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Como a água brotou de novo no Cerrado

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Com ajuda de pequenos produtores, projeto quer recuperar a Bacia Hidrográfica do Pipiripau – José Cruz/Agência Brasil

Por Débora Brito

Conciliar a atividade agropecuária com boas práticas de preservação e produção de água é uma das estratégias que tem contribuído para fazer a água brotar de novo da terra, nutrir o solo e correr para o rio. A ação tem sido empreendida pelo programa Produtor de Água para recuperar a Bacia Hidrográfica do Pipiripau, que já foi considerada uma das bacias mais problemáticas do Distrito Federal.
Localizada a cerca de 50 quilômetros do centro de Brasília, a Bacia do Pipiripau sempre foi marcada pelo conflito por recursos hídricos. A área tem pequenas, médias e grandes propriedades rurais que demandam muita água para irrigação. Os córregos desta bacia abastecem a população das cidades-satélites de Planaltina e Sobradinho, que juntas tem cerca de 300 mil habitantes, e alimentam as bacias hidrográficas de São Bartolomeu e do Paraná, que abrangem outros seis estados do país, entre eles, São Paulo.

“A Bacia do Pipiripau foi muito desmatada. Têm assentamentos que chegaram lá e era tudo braquiária [capim], pasto de gramínea exótica e eles estão agora fazendo sistemas de plantios agroflorestais, agroecológicos e isso contribui pra que o sistema volte a ter maior capacidade de infiltração da água, contribuindo para a bacia ficar mais saudável”, disse Isabel Figueiredo, coordenadora do programa Cerrado e Caatinga do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), que integra a Rede Cerrado.

Segundo Devanir Santos, coordenador de Projetos Indutores da Agência Nacional de Águas (ANA), além do impacto da intensa atividade agropecuária, a mudança no fluxo de chuvas também reduziu a capacidade de infiltração do solo na região, o que levou à redução da vazão dos rios da bacia.

“Antigamente, tinha chuva de longa duração e pouca intensidade por 15, 20 dias. Hoje, têm pancadas num curto espaço de tempo e isso dificulta ainda mais a infiltração de água no solo. O resultado é que acaba que você não tem uma boa alimentação do lençol freático, que é fundamental para você ter água no período da seca”, explica Santos.

Pagamentos ambientais

Por meio da compensação financeira, o programa Produtor de Água financia os produtores que cedem suas terras para proteção de córregos, nascentes e matas ciliares e adotam práticas que melhoram a infiltração da água na terra. Entre as medidas adotadas, está a implantação das chamadas tecnologias mecânicas, como readequação das estradas rurais que dão acesso às propriedades, por meio da formação de desvios laterais ou bacias de contenção de água, como as pequenas barragens.

Nas propriedades também são feitos os terraços, que se parecem com lombadas para diminuir a velocidade das enxurradas e o impacto erosivo da água no solo em áreas de declive. “Além das obras mecânicas, temos plantio em área de preservação permanente, cercamento em área de nascente e rios e a conservação de área já plantada há muitos anos. Então, o produtor pode receber pela área já conservada, pela área que ele plantou agora ou pela área onde fez as práticas mecânicas”, explica Rossini Sena, especialista em recursos hídricos da ANA.

O valor pago a cada produtor varia de R$ 100 a R$ 300 por mês. A fórmula para calcular o pagamento ambiental ao produtor leva em consideração as medidas ambientais que ele implanta na propriedade.

“Quanto mais a atividade for benéfica para o meio ambiente, mais o produtor ganha”, completa Rossini.

Resultados

Devanir Santos relata que há sete anos a situação ficou insustentável na região, chegando ao ponto em que não era possível manter a irrigação e o abastecimento urbano ao mesmo tempo. Houve momentos em que foi necessário negociar com os produtores a redução da área plantada para garantir o abastecimento para consumo humano, que é protegido por lei.

“Foi quando nós começamos o projeto lá. De um lado, nós atuamos melhorando a capacidade de infiltração, incentivando os produtores a mudar a forma de ocupar o solo, reflorestando algumas áreas essenciais, principalmente as zonas de recarga, as margens de rio e implementando as práticas mecânicas de conservação do solo. Do outro lado, nós também buscamos formas de reduzir a utilização de água na irrigação”, explicou.

