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Empregos, renda e novos investimentos impulsionam economia da capital

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Segundo pesquisa do IBGE, setor foi o que mais cresceu na capital federal, com alta de 8,4% e salários acima da média nacional; entidades e empresários apontam o apoio do GDF como um dos responsáveis pelo aumento

O Distrito Federal alcançou, em 2023, o maior número de unidades industriais com cinco ou mais empregados desde o início da série histórica da Pesquisa Industrial Anual — Empresa (PIA-Empresa), do IBGE, iniciada em 2007. Embora represente uma fatia relativamente pequena do Produto Interno Bruto (PIB) do DF — 3,9% em 2022 —, a indústria foi o setor com maior crescimento em volume naquele ano, com alta de 8,4%, superando inclusive os serviços, que cresceram 3,7%. Os dados de 2023 são os mais recentes levantados pelo IBGE.

Ao todo, foram contabilizados 1.408 estabelecimentos industriais, que, juntos, geraram R$ 10,7 bilhões em receita líquida de vendas. Desse total, R$ 3 bilhões vieram da indústria de alimentos, enquanto o setor de minerais não metálicos representou 27,9% do Valor de Transformação Industrial (VTI), consolidando-se como uma das principais frentes produtivas locais. Os dados demonstram um avanço estratégico e sustentável, amparado por políticas públicas, incentivos econômicos, formação de mão de obra qualificada e melhorias no ambiente de negócios.

Pesquisa do IBGE contabilizou mais de 1,4 mil empresas no DF em 2023 | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

 

“O setor produtivo é extremamente importante para a economia de qualquer estado. É ele que gera riqueza, que gera oportunidade. A partir do momento em que você dá condições para ele crescer, a consequência é a contratação de novas pessoas. O que a indústria mais precisa hoje é de gente qualificada para que possa assumir qualquer vaga de emprego que vem surgindo, e nós estamos lançando um pacote de quase 50 mil qualificações profissionais para finalizar até o final do ano, dando oportunidade para quem queira aprender uma nova profissão”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes.

Segundo o gestor, além de essencial para os trabalhadores, a qualificação tem potencial de melhorar os resultados das empresas. “Quando os empresários contratam alguém já qualificado, já preparado, é muito mais barato, pois ele não tem que qualificar na própria empresa. É um trabalho de formiguinha que cada um vai fazendo um pouquinho, e no final todo mundo sai ganhando”, destaca Thales Mendes.

Até agosto, mais de 110 mil pessoas haviam sido qualificadas nos programas Renova-DF e QualificaDF | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

 

Entre os projetos de qualificação profissional da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) estão o QualificaDF e o QualificaDF Móvel, que promovem cursos profissionalizantes gratuitos nas áreas de agronegócio, comércio, serviços, saúde e informática; e o Renova-DF, cujo intuito é promover a formação profissional da população, ao mesmo tempo que propicia a reforma de espaços públicos. O programa oferece auxílio de um salário mínimo para os participantes, além de vale-transporte e seguro contra acidentes pessoais. Até agosto, mais de 110 mil pessoas haviam sido qualificadas nos dois programas.

Foi graças ao Renova-DF que Jéssica Lopes, 28 anos, conseguiu entrar no mercado de trabalho. “Eu vim de Uberlândia, tinha acabado de perder minha avó, peguei meu marido, meu menino, deixei dois filhos pra trás e vim para o DF em 2021. Fiquei em abrigo, meu marido ficou na rua e eu falava: ‘Meu sonho é entrar no Renova’. E assim eu fiz. Me ligaram e falaram que eu tinha sido chamada pelo Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. A partir desse momento, foi uma experiência maravilhosa”, lembra a jovem que, hoje, mudou de emprego e trabalha em uma padaria. “Eu estava em uma situação ruim, devendo quatro meses de aluguel, apertada, passando fome. Depois do Renova foi uma coisa muito mágica”.

