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No DF, mais de 10 mil crianças terminam o ano educadas financeiramente

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Neste final de ano, mais de 10 mil crianças de 28 escolas particulares do Distrito Federal entram em férias educadas financeiramente. Em todo o Brasil, são mais de 400 mil. Após terem aulas de educação financeira nas escolas, elas já sabem a importância de poupar dinheiro para realizar seus sonhos no futuro.

A cultura brasileira é voltada ao consumismo e ao endividamento e sofre, por consequência, com a inadimplência. A fim de mudar essa realidade, aproximadamente 800 escolas particulares adotaram no primeiro semestre deste ano o Programa DSOP de Educação Financeira nas Escolas – sem contar as públicas e as que utilizam material paradidático sobre o tema.

“Há quem pense que as crianças não têm discernimento para lidar com finanças, porém notamos que com 4, 5 ou 6 anos elas já reconhecem o dinheiro como um meio para realizar sonhos. Isso nos faz acreditar em uma nova geração de pessoas independentes financeiramente, mais realizadas e felizes”, relata o mentor da Metodologia DSOP e presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), Reinaldo Domingos.

A educação financeira não se restringe apenas aos alunos. Os professores são capacitados para dominar e então disseminar o tema, e também os pais assistem palestras e têm acesso a cursos online gratuitos. Dessa forma, a mudança comportamental é trabalhada em toda a comunidade.

“Em muitos casos, os filhos são os principais responsáveis pela mudança de comportamento dos pais”, lembra Domingos. “Eles saem da teoria e aprendem na prática a poupar dinheiro e, em poucos meses, realizam seus primeiros sonhos. A educação financeira transforma realidades e gera confiança para o futuro”, diz.

 

Conheça os principais benefícios para as crianças em aprender educação financeira em sala de aula: 

  1. Criança educada financeiramente se torna menos consumista – É motivada a poupar mensalmente para realizar seus sonhos e abandona a ideia de realização pessoal por meio do consumismo;
  1. Aprende a estabelecer e alcançar objetivos – É encorajada a ter, pelo menos, três sonhos sempre em mente, a serem conquistados em prazos diferentes: curto, médio e longo;
  1. Começa a economizar em casa – A criança toma consciência de que manter luzes acessa ou televisores ligados sem necessidade gera desperdício de recursos naturais e financeiros;
  1. Fica menos exposta a publicidade – Ela passa a consumir de forma consciente, pois compreende que as compras dependem de seus objetivos e não de promoções de produtos estarem “na moda”;
  1. Criança educada financeiramente é menos egoísta – Aprende a importância do compartilhamento, doação, reciclagem e passa a se preocupar com questões sociais e ambientais;
  1. Motiva a família – Os novos comportamentos da criança são exemplos para pais e responsáveis, que aprendem conceitos de educação financeira e mudam seus comportamentos;
  1. Leva a educação financeira para sua juventude e vida adulta – A infância é fase mais propícia para ser educado financeiramente, pois é mais fácil construir hábitos saudáveis do que modificá-los no futuro.

ANTT autoriza aumento do valor do pedágio em rodovias federais

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou na última sexta-feira (16) o aumento das tarifas de pedágio das rodovias BR-381, que liga Minas Gerais a São Paulo (Fernão Dias), e BR-116, que liga São Paulo ao Paraná (Régis Bittencourt). De acordo com a agência, as revisões nos preços têm o objetivo de manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos firmados entre a ANTT e as concessionárias.

Na Fernão Dias, rodovia administrada pela Autopista Fernão Dias, o aumento começou a valer hoje (19). Para a categoria 1 (automóvel, caminhonete e furgão), a tarifa passou de R$ 1,80 para R$ 2,10 em todas as praças. Já na Régis Bittencourt, rodovia administrada pela concessionária Autopista Régis Bittencourt, os novos valores de pedágio começarão a ser cobrados a partir do dia 29. Para a categoria 1, a tarifa passa de R$ 2,50 para R$ 3,00 em todas as praças.

Para consultar outros valores basta acessar o site da ANTT.