Santos lembra que a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) tinha autorização para tirar 400 litros por segundo da bacia para atender ao consumo humano, mas na crise não conseguia tirar nem 250 litros devido à queda de vazão nos rios e ao aumento da demanda por irrigação. Hoje, a companhia tira em torno de 300 a 350 litros, o que é considerado suficiente para o abastecimento de Sobradinho e Planaltina.

O coordenador relata ainda que foram criados reservatórios para captar água específica para irrigação. Há também a expectativa de reservar mais água com a implementação da última etapa do projeto, que consiste no revestimento do canal Santos Dumont, principal adutora da região.

Mesmo sem a finalização da adutora, Devanir destaca que as ações do programa têm surtido efeitos sobre a disponibilidade hídrica no Pipiripau. No período mais crítico de racionamento de água que atingiu o DF ano passado, a Bacia do Pipiripau não teve problemas de desabastecimento, ao contrário das bacias do Descoberto e de Santa Maria, que abastecem outras áreas do DF e viram o nível da água reduzir drasticamente levando ao racionamento do consumo por mais de um ano.

Hoje, a situação dos produtores está bem melhor, eles estão irrigando uma área quase que plena e a gente está conseguindo uma convivência boa entre os dois setores [irrigação e abastecimento urbano], mesmo sem fazer uma coisa essencial que é o revestimento do canal”, comenta.

Os estudos para adequação do canal já foram feitos, mas o projeto aguarda aporte de recursos para implantação da obra. É necessário investimento da ordem de R$ 10 milhões para recuperar o canal, que pode reduzir em praticamente pela metade o desperdício de água na região.

“Para você ter uma ideia, a gente tira hoje 350 litros pra abastecer uma área que precisa só de 150. A gente perde 200 litros por segundo ao longo desse canal. Se a gente fizer uma adutora, eu já libero quase 200 litros por segundo para o abastecimento humano, sem prejuízo nenhum para os produtores que vão conseguir irrigar sua área toda”, afirma Santos.

Participação

A produtora Bernadete Brandão participa do projeto desde o início, em 2012, e recebe por ano pouco mais de R$ 2 mil pelos serviços ambientais que implantou em sua propriedade. Ela conta que quando entrou no programa um de seus objetivos era manter a tradição da família de preservar a água nas terras.

“A gente vem de uma criação em que meus pais ensinaram muito sobre a água. A gente tinha uma fazenda em Padre Bernardo que tinha água que corria. Eles venderam essa área e a pessoa que comprou desmatou tudo. Minha mãe ficou muito sentida, porque aquela água secou”, lembra.

Ana e Emater fazem parceria para recuperação de nascentes e reflorestamento com pequenos agricultores.
Produtores no Piripipau conseguiram retomar produção na região após projeto de recuperação da bacia local – José Cruz/Agência Brasil

 

A propriedade de Bernadete tem entre 5 e 6 hectares, dos quais 3,7 já foram recuperados. Na área, são plantadas hortaliças, frutas, tomate, pimentão, entre outros produtos. Ela também cria gado de corte e carneiros.

Para evitar desperdício da água, Bernadete usa o sistema de gotejamento direto na raiz das plantas para fazer a irrigação. Em dias muito quentes e secos, ela também usa vaporizador e umidificador e deixa a aspersão de água somente para situações específicas.

Logo na entrada de sua chácara, é possível ver os terraços feitos pelo projeto para conter a descida brusca da água da chuva. Sem as lombadas, a enxurrada desceria de uma vez para o rio, provocando danos no solo e assoreamento do afluente que corta sua propriedade.

“Já tem que fazer uma manutenção nessas curvas de nível. Mas, eu acho que melhorou muito, porque como ali em cima tem plantio de soja e milho, e a terra está muito nua, quando chove a terra vem vindo e assoreando, carregando tudo. Aí com a curva de nível a água diminui o fluxo”, diz.

Ao redor das fontes de água em sua propriedade, Bernadete colocou uma cerca para evitar a entrada do gado e plantou na área algumas mudas de árvores. No entanto, a produtora lamenta que algumas mudas ainda não tenham se desenvolvido por causa de outro problema recorrente no Pipiripau: os incêndios, geralmente provocados pela queima de roça e de lixo. “Bombeiro já até cansou de vir aqui”.

Bernadete relata também que as chuvas tem sido cada vez mais escassas e as nascentes que costumavam jorrar água mesmo nos períodos de seca agora estão apenas úmidas. “Eu percebo que a água tem sumido bastante, a cisterna que enchia com dez minutos, já não está enchendo tão rápido”, conta.

