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Distrito Federal decreta estado de emergência ambiental

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A medida facilita o combate à seca, segundo o governo

Por Alex Rodrigues

Em razão da proximidade do início do período de seca, o Governo do Distrito Federal (GDF) decretou estado de emergência ambiental em todo o território a partir deste mês. Segundo o Decreto 39.817, publicado no Diário Oficial de hoje (13), a medida deve vigorar até novembro.
Assinado pelo governador Ibaneis Rocha, o decreto estabelece que os órgãos que integram o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do Distrito Federal deverão adotar as medidas necessárias para prevenir e minimizar as ocorrências e os efeitos dos incêndios florestais.Na prática, a declaração do estado de emergência ambiental faculta aos órgãos públicos que integram o plano de prevenção e combate a incêndios, tais como a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, dentre outros órgãos públicos, a adquirir, sem licitação, produtos e serviços necessários ao enfrentamento às queimadas.

Segundo o último relatório da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa), divulgado no início do mês, as chuvas registradas em algumas regiões durante o mês de abril foram 275% maior que a média história destas mesmas regiões do Distrito Federal, o que contribui para aumentar a segurança hídrica no Distrito Federal durante o período seco, que se aproxima.

No entanto, em outras regiões, a quantidade das chuvas dos últimos meses estava até 20% abaixo do esperado para o ano hidrológico 2018-2019.

ARTIGO | “O ‘S’ do BNDES”, por Joaquim Levy

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Na última sexta feira, o ministro da Economia Paulo Guedes visitou o BNDES mais uma vez e reafirmou o papel da nossa instituição em transformar a infraestrutura no Brasil. É um grande desafio, com tremendo potencial de mudar a vida dessa e das futuras gerações de brasileiros, fazendo valer o “S” do nosso banco em áreas como saneamento, energia, conectividade e logística. Ajudar a diminuir o enorme déficit de saneamento no Brasil é uma grande missão econômica e social, assim como ajudar a baixar o custo do gás para a indústria e dar espaço fiscal para os estados com a concessão de serviços em condições concorrenciais e sustentáveis.

É uma oportunidade extraordinária em um momento em que o Banco enfrenta um novo ambiente competitivo e novas expectativas do governo, das instituições e da sociedade. Temos que nos preparar para responder com rapidez e precisão, usando nossos talentos e nossa capacidade de imaginar, estruturar e implementar ações efetivas para responder aos desafios que estão diante de nós e para projetarmos o futuro do Banco em uma economia mais aberta e com maior participação do setor privado.

Neste momento, é natural também refletir em como podemos fazer a diferença para aumentar o desenvolvimento e a inclusão social nas nossas principais atividades: nos dedicando à preparação de projetos de concessão, assim como a novas formas de financiá-los; apoiando as privatizações, inclusive nos estados; e expressando uma visão que ajude o Brasil a entrar em um novo ciclo de crescimento e inovação, em que as oportunidades para as micro, pequenas e médias empresas e para todo o nosso povo aumentem rapidamente.

A nossa população é relativamente pequena, em um mundo em que nossos pares têm mais de bilhão de cidadãos. Então, como instituição de desenvolvimento, nosso trabalho é dar o máximo de oportunidades e instrumentos para cada brasileira e brasileiro, de todas as origens e idades, para que possam lutar, crescer e realizar seus sonhos.

Preparação e foco são importantes. Até porque hoje também vem à lembrança de que no Brasil se discutem assuntos cruciais por longo tempo e, muitas vezes, acaba-se dando uma resposta simplista quando não há mais opção. Desde o Império, transformações fundamentais são vistas como uma “ameaça à lavoura” e se arrastam, até que condições econômicas e pressões sociais forçam mudanças legislativas, mais das vezes sem preparação ou estratégia que permita tirar delas o máximo benefício social. E aí ficam consequências mal resolvidas por décadas. Mudanças que libertam valem a pena sempre, por mais imperfeitas que sejam ou custem a quem as promove. Mas, estrutura e planejamento em geral ajudam a ter resultados melhores. E uma instituição como o BNDES tem como contribuir para isso.

Nas conversas da diretoria do Banco com nossos superintendentes e chefes de departamento, tem ficado claro que a nossa visão precisa incluir novos modelos de negócios próximos do setor privado e considerando as nossas perspectivas financeiras, trabalhando em times que ultrapassam áreas específicas e com cada vez mais garra. Para isso, temos também de aumentar, de forma organizada, a interlocução com o governo, o setor privado e a sociedade. Aprendendo com os bons resultados e com os equívocos de nossas ações e de políticas de governo. E nos transformando e nos abrindo para darmos novas respostas ao país, que mostrem mais uma vez a perenidade e o valor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Esse é um trabalho que já estamos fazendo com todo o equilíbrio e a sabedoria que colhemos, muita motivação, e juntos para atender aos nossos donos, que são todo o povo brasileiro.

