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Floristas esperam compensar perdas com vendas no Dia das Mães

Campanha pretende aumentar vendas de flores para a data comemorativa

A pandemia de covid-19, que levou ao fechamento de diversos setores, impactou de maneira marcante os produtores de flores, que viram suas perdas chegarem a 100%. Por conta disso, a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) está promovendo a campanha “Abrace com Flores”, para incentivar as pessoas a presentearem com flores no Dia das Mães, lembrado amanhã (9).

“A pandemia interrompeu festas de casamento e eventos sociais, dentre outros, e isso impactou os produtores de flores”, explica o presidente da Faesp, Fabio Meirelles. “O Dia das Mães é, também, uma das datas mais importantes para o setor. Por isso, criamos essa campanha para incentivar as pessoas a presentearem com flores.”

O estado de São Paulo é o principal produtor e exportador de flores no Brasil. O país tem cerca de 8,3 mil produtores, 60 centrais de atacado (como as cooperativas, por exemplo), 680 atacadistas e prestadores de serviço e mais de 20 mil pontos de varejo.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), a cadeia produtiva movimenta cerca de R$ 10 bilhões por ano, sendo que o estado de São Paulo representa quase 40% desse total. O Dia das Mães acaba tendo uma participação muito grande nessa movimentação, uma vez que é a segunda data mais importante do varejo. Por conta da quarentena, o varejo foi fortemente impactado. Os mais atingidos são os pequenos negócios.

Vendas online

Apesar de a atividade voltar a funcionar para a data, as normas de isolamento social ainda estão em vigor. Por isso, o setor recomenda utilizar os serviços online para compra e entrega de flores.

Podem ser utilizadas diversas plataformas, como a Pertinho de Casa, site de compras que interliga produtores, pequenos varejistas e consumidores, também criado pela Faesp em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-SP) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), com apoio da Accenture, Vtex, Facebook e PagSeguro. As lojas também estão se preparando para atender às demandas.

Mega-Sena deve pagar hoje prêmio de R$ 80 milhões

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Sorteio será às 20h, no Espaço Loterias Caixa, em São Paulo

O Concurso 2.260 da Mega-sena, que será sorteado hoje (9) às 20h, no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo, deverá pagar um prêmio de R$ 80 milhões a quem acertar as seis dezenas.

O aumento no valor do prêmio, que passou de R$ 56 milhões no último concurso (2.259) para R$ 80 milhões hoje, ocorre porque o sorteio deste sábado tem final zero e, com isso, recebe parte da arrecadação de outros concursos.

Este é o terceiro sorteio da Mega-Semana das Mães, que oferece uma chance extra ao apostador. Em semanas consideradas especiais, a Caixa faz três concursos – geralmente na terça, quinta e no sábado.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas lotéricas de todo o país, pelo portal Loterias Caixa e pelo app Loterias Caixa disponível para usuários da plataforma iOS.

Caso apenas um ganhador leve o prêmio da Mega-Sena e aplique todo o valor na poupança, receberá mais de R$ 172 mil em rendimentos mensais. O dinheiro do prêmio é suficiente para abrir 400 lojas franqueadas de famosas marcas de cosméticos, investindo R$ 200 mil em cada unidade. O valor de uma aposta simples na Mega-Sena é de R$ 4,50.

Auxílio emergencial: 680 agências da Caixa abrem hoje das 8h às 12h

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As agências que estarão abertas podem ser consultadas no site do banco  

Neste sábado, a Caixa vai abrir 680 agências, das 8h ao meio dia, para atendimento do saque em espécie dos beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600 que recebem pela poupança social digital.

As agências que estarão abertas podem ser consultadas no site do banco. Nos municípios que contam com mais de uma agência, vão funcionar 50% das unidades. Também estarão abertas as unidades dos municípios que contam com apenas uma agência.

