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Do “elefante branco” marcado pela corrupção à Arena que move a economia

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A Arena BRB deixou de ser “o elefante branco Mané Garrincha”após 12 anos como simbolo da corrupção. Hoje movimenta turismo, eventos e empregos, virando símbolo de virada e desenvolvimento para Brasília, graças a gestão de Ibaneis Rocha

No último domingo (1º), a Arena BRB, antigo estádio Mané Garrincha, recebeu 71.244 torcedores na final da Supercopa entre Flamengo e Corinthians, recorde absoluto de público em jogos de futebol no local.

Em meio à celebração, porém, um personagem do passado tentou chamar atenção: o ex-governador José Roberto Arruda, hoje inelegível por escândalos ligados justamente à construção do estádio.

Arruda tentou acessar o gramado e um camarote reservado ao técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, mas foi impedido e retirado do espaço.

O episódio, constrangedor, simboliza bem a virada de página vivida pelo complexo esportivo e cultural de Brasília.

Durante anos, o Mané Garrincha foi lembrado como um elefante branco. Erguido para a Copa de 2014, consumiu cerca de R$ 1,8 bilhão, valor muito acima do previsto, cercado por denúncias de superfaturamento, fraudes e pagamento de propinas.

Empreiteiras e agentes públicos foram citados em investigações que atingiram diretamente os ex-governadores José Roberto Arruda(PSD) e Agnelo Queiroz (PT).

Ambos chegaram a ser presos em 2017, na Operação Panatenaico, acusados de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Os processos seguem sem desfecho definitivo, mas a marca da corrupção ficou associada ao estádio por muito tempo.

A mudança começou com uma gestão focada em resultados. Sob o governo de Ibaneis Rocha, o espaço foi rebatizado como Arena BRB. Deixou de ser um fantasma e passou a operar como centro multifuncional.

Jogos decisivos, grandes shows, feiras, eventos corporativos e culturais preencheram a agenda e transformaram prejuízo em receita.

Em 2025, mais de 1,6 milhão de pessoas circularam pelo complexo, impulsionando hotéis, restaurantes e serviços.

Hoje, Brasília se consolida como palco nacional de grandes eventos. A arena, antes símbolo do desperdício, tornou-se motor econômico e espaço de convivência.

O contraste é evidente: enquanto antigos protagonistas do escândalo seguem barrados pela Justiça, o estádio finalmente cumpre sua função social.

De problema crônico a ativo estratégico, a Arena BRB mostra que é possível ressignificar erros, devolver orgulho à cidade e fazer o esporte e a cultura trabalharem a favor da população brasiliense. Ibaneis fez isso.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

Mutirão do TRE-DF amplia acesso à regularização eleitoral neste sábado

Ação reforça atendimento nos cartórios e na Central de Atendimento ao Eleitor (CAE), para regularizar títulos cancelados, cadastrar biometria e atender novos eleitores no DF; seis pontos estarão abertos

Com o prazo do cadastro eleitoral aberto até 6 de maio, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) promove, neste sábado (7), uma ação especial de atendimento ao eleitor, com ampliação do funcionamento dos cartórios eleitorais e da Central de Atendimento ao Eleitor (CAE), para desafogar a demanda antes do fechamento do cadastro. A estimativa é atender a cerca de 275 mil eleitores com título cancelado e aproximadamente 148 mil sem biometria cadastrada, o que garante o exercício do direito ao voto nas eleições gerais deste ano.

Entre as regiões administrativas, Ceilândia concentra o maior número de títulos cancelados e contará com dois cartórios em plantão: Ceilândia Sul e Ceilândia Norte. Já Águas Claras é a região com o maior número de eleitores sem biometria, em geral jovens que se alistaram na eleição passada.

A estimativa da iniciativa é atender a cerca de 275 mil eleitores com título cancelado e aproximadamente 148 mil sem biometria cadastrada | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Em eleições anteriores, segundo o assessor de Comunicação substituto do TRE-DF, Guilherme Alves, os mutirões costumavam ocorrer apenas em abril ou nos primeiros dias de maio, o que resultava em filas extensas por causa da busca de última hora. “Neste ano, a estratégia foi antecipar as ações, ampliando o atendimento desde fevereiro”, explica. “Já é possível observar maior procura, inclusive de adolescentes acompanhados dos pais.”

