A deputada Bia Kicis causa turbulência ao questionar a indicação de Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência em 2026, preferindo Michelle para abrir caminho ao Senado – uma ambição pessoal que expõe fissuras no partido
O Partido Liberal (PL) no Distrito Federal vive um momento de turbulência que ameaça minar sua coesão às vésperas de 2026, com a presidente local, deputada federal Bia Kicis, protagonizando um racha interno ao manifestar descontentamento com a escolha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República, indicada pelo pai, Jair Bolsonaro.
A revelação, que pegou até o ex-presidente de surpresa mesmo cumprindo pena na carceragem da Polícia Federal no Setor Policial Sul de Brasília, expõe não só ambições pessoais de Kicis – que sonhava com Michelle Bolsonaro como candidata ao Planalto para ela disputar a vaga ao Senado –, mas também o declínio do bolsonarismo mais radical em meio à direita conservadora, que busca perfis conciliadores como o de Flávio para atrair o Centrão e ampliar alianças.
Em um DF onde Ibaneis Rocha (MDB) reina com 63% de aprovação e integrantes do PL local tentando uma rebelião, a “escorregada” de Bia pode custar caro: broncas internas e um enquadramento forçado, ou o risco de isolamento político.
A controvérsia ganhou corpo após o anúncio de Jair Bolsonaro de que Flávio seria o nome do PL para o Planalto em 2026 – uma decisão de “lucidez estratégica”, como fontes do partido descrevem, visando um filho com mais experiência legislativa (dois mandatos de senador) e apelo moderado, capaz de unir bolsonaristas radicais ao Centrão pragmático.
Kicis, aliada de primeira hora da família e presidente do PL-DF, não escondeu a frustração: em conversas reservadas defendeu que Michelle seria melhor que Flávio, abrindo espaço para si mesma na corrida pela vaga ao Senado – uma jogada conveniente que, segundo aliados, “colocaria Bia no centro do palco bolsonarista local”.
A reação de Kicis causou surpresa até em Jair Bolsonaro, que, da cela, teria questionado a lealdade da deputada via advogados e aliados como Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
“Bia está olhando pro próprio umbigo, ignorando que Flávio une o partido nacionalmente”, confidenciou uma liderança do PL-DF ao O Globo, destacando que a escolha do senador carioca visa contrabalançar a polarização extrema, atraindo caciques como o Centrão para uma frente ampla contra Lula.
Michelle, com perfil mais social e evangélico, é forte no DF – onde o apoio da comunidade religiosa é maciço a Ibaneis e Celina Leão –, mas sua ambição presidencial (rumorada para uma chapa com Tarcísio de Freitas) colide com os planos dos filhos, que veem nela uma “autoridade atropelada” em disputas como o apoio a Ciro Gomes no Ceará.
Esse episódio sinaliza o enfraquecimento do bolsonarismo radical no DF, onde a direita conservadora – representada por Ibaneis, com 63% de aprovação na Real Time Big Data (novembro) e ações como o PDOT aprovado na CLDF para regularizar 28 áreas irregulares – prioriza pragmatismo sobre extremismos.
Flávio, com perfil conciliador, surge como ponte para o Centrão, enquanto Kicis – que já enfrentou críticas por posturas radicais – arrisca uma bronca de Valdemar ou até perda da presidência local se não se enquadrar.
Em um DF que aprova a eficiência de Ibaneis (menor índice de homicídios em 48 anos, R$ 23 milhões em saúde domiciliar) e clama por pacificação, o racha de Bia é um erro tático: o bolsonarismo perde força quando prioriza vaidades sobre unidade. Para 2026, Michelle pode herdar o legado no Senado, mas Kicis, na contramão da direita moderada, pode acabar isolada. O PL precisa de enquadramento, não de sonhos frustrados].
Emedebista tem ainda a menor rejeição entre os nomes testados. Ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e deputada federal Adriana Accorsi (PT) são os mais rejeitados
O vice-governador Daniel Vilela (MDB) lidera a corrida ao governo de Goiás, segundo nova rodada da Goiás Pesquisas/Mais Goiás realizada em 1º e 2 de dezembro e divulgada nesta quinta-feira (4/12). Daniel, que assume o comando do Estado em abril de 2026, quando o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) deixará o cargo para disputar a Presidência da República, aparece com 27,8% das intenções de voto. O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) registra 15,2%.