Jéssica Lopes sonhava em entrar no Renova-DF e hoje trabalha em uma padaria: “Eu estava em uma situação ruim, devendo quatro meses de aluguel, apertada, passando fome. Depois do Renova, foi uma coisa muito mágica” | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

 

O programa é elogiado pelo presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Jamal Jorge Bittar. “É um sucesso. Gera treinamento e renda para as pessoas que precisam, o que eu chamo de situação extraordinária”, avalia. Para Bittar, o apoio do Governo do Distrito Federal, por meio dessa e de outras iniciativas, tem sido decisivo para o crescimento do setor: “É um crescimento bem notável. Hoje, nós temos uma situação de empregabilidade muito interessante. A arrecadação também vai bem, o que é sinal de uma atividade econômica intensa. O GDF tem sido um grande parceiro da indústria e, acredito, que de todo setor produtivo”, avalia.

Estímulo

55 mil

Número de empregos diretos e indiretos gerados pelo Emprega DF

O avanço do setor é resultado direto dessa ação coordenada entre governo e setor produtivo. Além dos projetos citados, a Sedet lidera um conjunto de políticas estruturantes voltadas ao fortalecimento industrial, como o Programa Emprega DF, que oferece incentivos fiscais a empresas que geram empregos e investem no Distrito Federal. Atualmente, 40 empresas participam do programa, somando R$ 16 bilhões em faturamento anual, 11 mil empregos diretos, mais de 44 mil empregos indiretos e investimentos privados que ultrapassam R$ 650 milhões.

A atração de grandes marcas como Amazon, Mercado Livre, Coca-Cola e ArcelorMittal, aliada à expansão do Aeroporto Internacional de Brasília, também reforça o papel do DF como polo logístico e industrial. Esses fatores, somados a um ambiente favorável ao empreendedorismo, com ações de desburocratização e melhoria da infraestrutura nas áreas industriais, colocam Brasília entre as cinco capitais mais atrativas para empreender, segundo os rankings do Centro de Liderança Pública (CLP) e da Endeavor.

No primeiro trimestre de 2025, havia 67 mil pessoas ocupadas na indústria geral do DF, o que representa 4,2% da força de trabalho da capital federal | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

 

O reflexo dessas políticas pode ser observado diretamente nos indicadores de emprego e renda. De acordo com o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), no primeiro trimestre de 2025, havia 67 mil pessoas ocupadas na indústria geral do DF, o que representa 4,2% da força de trabalho da capital federal — um crescimento expressivo de 28,6% em relação ao trimestre anterior. O rendimento médio real no setor foi de R$ 3.761, superior à média nacional de R$ 3.315 e também maior que os salários médios registrados em outras unidades da Federação do Centro-Oeste.

No mercado de trabalho formal, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2023, a mais completa e recente do Ministério do Trabalho e Emprego, o setor industrial empregava 46.587 pessoas, o equivalente a 4,9% dos trabalhadores formais do DF, com um salário médio de R$ 4.206,74. Entre os segmentos industriais que mais empregam destacam-se a fabricação de alimentos (14.680 trabalhadores), a produção de minerais não metálicos (3.332 trabalhadores) e a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (3.032 trabalhadores). No topo da lista das maiores remunerações médias estão os setores de eletricidade e gás (R$ 15.133,28), atividades de gestão de resíduos e descontaminação (R$ 6.776,11) e produtos farmacêuticos (R$ 5.467,31).

Construção civil

“O que a indústria mais precisa hoje é de gente qualificada para que possa assumir qualquer vaga de emprego que vem surgindo, e nós estamos lançando um pacote de quase 50 mil qualificações profissionais para finalizar até o final do ano”

Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda

Quanto à participação no PIB, os dados de 2022 mostram que a indústria do DF gerou R$ 11,65 bilhões em valor adicionado, sendo R$ 5,9 bilhões provenientes da construção civil — que representa 51,3% do setor industrial — e R$ 3,67 bilhões da indústria de transformação, que cresceu 5,7% naquele ano. Os segmentos mais relevantes foram alimentos e bebidas, produtos de minerais não metálicos, produtos farmacêuticos e produtos de metal, destacando-se pela produção de bens de consumo não duráveis.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Adalberto Valadão Júnior, algumas legislações destravadas pelo GDF nos últimos anos foram fundamentais para o crescimento do setor. “Posso citar a lei de parcelamento do solo, que trouxe novos negócios para o nosso setor e abriu portas para que esse negócio de parcelamento fosse melhor desenvolvido aqui no Distrito Federal. Outra coisa importante, pedido do nosso setor, foi a redução do ITBI [Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis] de 3% para 1%, o que alavancou vendas no mercado imobiliário e trouxe justiça fiscal. Tivemos também a aprovação do Ppcub [Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília], que traz não só segurança para o patrimônio histórico da nossa capital, mas também desenvolvimento sustentável, o que permite que a cidade se desenvolva de forma responsável”, elenca.

