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Datafolha: Bolsonaro tem 28% das intenções de voto; Haddad tem 16%

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Ciro aparece com 13%; Alckmin com 9% e Marina com 7%

Da Agência Brasil

Nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada na madrugada desta quinta-feira (20), mostra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) com 28% das intenções de voto na disputa presidencial. Fernando Haddad (PT) tem 16% e Ciro Gomes (PDT) aparece com 13%. Geraldo Alckmin (PSDB) obteve 9% e Marina Silva (Rede) é a candidata de 7% dos entrevistados.
Alvaro Dias (Podemos) e João Amoêdo (Novo) marcam, cada um, 3% das intenções de voto. Henrique Meirelles (MDB) tem 2%. Estão empatados Guilherme Boulos (PSOL) e Vera Lúcia (PSTU), com 1% cada. João Goulart Filho (PPL), Cabo Daciolo (Patriota) e Eymael (DC) não pontuaram.

Os votos brancos ou nulos registraram 12%; e 5% não sabem ou não responderam.

O levantamento ouviu 8.601 eleitores entre 18 e 19 de setembro em 323 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo e registrada na Justiça Eleitoral com o número BR06919/2018.

Comparação

Na comparação com a pesquisa do dia 14 de setembro, Jair Bolsonaro oscilou dois pontos percentuais (de 26% para 28%), Fernando Haddad subiu três pontos percentuais (de 13% para 16%) e Ciro Gomes manteve 13%. Ciro e Haddad estão tecnicamente empatados.

Geraldo Alckmin também manteve 9% das intenções de voto e a ex-senadora Marina Silva caiu de 8% para 7%. Marina e Alckmin estão tecnicamente empatados, assim como Ciro e Alckmin.

Não oscilaram os percentuais de intenção de voto os candidatos Alvaro Dias e João Amoêdo, com 3%. Guilherme Boulos e Vera Lúcia permaneceram com 1%. Henrique Meirelles foi de 3% para 2%. Cabo Daciolo tinha 1% na pesquisa passada e não pontuou na nova. Eymael e João Goulart Filho não pontuaram nas duas pesquisas.

A proporção de eleitores que declara que pretende votar nulo ou em branco passou de 13% para 12% e o número de indecisos e não respondentes passou de 6% para 5%.

Rejeição

Em relação à rejeição aos candidatos, Jair Bolsonaro é apontado por 43% dos eleitores que declararam que não votariam de “jeito nenhum” no candidato no primeiro turno. A rejeição a Marina Silva é de 32%, e Haddad tem 29% de eleitores contrários à sua eleição.

A taxa de rejeição a Geraldo Alckmin chega a 24% e Ciro Gomes tem 22%.

Vera Lúcia e Cabo Daciolo tem 19% de taxa de rejeição; Guilherme Boulos, 18%; Henrique Meirelles e Eymael, 17%; Alvaro Dias, Amôedo e João Goulart Filho, 15% .

Eleitores que rejeitam todos os candidatos somam 4% e aqueles que votariam em qualquer um, 2%.

Segundo turno

O instituto Datafolha fez simulações de segundo turno entre os candidatos com as maiores pontuações.

Veja os resultados:

Bolsonaro (42%) x Marina (41%)

Brancos e nulos: 16%

Não responderam: 2%

 

Ciro (41%) x Alckmin (34%)

Brancos e nulos: 22%

Não responderam: 2%

 

Alckmin (40%) x Bolsonaro (39%)

Brancos e nulos: 19%

Não responderam: 2%

 

Alckmin (39%) x Marina (36%)

Brancos e nulos: 23%

Não responderam: 2%

 

Ciro (45%) x Bolsonaro (39%)

Brancos e nulos: 14%

Não responderam: 2%

 

Alckmin (39%) x Haddad (35%)

Brancos e nulos: 24%

Não responderam: 3%

 

Haddad (41%) x Bolsonaro (41%)

Brancos e nulos: 15%

Não responderam: 2%

 

Ciro (45%) x Marina (31%)

Brancos e nulos: 22%

Não responderam: 2%

 