Na sequência, o senador Wilder Morais (PL) tem 10,4%, enquanto a deputada federal Adriana Accorsi (PT) aparece com 9,3%, em empate técnico dentro da margem de erro. O ex-vereador Telêmaco Brandão (Novo) marca 0,9%. Brancos e nulos somam 9,6% e 26,7% não sabem em quem votar.
Em comparação com a pesquisa de fevereiro, o cenário permanece estável. Daniel Vilela tinha 26,12% e agora aparece com 27,8%. Marconi Perillo passou de 16,75% para 15,2%. Wilder Morais e Adriana Accorsi inverteram posições dentro da margem de erro: ela tinha 11,37% e ele 9,87%; agora, Wilder aparece com 10,4% e Adriana com 9,3%. Telêmaco Brandão não havia sido incluído anteriormente.
A pesquisa também mediu rejeição: Adriana Accorsi registra 31,9%, Marconi Perillo aparece com 29,3%, Daniel Vilela tem 10,2% e Wilder Morais, 6,8%. Outros 8,8% dizem rejeitar todos os nomes, enquanto 8,2% afirmam não rejeitar nenhum dos candidatos apresentados.
Disputa ao Senado
A nova rodada da Goiás Pesquisas/Mais Goiás mostra que Gracinha Caiado (União Brasil) lidera a disputa ao Senado, com 29,3% das intenções de voto no primeiro voto. Gustavo Gayer (PL) aparece em segundo lugar com 22%. Na sequência estão Vanderlan Cardoso (PSD), com 9,1%, Gustavo Mendanha (PSD), com 8,4%, e Zacharias Calil (União Brasil), com 5,6%. O senador Jorge Kajuru (PSB) registra 5,1% e Rubens Otoni (PT) aparece com 4,2%. Brancos e nulos somam 4,3% e 12% não sabem em quem votar.
No segundo voto, Gracinha lidera novamente, com 27,3%. Gayer marca 14,9%, Mendanha 12,2% e Vanderlan 12,1%, em empate técnico dentro da margem de erro. Em seguida aparecem Calil com 7,5%, Kajuru com 6% e Otoni com 3,7%. Brancos e nulos somam 4,5%, e 11,8% não souberam responder.
Na soma dos dois votos, Gracinha totaliza 56,6%. Gayer aparece com 36,9%. Vanderlan e Mendanha registram 21,3% e 20,7%, respectivamente. Depois surgem Calil com 13,1%, Kajuru com 11% e Otoni com 7,8%.
O levantamento ouviu 1.007 eleitores em 76 municípios, em 1º e 2 de dezembro, e tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais.
Jornada Nacional de Inovação da Indústria está percorrendo todos os estados brasileiros com a missão de mapear e impulsionar a transição para o futuro verde e digital
Por CNI e Estadão Blue Studio
Uma grande viagem por todos os cantos do Brasil para conhecer e dar voz a quem está criando novos negócios e novas possibilidades para a indústria: essa é a Jornada Nacional de Inovação da Indústria, um projeto ambicioso e inédito desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Os objetivos são mapear o estado da arte da inovação para a indústria no Brasil, conhecendo in loco experiências inspiradoras e promovendo o diálogo entre protagonistas desse processo, espalhados pelos mais diversos rincões do País.
Iniciada em julho, a caravana já passou por mais de 30 cidades das regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste. A programação segue pelos estados do Sudeste e do Norte até março. Serão visitadas 80 cidades em todas as 27 unidades da federação.
Um dos diferenciais da Jornada é o roteiro que não se limita às capitais – passa também por outras importantes cidades de cada estado, com o propósito de revelar como o interior brasileiro é rico em empreendimentos inovadores. A ideia é dar visibilidade, principalmente, a cases com aplicação na transição digital e ecológica. “Conectar os diversos atores dos ecossistemas regionais tem sido um caminho promissor em busca de soluções concretas para os desafios reais da indústria”, avalia Jefferson Gomes, diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, que participou de boa parte dos eventos da Jornada realizados até agora e segue “na estrada” ao lado da equipe.