Expansão

Apesar dos desafios, o projeto tem conseguido a adesão de boa parte dos produtores da Bacia do Pipiripau. Atualmente, entre as 540 propriedades situadas na Bacia, o programa tem 170 contratos firmados com produtores, 130 deles já estão recebendo pelos serviços ambientais. Em cinco anos, foram plantadas cerca de 300 mil mudas de árvores em uma extensão aproximada de 1,5 mil hectares.

Além da Agência Nacional de Águas, o programa tem apoio de outras 18 instituições parceiras, como organizações da sociedade civil, órgãos ambientais, universidade, entre outros. “Estamos defendendo que se invista em projetos de recuperação e restauração dos mananciais. Plantar florestas é fundamental para estar se preparando para as crises que vão vir cada vez mais fortes, porque no contexto de cenários de mudanças climáticas, períodos secos vão ser mais secos, e quando tiver chuva, vai ter mais chuva”, alertou Ricardo Novaes, especialista em  Recursos Hídricos do WWF-Brasil, uma das organizações que coordenam o projeto.

O programa também atua em outros 60 pontos do país. A experiência mais antiga está na cidade de Extrema, no Sul de Minas, que em 10 anos promoveu o plantio de 1,3 milhão de mudas.

Um Acordo de Cooperação Técnica já foi firmado para instalar o programa na Bacia do Descoberto, que abastece a maior parte do Distrito Federal. A área da bacia foi devastada pela forte especulação fundiária e enfrenta o desafio de manter os reservatórios que abastecem a capital.

Candidatos têm até hoje para reuniões públicas e comícios

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Os candidatos à Presidência da República e ao governo nos 13 estados e no Distrito Federal têm até hoje (25) para participação em reuniões públicas, comícios e uso de sonorização fixa entre as 8h e as 24h, com exceção do comício de encerramento da campanha, que poderá ser prorrogado por mais duas horas.

Amanhã (26) acaba o prazo para veiculação de propaganda eleitoral gratuita em emissoras de rádio e televisão. No sábado (27), véspera das eleições, a legislação permite propaganda “mediante alto-falantes ou amplificadores de som”, distribuição de material gráfico e a promoção de caminhada, carreata, passeata e carro de som.

No dia 28, é o dia da votação. Os eleitores devem se dirigir aos postos das 8h às 17h. No caso do Distrito Federal e dos estados nos quais haverá segundo turno, os eleitores escolherão o presidente da República e o governador.

Semifinal da Copa Gari DF será disputada neste sábado

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Único torneio de futebol entre garis do Brasil visa valorizar a categoria e promover saúde através do esporte

Os jogadores dos times Capital Recicláveis e Sem Limites vão se enfrentar neste sábado (27), às 16h, na DL Sul (SLU), na semifinal da Copa Gari DF 2018. O primeiro classificado disputará a taça no dia 4 de novembro, no Estádio Nacional Mané Garrincha, contra o Sustentare Futebol Clube, campeão do ano passado. O segundo classificado jogará contra a DL San na disputa pelo terceiro lugar. Em sua segunda edição, o torneio de futebol criado pela Sustentare Saneamento teve início no dia 19 de agosto.

Participam do evento colaboradores da Sustentare Saneamento, Trash Ambiental, Moderna Ambiental, Valor Ambiental, Capital Reciclável e SLU. Ao todo, 256 jogadores entraram na disputa, que começou com 16 equipes compostas por 15 participantes em fase única, popularmente conhecido como “mata-mata”. Até a final, serão contabilizadas 16 partidas.

“A nossa intenção com este projeto era promover a saúde entre os trabalhadores, mas atingimos outro ponto muito forte, elevamos a autoestima dos garis do DF e contribuímos para um novo estilo de vida com a prática do esporte. Tivemos casos de colaboradores que perderam mais de 10kg”, afirma Williani Carvalho, idealizadora do evento e coordenadora de Projetos e Desenvolvimento Humano da Sustentare Saneamento.

A Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer do DF é correalizadora do evento, que conta com patrocínio da Sustentare, Vale Shop, Suécia Veículos, Coca Cola, GSI Servicos, Fábrica Social e Minha Clínica, entre outras empresas do DF.