Esse é o caso do estudante Pedro Paulo Barcelos, de 17 anos, que aproveitou para tirar o título de eleitor no CAE, pois, em breve, fará uma viagem e queria resolver tudo em Brasília. Ele conta que foi acompanhado da mãe para deixar a documentação em dia e poder exercer o direito ao voto. “Acho muito importante o jovem participar, mesmo antes dos 18 anos, porque estamos escolhendo algo para o nosso futuro e para o da população”, afirmou.

Segundo o TRE-DF, jovens entre 15 e 18 anos já podem tirar o título de eleitor, embora o alistamento não seja obrigatório nessa faixa etária. Ao todo, o tribunal estima entre 130 mil e 160 mil novos alistamentos, especialmente com o avanço das campanhas que antecedem as eleições

“Acho muito importante o jovem participar, mesmo antes dos 18 anos, porque estamos escolhendo algo para o nosso futuro e para o da população”, destaca o estudante Pedro Paulo Barcelos

Somando os eleitores irregulares, os novos alistamentos e os que precisam cadastrar a biometria, o tribunal projeta uma estimativa de até 600 mil pessoas atendidas. A antecipação das ações busca justamente evitar sobrecarga próximo ao prazo final.

A cozinheira Creuza de Sousa, 47, conta que regularizou o título porque estava com a biometria desatualizada e queria ficar em dia para as próximas eleições. Segundo ela, o título estava irregular desde a última eleição, embora tenha conseguido votar usando o CPF. Aproveitando as férias, decidiu colocar toda a documentação em ordem. “O atendimento foi muito fácil e rápido. Vim achando que ia demorar, mas não demorou nada”, relatou.

Em relação aos eleitores sem biometria cadastrada, a maioria são pessoas que fizeram o primeiro alistamento durante a pandemia, quando a coleta biométrica foi suspensa por motivos sanitários. Esses eleitores agora estão sendo chamados para regularizar a situação, já que a biometria precisa ser feita presencialmente nos cartórios.

Agendamento

O TRE-DF informa que é importante o cidadão fazer o agendamento por razões logísticas, para permitir o dimensionamento adequado das equipes. Ainda assim, quem comparecer sem agendamento será atendido. O agendamento pode ser feito no site do TRE-DF, na aba “Serviços”.

“O atendimento foi muito fácil e rápido. Vim achando que ia demorar, mas não demorou nada”, relatou a cozinheira Creuza de Souza

O tribunal também orienta que os eleitores consultem previamente a situação eleitoral pelo site. Muitas pendências podem ser resolvidas de casa, como o pagamento de multa, atualmente de R$ 3,50, ou a atualização de dados cadastrais. O cancelamento do título só ocorre após três eleições consecutivas sem voto nem justificativa.

No sábado, haverá coleta biométrica em todos os pontos abertos: dois cartórios em Ceilândia, um no Gama, um no Lago Sul e um em Sobradinho, além da Central de Atendimento ao Eleitor, que passou a concentrar atendimentos de regiões como Cruzeiro, Asa Norte e Águas Claras. O atendimento ocorrerá das 8h às 15h.

Panorama do eleitorado

O Distrito Federal possui cerca de 2.497.517 eleitores, dos quais aproximadamente 2.175.254 estão aptos a votar; ainda assim, há um volume significativo de pessoas que precisam regularizar a situação eleitoral, incluindo cerca de 148 mil eleitores sem biometria cadastrada e aproximadamente 275,5 mil com o título cancelado por ausência às urnas, falta de justificativa ou não pagamento de multas.

Serviço

Durante a ação, no próximo sábado (7), os serviços estarão disponíveis das 8h às 15h, e permite que eleitoras e eleitores realizem procedimentos como alistamento eleitoral, atualização de dados cadastrais, regularização do título e coleta biométrica, entre outros atendimentos relacionados ao cadastro eleitoral. A ampliação do atendimento busca atender principalmente a pessoas que enfrentam dificuldades para comparecer aos cartórios em dias úteis.