A programação dos encontros, em cada cidade, envolve painéis, workshops e apresentações sobre soluções e desafios para o cenário de inovação tecnológica no Brasil. Cria-se um ambiente de escuta ativa para fomentar o diálogo qualificado entre líderes de empresas de matriz tecnológica, representantes de deep techs (startups que trabalham com tecnologias baseadas em conhecimentos científicos com alta complexidade de desenvolvimento), indústrias de diferentes portes, pesquisadores, investidores e fundos de inovação, representantes de organizações internacionais e nacionais de inovação, entidades governamentais, instituições científicas e tecnológicas (ICTs) e parques tecnológicos. Projeta-se a participação total de mais de 4 mil pessoas em todo o País.
Raio X da inovação
A Jornada é um projeto desenvolvido pela CNI, em parceria com o Sebrae Foto: Divulgação/CNI
Além dos benefícios imediatos, como impulsionar o networking e divulgar as iniciativas em evidência em cada região, a Jornada tem a missão de produzir um documento-síntese a ser apresentado no 11º Congresso Nacional de Inovação da Indústria, em março de 2026, em São Paulo. “Será um raio X da vida real da inovação no País”, projeta o diretor da CNI. O documento será apresentado, também, aos candidatos à presidência da república, com o propósito de ajudá-los a entender como a inovação poderá ser incluída nos programas de governo. “Ao mesmo tempo em que respeita as especificidades locais, a Jornada projeta uma agenda nacional para a transição ecológica e digital”, acrescenta Gomes.
Para Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae, a Jornada contribui para transformar um paradigma – a histórica concentração do ecossistema de inovação brasileiro nos grandes centros. “A Jornada rompe essa lógica ao levar o debate e as oportunidades de inovação para os territórios, revelando o potencial de estados e regiões fora do eixo tradicional. E democratiza o acesso à inovação, permitindo que os pequenos negócios participem de um movimento nacional de transformação”, avalia Quick. “É o Brasil se olhando no espelho e descobrindo que a inovação está em todas as regiões, em todos os sotaques e em todos os tamanhos de empresa”, acrescenta o diretor do Sebrae.
Por conta da riqueza e da diversidade dos cases que vêm sendo revelados nos encontros realizados nas mais diversas regiões, Quick afirma que a Jornada Nacional da Inovação da Indústria já pode ser considerada um marco na promoção de um ecossistema inovador no País. “A ideia de percorrer todas as unidades da federação, de forma itinerante, faz da Jornada uma ação plural, com espaço para acolher as diferentes particularidades de cada lugar do País”, avalia Quick. “Mesmo com todas as dificuldades que o empreendedorismo enfrenta no Brasil, temos deparado com exemplos impressionantes e surpreendentes de inovação”, acrescenta Gomes.
A Jornada foi concebida nos encontros da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), que faz parte do Juntos pela Indústria, projeto de convergência estratégica do Sistema Indústria. Além de CNI e Sebrae, também participam desse esforço o Serviço Social da Indústria (Sesi), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL). A caravana conta com o apoio de comitês estaduais, formados por representantes das federações das indústrias, do Sebrae e de parceiros locais, para garantir que cada encontro reflita a identidade regional, com desafios e soluções que levem em conta as especificidades locais.
Jornada revela histórias impressionantes de empreendedorismo
Oferecer às indústrias todo o potencial de inovação que existe no fundo do mar. Essa é a missão da deep tech Regenera Moléculas do Mar, sediada em Porto Alegre (RS), uma das participantes da Jornada Nacional de Inovação da Indústria. “Foi muito impactante a oportunidade de participar da Jornada”, diz o fundador e diretor-presidente, Mário Frota Jr. “Percebe-se que é um movimento genuíno para dar voz aos empreendedores da inovação e apoiar o que sabemos e gostamos de fazer, que é inovar.”
A história da Regenera começou no doutorado de Frota Jr. em Bioquímica, quando ele isolou uma molécula com propriedades anticâncer que encontrou em uma esponja marinha. “Percebi ali o imenso potencial que há no fundo do mar para a descoberta de inovações. É por isso que chamo o mar de ‘Amazônia azul’.” Para explorar essas possibilidades, ele fundou a empresa em 2011, ao lado de um professor que apostou na ideia. O início envolveu um perrengue burocrático: foi preciso esperar mais de três anos pela concessão da licença para investigar o mar para fins de exploração econômica.