Artigo | Pão, circo e projeção internacional, por Ricardo Caldas

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Por Ricardo Caldas


O cenário político-econômico brasileiro nunca foi tão generoso com a crítica internacional. O país que antes tentava se desvencilhar do estigma de frivolidades agora sente saudades do tempo em que suas projeções exteriores eram baseadas em praias, macacos e mulatas sorridentes.  Essas figuras simpáticas foram substituídas pelo caricato fantasma sujo e cínico da corrupção. E lá está ele, todos os dias, repetidamente, estampado nas principais manchetes mundiais.

Foram longos anos de sorrisos diplomáticos que conquistaram a empatia global, porém com um peso de consequências perturbadoras nos bastidores. Cinquenta anos em cinco – plano lançado, com questionável sucesso, por Juscelino Kubitschek, reproduzido ortodoxamente na fala de Luis Inácio, exaustivamente explorado por Dilma Rousseff. Evolução, crescimento acelerado, elevações de índices, superação… vexame. O que estragou foi justamente o bastidor, onde os números não puderam ser ignorados.

Chegamos a mais de 12 milhões de desempregados no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nossa moeda foi desvalorizada, sem previsão de retorno dos bons resultados. De acordo com o Boletim Focus, do Banco Central, fecharemos dezembro com uma queda de 3,48% do PIB. Para 2017, a previsão é de 0,58% de crescimento nos primeiros meses, chegando a 2% apenas em 2018.

Passados longos meses de divisões, debates, punhos erguidos e o iminente impeachment, estávamos prontos para superar, dar chance a um novo governo, com proposta mais “elitista” que seja. Especialistas apostavam, em avanço lento, porém gradual. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) vislumbrava bons resultados nos próximos dois anos devido a maior confiança do mercado, melhores preços das commodities e queda da inflação. Mas o fantasma não descansa.

Novamente, estamos na arena, sendo engolidos pelos leões ferozes, dispostos a se aproveitarem de cada descuido (e têm muitas oportunidades) para evitar que o Brasil tenha a credibilidade que merece. As presenças nebulosas de Maia, Calheiros, Geddel, Calero, Odebrecht e tantos outros têm evidenciado que a Era Temer também não será fácil. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu que a recuperação econômica depende diretamente do desfecho da Lava Jato.

“O presidente do Brasil, Michel Temer, envolvido em novo escândalo de corrupção”, dizem New York Times, Le Monde, BBC, Times, Wall Street Journal, El País, Reuters. Não sabemos onde, quando ou como essa situação política vai parar.

Não importa o quão relevante sejam nossos produtos, quão rica seja nossa fauna e flora, quão promissor seja o potencial hídrico e energético. Seremos sempre o país que quase conseguiu vencer o termo “em desenvolvimento”. Não parece apenas uma classificação, mas uma sina. Vamos tê-la enquanto não conseguirmos ter uma política séria, com bases econômicas sólidas, investimentos adequados, iniciativas sustentáveis de combate à desigualdade e, ao mesmo tempo, com foco no crescimento econômico.


Ricardo Caldas é presidente do Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal – Sinfor-DF

Administração do Jardim Botânico anuncia nova iluminação da Estrada do Sol

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O administrador regional do Jardim Botânico, Alessandro Paiva e o diretor técnico da CEB, Paulo Afonso, se reuniram na sexta-feira (16), no gabinete da Administração, para tratar do processo de licitação da obra de revitalização e ampliação da iluminação pública da Estrada do Sol, via de acesso aos condomínios da região.

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) publicou no Diário Oficial do Distrito Federal de 15 de dezembro, o crédito suplementar no valor de R$ 1,5 milhão destinado à Administração Regional do Jardim Botânico em parceria com a CEB, para a obra.

Para o administrador Alessandro Paiva, o momento é importante para os síndicos dos condomínios e moradores do Jardim Botânico, que lutaram e reivindicaram pela obra, como um dos pontos principais a ser solucionado.

A Estrada do Sol é a principal avenida do Jardim Botânico. Com 8km de extensão, liga os condomínios à DF 001. A rede colocada às pressas na época da formação da cidade não atende mais os moradores, que agora passarão a ter uma iluminação pública com lâmpadas de LED, que em Brasília só foram instaladas na Esplanada dos Ministérios até então. “O que melhorará, e muito, a segurança da estrada e a qualidade de vida de todos que trafegam no trecho”, comemora o administrador, que lutou pela liberação do crédito suplementar.

