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Deputada destina emenda para implantação de Pontos de Encontro Comunitário

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Deputada Luzia de Paula
Deputada Luzia de Paula

A deputada distrital Luzia de Paula (PSB) destinou emendas parlamentar para a implantação de dois Pontos de Encontro Comunitário – (PEC’s), nos Centros de Ensino Especial nº 01, do P Sul e nº 02, do Setor O.

Para a parlamentar, os locais serão uma ótima opção para quem prefere praticar atividades ao ar livre. “As instalações desses Pontos de Encontro Comunitário incentivam a prática de exercícios físicos. Eles são ideais para quem quer manter a saúde em dia”, destacou a deputada.

O Centro de Ensino Especial nº 02, no Setor O, receberá um PEC com 11 equipamentos adaptados para a prática de exercícios físicos. Além de recursos para construção deste PEC, a deputada também destinou uma emenda para a cobertura da quadra poliesportiva.

Em 2015, Luzia de Paula destinou recursos para a cobertura da quadra poliesportiva do Centro de Ensino Especial nº 01, no P Sul. Agora, a parlamentar destina recursos para a instalação do PEC, além de banheiros com vestiário, alambrado e outras melhorias para a quadra poliesportiva. As obras estão em fase de licitação.

JBr: Marco Junior diz que organograma não era da propina

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Ex-subsecretário da pasta de Infraestrutura e Logística (Sulis), Marco Antônio Ferreira da Silveira Júnior

Por Eric Zambon, do Jornal de Brasília


O organograma apresentado na CPI da Saúde não denuncia um esquema de propina dentro da pasta, como alegou a presidente do Sindsaúde, Marli Rodrigues, durante a sessão na Câmara Legislativa. O desenho apenas mapeia a origem das nomeações de cada servidor. Quem garante é o próprio autor do rabisco feito à mão, o ex-subsecretário da pasta de Infraestrutura e Logística (Sulis), Marco Antônio Ferreira da Silveira Júnior.

“Ela fugiu um pouco da realidade. Pegou a gravação (com o vice-governador Renato Santana) e juntou com o desenho, que não tinha nada a ver”, contestou Júnior, que não está em Brasília. “Quando o Fábio (Gondim, ex-secretário de Saúde) saiu de lá, a gente queria entender o que aconteceu. Não foi um papel que eu escrevi (sobre propina), foi um papel que eu ajudei a identificar as nomeações de quem estava lá”, reforçou.

Segundo ele, Gondim pediu exoneração, publicada no Diário Oficial do DF em 2 de março deste ano, por não ter podido montar a própria equipe durante sua gestão. O então titular da Saúde queria exonerar o subsecretário de Administração Geral (Suag), Marcello Nóbrega – hoje à frente da Sulis -, e o responsável pelo Fundo da Saúde, Ricardo Cardoso – exonerado no último 21 de junho -, por acreditar que eles não eram eficientes. Ao solicitar a saída dos dois ao governador Rodrigo Rollemberg, porém, ouviu uma negativa.

“A ideia era entender de onde surgiram as nomeações para saber porque (o governador) não poderia atender ao pedido de exoneração. Quando você pede para mudar uma pessoa que não é eficiente para a gestão e não é atendido, você entende que não tem apoio”, lamentou, acrescentando que tanto ele quanto Gondim enfrentaram vários problemas pessoais em decorrência do desgaste na administração da pasta.

Conforme Marco Júnior, divergências quanto aos métodos de compra, métodos de definir as prioridades e a morosidade no andamento de processos licitatórios minaram o trabalho do setor tocado por Nóbrega. Já na área de Cardoso, o problema era a produtividade. “Você tinha um Fundo, que tinha de ser uma área para (previsão de) despesa, e nunca fez uma única projeção orçamentária”, dispara.

Quanto à autora das denúncias, a presidente do Sindsaúde, Marli Rodrigues, o ex-subsecretário disse gostar dela, por acreditar que “ela tinha total interesse de chegar à verdade”. Ele, acredita, porém, que ela tenha se afobado. “Ela jogou isso na mídia para repercutir de uma forma que eu não acredito que deveria. Ela desvirtuou um pouco a história da gravação com o vice-governador, pegou isso e ligou com a Secretaria de Saúde. Não vejo nexo”, rebate.