O longo período foi aproveitado por ele para aprofundar os estudos, divulgar a ideia entre possíveis clientes e aprender a mergulhar, já que ele fazia questão de ir coletar pessoalmente as amostras. Hoje, ao final da primeira década de atividades da Regenera, a coleção é composta por cerca de 3 mil micro-organismos, que proporcionam um número infinito de moléculas e de combinações com as mais diversas propriedades e possíveis aplicações. “Nunca deixamos uma empresa sem resposta sobre a aplicação imaginada. Tudo o que é possível já está aqui no nosso banco; só precisamos pesquisar”, define Frota Jr.
Alguns exemplos são as parcerias com indústrias para desenvolver medicamentos contra bactérias resistentes, soluções para bebidas funcionais, insumos para o agronegócio e até um protótipo de sinalização rodoviária com o uso de bioluminescência. Finalista em duas categorias do Prêmio Finep de Inovação 2025, com R$ 70 milhões em gestão no momento, entre faturamento e receitas em geral, a Regenera tem hoje uma equipe de 25 pesquisadores, todos com doutorado ou em fase de doutoramento.
Resíduos orgânicos
Outro case que impressionou os organizadores da Jornada é a BioUs Biotech, de Goiânia (GO), com núcleos de desenvolvimento também em Piracicaba (SP), em Portugal e na França. A empresa obteve o 2º lugar mundial no Digital Innovation Alliance (DIA) do G20 Grand Summit, na categoria Economia Circular, na África do Sul, após ser escolhida pelo Ministério das Relações Exteriores para representar o Brasil por conta do projeto de biofábrica que transforma resíduos em bioplásticos e biofertilizantes.
A empresa surgiu para transformar um problema – os resíduos orgânicos industriais – em solução: a produção de um biofertilizante líquido e de um bioplástico 100% biodegradável, que desaparece da natureza em nove semanas. “Para facilitar o processo nos clientes, tudo é feito in loco, dentro de um contêiner, sem necessidade de transporte dos resíduos”, conta o fundador e CEO, o bioquímico Raimundo Lima. A ideia de criar uma versão itinerante do processo surgiu a partir das dificuldades para obter o licenciamento ambiental na estratégia convencional – mais um exemplo da incrível capacidade que o empreendedor brasileiro tem para, muitas vezes, transformar limões em limonada.
Programação celebra 68 anos com atividades gratuitas no fim de semana
Brasília, 5 de dezembro de 2025 — O Zoológico de Brasília comemora 68 anos neste sábado (6) e marca a data com uma programação gratuita que se estende por todo o final de semana. Fundado em 1957, antes mesmo da inauguração oficial da capital, o espaço apresenta como principal novidade um aviário de imersão, o primeiro do tipo no local. O ambiente permite que visitantes observem de perto 15 espécies brasileiras, entre aves e jabutis, em um espaço compartilhado voltado para educação, conservação e lazer. O novo atrativo funciona de quarta a domingo, das 9h30 às 15h, com grupos de até dez pessoas e intervalo para almoço.
Reconhecido nacionalmente por seu trabalho de pesquisa e preservação da fauna e flora, além de ações educativas, o Zoológico também ocupa um lugar especial na memória dos brasilienses. O diretor-presidente, Wallison Couto, destacou a importância da data e da inauguração do aviário. “Quase todos têm uma história com o Zoo. Entregar essa estrutura é elevar o espaço ao nível que ele merece: moderno, organizado e pronto para receber o público. O Zoológico também é política pública”, afirmou.
A visitação ao aviário ocorre de quarta a domingo, das 9h30 às 15h, em grupos de até dez pessoas, com pausa no horário de almoço | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília
A programação festiva começou na sexta-feira (5) com a abertura oficial do aviário. No sábado (6), as crianças contam com brinquedos infláveis no Teatro de Arena, e no domingo (7) o novo espaço poderá ser visitado novamente. As atividades se somam aos programas Lazer para Todos, que garante entrada gratuita no Zoológico e no Jardim Botânico aos domingos e feriados, e Vai de Graça, que oferece transporte coletivo sem custo nessas datas.
