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Quem mais não deve na Câmara Legislativa? Wellington Luiz lança desafio

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Agora, a estratégia tenta desqualificar a conduta de outros distritais

Do Blog do Sombra


Após a deflagração da Operação Dracon, que investiga possíveis desvios de emendas parlamentares em troca de propinas para parte de deputados distritais, o que não faltou foi especulação sobre o envolvimento de outros parlamentares, que não os já citados até agora.

Há alguns dias, ventilou-se a possibilidade de 13 deputados estarem envolvidos no suposto esquema. Agora, a estratégia tenta desqualificar a conduta de outros distritais.

O deputado distrital Wellington Luiz (PMDB) foi o primeiro a se posicionar. Em nota firme, o parlamentar refutou quaisquer ilações que tentam semear contra seu nome nos recentes escândalos (confira texto na íntegra abaixo).

Cabe destacar que em momentos de crise, é natural que balões de ensaio e boatos cheguem com o intuito de nivelar por baixo o nível da Câmara Legislativa, tentando colocar todos no mesmo balaio.

Apesar de ser uma dos mais espantosos formatos até hoje visto, há de se reconhecer que felizmente nem todos, poucos por sinal, podem ser reconhecidos por trabalhar pelo mandato, e não por interesses pessoais. É necessário separar o joio do trigo.

O deputado Wellington Luiz já marcou posicionamento. Quem mais não deve naquela Câmara Legislativa? Fica o desafio.

 

Nota de esclarecimento do deputado Wellington Luíz

O deputado Wellington Luíz esclarece que a matéria intitulada ” O caminho do dinheiro ” na coluna Eixo Capital do Correio Braziliense, publicada nesse domingo dia 18 de setembro de 2016, não passa de mera ilação sem qualquer fundamento ou base real que justifique tais afirmações.

Todas as emendas destinadas por esse parlamentar têm como princípio a legalidade e como objetivo o bem da sociedade.

O parlamentar tem a consciência tranquila de todos seus atos. Talvez, a sua postura política partidária e a suas convicções oposicionistas tenham incomodado os aliados do governo, sendo a única explicação plausível para ataques despropositados e sem qualquer nexo com a verdade.

Por fim, informamos que o corpo jurídico desse gabinete estará adotando, se necessário, as medidas cabíveis.

Assessoria de Comunicação do Gabinete do Dep. Wellington Luiz


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Governador vistoria obras de restauração do asfalto em Morro Azul

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Terminam na próxima semana as obras de recapeamento e tapa-buraco de 14 trechos no bairro Morro Azul, em São Sebastião. Segundo informações da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), 98% dos trabalhos já foram concluídos. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, vistoriou os avanços neste sábado (17).

Terminam na próxima semana as obras de recapeamento e tapa-buraco de 14 trechos no bairro Morro Azul, em São Sebastião, 98% dos trabalhos já foram concluídos. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, vistoriou os avanços na manhã deste sábado (17).
Terminam na próxima semana as obras de recapeamento e tapa-buraco de 14 trechos no bairro Morro Azul, em São Sebastião, 98% dos trabalhos já foram concluídos. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, vistoriou os avanços neste sábado (17). Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

As obras começaram no início de junho. Foram necessárias 732 toneladas de concreto asfáltico. O investimento foi de R$ 644.371,91, de emenda parlamentar do deputado distrital Robério Negreiros (PSDB). De acordo com a Administração Regional de São Sebastião, cerca de 2 mil pessoas moram no bairro.

Também estavam presentes o diretor-presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Júlio Menegotto; os secretários de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antônio Coimbra; de Cidades, Marcos Dantas; o administrador de São Sebastião, Waldir Soares Cordeiro; os deputados distritais Lira (PHS) e Rodrigo Dalmasso (PTN).

Rollemberg participa de almoço na 35ªRonda Crioula do Distrito Federal

Em seguida, o governador de Brasília reuniu-se com representantes de cooperativas e associações rurais, na Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF). Foram discutidas demandas sobre regularização fundiária, iluminação pública, segurança e infraestrutura para o Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD/DF).