Por fim, ele desabafou quanto às condições de trabalho e ao jogo de influências que existe dentro da pasta. “Estávamos cansados de lutar para conseguir fazer as licitações. Cansados de passar por todo aquele estresse, por tudo que acontecia. Era mídia criticando e a gente não tendo apoio nem para formar a equipe que entendiamos ser a correta. Tentamos trabalhar com quem já estava lá, mas as coisas não andavam”, finalizou.

Marli Rodrigues se manifesta

Em resposta às peguntas feitas após a conversa com Marco Júnior, a presidente do Sindsaúde, Marli Rodrigues, disse pelo WhatsApp que é “melhor ele (Marco Júnior) explicar às autoridades, ressaltando que, agora, “as questões estão com o MP”. MArli lembra aindas que, como está tudo gravado, “é melhor as autoridades competentes fazerem a análise técnica” E disse que, “quanto a ele recuar ou não está tudo gravado a forma de interpretar o organograma”.

Fábio Gondim nega conhecer organograma

Ouvido pela reportagem, o ex-secretário Fábio Gondim se recusou a comentar as exonerações dos subsecretário e também não falou de sua saída da pasta. Ele também disse não ter conhecimento do organograma formulado por Marco Júnior.

ENQUANTO ISSO… Nova iluminação do Parque da Cidade vai beneficiar 30 mil pessoas

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# Inaugurada nesta quinta-feira (21), a nova iluminação da pista de corrida e da ciclovia do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek beneficiará cerca de 30 mil pessoas que passam pelo local semanalmente.

 

# Segundo informações da Gerência de Obras de Iluminação Pública, da Companhia Energética de Brasília (CEB), foram instalados 492 postes de 7,5 metros de altura — desses, 269 foram reaproveitados de outras áreas do Distrito Federal e 223 são novos.

 

# Outros 29 postes com 5 metros de altura, também de aço, foram colocados no local. Todos os modelos são equipados com luminárias e lâmpadas de 250 watts de cor branca.

 

# “A iluminação do Parque da Cidade faz parte de um conjunto de ações que o governo de Brasília vem promovendo para permitir que a população volte a se apropriar cultural, social e esportivamente das cidades tanto durante o dia quanto à noite”, disse Rollemberg.

 

# A distância entre os postes era de 40 metros, o que deixava os trechos pouco iluminados.

 

# Além disso, algumas luminárias haviam passado do período de vida útil.

 

# Nessa nova configuração, o espaçamento é de 25 metros.

 

# As intervenções começaram na primeira semana de junho e foram concluídas nesta quinta-feira (21).

 

# Por medida de segurança, os postes instalados foram ligados conforme ficavam prontos.

 

# O investimento foi de R$ 2.039.678,53, feito pela Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos. A economia com o reaproveitamento de estruturas foi de R$ 270.807,68.

 

# Em 2015, haviam sido instalados 57 pontos e investidos R$ 178.330,12 em iluminação no novo acesso ao parque, na Quadra 913 Sul.

 

# O governador exemplificou que o reforço na iluminação do Setor Comercial Sul fez reduzir a zero o número de homicídios no local em 2016.

 

# “Nesse mesmo período do ano passado, registramos oito homicídios. Após a iluminação e a revitalização, não houve mais mortes.”

 

Governador: Artur, o bebezinho da foto, está morrendo! Evite se o senhor puder

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arthur

 

Artur nasceu em 24 de janeiro de 2016. Está internado há um mês e quinze dias. Aguarda na fila de cirurgia cardíaca há três meses. Está descompensado, está morrendo! A pobreza, a corrupção e o descaso são uma chaga.

A hipertensão pulmonar está altíssima. Os médicos aumentaram as doses de medicamentos para o máximo possível, enquanto esperam um milagre: A CIRURGIA.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) já foi intimada várias vezes. O telefone da Débora, mãe do Artur, é 993716026. Artur, o bebezinho da foto, está morrendo!


Com informações do Blog do Edson Sombra

ENTREVISTA | Telma Rufino, deputada distrital

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Telma Rufino

Por Celson Bianchi, do Alô Brasília


Presidente da Comissão de Assuntos Fundiários e procuradora especial da Mulher na Câmara Legislativa, a deputada Telma Rufino (sem partido) analisou os trabalhos no primeiro semestre e afirma que a pauta será extensa na volta do recesso legislativo. A distrital aprovou importantes projetos e na última semana de votações foi a grande articuladora dentro da Casa para a prorrogação do prazo para a nova Lei dos Puxadinhos. Com personalidade forte, a parlamentar afirma que não gosta de grandes discursos na tribuna, mas seu trabalho nos bastidores tem rendido importantes resultados.