A Caixa reforçou que não é preciso madrugar nas filas. Todas as pessoas que chegarem às agências durante as quatro horas de funcionamento serão atendidas. Mesmo com as unidades fechando às 12h, o atendimento continua até o último cliente do dia. “O banco continua atento à situação das filas em todo o Brasil, atuando para que sejam reduzidas de forma gradual”, informou a Caixa.

A capacidade de atendimento foi ampliada nas agências com a realocação de mais de 3 mil funcionários, além da contratação adicional de 4,8 mil vigilantes e quase 900 recepcionistas para organizar as filas e orientar o público.

Unidades móveis

Cinco caminhões-agência itinerantes também estão atendendo em locais com maior necessidade: Alfredo Chaves, no Espírito Santo, até esta sexta-feira (8); Nova Xavantina (MG), até o dia 16; São Felix do Xingu (PA), até o dia 15; Buriticupu (MA), do dia 12 ao dia 15; e Viseu (PA), de 14 a 29 deste mês.

Canais Digitais

A Caixa informou ainda que a prioridade é manter o atendimento digital, por meio do cadastramento por aplicativo, site e a movimentação do benefício pelo Caixa Tem. Aqueles que receberam o crédito por meio da poupança digital podem pagar boletos e contas de água, luz e telefone, entre outras, bem como fazer transferências para outros bancos por meio do aplicativo Caixa Tem.

Segundo a instituição, informações sobre cadastro e pagamento do auxílio emergencial estão disponíveis apenas por meio do aplicativo Caixa | Auxílio Emergencial, do site auxilio.caixa.gov.br e da central telefônica exclusiva 111.

Via do Sol Nascente/Pôr do Sol é recuperada

Ação beneficia cerca de 87 mil moradores da região

Por Jéssica Antunes

A única pista que liga os trechos 1 e 2 do Sol Nascente/Pôr do Sol foi reparada. Com serviços de terraplanagem e material fresado de asfalto, o GDF Presente, em parceria com a Administração Regional, trabalhou para dar melhor condição de tráfego aos mais de 87 mil moradores da cidade. A medida foi necessária para nivelar cerca de 600 metros de estrada de chão que ligam os dois setores.

A intervenção aconteceu nesta semana, na Chácara 34. Coordenador do Polo Oeste do GDF Presente, Elton Walcacer explica que a intervenção foi solicitada após ser instalada uma rede de esgoto na região, o que comprometeu a pista de terra. “Precisávamos recompor a área com nivelamento, colocação de cascalho doado pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e material frisado. É uma pista importante que precisa de condições de trafegabilidade”, diz.

Essa passagem não está inclusa na poligonal do projeto de infraestrutura da cidade, mas, mesmo assim, o trecho é reparado constantemente por ser importante para os moradores. O Administrador regional do Sol Nascente/Pôr do Sol, Goudim Carneiro explica que os cuidados são constantes. “Não podemos fazer a obra definitiva de implementação de asfalto, mas sempre trabalhamos para dar as melhores condições à população que precisa passar por ali”, afirma.

A dona de casa Marluce Rodrigues passa pelo local diariamente. “Estava difícil de andar por aqui mesmo porque a terra estava toda revirada. Quando chove, carros passam com muita dificuldade. A recuperação foi muito bem-vinda”, diz a moradora de 43 anos.

Outras melhorias 

Essa é a única passagem entre os trechos da cidade. A interligação definitiva e estruturada virá com a criação da Avenida do Sol, que cruzará a cidade por 7,8 quilômetros, entre a BR-070 na altura da QNR até a Avenida Elmo Serejo.

Isso vai contemplar todas as travessias possíveis, sem a necessidade de sair para Ceilândia para chegar a outro trecho, explica o administrador regional. O investimento estimado é de R$ 28 milhões e a obra será executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF).

Outro benefício para a comunidade local é a pavimentação asfáltica de aproximadamente 1 quilômetro na Vicinal 311 que  saiu do papel. A melhoria beneficia cerca de 10 mil moradores que transitam diariamente por ali.