O time vencedor receberá troféu e R$ 5.000,00. O segundo lugar ganhará medalhas e R$ 3.000,00 e o terceiro, medalhas e R$ 2.000,00. A premiação será oferecida pela Sustentare Saneamento.

SUSTENTARE SANEAMENTO

Presente nas principais capitais do Brasil e até no exterior, a Sustentare Saneamento atua no setor de limpeza urbana desde 1957. Responsável por 19 Regiões Administrativas do Distrito Federal, criou a Copa Gari DF em 2017, quando teve a sua primeira edição.

Voltada à preservação ambiental, à responsabilidade social e ao desenvolvimento humano, possui mais de seis mil colaboradores diretos e indiretos que garantem a eficiência nos serviços, contribuindo para a limpeza e preservação do meio ambiente das cidades.

SERVIÇO

O que: semifinal da Copa Gari DF 2018, segunda edição do único torneio oficial entre garis do Brasil

Quando: sábado, 27 de outubro de 2018 às 16h.

Local: SLU (DL Sul) Avenida das Nações s/n. Ao lado da faculdade Unieuro.

Sobre o evento: criado pela Sustentare Saneamento, o campeonato tem como objetivo promover a valorização da profissão de gari. A participação no torneio contribui com a autoestima dos profissionais, além de melhorar a saúde física e mental dos participantes.

Entrada: gratuita com opção de contribuição voluntária de 1kg de alimento para doação para uma instituição de caridade.

Classificação livre

Eleitor que não votou no primeiro turno deve ir às urnas no domingo

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Justiça Eleitoral considera turnos como eleições independentes

Para a Justiça Eleitoral, cada turno de votação é considerado uma nova eleição e, por isso, o eleitor que não votou no primeiro turno deverá votar no segundo turno, no próximo domingo (28), desde que esteja em situação regular com a Justiça Eleitoral. Mesmo não tendo justificado sua ausência no primeiro turno, ele não está impedido de votar no segundo, porque têm até 60 dias para fazê-lo.

Além da escolha do próximo presidente da República, no dia 28, os eleitores vão definir o nome de governadores de 13 estados e do Distrito Federal e prefeitos de 19 cidades. Neste último caso, são as chamadas eleições suplementares, previstas no Código Eleitoral em casos específicos, geralmente quando há condenação eleitoral ou criminal, abuso de poder político, compra de votos, cassação de mandato, entre outros casos, por parte dos políticos.

Assim como no primeiro turno, quem não comparecer para votar neste domingo é obrigado a  justificar sua ausência.

Onde justificar? 

Eleitores em trânsito poderão justificar a ausência nas urnas em aeroportos. A lista poderá ser alterada com menos ou mais postos, de acordo com decisão dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de cada estado. Para justificar o voto o cidadão deve levar um documento oficial com foto, o título de eleitor ou o número do documento.

O formulário de justificativa eleitoral preenchido deve ser entregue no local destinado ao recebimento das justificativas na zona eleitoral. Caso não tenha o formulário em mãos, o eleitor pode retirar e preencher no local.

A justificativa também pode ser feita por meio de um Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE), que deve ser entregue pessoalmente em qualquer cartório eleitoral ou ser enviado, por via postal, ao juiz da zona eleitoral onde o eleitor está inscrito. Os endereços dos cartórios eleitorais podem ser obtidos no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo para envio é de 60 dias após cada turno da votação. A RJE deve ser acompanhada de documentação comprobatória da impossibilidade de comparecimento ao pleito.

A ausência também pode ser justificada por meio do Sistema Justifica. A ferramenta permite a apresentação do RJE, pela internet, após a eleição. Ao acessar o sistema, o eleitor deve informar os dados pessoais, declarar o motivo da ausência às urnas e anexar documentação comprobatória digitalizada. O requerimento será encaminhado para zona eleitoral do eleitor, gerando um código de protocolo para acompanhamento do processo.

Enquanto o valor do aluguel sofre queda, preço do metro quadrado para venda sobe em Brasília

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Rentabilidade segue em tendência de alta na capital federal e fecha em 5,9% anual, índice superior ao medido em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba

Com alta de 3,3% nos últimos doze meses, o metro quadrado dos imóveis em Brasília chegou a R$ 8.030,00, em setembro de 2018. Os dados são do INDEX DF – levantamento mensal produzido pelo Wimoveis, maior portal imobiliário do Distrito Federal, que avaliou os preços do metro quadrado para venda e locação, além da rentabilidade, dos imóveis localizados na região.