 


 

joaquim-levy-curriculo

Joaquim Levy é PhD em Economia pela Universidade de Chicago, mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas e graduado em Engenharia Naval pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Iniciou sua carreira em 1984 e ocupou diversos cargos na administração pública, dentre os quais secretário do Tesouro Nacional (2003-2006), secretário de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro (2007-2010) e Ministro da Fazenda (2015).

Foi ainda Diretor-geral de finanças do Banco Mundial e, em 2019, assumiu a presidência do BNDES.

Hungria, Israel & Rodolffo e Diego & Victor Hugo se apresentam na 1ª edição da Expoagro de Planaltina

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Evento acontece nos dias 17 e 18 de maio. Ingressos custam entre R$ 50 e R$ 900

Para quem é fã de festivais e, principalmente, da música sertaneja, poderá aproveitar a 1ª edição da Expoagro de Planaltina/DF que acontecerá nos dias 17 e 18 de maio, no Parque de Exposições da região, com diversas atrações nacionais. Os ingressos custam entre R$ 50 a R$ 900. 

Entre os artistas mais esperados estão: Israel e Rodolffo, Diego e Victor Hugo e Cuiabano Lima. E para quem curte o Hip Hop, também poderá comparecer ao evento para assistir o show de Hungria e Dj André Cavallher, entre outras atrações da região.

O evento

O evento conta com uma grande estrutura, onde comporta áreas especificas de camarote elevado, área vip frente palco, área mesa elevada que será open bar e contará com serviços de garçons, recepcionistas e pista de dança, espaços diferenciados, fácil acesso para cadeirantes, praça de alimentação, posto médico, estacionamento gratuito, estandes de exposição, exposição de animais e entradas específicas, permitindo que o público aproveite a festa com muito conforto e diversão.

Segundo o produtor responsável pela grande festa, Rafael Bugas, a intenção é começar o ano de 2019 superando expectativas, realizando a primeira Expoagro de Planaltina. “Após o show do Gusttavo Lima, ninguém acreditava na proporção, e hoje é uma satisfação poder organizar mais um evento de grande porte”, explica o produtor. 

Os ingressos podem ser adquiridos através do aplicativo Furando A Fila. Para mais informações basta entra no site oficial: www.expoagroplanaltina.com.br.

Serviço

Data: 17 e 18 de maio

Hora: 21h

Local: Parque de Exposições-Planaltina DF

Ingressos: 

Área vip Frente Palco : R$50,00

Passaporte : R$80,00

Camarote Elevado: R$70,00

Passaporte : R$130,00

Mesa Elevada “Open Bar“ R$500,00

Passaporte : R$900,00

Obs: Mesa para 04 pessoas 

Open bar a noite toda (cerveja, água refrigerante e suco) serviço de garçom 

Para economizar mais ainda compre seu passaporte para os 2 dias de festa 

Informações: (61) 985837829

Site: www.expoagroplanaltina.com.br

Secretaria de Saúde ampara vítimas de incêndio no Recanto das Emas

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Médico, enfermeiros e técnicos de enfermagem prestam assistência aos desabrigados pelo incêndio de domingo (12). A equipe avalia a situação de saúde de cerca de 40 pessoas, que estão em um abrigo na Administração Regional

Uma equipe de profissionais de Estratégia Saúde da Família, formada por médico, enfermeiros e técnicos de enfermagem está, nesta segunda-feira (13), na Administração Regional do Recanto das Emas para prestar toda a assistência necessária aos desabrigados pelo incêndio desse domingo (12). A equipe faz atendimentos para avaliar a situação de saúde de cerca de 40 pessoas que se encontram no local, além de expedir as receitas médicas necessárias e fazer a distribuição de medicamentos.

As demais famílias atingidas e que estão em casas de amigos e de parentes também podem receber auxílio no abrigo temporário, organizado na própria sede da administração da cidade, entre as quadras 206/300.

Ainda no domingo, a superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Lucilene Florêncio, foi ao local acompanhada do governador Ibaneis Rocha. A superintendente afirmou que a Secretaria fará o que for possível para minimizar os danos à saúde da comunidade afetada.

Assistência
“Essa parcela da população vive em uma situação extremamente vulnerável. É nosso papel, enquanto agentes do Sistema Único de Saúde, levar saúde e um pouco de conforto e humanidade a essas pessoas o mais rápido possível”, disse Lucilene.

O trabalho iniciou pela triagem, identificando crianças, adultos, diabéticos, hipertensos. Em seguida, começou o atendimento para verificar a situação de saúde de cada um. “Como Região de Saúde, estaremos presentes na vida dessas famílias, de maneira efetiva. A equipe da saúde ficará toda a semana no abrigo”, informou o gerente de Planejamento, Monitoramento e Avaliação da Região de Saúde Sudoeste, Paulo Ricardo dos Ramos Cardoso.

