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Carrapa do Cavaquinho fará shows no SESC Ceilândia e SESC Gama em agosto

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Além de choro, show explora ritmos variados, como samba, maracatu e frevo.  Projeto tem entrada gratuita e contribui para a valorização e a promoção do cenário cultural do DF

O SESC Ceilândia e SESC Gama receberão, nos dias 9, 10, 16 e 17 de agosto, às 20h, as últimas apresentações dessa temporada do show “Café Centro-Oeste”, de Carrapa do Cavaquinho e banda, um projeto com repertório baseado no CD de mesmo nome, lançado em 2014. As apresentações serão gratuitas e contarão com seis músicos integrantes, reunindo cavaquinho, violão, violão de sete cordas, viola caipira, violoncelo, trombone, flauta, percussão, bateria e contrabaixo.

Carrapa do Cavaquinho mora no DF desde a adolescência e desenvolve seu trabalho em torno do cavaquinho, da viola caipira, trombone, e explora ritmos como o samba, o maracatu e o frevo, tendo o choro como base. O show é um trabalho autoral com uma instigante mistura de linguagens, harmonizando o moderno e o tradicional, o urbano e o rural, o clássico e o popular.

A apresentação recebeu recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e já foi realizada em outros quatro momentos: em julho deste ano e outubro do ano passado no Clube do Choro, e em maio e junho, no SESC Taguatinga Norte. O projeto contribui para a valorização e a promoção do cenário cultural do DF, com o qual a trajetória de Carrapa está intimamente ligada. “Meu repertório transita em dimensões afetivas, com um tom de pertencimento ao lugar que habito”, afirma o músico.

O artista é licenciado em Música pela Universidade de Brasília onde também concluiu seu Mestrado em música com o tema “Tradição e Inovação no Cavaquinho Brasileiro”. É professor do instrumento na Escola de Música de Brasília e tem larga experiência com a música no Brasil e exterior. Os shows de Carrapa oferecem à plateia uma experiência única, calcada em sua pesquisa sobre as possibilidades da música. O artista possui uma longa carreira musical, iniciada há mais de 40 anos.

Carrapa também mostra em suas composições uma visão da fauna e da flora da região, outro elemento importante nas suas criações. Segundo ele, o cerrado é “uma paisagem sonora”. Assim, além da riqueza e originalidade musical, este projeto também leva ao público uma postura de amor e respeito pela natureza, contribuindo para incentivar uma visão mais positiva do público em relação ao ameaçado bioma do cerrado.

Serviço:

Show Café Centro-Oeste

Datas: 9 e 10 de agosto (sexta e sábado)

Horário: 20h

Local: SESC Ceilândia

Endereço: QNN 27 Área Especial S/N, Ceilândia Norte

Entrada gratuita

Classificação indicativa: livre

Datas: 16 e 17 de agosto (sexta e sábado)

Horário: 20h

Local: SESC Gama

Endereço: Setor Leste Industrial, Lotes 620 a 680, QI 1 – Gama

Entrada gratuita

Classificação indicativa: livre

 

Repertório:

  1. Choro candango
  2. Nós nas cordas
  3. Dobradinha brasileira
  4. Viola do cerrado
  5. Calliandra
  6. Melhor chorar que não ter nada a ver
  7. Na Glória
  8. INTERVALO
  9. Zé véi zói d’água
  10. Arrebentando as cordas atrás do Guará
  11. Sonoro imaginário
  12. Café centro-oeste
  13. Viola vadia
  14. Vulcão Massaya
  15. Frevo pi ( para piazzolla)
  16. Brasileirinho
  17. Ninando o cavaquinho

Distrito Federal vai ganhar mais 80 unidades de UTI

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As obras do Hmib foram entregues nesta quinta-feira (1º/8) | Foto: Renato Araújo/Agência Brasília
O governo vai também construir, em 2020, dois novos hospitais em Ceilândia

Ao entregar as obras do Hospital Materno Infantil (Hmib) na manhã desta quinta-feira (1), o governador Ibaneis Rocha anunciou que o GDF vai abrir mais 80 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no Distrito Federal, sendo 20 delas neonatais.

Ele também disse que o governo vai construir, em 2020, dois novos hospitais em Ceilândia: um com 380 leitos para diminuir a demanda do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e o outro materno infantil para descentralizar o atendimento do Hmib.