A seguir, Rollemberg participou de almoço na 35ª Ronda Crioula do Distrito Federal, no Centro de Tradições Gaúchas Sinuelo da Saudade, no PAD-DF. O evento tem como objetivo comemorar a Semana Farroupilha.

Também estavam presentes no almoço o secretário de Agricultura e Abastecimento, José Guilherme Leal; o secretário-adjunto da Fazenda, Wilson de Paula; e o administrador regional de São Sebastião, Waldir Soares Cordeiro.

Caixa de Pandora: Rosso nega propina de Durval e diz que vai processar testemunha

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O deputado federal e presidente do PSD no DF, Rogério Rosso (PSD), prestou depoimento na condição de testemunha na tarde desta sexta-feira (16), durante audiência do processo de crime de formação de quadrilha, revelado pela Operação Caixa de Pandora, em 2009.

Rogério Rosso já foi governador do DF e presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), coração das denúncias da investigação. Rosso rebateu durante o seu depoimento as denúncias de Francinei Arruda, o técnico de informática que editou os vídeos do delator da Caixa de Pandora, Durval Barbosa.

Francinei alega ter visto, nas filmagens, Rosso em ato de recebimento de dinheiro, O parlamentar afirmou que tomará medidas judiciais em relação às afirmações de Francinei. Também ressaltou nunca ter facilitado concessões a quaisquer firmas que prestaram serviços ao Governo do DF.

“Me dá asco falar sobre esse rapaz. Ele já mudou a versão diversas vezes. Inclusive, a acusação caluniosa ocorreu às vésperas da escolha do presidente da Câmara”, disse ao referir-se sobre a disputa com Rodrigo Maia (DEM-RJ) pelo mandato-tampão da cúpula, após a renúncia de Eduardo Cunha.

 

São réus do processo o ex-secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão do DF Ricardo Pinheiro Penna; o ex-governador José Roberto Arruda e o ex-secretário da Casa Civil José Geraldo Naciel, além de outras 15 pessoas.

De acordo com denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), eles teriam recebido propina da Linknet Tecnologia e Telecomunicações, firma que prestava serviços de informática ao GDF, durante a gestão de Arruda e de Joaquim Roriz

Moradores recebem escrituras de lotes em São Sebastião

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Moradora da Residencial Oeste, em São Sebastião, a auxiliar de serviços gerais Maria Alecrim da Silva, 52 anos, foi a primeira a receber, durante cerimônia no Centro Olímpico e Paralímpico da região administrativa na manhã deste sábado (17), a escritura do lote em que vive há 3 anos, com o filho. “O sentimento é de pura felicidade.

Vai melhorar muito nossa vida”, afirmou Maria. Ao todo, foram entregues 1.263 escrituras públicas de doação no evento, que contou com a participação do governador Rodrigo Rollemberg.

“Nós queremos crescer de forma regularizada porque isso é fundamental para garantir qualidade de vida para o conjunto da população. Esse é um dos pilares fundamentais da nossa política habitacional que está sustentada em três pilares. O combate rigoroso à grilagem de terra, a regularização fundiária com a entrega de escrituras e a oferta de unidades habitacionais”, afirmou Rolemberg durante o evento.

Os lotes estão em áreas que fazem parte do projeto Urbanístico 114

Os lotes estão distribuídos em sete bairros: Residencial Oeste, Morro Azul, Bonsucesso, Centro, São Bartolomeu, Tradicional e Bora Manso. As áreas fazem parte do projeto Urbanístico 114 – aprovado pelo Decreto n° 35.855, de 29 de setembro de 2014 – e correspondem a uma das quatro glebas em que São Sebastião foi dividida em 2009, com o objetivo de planejar a regularização da região administrativa. Os bairros concentram 7,4 mil lotes residenciais e 28 mil habitantes.

Segundo o diretor de regularização da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), 500 escrituras já foram entregues e, até o fim do ano, a previsão é de que esse número chegue a 7 mil. “Com o documento, os moradores têm a propriedade valorizada, podem fazer melhorias e fica mais fácil para eles pegarem empréstimos”, explica.