Também serão feitas a atualização do cadastro, por parte dos Agentes Comunitários de Saúde, atualização do Bolsa Família, pesagem das crianças, atualização do cartão de vacinas, entrega de medicação, atualização de receitas médicas, inclusive psicotrópicos, e outras ações que deverão ser desenvolvidas conforme a necessidade.

*Com informações da Secretaria de Saúde

Ibaneis Rocha participa das comemorações do aniversário da PM

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Durante evento, governador foi homenageado e falou sobre a proposta de restruturação da corporação

Por Lúcio Flávio

O governador Ibaneis Rocha celebrou os 210 anos da Polícia Militar do Distrito Federal com solenidade realizada na manhã de hoje (13), no Palácio do Buriti, da qual também participaram o vice-governador, Paco Britto; o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres; e da comandante-geral da PM, Sheyla Soares Sampaio, e demais autoridades. Durante o evento, o chefe do Executivo recebeu o projeto de restruturação administrativo da corporação, que, por meio de decreto, dará  maior autonomia aos comandantes dos batalhões militares, aproximando-os de maneira mais direta e eficiente da sociedade.

“Sou de uma época aqui em Brasília em que a vida dos batalhões ficava junto à comunidade, trazendo sensação muito maior de segurança”, lembrou o governador. “A intenção é devolver aos batalhões a força que eles tiveram no passado no DF e sua influência dentro de cada cidade,  integrando-os à sociedade, às famílias. O projeto está agora nas mãos do secretário de Segurança e será analisado da forma mais breve possível.” A comandante-geral da PM, por sua vez, destacou: “A missão da Polícia Militar é contribuir para o aprimoramento da sociedade. Nosso cotidiano é marcado pelo esforço de assegurar o direito universal da paz, e esse é o sonho de toda a sociedade”.

A intenção é devolver aos batalhões a força que eles tiveram no passado no DF e sua influência dentro de cada cidade, integrando-os à sociedade, às famíliasIbaneis Rocha, governador do DF

O governador também aproveitou as comemorações para fazer a entrega simbólica, à PMDF, de 125 fuzis modelo Imbel IA2, calibre 5.56, e de oito ônibus para transportes de policiais militares. A previsão é de que, no futuro, mais 14 veículos do gênero sejam repassados à entidade.

“Vamos trabalhar ainda muito para melhorar o aparelhamento e a qualidade de nossos profissionais da área de segurança”, disse Ibaneis. “O secretário de Segurança sabe de nossa determinação no sentido do combate ao crime na cidade e no compromisso com a redução dos índices da criminalidade em todas as áreas. Vamos cobrar isso de forma constante, mas vamos cobrar dando condições de trabalho. Temos autorização para punir com severidade aqueles que praticam crimes contra a vida e contra o patrimônio”.

Condecoração

Um dos temas abordados pelo governador Ibaneis Rocha durante o evento foi a questão da violência doméstica, que receberá atenção especial em sua gestão. A meta é intensificar as campanhas publicitárias contra o feminicídio, por meio de uma parceria entre a Secretaria de Comunicação e entidades de segurança. “Temos que devolver a segurança e tranquilidade às mulheres do DF”, comentou o governador, condecorado, durante a solenidade, com a Medalha da Ordem do Mérito Alferes Joaquim José da Silva Xavier, a mais alta honraria concedida pela instituição.

Além de autoridades e de cerca de 200 policiais militares, participaram das comemorações dos 210 anos da PMDF estudantes de três colégios militares da cidade: Brasília, Dom Pedro II e Tiradentes. Alunas vencedoras do prêmio de melhor redação do Colégio Militar Brasília, que teve como tema o aniversário da instituição, receberam troféus das mãos do governador.

Aluno do segundo ano do Colégio Militar Tiradentes, Athur Lopes Silva não vê a hora de tirar a farda do colégio e ir para as ruas como PM. “É um sonho que vem de família, já que meu pai é policial militar”, disse. “É um ambiente que me agrada muito, gosto desse ambiente militarizado, tanto pela disciplina, quanto pela organização. A PM é muito mais do que segurança: hoje agrega um leque de outros serviços, envolvendo assuntos como educação e saúde.”

História

A história da Polícia Militar do Distrito Federal tem início no século 19, com a chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro, então capital do país. Com a mudança da nova capital da república para o Planalto Central, a corporação é transferida para a região, sendo definitivamente instalada em Brasília no ano de 1966.

1966Ano em que a PMDF foi instalada em Brasília. A corporação começou a funcionar no Brasil na época da chegada da corte portuguesa, quando a capital federal ainda era o Rio de Janeiro

Desde sua criação, a guarda policial se dedica à preservação da ordem pública na capital federal, atuando no Plano Piloto e em todas as regiões administrativas, atuando dia e noite para o bem-estar da sociedade. Atualmente, cerca de 8.500 mil policiais militares estão na ativa no DF.