Marina (37%) x Haddad (37%)

Brancos e nulos: 24%

Não responderam: 2%

 

Ciro (42%) x Haddad (31%)

Brancos e nulos: 25%

Não responderam: 3%

 

Eleições 2018 | Izalci Lucas: “Plenário do Senado não é lugar de oba oba”

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Candidato pelo PSDB é favorito a uma das vagas ao Senado, tem a campanha mais consistente e o plano de governo que montou para disputar o GDF será defendido na campanha. “No Senado se exige muita experiência”, destacou em entrevista ao Metrópoles

O candidato ao Senado Federal, Izalci Lucas (PSDB), é favorito a uma das vagas em disputa no Distrito Federal. Ele sai na frente dos concorrentes pelas propostas apresentadas. O diferencial aos adversários é que Izalci se preparou nos últimos quatro anos para disputar o Palácio do Buriti e montou um plano de governo moderno para o DF. Outro fator que o credencia por ser nos últimos quatro anos o parlamentar mais atuante do Distrito Federal e um dos 10 melhores parlamentares do Brasil.

Ao ficar fora da disputa do governo, Izalci remodelou o trabalho e os estudos elaborados nos últimos anos com apoio de sua equipe técnica e se apresenta como o candidato a senador com mais propostas.

Outro ponto que favorece Izalci são os dois outros candidatos que melhor aparecem nas pesquisas. Leila do Volêi (PSB), inventada de última hora pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB), cresceu nas últimas duas semanas em cima da fama de ex-atleta da Seleção Brasileira de Voleibol.

Sem conteúdo, as intenções de votos que consegue está em mais em cima da fama do que de proposta para o Distrito Federal.

O outro candidato é Cristovam Buarque (PPS), que depois de 16 anos no Senado, hoje não representa nem a esquerda, tampouco a direita. Vem despencando nas pesquisas e deve ficar sem mandato pela primeira vez depois de quase duas décadas.

Na tarde desta quarta-feira (19), em entrevista ao jornalista Caio Barbieri, do portal Metrópoles, Izalci Lucas falou abertamente sobre as manobras que foi vítima na pré-campanha. “Me preparei para ser governador, mas puxaram meu tapete, então deixei o grupo. Quero falar de Brasília, lá [na outra chapa] eles só comentavam sobre quociente eleitoral”.

A “outra chapa” citada por Izalci é formada pelo candidato ao GDF pelo PSD, Rogério Rosso e Cristovam ao Senado. Os dois são os responsáveis pelo que chamou de “puxada de tapete”. Curiosamente, tanto Rosso quanto Cristovam estão em queda nas pesquisas.

“Todos tinham assumido compromisso comigo. Agora, não última hora eles mudaram, por questões de alianças partidárias, quociente eleitoral. E isso me preocupou muito porque eu estou preocupado com Brasília. Eu não ouvi nesses grupos todos a discussão com a cidade.

Izalci explicou durante a entrevista uma das principais funções de um senador é trazer recursos para a sua unidade da Federação. São três senadores para cada estado, além do Distrito Federal. “Se analisarmos hoje as obras do Governo Federal, se pegarmos o orçamento do DNIT, do Ministério da Cidades, não tem nada para o Distrito Federal. O DF está em último lugar em termos de investimos e de obras”, lamentou Izalci.

O candidato lembrou que Brasília hoje não tem nenhuma obra do PAC – Plano de Aceleração do Crescimento. E que isso seria por falta de atuação dos senadores.

Izalci também criticou a candidata do governador Rodrigo Rollemberg, a Leila do Volei. Para ele, não dá para brincar de ser senador. Ele lembrou uma frase que disse em uma reunião que se fosse para o plenário do Senado disputar uma partida de futebol ele votaria no Pelé; se fosse basquete, no Oscar. “No Senado não se disputa nem futebol, nem volei, nem basquete. No Senado são ex-governadores, ex-presidentes da República, pessoas muito preparadas, que conhecem o orçamento, que vão nos ministérios e brigam por obras para seus estados”, desabafou.