Segundo o governador, os hospitais de Planaltina e Sobradinho também serão ampliados. Em Ceilândia, a ideia é construir um hospital referência reproduzindo o modelo do Hospital de Santa Maria (HSM).

“Estamos adaptando, com algumas modernizações, a planta do HSM para ser mais rápido e ano que vem já começa a construção”, disse. “Na Ceilândia temos a maior população do DF, temos ali um bairro novo que é o Sol Nascente e o Pôr do Sol com uma população enorme. São 800 mil habitantes, e mais os que moram em Águas Lindas de Goiás que não tem um hospital regional e do Santo Antônio Descoberto onde o atendimento é muito ruim”, completa.

Ibaneis ressaltou que há anos não há reformas ou ampliação na capacidade de atendimento no HRC, que constantemente está superlotado. “Há muitos anos aquela população não tem o atendimento adequado Completamos todas as equipes da UPA de Ceilândia para aliviar o atendimento dentro do hospital, mas isso é um processo, feito pouco a pouco. Esperamos que a população sinta uma melhora, mas tenho certeza que não vai ser da noite para o dia”, disse.

Com a abertura de novas vagas de UTI, o governo pretende diminuir a contratação de leitos de terapia intensiva nos hospitais privados, o que, de acordo com Ibaneis, custa em torno de R$ 5 mil por dia. “Com a aquisição desses equipamentos, essa internação tem condições de custar entre R$ 1,8 mil e R$ 2 mil”, disse. “Assim, tirando esse pagamento dos privados e trazendo essas vagas para a rede pública, conseguimos dobrar a oferta. Temos condições de instalar, temos pessoal preparado e podemos melhorar o atendimento, não integralmente ainda”, completa. A Secretaria de Saúde vai abrir licitação para a locação de equipamentos e o governador espera que ela esteja concluída em 60 dias.

Método Canguru

Na manhã desta quinta-feira, Ibaneis Rocha também assinou ordem de serviço autorizando o início da prestação de serviços de manutenção predial em todas as unidades da rede pública de saúde, no valor de R$ 43 milhões. Ele autorizou, ainda, o início da reforma da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (Ucin) do Hmib, o que vai permitir a total implementação do Modelo Canguru, um projeto de atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso.

Uma área de 450 metros quadrados será totalmente remodelada: paredes, pisos, parte elétrica, hidráulica, banheiros, instalação de ar condicionado, rede de gás e adequação de toda a área física. A obra, que custará cerca de R$ 900 mil, será feita no antigo Centro Obstétrico, que está sem uso há cerca de 20 anos.

“A reforma é fundamental para que o Método Canguru, que já acontece aqui, esteja completamente adequado às normas do Ministério da Saúde, humanizando o ambiente e proporcionando um melhor cuidado com as mães e os bebês”, afirma o diretor do Hmib, Rodolfo Alves Paulo de Souza.

Com informações da Agência Brasília

GDF inaugura obras no Hospital Materno Infantil

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Divina Martins agradece as mudanças no hospital. Ela faz tratamento após ter o filho João Henrique. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília
Reforma foi custeada por convênio firmado em 2008 entre a Secretaria da Saúde e o Ministério da Saúde, mas só agora, com a nova gestão, os recursos foram liberados pela Caixa Econômica Federal

Divina Martins de Lima, 45 anos, sofre de hipertireoidismo há anos, mas a produção excessiva de hormônios nunca havia gerado empecilhos em sua rotina. Na primeira consulta pré-natal que fez no Hospital Materno Infantil (Hmib), porém, em abril de 2018, ela começou a se tratar por recomendações médicas. A doença na gravidez aumenta o risco de aborto espontâneo, pré-eclâmpsia e parto prematuro. O bebê nasceu saudável há nove meses e Divina segue em tratamento. Vai ao hospital uma vez por mês e, das últimas vezes, notou uma diferença na limpeza e estrutura do local. “Sempre fui muito bem atendida, mas o hospital não tinha a atual aparência. Agora está bem melhor”, elogia.