Estiveram presentes à entrega das escrituras o diretor-presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Júlio Menegotto; o presidente da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), Júlio César de Azevedo Reis; os secretários de Infraestrutura e Serviços Públicos, Antônio Coimbra; das Cidades, Marcos Dantas; de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade; o administrador de São Sebastião, Waldir Soares Cordeiro; e os deputados distritais Lira (PHS) e Rodrigo Dalmasso (PTN).

Fundo Constitucional deverá deixar de ser gerido pelo governo do DF

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Em decisão proferida pelo Tribunal de Contas da União, a área federal passa a administrar o valor de aproximadamente R$ 13 bilhões a partir de 2017

Do Blog do Edson Sombra


Com a decisão, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) não poderá mais administrar os recursos bilionários repassados pelo governo federal para as áreas de Saúde e Educação, que até então recebiam cerca de R$ 5 bilhões por ano. O valor destinado a Segurança Pública, cerca de R$ 7 bilhões, já era administrado pela União.

O ministro do TCU, José Múcio Monteiro, afirma que a medida visa dar mais transparência à gestão de gastos do recurso. De acordo com o relatório assinado pelo ministro, o governo socialista utilizou em 2014 sobras do orçamento do Fundo Constitucional para pagamento de dívidas com aposentados e pensionistas, o que fez acender a luz amarela sobre a utilização da verba.

“Os recursos do FCDF são federais e é competência do TCU a fiscalização das despesas por meio dele executadas, assim como o julgamento das respectivas contas, de acordo com a jurisprudência do Tribunal de Contas da União; a legalidade do pagamento de despesas com inativos e pensionistas da educação e da saúde com recursos do FCDF não é consensual”, consta no acórdão assinado por Monteiro.

A decisão do tribunal, no entanto, não é definitiva. O governo ainda poderá convencer os ministros a revisarem o ato. O documento já seguiu para a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional.

O que é o Fundo?

O Fundo Constitucional do Distrito Federal foi criado por meio da Lei nº 10.633, de 27 de dezembro de 2002, no fim do governo Fernando Henrique Cardoso. Ele destina recursos necessários a gestão e manutenção da Polícia Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, além de dar assistência financeira para execução dos serviços de saúde e educação.

Ponto de vista do Blog

Sem dúvida, a notícia é mais uma bomba que cai no colo do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Quem teve acesso à decisão conseguiu perceber uma série de operações suspeitas ou inadequadas que acabaram endossando o relatório assinado pelo ministro José Múcio Monteiro.

A decisão do TCU chega ao governo local em momento extremamente delicado, quando uma verdadeira crise toma conta dos poderes Executivo e Legislativo, justamente sobre o recursos da saúde, e obviamente neste momento de escassez financeira vivida pelo governo local.

O acórdão divulgado pela corte de contas federais será um prato cheio para que opositores ao governo atual se utilizem da vasta enumeração de justificativas do órgão para atacar o governo Rollemberg e sua equipe econômica.

Querendo ou não, era confortável para qualquer governante saber que teria cerca de R$ 13 bilhões para administrar, com repasse certo da União. Agora, sem essa grande margem orçamentária, Rollemberg terá de ter muito jogo de cintura para contrapor o discurso que já toma conta das rodas políticas: o de que a intervenção no Distrito Federal começou a chegar.

Policiais civis do DF rejeitam proposta do GDF e seguem mobilizados

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Na tarde desta sexta-feira (16), os policiais civis do DF se reuniram em Assembleia Geral Extraordinária, na Praça do Buriti, convocada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF).

Logo no início, a categoria rejeitou, por unanimidade, a proposta oferecida pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em uma audiência ocorrida nesta tarde com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

O GDF propôs um aumento de 7,5% em outubro de 2017; 8% em 2018; 8,5% em 2019 e 8,5% 2020 mais 8,5%. A proposta de 32,5% em quatro parcelas não agradou os policiais civis, porque quebra a isonomia com a Polícia Federal em índices e datas e foi vista como um recuo nas negociações do Distrito Federal, uma vez que o impacto financeiro aos cofres do GDF seria menor do que a proposta inicial.