No quesito valor para venda, a região mais valorizada da capital federal foi a Noroeste. Com o metro quadro mais caro da cidade, avaliado em R$ 10.137,00, os preços subiram 0,6% no mês e 4,3% nos últimos 12 meses.

Conheça agora as cidades mais caras e mais econômicas para compra de um imóvel no Distrito Federal:

Mais caras (metro quadrado)
Brasília R$ 8.030,00
Cruzeiro R$ 6.527,00
Guará R$ 5.285,00
Mais baratas (metro quadrado)
Vicente Pires R$ 2.945,00
Sobradinho R$ 2.843,00
Santa Maria R$ 2.791,00

Já o aluguel de um apartamento padrão, de 65 m², 2 dormitórios e 1 vaga de garagem em Brasília ficou, em média, em R$ 2.225,00 mensais, o dobro do valor registrado em municípios próximos, como Santa Maria (R$ 796,00) e Núcleo Bandeirante (R$ 844,00), aponta o estudo do Wimoveis. No entanto, os preços dos aluguéis no município caíram, em setembro de 2018, 0,2% e 2,6% nos últimos 12 meses.

Embora a região Noroeste também tenha assinalado o aluguel mais caro da capital, R$ 2.690,00, os preços estão caindo. Também nos últimos 12 meses, a desvalorização foi de 11,6%

Confira agora o ranking das cidades mais caras e mais baratas para locação no Distrito Federal:

Mais caros (preço mensal)
Brasília R$ 2.225,00
Águas Claras R$ 1.298,00
Guará R$ 1.208,00
Mais baratos (preço mensal)
Riacho Fundo R$ 920,00
Núcleo Bandeirante R$ 844,00
Santa Maria R$ 796,00

No Distrito Federal, Vicente Pires é a campeã em rentabilidade. Com 6,7% anual, a cidade foi a que apresentou a melhor capacidade de retorno imobiliário em setembro de 2018. Já Brasília, com 5,9%, é a quinta região mais rentável.

A seguir, o ranking das cidades mais e menos atrativas para investir no DF:

Mais rentáveis %
Vicente Pires 6,7%
Sobradinho 6,6%
Núcleo Bandeirante 6,1%
Menos rentáveis %
Guará 4,8%
Ceilândia 4,7%
Samambaia 4,5%

“Para aqueles que querem investir no mercado imobiliário, Brasília é a cidade que apresenta o maior retorno financeiro, se comparada a outras grandes capitais brasileiras, como São Paulo (5,6%), Curitiba (4,2%) e Rio de Janeiro (4%). A expectativa é que o setor de imóveis na capital federal continue em evidência nos próximos meses”, destaca o CEO do Wimoveis, Leonardo Paz.

 

 

Confiança do consumidor cresce 4 pontos de setembro para outubro

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Pesquisa mostra que o consumidor está esperançoso e otimista em relação aos próximos meses, mesmo sem ainda ter um resultado das urnas (Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil)

Por Vitor Abdala

O Índice de Confiança do Consumidor, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 4 pontos de setembro para outubro.
Com a alta, o indicador chegou a 86,1 pontos, em uma escala de zero a 200, um patamar ainda baixo em termos históricos.

A alta foi provocada pelo aumento da confiança em relação ao futuro, medida pelo Índice de Expectativas, que avançou 6,1 pontos e chegou a 99 (o patamar mais alto desde abril deste ano).

Já a confiança no momento presente teve queda. O Índice da Situação Atual recuou 0,4 ponto e chegou a 71,9 pontos.

Segundo a coordenadora da Sondagem do Consumidor da FGV, Viviane Seda, o resultado mostra que o consumidor está esperançoso e otimista em relação aos próximos meses, mesmo sem ainda ter um resultado das urnas.

“O fim do período eleitoral diminui a incerteza política e gera expectativa de mudanças na condução da política econômica para o início do novo governo”, disse a pesquisadora.

A 4 dias do 2º turno, correm prazos para propaganda e atos políticos

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A quatro dias do segundo turno, os prazos do calendário eleitoral correm mais rápidos. Amanhã (25) é o último dia para atos políticos. O horário, entretanto, é mais prolongado. Os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) têm atuado de maneiras distintas

Haddad intensificou os atos de campanha, saindo de São Paulo rumo ao Rio de Janeiro e cidades do Nordeste. A previsão é de que até sexta-feira (26) ele ainda participe de atos em Belo Horizonte e cidades de Pernambuco, do Rio Grande do Norte e da Bahia.

