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Bolsonaro se reúne com seis presidentes sul-americanos

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O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, concede entrevista coletiva ao desembarcar em Santiago, Chile.

Cúpula regional deve formalizar criação do Prosul

Por Pedro Rafael Vilela

O presidente Jair Bolsonaro cumpre nesta sexta-feira (22), em Santiago, no Chile, mais uma agenda internacional. Ele se reúne, no final da manhã, com presidentes de seis países na Cúpula Presidencial de Integração Sul-Americana. Além do líder brasileiro, participam do encontro os presidentes da Argentina, do Peru, da Colômbia, do Paraguai, Equador e Chile, informou o Palácio do Planalto.
O destaque do encontro será o lançamento do Prosul, nova comunidade de países latino-americanos que deverá substituir a União das Nações Sul-Americanas (Unasul). O Prosul será formado por 12 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Costa Rica, Nicarágua, Panamá e República Dominicana.

Ontem (21), ao desembarcar na capital chilena, Bolsonaro destacou a criação do novo grupo de países e enfatizou compromissos com democracia e liberdade no subcontinente.

“É uma satisfação visitar o Chile, tenho profundo respeito pelo povo chileno, pelo presidente Piñera. Trataremos de assuntos de interesse dos nossos países, esse é o grande objetivo da nossa viagem, além de, com toda certeza, selarmos aqui o fim da Unasul. A América Latina toda deve se unir em cima do termo democracia, liberdade e prosperidade”, afirmou.

O encontro de líderes sul-americanos prevê uma declaração conjunta à imprensa no início da tarde, seguida de almoço oferecido aos chefes de Estado pelo presidente anfitrião, Sebastian Piñera. Bolsonaro deverá conceder entrevista exclusiva a um veículo de imprensa do Chile.

Integram a comitiva os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), além dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Hélio Lopes (PSL-RJ).

Neste sábado (23), Bolsonaro participa de um café da manhã com cerca de 20 empresários, a convite da Sociedade de Fomento Fabril do Chile (Sofofa), uma das principais associações empresariais do país. Na sequência, ele se reúne, em encontro bilateral, com o líder chileno Sebástian Piñera, no Palácio La Moneda. Antes do encontro, deposita flores no monumento em homenagem ao libertador chileno, o general Bernardo O’Higgins. Após almoço da comitiva brasileira com o presidente Piñera, Bolsonaro e comitiva embarcam de volta ao Brasil.

Trump sinaliza que vai facilitar visto para brasileiros, diz Bolsonaro

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Presidente comentou viagem aos EUA em transmissão ao vivo na internet

Por Pedro Rafael Vilela

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta (21) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou a possibilidade de facilitar a entrada de brasileiros no país norte-americano, como gesto de contrapartida à decisão do governo brasileiro de isentar cidadãos de quatro países, inclusive os EUA, do visto de turismo e negócios para entrada no país. A sinalização teria ocorrido durante reunião bilateral ocorrida na última terça-feira (19), em Washington, na primeira visita oficial de Bolsonaro ao exterior.
“O presidente Trump sinalizou sobre a possibilidade, para alguns grupos de brasileiros, [de] começar a abrir a insenção de visto”, afirmou o presidente, durante transmissão ao vivo em sua página no Facebook, diretamente de Santiago, no Chile, onde cumpre agenda a partir desta sexta-feira (22). O presidente brasileiro não detalhou como será essa isenção.

De acordo com o presidente norte-americano, no entanto, a ideia é viabilizar a inclusão do Brasil no programa Global Entry, iniciativa do governo dos EUA que permite que viajantes frequentes de determinados países possam entrar no país sem passar pelas filas de imigração. Atualmente, são elegíveis ao programa cidadãos de 11 nações: Argentina, Índia, Colômbia, Reino Unido, Alemanha, Panamá, Cingapura, Coreia do Sul, Suíça, Taiwan e México.

Apesar de facilitar a entrada, o Global Entry não chega a isentar os viajantes de visto. São exigidas algumas condições básicas, como entrevista e comprovante de inexistência de antecedentes criminais.