Após duas semanas de votações intensas e algumas pautas polêmicas, a Câmara Legislativa encerrou a pauta de votações. Como a senhora avalia esse primeiro semestre?

Como você falou, encerramos o semestre com uma pauta muito extensa. A discussão sobre a regulamentação do serviço de aplicativo, como o Uber, foi amplamente debatida. Depois de muita discussão conseguimos aprovar o projeto. Mas essa foi apenas uma das pautas importantes. Para o meu mandato, foi um semestre muito positivo, tive três leis sancionadas, sendo uma a que determina a notificação antes das derrubadas. Na última semana derrubei o veto a quatro projetos de minha autoria, entre eles o que assegura o direito a prioridade nos programas habitacionais para famílias removidas de áreas de risco, o que garante 50% das vagas em cargos comissionados para mulheres e o do vagão exclusivo para mulheres no metrô.

A Lei da notificação prévia causou muita polêmica. A senhora defende sua constitucionalidade?

Sim! Em caráter liminar, o TJDF suspendeu a Lei 5.646, enquanto não julga o mérito, mas manifestou-se contrário apenas ao item que fala sobre o poder de polícia da Agefis. O dispositivo que trata da notificação prévia não foi considerado inconstitucional. A Lei estabelece todos os critérios para notificação, não vale para novas construções, o que derruba as afirmações que vai incentivar a grilagem. Vale para imóveis habitados, dentro do PDOT, em áreas em processo de regularização, que pague IPTU e as famílias têm que atender às exigências da Lei 3.877/2006, que determina os critérios dos programas habitacionais no DF. Queremos apenas assegurar o direito à ampla defesa, como garante nossa Constituição.

A senhora preside a Comissão de Assuntos Fundiários (CAF), como está a pauta para o segundo semestre?

Teremos muito trabalho. Estamos aguardando o envio da LUOS para a Casa, o projeto está sendo revisado pelo Executivo há mais de uma ano e meio. Precisamos trazê-lo à pauta novamente e tramita-lo. Também aguardamos o código de edificações e pretendemos avançar no quesito regularização.

Sobre os processos de regularização, quais as expectativas da senhora?

Como todos sabem, moro em Arniqueiras, uma área em processo de regularização. A maior luta do meu mandato é garantir a mais de 1 milhão de pessoas no DF, que moram em áreas irregulares, o direito a legalidade. O governo está com um rombo em seus cofres, a regularização combate à grilagem e devolve a estabilidade às contas do DF. Em Arniqueiras avançamos muito. O governador estabeleceu a data de 30 de agosto para o registro em cartório do setor. O prazo é apertado e estou acompanhando de perto e cobrando diariamente. Em Vicente Pires já conseguimos o registro da Gleba 1.

A senhora também responde pela Procuradoria Especial da Mulher na Casa, como funciona esse espaço?

A Procuradoria tem como função fiscalizar as leis em vigor e propor novas estratégias e projetos voltados à mulher. Aprovei vários projetos em benéfico da mulher, realizamos uma audiência pública muito importante sobre o combate ao feminicídio e consegui a criar a Defensoria dos Direitos da Mulher, dentro da estrutura da Defensoria Pública. Vivemos uma série de crimes bárbaros em poucos meses, temos que trabalhar em parceria com o Executivo, o Judiciário, o Ministério Público e a sociedade civil para reduzimos essa triste estatística. Brasília é a campeã no número de denúncias de crimes contra a mulher. Não queremos esse troféu.

Sampaio: “Quem acusa sem provas em CPI deveria ter o mesmo tratamento de um corrupto”

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Sérgio Sampaio durante coletiva nesta quinta-feira. (Foto: Renato Araújo/Agência Brasília)
Sérgio Sampaio durante coletiva nesta quinta-feira. (Foto: Renato Araújo/Agência Brasília)

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“Esse governo não compactua com corrupção. Essa é a orientação do governador. É uma prática abominável. Se tiver denúncia séria, tomamos todas as providências”. Com essas palavras fortes e tom de repúdio, Sérgio Sampaio, chefe da Casa Civil, começou a entrevista coletiva no Palácio do Buriti, no fim da tarde de hoje. Sampaio se referia as denúncias feitas pela presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (SindSaúde-DF), Marli Rodrigues, em depoimento à CPI da Saúde, na Câmara Legislativa.