Responsável por parte das ações educativas, o tratador Davi Dantas, 29, explica que o aviário facilita discussões sobre conservação, reprodução de espécies ameaçadas e combate ao tráfico de animais. “A interação ajuda as pessoas a reconhecerem espécies brasileiras e entenderem os riscos que muitas enfrentam. Trabalhar educação ambiental com crianças é essencial, porque elas levam esse conhecimento para casa e podem influenciar um futuro mais sustentável”, disse.
Ao cruzar o portão do aviário, Dantas compara a sensação à vivida no filme Jurassic Park, que também apresenta um ambiente de imersão com criaturas aladas — no caso, os ancestrais das aves. Para quem já visitou o espaço, a experiência foi enriquecedora.
A estudante Alice Rocha Staciarini, de 8 anos, deixou o local empolgada: “Adorei. Aprendi sobre ciências e animais. É muito legal ver tudo de perto”. Seu irmão, Matheus Rocha Staciarini, 12, também aprovou: “Aprendi sobre os hábitos das aves e vi como cada espécie prefere um espaço. Gostei mais da arara vermelha”.
A mãe das crianças, a pedagoga Kelly Keithy Rocha Rezende, 36, elogiou o aprendizado proporcionado pelo ambiente. “É interativo, educativo e permite uma vivência que a cidade grande não oferece. Em tempos de tanta tecnologia, o contato com a natureza é fundamental”, destacou.
O aposentado Aroldo Soares da Silva, 66, levou os netos Giovana, 8, e Ian, 2, e afirmou que o aviário é mais uma opção de lazer familiar. “É uma experiência diferente. As crianças gostaram muito, especialmente das araras e do alma-de-gato. É uma oportunidade de passear e aprender juntos”, avaliou.
Feira Artesanato em Movimento impulsiona renda e integração de mulheres atendidas no DF
Brasília, 5 de dezembro de 2025 – Ao longo de 2025, mais de 50 mulheres migrantes que chegaram ao Distrito Federal receberam apoio da rede de acolhimento da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), encontrando orientação social, acompanhamento emocional e informações essenciais para adaptação ao território e fortalecimento da autonomia.
Como parte das ações de integração, um grupo atendido pela secretaria participa da primeira edição da feira Artesanato em Movimento, realizada até esta sexta-feira (5) na Rodoferroviária de Brasília. O evento reúne mais de 40 empreendedores acompanhados pelo projeto Banco de Talentos — iniciativa do programa Direito Delas — que expõem e vendem produtos como tecidos africanos, biojoias, chaveiros, pinturas e outras peças artesanais.
Entre as expositoras está a venezuelana Rosa Bravo, 38 anos, residente em Brasília desde a pandemia. Ela destaca que o acesso à informação foi crucial para sua adaptação. “Quando cheguei a Brasília, eu era como um bebê, precisando aprender tudo do zero. Políticas de acolhimento mudam completamente a nossa vida ao explicar sistemas e leis locais. Para nós, imigrantes, informação é vital”, relatou.
A coordenadora do Comitê Distrital para Apoio a Migrantes, Refugiados e Apátridas, Eliane Alves, observa que o artesanato ganhou novo significado para os participantes. “Eles contam que antes produziam artesanato apenas para decorar suas casas, e agora conseguem gerar renda com o que fazem com as próprias mãos”, afirmou.
Além de disponibilizar espaço para exposição e venda, a Sejus-DF oferece transporte, alimentação e oficinas de educação financeira, que orientam sobre precificação, organização e planejamento dos ganhos, fortalecendo a autonomia e a continuidade das atividades empreendedoras.
“Garantir acolhimento, qualificação e oportunidades para que migrantes reconstruam suas vidas no Distrito Federal é um compromisso com a dignidade humana. Quando abrimos caminhos para que essas pessoas trabalhem, produzam e participem da nossa comunidade, reafirmamos que o DF é terra de direitos, respeito e novas possibilidades”, declarou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.