Veja a localização dos postos:

Plano Piloto

Central de Atendimento

SIG, Quadra 02, Lote 6 — Edifício-Sede do TRE-DF, entrada lateral

Ceilândia Norte

Cartório

QNM 12 Via NM 12A Lotes 2/4

Ceilândia Sul

Cartório

QNN 30, Área Especial J, Guariroba

Gama

Cartório

Área Especial 11 – Setor Central (Lado Leste)

Lago Sul

Cartório

SHIS, QI 13, Lote I

Sobradinho

Cartório

Quadra 7, Área Reservada nº 1

Reginaldo Veras pode “dançar” sem música na difícil disputa deste ano

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O deputado pode dançar baião sem sanfoneiro se insistir na frágil federação PT/PV/PCdoB. Sem Erika Kokay puxando votos na Câmara, o pré-candidato do PV corre risco real de ficar sem ritmo e sem mandato. Hora de trocar o passo antes que a música pare de vez

As eleições de 2026 se desenham como um terreno hostil para muitos parlamentares que temem a reprovação nas urnas.

Entre os nomes que enfrentam um cenário especialmente adverso está o deputado federal Reginaldo Veras (PV-DF), que tenta a reeleição pela federação Brasil da Esperança, formada por PV, PT e PCdoB.

Criada para as eleições de 2022, a federação deve ser mantida para o pleito deste ano, conforme indicam as articulações partidárias em curso.

No entanto, para Veras, o arranjo que antes ajudou a garantir uma vaga na Câmara agora se transforma em um fator de incerteza.

As movimentações internas e, principalmente, a ausência de uma forte puxadora de votos tornam o caminho bem mais estreito.

Na eleição passada, a deputada Erika Kokay (PT), então em seu quarto mandato, foi o grande destaque da chapa.

Com cerca de 146 mil votos, ela impulsionou decisivamente outros candidatos da federação.

Reginaldo Veras, professor de formação e conhecido também por suas aparições nas redes sociais com dancinhas, obteve 54 mil votos.

Foi beneficiando diretamente do efeito cascata gerado por Kokay e por outros nomes, frequentemente tratados como “buchas de canhão”, como Roberto Policarpo (31 mil votos), Ruth Venceremos (22 mil) e Vanessa é o Bicho (10 mil).

Para a disputa desse ano, o cenário é outro. Erika Kokay, uma das principais lideranças da esquerda no Distrito Federal, anunciou sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo PT, decisão aprovada por unanimidade pela executiva regional do partido em fevereiro de 2025.

Com isso, a federação perde sua principal puxadora de votos para a disputa por vagas na Câmara dos Deputados.

Pesquisas recentes reforçam o peso dessa ausência. Levantamento do instituto Paraná Pesquisas, realizado em agosto de 2025, aponta Kokay com 23% das intenções de voto para o Senado, atrás do governador Ibaneis Rocha (36%) e de Michelle Bolsonaro (36%). Outra sondagem, do instituto Real Time, mostra a petista com 17%.

Sem ela na corrida pela Câmara, Veras passa a enfrentar um vácuo de liderança dentro da federação.

Surgem tentativas de preencher esse espaço, como a pré-candidatura da ex-presidente do Sindicato dos Professores do DF, Rosilene Corrêa, lançada pelo PT em setembro de 2025.

Em 2022, Rosilene obteve expressivos 356 mil votos na disputa pelo Senado. É improvável que ela repita desempenho semelhante em uma eleição proporcional para deputado federal, mais pulverizada.

Mesmo assim, a professora pode ser eleita e o professor, não. Veras pode virar o “bucha de canhão” da vez. Rosilene vai pegar o número de Kokay, o  1313, considerado a cereja do bolo.

Outros nomes da federação tampouco trazem tranquilidade ao projeto de reeleição de Veras. O ex-governador Agnelo Queiroz (PT), que governou o DF entre 2011 e 2014, volta a ter o nome cogitado para deputado federal.

Em 2022, porém, foi considerado inapto pela Justiça Eleitoral e obteve apenas 5 mil votos, o que pesa negativamente contra as suas pretensões.

Já Geraldo Magela, petista histórico, não ocupa mandato há 16 anos e sonha tentando um retorno ao Congresso, mas já não tem mais o fôlego eleitoral de antes.

Diante desse quadro frágil e pouco animador, Reginaldo Veras corre o risco de “dançar”, inclusive no sentido literal que marcou sua imagem pública, caso não consiga recalibrar sua estratégia eleitoral.

Nos bastidores, ganham força rumores de que o deputado negocia uma possível migração para o Solidariedade, partido do senador José Antonio Reguffe (DF), durante a janela partidária prevista para abril de 2026.