Bolsonaro tem permanecido em casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde costuma receber correligionários e simpatizantes. Ontem (23), parlamentares e prefeitos de vários partidos o visitaram para prestar solidariedade às vésperas das eleições.

No dia 26, o calendário eleitoral é claro: é o último para a veiculação de propaganda eleitoral gratuita. Porém, até sábado (27), véspera das eleições, a legislação permite propaganda “mediante alto-falantes ou amplificadores de som”, distribuição de material gráfico e a promoção de caminhada, carreata, passeata e carro de som.

No dia 28, é o dia da votação. Os eleitores devem se dirigir aos postos das 8h às 17h. No caso do Distrito Federal e de 13 estados, os eleitores escolherão o presidente da República e o governador. Apenas no Rio Grande do Norte, há uma candidata concorrendo às eleições, que é Fátima Bezerra (PT).

Engajamento, fake news e angústia

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José Toufic Thomé

Na reta final das eleições, outra vez a cisão agressiva entre os simpatizantes das candidaturas que chegaram ao segundo turno, influencia o fim de amizades, gera desavenças familiares e em ambientes profissionais. Por vezes até, resulta em afrontas públicas e violência. Aliás, ação que é oficialmente condenada, mas pouco combatida nos bastidores de ambos os lados em disputa. Assim como também não são coibidas diversas práticas pouco éticas, tais como a disseminação de fake news, ataques pessoais e desconstruções de reputações, dirigidas às pessoas que ousam discordar do candidato, partido ou proposta que uma ou outra “torcida” defende.

É instigante observar o exercício da soberania popular, nesses tempos de pós-verdade e redes sociais virtuais, pela perspectiva da Sociologia e da Filosofia. Mas, sob o ponto de vista da Saúde Mental, a eleição brasileira desperta preocupações. E isso porque desde os movimentos de junho de 2013, a campanha do ano seguinte, e os muitos desdobramentos políticos e jurídicos que a sucederam; uma parcela significativa da sociedade brasileira, foi provocada a adotar comportamentos menos passivos, e a interagir intensamente a partir de informações associadas à propaganda política, nem sempre identificadas. Uma espécie de ansiedade generalizada, não raro tendendo à angústia, foi progressivamente construída. E recebeu estímulos durante meses de turbulências econômicas, sociais e morais, baseadas em notícias frequentes sobre corrupção.

Antes e durante o período eleitoral, as populações que estão virtualmente convencidas a “passar o país a limpo”, assim como a parcela que deseja reverter o “golpe” que avalia ter acontecido e, também a maioria que somente aguardava pela oportunidade de escolher representantes melhores, se viram expostas a mais suja campanha eleitoral da história. Notícias falsas, candidaturas fictícias, propostas desconectadas da realidade, e o clima hostil que contaminou manifestações em todo o país, contribuíram para criar o sentimento de impotência e desamparo que aflige indivíduos em todos os grupos segregados da população. Pessoas identificadas com propostas opostas, vivenciam uma incerteza disruptiva e perigosa.

A partir de estudos empreendidos por membros da Rede Ibero-Americana de Ecobioética, no Brasil e na Argentina, nos períodos que antecedem as Eleições 2018, assim como ocorre com a população argentina, exposta a severa e prolongada crise econômica, foi possível identificar o aumento dos relatos sobre sintomas físicos, tais como palpitações, falta de ar, problemas no aparelho digestivo entre outros. Indícios que em muitos casos, revelam doenças psicossomáticas. Ou seja, sintomas físicos, causados por problemas emocionais.

Nesta realidade disruptiva, qualquer que seja o resultado final do pleito, haverá um exército de descontentes, que se manifestará contra o lado ocasionalmente vitorioso, e o sentimento de angústia tenderá a prevalecer. Presenciaremos um período em que a divisão emocional provocada por esta polaridade entre dois candidatos desenvolve certa regressão às nossas sensações, emoções e sentimentos mais primitivos. E é indispensável que os especialistas em Saúde estejam atentos ao tratamento reconstrutivo que deverá ser empreendido, com o objetivo de resgatar o equilíbrio emocional dos indivíduos, e a integração da sociedade cindida.