“Fora isso, tivemos várias outras ações, uma quantidade de obras muito grande, o que desenvolve não só a infraestrutura da cidade, mas gera negócios para as empresas do mercado imobiliário, para as empresas de construção civil, para as empresas que fazem obras de infraestrutura. Tudo isso traz benefício para quem é mais importante no final do dia, que é a população do Distrito Federal”, acrescenta Valadão Júnior.

Bruno Goretti: “Brasília é uma cidade de empreendedores. Nós viemos empreender, e nada mais justo do que trazer uma tecnologia nova e sustentável para um local como esse” | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

 

Um melhor ambiente de negócios propiciado por todas essas ações foi o que levou a BubbleDeck — empresa de construção que usa tecnologia dinamarquesa para substituir parte do concreto — a instalar-se na capital federal. “Brasília é uma cidade de empreendedores. Nós viemos empreender, e nada mais justo do que trazer uma tecnologia nova e sustentável para um local como esse”, aponta o diretor, Bruno Goretti. “Além disso, existe um trabalho importante feito pelo próprio Governo do Distrito Federal, que incentiva e facilita a instalação de indústrias novas aqui em Brasília”. 

Tudo isso, na ponta, transforma-se em benefícios à população, como um novo emprego para José da Cruz Martins, que atua como encarregado de produção na BubbleDeck. “Esse emprego teve um impacto muito significante na minha vida. Pude dar estabilidade para a minha família”, conta. Na empresa, também recebeu um treinamento que, segundo ele, o deixou mais capacitado: “Pretendo me capacitar mais ainda. Estou gostando e muito satisfeito. A qualidade de vida mudou com a família, meus filhos e a esposa. Tive mais um pouco de dinheiro para poder ajudá-los também”.

Vergonha para o DF: “República dos Condenados” tenta volta às urnas

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Com Gim e Arruda liderando uma aliança de ex-presidiários para 2026, o DF enfrenta o risco de reviver os escândalos de corrupção que marcaram gestões como as de Agnelo e a “Oração da Propina” de Júnior Brunelli, desafiando a memória coletiva de um povo cansado de desvios bilionários

O Distrito Federal não merece isso. Após anos de cicatrizes abertas por governos desastrosos da esquerda – como o caos de Agnelo Queiroz (PT), marcado por superfaturamentos bilionários no Estádio Mané Garrincha, e o colapso administrativo de Rodrigo Rollemberg (PSB), com apagões e greves intermináveis –, surge agora uma ameaça ainda mais grotesca: a chamada “República dos Condenados” quer voltar ao poder.

Sob o comando de ex-presidiários como o ex-senador Gim Argello e o ex-governador José Roberto Arruda, ambos presos por corrupção, essa aliança oportunista articula um retorno às urnas em 2026, juntando-se a velhos conhecidos dos escândalos, como o próprio Agnelo e o ex-deputado Júnior Brunelli, da infame “Oração da Propina”.

Com promessas vazias de “obras e bênçãos”, eles exploram uma nostalgia tóxica, ignorando o trauma de um DF ferido por desvios que custaram bilhões ao erário público e à confiança dos eleitores.

Essa ressurreição política é um tapa na cara da brasiliense memória coletiva. Gim Argello, apelidado de “Alcoólico” por empreiteiros em referência ao seu codinome na Lava Jato – e de “Gato de Botas” por suas pisadas leves no submundo da corrupção –, foi preso em 2016 na Operação Vitória de Pirro, acusado de embolsar R$ 7,35 milhões em propinas da UTC e OAS para blindar executivos em CPIs da Petrobras.

Condenado inicialmente a 19 anos de prisão por Sergio Moro, cumpriu três anos atrás das grades até ser solto por indulto de Michel Temer em 2019. Sua sentença foi anulada pelo STJ em fevereiro de 2022 por incompetência da Justiça Federal, remetendo o caso à Justiça Eleitoral, e arquivada pelo TRE-DF em março de 2024, recuperando sua elegibilidade.