É que, depois de seis meses, as obras do Hmib foram inauguradas nesta quinta-feira (1º de agosto) pelo governador Ibaneis Rocha. O hospital não passava por uma reforma estruturante há mais de 20 anos, de acordo com Ibaneis. Mais de 2,7 mil metros quadrados do espaço foram reformados. A reforma faz parte do SOS DF Saúde e contou com investimento total de R$ 866.455,58. “Quando eu falava na campanha que saúde seria prioridade na nossa gestão não era só um jargão. Aos poucos vamos dar um jeito na saúde pública do DF”, disse o governador lembrando que em sete meses sua gestão já reformou seis unidades de pronto atendimento, contratou 3 mil profissionais e fez obras no Hospital de Santa Maria.

Governador Ibaneis Rocha conferiu reformas no Hmib e conversou com pacientes e servidores. Foto: Renato Alves/Agência Brasília

A obra foi custeada por um convênio firmado em 2008 entre a Secretaria da Saúde e o Ministério da Saúde, mas só agora, com os esforços da nova gestão, os recursos foram liberados pela Caixa Econômica Federal. “O processo para a obra já existia desde 2008, mas só com esse novo governo o dinheiro foi liberado”, explica Rodolfo Alves Paulo de Souza, diretor do Hmib. De acordo com ele, o prédio foi construído em 1966 e o piso nunca tinha sido trocado. “A reforma trouxe mais salubridade aos pacientes e profissionais que atuam no hospital. Os pacientes, certamente, estão encontrando instalações bem mais acolhedoras, mais humanizadas, e os servidores da unidade um ambiente de trabalho adequado”, afirma.

Novidades

As áreas de circulação da unidade receberam piso vinílico, ideal para ambientes hospitalares por sua limpeza ser prática (pode ser feita simplesmente com água e sabão), dispensando o uso de cera e evitando, assim, a proliferação de fungos e bactérias. As paredes dos corredores e o teto também foram pintados e todos os bate-maca (proteção de madeira nas paredes) foram trocados.

Mais de 110 milatendimentos são feitos no Hmib por mês

A reforma aconteceu nos corredores dos Ambulatórios A e B, na Unidade de Doenças Infecto-Parasitárias (Udip), nas Alas A e B da Pediatria, na Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Externa (Ucin EXT), na Radiologia, na Policlínica. E, também, na Emergência Pediátrica, na ala de Alto Risco da Maternidade, no corredor central, nos corredores de acesso e no alojamento conjunto, onde ficam as mães e os bebês.

As intervenções foram feitas em seis etapas para não prejudicar o atendimento aos pacientes. Nenhum leito foi fechado no hospital, que realiza mais de 110 mil atendimentos por mês. Todos os meses, o Hmib faz cerca de 85 mil exames laboratoriais, oito mil atendimentos na Emergência, mais de sete mil consultas ambulatoriais e 300 partos.

“Fizemos melhorias para atender os pacientes. Em dez anos, apenas pequenos reparos foram feitos pontualmente. Com essa revitalização, já percebemos uma diferença na comodidade dos usuários”, diz a diretora administrativa do hospital, Glaucia Silveira.

Atendimento

A enfermeira Fernanda Cristina de Freitas, 40, trabalha há sete anos no Hmib. Ela conta que o piso antigo tinha rachaduras, desníveis e até pequenos buracos, o que poderia causar acidentes de pacientes e de servidores. O revestimento também era mais escorregadio, algumas janelas estavam enferrujadas e paredes tinham cheiro de mofo. “Desde que entrei aqui essa é a primeira reforma que abrangeu praticamente todo o hospital. Antes um ou outro setor tinha sido reformado, mas o hospital precisava de um reparo mais amplo”, conta.

Para ela, a aparência interfere no atendimento e a conclusão da obra vai proporcionar um melhor bem-estar aos pacientes. “A reforma trouxe uma aparência muito melhor ao hospital, agora podemos proporcionar para o paciente e o servidor maior conforto e segurança”, diz. “Acho que o ambiente até ficou um pouco maior. Está mais limpo e organizado”, reforça.

As cores claras do piso e das paredes agradaram Fiama Silva, 27 anos. “Antes era bem feio, meio obscuro. Quando tudo é branco assim, fica parecendo até mais limpo”, diz a moradora de Ceilândia que vai ao hospital mensalmente acompanhar a filha de 10 anos que faz tratamento neurológico no local.