(Com informações da Agência Brasília)

No Dia Nacional da Comida Orgânica saiba onde degustar iguarias saudáveis em Brasília

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No Bhumi Cozinha Orgânica e Saudável (113 sul), o brasiliense tem opções orgânicas que vão desde o café da manhã até jantar

A busca por uma alimentação saudável, balanceada e rica em nutrientes já virou hábito na vida de muitos brasilienses. Afinal, quem não deseja, por meio da alimentação, garantir uma boa qualidade de vida? Para isso, no mês em que é comemorado o Dia Nacional da Comida Orgânica (25/05), o Bhumi Cozinha Orgânica e Saudável (113 sul), é uma ótima opção: conta com um cardápio recheado de delícias saudáveis.

A casa que é referência na capital federal em comidas orgânicas e saudáveis, traz em sua culinária de alto valor nutritivo, refeições que incluem pratos veganos, gluten-free, onívoros e low carb. Dentre as opções de entrada para abrir o apetite, estão os Triângulos de Mini Pizza, feitos sem glúten ao molho pesto de rúcula e queijo de castanhas (R$14,90). Ou a couve-flor inteira que é assada com especiarias da casa(R$24,90).

Para as refeições principais, a boa pedida pode ser à la carte, como o Strogonoff de Carne Orgânica, que leva em sua preparação carne vermelha orgânica em tirinhas, molho fresco de tomates, iogurte natural, arroz integral orgânico e batata salteada (R$49,90). Também tem Gnocchi de Abobora Vegano e Orgânico feito com composto de abobora japonesa e talinhos de brócolis regado com suculento molho rústico de tomates frescos e coberto com folhas de manjericão (R$29,50). A casa oferece ainda o tradicional buffet servido por quilo (R$ 64,90 kg).
Além disso, o restaurante traz uma variedade de sucos exóticos e refrescantes, como o feito com maracujá, banana e maçã (R$12,90) e o suco de limão, gengibre e mel (R$10,90).

Para adoçar o paladar de quem não dispensa uma boa sobremesa, uma das iguarias que a casa oferece é o Milk Shake que leva banana, leite de amêndoas, coco, 1 dose de proteína vegetal sabor baunilha, cacau nibs e pasta de amêndoas (R$19,90). Tem tamb&e acute;m o Avolone, que é uma combinação de abacate, banana, cacau, proteína vegana sabor chocolate e melado (R$19,90). Além disso, os sorvetes também estão entre as opções de sobremesas saudáveis, já que levam em sua base de preparação a banana congelada, que dá a textura, doçura e podem ser degustados no Monster Vegan Sundae, que leva 3 bolas de sorvete orgânico feito na casa, calda de chocolate, farofa de castanha e pedaços de biscoito crocante (R$ 15,90).

Serviço:
Bhumi Cozinha Orgânica e Saudável
Endereço: CLS 113 Bloco D Lojas 33 e 34 – Asa Sul
Telefone: (61) 3345-0046
Horário de funcionamento: segunda-feira a sábado das 8h às 22h e domingo das 8h às 16h.

5 dicas para conquistar a sonhada longevidade

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Por Robert Goldman

Agir de forma preventiva para tratar a saúde é o resultado de anos de estudos do Dr. Robert Goldman (EUA).  O ex-atleta, cofundador e presidente do Conselho de Administração de Academia Americana de Antienvelhecimento é conhecido por se dedicar, há mais de três décadas, pela detecção precoce de doenças, a regeneração de células e a mudança no estilo de vida. Tudo isso combinado, resulta em maior longevidade com uma saúde plena tanto física quanto mental.

Goldman estará no Brasil entre os dias 31 de maio e 1 de junho para participar do evento World Pro Health Conference (WPHC), evento de padrão internacional sobre inovações em medicina integrativa e de precisão, biotecnologia e genoma. Na ocasião, falará sobre suas experiências e novos tratamentos para prolongar a vida humana. Para aquecer a discussão, ele adiantou cinco dicas de como podemos frear o envelhecimento ou ainda envelhecer de forma mais saudável.

  1. Hidratação e dieta saudável

Segundo Dr. Goldman, é preciso ingerir muita água para manter o corpo saudável. Ela desempenha funções essenciais na vida como: transporte e absorção de nutrientes pelas células; para os processos fisiológicos de digestão, absorção e excreção; regula a temperatura corporal; desempenha papel importante no sistema circulatório já que seu consumo adequado diminui a pressão sanguínea e reduz o risco de ataque cardíaco, além da desintoxicação do corpo. Segundo ele também é fundamental para evitar fadiga precoce durante a realização de atividade física e os músculos são energizados com mais eficiência.

