compartilhada entre pedestres e ciclistas que vai ligar o Eixo Monumental à via S2 e o Setor Hoteleiro Sul ao Parque da Cidade.

“Isso vai facilitar para que pedestres e ciclistas circulem, indo para a Esplanada, por exemplo, ou seguindo até o Centro de Convenções. Isso porque queremos atingir aqueles turistas que vêm para eventos e encontros profissionais e os que querem conhecer a cidade”, pontua o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antônio Coimbra. Uma ciclovia ligará o Eixo Monumental ao Parque da Cidade, passando entre as Quadras 5 e 6 do Setor Hoteleiro Sul. Em Brasília, hoje, há a opção de usar gratuitamente as bicicletas compartilhadas, com pontos em diversos locais da cidade.

A revitalização inclui ainda a instalação de lixeiras enterradas para substituir contêineres. O projeto já foi apresentado para representantes do setor. Após a conclusão, o próximo passo, segundo Aragão, é orçar os custos do trabalho, que deverá ser feito pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).

 

Governo não vai interferir na escolha do novo presidente da Câmara, diz Padilha

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Ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha
Ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha

 

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta sexta-feira, em Porto Alegre, que o governo não vai interferir na escolha do novo presidente da Câmara dos Deputados. Segundo ele, o Executivo não tem interesse em participar do processo.

“O governo ganha ficando distante para manter a sua base unida. A única coisa que interessa ao governo é que a base se mantenha unida.”

O ministro disse que está tranquilo quanto ao nome do escolhido para comandar a Câmara. “Sendo um deputado da base, certamente nós teremos diálogo com ele. Portanto, seja quem for, vai ser ele o presidente que terá de dialogar com o governo como chefe do Poder Legislativo.”

A presidência da Câmara dos Deputados ficou definitivamente vaga depois que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciou ao cargo ontem (7). Ele já estava afastado do posto desde o dia 5 de maio, por decisão do Supremo Tribunal Federal. O cargo está ocupado interinamente pelo deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que marcou a eleição para a presidência da Casa para o próximo dia 14.

STJ manda soltar Cachoeira e Cavendish, presos na Operação Saqueador

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Empresário Carlinhos Cachoeira (ao centro), preso na Operação Saqueador
Preso na Operação Saqueador, Carlinhos Cachoeira estava preso em Bangu 8, com os empresários Fernando Cavendish, Adir Assad e Marcelo AbbudArquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil

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O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ),  mandou soltar hoje (8) os presos investigados na Operação Saqueador, entre eles o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, e Fernando Cavendish, ex-dono da construtora Delta.

A defesa dos acusados entrou com habeas corpus pela manhã no tribunal, após a decisão que revogou prisão domiciliar concedida aos acusados.

A decisão, que não foi divulgada, vai beneficiar os empresários Adir Assad e Marcelo Abbud, que também estão presos. Por meio de telegrama, o STJ já informou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que deverá determinar a soltura dos acusados e empregar medidas cautelares. Os acusados estão presos no presídio de Bangu 8.

Operação Saqueador

Os mandados de prisão foram expedidos no âmbito da Operação Saqueador da Polícia Federal, que rastreia esquema de desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro, no valor de R$ 370 milhões. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os principais acusados são Fernando Cavendish e Carlinhos Cachoeira.

Além deles, foram denunciadas 21 pessoas, incluindo executivos, diretores, tesoureira e conselheiros da empreiteira e proprietários e contadores de empresas fantasmas, criadas por Carlinhos Cachoeira e os empresários Adir Assad e Marcelo Abbud.

Defesa de Gim Argello indica senadores e deputados como testemunhas

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A defesa do ex-senador Gim Argello (PTB-DF) e do filho dele, Jorge Afonso Argello, indicou deputados e senadores como testemunhas. O ex-senador foi preso preventivamente em abril deste ano, em Brasília, na 28º fase da Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido propina em troca de sua atuação política em comissões parlamentares de inquérito que investigavam a Petrobras.

Em maio, o juiz Sérgio Moro recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-senador e mais oito pessoas, entre elas Jorge Afonso Argello.

De acordo com a decisão do juiz federal Sérgio Moro, que tem data de quarta-feira (6), alguns dos parlamentares já indicaram dia e hora para prestar depoimento. Segundo o Código de Processo Penal (CPP), senadores e deputados podem ajustar previamente com o juiz local, dia e horário para serem ouvidos.