 

Com informações da Agência Brasília

Novos concursados tomam posse na Câmara Legislativa

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Foram nomeados quatro consultores técnico legislativos, seis consultores legislativos e um técnico legislativo

Onze novos servidores concursados tomaram posse na Câmara Legislativa do Distrito Federal, na terça-feira (30). A posse foi oficializada em uma cerimônia simbólica com as presenças do presidente da Câmara, deputado Rafael Prudente (MDB); do primeiro secretário, deputado Iolando (PSC), e familiares dos servidores.

Os novos servidores receberam um certificado de ingresso no Legislativo e os seus crachás funcionais. Foram nomeados quatro consultores técnico legislativos, seis consultores legislativos e um técnico legislativo. Ao todo, a Câmara já nomeou 19 novos servidores aprovados no último concurso público.

Rafael Prudente destacou o empenho da Mesa Diretora para garantir as nomeações, após mais de dez anos sem convocações. Segundo ele, a intenção é continuar o esforço para nova nomeações, respeitando os limites legais e financeiros. Para o presidente, os novos servidores vão ajudar a reciclar a Casa com novos ideias e entusiasmo.

O deputado Iolando desejou boas-vindas aos novos servidores e disse que a Câmara funciona como uma “grande família”. Também presente ao evento, o presidente do Sindicato dos Servidores da Câmara Legislativa e do Tribunal de Contas do DF, Jeizon Silvério, elogiou as nomeações e disse que os novos servidores serão muito bem recebidos pela Casa. Ele também disse que aguarda futuras nomeações dos demais aprovados no último concurso público.

TCDF lança canal de atendimento voltado aos órgãos jurisdicionados

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O Tribunal de Contas do Distrito Federal lançou uma ferramenta voltada aos servidores dos órgãos do Governo do DF que utilizam os sistemas informatizados do TCDF.

A partir de agora, todas as solicitações de suporte deverão ser encaminhadas ao Tribunal pelo e-Resolve. No canal de atendimento, será possível registrar e acompanhar as demandas por informações e manutenção, além de reclamações, dúvidas e pedidos de solução para eventuais falhas nos sistemas.

O e-resolve foi criado pela Secretaria de Tecnologia da Informação do TCDF e está disponível no Espaço do Jurisdicionado no site do Tribunal (www.tc.df.gov.br). Para acessá-lo, os servidores dos órgãos jurisdicionados só precisam utilizar o login e a senha já cadastrados para a utilização dos sistemas. Além de acompanhar a demanda pelo canal de atendimento, o usuário também receberá as notificações por e-mail.

Sobre os Sistemas do TCDF

SINDEC – O Sistema de Índices e Indicadores Econômicos e de Atualização de Valores permite atualizar valores monetários a partir de vários indicadores. Possibilita, ainda, a atualização monetária e o cálculo de juros de mora incidentes sobre os débitos fixados e multas aplicadas pelo TCDF.

SIRAC –  O Sistema de Registro de Admissões e Concessões permite a transmissão remota de dados relativos a admissões e concessões dos Órgãos Jurisdicionados para o TCDF. Dessa forma, é possível registrar os atos de admissão de pessoal para cargos efetivos e temporários e os atos relativos a concessões. Atualmente está dividido em dois módulos: Admissões e Concessões.

e-Contas –  Sistema desenvolvido pelo TCDF que permite o encaminhamento eletrônico de dados e documentos exigidos pelo TCDF nas Tomadas e Prestações de Contas Anuais (TCAs), de acordo com a Instrução Normativa nº 02/2016.

 

Construção de gasoduto é destaque do GDF para atrair investimentos internacionais

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Em encontro de lideranças em infraestrutura da América Latina, o governador defendeu resgate da credibilidade para atrair recursos para o DF

Por Hédio Ferreira Júnior

O projeto para a implantação do gasoduto do Brasil Central foi destaque do Governo do Distrito Federal (GDF) no primeiro dia do 17º Fórum de Lideranças da América Latina, no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, em Brasília. Ao participar da abertura do encontro, o governador Ibaneis Rocha ressaltou seu interesse em abrir a economia do DF para investidores estrangeiros a fim de fomentar a economia regional, atraindo novos empregos e gerando renda – bandeiras da sua gestão.

O governador lembrou que, com as reformas estruturantes deixadas em segundo plano pelos últimos governos do Brasil, faz-se necessário uma reavaliação para que o setor privado volte a ser chamado a investir na área de infraestrutura. “A única maneira de criar uma matriz de recursos no país é resgatar a nossa credibilidade.”