A alimentação é um dos principais fatores para manter a máquina funcionando bem. Evitar gorduras, “fast foods”, reduzir a ingestão de carne vermelha e aumentar a de peixes. Importante também ficar atento ao modo de preparo do alimento. “Quanto mais natural, mais saudável para o corpo”, explica Dr. Goldman.

  1. Atividade física

A atividade física deve ser dividida em dois tipos fundamentais para manter o corpo jovem por mais tempo. O primeiro é o exercício aeróbico. “É preciso treinar o coração. Mantenha-o batendo pelo menos três vezes por semana. Isso melhora o nível cardiorrespiratório, faz com que queime calorias e aumente o ponto de ajuste do funcionamento do corpo, aumentando o termostato interno.”, explica.

Além disso, ele sugere a musculação ou treino de resistência com pesos. “Isso ajuda a manter a massa muscular média e a massa óssea, tornando a pessoa mais forte, fundamental à medida que elas envelhecem.”

  1. Evitar ou reduzir ao máximo o estresse

O especialista explica que o estresse é um verdadeiro assassino. “O trabalho duro nunca matou ninguém, mas o estresse sim. Na verdade, a questão é como as pessoas lidam com ele. Ninguém está imune a uma situação mais difícil para ser resolvida. As pessoas precisam dar um passo atrás quando estão em uma situação realmente estressante e começar a se questionar como pode tornar sua vida mais feliz.” A forma de encarar a vida é de extrema importância para envelhecer bem. “Aproveite os momentos de romance, com a família e amigos para reduzir o estresse e aumentará suas experiências de vida.”, afirma Dr. Goldman.

  1. Colocar o cérebro para treinar também

Você sabia que o cérebro é como um músculo que você usa ou perde? Sendo assim, o Dr. Goldman recomenda o treinamento dele como se fosse um músculo. “Antes, pensávamos que ele era muito parecido com um hardware de um computador. No entanto, ele é muito plástico, móvel e, por isso, quanto mais for usado, mais forte ele fica e, consequentemente, a pessoa também.”

  1. Suplementação nutricional

O especialista defende que devemos combinar a dieta nutricional com atividade física, estilo de vida, controle do estresse e, finalmente, incluir a suplementação nutricional. “Sou um grande fã de suplementos nutricionais, porque é muito eficiente para complementar o que a pessoa consegue por meio somente da alimentação. Podemos suplementar desde a vitamina C, uma vez que a ingestão de frutas não será suficiente para a recomendação diária da mesma até mesmo de proteína, no qual é possível constituir músculos adicionais. Assim é possível aumentar a resistência imunológica e mudar o jeito em que está vivendo, prologando sua vida de forma saudável e sustentável”, finaliza  Goldman.

Robert Goldman é ex-atleta, recordista mundial por mais de 20 vezes e listado no Guinness Book. Cofundador e presidente do Conselho de Administração da Academia Americana Antienvelhecimento, se dedica, há mais de 30 anos a obter uma detecção precoce de doenças e aumentar eficácia no tratamento, regeneração e mudança de estilos de vida.

Serviço

World Pro Health Conference (WPHC)

Programação: https://www.wphc.com.br/

Datas: 31 de maio e 1º de junho de 2019

Local: World Trade Center – Av. das Nações Unidas, 12551, 17º andar, Brooklin Novo, São Paulo (SP)

Modelo de financiamento eleitoral no Brasil é ineficaz, aponta estudo da FGV e da Fundação BRAVA

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Luís Roberto Barroso, ministro do STF, e Letícia Piccolotto, presidente executiva da Fundação Brava, destacaram os impactos da tecnologia no pleito de 2018 e a importância de uma reforma política que aumente a representatividade e barateie as eleições

Muito se discute acerca do modelo ideal de financiamento de campanhas no Brasil. Fato é que o funcionamento do nosso sistema político ainda deixa a desejar. Para avançar na compreensão desse contexto, as Fundações Getúlio Vargas (FGV) e Brava lançam nesta segunda-feira (13), em São Paulo, o estudo “Os Custos da Campanha Eleitoral no Brasil: Uma análise baseada em evidência”.

Com o objetivo de contribuir para o debate público e fortalecer a democracia, a pesquisa é baseada em três pilares: a influência do dinheiro nos resultados eleitorais; o percentual dos recursos de campanha que não foram declarados à Justiça Eleitoral; e como a legislação brasileira sobre financiamento se comparara com a adotada em outros países.

O estudo traz como análise as candidaturas presidenciais e para deputado federal, uma vez que a eleição desses representantes tem sido o objeto da maioria das propostas de reforma política. Ao mesmo tempo, detalha os métodos de persuasão da era digital e o protagonismo da tecnologia na redução dos gastos eleitorais.