Em outro ponto, alfinetou Cristovam. Izalci afirmou que quando viu o DF em último lugar na lista de obras, não se pode fazer no Senado somente no discurso ou no artigo em jornal ou ficar ainda no ‘oba-oba’.

“É preciso ter conhecimento. Já fui deputado distrital, sou deputado federal, fui do Executivo e conheço até o Judiciário, porque fui juiz do Tribunal do Trabalho. Então a gente conhece muito o orçamento e o principal trabalho nosso vai ser esse, trazer recursos para obras e investimento no Distrito Federal”, disse Izalci durante a entrevista.

No final, lembrou que faz parte da Comissão Mista do orçamento no Congresso Nacional, que o credencia ao mandato de Senador. E também que além de visitar as cidades, ouvindo a população para montar seu plano de governo, teve atuação destacada na regularização fundiária do Distrito Federal, na Reforma do Ensino Médio e que é preciso trazer incentivos fiscais fundamentais para o desenvolvimento de Brasília. “No Senado se exige muita experiência”, destacou.

E não faltaram críticas ao atual governador, da qual é adversário político: “Falta gestão no DF. Perdemos recursos da saúde, do fundo constitucional por falta de planejamento. Quero gerar investimento para Brasília. Temos um projeto do Hospital do Câncer, por exemplo, que sequer foi licitado, embora esteja pronto”, disse.

 

Confira a íntegra da entrevista:

Servidor transferido tem direito a ingressar em universidade pública

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A medida vale apenas para casos de transferência compulsória

Por André Richter

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (19) que servidores públicos transferidos compulsoriamente de sua cidade de origem para outras cidades têm direito à matrícula em universidades públicas.

A decisão só vale para servidores civis ou militares, além de seus dependentes, que forem removidos de sua cidade de origem por determinação do órgão em que trabalha. A efetivação da matrícula ocorrerá caso não existam instituições de ensino congêneres, ou seja, a transferência de uma faculdade particular para particular ou de universidade pública para pública.

A questão foi decidida na ação de um cabo da Marinha que foi removido do Rio de Janeiro para Rio Grande (RS). Na capital fluminense, ele estudava Direito em uma faculdade particular, onde ingressou em 2005. Ao chegar na cidade gaúcha, o militar pediu para ser matriculado na Universidade Federal do Rio Grande, pois seria a única forma de continuar seus estudos. Segundo ele, o curso existia somente na cidade vizinha, em Pelotas, a 70 quilômetros de distância.

Por 8 votos a 1, o julgamento foi concluído com o voto do relator, ministro Edson Fachin. O ministro entendeu que o direito à matrícula de servidores transferidos e seus dependentes já está garantido nos casos de transferência de faculdade pública para faculdade pública.

“Exigir que a transferência se dê somente entre instituições de ensino congêneres praticamente inviabilizaria o direito à educação não apenas dos servidores, mas também de seus dependentes”, disse o relator.

Seguiram Fachin, o ministro Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli. Marco Aurélio divergiu e entendeu que o recurso não poderia ser julgado.

Desde 2009, o STF e o Judiciário já aceitavam a matrícula de servidores transferidos, mas autorizava somente em casos congêneres, ou seja, a transferência de universidade pública para pública ou privada para privada.

Eleições na OAB-DF | Délio quer já chapas com 30% de mulheres

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O pré-candidato à Presidência da OAB/DF, Délio Lins e Silva Jr., protocolou nesta terça-feira (18) junto ao Conselho da Seccional um requerimento solicitando ao presidente da Ordem no Distrito Federal, Juliano Costa Couto, que aplique já nas eleições deste ano a obrigatoriedade das chapas terem, no mínimo, 30% de candidatas mulheres para todos os órgãos diretivos.

A medida foi aprovada em 4/9 pelo Conselho Federal da OAB, porém, com aplicação obrigatória somente para 2021.

“Ainda há tempo hábil para já adotarmos esse avanço em nossa Seccional, com três anos de antecedência, a exemplo do que já decidiu a OAB de Rondônia”, defende Délio Jr. “Basta que o Conselho da OAB/DF delibere sobre a nova determinação do Conselho Federal para a composição das chapas quando publicar o edital das eleições 2018, no prazo de 45 dias antes da votação, como estipula o artigo 128 do Regulamento Geral da Ordem”.