Os parlamentares que já definiram data e horário foram os deputados federais Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Marco Maia (PT-RS), Antônio Imbassahy (PSDB-BA) e Hugo Leal (PSB-RJ), e os senadores Humberto Costa (PT-PE), Acir Gurgacz (PDT-RO), Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e José Pimentel (PT-CE). Eles serão ouvidos em agosto.

Também já respondeu à Justiça Federal sobre o dia para a oitiva o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rego Filho, chamado pela defesa como testemunha. Ainda não enviaram resposta os deputados federais Rodrigo Maia (DEM-RJ), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e o Juiz Rogério Faleiro Machado.

Dispensa

Segundo a decisão do juiz, também foram indicados como testemunhas os senadores Paulo Paim (PT-RS) e João Alberto de Souza (PMDB-MA), que pediram para ser dispensados do depoimento. “Os senadores Paulo Renato Paim e João Alberto de Souza, em comunicações a este Juízo, solicitaram que fossem dispensados, alegando não ter conhecimento dos fatos”, acrescentou Sérgio Moro.

Na decisão, Moro informou que os advogados de Gim Argello foram ouvidos sobre o pedido de dispensa e que a defesa “insiste na oitiva”. Diante da manifestação dos advogados, Moro determinou que os parlamentares indicassem data e hora para serem ouvidos.  Na tarde desta sexta-feira (8), os advogados concordaram com a dispensa dos senadores.

CPI

“De igual modo, tendo em vista que o ministro Vital do Rego, do Tribunal de Contas da União, bem como 8 (oito) parlamentares já se dispuseram a depor informando a data da oitiva, além de outros 3 (três) que devem enviar a esse Juízo ofício indicando a data para os respectivos depoimentos, a defesa técnica, com expressa anuência dos réus, reconsidera a posição anterior e, com objetivo de racionalizar os trabalhos, também concorda com a dispensa da oitiva dos senadores Paulo Paim e João Alberto de Souza”, acrescentou a defesa

Os advogados disseram ainda que todas as testemunhas indicadas serão ouvidas sobre “fatos relacionados à comissão parlamentar de inquérito mista indicada na denúncia”.

Além de Paim e Alberto de Souza, a defesa atendeu pedido e dispensou o depoimento do senador Sérgio Petecão (PSD-AC).

ENTREVISTA | Cláudio Abrantes: A base do governador não está consolidada

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Deputado Claudio Abrantes (Rede)
Deputado Claudio Abrantes (Rede)

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Por Veruchka Fabre, do portal O Monumental


Após um ano e meio de mandato, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) ainda não conseguiu consolidar uma base de apoio na Câmara Legislativa. O reflexo da péssima relação entre Executivo e Legislativo pode ser medido pela ausência de projetos importantes que deveriam tramitar na Casa como, por exemplo, a LUOS e o PPCUB. A avaliação é do deputado distrital Cláudio Abrantes (REDE), que recebeu a reportagem de O Monumental e falou ainda sobre eleições, Uber e OSs.

Policial civil, ator e professor, Claudio Abrantes está em seu terceiro mandato parlamentar. Como ator, interpretou Jesus por mais de anos na Paixão de Cristo, no Morro da Capelinha, em Planaltina. Sem receios, Abrantes afirmou que o governo Rollemberg ainda não conseguiu ter uma cara. “O governo ainda não conseguiu um padrão, dar uma cara para a gestão. Tem alguns méritos, do ponto de vista da postura de coibir escândalos. Mas, efetivamente, ele ainda não conseguiu traduzir esse rearranjo que está montando para o Estado em benefícios para a população”.

O Momumental – Qual o cenário político que está sendo construído pela Rede para 2018?

Cláudio Abrantes – A Rede tem, claro, um projeto para o Brasil de discussão do Brasil, voltado para sustentabilidade, do respeito a coisa pública, de atitudes voltadas para a sociedade. Isto está bem definido. É o nosso primeiro período de eleição municipal, nós nem tivemos muito tempo de nos organizar. Então a Rede ainda está em formação dos seus diretórios zonais, nos estados. E ela está efetivamente construindo seus quadros. Esse é o momento atual. Para 2018, eu acredito que a gente vai estar com uma postura mais robusta, posicionado, acredito e espero, por uma candidatura à Presidência da República e já com uma estrutura partidária devidamente montada. Aqui no Distrito Federal, o que a gente pode dizer é que nós teremos candidato para a majoritária. O deputado Chico Leite tem se colocado e já firmou posição de que a gente vai vir para uma candidatura majoritária, que pode ser senador, vice-governador ou governador, esse é o intuito.