Agora, o ex-senador planeja disputar o governo ou o Senado em 2026, articulando com Arruda uma frente que cheira a impunidade reciclada. Em 2022, Argello adiou seu retorno por pressão familiar, mas os ventos da anulação judicial sopram a favor de sua ambição.

Ao lado dele, José Roberto Arruda, o eterno sobrevivente da corrupção brasiliense, comanda essa trupe como um maestro do caos. Cassado e preso em 2010 pela Operação Caixa de Pandora – o “Mensalão do DEM” que desviou R$ 50 milhões em propinas para apoio legislativo –, Arruda foi flagrado em vídeo icônico recebendo uma sacola de dinheiro do delator Durval Barbosa.

Condenado por improbidade administrativa, ele viu sua inelegibilidade se estender até 2032 em alguns processos, mas mudanças na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 219/2025) o libertaram retroativamente desde 2022, permitindo candidatura em 2026.

Arruda, que já tentou voltar em 2018 e 2022 sem sucesso, agora flerta com o PSD, percorrendo o DF em uma “campanha silenciosa” de cafés e fotos com eleitores nostálgicos das “obras” de sua era – superfaturadas e embargadas, como o Centrad, que começou com Agnelo.

Seu histórico? Uma prisão por suborno de testemunha e nove processos penais pendentes, mas ele segue como conselheiro nos bastidores, desafiando o bom senso com a cara lavada.

O time dos condenados ganha musculatura com Agnelo Queiroz (PT), réu em múltiplas ações pelo “propinoduto do Mané Garrincha”, que superfaturou em R$ 1,4 bilhão a obra mais cara da Copa de 2014 – um elefante branco que custou ao DF não só dinheiro, mas vidas, com denúncias de propina em doações eleitorais de R$ 300 mil via empreiteiras como Andrade Gutierrez e Via Engenharia.

Condenado por improbidade em 2022, com suspensão de direitos políticos por 10 anos, Agnelo – que defendeu publicamente refazer o estádio – agora é pré-candidato a deputado federal, apostando na base de Lula para se reinventar.

Sua gestão? Prisões de auxiliares, delações de desvios e um legado de ineficiência que o PT tenta apagar com narrativas de “perseguição pela Lava Jato”.

Fechando o quarteto infernal, Júnior Brunelli, o pastor da “Oração da Propina” – vídeo de 2009 onde, ao lado de Leonardo Prudente, agradece “bênçãos” por maços de dinheiro sujo do esquema de Arruda –, planeja voltar à CLDF.

Condenado a quatro anos e seis meses por corrupção passiva em 2020, com anulação parcial em 2022 por incompetência judicial, Brunelli recebeu propina 41 vezes e foi expulso do PSC por trair convenções partidárias.

Agora, no Podemos ou onde o vento levar, ele “ora” por uma volta, ignorando multas de R$ 3 milhões e a repulsa de um eleitorado que não esquece a “bênção” profana.

Essa união da “República dos Condenados” com a extrema-esquerda – que já implodiu com Ricardo Cappelli traindo Leandro Grass – é uma afronta à pacificação que o DF merece.

Enquanto Ibaneis Rocha e Celina Leão entregam eficiência, com R$ 23 milhões em dietas especializadas para pacientes e o menor índice de homicídios em 48 anos, esses oportunistas apostam na amnésia coletiva para repetir desvios como os da CPMI do INSS ou os 27 aumentos tributários de Lula. O eleitor brasiliense, com 59,7% de rejeição ao PT, não cairá nessa,

Em 2026, a memória – e o voto – será a vingança: o DF clama por eficiência, não por ressurreição de fantasmas corruptos.

 

Inscrições para aulão preparatório do Enem acabam nesta terça-feira

Encontro de revisão de ciências humanas será realizado no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília, sábado, dia 1º de novembro, das 9h às 12h

Com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) marcado para os dias 9 e 16 de novembro, os estudantes têm uma última oportunidade de reforçar os estudos: o aulão gratuito de humanas da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB).

O encontro será no sábado (1º/11), das 9h às 12h, no auditório da BNB. Será a chance de revisar conteúdos da área de humanas, com dicas preciosas para quem quer chegar confiante às provas.

As inscrições estão nos últimos dias e ficam abertas até terça-feira (28), neste link. São 130 oportunidades e as vagas serão definidas por sorteio, realizado nesta quarta-feira (29). A dinâmica do sorteio será filmada e publicada nas redes sociais da BNB.”