As eleições da OAB/DF serão realizadas em novembro. Não haveria prejuízo aos participantes, que contarão com tempo razoável para se ajustar à nova regra.

Para o pré-candidato, seria uma forma de demonstrar o compromisso da Seccional com a efetiva participação das mulheres advogadas nos espaços da Ordem. “A redação anterior do dispositivo do Conselho Federal já previa os 30% de mulheres, mas deixava aberta a possibilidade de o total ser alcançado com cargos de suplência, sem especificar os cargos de diretoria. Lastimavelmente, a participação feminina por vezes era apenas para o cumprimento formal da legislação, sem que houvesse efetiva abertura para a atuação em posições de relevância dentro da instituição”, diz Délio Lins e Silva Jr.

O papel das mulheres na advocacia é central no Movimento OAB Mais Forte. Délio enfatizou que a decisão do Conselho Federal da Ordem não é isolada. Decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou o patamar legal mínimo de candidaturas femininas previsto na Lei 13.165/2015 (30%) ao mínimo de recursos do Fundo Partidário, tanto nas eleições majoritárias quanto nas proporcionais. Na mesma direção, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu, por unanimidade, que o percentual mínimo de 30% deve ser observado também para a distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do tempo de propaganda.

“Nesse contexto de avanços, a decisão do Conselho Federal da OAB representa um passo importante para a concretização do direito fundamental à igualdade, na medida em que uma maior participação feminina nas esferas de poder é essencial para superarmos a anacrônica disparidade de gêneros, que ainda é uma triste marca de nossa sociedade”, apontou. “Esse cenário se reflete de maneira nítida no âmbito da advocacia. A despeito de as mulheres representarem hoje 48,7% do total de advogados no país, a participação feminina em cargos de direção na Ordem ainda é tímida”.

Aplicativo do SUS já é utilizado por 1,2 milhão de pessoas

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Meu DigiSUS está em funcionamento há 3 anos

Por Leandro Melito

Aplicativo permite que a população acompanhe, via celular, suas consultas e visualize o histórico de solicitações – Arquivo/Agência Brasil

O aplicativo disponibilizado gratuitamente pelo Ministério da Saúde para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), Meu DigiSUS, está há três anos em funcionamento e já foi baixado por 1,2 milhão de pessoas que têm smartphones com sistemas IOS e Android.

O aplicativo permite que a população acompanhe, via celular, suas consultas, visualize o histórico de solicitações e a posição na fila do Sistema Nacional de Transplantes, entre outras funcionalidades relacionadas à saúde pública. O aplicativo também permite que os pacientes do SUS atuem como fiscais dos serviços prestados por meio da avaliação do atendimento realizado, assim como denunciar fraudes de qualquer local do país.

Pela plataforma móvel oficial do SUS, o cidadão consegue encontrar hospitais, unidades de saúde e outros estabelecimentos próximos de sua residência; identificar farmácias participantes do Aqui tem Farmácia Popular e acompanhar os medicamentos que o cidadão retirou, além de avaliar o atendimento desses serviços. Também é possível acessar uma linha do tempo de cada atendimento realizado pelo SUS, além do Cartão Nacional de Saúde e os dados pessoais, com informações sobre nutrição e alergias.

A plataforma é interligada às 19.788 Unidades Básicas em Saúde (UBS) já informatizadas em 3.780 municípios, totalizando 106.179.196 usuários. Ao todo, 11 sistemas estão integrados no aplicativo, entre eles o Cadastro Nacional de Usuário do SUS (CADSUS), Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), Farmácia Popular e os Sistemas Nacional de Transplantes (SNT), de Regulação (SISREG), de Atenção Básica (e-SUS AB) e o Hemovida.