Rosa Bravo: “Quando cheguei a Brasília, eu era como um bebê, precisando aprender tudo do zero. Nessa hora, políticas de acolhimento mudam completamente a nossa vida ao nos orientar sobre sistemas e leis locais”
Iniciativas que transformam vidas
O Banco de Talentos identifica e potencializa habilidades produtivas de mulheres em situação de vulnerabilidade — incluindo migrantes, refugiadas e vítimas de violência. Mais de 300 mulheres já são beneficiadas com capacitação, apoio social e oportunidades de geração de renda por meio de feiras, oficinas e ações de inclusão produtiva.
A iniciativa integra o programa Direito Delas, criado pela Sejus-DF para fortalecer, proteger e promover a autonomia das mulheres do Distrito Federal, reunindo ações de acolhimento, qualificação profissional, prevenção à violência e estímulo à independência financeira.
Encontro reforça balanço da gestão e agradecimento pelo trabalho nas cidades
Brasília, 5 de dezembro de 2025 — O governador Ibaneis Rocha recebeu os 35 administradores regionais para um almoço de confraternização na Residência Oficial de Águas Claras (Roac) nesta sexta-feira (5). Durante o encontro, o chefe do Executivo destacou o balanço de sua gestão e agradeceu o trabalho das equipes na linha de frente das ações do Governo do Distrito Federal (GDF).
Ibaneis ressaltou a importância da parceria construída ao longo dos quase oito anos de administração. “Eu vou para oito anos de governo e tenho certeza de que o legado que estamos deixando em todas as cidades do Distrito Federal precisa ser destacado. Tenho muito orgulho de tudo o que fizemos e vocês foram fundamentais nisso, trabalhando na ponta, ouvindo e atendendo as demandas da população. Contem sempre comigo, seguimos juntos porque o trabalho continua”, afirmou.
O secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, também reconheceu o esforço dos administradores. Para ele, o encontro simboliza a valorização do trabalho diário feito nas regiões. “Estamos concluindo mais um ano de muito trabalho e é essencial reunir os administradores para agradecer e confraternizar. É um trabalho hercúleo desses homens e mulheres que atuam na ponta”, ressaltou.
As administrações regionais exercem papel central na gestão pública por acompanharem de perto a rotina das cidades. São elas que recebem as demandas da população, identificam necessidades urgentes e ajudam a direcionar ações de governo com precisão. José Humberto reforçou que, apesar da relevância, esses profissionais muitas vezes não recebem o devido reconhecimento. “Essas pessoas daqui nem sempre são reconhecidas e têm um valor que precisa ser destacado”, afirmou.
O governador também lembrou que, desde 2019, novas cidades foram criadas, como Água Quente, Araponga, Arniqueira e Sol Nascente, ampliando o número de regiões administrativas para 35. A medida permitiu ao GDF estruturar equipes dedicadas e aproximar ainda mais o serviço público das comunidades, tornando a gestão mais organizada e eficiente.
Relatório quadrimestral aponta avanços e aumento de repasses ao Distrito Federal
Brasília, 5 de dezembro de 2025 – Entre maio e agosto deste ano, o Distrito Federal registrou avanços expressivos no processo de habilitação de serviços de saúde, etapa que garante reconhecimento federal e aumento de recursos aos cofres públicos. Os resultados foram apresentados nesta quinta-feira (4), durante a apresentação do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) referente ao 2º quadrimestre de 2025, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
A habilitação é um procedimento do Ministério da Saúde (MS) que oficializa o funcionamento de serviços prestados por estabelecimentos de saúde. A solicitação depende de um trabalho técnico especializado e integrado, envolvendo diversas áreas da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Após a publicação, o DF passa a receber o repasse financeiro correspondente, condicionado à comprovação da produção do serviço habilitado.
De acordo com o subsecretário de Planejamento em Saúde (Suplans), Rodrigo Vidal, o avanço é resultado da qualidade da assistência prestada pela rede pública. “Habilitar não é apenas solicitar recurso: é demonstrar capacidade técnica, conformidade normativa e qualidade assistencial comprovada”, destacou.
Ganhos para a população
No segundo quadrimestre de 2025, quatro unidades tiveram leitos de UTI habilitados: o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e dois hospitais privados contratados pela SES-DF para reforçar o atendimento. A medida amplia a capacidade de internação e melhora o acesso dos usuários da rede pública a cuidados intensivos.