OM – A Rede é base do Governo de Brasília. Qual avaliação o senhor faz desta gestão?

Cláudio – A Rede está no governo com a pasta do Meio Ambiente, Ibram e com participação na Ciência e Tecnologia. Mas nós temos um senso crítico muito apurado, tanto que acabamos de falar das OSs e o nosso partido é contra um projeto que é de governo. Temos uma liberdade e independência aqui na Câmara Legislativa para atuar e assim a gente tem feito. Eu acredito que o governo Rollemberg ainda sofre pelas dificuldades do passado. O governo ainda não conseguiu um padrão, dar uma cara para a gestão. Ele não tem uma cara bem definida. Tem alguns méritos, do ponto de vista da postura do governador de coibir escândalos, atos de corrupção. É um governo que está pautado nisso daí. Eu espero que continue. Mas efetivamente ele ainda não conseguiu traduzir essa dificuldade, esse rearranjo que ele está montando para o Estado em benefícios para a população. Ele tem boas iniciativas em alguns campos, mas efetivamente ainda é um governo que patina. Então eu acho que isso daí vai ser determinante também nas escolhas partidárias para 2018. Não é que a gente vai estar ao lado de quem está bem avaliado. Nós vamos estar ao lado daquele que cumpriu ou se aproximou do seu programa. O que aproximou a Rede do governo Rollemberg foi o Programa de Governo do Rollemberg. Então, nós vamos exigir que este programa de governo, no exercício, esteja o mais próximo possível do proposto. Se isso acontecer há uma possibilidade da Rede ir novamente com Rollemberg, se ele for candidato. Se não acontecer, a Rede vai tentar discutir e procurar o seu rumo pra ver por onde seguir.

OM – Como o senhor vê a relação, hoje, da Câmara com o Buriti?

Cláudio – Muito difícil. A base do governador não está consolidada. Existem muitas diferenças entre o que se fala e o que se faz. O governador tem tentado se aproximar mais da base, chamar todos para reuniões, conversas. Essa aproximação deve acontecer prioritariamente em um campo programático e se for o caso por via indireta, participação no governo. Não pode ser invertido isso. É uma questão de programa. E a gente tem visto que essa aproximação não aconteceu ainda. Os deputados não conseguem chegar aos programas de governo e, por outro lado, os programas existentes se blindam da participação de parlamentares. Então fica um cabo de guerra e isso tem repercutido aqui na Câmara. Nós chegamos agora no final do semestre sem nenhum projeto relevante do governo a não ser a questão do Uber, que muita gente ainda pensa que é do próprio Legislativo e que o Uber já está aqui há muito tempo. Não veio Lei de Uso e Ocupação do Solo, PPCUB, não veio nenhum projeto denso. Agora, no final, dois dias para encerrar as atividades da Casa, chegou o projeto das OSs. Vejo muita dificuldade ainda na montagem dessa base e espero que para o próximo semestre consiga se aproximar sobre este aspecto, de um trabalho programático.

OM – Como o senhor avalia o projeto que foi aprovado pela CLDF sobre a regulamentação do aplicativo Uber? O texto final aprovado pode ter uma interpretação dúbia?