O diretor técnico da CEB, Paulo Afonso, informou que a obra terá início na segunda quinzena do mês de janeiro, com previsão de duração de 90 dias, podendo ter possíveis prorrogações no prazo, caso ocorra alguma adversidade.

Why do we love old buildings?

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Interactively coordinate proactive e-commerce via process-centric “outside the box” thinking. Completely pursue scalable customer service through sustainable potentialities.

Collaboratively administrate turnkey channels whereas virtual e-tailers. Objectively seize scalable metrics whereas proactive e-services. Seamlessly empower fully researched growth strategies and interoperable internal or “organic” sources.

Credibly innovate granular internal or “organic” sources whereas high standards in web-readiness. Energistically scale future-proof core competencies vis-a-vis impactful experiences. Dramatically synthesize integrated schemas with optimal networks.

Professionally cultivate one-to-one customer service with robust ideas. Dynamically innovate resource-leveling customer service for state of the art customer service.

Objectively innovate empowered manufactured products whereas parallel platforms. Holisticly predominate extensible testing procedures for reliable supply chains. Dramatically engage top-line web services vis-a-vis cutting-edge deliverables.

Terracap lança edital de concurso com 33 vagas e cadastro de reserva de 390

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Contratações ocorrerão até 2018. A agência também selecionará 390 candidatos de níveis médio e superior para compor cadastro reserva

Para preencher 33 vagas de emprego e criar cadastro de reserva de 390 pessoas, a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) publicou no Diário Oficial do DF desta segunda-feira (19) edital do concurso público. As contratações ocorrerão até 2018.

No nível superior, as áreas de arquitetura e de engenharias agrimensura e civil têm quatro vagas para contratação imediata cada uma, enquanto engenharia elétrica tem duas. Já administração; análise de sistemas; contabilidade; economia; engenharias agronômica, ambiental e florestal; psicologia; publicidade; estatística; e geoprocessamento têm uma cada uma. Engenharia agrimensura tem uma vaga extra para pessoa com deficiência.

No nível médio, são duas contratações imediatas para técnicos administrativos, quatro para técnicos em fiscalização e uma para topógrafo em ensino médio.

Das 390 vagas para cadastro reserva, 175 são de nível médio e 215 de superior. Além dessas, todos os candidatos com deficiência que forem aprovados nas avaliações entram na relação.

As vagas têm carga horária de 40 horas semanais, sendo as de ensino médio com salário de R$ 7.951,13, e as de nível superior, de R$ 11.717,56.

A inscrição poderá ser feita das 10 horas de 13 de janeiro até as 23h59 de 28 de fevereiro com pagamento de taxa de R$ 37 para ensino médio e de R$ 44 para nível superior via boleto bancário (disponível no site do Instituto Quadrix). O endereço eletrônico também será o único meio para fazer a inscrição.


Concurso público da Terracap

Inscrições das 10 horas de 13 de janeiro até as 23h59 de 28 de fevereiro de 2017

Pelo site da Quadrix, empresa organizadora do concurso

33 vagas para contratação imediata e 390 para o cadastro reserva

Acesse o edital do concurso

GDF entrega contratos de concessão de uso probatório no Assentamento Santarém

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# Nesta segunda-feira (19), às 9h, o governador Rodrigo Rollemberg entrega 22 contratos de concessão de uso probatório para as famílias do Assentamento Distrital Santarém, localizado no Trecho 3 do Sol Nascente, Fazenda Guariroba, em Ceilândia.

 

# Com a posse dos contratos, os assentados terão fomento à produção, segurança de moradia e acesso aos créditos rurais.

 

# Além das garantias, o contrato prevê também obrigações aos assentados, como a guarda e a proteção do imóvel, cumprimento da função socioambiental da propriedade rural e recuperação, reflorestamento e manutenção da área de reserva legal e das áreas de preservação permanente da área concedida.

 

#  Atualmente, as famílias são atendidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater/DF).

 

# Além disso, a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri/DF) distribuiu 2.600 mudas de espécies nativas do cerrado para recuperar a área de reserva legal e 75 toneladas de composto orgânico de lixo.

 

# A pasta também demarcou e executou o projeto do assentamento, abrindo com seus maquinários as ruas e vias de acesso, e conseguiu, por meio de emendas parlamentares, recursos para captação e distribuição de água para consumo humano e para irrigação.