Um dos principais avanços foi a habilitação da Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia com Serviço de Radioterapia do HRT. Esperada desde 2022, quando a radioterapia foi inaugurada, a publicação resultou em aumento superior a R$ 2,26 milhões no Teto de Média e Alta Complexidade (MAC), elevando para quase R$ 9 milhões o total acumulado no período.
Mais recurso, mais oferta
Em comparação com o segundo quadrimestre de 2024, houve incremento de mais de R$ 3,75 milhões. “Cada habilitação publicada significa mais recursos federais entrando no DF para custear serviços que hoje já funcionam e são mantidos quase integralmente com recursos próprios”, explicou Rodrigo Vidal. “A publicação traz alívio financeiro e amplia a capacidade de oferta para a população.”
Além dos serviços habilitados entre maio e agosto, 14 propostas de média e alta complexidade já foram aprovadas pelo Ministério da Saúde e aguardam apenas disponibilidade orçamentária para publicação. Caso efetivadas, podem gerar aumento estimado superior a R$ 18 milhões no orçamento distrital.
Estudo da UCB orienta propostas de revitalização e desenvolvimento urbano sustentável no SCS
Brasília, 5 de dezembro de 2025 – A Universidade Católica de Brasília (UCB) apresentou, nesta quarta-feira (3), o relatório da primeira fase do estudo Diagnóstico do Setor Comercial Sul (SCS), desenvolvido com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), no âmbito do programa Desafio DF (2023). A iniciativa incentiva pesquisas aplicadas que contribuam para o desenvolvimento urbano sustentável e para o fortalecimento da economia criativa na região.
Localizado no centro de Brasília, o Setor Comercial Sul é um dos tradicionais polos empresariais da capital, mas que, ao longo dos anos, passou a enfrentar esvaziamento, insegurança, fragmentação das atividades econômicas e aumento de espaços ociosos. Esses desafios motivaram a elaboração de estudos voltados à revitalização e ao fortalecimento da economia criativa, contexto no qual se insere o diagnóstico apresentado pela UCB.
“O Setor Comercial Sul tem potencial para se consolidar como um dos grandes polos criativos e tecnológicos do país, e este diagnóstico é a base sólida que orienta essa transformação”, afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Rafael Vitorino, durante a apresentação.
Para a assessora especial da FAPDF, Ana Paula Aragão, o estudo marca um avanço fundamental. “Revitalizar este território é reavivar um coração da nossa história e reconectar pessoas, negócios e ideias. A verdadeira inovação nasce também nas ruas e nos pequenos empreendimentos, e o Setor Comercial Sul será esse espaço”, destacou.
A prefeita do SCS, Niki Tzemos, reforçou o impacto da iniciativa. “Estamos construindo uma nova dinâmica para o Setor Comercial Sul e para a cidade, com mais vida, mais empresas e mais oportunidades”, disse. Ela citou o Porto Digital, em Recife (PE), como exemplo de transformação urbana e tecnológica que inspira o projeto brasiliense.
Metodologia
O diagnóstico foi elaborado por uma equipe interdisciplinar com mais de 30 pesquisadores da UCB, coordenados pelo professor Alexandre Kieling, do Programa de Pós-Graduação em Inovação em Comunicação e Economia Criativa. A análise combinou métodos qualitativos e quantitativos, como cartografia social, entrevistas, observação de campo e levantamento socioeconômico e cultural.
Maquete projeta o Polo Criativo Tecnológico para o Setor Comercial Sul | Foto: Divulgação/FAPDF
“A vitalidade de um território como o SCS não se explica apenas por números. Ela emerge das relações sociais, dos fluxos urbanos e das práticas culturais”, explicou Kieling.
Durante o evento, pesquisadores do Parque de Inovação e Sustentabilidade do Ambiente Construído (Pisac), da UnB, apresentaram uma maquete física em realidade virtual, permitindo visualizar cenários possíveis para o futuro da área.
O projeto
O Polo Criativo Tecnológico do Setor Comercial Sul nasce com a proposta de transformar o território em um ambiente de inovação, cultura, tecnologia e economia criativa. O projeto busca revitalizar o SCS, fortalecer sua vitalidade urbana e atrair negócios inovadores, conectando governo, universidades, setor produtivo e comunidade.