Os aulões da Biblioteca Nacional de Brasília democratizam o acesso a matérias cobradas em vestibulares e concursos públicos | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Segundo a coordenadora do Projeto dos Aulões na BNB, Joana Melo, o objetivo da iniciativa é democratizar o acesso a aulas de qualidade. “Tem sido incrível ver, pelo terceiro ano seguido, tantas pessoas interessadas, principalmente estudantes da rede pública, que veem no projeto uma forma de preparação à qual, muitas vezes, eles não têm acesso rotineiramente”, afirma Joana Melo.

Aprendizado transversal

“Esse aulão é importante justamente porque ele representa um quarto da prova. Isso é, um quarto da nota do estudante no Enem”

Vinícius Machado, professor

As três primeiras edições do projeto reuniram centenas de participantes. Foram 190 na aula de redação, 139 em matemática e 100 em linguagens. Desta vez, quem comanda o aulão de humanas será o professor Vinícius Machado, geógrafo formado pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em gestão de projetos e políticas públicas.

“Esse aulão é importante justamente porque ele representa um quarto da prova. Isso é, um quarto da nota do estudante no Enem. Então ela é bastante significativa, principalmente para que os estudantes consigam alcançar notas que possibilitem que eles ingressem no ensino superior”, explica Vinícius Machado.

O professor promete uma revisão dinâmica das ciências humanas, abordando temas que vão da geografia à sociologia. “Vamos focar nos contextos sociogeográficos, compreender a relação dos seres humanos com o meio urbano, o meio industrial, o agrário e as relações ambientais. Quando a gente parte desse princípio de compreensão, a gente consegue transversalizar com aspectos sociológicos da vida e trazer uma retomada histórica do processo de construção da nossa população, do processo de formação do nosso território, do nosso espaço geográfico”, adianta o professor.

Serviço
Aulão gratuito de humanas — preparação para o Enem 2025
Data: 1º de novembro (sábado)
Horário: 9h às 12h
Local: Biblioteca Nacional de Brasília, Auditório — 2º andar
Período de inscrição: até esta terça-feira (28)

Corrida do Servidor DF 2025 tem inscrições a partir desta terça

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Prova celebra o Dia do Servidor Público com esporte e integração e acontece dia 15 de novembro

Em comemoração ao Dia do Servidor Público, será realizada no dia 15 de novembro, a partir das 17h, na Praça do Buriti, a Corrida do Servidor DF 2025. O evento é voltado a todos os servidores do Governo do Distrito Federal (GDF), que poderão participar com direito a um acompanhante. O objetivo da prova é celebrar o trabalho e a dedicação dos servidores, promovendo integração, lazer e incentivo à prática esportiva.

A programação inclui três modalidades: caminhada de 3 km, corrida de 5 km e corrida de 10 km, todas elas também para os atletas PcD. As inscrições gratuitas serão abertas nesta terça-feira (28), a partir das 10h, e vão até 30 de outubro, exclusivamente para servidores do GDF e um acompanhante. A partir do dia 31 de outubro, também às 10h, será disponibilizado um lote pago para o público geral, no valor de R$ 60. As inscrições devem ser feitas pelo site www.movnow.com.br. Os kits estarão disponíveis para retirada nos dias 13 e 14 de novembro, no térreo do Palácio do Buriti.

 “Mais do que uma celebração ao Dia do Servidor, essa corrida é um reconhecimento ao empenho diário de cada profissional que faz o Distrito Federal funcionar e avançar. Nosso compromisso é oferecer qualidade de vida, oportunidades e integração para quem dedica sua vida ao serviço público. Queremos ver os servidores e suas famílias ocupando os espaços da cidade, com saúde, alegria e sentimento de pertencimento”, destaca o secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira.