 

# Também foi solicitada à Companhia Energética de Brasília (CEB) a elaboração do projeto de rede de distribuição de energia elétrica, que está em fase de construção.

 

Corpo de Bombeiros alerta sobre riscos no manuseio de fogos de artifício

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Com a chegada das festas de fim de ano, principalmente o réveillon, aumenta a demanda por fogos de artifício. Por isso, de acordo com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, é fundamental ficar atento a uma série de medidas para evitar acidentes. Alguns cuidados, como ler atentamente as instruções do rótulo, manter uma distância de segurança e nunca direcionar o artefato para outra pessoa, devem ser obedecidos.

Cuidados com o uso de fogos de artifíciosO capitão do Corpo de Bombeiros Gildomar Alves da Silva alerta que o cidadão somente deve comprar esses produtos em local devidamente credenciado para tal finalidade. “Toda empresa que esteja licenciada é confiável, pois passa pelas exigências da lei”, destaca o militar.

Autorizado a comercializar os produtos pela Divisão de Controle de Armas, Munições e Explosivos, da Polícia Civil do DF,  o empresário Roberto Batata trabalha com fogos de artifício há 31 anos.

Segundo ele, as festas de fim de ano elevam em 80% a demanda por equipamentos pirotécnicos. “É, disparado, o período de maior venda”, revela. Os itens mais procurados em sua loja no Núcleo Bandeirante são os de tiro e os de cores.

Para o comerciante, outra precaução que muitas pessoas ignoram é o pós-uso. “Todo artefato utilizado deve ser imerso em água para evitar que outras pessoas tentem acionar sobras ou produtos que falharam.”

Os fogos de artifício fazem parte da lista de produtos controlados e regulamentados pelo Exército Brasileiro. Já para a fiscalização, a entidade conta com a parceria do Corpo de Bombeiros e das administrações regionais.

Para serem manuseados, os artigos pirotécnicos precisam obedecer a padrões de qualidade e segurança, avaliados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), ligado ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Estudo do Inmetro explica que esses produtos podem ser definidos basicamente como um cartucho de papel com pavio, que envolve material explosivo, onde os mais usados são a pólvora e o perclorato de potássio (KCLO4). Esses componentes são explosivos.

Ainda conforme estabelece o instituto, quando o fabricante deseja adicionar cor a este espetáculo, ele inclui outras substâncias. Algumas são o estrôncio (Sr), o bário (Ba) e o sódio (Na).

Hran é o hospital de referência para o atendimento de queimados

O Corpo de Bombeiros atendeu, até o fim de novembro, 126 ocorrências relacionadas a queimaduras diversas. Em todo o ano passado, foram 106 chamados.

Apesar de não catalogar especificamente lesões relacionadas a manuseio de fogos de artifício, a Secretaria de Saúde classifica como pequena, média e grande a intensidade da queimadura. Assim, neste ano o atendimento médio a queimados no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), unidade referência neste tipo de atendimento, é de 22 casos por mês. De junho a setembro ocorre aumento de 60% na estatística, segundo os dados levantados.

Levando-se em consideração a classificação estabelecida pela pasta, 35% das internações foram de pequeno, 33% de médio e 32% de grande porte. Na grande maioria dos casos (58%), as vítimas são crianças de até 5 anos. O índice de mortalidade hospitalar em pacientes queimados é de 5%. Conforme ressalta a secretaria, cerca de 85% dos acidentes são evitáveis, pois decorrem de negligência ou imperícia de terceiros, ou da própria vítima.

TJDFT define lista tríplice da OAB-DF para vaga de desembargador

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Eliene Ferreira Bastos;Roberto Freitas e Carolina Lisboa

O Tribunal Pleno definiu na tarde desta sexta-feira, 16/12, a lista tríplice de advogados da OAB/DF para vaga de desembargador do TJDFT destinada ao Quinto Constitucional, conforme estabelece o artigo 94 da Constituição Federal. A lista tríplice será enviada ao Presidente da República, a quem cabe nomear o novo desembargador.

Os candidatos selecionados pelo TJDFT são: Eliene Ferreira Bastos;Roberto Freitas e Carolina Lisboa.