Bolsonaro justificou a decisão do governo brasileiro de isentar de vistos viajantes temporários oriundos de EUA, Japão, Canadá e Austrália, ao dizer que a medida vai gerar divisas para o país, por meio da promoção do turismo.

“Houve uma crítica, por parte da imprensa, de que deixaríamos de arrecadar nessa questão de visto em torno de R$ 60 milhões por ano. Só que, com toda certeza, como o fluxo de gente será muito grande aqui, dada a isenção de visto, para turismo e negócio, eles vão deixar bilhões aqui dentro, que superam, em muito, esses R$ 60 milhões que, por ventura, estaremos perdendo aí na isenção de visto”, afirmou.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma entrevista coletiva no Rose Garden da Casa Branca, em Washington (EUA)
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o presidente dos EUA, Donald Trump, durante entrevista coletiva no Rose Garden da Casa Branca, em Washington (EUA) – Isac Nóbrega/PR

Otan

Durante a transmissão, em que fez um balanço da viagem aos EUA, Bolsonaro comemorou outra promessa de Donald Trump, de que vai trabalhar para a entrada futura do Brasil na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar composta por 29 países-membros da Europa e América do Norte.

“Outro assunto tratado lá também foi a possibilidade do Brasil integrar um seleto grupo de grande aliado extra-Otan. Existe a Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, onde os países do Atlântico Norte fazem parte desse grupo de auto-defesa, ou seja, quando um país, por ventura for atacado injustamente, os outros países tem aquele ato como agressão a si próprio. E logo depois, o presidente Trump falou que, mais do que isso, ele quer nos colocar na Otan mesmo. Ele pretende modificar o estatuto da Otan, vai levar à apreciação dos demais parceiros, para ver se o Brasil entra efetivamente nesse círculo”.

No balanço da viagem, o presidente da República ainda destacou a assinatura do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) para uso comercial da base de lançamentos aeroespaciais de Alcântara, no Maranhão.

Não recolher ICMS declarado é crime?

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Advogada esclarece decisão do Superior Tribunal de Justiça e salienta a importância de levar o caso para o Supremo Tribunal Federal

Em recente posicionamento, o Superior Tribunal de Justiça decidiu pela criminalização daqueles que deixam de recolher o ICMS próprio declarado. Para a 3ª Seção do STJ, o não recolhimento do imposto caracteriza-se como apropriação indébita tributária, descrito no art. 2º da Lei 8137/90 e com previsão de pena de detenção de seis meses a 2 anos cumulado com aplicação de multa.

A decisão, deliberada no âmbito de habeas corpus de empresários de Santa Catarina, foi levada a questionamento do Ministro Luís Roberto Barroso que entendeu pela relevância da matéria e direcionou a avaliação para a Corte do Plenário, concedendo uma liminar para que os empresários aguardassem a decisão em liberdade. Prezando pela explicação do caso tão controverso, foi realizada uma audiência pública no último dia 11 de março em que o Ministro ouviu os advogados de entidades, renomados juristas e a Subprocuradora Geral da República.

Segundo Nathália Boaventura, advogada tributarista do escritório Bruno Junqueira Consultoria Tributária e Empresarial, é imprescindível que a questão seja julgada pela Corte do STF para a proteção do princípio da segurança jurídica, evitando qualquer surpresa aos contribuintes em relação ao comportamento da administração pública. A especialista ainda destaca que o posicionamento do STJ não deve ser confirmado pelo Supremo.

A data do julgamento da matéria pelo Plenário ainda não foi definida. A advogada acredita que a decisão deve acontecer ainda nesse semestre visto a urgência de posicionamento tanto para empresários quanto para os governos.

Nathália Boaventura explica que criminalizar o não pagamento do ICMS declarado é medida extrema e inaplicável ao Direito Tributário Brasileiro. “De fato, quando o contribuinte deixa de repassar aos cofres públicos os valores da operação, comete tão somente inadimplência de sua obrigação tributária para com o Estado, o qual já dispõe de vários mecanismos para executar o débito. Como, por exemplo, a possibilidade de penhora de bens e a inscrição do devedor em cadastro de inadimplentes”, completa.