Sérgio Sampaio afirmou que a sindicalista mentiu ao acusar o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e a esposa Márcia de participar de um esquema de pagamento de propina.

“Quem pratica corrupção tem que sair preso, assim como quem vai diante de uma CPI e falta com a verdade”, avaliou.

Para o chefe da Casa Civil, Marli Rodrigues não apresentou nada que comprovasse a denúncia de corrupção nem nomes de servidores que pudessem estar envolvidos. Sampaio apontou como exemplo a denúncia de uma suposta irregularidade na manutenção de veículos na Secretaria de Saúde.

“Não existe contrato da Saúde. Toda a manutenção da frota do governo foi licitada em março de 2015, pela Secretaria de Planejamento.” Ele explicou que, com essa medida, o governo está gastando 70% a menos do que a gestão anterior.

Sampaio ainda reforçou que o governador acionou órgãos de controle e de fiscalização do governo do DF, como a Controladoria-Geral e a Polícia Civil. O pedido de investigação também foi encaminhado ao Ministério Público do DF e Territórios.

Dialogar na Justiça

Pela manhã, o governador Rodrigo Rollemberg refutou as acusações da sindicalista Marli Rodrigues. “Com pessoas assim, vamos dialogar na Justiça, e eu tenho certeza de que ela vai pagar muito caro pelas informações difamatórias e caluniosas que fez hoje na CPI.”

Rollemberg disse que enfrenta “interesses milionários” para reformular a Saúde. “Estamos realizando licitações na área hospitalar, que há mais de dez anos não tínhamos, e na área de vigilância, que há mais de quatro anos não ocorria”, exemplificou.

Sampaio não descartou a possibilidade de que as “denúncias vazias” tenham sido articuladas para impedir mudanças na gestão da Saúde em Brasília. “Estranhamos que isso aconteça no meio da discussão [de contratos de parceria com organizações sociais — OSs]. Queremos mudar o modelo para melhorar. Para gastar menos com maior eficiência.” Ele citou o Hospital da Criança como um caso de sucesso de administração por OS.

NOTA OFICIAL | Secretaria de Saúde do DF

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secretaria de saúde

Em relação aos fatos apresentados nesta quinta-feira (21), na Câmara Legislativa, a Secretaria de Saúde esclarece:

Não é verdade que haja qualquer preferência na ordem dos pagamentos realizados pela secretaria. Alguns são priorizados em função do interesse público na manutenção da prestação dos serviços contratado, devidamente justificado em todos os processos. Exemplos são a alimentação dos pacientes nos hospitais, pagamentos de UTI e a aquisição de medicamentos.

– Não é verdade que houve, na gestão iniciada em 2015, aquisição de kits de dengue no valor unitário de R$ 55. Desde o início deste governo foram feitas duas compras de teste rápido de dengue, ao custo de R$ 9,30 a unidade. Em um primeiro momento foram adquiridos 6 mil kits, que totalizaram R$ 55,8 mil e, posteriormente, 6,5 mil unidades, que totalizaram R$ 60,4 mil. Neste momento, tramita na pasta um novo processo para a compra de mais 40 mil testes a R$ 8,48 a unidade.

– Não é verdade que a rede está desabastecida de marca-passos. Houve uma aquisição, em 2015, de 200 aparelhos, que foram entregues à pasta em fevereiro. Ao todo, foram investidos R$ 841,5 mil, valor que engloba os marca-passos, geradores, eletrodos e conjunto de introdutor para eletrodos.

– Que a portaria 276, de 2 de dezembro de 2015, está em vigor e delega novas atribuições ao diretor executivo do Fundo de Saúde do Distrito Federal. Esta norma faz parte da reestruturação da Secretaria de Saúde que alterou a estrutura administrativa. Assim, o Fundo de Saúde tornou-se responsável pelas despesas e a Subsecretaria de Administração Geral (Suag) passou a ter como atribuição, dentre outras coisas, a administração, tramitação de processos licitatórios e contratações. Tal medida foi tomada para garantir a segregação de funções, o que é recomendado por todos os órgãos de controle.