De 1994 a 2014, as eleições se tornaram cada vez mais caras e, ao mesmo tempo, o financiamento eleitoral foi se concentrando principalmente em poucas empresas ou grupos empresariais, responsáveis por doações milionárias e com interesse direto em licitações, regulações ou benefícios fiscais concedidos pelo Estado. Por outro lado, o financiamento predominantemente público pode levar à formação de partidos “estatais”, onde a garantia dos recursos reduziria o interesse em buscar o apoio financeiro dos eleitores para a campanha eleitoral.

A pesquisa mostra que a tecnologia teve papel fundamental na redução do gasto dos candidatos. De acordo com o levantamento, as despesas dos eleitos em 2014 com publicidade e operações foram de aproximadamente R$ 600 e R$ 300 milhões. Em 2018, os valores caíram consideravelmente, chegando a R$ 450 e R$ 180 milhões, respectivamente, uma redução total de mais de R$ 250 milhões.

De acordo com Letícia Piccolotto, presidente executiva da Fundação Brava, um avanço já consolidado entre a opinião pública é o benefício que a tecnologia trouxe, tanto para a transparência no uso dos recursos como na redução dos custos das campanhas. “Ferramentas como o crowndfounding permitiram em 2018 que a sociedade se sentisse participativa do mandato. O debate fundamental que temos que fazer daqui para frente é como a tecnologia pode continuar impactando de forma democrática o processo eleitoral brasileiro”, afirma.

Para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, o Brasil precisa de uma reforma eleitoral que permita aproximar os cidadãos da política. “O sistema funcional mal e temos que repensá-lo. O mais importante neste momento é fortalecer a democracia incentivando a participação das pessoas físicas no processo eleitoral”, falou. Segundo ele, o próximo sistema eleitoral deve ser baseado em três pilares: “aumentar a representatividade do parlamento; baratear o custo das eleições; e facilitar a governabilidade”, concluiu Barroso.

Depois de passar pela primeira eleição geral financiada exclusivamente com recursos públicos e de pessoas físicas, o Brasil estuda novas alterações nas regras do pleito. Uma alternativa apontada pelo levantamento são os chamados “matching funds”. Nessa estrutura, o poder público complementa as pequenas doações recebidas de pessoas físicas. Na Alemanha, por exemplo, o Estado paga € 0,38 para cada € 1 recebido de cidadãos que doarem até € 3.300. Mecanismo semelhante também acontece nos Estados Unidos, ou seja, os partidos políticos são incentivados a mobilizarem pessoas para que façam pequenas doações.

George Avelino, pesquisador da FGV e responsável pelo estudo, analisou o sistema de financiamento e fez uma previsão da próxima reforma eleitoral. “Em resumo, houve queda na concentração de recursos, mas o cenário ainda não é o ideal. A gente conseguiu melhorar razoavelmente a competitividade, mas não podemos implementar um novo modelo mais justo e democrático”, concluiu Avelino.

Acesse aqui a íntegra do estudo “Os Custos da Campanha Eleitoral no Brasil: Uma análise baseada em evidência”.

 

Sobre a Fundação BRAVA

A Fundação Brava é uma organização sem fins lucrativos que desenvolve e apoia iniciativas de impacto para contribuir com o desenvolvimento do Brasil. Fundada em 2000, já apoiamos mais de 50 projetos e instituições visando o bem público. Ao longo dos últimos anos, a organização apoiou mais de 30 projetos em administrações municipais e estaduais brasileiras – trazendo melhorias para áreas como educação, segurança, gestão e equilíbrio fiscal.

A Brava é apoiadora do BrazilLAB, hub que acelera ideias e conecta empreendedores com o poder público. O objetivo do BrazilLAB é estimular, no Brasil, uma cultura voltada para a inovação nesse setor – e fazemos isso apoiando empreendedores engajados em buscar soluções para os desafios mais complexos vividos pela sociedade atual.

Os impactos da crise na Venezuela

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A Venezuela é um país cheio de belezas naturais e com uma cultura extremamente rica, mas tudo isso está sendo destruído devido à crise política e econômica que o país vem sofrendo nos últimos anos. A crise começou ainda durante o governo de Hugo Chávez e só piorou com o governo de Nicolás Maduro.

A crise é marcada por uma hiperinflação, fome, doenças, aumento das taxas de criminalidade e de morte e uma grande emigração da população venezuelana, principalmente para a Colômbia, país vizinho e também para o norte do Brasil. Estima-se que a crise já dura mais de 8 anos e não há previsão de quando ela poderá acabar.

Em números, mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o país desde 2014 em busca de emprego para poderem comprarem alimentos e medicamentos, o que é mais de 10% da população. E os que estão na venezuela estão em sua grande maioria, em mais de 80%, vivendo na linha da pobreza, ou seja sem recursos básicos. Estima-se que a taxa de inflação na Venezuela chegou aos 10 milhões% agora em 2019.