Uma eventual mudança poderia oferecer a Veras uma chapa mais independente e menos amarrada às disputas internas da federação Brasil da Esperança.

Se permanecer onde está, o “dançarino TikTok” corre o risco danado de acabar dançando sem música e fora da Câmara na próxima legislatura. Nesse cangaceiro fake, que dança desajeitado, nem Lampião votaria nele.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

DF tem 493 vagas nesta sexta-feira, com salários de até R$ 4,6 mil

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Funções operacionais concentram a maior parte das vagas; oportunidades se distribuem por várias regiões do DF

As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem 493 vagas de emprego nesta sexta-feira (6), em diferentes regiões administrativas e para candidatos com variados níveis de escolaridade e experiência.

A maior remuneração é de R$ 4,6 mil para o cargo de mecânico de automóveis e caminhões, na Zona Industrial do Guará, com uma vaga e benefícios. Também há uma vaga com salário de R$ 4 mil para auxiliar de linha de produção, em Brazlândia.

Do total de oportunidades, 417 vagas não exigem experiência comprovada. Outras 83 não exigem escolaridade, e a maior parte das vagas é destinada a candidatos com ensino fundamental completo, com 281 oportunidades.

O conjunto de vagas desta sexta-feira indica oportunidades de entrada no mercado de trabalho. A maioria dos postos não exige experiência comprovada e tem como principal requisito o ensino fundamental completo ou nenhuma exigência de escolaridade.

As regiões com maior número de vagas são Asa Norte, com 91 oportunidades; Águas Claras, com 50; Sobradinho, com 50; Planaltina, com 50; e Samambaia Sul, com 45. Há, ainda, 61 vagas sem local fixo de trabalho.

Os cargos com maior número de vagas são operador de caixa, com 91 postos; repositor de mercadorias, com 65; atendente de lojas, com 50; açougueiro, com 45; e fiscal de prevenção de perdas, com 35.

Como se candidatar

Para participar dos processos seletivos, os trabalhadores podem cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou comparecer a uma das 16 agências do trabalhador do Distrito Federal, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja compatível com o perfil do candidato, o cadastro permanece ativo e permite o cruzamento automático de dados com as vagas oferecidas pelas empresas.

Para empresas

Empregadores e empreendedores interessados em ofertar vagas ou utilizar a estrutura das agências do trabalhador para a realização de entrevistas podem se cadastrar presencialmente nas unidades, pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br, ou por meio do Canal do Empregador, disponível no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).

Detran-DF abre inscrições para curso gratuito de motofrete

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Capacitação ocorre na Escola Pública de Trânsito, na Asa Sul

Brasília, 5 de fevereiro de 2026 – O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) está com inscrições abertas para o Curso Especializado de Motofrete, voltado à qualificação de motociclistas interessados no transporte remunerado de mercadorias. As aulas serão realizadas entre os dias 23 e 28 deste mês, das 8h às 12h10, na Escola Pública de Trânsito (EPT), localizada na 913 Sul.

De acordo com o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini, a iniciativa busca ampliar oportunidades de trabalho, especialmente para a população de baixa renda. Segundo ele, o curso capacita condutores habilitados na categoria A para atuar no transporte remunerado e em serviços comunitários de rua com motocicleta, de forma totalmente gratuita para públicos específicos.

Ao todo, estão disponíveis 20 vagas. Para participar, é necessário ter idade mínima de 21 anos e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A válida há, pelo menos, dois anos. O candidato não pode estar com a CNH suspensa, cassada ou com impedimento judicial para dirigir.

As inscrições devem ser feitas presencialmente na EPT, com agendamento prévio pelo aplicativo Detran-DF Digital ou pelo Portal de Serviços do órgão.

O curso tem carga horária de 30 horas-aula e será gratuito para participantes do programa Mulheres que Dirigem Vão Mais Longe e para homens com inscrição ativa no Cadastro Único (CadÚnico). Para os demais interessados que não se enquadram nesses critérios, a taxa de inscrição é de R$ 234.

DF lança calendário da ação Carnaval Sem Assédio

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Campanha reforça prevenção à violência contra mulheres durante a folia

Brasília, 5 de fevereiro de 2026 – A Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) apresenta, nesta sexta-feira (6), às 14h, o calendário de atuação da campanha Carnaval Sem Assédio. A iniciativa chega ao quarto ano consecutivo com o propósito de prevenir e enfrentar situações de assédio e violência contra mulheres durante o período carnavalesco.