Cláudio – Houve ganho? Houve. Antes não havia legislação nenhuma sobre o Uber e hoje você tem uma legislação para debater e até mudar. Agora, efetivamente o projeto do Executivo veio de uma maneira tímida e depois ele se tornou um grande Frankstein. Colocaram um monte de questões lá que, na minha opinião, não eram relacionadas ao debate. A maioria dessas questões tentando preservar a situação dos taxistas e algumas eu acho que até corretas. Por exemplo: Existe uma proibição que taxista não pode pegar passageiro na rua. Isso é um absurdo e na prática isso não existia. Você dá a mão, o taxista para. O difícil é passar algum, né? Então a gente tirou isso. Acabou se emendando demais o projeto e ele ficou meio desfigurado, mas houve avanço. Como a questão do Uber X que foi garantida. Estávamos em uma situação que íamos perder na emenda que limitava em 50% da frota de taxi. Isso seria o fim do Uber, mas a gente conseguiu reverter e chegamos a um consenso. Acho que a dúvida que está posta, se o texto final obriga o Governo a limitar ou não o número de veículos do Uber, essa dúvida poderia ter sido superada. Inclusive eu votei contra a última emenda porque ela gerava essa questão dúbia. Eu não conheço nenhuma outra lei que saia da Câmara dizendo que o Poder Executivo regulará e fará outra coisa. Sempre é: Cabe a regulamentação ao Poder Executivo. Essa foi a primeira vez que eu vi, em 6 anos de parlamento, sair com este dispositivo de que caberá ao Poder Executivo regulamentar e estabelecer limites. Sobre o Uber, houve avanço sim. Hoje nós temos uma legislação específica, mas a Câmara perdeu a oportunidade de ser protagonista e ter uma legislação que servisse de parâmetro para o país inteiro. Jogou novamente a responsabilidade do ponto crucial que é a limitação para o Poder Executivo. Acho que foi um gesto medroso. Nós já tínhamos ganho no debate com a sociedade. A sociedade quer os aplicativos e não apenas o Uber. Acho que a Câmara foi bem até certo ponto, pois fez um grande debate, mas na reta final ela perdeu esse momento histórico pra estar na vanguarda do legislativo no país inteiro.

OM – E com relação ao projeto das OSs. Qual a sua avaliação?

Cláudio – Eu creio que as OSs ainda não estão bem esclarecidas porque nós temos uma experiência aqui muito ruim e a gente trata das nossas experiências. A experiência ruim foi com a Real Espanhola, no Hospital de Santa Maria. Em que pese do ponto de vista do usuário, mesmo dos que aprovaram o serviço, o tramite foi muito ruim. Denúncias de corrupção. A contratação foi uma contratação obscura. Hoje, fala-se muito em lei de OSs. Nós temos uma lei de OSs vigente. Inclusive o governador lançou um decreto de credenciamento para as OSs já começarem a atuar. Ele já pode começar a atuar independente de Lei. Nós hoje temos uma posição partidária e de bloco contrária as OSs. Eu pessoalmente tenho algumas visitas agendadas para conhecer, mas essa é uma posição momentânea. O debate vai começar pra valer agora que você tem um texto que você pode debater. Então, a princípio, nós trabalhamos num posicionamento contrário. Mas acredito também que não dá para a saúde ficar do jeito que está. E isso tem uma contribuição de todo mundo. É uma pasta com orçamento bilionário e tem muitas coisas obscuras. Nós não sabemos e toda semana você tem notícias de máfias de próteses, de remédios… E isso é um problema que vai continuar acontecendo com as OSs ou não. Então a gente tem que ter um trabalho muito forte em cima da saúde, pois é muito preocupante e alguma coisa tem que ser feita. No debate nós vamos entrar com essa posição contrária. Vamos ver o que será colocado, mas alguma coisa tem que ser feita pela saúde, pois está insuportável realmente.

OM – Foi aprovado em segundo turno o PELO 31/2015 de sua autoria, que garante concurso de remoção interno anual a Polícia Civil. Quais as dificuldades da categoria hoje para contar com um instrumento desse tipo?