No evento, que contou com a presença do vice-governador Paco Britto e de secretários de estado – como o de Desenvolvimento Econômico, Ruy Coutinho, o de Relações Internacionais, Pedro Rodrigues, e a de Turismo, Vanessa Mendonça –, Ibaneis responsabilizou a falta de investimentos no encalhe de projetos que não prosperaram. A ferrovia Norte-Sul, que se arrasta sem conclusão há mais de 30 anos, a Transnordestina, paralisada sem recursos, além da falta de atenção às áreas de óleo e gás.

“Cito o caso do Centro-Oeste, com uma população qualificada e possibilidades inúmeras, mas que não tem um gasoduto que interligue Minas Gerais à região e aí não nos permite trazer grandes indústrias, grandes investimentos, tudo isso por conta de uma política que não pensa a longo prazo, no desenvolvimento das populações”, disse o governador.

O gasoduto Brasil Central – que vai transportar combustível por 905 quilômetros entre São Carlos (SP) a Brasília (DF), tem orçamento inicial de US$ 1 bilhão (o equivalente a R$ 3,5 bilhões) e mercado para as áreas industrial, comercial e de veículos.

O gás também poderá ser utilizado para a cogeração (processo de produção e utilização combinada de calor e eletricidade, proporcionando o aproveitamento de mais de 60% da energia térmica proveniente dos combustíveis utilizados nesse processo) de energia. O projeto prevê a passagem do gasoduto em pelo menos cinco grandes cidades, entre elas uma capital (Goiânia) e regiões de forte potencial econômico, como Ribeirão Preto e Uberaba – além da passagem em Itumbiara e Anápolis até chegar à capital do país.

“O gasoduto vai transformar a matriz energética da região por onde passará, vai possibilitar a implantação de novas industrias ao longo do trajeto e com a utilização de energia mais limpa e barata”, disse Ruy Coutinho. O gasoduto terá capacidade para transportar 5,7 milhões de metros cúbicos por dia.

O Fórum organizado pela empresa americana CG/LA segue até esta quinta-feira no Centro de Convenções do Brasil 21. No cardápio de opções apresentados pelo GDF para grandes investidores internacionais está a privatização da Companhia Energética de Brasília (CEB), da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), da iluminação pública da cidade e da implantação do VLT, entre outros.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico

 

Estados Unidos designam oficialmente Brasil como aliado extra-Otan

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O presidente Jair Bolsonaro encontrou-se em março deste ano com o presidente Donald J. Trump, dos Estados Unidos da América. – Alan Santos / PR
Brasil é o segundo país latino-americano a receber o título

Por Deutsche Welle 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, designou oficialmente o Brasil como aliado militar preferencial do país fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O status facilita a compra de tecnologia militar e armamentos dos EUA, entre outras vantagens.

Com o anúncio, feito na noite de ontem (31), o Brasil se torna o segundo país da América Latina, depois da Argentina, a receber o status especial, que permitirá aprofundar a cooperação militar bilateral. Além deles, outros 16 países já foram declarados aliados extra-Otan pelo governo americano.

Trump havia indicado que pretendia nomear o Brasil como aliado preferencial extra-Otan quando o presidente Jair Bolsonaro visitou a Casa Branca em março.

O processo para designação começou cerca de dois meses depois, em 8 de maio, quando Trump notificou o Congresso sobre a intenção através de carta, seguindo o procedimento legal, que determina que o Legislativo seja informado sobre a designação de um aliado militar estratégico fora da Otan pelo menos 30 dias antes do status entrar em vigor.

No documento, Trump afirmou que faria a designação “em sinal de reconhecimento pelos compromissos recentes do governo do Brasil de aumentar a cooperação no setor de defesa com os EUA, e consciente do nosso próprio interesse nacional em aprofundar nossa cooperação em defesa com o Brasil”. Após um mês sem manifestação do Legislativo, o status é considerado como aprovado, segundo a lei americana.

status dá ao Brasil o direito de tornar-se comprador preferencial de equipamentos e tecnologias militares dos Estados Unidos, além de participar de leilões organizados pelo Pentágono. A medida também abre caminho para a colaboração no desenvolvimento de soluções de defesa e o aumento dos intercâmbios militares e  a realização de manobras conjuntas entre as Forças Armadas dos dois países.