Além da rejeição à proposta, os policiais civis decidiram manter a operação PCDF Legal e fazer um novo ato na terça-feira (20), às 14h, colocando caixões e cruzes em delegacias do DF, o que irá simbolizar a morte da segurança pública.

Na quinta-feira (22), às 10h, uma audiência pública acontecerá na Câmara Legislativa do DF (CLDF) sobre o Fundo Constitucional. Na ocasião, o Sinpol-DF denunciará aos deputados e à população um corte de quase R$ 500 milhões na folha de pagamento da PCDF em 2017, promovido pelo GDF.

Provocado pelo MPDFT, o GDF ficou de agendar nova reunião com o sindicato até quarta-feira (21) a fim de que o índice de recomposição seja aplicado no prazo de três anos. Em seguida será convocada nova assembleia para deliberação.

Um boneco inflável com 10 metros de altura foi exposto na Praça do Buriti durante a assembleia dos policiais civis. O boneco é uma sátira ao governador do DF, Rodrigo Rollemberg, que prometeu em campanha política manter a isonomia entre a PCDF e a PDF e, agora, ameaça não cumprir a promessa. O “Enrollemberg”, como foi batizado, possui nariz avantajado, em menção ao Pinóquio, e se veste com as roupas do personagem. “Enrollemberg” deve acompanhar os atos e manifestação da categoria agora em diante.

Artigo | Servidores públicos não são ladrões

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Por Eduardo Perez Oliveira


Para meu espanto, hoje me deparei com uma frase supostamente dita pelo Sr. Luis Inácio Lula da Silva, a saber:

“O político, por mais ladrão que seja, todo ano tem que enfrentar o povo, sair na rua e pedir voto. O funcionário público não. Ele faz concurso e fica lá, com o cargo garantido, tranquilo”

Eu fiquei em dúvida se era verdade, já que tem tanta mentira por aí sendo espalhada. Chegaram a inventar, vejam só, que os procuradores tinham dito não possuir provas contra o Sr. Luis Inácio, somente convicção, o que é uma tremenda inverdade. Não se pode mesmo acreditar em tudo na internet.

Verdade ou mentira, fiquei aqui pensando se essa frase faz sentido.

Eu estou Juiz de Direito, aprovado em concurso público, também em outros cargos antes de lograr esta graça. Como a memória da gente é falha, eu me esforcei para lembrar como foi o processo.

Conferi, cuidadosamente, se eu não tinha sido financiado por alguma empreiteira. Também verifiquei se eu não tinha obtido meu cargo desviando dinheiro de alguma empresa pública, fazendo aí um caixa 2 para me apoiar. Pode ser a idade, mas não me veio à memória disso ter acontecido.

O que me recordo é do esforço dos meus avós, dos meus pais e dos meus familiares, mas muito esforço mesmo, para garantir educação, sem luxos. Também não me é familiar ter participado de esquemas ou ajustes partidários. Não dava tempo, saindo de casa para trabalhar às sete da manhã e voltando às nove, dez horas da noite, só com o horário do almoço para abrir os livros e enfrentar o escárnio.

Eu lembro de ter estudado muito, da frustração em razão do pouco tempo, das dúvidas se algum dia eu chegaria lá. Eu me recordo bem do dia da minha prova oral, num estado onde não conhecia ninguém, tremendo diante dos examinadores de uma banca absolutamente imparcial presidida pelo Desembargador Leandro Crispim.

Quem sabe estaria mais calmo se eu tivesse feito coligação, se uma mão lavasse a outra, se algum ajuste, talvez aquele esquema… Mas não daria certo. Veja você que eu estava prestando um concurso público e até a fase oral eu não tinha rosto, e a banca (que injustiça!) também era formada quase que absolutamente por gente concursada, magistrados aprovados em um concurso semelhante.