Prof. Dr. José Toufic Thomé é médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, psiquiatra e psicoterapeuta psicodinâmico especialista em situações de crises e transtornos da contemporaneidade, presidente da Unidade Brasil da Rede Ibero-Americana de Ecobioética – Cátedra UNESCO de Bioética e presidente da Secção Psiquiatria em Crises e Desastres da Associação Mundial de Psiquiatria (WPA na sigla em inglês).

Mourão diz que processará Geraldo Azevedo que o chamou de torturador

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O general Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), afirmou hoje (23), em nota, que vai denunciar o cantor Geraldo Azevedo por “declaração difamatória”. O artista disse que o militar foi um dos seus torturadores na ditadura, depois afirmou ter se equivocado. Como a afirmação de Azevedo foi reproduzida pelo candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, Mourão disse que também recorrerá à Justiça.

No comunicado, Mourão afirmou que, em 1969 – quando Azevedo foi torturado -, era estudante do Colégio Militar de Porto Alegre e tinha 16 anos. Para o general, a acusação é uma falsa notícia para disseminar informações erradas sobre a campanha de Bolsonaro. “Trata-se, portanto, de uma fake news, no desespero de se criar fatos novos pelos simpatizantes da chapa concorrente de Fernando Haddad e aliados.”

Ao citar Haddad, Mourão não entra em detalhes. “Quanto à questão da repercussão das frases do candidato Haddad, que reproduz tais fakes, também tomaremos as devidas providências judiciais”.

A nota é assinada pelo presidente nacional do PRTB, Levy Fidelix, e pelo próprio Mourão.

Memória

No sábado (20), Azevedo durante show em Jacobina, na Bahia, fez a acusação contra Mourão. “É uma coisa indignante, cara. Eu fui preso duas vezes na ditadura. Fui torturado. Você não sabe o que é tortura, não. Esse Mourão era um dos torturadores lá. Eu fico impressionado com o brasileiro não presta atenção nas evoluções humanas.”

Em seguida, ainda em tom de desabafo, o cantor acrescentou: “Eu não sei se isso aqui vai entrar em algum choque com a prefeitura, mas é o meu sentimento de indignação em relação com o que pode acontecer com o Brasil. Essa alegria toda que a gente está tendo aqui vai se perder. O Brasil vai ficar muito ruim, muito ruim, se esse cara ganhar”.

Porém, hoje, por meio da sua assessoria, Geraldo Azevedo afirmou ter se equivocado na referência a Mourão, que não foi um de seus torturados. “Geraldo Azevedo se desculpa pelo transtorno causado por seu equívoco e reafirma sua opinião de que não há espaço, no Brasil de hoje, para a volta de um regime que tem a tortura como política de Estado e que cerceia as liberdades individuais e de imprensa.”

Exposição Desdobrando Athos é prorrogada até 10 de novembro

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Grupo Origami Capital apresenta 32 trabalhos compondo releituras da obra de Athos Bulcão

Em comemoração ao centenário de nascimento de Athos Bulcão (1918 – 2008), o grupo Origami Capital o homenageia com uma pequena exposição de dobraduras inspiradas nos padrões de azulejos criados pelo artista. São trabalhos em papel, utilizando a técnica do origami, a partir de uma dobra conhecida como Base Froebel, criada pelo pedagogo alemão Friedrich Froebel (1782 – 1852), pai do jardim de infância e um dos primeiros a utilizar o origami como ferramenta educacional.

A dobra possibilita a criação de diferentes formas geométricas em papel e motivou o grupo, fundado em 2012, a se inspirar no trabalho em azulejos de Athos Bulcão, retratando a obra do artista, que ainda hoje determina o imaginário em torno de Brasília.

A exposição Desdobrando Athos, em cartaz na AB Galeria, na sede da Fundação Athos Bulcão, pode ser visitada até o dia 10 de novembro.

SERVIÇO

Exposição Desdobrando Athos 

Visitação: do dia 13 de outubro até o dia 10 de novembro

Entrada franca | Livre para todas as idades | Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 19h, e sábados das 10h às 17h

Fundação Athos Bulcão

CLS 404 Bloco D Loja 1, Asa Sul, Brasília – DF

Funcionamento de seg. a sex., das 9h às 19h; sáb. das 10h às 17h.