Quando recebeu Bolsonaro em março, Trump até chegou a cogitar negociar a entrada do Brasil na Otan, mas a hipótese foi negada posteriormente pela aliança militar.

Trump também declarou apoio à campanha do Brasil para aderir à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), um processo que pode levar anos, mas que Bolsonaro quer acelerar, com o respaldo formal americano.

A Otan tem 29 membros, nenhum deles na América Latina e nenhum no Atlântico Sul. As regras atuais da Otan limitam os convites para integrar a aliança a países europeus.

Entretanto, desde o ano passado a Colômbia é o único “parceiro global” da Otan na América Latina. Os “parceiros globais” podem contribuir com as operações e missões da aliança, com base em um programa individual.

Em abril deste ano, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, sugeriu que a aliança militar poderia considerar a possibilidade mais países latino-americanos, como o Brasil, se tornarem parceiros, mas não membros da Otan.

Controladoria julga e GDF demite 110 servidores em quatro meses

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No total, foram 142 processos administrativos disciplinares (PADs) avaliados no períodos. Os casos, parados há anos, envolvem assédio sexual de estudantes, abandono de cargos, atestados falsos e servidores empresários
A Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) julgou, em quatro meses, um passivo de 142 Processos Administrativos Disciplinares (PADs) que envolvia servidores públicos e estava parado de dois a quatro anos.

O governador Ibaneis Rocha, por meio do Decreto nº 39.701, publicado em 8 de março deste ano, determinou que os PADs que se encontravam na Consultoria Jurídica do Gabinete fossem encaminhados para julgamento pelo controlador-geral do DF, Aldemario Araújo Castro.

Os julgamentos geraram 110 demissões e destituições de cargos de servidores do DF que cometeram infrações graves. A maioria – cerca de 52 casos – é por abandono de cargo.

Também foram julgados casos de assédio sexual, apresentação de atestados falsos, improbidade administrativa, servidores empresários, acumulação indevida de cargos, e valimento do cargo para obter vantagem própria.

Legalidade e moralidade

O objetivo da CGDF não é apenas punir, mas mostrar que casos semelhantes podem ser evitados pelos servidores, que devem sempre seguir os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa. Os processos de abandono de cargo tratam em sua maior parte de servidoras que pediram licença para acompanhamento de cônjuge e nunca mais apareceram para reassumir o cargo ou dar alguma satisfação à administração pública.

Há também servidores que passam em concurso público em outro estado, entram de licença e não voltam mais – além daqueles que pedem licença tratar de assuntos particulares.

Após 30 dias sem dar explicações, o salário é suspenso e é aberto um PAD. Nos casos julgados, a grande maioria não estava sequer morando em Brasília e não foi localizada.

O controlador-geral destacou que foi fundamental contar com a ajuda dos consultores jurídicos do Gabinete do Governador, que apresentaram as análises dos casos para os julgamentos pela CGDF.

Aldemario Castro avaliou que é lamentável que a gestão passada tenha deixado um passivo considerável de processos disciplinares para julgamento, vários deles envolvendo situações gravíssimas.

Atestados falsos

Em casos de abandono de cargos, alguns servidores alegaram problemas psiquiátricos, como depressão, e afirmaram que não conseguiram sair de casa para entregar e homologar o atestado médico na administração.

Posteriormente, no entanto, quando o atestado foi apresentado, a Comissão de PAD constatou que o documento era falso, o que gerou a demissão desses servidores.

Outro caso envolveu servidora que precisava cuidar de um sobrinho, mas não conseguiu a liberação do chefe imediato e não tinha um abono para tirar. Ela apresentou atestado falso de um dia e recebeu suspensão de 10 dias, porque não tinha reincidência e nunca tinha respondido a nenhum processo. Todas essas questões são levadas em consideração ao analisar um caso.

Assédio sexual

Nos casos de assédio sexual, os processos envolveram professores que mantinham relação sexual com alunas de forma consensual, ou até mesmo não consensual.

Muitos deles também tramitam na justiça criminal e já tiveram sentenças condenatórias. As alunas tinham, na época, entre 13 e 15 anos, e os assédios ocorriam até mesmo dentro da própria sala de aula.

Em um dos casos que gerou demissão, um professor abusou sexualmente de uma aluna por um ano. Ela não era sua aluna, mas estudava na mesma escola que ele lecionava.