Cláudio – É um concurso interno, é verdade. Mas não é um concurso de promoções. Fala-se concurso de remoção, por quê? Hoje o policial não tem estabilidade nenhuma de onde ele trabalha. Se chega um delegado lá que não goste dele, manda o policial para um lugar bem longe de casa. Para polícia isso é muito ruim. E por que é ruim? Primeiro, se você trabalha em um lugar que você escolheu trabalhar, ou que você já está adaptado, seja perto da sua casa ou não, você já tem toda uma adaptação, de mobilidade e de convivência com os outros policiais. Segundo, a polícia trabalha muito em campo, de investigação. Então o policial que chega em uma delegacia e tem que fazer todo um trabalho de conhecimento da própria malandragem, da própria bandidagem do setor, quem são os principais chefes das organizações, de gangs, quem têm históricos de crimes mais intenso. O policial conversa com a comunidade, cria uma relação com a comunidade, identifica os modus operandis de todos os bandidos, ou seja, ele cria um banco de informação que pode até ser compartilhado, mas que é muito pessoal porque tem a relação direta, até do ponto de vista de informantes. E isso é uma geração de conhecimento. Quando você tem isso frágil, você prejudica o trabalho da polícia. O que o PELO diz: que vai ser criado um concurso, Por que concurso? Porque as pessoas vão concorrer diante de critérios. Por exemplo: Eu sou morador de Planaltina, mas não quero trabalhar em Planaltina e quero ser removido para o Lago Norte. Eu vou entrar em um concurso, num certame aberto pela Polícia Civil com critérios claros. Quem é que pode ser removido? Quem é que tem preferência pela remoção? Os mais antigos? Os que trabalham na investigação ou não? Então, dá uma estabilidade funcional para a Polícia Civil. Ao mesmo tempo ele abre um espaço para que o delegado que migre de uma delegacia para outra possa levar a equipe. Não é um concurso para promoção dentro da polícia. O Concurso de Remoção é um concurso que permite critérios objetivos de trânsito dos agentes, escrivães, dos funcionários da Polícia Civil de um lado para o outro. E esse era um pedido antigo da categoria. Isso já existe na educação, com o mesmo nome. Esse concurso de remoção facilita as permutas. Às vezes você tem um cara que está em Planaltina e quer ir para Asa Norte e vice-versa. E eu acho que agora vamos conseguir implementar.

OM – Explique melhor a Universidade Pública do Distrito Federal.

Cláudio – A universidade é um sonho antigo. É um projeto que a gente tem em mente desde 2009, quando fui deputado distrital suplente, ainda no governo Arruda. O governo Arruda tinha um projeto que se chamava UnB nas satélites. E na época eu sempre fui contra esse projeto. Não que eu fosse contra a UnB, pelo contrário. A UnB tem um papel extraordinário na formação da sociedade brasiliense, mas porque eu entendia que o governo precisava de uma universidade que chamasse de sua. Para que ele pudesse direciona-la para as reais necessidades profissionais do DF. E a UnB não tem essa vocação, ela é de um plano nacional, federal. Então eu lembro que tiveram muitos debates e discussão da criação. O governo precisava de mais médicos e tentaram que a UnB aumentasse o número de vagas, não conseguia. O que deu certo? Quando o governo montou seu próprio curso de medicina. Este foi o parâmetro para mim. Na época tive a oportunidade de conhecer e me tornar amigo do diretor da Escola Superior de Ciência da Saúde (ESCS), Dr. Murad, que foi o grande mentor e que tirou da ESCS uma faculdade nova e desconhecida no Brasil e a colocou no patamar entre as três melhores do país. Então, esse exemplo serviu de parâmetro para mim. E comecei a pesquisar e estudar o tema e descobri que o DF, mesmo sendo a maior distribuição de renda per capita do país, tem o segundo pior índice na relação vagas de universidades públicas e privadas. Aqui tem uma oferta gigantesca de vagas privadas e uma oferta mínima de vagas públicas. Perde para estados pobres de PIB muito inferior como Paraíba, Piauí, Maranhão. A maioria dos Estados do país tem 90% tem a sua própria universidade estadual. Isso motivou uma luta que a gente vem conduzindo desde 2009. No governo Agnelo, conseguimos restituir a Funab – Universidade Aberta de Brasília, em 2013. Conseguimos convencer o Dr. Murad assumir a Funab, porque ele é hoje uma pessoa bem conceituada nessa área. Ele assumiu no governo Agnelo e o Rollemberg teve a hombridade de mantê-lo. O governo do DF está abarrotado de mestres e doutores, especialistas nas mais diversas áreas. Existem inúmeras escolas ociosas no período noturno, e ai o que a Funab fez? Ela tá montando as grades, os cursos, em cima dessa realidade. De pegar profissionais do GDF, que tem qualificação para docência, e trazê-los para o âmbito da universidade.

ENQUANTO ISSO… Aberta exposição de arte que mescla tecelagem e pintura

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# Será lançada hoje, às 19h30, no Sesc Presidente Dutra, a exposição Memórias em Poemas, de Doralice Lariucci.

 

# A artista é psicanalista, artista plástica, fotógrafa, produtora de artes para cinema e teatro e professora de artes.

 

# Fez várias exposições coletivas em artes plásticas desde dos anos 2000.

 

# Em fotografia, fez exposição individual e diversas exposições coletivas desde 2011.

 

# Trabalha com cinema desde 2014, participando da produção de artes do filme “De pássaros a infância: Maria” sob a direção geral da cineasta goiana Rosa Berardo.