Grande parte da economia venezuelana, se não mesmo sua totalidade, vem do petróleo, e com a queda do preço dele em 2015, e também com a queda da produção dele dentro da própria Venezuela por falta de manutenção e investimentos, a crise se intensificou em níveis nunca visto antes. Um ponto importante é que a Venezuela é o país com a maior reserva de petróleo do mundo, superando até mesmo a Arábia Saudita.

Essa falta de cuidado com a principal fonte de riqueza do país é resultado de um governo extremante corrupto e totalitário. Como resultado veio o desemprego, o racionamento de comida e de remédios e também a violação dos direitos humanos, com mortes aleatórias de quem é contra o governo.

Recentemente, para trazer um pouco de esperança ao país, surgiu o nome de Juan Gauidó, deputado venezuelano da Assembleia Nacional, o qual no começo de 2019 tinha se autoproclamado como presidente interino da Venezuela com o apoio de Trump, presidente dos Estados Unidos e de Bolsonaro, presidente do Brasil. Mesmo com este ato, Maduro segue no poder e continua tomando ações totalitárias aos seus oponentes.

Entre os últimos contornos da atual crise na Venezuela estão: os Estados Unidos também está fazendo sanções econômicas, as quais poderão interromper a exportação de petróleo ao país, ou seja quebrando ainda mais a economia venezuelana. Enquanto o Brasil continua recebendo venezuelanos, após a reabertura da fronteira entre os países que estava fechada devido a decisão de Maduro em fevereiro de 2019.

Acredita-se que somente uma ruptura dentro da estrutura militar venezuelana pode colocar fim a crise. E que o Maduro tem apoio da Rússia, por exemplo. Para Trump é preciso ser mais impositivo e usar da força física, já para o Bolsonaro, é preciso usar mais de diplomacia e fazer com que através de negociações com aliados internos, Maduro perca o seu apoio e caia. Infelizmente, a crise na Venezuela não tem previsão de finalização ou pelo menos melhora.

 

 

 

Magistério é o curso mais procurado pelo segmento pobre da população

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Os dados estão na publicação Professores do Brasil

Por Elaine Patricia Cruz

O aumento da demanda por docentes com curso superior impulsionou os candidatos a professores no país a buscarem essa capacitação em cursos mais rápidos ou em programas de formação de docentes simplificados. Eles têm procurado também o ensino a distância, sem forte regulação e monitoramento. Os dados estão na publicação Professores do Brasil, que foi lançada esta semana, em São Paulo, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil e a Fundação Carlos Chagas (FCC).
O livro Professores do Brasil, que trata dos desafios na formação de docentes no país, é o terceiro de uma série que fornece amplo panorama da docência: formação, trabalho e profissionalização. Ele foi produzido a partir do projeto Cenários da formação do professor no Brasil e seus desafios. A publicação é resultado de estudos feitos pelas pesquisadoras Bernardete A. Gatti, Elba Siqueira de Sá Barretto e Patrícia Albieri de Almeida, da Fundação Carlos Chagas; e Marli Eliza Dalmazo Afonso de André, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC).

O material mostra ainda o perfil do estudante de licenciatura no país, ressaltando pontos importantes. Por exemplo, os estudantes da docência têm renda mais baixa que os de outras licenciaturas: cerca de 61,2% dos estudantes, de 2014, tinham renda de até três salários mínimos. E, desse total, um em cada quatro estudantes tem renda salarial de até 1,5 salário mínimo.

“Do início deste século para agora, eles [estudantes de licenciatura] se tornaram mais pobres, provenientes de família com menos instrução”, disse Elba Siqueira de Sá Barretto, professora da Universidade de São Paulo e pesquisadora e consultora da Fundação Carlos Chagas, em entrevista à Agência Brasil. “Entre os estudantes de licenciatura, em torno de 42% têm pais que fizeram apenas o primário incompleto. Só 9% desses estudantes têm pais com nível superior”, acrescentou. “Essa é uma tendência. Cada vez mais o magistério no Brasil está sendo procurado pelos segmentos mais empobrecidos. E essa tendência ficou mais clara, mais acentuada”, disse.

Outro aspecto indicado na pesquisa, é o número de mulheres, que conclui as licenciaturas, ser maior que o de homens e negros a maioria entre os estudantes. [A presença de negros na licenciatura passou de 35,9% em 2005, para 51,3% em 2014]. “De 14 cursos de licenciatura [segundo dados do Enade], em 11 deles havia 50% ou mais de alunos negros ou pardos. E todos os cursos de licenciatura também têm índios representados, embora em pequenas proporções”, informa Elba.

“Eles [estudantes de licenciatura] já eram alunos mais pobres. Esse não é um fenômeno brasileiro, acontece em vários países da América Latina, desde os anos 2000. Muitos dos alunos de licenciatura são os primeiros a chegar ao Ensino Médio e ao Ensino Superior”.