A primeira fase, agora concluída, consistiu em um diagnóstico aprofundado. Foram mapeados cerca de 5 mil empreendimentos e mais de 500 empresários foram ouvidos, permitindo identificar características sociais, econômicas e culturais da região. A pesquisa foi realizada em articulação com instituições como Sesc, Senac, Sebrae, Fibra, Fecomércio e entidades locais.
Próximas etapas
Com o diagnóstico concluído, o projeto avança para o planejamento estratégico e a construção do zoneamento urbanístico do futuro polo. A nova fase será conduzida de forma integrada pela UCB, UnB, Secti-DF, FAPDF, setor produtivo e sociedade civil, com o objetivo de estruturar um modelo de governança participativa voltado a orientar ações de mobilidade, ocupação, cultura, inovação e economia criativa.
Etapas do projeto:
Diagnóstico do território (concluído): análise das dinâmicas sociais, econômicas, culturais e urbanísticas do SCS
Planejamento estratégico (em andamento): definição das diretrizes para o futuro do polo
Zoneamento urbanístico: determinação de usos, áreas prioritárias e integração entre espaço público e iniciativa privada
Implementação e ativação do território: criação de espaços criativos, laboratórios, centros culturais e estímulo a negócios inovadores
Detran-DF fará intervenções em vias próximas à Arena BRB Mané Garrincha em show da banda Sorriso Maroto e na Rua do Lazer, no Guará
Neste sábado (6), em razão do show Sorriso As Antigas, que será realizado na Arena BRB Mané Garrincha, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) fará intervenções em vias da Asa Norte e Eixo Monumental.
Arte: Detran-DF
A partir das 16h, agentes de trânsito atuarão em pontos fixos e em patrulhamento na região para garantir a fluidez do tráfego, coibir infrações e auxiliar na travessia de pedestres. Painéis eletrônicos de mensagens serão instalados em locais estratégicos para orientar condutores e pedestres.
Na via N1, na altura do Planetário, e na via de contorno da arena, o Detran-DF implantará sinalização viária para travessia de pedestres e coibir o estacionamento irregular.
Arte: Detran-DF
Na via N2, próximo à rotatória de acesso à via de contorno do estádio, será demarcada uma área exclusiva para embarque e desembarque de veículos de transporte por aplicativo. Na entrada principal de automação da Arena BRB Mané Garrincha será sinalizada uma área destinada aos táxis.
Guará
Arte: Detran-DF
No domingo (7), será realizada a Rua do Lazer do Guará. Devido ao evento, das 6h às 17h, todos os acessos à Avenida Central do Guará II, entre a 4ª Delegacia de Polícia e o Edifício Consei, na EQ 31/33, ficarão fechados. Além de realizar as interdições na via, as equipes de fiscalização do Detran-DF farão o controle do tráfego nas imediações do evento.
Cerimônia da Sejus-DF no Museu Nacional da República encerra o calendário de 2025 com serviços gratuitos e isenção de taxas cartorárias
A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) realiza, neste domingo (7), às 17h, no Museu Nacional da República, a 4ª edição do Casamento Comunitário 2025. A cerimônia vai oficializar gratuitamente a união de 100 casais e deve reunir mais de mil pessoas entre participantes, convidados e autoridades, encerrando o calendário do programa neste ano.
A última edição do Casamento Comunitário 2025 ocorre neste domingo (7), no Museu Nacional da República | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF
A iniciativa oferece uma celebração completa, com vestidos e ternos, maquiagem e cabelo profissionais, cerimonial, fotos, decoração especial, chegada em carros de luxo e área de convivência. Todas as taxas cartorárias são isentas, garantindo que a oficialização da união civil ocorra sem qualquer custo.
Além da celebração, o programa assegura benefícios legais fundamentais, como segurança jurídica, direitos sucessórios, acesso à pensão, inclusão em programas sociais e proteção ampliada para famílias que já viviam em união estável, mas não tinham condições de arcar com os custos do casamento civil.
Criado em 2021, o Casamento Comunitário já beneficiou mais de mil casais no Distrito Federal, fortalecendo vínculos familiares e ampliando direitos essenciais.
4ª edição do Casamento Comunitário 2025
Data: Domingo (7) Horário: 17h Local: Museu Nacional da República