Dúvidas dos contribuintes – A decisão de criminalizar o não recolhimento do ICMS trouxe diversas dúvidas para os contribuintes e para a operadores de direito. Na visão da advogada, a decisão dos ministros do Supremo será consequência de uma análise criteriosa do tipo penal previsto pelo art 2º da Lei 8137/90.

Na especificação do ilícito de “apropriação indébita tributária”, no artigo citado, não é exigido uma produção de resultado, bastando a simples omissão de recolhimento, no prazo legal, de tributo descontando ou cobrado. O que significa que são necessárias pelo menos duas condutas para caracterizar o delito, sendo a ação de descontar ou cobrar o valor do tributo de um terceiro e a omissão de declarar e não recolher o tributo descontado ou cobrado.

A advogada explica que, em relação ao ICMS nas operações próprias, a responsabilidade pelo pagamento do tributo não é transferida para terceiro, já que a empresa é o contribuinte direto da obrigação tributária. Por este motivo não é possível alcançar qualquer hipótese de desconto ou cobrança prevista no tipo penal da apropriação indébita. “Para que se configure uma fraude tributária deve ser satisfeito o pressuposto de descumprimento de deveres jurídicos tributários e sem este requisito é impossível o punimento do contribuinte, sob pena de ferir princípios constitucionais e tratados internacionais que proíbem a prisão civil por dívida, salvo nos casos de inadimplemento da obrigação alimentar e depositário infiel, do quais o Brasil é signatário”, conclui.

Sobre o escritório Bruno Junqueira Consultoria Tributária e Empresarial – Bruno Junqueira Consultoria Tributária e Empresarial é um escritório que pratica a advocacia com visão de negócios e foco em resultados. Seus serviços englobam desde a assessoria jurídica, consultoria e auditoria interna, a palestras e cursos voltados para os mais diversos setores. O escritório é sediado em Brasília, com filiais em Goiânia, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo, além do apoio de uma rede de parceiros e relacionamentos valiosos, que permite a representação de clientes em todo Brasil.

Afinal, de quem é a culpa?

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A sequência de escândalos e mal feitos apresentados pela mídia no Brasil não para. Da pela Lava Jato, compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás nos Estados Unidos, estouro da barragem de Mariana e o consequente desastre ecológico e, por fim, o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, próximo a Brumadinho que, além de afetar e agredir de novo o meio ambiente local, ceifou centenas de vidas.

A pergunta que fica é: Afinal, de quem é a culpa? Em determinados casos é possível apontar o dedo para aqueles que, por seus atos, foram os causadores da malfeitoria. Em outros casos nem sempre é possível.

Nas grandes corporações o Conselho de Administração e o seu papel em relação ao ocorrido são conectados imediatamente.

E, sem dúvida nenhuma, os Conselhos nas Sociedades Anônimas de capital aberto, carregam em seus ombros a responsabilidade última do que acontece nas empresas. Os Conselhos são o pivô central daquilo que chamamos de governança corporativa, obrigados a defender os interesses da empresa e zelar pela transparência e prestação de contas das organizações que tutelam. Cada vez mais, os Conselhos devem seguir normas e regras, estabelecidas pela Bolsa de Valores ou sugeridas pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), para que os acionistas se sintam mais seguros de que um grupo de pessoas está zelando e cuidando da lisura e o bom andamento dos negócios e, em consequência, do capital investido nas empresas.

O mercado financeiro quer se garantir ao máximo de malfeitos e fraudes como os que têm abalado o cenário das grandes corporações das últimas décadas. Não menos importante são outros riscos a que  as empresas podem estar expostas, tais como os riscos ambientais e humanos ou enormes danos causados por falhas de suas operações. Deste últimos praticamente não se fala, embora eles causem grandes  prejuízos aos seus acionistas e aos demais envolvidos direta ou indiretamente na operação.