– Não é verdade que a Secretaria de Saúde dispõe de um contrato, no valor de R$ 12 milhões anuais, para fazer a manutenção de 1,7 mil veículos. Este serviço é prestado por meio de um contrato corporativo do governo de Brasília por meio da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão com a Ticket Car. Trata-se de ata de registros de preços, cujo valor anual máximo é R$ 11.897.987,58. O gasto mensal máximo pode chegar a R$ 991.498,97. O governo de Brasília nunca chegou perto de atingir esses limites anual ou mensal. Na verdade, até o presente momento, tem gerado economia ao governo.

– Que Marcello Nóbrega é economista, tem qualificação e experiência para o cargo que ocupa e nunca foi motorista da senhora Márcia Rollemberg.

– Ao contrário do que foi alardeado e prometido durante a última semana, a sindicalista não apresentou nenhuma prova das denúncias que fez.

OPINIÃO | A saúde pública e a disputa política

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Por Ricardo Callado


Reclamações e irregularidades na saúde pública do Distrito Federal são recorrentes. Não é de hoje. O atual e governos anteriores têm na saúde um dos principais calos. Podemos dividir o assunto em três temas: disputa política e sindical, disputa empresarial e má gestão. Foi assim ontem. E está sendo assim até hoje.

A atual crise tem um pano de fundo político. Mas não deixa de ser uma oportunidade de colocar a saúde pública nos eixos. No caminho que o setor merece.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde é sim um palco onde se atacam mutuamente oposição e governo. E é também uma oportunidade que se escancara para iniciar um debate sério. Não se pode se desmoralizar uma CPI. É preciso, apenas, separar o midiático do que é realmente merece ser discutido e investigado. Essa é a sua função.

A CPI é um instrumento institucional presente no Poder Legislativo desde a Constituição de 1934. Através dela, parlamentares agem em nome da respectiva instituição, investigando e fiscalizando a gestão do bem público. E tomando as medidas necessárias para punição dos culpados, caso algo esteja realmente errado.

Fala-se em pagamento de propina na saúde, e não é de hoje. O vice-governador Renato Santana disse que sim. A presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde, Marli Rodrigues, afirma o mesmo. E o ex-secretário Fábio Gondim também cita a prática usando outros termos. O Judiciário precisa ser acionada.

Basta uma simples pesquisa ou consulta no Tribunal de Justiça do Distrito Federal para vê a quantidade de processos de irregularidade na Secretaria de Saúde. E em muitos governos. O ex-governador Agnelo Queiroz (PT), por exemplo, se enrolou em vários casos.

Empresas terceirizadas se perpetuam nos serviços prestados ao setor, mesmo com mudanças de governos. São interesses poderosos e milionários. Sindicalistas e gestores se misturam na administração da área. Cada um favorecendo o seu lado. É um saco de gatos. E é preciso passar isso a limpo. Cada um respondendo pela a sua responsabilidade.

Se o caso veio à tona nesse momento é devida a uma disputa política forte. A eterna briga pelo poder ou por interesses contrariados. O Palácio do Buriti decidiu bancar uma guerra com a Câmara Legislativa desde os primeiros dias de governo.

O governo tomou posse e comprou a ideia burra de não fazer política. De se enclausurar e tratar a Câmara como se fosse o que de pior existe. Não foi uma boa estratégia.

A estratégia da discórdia é sempre a pior escolha. O diálogo, principalmente em um momento de crise o qual assumiu o Executivo, seria a melhor opção que o governador Rodrigo Rollemberg poderia ter tomado. O problema é de origem. E as pessoas que colocaram o Buriti nessa enrascada, acabam de voltando contra o governador.

Depois disso os ânimos só se acirraram. O governo faz de conta que respeita a Câmara, que por sua vez perde a credibilidade no Executivo por acordos não cumpridos ou pela metade. Enquanto isso, os deputados dificultam de forma aberta a vida do Buriti. E quem perde é sempre a sociedade.

Soma-se a isso uma relação complicada entre o governador e seu vice, Renato Santana. Existe cordialidade, mas falta sintonia. Santana tem vida própria. Seu projeto político não é esse governo, mas o próximo. Seja com ele hoje ou com o seu líder político, Rogério Rosso, em 2018.

Acrescenta-se, ainda, a presidente do sindicato, Marli Rodrigues, que saiu gravando tudo e todos. E um conjunto de gravações que saiu do computador da entidade sindical de forma estranha.

Não ficou claro se as gravações foram entregues ao Ministério Público antes ou após as gravações serem divulgadas pela imprensa. E que tipo de uso seria feito com essas gravações, caso elas não tivessem se tornadas públicas. Até porque algumas delas foram gravadas há meses, ainda na gestão do ex-secretário Gondim.