A ação mobiliza equipes da SMDF em estabelecimentos comerciais e blocos de carnaval de diversas regiões administrativas, promovendo orientação, conscientização e acolhimento. O objetivo é sensibilizar foliões, comerciantes e trabalhadores do setor de entretenimento sobre o respeito às mulheres e divulgar os canais oficiais de denúncia para casos de violência de gênero, que tendem a aumentar durante grandes eventos.

Com o lema “Não acabe com a minha festa”, cerca de 3 mil cartazes e adesivos começaram a ser distribuídos desde 2 de fevereiro por aproximadamente 90 servidores da secretaria. O material informativo é afixado em locais de grande circulação, como entradas e banheiros de bares e restaurantes, ampliando o alcance da campanha.

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destaca que o Carnaval deve ser um espaço seguro para todas. Segundo ela, nenhuma mulher pode ter seu direito à diversão comprometido por atitudes de desrespeito ou violência, e o esforço conjunto do Governo do DF busca garantir um ambiente de segurança, orientação e acolhimento.

Os materiais da campanha incluem QR Code que direciona ao site da Secretaria da Mulher e divulgam os principais canais de denúncia: 190, da Polícia Militar; 156, opção 6, da Central do GDF; e 180, da Central de Atendimento à Mulher.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), não houve registros de ocorrências de assédio no Carnaval dos últimos dois anos. O resultado é atribuído às ações preventivas, à presença do poder público nos territórios e ao fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres.

Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, a presença da campanha nos locais de festa é fundamental. Ela ressalta que o Carnaval Sem Assédio informa, orienta e reforça que as mulheres não estão sozinhas, além de reafirmar que o respeito também faz parte da celebração.

A iniciativa também executa o Protocolo Por Todas Elas, instituído pelo Decreto nº 45.772/2024, que regulamenta a Lei nº 7.241/2023. O protocolo estabelece diretrizes para que espaços públicos e privados adotem medidas de proteção, segurança e apoio às mulheres vítimas ou em risco de violência, assédio ou importunação sexual, fortalecendo a atuação integrada da rede de proteção durante grandes eventos.

População pode solicitar visitas técnicas para orientações de combate a pragas

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Serviço pode ser solicitado pela população pelo telefone 162 ou pela plataforma Participa DF

Brasília, 5 de fevereiro de 2026 – A Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) mantém como uma de suas principais frentes de atuação a realização de visitas e inspeções em residências e estabelecimentos indicados pela própria comunidade. O trabalho tem caráter educativo e preventivo, com foco na promoção da saúde e na redução de riscos ambientais.

Por meio de canais oficiais, como o telefone 162, os cidadãos podem solicitar diretamente a inspeção ambiental para avaliar situações relacionadas à presença de pragas em ambientes domésticos ou comerciais. As solicitações são atendidas por agentes capacitados, que analisam o local e orientam sobre as providências necessárias.

As ações de vigilância incluem o monitoramento e o controle de diversos vetores e animais de interesse em saúde pública, como o mosquito Aedes aegypti, mosquito-palha, barbeiro, borrachudo, além de escorpiões, aranhas, lagartas e lacraias. As equipes não realizam dedetização nem aplicam inseticidas de forma rotineira, recorrendo ao uso de larvicidas apenas em situações específicas de água parada, com o objetivo de interromper o ciclo de mosquitos transmissores da dengue.

De acordo com o agente do Núcleo de Vigilância do Recanto das Emas, Cleidson Silveira, a principal finalidade das inspeções é orientar a população. “Durante as visitas, avaliamos o ambiente e identificamos possíveis riscos à saúde. A partir disso, orientamos moradores ou comerciantes sobre as adequações necessárias para eliminar ou reduzir a presença de pragas”, explicou.

A agente de vigilância ambiental Aline Cândida, também do Recanto das Emas, ressalta que a procura pelo serviço é constante. “Recebemos muitos pedidos feitos diretamente pela população. Temos equipes específicas para essas demandas e realizamos inspeções diariamente em residências e outros locais”, afirmou.