A mãe da menina, que era conhecida da mulher do professor, teve um problema com o uso de drogas e precisou se internar. Como não tinha com quem deixar a filha, pediu para o casal cuidar da menina, e que ela ficasse hospedada na casa deles.

Durante esse período, ele abusou da adolescente. Quando a mãe saiu da clínica, a menina contou tudo pra mãe que denunciou o professor. Ele foi condenado a 14 anos de reclusão e está preso.

Outro processo julgado que gerou demissão foi de uma aluna portadora de surdez de uma escola especial do DF, que pegou carona com um professor e no meio do caminho ele a assediou sexualmente e manteve relações sexuais com ela. Depois, ela contou para a mãe, que fez a denúncia.

O julgamento desses casos de assédio sexual mostra que não vamos tolerar esse tipo comportamento na administração do DF. Isso possibilita novas denúncias e a família não ficará mais com sensação de impunidade, de que o profissional continua lecionando e fazendo mais vítimasAldemario Araújo Castro, controlador-geral do DF

Um dos casos, no entanto, foi atípico, e gerou somente suspensão de 90 dias do professor, que ficou sem receber salário nesse período. Ficou comprovado no PAD que a aluna, de 17 anos, também assediou o servidor e foi ela quem o procurou para manter relações sexuais. Ele cometeu o erro, mas constatou-se que não seria o caso de demissão.

 Redes sociais

Um processo analisado trata de posts publicados no Facebook por uma professora que criticava o posicionamento de um professor que supostamente estaria assediando uma aluna, com a conivência de diretores da escola.

No PAD, foi levantado que o professor cometeu mesmo o assédio sexual e ele foi demitido. A professora, porém, também foi punida porque tentou influenciar por meio do WhatsApp o depoimento de alunos no processo e por expor a situação da menor em rede social, quando poderia ter feito a denúncia diretamente à Ouvidoria-Geral, Coordenação Regional de Ensino ou à delegacia.

Nos casos de assédio sexual, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça, a demissão é por improbidade administrativa e o professor fica impedido de assumir cargos públicos por 10 anos.

Com informações da Controladoria-geral do DF

Portal único do governo já está disponível na internet

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O governo federal disponibiliza, a partir desta quarta-feira (31), a primeira etapa do portal gov.br, site único do governo na internet que reúne serviços e informações para o cidadão. Segundo as áreas responsáveis pelo projeto, o portal único ainda está em estágio de desenvolvimento, a chamada versão “beta”, no jargão eletrônico, e permite o recebimento de sugestões e opiniões dos usuários. O objetivo é corrigir eventuais erros e aprimorar o serviço. Para acessar, basta digitar www.gov.br.

Os três primeiros sites a migrar para o gov.br foram o de Serviços, Governo do Brasil e Palácio do Planalto, que juntos recebem cerca de 13 milhões de visitantes por mês. “A entrega cumpre o prazo estabelecido pelo Decreto 9.756/2019, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro durante a cerimônia que marcou os primeiros 100 dias de governo, em abril. O decreto determina a migração dos cerca de 1,6 mil sites da administração federal para o portal gov.br a partir de 31 de julho, com prazo final até 31 de dezembro de 2020, e também a desativação dos endereços eletrônicos existentes. O governo federal prevê investir cerca de R$ 43 milhões no projeto, com hospedagem do portal, migração de conteúdos e suporte”, informaram, em nota, o Ministério da Economia, a Secretaria Geral da Presidência e a Secretaria de Governo.

Cada órgão continuará a ter a sua página institucional, com autonomia de gestão, segundo o governo, mas elas ficarão abrigadas no portal único. Com isso, a manutenção e o desenvolvimento de um único site deve gerar uma economia de aproximadamente R$ 100 milhões ao ano.

Serviços e aplicativos

O portal gov.br chega com um catálogo de mais de três mil serviços públicos ofertados e quase 50% deles disponíveis no formato digital, informa a nota do governo.

“Somente nos primeiros sete meses deste ano, 311 serviços foram transformados em digitais, o que corresponde a quase 80% da meta de 400 serviços em 2019. Em 2020, outros 600 passarão pelo processo, totalizando mil novos serviços digitalizados em dois anos. A centralização do acesso às notícias também oferece uma visão integrada das realizações do governo federal e o cumprimento dos seus compromissos com o país”.