Como baixar

Para realizar seu primeiro acesso, baixe o aplicativo Meu DigiSUS na loja compatível com o celular e insira algumas informações básicas como CPF, nome da mãe e e-mail. Após cumprir essa etapa, o sistema localizará o seu cartão e enviará ao correio eletrônico cadastrado uma mensagem para verificação de segurança. Em seguida aparece o número do seu Cartão Nacional de Saúde e que dará acesso as suas informações de saúde.

Se não conseguir entrar no aplicativo, o Ministério da Saúde recomenda que o usuário procure a unidade de saúde mais próxima da sua residência para que o seu cadastro possa ser realizado.

Para outras dúvidas, ligar na Ouvidoria do SUS, no 136.

Dieese contabilizou 1.566 greves em 2017 no setor público e privado

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Por Fernanda Cruz

Servidores em greve do Instituto Nacional do Seguro Social (Valter Campanato/Agência Brasil)

Durante todo o ano passado foram registradas em todo o país 1.566 greves, uma queda de 26% em relação a 2016, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgados hoje (18). Trabalhadores da esfera pública fizeram 814 paralisações e os do setor privado 746.

Nos três níveis administrativos do funcionalismo público, foram contabilizadas 58 mil horas paradas. Os servidores municipais responderam por 62% do total dessas horas paradas. No setor privado, foram 33 mil horas paradas. As greves ocorridas no setor de serviços corresponderam a 76% dessas mobilizações.

Em 2017, 54% das greves encerraram-se no mesmo dia em que foram deflagradas. As greves que se alongaram por mais de 10 dias representaram 16%. A maioria das greves (81%) teve como motivação itens de caráter defensivo na pauta de reivindicações, sendo que mais da metade (56%) reclamava de descumprimento de direitos.

A exigência de regularização de vencimentos em atraso (salários, férias, décimo terceiro salário ou vale salarial) esteve na pauta de 44% das greves e foi a principal reivindicação em 2017. A reivindicação por reajuste de salários e pisos vem a seguir, presente em 32% das paralisações.

Sobre o desfecho das paralisações, a pesquisa do Dieese apontou que 570 greves (36% do total) tiveram índice de 78% de êxito no atendimento às reivindicações.

PF ainda não descarta coautoria em ataque a Bolsonaro, diz Jungmann

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“Se necessário, abriremos uma segunda investigação”, afirma o ministro

Por Felipe Pontes

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, reafirmou hoje (18) que a Polícia Federal (PF) deve concluir ainda nesta semana um primeiro inquérito sobre a agressão ao candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. Ele disse que, até o momento, nenhuma hipótese foi descartada sobre uma eventual coautoria do crime, por isso uma nova investigação poderá ser aberta.
Bolsonaro foi esfaqueado em 6 de setembro durante um ato de campanha na rua em Juiz de Fora (MG). O agressor, identificado como Adélio Bispo de Oliveira, foi preso e encontra-se numa penitenciária de Campo Grande (MS). Em depoimentos, ele diz ter agido sozinho.

“Não se descarta qualquer tipo, qualquer hipótese”, afirmou Jungmann ao ser questionado sobre a possibilidade de coautoria no crime. “Nós, se necessário, abriremos uma segunda investigação, um segundo inquérito, para apurar todo e qualquer indício. Se qualquer possibilidade de coautoria existir, evidentemente que vamos trazer a conhecimento de toda a sociedade”, disse em seguida.

O ministro, no entanto, não entrou em detalhes das investigações, afirmando apenas que “tudo isso tem que ser investigado, recursos, dinheiro na conta”. “Temos que dar uma resposta à opinião pública para que não paire nenhuma suspeita”, acrescentou.

Jungmann deu as declarações após reunião, nesta terça-feira, com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, da qual também participou o diretor-geral da PF, Rogério Galloro.

No encontro, foi discutido o incremento na segurança dos candidatos à Presidência. No momento, mais de 20 policiais federais integram o aparato que acompanha cada presidenciável.

Foi montado também um centro de inteligência para acompanhar todos os presidenciáveis em tempo real, que deverá ser inaugurando em breve em Brasília e passará a funcionar 24 horas durante sete dias antes do primeiro turno das eleições, que ocorre em 7 de outubro.