Não iria adiantar caixa 2, apoio parlamentar, conversa de bastidor. Eu estava ali para ser examinado imparcialmente pelos meus conhecimentos. Era só Deus e eu.

Vai ver, pensei, que meu caso é um daqueles fora da curva, uma das tais histórias malucas. Quem sabe a regra não fosse a interferência política e econômica nos concursos?

Conversei com vários colegas juízes e, fato estranho, todos confirmaram que não fizeram caixa dois, nem coligação, nem tiveram conversas de bastidores. Estudaram, com muito esforço, alguns com privação, e foram aprovados em um concurso impessoal e imparcial.

Para não dizer que é coisa de juiz, essa tal elite, falei com meus amigos procuradores, promotores, escreventes, oficiais de justiça, policiais civis e militares, delegados, professores, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e tantos outros aprovados em concurso público de provas e títulos.

Todos deram a mesma resposta: lograram êxito após muito estudo, de forma limpa e transparente.

“Mas nenhuma empreiterazinha?”, insisti. “Quem sabe alguma verba de emporesa pública?”. Não. Foi estudo mesmo.

O mais curioso é que todos tiveram que apresentar certidão de antecedentes criminais, logo, nenhum podia ser ladrão. Nem ladrão, nem outra coisa. Algumas carreiras fazem sindicância de vida pregressa. Ai do candidato que não possui um passado ético, com certeza não entraria pela estreita porta do concurso público.

Aproveitei e, ainda meditando sobre a frase, me peguei pensando se todo ano, ou melhor, a cada quatro anos (alguns, oito), eu precisava enfrentar o povo.

Realmente, se o Sr. Luis Inácio disse isso, ele está certo. Eu não enfrento o povo anualmente. Aliás, eu não enfrento o povo. Não tenho medo da minha gente, nem litígio com ela. Eu sou povo também. Pode parecer surpresa, mas concursado faz parte da nação.

Eu não enfrento, eu atendo. Eu recebo preso. Eu recebo mãe de preso, pai, vó, filhos, esposa de preso. Recebo conselheiro tutelar. Recebo advogado. Recebo as partes também. Ouço a vítima do crime, ou, em situações mais tristes, os que sobreviveram a ela. Eu vejo o agrícola que vai pedir para aposentar. Vejo o cidadão que não tem medicamento, da mãe que busca escola pro filho, o neto que busca uma vaga de UTI pro avô.

Eu cansei de ver o piso do fórum gasto de passar tanto calçado, de chinelo usado a sapato caro, de gente que vê no Judiciário seu único porto seguro. Gente que não conseguiu vaga em escola, em creche. Que não conseguiu remédio. Que se acidentou na estrada esburacada. Que trabalhou nesse calor inclemente do Centro-Oeste por quarenta anos ou mais, com a pele curtida de sol, e quando foi pedir aposentadoria disseram a ele que não tinha prova. Não sou quiromante, mas eu aprendi a ler a mão e o rosto desse povo. Aprendi a falar a língua deles, não porque eles vão votar em mim, mas porque é minha obrigação para aplicar a lei.

Essa mesma gente que os políticos enfrentam (enfrentam, vejam vocês!), segundo a tal frase, eu atendo todo dia. É meu dever, e com que prazer eu realizo esse dever!

Eu atendo essa gente que vem acreditando há décadas nesses políticos que, como um fenômeno natural, aparecem apenas de forma episódica e em determinadas épocas. Um povo que acreditou que teria saúde, educação, segurança, lazer, trabalho, aposentadoria, dignidade e tantos direitos básicos só por ser gente, mas não tem.

Esse mesmo povo que vota, que deposita na urna sua esperança, a recolhe depois despedaçada, cola o que dá e procura o promotor ou o defensor público, servidores concursados, quando não um nobre advogado dativo ou pro bono, para pedir ao juiz esse direito sonegado. São os concursados que garantem esse direito.

São os juízes que aplicam a lei criada pelos políticos eleitos para o Legislativo, e nessas horas em que a lei é dura e talvez não tão justa, quando devemos fazer valer o seu império, só nos resta ouvir e consolar.