De acordo com a pesquisadora, a licenciatura é também um curso predominantemente feminino. “Mas percebemos recentemente que as matrículas dos homens está aumentando”, disse, acrescentando ainda que, a maior parte desses estudantes de licenciatura não só estudam: “Eles estudam e trabalham e ainda mantém a família”. Para Elba, isso significa o quanto é necessário trabalhar para poder estudar.

O estudo constatou também um envelhecimento no perfil dos licenciandos: a presença de jovens entre 18 e 24 anos que fazem licenciatura passou de 34,7% em 2005 para 21% em 2014.

Esses fenômenos decorrem, segundo a pesquisadora, entre outras razões, por causa do estabelecimento da Lei de Cotas. “Houve também financiamento desses cursos privados e a abertura de muitas vagas nas instituições públicas para que eles pudessem fazer o Ensino Superior”, acrescentou.

Exigência de curso superior

Desde a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases (LDO 9.394), em 1996, passou a ser exigido no país que todo docente tenha certificação superior. No entanto, em 2016, ainda havia 34% de professores da educação infantil e 20% do ensino fundamental sem a titulação. Nos anos finais, a proporção de não graduados somou 23%. No Ensino Médio, a proporção de docentes não titulados equivalia a 7%.

Matrículas

Ainda segundo o livro, as matrículas para a licenciatura passaram de 659 mil alunos, em 2001, para 1,5 milhão em 2016. O número exato de alunos matriculados, em 2016, em cursos de licenciatura no país somava 1.524.329, sendo que 579.581 estavam em escolas públicas e 944.748 (62% do total) nas privadas. Desse total, 882.749 faziam licenciatura em cursos de ensino presencial e, o restante, 641.580, por meio de cursos a distância.

“Esse foi um período [após o ano 2000] em que os países da América do Sul e da América Latina tiveram algumas condições muito favoráveis para o seu desenvolvimento. Uma crise nos países do Norte favoreceu muito os nossos países que são exportadores de commodities. Então, o PIB cresceu, houve um desenvolvimento econômico grande”, disse Elba. “As licenciaturas foram uma das formações de nível superior que foram privilegiadas nesse período”, acrescentou.

Das 2.228.107 de vagas oferecidas em cursos de licenciatura no país em 2016, 1.990.953 (ou 89,4% do total) eram disponibilizadas pelo setor privado. O total de vagas ociosas atingiu 1.632.212 e cerca de 94,3% se referiam ao setor privado. O total de ingressantes somou 595.895 em 2016, sendo que 75,8% ingressaram em cursos fornecidos pelo setor privado, de acordo com o levantamento.

“Quase 2 milhões das vagas estão no setor privado, sendo apenas 10,6% oferecidas pelo setor público. Em contrapartida, são as reduzidas vagas do setor público disputadas por mais de 1,6 milhão de estudantes, ou seja, pela maior parte dos candidatos que postulam a entrada em curso superior (58,2%), atraídos, sobretudo, pela melhor qualidade que costuma ser socialmente imputada a esses cursos, pela sua gratuidade, ou por ambas as razões”, diz ainda a publicação.

Evasão

O estudo constatou ainda que é grande a quantidade de vagas oferecidas no ensino superior para licenciatura (2,2 milhões de vagas), mas limitado o número de ingressantes (595 mil em 2016). Deste total de vagas, 1,9 milhão se refere a vagas no ensino privado. A explicação para esse fenômeno é o fato de os alunos buscarem o ensino superior privado por causa do aumento de subsídios públicos para o setor, pelas baixas mensalidades, pela modalidade de ensino a distância, pela maior oferta de cursos no período noturno e pela menor concorrência em relação às vagas disponíveis.

Cerca de 39% das vagas nas instituições públicas não foram ocupadas. No setor privado, as vagas ociosas ultrapassaram 1,5 milhão em 2016. Segundo a pesquisa, isso decorre, no caso do setor público, do apoio escasso aos alunos que dela necessitam e também da dificuldade em modificar a estrutura e o modo de funcionamento dos cursos. Do total de alunos que ingressou nas licenciaturas em 2013, metade deles concluem o curso.

“O ideal seria oferecer menos vagas, mas garantir condições de apoio para os alunos que passam por um vestibular difícil permanecer nos cursos superiores até a formatura”, explicou a pesquisadora. Esse apoio, segundo Elba, não se resume a oferecer condições financeiras ou suporte financeiro melhor, mas compreende também a elaboração de um currículo mais adequado e acompanhamento mais sistemático.

Para a pesquisadora, entre as conclusões possíveis sobre os vários retratos que foram apresentados na publicação é a necessidade de repensar alguns gastos que são feitos no Ensino Superior e também a qualidade do que está sendo oferecido. “Também precisamos rever as metas de crescimento do Ensino Superior. Não tem aluno suficiente sendo formado no Ensino Médio. O Ensino Médio está muito ainda precarizado”, disse.