Eliene Ferreira Bastos é advogada há 22 anos. Pós-graduada em Direito Processual Civil pelo IBEP/IBDP e mestra em Direito Civil Comparado pela PUC/São Paulo. Atualmente é Presidente do IDCB – Instituto de Direito Comparado e Internacional de Brasília.

Roberto Freitas é advogado há 23 anos. Graduado em Direito pela Universidade Católica de Santos/SP; mestre em Direito pela Universidade de São Paulo – USP; fez doutorado em Direito na USP e pós-doutorado na Universidade de Wisconsin, EUA (2006).

Carolina Lisboa é advogada há 21 anos. Especialista e mestra em Ciências Jurídico-Internacionais pela Universidade de Lisboa, Portugal (1999) e doutora em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo – USP (2012).

A lista tríplice do TJDFT foi elaborada a partir da lista sêxtupla indicada pela própria OAB/DF, entregue ao Presidente do TJDFT, desembargador Mario Machado, no dia 18/11/2016. Leia aqui

Proposta de Celina Leão garante reclassificação das vias do DF

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Com a redefinição das rodovias, brasiliense usará menos farol ligado durante o dia

A Câmara Legislativa do DF (CLDF) aprovou, em segundo turno, na quinta-feira (15), na última sessão legislativa de 2016, a redação final do Projeto de Lei 1225/2016, de autoria da deputada Celina Leão, que dispõe sobre a instituição do sistema rodoviário do Distrito Federal. “Queremos com esse projeto, que agora é lei, voltar o mapa rodoviário anterior”, justifica a autora do projeto. Com a vias reclassificadas, fica proibido que os motoristas sejam multados por não transitarem com os faróis acesos em rodovias que cortam do DF.

Este também foi o entendimento do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) que usou a justificativa do projeto da parlamentar para cancelar multas por farol desligado no DF em novembro deste ano. O magistrado que concedeu a liminar ressaltou que  “o disposto no Anexo I do Código de Trânsito  Nacional, que traz as definições de estrada – via rural não pavimentada; Rodovia – via rural pavimentada; e Via Urbana – ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares abertos à circulação pública, situados na área urbana, caracterizados principalmente por possuírem imóveis edificados ao longo da sua extensão, para afirmar que não se pode, por mero decreto governamental, mudar conceitos óbvios e lógicos contidos em norma federal”.

Na ocasião o juiz da 7ª Vara da Fazenda Pública do DF fez um questionamento: “como se pôde, em pleno 2016, gastar dinheiro público, dito inexistente, para encher vias urbanas do DF com placas de que são rodovias”.

A deputada explica que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece com clareza a diferença entre vias urbanas e rurais e sua redação lança lucidez inquestionável sobre o enquadramento das rodovias, como sendo rurais. Estas, por sua vez, são as que ligam uma cidade a outra e estão fora do perímetro urbano.

A proposta de Celina Leão visa trazer de volta o mapa rodoviário do DF, da forma que era antes. O mapa rodoviário do DER/DF, edição 2016, indica aproximadamente 1.600 quilômetros de rodovias que, por natureza legal, deveriam ser rurais.  “Ocorre que, contrariando os conceitos e disposições do CTB, elas estão, em grande parte, situadas em zonas perimetrais urbanas”, avalia Celina. E completa: “o Distrito Federal é unidade atípica da Federação por não ser dividida em municípios e cujas distâncias entre as regiões administrativas são muito próximas. A configuração de sua malha viária não tem sido, ao longo do tempo, por meio dos decretos regulamentadores, tipificada adequadamente”.

A parlamentar explica ainda que estão em vigor alguns decretos, editados ao arrepio de planejamentos prévios e necessidades reais de alteração e configuração da malha viária, com fortes indícios de desvio de finalidade, vez que há uma significativa extensão desta malha em área urbana, conforme mapeamento constante do Mapa Multimodal do DNIT.

“Percebe-se que os critérios adotados para a definição das rodovias, por meio de Decretos regulamentares, levaram a um conjunto de combinações viárias que não apresentam características suficientes para configurarem rodovias. Além disso, as várias alterações no Sistema Rodoviários do DF, tipificando vias em área urbana como rodovias, sugerem uma ampliação proposital para que o DF perceba repasses da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (CIDE) – Combustível”, observou Celina na justificativa do seu projeto.

O PL aguarda sanção do governador.