Todos os Conselhos são obrigados a elaborar  e apresentar seus Regimentos Internos. Se tivermos paciência e buscarmos estes Regimentos, encontraremos peças muito bem elaboradas do ponto de vista jurídico mas com lacunas. Na realidade, o cotidiano vai nos ensinando e certamente nos obrigando a aprimorar o funcionamento das organizações e seu respectivo ferramental de trabalho. Os Regimentos Internos definem quem deve integrá-los. São mencionados Conselheiros internos, externos ou independentes com boa reputação  que compõem este órgão. São listados o número de reuniões, a forma de se tomar decisões e remuneração do conselho, etc.. No meu modo de entender o Regimento Interno poderia ser aprimorado. Por exemplo, as grandes corporações deveriam apresentar um “ Mapa de Riscos “ onde seriam listados em ordem prioritária os grandes riscos operacionais, ambientais e outros que poderiam eventualmente ocorrer nas empresas.

Basta lembrar o caso da  Vale, uma empresa que apresenta grandes riscos ambientais ou a própria Petrobrás que, por um problema qualquer, pode se tornar uma grande destruidora do meio ambiente.

Imaginemos a obrigatoriedade destas empresas a apresentarem  seus mapas de risco, entre outros, para a Bolsa de Valores ou  bancos de fomento e darem assento em seus Conselhos e comitês a pessoas capacitadas e experimentadas nas áreas vulneráveis!. Certamente uma série de Conselheiros que apenas se preocupam nas fraudes financeiras, bom relacionamento com o mercado de capitais e lucratividade das empresas teriam que compartilhar seu lugar com especialistas que, no frigir dos ovos, dariam maior garantia de Boa Governança Corporativa aos acionistas.

É mais do que urgente passar a dar amplitude às áreas de especialização dentro dos Conselhos de forma a realmente garantir uma boa e integral Governança para a empresa.

*Thomas Lanz é fundador da Thomas Lanz Consultores Associados, empresa especializada em governança corporativa, gestão de empresas médias e grandes no Brasil.

Presidente do BRB confirma concurso para abril e descarta privatização do banco

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Em entrevista ao Radar, o presidente do BRB, Paulo Costa, confirmou a realização do concurso para o preenchimento de 113 vagas para as principais carreiras do banco com o objetivo de chegar a um cadastro reserva de mais de duas mil pessoas. 

Por Toni Duarte//Radar-DF

O novo presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, desde que assumiu o comando do BRB, a exatos 49 dias, tem se debruçado em três grandes tarefas: a de realizar um novo concurso público, cujo edital será divulgado em abril; expandir o crescimento do BRB, inclusive na região metropolitana e na região Centro-Oeste; e a  de aplicar mudanças significativas que visem o fortalecimento da imagem e da credibilidade da instituição financeira.

O último concurso feito pelo BRB aconteceu em 2013 quando ofertou vagas apenas para cargo de Analista de Tecnologia da Informação.

O presidente garantiu que os classificados no  concurso voltado para as principais carreiras do banco, a ser realizado no próximo mês, serão chamados ainda este ano.

Paulo Henrique Costa voltou a sustentar que a história da privatização, que tanto assombra os mais de 3 mil servidores do banco estatal, está completamente descartada.

“O compromisso feito pelo próprio governador Ibaneis é de que o BRB cresça,  se fortaleça e que seja o protagonista do desenvolvimento econômico, social e humano do DF. A minha missão, como presidente do banco, é trabalhar para isso. Então está descartada essa história de privatização”, pontuou.

Ele disse que a realização do concurso transformará o BRB em um banco mais ágil, moderno com o foco na melhoria do atendimento aos clientes.

Paulo Henrique Costa, que é formado em administração de empresas e que foi vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital da Caixa Econômica Federal – banco em que ele trabalhava desde 2001, ressaltou ainda que a intenção do concurso é selecionar mais profissionais com habilidades compatíveis aos novos desafios do mercado financeiro.

Ex-presidente Michel Temer é preso

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Mandado de prisão também foi expedido para o ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco

Repórter Thiago Marcolini

O ex-presidente da República Michel Temer foi preso na manhã desta quinta-feira (21) no Rio de Janeiro. O mandado de prisão foi expedido no âmbito da operação Lava-Jato, pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, que também pediu a detenção do ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco.