Ministro do STF recebe cópia de gravação citada por Sergio Moro

Celso de Mello determinou que mídia seja mantida em segredo de Justiça

Por André Richter

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu na noite desta sexta-feira (8) a cópia da gravação de uma reunião, realizada no dia 22 de abril, entre o presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão, ministros e presidentes de bancos públicos.  O registro da reunião foi solicitada pelo decano, que determinou que a mídia seja mantida em segredo de Justiça.

No despacho proferido na terça-feira (5), Celso de Mello pediu a cópia da gravação à Secretaria-Geral e à Secretaria de Comunicação da Presidência da República ao atender o pedido de diligência feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apura as declarações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, sobre suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal (PF). A reunião foi citada por Moro em depoimento à PF na semana passada.

Desde a exoneração de Moro, o presidente nega que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da Polícia Federal.

As imagens da reunião foram entregues pelo advogado-geral da União, José Levi do Amaral, em um HD externo. De acordo com documento que comprova a entrega, a mídia “contém o inteiro teor, sem qualquer edição ou seleção de fragmento” da gravação da reunião.

Durante a semana, antes da entrega, a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu restrições ao envio da gravação. Na primeira petição, a AGU pediu que a entrega fosse revogada “pois nela foram tratados assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado, inclusive de Relações Exteriores, entre outros”. Ontem (7), o órgão pediu que o ministro também analisasse a possibilidade de entregar somente uma parte da gravação da reunião.

No início da tarde de hoje, a AGU solicitou que seja definida a cadeia de custódia, ou seja, por quais órgãos o vídeo deve passar até que seja periciado.

Após receber as manifestações do órgão, Celso de Mello pediu parecer da PGR sobre o assunto.

DF é líder em leitos de UTI, respiradores, médicos e enfermeiros no país

O levantamento foi feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Por Ian Ferraz, Renata Moura e Rosi Araújo 

O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta o Distrito Federal como a unidade da federação do país com maior número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), respiradores, médicos e enfermeiros a cada 100 mil habitantes. Os dados reforçam a importância que o governo local emprega na área de saúde e que cresceu ainda mais com a chegada do novo coronavírus (Covid-19).

As informações utilizadas pelo IBGE tiveram como base o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde 2019 (DataSUS), a pesquisa Regiões de Influência das Cidades 2018, o Censo Demográfico 2010 e a pesquisa Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas do Brasil 2015. Dados que foram gerados em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A pesquisa feita pelo IBGE mostra, então, que o DF lidera nos seguintes quesitos:

– Leitos de UTI a cada 100 mil habitantes: 30

– Respiradores a cada 100 mil habitantes: 63

– Médicos a cada 100 mil habitantes: 338

– Enfermeiros a cada 100 mil habitantes: 198

reportagem afirma que o DF tem a melhor distribuição de médicos do país, com 338 profissionais por 100 mil habitantes. Segundo o coordenador de Geografia e Meio Ambiente do IBGE, Cláudio Stenner, o recomendável são 80 médicos generalistas por 100 mil habitantes, condição que o DF ultrapassa com folga.

O secretário de Saúde, Francisco Araújo garante que esforços não são medidos para aprimorar, dia a dia, o enfrentamento ao coronavírus. “Temos um compromisso humano com a população de dar nosso melhor e incentivamos os profissionais da saúde pela dedicação, esforço e suor para dar resultados”, diz. O titular da pasta compara a pandemia a uma guerra: “Vivemos um dia de cada vez com o objetivo de proteger as pessoas”.

De acordo com ele, o processo envolve fortalecer as políticas públicas de saúde, com movimentos diários para montar leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) caso a população precise. “Defendemos os princípios do SUS, inclusive de humanidade. No meio de toda a crise, abrir o sorriso das pessoas e incentivar nossos trabalhadores vulneráveis, do front, que usem equipamentos de proteção individual e não tenham medo. Estamos colocando nossas vidas para salvar as vidas dos outros”, aponta.