 

# Já em 2016 participou da produção de arte do espetáculo “O significante reencontro de 05 poetas” sob a direção do Psicanalista Renato Mendonça Lucas.

 

# A exposição individual está aberta ao público desde o dia 01 julho e vai até o final do mês.

 

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OPINIÃO | Pesquisa eleitoral: antes, durante e depois

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Por Ricardo Callado


Hoje não mais se concebe uma campanha feita às cegas, baseada apenas na sempre discutível “experiência”, na intuição e na improvisação. Estamos na pré-campanha municipal e faltam dois anos para escolher o presidente da República, governadores, senadores e deputados.

A pesquisa é o único meio de se saber se determinado candidato ou administração está indo no caminho certo ou não. Pode até se fazer críticas a determinados resultados ou tendências de momento. Mas isso faz parte da política e das paixões.

Uma campanha que não possua um conhecimento preciso das opiniões e sentimentos dos eleitores, e do acompanhamento das flutuações daquelas opiniões, está fadada ao fracasso. O mesmo vale para quem está no poder.

A pesquisa política possui os instrumentos técnicos adequados para identificar as propostas aprovadas pelos segmentos decisivos do eleitorado, de cujo apoio depende a vitória.

Além disso, proporciona à campanha as informações necessárias para definir o seu eixo estratégico. Isso permite utilizar com a maior eficiência possível, os sempre limitados recursos de que dispõe.

Com as novas regras eleitorais, os meios e os recursos estarão cada vez mais escassos. A moderna campanha eleitoral deve, então, sempre que possível, ter um programa completo de pesquisas – quantitativas e qualitativas – correspondendo às suas diferentes fases.

Sem elas é tiro no escuro, é voo sem radar, é navegar sem bússola. Nas eleições municipais de 2016 as pesquisas eleitorais serão ainda mais importantes, já que estamos diante de um processo de disputa muito curto.

Para quem vai disputar em 2018, já passou da hora. Candidato que quer ter sucesso deve ter em sua mesa o resultado de uma pesquisa mensal ou pelo menos a cada dois meses.

As pesquisas podem ser planejadas para medir fatos simples e complexos. É uma ferramenta de marketing desde que tenha consciência de seu poder, assim como de seus limites.

As informações extraídas de cada estudo devem ser sempre ser avaliadas à luz da experiência, do bom senso e de outras informações pertinentes ao processo eleitoral.

Porém, as pesquisas não podem ser conduzidas por aventureiros que aparecem a cada eleição.

Quem faz marketing político sabe que o trabalho não é limitado apenas ao período eleitoral. A campanha política é um processo constante. Um acontecimento pode modificar a imagem de um político ou de um partido perante o público. Por isso, é tão importante saber qual é a opinião da população em relação à política (e aos políticos).

Detectar o estado de espírito dos eleitores, levantar as principais demandas e frustrações, aferir a avaliação geral da atual administração, detalhar os pontos fortes e fracos da atual administração, mapear os temas mais presentes, medir adesão a discursos alternativos, levantar ações mais urgentes para o governante são alguns pontos que um político precisa ter conhecimento.

As pesquisas são feitas dentro e fora da época das campanhas. As pesquisas de opinião durante o período eleitoral são bem conhecidas pelos políticos e pela população.

Com estas enquetes as pessoas conseguem ter uma dimensão de como está o cenário de um pleito. Ou seja, é por meio desta forma de pesquisa política que os eleitores, assessores políticos e os próprios candidatos percebem os rumos que uma eleição está seguindo.

Tão ou mais importante do que as pesquisas durante as eleições são os levantamentos que são feitos periodicamente. Para quem trabalha com assessoria de marketing político é primordial saber se as estratégias do grupo político estão corretas.

Através destas enquetes é que se conhece os locais onde um grupo político é forte, quais são os candidatos que têm mais simpatia da população, como está sendo a administração pública de um local, quais são as demandas da população de certa região etc.

Normalmente estas pesquisas não são publicadas pela imprensa e servem, principalmente, como uma poderosa ferramenta de marketing político. É muito importante para um político conhecer o eleitorado.

Toda a estratégia de uma campanha eleitoral é montada (pelo menos pelos grandes grupos políticos) a partir do levantamento destas pesquisas de público. Imagine só a vantagem que um candidato, partido ou assessor político tem ao saber exatamente como atingir aos eleitores.