Michel Temer responde a dez inquéritos. Cinco deles que tramitavam no Supremo Tribunal Federal (STF), pois foram abertos na época em que ele era presidente, foram encaminhados à primeira instância depois que Temer deixou o cargo. Os outros cinco foram autorizados pelo ministro Luís Roberto Barroso em 2019, quando o ex-presidente já não tinha foro privilegiado.

Na operação Lava Jato, Temer é alvo de denúncias do delator José Antunes Sobrinho, dono da empreiteira Engevix. O empresário contou à Polícia Federal que pagou um milhão de reais em propina ao ex-ministro Moreira Franco, com o conhecimento de Temer.

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), o emedebista iniciou a carreira política na década de 1960, no governo estadual de São Paulo. Por 15 anos, foi o presidente do MDB. Temer foi eleito por duas vezes consecutivas vice-presidente do Brasil, na chapa de Dilma Rousseff, e chegou à Presidência em 2016, após o impeachment da petista.

Dia Mundial da Água é celebrado com acordo para proteger o Descoberto

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O Governo Federal e os governos do Distrito Federal e de Goiás assinam, nesta sexta-feira (22), Dia Mundial da Água, um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para a proteção e uso racional dos recursos hídricos e incentivo à atividade rural sustentável na bacia hidrográfica do Alto Descoberto. A cerimônia será às 10h, na Barragem do Descoberto, em Águas Lindas de Goiás. Na ocasião, também será assinado o decreto de criação do Parque Estadual Águas Lindas, que redefine a poligonal da unidade de conservação hoje conhecida como Parque do Descoberto.

As duas medidas têm como objetivo proteger e incentivar a adoção de práticas de uso sustentável dos recursos naturais na bacia do Lago Descoberto, principal manancial de abastecimento público operado pela Caesb. Estarão presentes o governador de Goiás, Ronaldo Caiado; o vice-governador do DF, Paco Britto; o diretor presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, e os presidentes da Caesb, Fernando Leite, e da Saneago, Ricardo Soavinski.

Uma das ações do Acordo é implantar no Descoberto o programa Produtor de Água, promovido pela Agência Nacional de Águas (ANA) e desenvolvido no âmbito estadual pelas entidades locais, como Caesb, Adasa, Saneago, além de secretarias de Meio Ambiente dos dois estados. O programa destina-se a proteger as nascentes localizadas nas propriedades rurais localizadas na Bacia, que é responsável hoje por cerca de 65% do abastecimento do Distrito Federal.

O Produtor de Água já está em operação na bacia do Ribeirão Pipiripau, tem o envolvimento de 16 parceiros, e prevê uma série de ações para a proteção de mananciais. Além disso, há uma remuneração em dinheiro para produtores rurais que adotem práticas de proteção ao meio ambiente, hoje paga pela Caesb.

“O mais importante é que este acordo cria um arranjo institucional, de vários órgãos e instâncias, que permite traçar as melhores estratégias para gestão sustentável do território, como já ocorreu no Pipiripau e, agora, vai permitir o mesmo avanço na bacia do Descoberto”, defende o presidente da Caesb, Fernando Leite.

A assinatura do acordo e a criação formal do Parque pelo governo de Goiás são o desfecho de duas décadas de articulação entre diferentes órgãos de governo do DF, de Goiás e federal, além do Ministério Público das unidades da federação. “A Caesb tem sido protagonista nesse processo, mudando a perspectiva de relacionamento com os agricultores das regiões onde estão nossos mananciais”, completa Fernando Leite.

A Caesb atua como cogestora do Parque Estadual Águas Lindas, localizado no município goiano. O parque é constituído de duas áreas distintas, num total de 2 mil hectares e se destina a preservar as nascentes, os mananciais, a flora e a fauna, bem como controlar a ocupação do solo na região, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.

Governadores se reúnem com ministro da Economia

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Na próxima terça-feira (26), Ibaneis receberá no Palácio do Buriti 26 chefes do Executivo estadual para uma reunião extraordinária

Por Hédio Ferreira Júnior 
Como acordado na última edição do Fórum dos Governadores, realizada em fevereiro, governadores se reúnem na próxima semana para tratar de temas de interesse dos estados e demandas relacionadas ao governo federal.