A população tem um canal de comunicação direto com a Secretaria de Saúde para solicitar as visitas dos agentes ambientais

Além das solicitações espontâneas, a Vigilância Ambiental atende denúncias encaminhadas por outros órgãos e pela Ouvidoria. Após o recebimento da demanda, os agentes identificam o local, classificam o vetor envolvido e adotam as medidas adequadas para o controle de doenças relacionadas ao meio ambiente.

Para solicitar o serviço, o cidadão pode ligar para o número 162 ou acessar a plataforma Participa.DF. Também é possível buscar atendimento presencial nos núcleos regionais de vigilância ambiental das regiões administrativas, que recebem e encaminham as demandas da população.

Mais de 170 policiais penais nomeados pelo GDF iniciam formação profissional da carreira

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Turma integra reforço de 179 profissionais nomeados em 2025 para fortalecer a segurança e a ressocialização no sistema prisional

Brasília, 5 de fevereiro de 2026 – Os 179 novos policiais penais nomeados no último ano para reforçar a segurança do sistema penitenciário do Distrito Federal iniciaram, nesta quinta-feira (5), a segunda etapa do Curso de Formação Profissional da carreira. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do Complexo da Polícia Civil do DF e contou com a presença do governador Ibaneis Rocha.

Os profissionais fazem parte do contingente de 1.333 policiais penais nomeados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) desde 2019. A chegada do novo efetivo tem como objetivo ampliar a eficiência, a segurança e a humanização no processo de ressocialização da população privada de liberdade, além de garantir melhores condições de trabalho aos servidores do sistema prisional.

Durante o evento, o governador destacou a relevância da atuação da Polícia Penal para a segurança pública do DF. “São cerca de 17 mil apenados no Distrito Federal. Isso representa uma responsabilidade enorme para quem atua no sistema penitenciário. A experiência mostra que o combate ao crime começa dentro dos presídios”, afirmou Ibaneis Rocha. Segundo ele, o trabalho desenvolvido pela Polícia Penal do DF é referência nacional por aliar segurança e ressocialização.

Ibaneis também ressaltou os investimentos do GDF na valorização da carreira, como a aquisição de 71 viaturas, 274 computadores e coletes balísticos para todos os policiais penais da ativa, além de avanços salariais e institucionais. O governador lembrou ainda que o Executivo atua junto à Câmara Legislativa do DF para a criação do Fundo Penitenciário e para o reajuste da categoria, a exemplo do que ocorreu com outras forças de segurança.

A vice-governadora Celina Leão enfatizou a importância da categoria, lembrando a mudança de status da carreira. “Antes, era uma subcategoria. Hoje, a Polícia Penal é reconhecida como fundamental para a segurança pública do DF. Esse reconhecimento reflete diretamente na organização do sistema prisional e na proteção da sociedade”, destacou.

O secretário de Administração Penitenciária do DF, Wenderson Teles, reforçou que a Polícia Penal atua desde a produção de inteligência até o processo de ressocialização dos internos. Ele também citou avanços recentes, como a criação do banco de horas, concursos de remoção, inauguração de novas unidades prisionais e a ampliação da Fábrica Social, que gera trabalho para os internos e benefícios à comunidade.

Tiago Chaves e Priscila Felix foram nomeados em 2025: “O policial penal tem uma função muito especial e definitiva na sociedade. Nosso papel é de cuidado mesmo”, afirma Priscila

Entre os novos policiais, a expectativa é alta. Nomeado em 2025, Tiago Chaves, 39 anos, definiu o momento como uma virada de chave na carreira. Já a policial penal Priscila Felix, 32, destacou que a segunda etapa do curso terá foco mais operacional, com disciplinas como armamento, tiro, defesa pessoal e técnicas de segurança, complementando a formação teórica iniciada anteriormente.

Esta é a primeira turma de 2026 do Curso de Formação Profissional da Polícia Penal do DF (CFP/PPDF). Os 179 alunos estão divididos em quatro turmas e cumprirão 210 horas-aula ao longo de 45 dias. A formação abrange conteúdos teóricos, éticos e operacionais, preparando os profissionais para o exercício pleno da carreira e para o porte de arma.

Ceilândia recebe 2ª edição do Festival Desportivo Inclusivo

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Evento aposta no esporte como ferramenta de inclusão e cidadania

Brasília, 5 de fevereiro de 2026 – A Praça dos Direitos da QNN 13 será palco, neste sábado (7), das 8h às 13h, da segunda edição do Festival Desportivo Inclusivo. A iniciativa é promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), em parceria com o Instituto Procip e o Bravus Esporte Clube, e tem como objetivo fortalecer o esporte como instrumento de integração social, respeito e convivência.