Corrida do Servidor DF 2025

  • Data: 15 de novembro de 2025 (sábado)
  • Horário: A partir das 17h
  • Local: Praça do Buriti
  • Inscrições: de 28 a 30 de outubro, gratuito para servidores do GDF e 1 acompanhante e
  • Lote pago (público geral) à venda a partir de 31 de outubro, às 10h, no valor de R$ 60
  • Site de venda: www.movnow.com.br
  • Retirada dos kits:13 e 14 de novembro, das 10h às 19h

Corrikids: o sonho que corre pela inclusão no Distrito Federal

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Com o crescimento do Corrikids, as fundadoras convidam o Governo do Distrito Federal e empresários locais a se unirem à causa

Desde 2016, o Distrito Federal é palco de uma das iniciativas mais emocionantes e transformadoras do país: a Corrikids, uma corrida inclusiva que reúne crianças com e sem deficiência em um mesmo espaço de esporte, amor e empatia. Criada por três mulheres guerreiras — Tâmara de Lima, Mayara Franco e Valéria Araújo —, a Corrikids é mais do que um evento: é um grito pela inclusão real, um respiro de esperança em meio à indiferença.

Mas, por trás dos sorrisos das crianças e das medalhas entregues com lágrimas nos olhos dos pais, há uma dura realidade: a Corrikids está resistindo.

O projeto, que já impactou mais de 15 mil pessoas e conquistou 2,5 milhões de visualizações em reportagens e redes sociais, segue sem o apoio que merece. Mesmo após anos de sucesso e reconhecimento, o movimento que transforma vidas depende quase exclusivamente do esforço pessoal das idealizadoras, que enfrentam a cada edição o desafio de levantar recursos, montar estrutura e garantir que todas as inscrições — sempre 100% gratuitas — continuem sendo um direito de todas as famílias, sem barreiras financeiras.

Enquanto empresas viram o rosto, as mães e pais seguem acreditando.

“Aqui, meu filho não é excluído, ele é aplaudido”, diz a mãe de uma criança com deficiência que participa desde as primeiras edições.

A cada evento, são milhares de crianças correndo juntas, provando que a diferença é só um detalhe diante da vontade de viver e conviver.

Em um país onde a palavra “inclusão” virou discurso em palanque, a Corrikids é resistência viva. É o retrato de um Brasil que poderia dar certo se houvesse mais sensibilidade e compromisso com o social. O evento já teve destaque em grandes veículos — Metrópoles, Correio Braziliense, perfis de Ana Maria Braga, Marcos Mion, Geraldo Luís —, mas ainda assim, luta para não desaparecer.

Enquanto o apoio necessário não aparece, as idealizadoras seguem correndo contra o tempo, buscando apoio para que a Corrikids continue levando inclusão, esporte e amor.

Apoio e novas parcerias

Com o crescimento do Corrikids, as fundadoras convidam o Governo do Distrito Federal e empresários locais a se unirem à causa, apoiando essa iniciativa que tanto contribui para o desenvolvimento humano e social.

Parcerias e patrocínios são fundamentais para ampliar o alcance do projeto e garantir que mais crianças tenham acesso a essa experiência transformadora.

O apoio do poder público e da iniciativa privada representa um gesto de sensibilidade, solidariedade e compromisso com a inclusão.

Juntos, governo, empresas e comunidade podem fortalecer ainda mais esse projeto que enche o DF de orgulho e emoção. O Corrikids é a prova viva de que quando há amor, dedicação e empatia, o esporte se torna uma ponte para a igualdade e a felicidade.

O link do projeto no Instagram: https://www.instagram.com/corrikidsinclusao?igsh=MTM5ZXA5bjFrbXlwZg==

Testes de soldagem de caixas de acesso com fibra de vidro previnem furtos

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Material resistente e isolante busca aumentar a segurança e reduzir custos de manutenção na iluminação pública

Brasília, 27 de outubro de 2025 — A CEB Iluminação Pública e Serviços (CEB IPes) iniciou o uso de fibra de vidro para vedar as janelas de inspeção dos postes de iluminação pública. A iniciativa, em fase de teste na 708 Norte, tem como objetivo aumentar a segurança das instalações e diminuir furtos e atos de vandalismo, problemas recorrentes em diversas regiões do Distrito Federal.

A fibra de vidro se destaca pela alta resistência, durabilidade e isolamento elétrico e térmico, além de suportar bem as variações de temperatura, sol e chuva. Segundo o diretor de Manutenção da CEB IPes, Paulo Afonso Machado, o projeto está sendo priorizado em áreas com maior incidência de furtos de cabos e depredações.

“Estamos avaliando o desempenho do material e sua aceitação em campo”, afirmou Machado. “Se os resultados forem positivos, a ideia é expandir o uso gradualmente para outras regiões, principalmente onde o furto de cabos tem sido mais frequente.”