Juízes, é preciso dizer, não são máquinas, porque nessas engrenagens desprovidas de coração que formam o sistema, é a nossa alma que colocamos entre os dentes do engenho para aplacar seu cruel atrito.

E quando estamos sozinhos, nós sofremos, nós choramos, porque lidamos também com a desgraça do povo, do nosso povo, do povo do qual fazemos parte e que não enfrentamos, mas atendemos.

Perguntei aos meus amigos promotores, defensores, escreventes, analistas, oficiais de justiça, professores, policiais, guardas civis metropolitanos, agentes carcerários, bombeiros, militares, médicos, agentes de saúde, enfermeiros e tantos outros, se eles por acaso enfrentavam o povo, mas me disseram que esse povo eles faziam era atender.

É também a alma deles que lubrifica essa máquina atroz que é o sistema.

É à custa da alma do concursado que o Estado se humaniza. Que o digam nossas famílias, nossos amigos… que digamos nós, quando abrimos mão de tanta coisa para cumprir nossa missão, quando para socorrer um estranho muitas vezes alguém próximo a nós precisa esperar.

Forçoso que se concorde, nós não enfrentamos o povo a cada dois, quatro anos. Nós o atendemos dia e noite, nós olhamos seu rosto, tentamos aplacar sua angústia em um país em que tudo falta, quando um médico e sua equipe não tem nem gaze no hospital público.

E fazemos isso porque amamos nossa profissão, seja ela qual for, não porque precisamos de votos. Nós chegamos onde chegamos com dedicação, não com esquemas, e sem lesar o patrimônio público ou a fé da nação.

São servidores públicos concursados que estão descobrindo as fraudes que corroem nosso Brasil, do menor município à capital do país, e serão servidores públicos concursados a julgar tais abusos. São servidores públicos concursados que patrulham nossas ruas, que atendem em nossos hospitais, que ensinam nossas crianças.

Nós não precisamos prometer nada para o povo, nós agimos.

Realmente, é preciso temer pessoas que possuem um compromisso com a ética, não com valores espúrios.

#servidorespublicosnaosaoladroes


Eduardo Perez Oliveira é juiz do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás

Marcos Dantas assume Secretaria das Cidades, após reestruturação interna do governo

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O salão nobre do Palácio do Buriti ficou lotado na manha de hoje para a cerimônia de criação da Secretaria das Cidades, e a posse do titular da nova pasta, Marcos Dantas. Dantas deixa a pasta de Mobilidade, que será assumida por Fábio Damasceno. Também foram investidos nos cargos hoje os secretários adjuntos das Cidades, Roosevelt Vilela, e de Mobilidade, Dênis Soares. O decreto de criação da nova secretaria está no Diário Oficial do Distrito Federal desta sexta-feira (16), assinados pelo governador Rodrigo Rollemberg.

O governador Rodrigo Rollemberg assinou os termos de posse dos novos secretários das Cidades, Marcos Dantas, e de Mobilidade, Fábio Damasceno.
O governador Rodrigo Rollemberg assinou os termos de posse dos novos secretários das Cidades, Marcos Dantas, e de Mobilidade, Fábio Damasceno. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

A secretaria recém-criada será responsável pela coordenação e pela supervisão das administrações regionais.

“Tudo foi feito por remanejamento de cargos existentes em outras áreas de governo, sem acarretar aumento de custos”, ressalta o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio.

“A ideia é fazer uma articulação das demandas que chegam das administrações regionais”, acrescenta.

“O secretário vai encaminhá-las e cobrar a execução de projetos pelo governo. Teremos alguém com olhar exclusivo para as regiões administrativas.”

A partir de agora, as 31 administrações regionais estão vinculadas à Secretaria das Cidades, que buscará maior eficiência nas relações.

O secretário e sua equipe terão de promover e organizar a participação social nas regiões administrativas, racionalizar e aperfeiçoar o funcionamento delas, planejar e integrar ações regionais de governo e coordenar projetos executados pelas administrações, entre outras atividades.