Com proposta aberta a toda a comunidade, o festival prioriza a participação da população LGBT+, além de mulheres, crianças, adolescentes, pessoas idosas e pessoas com deficiência. A programação esportiva inclui torneios de vôlei misto, futebol de campo masculino e futsal feminino, todos com premiação, incentivando a diversidade e o espírito esportivo.

Além das competições, o evento contará com a apresentação do Team UnB Cheerleading, equipe oficial da Universidade de Brasília (UnB). Formado por estudantes-atletas de diferentes cursos, o grupo levará ao público uma demonstração da modalidade, que combina ginástica, dança, força e acrobacias, exigindo elevado nível técnico e trabalho em equipe.

O Team UnB Cheerleading vai se apresentar no evento em Ceilândia | Foto: Divulgação

Reconhecido no cenário esportivo universitário, o Team UnB Cheerleading representa a UnB em disputas regionais, nacionais e internacionais. Em 2025, a equipe conquistou três medalhas de ouro nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) e alcançou destaque no Cheerfest Internacional, ao ser consagrada Grand Champion Universitário na categoria Coed 3 Non Tumbling.

A primeira edição do Festival Desportivo Inclusivo, realizada em novembro de 2025, reuniu mais de 500 participantes e consolidou o evento como espaço de lazer, integração e promoção da cidadania. A proposta é ampliar esse alcance, reforçando políticas públicas que estimulem ambientes esportivos mais acessíveis e acolhedores.

Para o coordenador de Políticas de Proteção e Promoção de Direitos e Cidadania LGBT da Sejus-DF, Eduardo Fonseca, a iniciativa reafirma o esporte como espaço de pertencimento. Segundo ele, o festival demonstra que a prática esportiva pode ser democrática, segura e respeitosa com todas as identidades.

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, também destaca o impacto social da ação. De acordo com ela, o esporte tem papel fundamental na transformação social e na aproximação entre o poder público e a comunidade, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Detran-DF fica em 1º lugar no ranking de demandas da LAI no GDF

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Todas as  2.198 solicitações de informação registradas em 2025 foram respondidas dentro do prazo legal, com 96% de efetividade nas soluções

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) ficou em primeiro lugar no ranking de pedidos de acesso à informação entre os órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF). É o que mostra o relatório da Lei de Acesso à Informação (LAI) no Painel de Transparência Passiva do Participa-DF, onde foram registradas 2.198 demandas para a autarquia em 2025  um aumento de 83% em relação aos 1.202 registros de 2024.

“A Lei de Acesso à informação é um instrumento essencial para o fortalecimento do controle social, da transparência e da cidadania, e a Ouvidoria do Detran-DF reafirma o compromisso com esses valores”, enfatiza o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini.

A efetividade da Ouvidoria do Detran-DF nas respostas também tem crescido nos últimos anos. Das demandas recebidas em 2023, 91% das respostas foram efetivas; em 2024, 92%; e, em 2025, a Ouvidoria alcançou novo recorde, tendo 96% de suas respostas consideradas efetivas com apenas 4% dos solicitantes apresentando recurso.

Atuação conjunta

“Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto da Ouvidoria com as demais áreas do Detran-DF, que têm entendido a importância de responder de forma clara e eficaz ao cidadão, subsidiando com informações adequadas as respostas dadas por nossa equipe”, explica a ouvidora do Detran-DF, Ana Carolina de Almeida. “Temos nos esforçado bastante para que o direito do cidadão à informação seja exercido em sua plenitude, tanto na qualidade da resposta quanto na exiguidade do prazo.”

Além de ter respondido todas as 2.198 demandas dentro do prazo legal, o tempo de resposta do Detran-DF também tem sido a cada ano. Em 2023, o tempo médio para que o cidadão recebesse a informação solicitada era de 13 dias. Em 2024, a espera caiu para uma média de oito dias. Em 2025, a rapidez na resposta foi ainda maior, resultando no prazo médio de sete dias, ou seja, o Detran-DF tem demorado, em média 23% do prazo máximo previsto na LAI para que o cidadão tenha acesso à informação solicitada.