A expectativa é que o novo método de vedação dificulte o acesso aos fios de cobre, reduza custos de manutenção e garanta uma iluminação pública mais estável e segura para a população.

A CEB IPes destaca que o furto de cabos causa prejuízos diretos à manutenção, já que equipes precisam refazer reparos repetidamente nas mesmas quadras, o que retarda o atendimento em outros pontos. “Temos buscado alternativas que assegurem a qualidade e a continuidade dos serviços”, reforçou o diretor.

Outras medidas de segurança

A empresa também vem realizando mutirões para repor cabos furtados, priorizando as regiões mais afetadas e garantindo o rápido restabelecimento da iluminação. Além disso, a CEB IPes prepara uma ação concentrada para soldar as caixas de inspeção, dificultando o acesso indevido aos cabos — medida que será aplicada principalmente na Asa Norte, onde há maior número de ocorrências.

Outra iniciativa em andamento é a substituição da fiação de cobre por alumínio, material de menor valor comercial, o que reduz o interesse de furtos e aumenta a durabilidade do sistema elétrico.

Pavimentação com bloquetes transforma a principal rua da comunidade Boa Vista

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Obra beneficia mais de 300 famílias, gera oportunidades para reeducandos e fortalece parcerias públicas e privadas

Brasília, 27 de outubro de 2025 — A comunidade Boa Vista, na Fercal, vive uma nova fase com a pavimentação em bloquetes da principal rua da região. Coordenada pela Administração Regional da Fercal, a obra cobre mais de 1 km de via — cerca de 7 mil metros quadrados — e é realizada em parceria com a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF).

O projeto utiliza bloquetes de 16 faces, um material sustentável que mantém a drenagem natural do solo e evita o acúmulo de água nas ruas, problema comum no período chuvoso. Os bloquetes são produzidos pela Fábrica Social, vinculada à Sedet-DF, enquanto as empresas Ciplan e Pedreiras Contagem contribuíram com a doação de materiais como cimento, pó de brita e expurgo.

“O trabalho é fruto da união entre órgãos públicos e da ressocialização de detentos”, destacou o secretário da Sedet, Thales Mendes. “Os bloquetes e meios-fios vieram da Fábrica Social da Papuda, onde 40 reeducandos do regime semiaberto participam da produção.”

Além de promover mobilidade e conforto, a obra também tem caráter social, com 14 reeducandos da Funap-DF diretamente envolvidos nos serviços. “Essa ação representa dignidade e oportunidade de recomeço”, afirmou a diretora-executiva da Funap, Deuselita Martins.

O DER-DF oferece apoio logístico, garantindo o transporte dos materiais. “Esse tipo de parceria mostra o poder público atuando de forma integrada em prol da população”, reforçou o engenheiro Geraldo Jacinto, chefe do 2º Distrito Rodoviário.

Melhoria na qualidade de vida

Adão Santana, presidente da Associação Comunitária Rural da Boa Vista, comemora: “Esse trabalho está sendo bem-recebido por todos, porque traz melhorias, valorização dos terrenos e benefícios para o comércio”

Para o administrador regional da Fercal, Fernando Madeira, o projeto simboliza uma mudança estrutural na região. “Mais de 300 famílias estão sendo beneficiadas. Essa pavimentação melhora a mobilidade e a autoestima da comunidade, com baixo custo para o governo”, ressaltou.

Moradores comemoram os avanços. O aposentado Adão Silva Santana, presidente da Associação Comunitária Rural da Boa Vista, lembra o passado de dificuldades: “Na seca, era poeira; na chuva, lama. Agora, vivemos outro momento, com valorização e mais conforto.”

Morador da Boa Vista há 12 anos, Juan Pablo lembra: “A poeira era um grande problema, tanto para as casas quanto para os comércios, que ficavam muito sujos. Agora, com os bloquetes, a qualidade de vida melhora muito”

O comerciante Juan Pablo, morador há 12 anos, reforça o impacto: “A poeira prejudicava muito as casas e os comércios. Com os bloquetes, tudo melhorou. Boa Vista está crescendo, e é importante que o governo continue investindo aqui.”