Entre as atribuições das administrações regionais estão a aprovação e o licenciamento de projetos arquitetônicos de habitações unifamiliares, planos de ocupação de condomínios, tapumes e canteiros de obra e pequenas intervenções e reformas em áreas públicas. A Secretaria de Gestão do Território e Habitação fica responsável por explicar os limites de acordo com as normas de uso e ocupação do solo. Até então responsável pela interlocução das administrações regionais, a Subsecretaria de Gestão das Cidades, da Vice-Governadoria, está extinta.

Discursos na posse dos secretários das Cidades e de Mobilidade

Em seu discurso, após a posse dos dois secretários, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, destacou a importância do papel da Secretaria das Cidades.

“Você [Marcos Dantas] será a pessoa mais cobrada desse governo. Ao lado de sua equipe, serão os olhos, ouvidos, pernas, braços e coração da administração pública”, disse.

“Deverão articular ações do governo, fiscalizar a prestação de serviços públicos, orientar as administrações regionais e aproximar a população do governo”, continuou. Quanto à Mobilidade, citou o desafio de melhorar o transporte rural e atingir metas do Circula Brasília.

O novo secretário das Cidades – e agora ex-secretário de Mobilidade –, Marcos Dantas, destacou as realizações na agora antiga pasta, como a entrega de dez terminais, o aumento de bicicletas compartilhadas e a retomada das obras do Trevo de Triagem Norte, e descreveu o novo papel. “O governador do Distrito Federal concentra ações estaduais e municipais, portanto precisa de um ator coadjuvante para aproximar as cidades do governo”, disse. “Cada secretaria tem sua especialidade e a nossa será multidimensional, com as reivindicações nas ruas de cada região.” Fábio Damasceno, por sua vez, não discursou. Estava com eles o presidente interino da Câmara Legislativa, Juarezão (PSB).

Governo de Brasília discute operações de crédito para o DF com o Tesouro Nacional

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O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, reuniu-se com a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, para tratar de operações de crédito para o Distrito Federal. O encontro ocorreu na noite desta quinta-feira (15), no Ministério da Fazenda.

Acompanhado da secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão do DF, Leany Lemos, e do secretário de Fazenda, João Antônio Fleury, Rollemberg pediu autorização para o governo federal liberar R$ 740 milhões ao Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev). Além disso, o governador solicitou a destinação de R$ 800 milhões para obras de infraestrutura.

A secretária Ana Paula disse que estudará os pedidos e fará novas reuniões com equipes das duas secretarias de Estado locais (Planejamento, Orçamento e Gestão e de Fazenda) para definir se os recursos serão liberados.

BRB apoia a 25ª edição da Casa Cor Brasília

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Em sua 25ª edição, encontro reunirá, em Brasília, arquitetos, decoradores e paisagistas

Começa na próxima semana a 25ª edição da Casa Cor Brasília. A exemplo do ano passado, o evento será realizado no Lago Sul, de 22 de setembro a 9 de novembro.

Anualmente, são realizadas cerca de 19 edições nacionais da Casa Cor (Alagoas, Bahia, Brasília, Campinas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Interior de SP, Litoral de SP, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina) e quatro internacionais (Peru, Chile, Equador e Bolívia).

Para o gerente de Patrocínios do BRB, João Eduardo Silveira, “a Casa Cor é o maior evento de arquitetura de Brasília, o que se traduz em uma ótima oportunidade para o banco realizar ações de relacionamento e divulgar sua marca junto a um público estratégico”. Segundo ele, “a instituição organizadora da Casa Cor Brasília é uma importante parceira negocial do Banco”.

Serviço

Casa Cor Brasília

Período: 22 de setembro a 9 de novembro.

Horário de funcionamento:

De terça a sexta – das 15h às 22h

Sábados, Domingos e feriados – das 12h às 22h

Endereço: Comercial da QI 9 do Lago Sul, lote D, antigo Inacor (Instituto Nacional do Coração)