A unificação de canais prevista pelo Decreto 9.756/2019 também engloba os aplicativos móveis. Em junho, foi criada a conta única gov.br na loja de Google Play, que já conta com 32 aplicativos (apps) migrados, entre eles o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp Cidadão) e Enem.

GDF e Ministério da Cidadania discutem ampliação do contraturno dos alunos da rede pública

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Governador Ibaneis Rocha e ministro Osmar Terra discutem ampliação do contraturno dos alunos da rede pública. Foto: Renato Alves/Agência Brasília
Governador Ibaneis Rocha e ministro Osmar Terra também conversaram sobre projetos para as áreas de cultura e esporte

Por Ian Ferraz

A ampliação das atividades de contraturno ofertadas a alunos da rede pública do Distrito Federal foi o principal tema do encontro entre o governador Ibaneis Rocha e o ministro da Cidadania, Osmar Terra, nesta quarta-feira (31). A reunião ocorreu na sede da pasta, na Esplanada dos Ministérios, e também serviu para tratar de assuntos nas áreas de esporte e financiamento à cultura.

Tanto o GDF como o Ministério da Cidadania conversaram sobre projetos que possam ampliar o tempo que os estudantes da rede pública passam diariamente nas instituições de ensino e em atividades complementares. O ministro Osmar Terra sugeriu a criação de um Grupo de Trabalho para alinhar o tema e pediu um mapeamento das escolas que oferecem essa programação. Ibaneis Rocha falou sobre as escolas de gestão compartilhada com a Polícia Militar e, também, da parceria com embaixadas e centros olímpicos.

“A visita foi bastante produtiva. Foi sugerido pelo ministro a formação de um grupo de trabalho conjunto com as secretarias do Distrito Federal e o ministério para que a gente possa realmente colocar em prática, no menor prazo possível, todos os projetos que estão aqui no ministério”, destacou o governador.

Cidadania 

Osmar Terra conversou sobre programas da Cidadania que podem colaborar e funcionar em acordo com o GDF, como o Bolsa Atleta. Citou também a estrutura das Forças Armadas como possíveis parceiros no projeto de ampliação do contraturno. O ministro considera de fundamental importância “manter os estudantes ocupados o tempo todo, aumentando as horas que ficam na escola”. Ibaneis concordou e se dispôs a ajudar com o tema . “Temos que alinhar a parte da cultura, do esporte e de línguas para fazer o contraturno para termos, no mínimo, mais três horas de aula para esses estudantes”, acrescentou o governador.

O chefe do Executivo esteve acompanhado dos secretários da Fazenda, André Clemente; de Justiça e Cidadania, Gustavo Rocha; de Cultura e Economia Criativa, Adão Cândido; e de Relações Institucionais, Vítor Paulo; além do secretário adjunto de Cultura e Economia Criativa, Cristiano Vasconcelos. Pelo ministério, além de Osmar Terra, participou o subsecretário de Captação de Recursos no Governo Federal, Genésio Vicente.

Visão global

Para Ibaneis, a reunião com Osmar Terra vai abrir as opções de parceria entre o DF e a União. “O encontro foi perfeito. O ministro Osmar Terra tem uma visão global de toda a necessidade da população, tanto na questão da formação profissional, da formação educacional e da parte assistencial, tudo aqui dentro do ministério. Ele abriu as portas para que a gente possa implementar os programas do ministério em parceria com o DF como um verdadeiro laboratório, um modelo de gestão de educação, de formação e de libertação das nossas crianças e adolescentes do mundo da droga e do mundo da dificuldade de trabalho”, disse.

O alinhamento de políticas públicas de interesse para o Distrito Federal tem sido uma das medidas adotadas pelo governador Ibaneis Rocha. Ele também se encontrou, ao longo de 2019, com os titulares dos ministérios de Educação, Desenvolvimento Regional, entre outros. Ainda nessa reunião com Osmar Terra, discutiu-se sobre financiamentos para a cultura do DF e, também, na área social. “Certamente, daqui para frente, em pequeno espaço de tempo, tanto a população do Distrito Federal como de todo o Brasil, a partir desse laboratório, vai poder experimentar um pouco dessa vontade do ministro e da sua equipe de realizar pela população brasileira”, finalizou Ibaneis.