Dia do Servidor: mulheres representam 66% da força de trabalho do GDF

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Mulheres representam 66% do funcionalismo e se destacam em diferentes áreas da administração distrital

Brasília, 27 de outubro de 2025 — O Governo do Distrito Federal (GDF) conta atualmente com 76.207 servidores efetivos, todos aprovados em concurso público. Desse total, 23.545 integram a carreira do magistério público e 52.662 atuam em outras áreas. Segundo dados da Secretaria de Economia (Seec-DF), as mulheres representam 66% do quadro funcional, somando 50.095 servidoras, enquanto os homens são 26.112, o equivalente a 34%.

O secretário-executivo de Gestão Administrativa da Seec-DF, Ângelo Roncalli, destaca que a presença feminina majoritária tem reflexos positivos nas políticas públicas. “Equipes com maior diversidade de gênero tendem a demonstrar mais empatia e compromisso com a equidade, valores alinhados à missão do serviço público: promover o bem comum e garantir direitos”, explica.

Por trás dos números estão trajetórias que revelam a importância do servidor público. Um exemplo é o de Maria Francisca Lira Aragão, de 70 anos, que atua na Secretaria de Economia e acumula 47 anos de serviço ao GDF. Ela iniciou sua carreira em 1978, no antigo Departamento de Turismo, atual Secretaria de Turismo (Setur-DF), e acompanhou diversas fases da administração pública.

“Comecei como camareira no Brasília Palace Hotel. Três meses depois, fui transferida para a recepção e, em seguida, para o Centro de Convenções. Desde então, passei por vários setores e cresci junto com o GDF”, recorda Maria Francisca.

Mesmo já podendo se aposentar, ela afirma que continuará trabalhando por amor à profissão. “Talvez eu espere a aposentadoria compulsória. Amo o que faço e considero aqui minha casa. O servidor público precisa ter consciência de que está aqui para atender bem o cidadão”, reforça.

Novas gerações reforçam protagonismo feminino

Nos últimos quatro anos, as mulheres também foram maioria entre os novos nomeados. Dos 11.731 servidores efetivos convocados, 7.908 são mulheres e 3.823 são homens. Desses, 3.758 (32%) integram a carreira do magistério público e 7.973 (68%) atuam em outras áreas do funcionalismo.

A professora Daniele Amorim é um dos rostos dessa nova geração. Após sete anos como temporária, ela foi nomeada em 2024 como orientadora educacional efetiva. “É significativo ver que as mulheres são maioria. Isso mostra nossa força e resistência. O serviço público traz segurança e garantia de direitos, mas ainda há muito a conquistar, especialmente na valorização do magistério”, afirma.

Parque do Setor O ganha novos portões para facilitar acesso dos frequentadores

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Administração de Ceilândia instala sete entradas adicionais para ampliar conforto e mobilidade dos usuários

Brasília, 27 de outubro de 2025 — Com o objetivo de garantir mais conforto, segurança e praticidade aos visitantes, a Administração Regional de Ceilândia instalou sete novos portões de acesso ao redor do Parque Recreativo do Setor O. A iniciativa busca melhorar a circulação dos frequentadores e atender a uma antiga demanda da comunidade local.

Com a ampliação, o parque agora conta com 12 portões ao todo, sendo dois principais e dez de acesso secundário, distribuídos de forma estratégica para facilitar o deslocamento dos usuários entre as diferentes áreas do espaço.

Moradora do Setor O, Elisângela Rodrigues Feitosa celebrou a melhoria. “Para mim e meus filhos, que frequentamos o espaço quase todos os dias, será um grande conforto não precisar mais dar volta em todo o parque para entrar”, comentou.

O chefe de gabinete da Administração Regional, João Marcelo de Souza, destacou que a ação reforça o compromisso da gestão com as necessidades da população. “A instalação dos novos portões vai facilitar a mobilidade dos usuários. É uma demanda antiga da comunidade que estamos atendendo. Estamos sempre buscando melhorias que beneficiem a população”, afirmou.

Inaugurado em abril deste ano, o Parque Recreativo do Setor O é o primeiro parque urbano de Ceilândia. A área conta com quadra de areia, campo sintético, playground, academia ao ar livre, parcão, duchas, banheiros, mesas e bancos, distribuídos em 103 mil metros quadrados. O espaço funciona diariamente, das 5h às 23h.