O pacto federativo vem sendo uma preocupação dos governadores brasileiros. A partir da constituição de 1988, houve uma concentração de recursos na União, deixando estados e municípios em situação financeira mais apertada. A nova proposta discutida com o Ministério da Economia coloca nas mãos de prefeituras e governos estaduais os recursos disponíveis para investimentos de e regiões.

“Nós temos uma dificuldade financeiro-administrativa que atinge quase todos os estados da Federação, mas temos notado uma sensibilidade muito grande do governo federal. Eles querem os ajustes, os ajustes precisam ser feitos”, comentou o governador.

MDB

No início da tarde, Ibaneis esteve na liderança do MDB na Câmara dos Deputados em um debate sobre a reforma da Previdência, em tramitação na Casa. Na reunião foi instituída uma comissão que vai criar um novo estatuto do MDB, trazendo a inclusão de novas tecnologias e jovens filiados.

(Com informações da Agência Brasília)

Ibaneis pede agilidade em aprovação de MP que cria Região Metropolitana do DF

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Governador esteve no Congresso com o presidente Davi Alcolumbre e lideranças nacionais do MDB

Por Hédio Ferreira Júnior 
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, tenta junto ao Senado a aprovação de duas medidas provisórias (MP) que darão autonomia ao crescimento econômico do DF. As MP 861 e 862 tratam, respectivamente, da transferência, da União para o DF, da Junta Comercial do Distrito Federal e da criação da Região Metropolitana em Brasília.

A primeira, segundo o governador, “traz justiça ao Distrito Federal”, único ente federativo onde a Junta Comercial era da União e não do Estado. “Essa transferência é importante para que possamos dar condições ao nosso empresariado de evoluir”.

Já a MP 862 altera o Estatuto da Cidade na criação de uma região que, de fato já existe, mas não é legalmente reconhecida. “Nós temos mais de 3 milhões de habitantes que residem na chamada Ride [Região Integrada do Distrito Federal e Entorno], mas não podemos ter projetos estruturantes com os estados de Goiás e de Minas Gerais”, afirmou o governador. Neste caso, a alteração no Estatuto da Cidade possibilitaria uma ação conjunta do DF com seus estados vizinhos.

Bolsonaro chega a Santiago para incrementar o comércio bilateral

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Por Carolina Gonçalves

O presidente Jair Bolsonaro chega hoje (21) ao Chile onde pretende abrir caminho para  impulsionar as relações comerciais brasileiras e ampliar a carteira de investidores estrangeiros no Brasil. A pauta de assuntos é bastante diversificada e inclui mudanças na legislação previdenciária brasileira inspirada no modelo chileno.
A proposta previdenciária do Chile foi apresentada por José Piñera, irmão do presidente chileno Sebastián Piñera. José foi ministro do Trabalho e Previdência Social e implementou o sistema no começo dos anos de 1980.No encontro com Piñera, Bolsonaro tenciona defender a retirada do papel o acordo de livre comércio assinado entre os dois países no final de 2018.

Autoridades brasileiras que já classificam a relação Brasil-Chile como “ágil e dinâmica” e esperam que o encontro de alto nível entre os dois presidentes eleitos em 2018 acelere a ratificação do acordo, ainda dependente do aval de parlamento dos dois países.

Fluxos

O Chile é segundo parceiro comercial do Brasil na América do Sul, superado apenas pela Argentina. No ano passado, as trocas comerciais com o Chile tiveram um crescimento de 15% com o registro do maior fluxo de exportações brasileiras que cresceram mais de 20%, totalizando US$ 10 bilhões.

Quanto aos investimentos recíprocos, o Brasil é o maior receptor de investimentos chilenos, acumulando mais de US$ 35 bilhões em estoque. Os investimentos brasileiros no Chile chegaram a US$ 4,5 bilhões.

Somando estoques, o total de US$ 40 bilhões supera inclusive o da relação com argentinos.