“Bancada do crime”

Além do incremento na segurança dos candidatos à Presidência, foi discutido no encontro o combate a candidaturas que estejam ligadas ao crime organizado, num esforço para impedir que ser forme, nas palavras de Jungmann, uma “bancada do crime” no Poder Legislativo federal e estadual.

Segundo o ministro, a PF realiza um pente-fino na vida pregressa de todos os candidatos, para todos os cargos, nas eleições deste ano. O objetivo é entregar ao TSE um dossiê com qualquer indício do envolvimento do crime organizado com a eleição.

“Estamos fazendo uma triagem e levantamento prévio de todos os candidatos e estamos cruzando todos os dados, fazendo um banco de dados”, disse Jungmann. “Não podemos permitir a formação de uma bancada do crime, e se por acaso eles vierem a se eleger nós precisamos cassá-los e puni-los”, acrescentou o ministro. Ele frisou, no entanto, que a PF somente fornecerá dados de inteligência ao TSE, a quem caberá dar qualquer tipo de consequência às informações.

Mesários que vão atuar nas eleições no DF recebem treinamento até o dia 29

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Por Dayana Vítor

Trinta e uma mil e cinquenta e quatro pessoas foram convocadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, TRE-DF para atuar como mesários nas eleições de 2018. Destes, vinte e cinco mil e novecentos e trinta e cinco são voluntários.

Para trabalhar no evento os convocados receberão treinamento até do dia vinte e nove de setembro.

A funcionária pública Adalgisa Martins, que trabalhará como presidente de mesa, destaca a importância de participar do processo eleitoral.

No último sábado noventa pessoas receberam capacitação no Auditório do Colégio La Salle.

Durante o curso foram explicadas as ações que deverão ser desenvolvidas pelos agentes eleitorais, identificação do eleitor, fiscalização, propaganda, sigilo de votação e auditoria.

Neste ano são oferecidos cursos presenciais para as pessoas que atuarão como presidentes de mesa, primeiros secretários, agentes de informação e supervisores de local.

Polícia Federal deflagra quarta fase da Operação Registro Espúrio

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Por Renata Giraldi

Operação Registro Espúrio – José Cruz/Arquivo Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (18) a quarta fase da Operação Registro Espúrio, com o objetivo de apurar desvios de valores da Conta Especial Emprego e Salário (CEES).

Os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária em Brasília, Goiânia, Anápolis, São Paulo e Londrina. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As investigações indicam a atuação de uma organização criminosa em entidades interessadas em obter, de forma fraudulenta, restituições de contribuições sindicais recolhidas indevidamente da CEES.

Os pedidos de restituição eram manipulados pelo grupo com o intuito de adquirir direitos a créditos, conforme indicou também o Ministério da Transparência e a Controladoria-Geral da União.

Esquema

Os valores eram transferidos da CEES para as contas bancárias das entidades, com posterior repasse de um percentual para os servidores públicos e advogados integrantes do esquema.

Os investigados responderão pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro.

Registro Espúrio

A Operação Registro Espúrio foi desencadeada com o objetivo de desarticular organização criminosa que atua na concessão fraudulenta de registros sindicais no Ministério do Trabalho.

Inflação do aluguel acumula taxa de 9,83% em 12 meses

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Por Vitor Abdala

São Paulo – Prédios (Agência Brasil/Arquivo)

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou uma inflação de 1,34% na segunda prévia de setembro deste ano.

A taxa é superior ao 0,67% da segunda prévia de agosto.
De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com a segunda prévia de setembro, o IGP-M acumula taxas de 8,09% no ano e 9,83% em 12 meses.

O crescimento da taxa de agosto para setembro foi provocado pelos preços no atacado e no varejo.

A inflação do atacado, medida pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, subiu de 0,95% na prévia de agosto para 1,95% na prévia de setembro.

A inflação do varejo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor, subiu de 0,05% em agosto para 0,16% em setembro.

Por outro lado, a inflação da construção, medida pelo Índice Nacional de Custo da Construção, caiu de 0,36% para 0,19% no período.