Por exemplo: digamos que uma enquete afirme que a maior demanda dos moradores de certo local é em relação à educação e que entre dois pré-candidatos de um partido, um tem muito mais simpatia do que outro nesta região.

Ainda mais, digamos que esta mesma pesquisa política faça um mapeamento de quais são as áreas que o partido político tem o apoio das pessoas. Só com estes exemplos é possível traçar um amplo plano de ação para a campanha eleitoral.

Não há dúvidas que estes levantamentos são indispensáveis para quem deseja sobreviver no meio político.

Sandra Faraj responde deputada petista: “Estão querendo calar as famílias do DF”

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Deputada Sandra Faraj
Deputada Sandra Faraj

 

Em nota, a deputada Sandra Faraj (Solidariedade) responde a representação da deputada petista Erika Kokay, sobre pedido de quebra de decoro.

Sandra se disse estarrecida com o pedido protocolado nesta tarde de quinta-feira (07). Veja trecho da nota abaixo:

“A motivação é algo tão amordaçador e contrário a democracia brasileira, que realmente é de deixar o queixo caído.

Querem me condenar porque enviei um ofício pedindo informações e esclarecimentos a uma escola pública do Distrito Federal?

E os pais não têm o direito de saber o que acontece nas salas de aulas?

Esta atitude reflete bem o que alguns grupos querem impor na nossa cidade: Uma verdadeira ditadura de pensamento e comportamento.

Esclareço ainda que a excelentíssima deputada federal, autora na CLDF do pedido de quebra de decoro, está bastante equivocada em seus argumentos.

O envio de um ofício de esclarecimento é permitido e garantido a qualquer cidadão comum. Destaco ainda, para amparar meu pedido de informações, a Lei nº4.990/2012 (Lei de Acesso à Informação no DF).

E tem mais: O Requerimento, aqui na Câmara Legislativa, tem mesmo de ser aprovado pelo Plenário, mas o ofício não.

Causa-me ainda mais estranheza o fato da dep. Érika Kokay – quando deputada distrital – ter encaminhado por OFÍCIO, destinado à Polícia Civil do DF, pedido de INFORMAÇÃO, ou melhor, cópia de INQUÉRITO POLICIAL sobre as escutas clandestinas na Câmara Legislativa, em 2010.

Daí, eu pergunto: Por que a deputada Érika Kokay, investida do cargo parlamentar, pode enviar OFÍCIOS e EU não posso? O ofício dela tem validade e o meu não?

Não aceito esse movimento querendo calar as famílias do DF! Isso é uma afronta ao direito das pessoas. Uma afronta a pluralidade de opiniões. Não vou ceder, nem mesmo me calar. Fui eleita para levantar essa bandeira e seguirei até o fim”.

Sandra Faraj – Deputada Distrital

 

Rogério Rosso retira candidatura de presidir à Câmara para tentar consenso

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rogerio rosso

O deputado federal Rogério Rosso (PSD) retirou na noite de hoje sua candidatura a Presidência da Câmara dos Deputados. A intenção é a busca de um consenso por um nome que possa pacificar o Legislativo. Na tarde de hoje o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciou à presidência da Casa.

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o Palácio do Planalto não possui “preferência” nem “rejeição” por nenhum nome para substituí-lo, desde que seja da base do governo. De acordo com ele, o presidente interino, Michel Temer, defende a independência e a harmonia entre os Três Poderes, motivo pelo qual não iria comentar a saída do peemedebista.

“Entendemos que independentemente quem seja o presidente [da Câmara], contanto que seja da base do governo, é absolutamente indiferente [para nós]. O que interessa é a unidade da sua base de sustentação”, declarou a jornalistas, durante entrevista em que a equipe econômica anunciou a meta deficitária do governo central para 2017 de R$ 139 bilhões.

Sem mencionar a tentativa fracassada de Temer  de acelerar o projeto que trata da renegociação das dívidas dos estado, Padilha lembrou que as aprovações de medidas no Congresso Nacional têm sido vitoriosas. “Tivemos votações com absoluta normalidade, enquanto o presidente [Cunha] estava afastado. Em todas elas, nas votações de projeto de interesse do governo, tivemos votação superior a dois terços [dos parlamentares] em todas elas”, disse.