Não se pode comprovar que existe uma conspiração entre distritais, sindicato e o vice-governador. Nem que o conteúdo das conversas gravadas possam gerar provas. O importante é que seja feita uma investigação séria. E isenta.

Na Câmara Legislativa tem gente séria para fazer isso. É hora de deixar a política de lado e pensar no cidadão humilde que precisa de atendimento em hospitais e postos.

No Ministério Público tem gente competente que pode fazer isso. E com experiência em investigações na área de saúde em governos anteriores. Vamos passar a saúde a limpo e que for podre que se quebre.

Câmara e MP tem a missão de colocar a saúde no rumo. O governo colaborando com um modelo de gestão que se diferencie dos anteriores, enfrentando as máfias que se perpetuam na Secretaria de Saúde. E o sindicato defendendo o servidor. Se não cumprirem a sua missão, todos perdem.

Mas quem perde ainda mais é a sociedade que continuará com problemas no atendimento na rede pública e viverá com a descrença em suas instituições.

Justiça determina bloqueio de bens de envolvidos em licitação irregular na Saúde

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O contrato foi assinado em março de 2013 pelo valor anual de R$ 5.028.000,00 e renovado sem nova licitação duas vezes. Terceirização de serviços na saúde pode ter gerado prejuízo de mais de R$ 8 milhões

A Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) obteve decisão liminar que bloqueia R$ 8.492.000,06 dos bens de 15 pessoas, físicas e jurídicas, envolvidas em licitação de procedimento para pacientes cardíacos na Secretaria de Saúde (SES). A Justiça também determinou, na segunda-feira (18) a suspensão imediata do contrato e de pagamentos relativos a esse serviço. Em caso de descumprimento, a multa diária prevista é de R$ 5 mil. A investigação é mais um trabalho conjunto entre o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e o Ministério Público de Contas (MPC/DF).

A decisão foi proferida em ação de improbidade administrativa ajuizada pela Prosus contra os envolvidos na contratação do procedimento de ablação de fibrilação atrial pelo sistema carto com estudo eco intracardíaco. O exame é indicado para pacientes com determinados tipos de arritmia cardíaca que não respondem a tratamentos com remédios ou terapias convencionais. O exame é de alto custo (cerca de R$ 34 mil por procedimento) e há indícios de que a licitação teria sido direcionada para beneficiar o Instituto Brasília de Arritmia Cardíaca (IBAC), que não teria condições de realizar o serviço.

A SES não justificou a opção pelo método, embora existam tratamento mais econômicos e eficientes disponíveis no Hospital de Base. Para a promotora de Justiça Marisa Isar, essa é mais uma tentativa de terceirizar a saúde pública no Distrito Federal utilizando como justificativa o sucateamento da rede pública de saúde, que neste caso, pode ser proposital. “Se fossem adquiridos os insumos, esse serviço poderia ser prestado pela rede pública”, afirma.

Entenda o caso

A única proposta na licitação foi a do IBAC, que venceu por falta de concorrentes. O contrato foi assinado em março de 2013 pelo valor anual de R$ 5.028.000,00 e renovado sem nova licitação duas vezes.

Após a contratação, o IBAC terceirizou o serviço para o Centro de Treinamento Cardiovascular (CTCV), embora não houvesse previsão contratual. Além disso, o atestado de capacidade técnica apresentado pelo IBAC se referia a um tipo de procedimento diferente do contratado. O IBAC também não possui licença da Vigilância Sanitária para realizar procedimentos invasivos.

Uma das irregularidades mais graves encontradas pela Prosus é o fato de cinco médicos da SES que trabalhavam diretamente com a seleção de pacientes que seriam submetidos ao exame serem sócios do IBAC e do CTCV. Os profissionais prescreviam os exames em hospitais da rede pública, encaminhando os pacientes para as clínicas nas quais atuavam.

Processo nº 2016.01.1.074110-5

Operação Lava Jato: Delação de Gim Argello é homologada

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O ex-senador está preso em Curitiba desde abril e é defendido pelo criminalista Marcelo Bessa

Por Lauro Jardim


Foi homologada hoje na Justiça Federal do Paraná o acordo de delação premiada de Gim Argello.

Será uma delação que dará dor de cabeça (aliás, muita dor de cabeça) a senadores de quem Gim era próximo: Renan Calheiros, Edison Lobão e Fernando Collor, entre outros.