Taxa baixa de mortalidade

O Distrito Federal registra, nesta sexta-feira (8), 2.296 casos confirmados de infecção por Covid 19 e 35 óbitos por complicações originárias da doença. A taxa de mortalidade do novo coronavírus é, portanto, de 1,55%. Índice bem abaixo da média nacional, que atualmente está em torno de 7%.

No ranking nacional, o Distrito Federal só fica atrás do estado de Roraima, cuja taxa está em 1,37%. Segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde, a capital da República está em situação mais favorável que outras regiões com grandes centros metropolitanos, como é o caso do Rio de Janeiro (9,84%); São Paulo (8,02%) e Minas Gerais (3,82%).

O vizinho goiano também tem uma taxa relativamente baixa se comparada à média nacional. Dos 1.027 infectados, o estado de Goiás contabiliza 44 mortes, registrando um índice de mortalidade de 4,28%.

Medidas adotadas

O cenário da saúde pública no Distrito Federal pode ser ainda melhor que o retrato apresentado na pesquisa do IBGE. Isto porque, com a chegada do novo coronavírus, o governo reforçou a pasta com novas contratações de profissionais de saúde, a ampliação da rede de leitos de UTI e aquisições de novos equipamentos.

“Estamos monitorando tudo e reforçando a força de trabalho. Conforme o perfil epidemiológico vai se alterando ao longo da pandemia, seguiremos com a ampliação dos leitos e tomadas de outras medidas”, explica o secretário-adjunto de Saúde, Ricardo Tavares Mendes.

Segundo a Secretaria de Saúde, a rede pública sozinha já conta com 604 respiradores e planeja a compra de mais 300 unidades. Além, disto já contratou mais 20 Leitos de UTI da rede privada para o atendimento exclusivo aos pacientes de COVID-19.

O governo também planeja, em breve, a inauguração de um hospital de campanha no Estádio Nacional Mané Garrincha. No local, está prevista a instalação de pelo menos 200 leitos com suporte respiratório.

Neste ano, o governo nomeou um total de mil servidores da área de saúde. Foram chamados 773 médicos, 152 enfermeiros, 74 especialistas e um técnico. A título de comparação, em 2019 foram nomeados 376 profissionais de saúde, sendo 200 médicos, 131 técnicos de enfermagem, 27 especialistas em Saúde e 18 enfermeiros.

Vale destacar ainda, o reforço do executivo em aprovar o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 39/2020, que garantirá mais R$ 1,38 bilhão no orçamento destinado à rede de saúde pública distrital. O texto garante um auxílio financeiro da União aos estados e municípios e suspende pagamento de dívidas a fim de diminuir os impactos da crise causada pela pandemia do coronavírus.

GDF investiu, em 2020, mais de R$ 7 milhões em iluminação pública

Os recursos foram para obras de ampliação e melhoria do benefício. O dinheiro veio da Contribuição de Iluminação Pública (CIP), taxa cobrada na conta de luz

Por Gizella Rodrigues

Somente nos três primeiros meses de 2020, o GDF investiu, por meio da Companhia Energética de Brasília (CEB), R$ 7,2 milhões em iluminação pública. Foram em torno de R$ 2 milhões em obras para a eficiência energética e cerca de R$ 5,2 milhões em obras de ampliação e melhoria da iluminação pública do Distrito Federal.

A substituição de lâmpadas de vapor de sódio por lâmpadas de LED e a colocação de novos postes em alguns pontos têm duas finalidades: aumentar a luminosidade das ruas, consequentemente, aumentando a segurança da população, e reduzir o gasto com energia, já que as lâmpadas brancas (de LED) consomem 50% menos que as amarelas (vapor de sódio).

Os recursos vêm da Contribuição de Iluminação Pública (CIP), taxa cobrada na conta de luz calculada com base no consumo de cada endereço – unidades consumidoras residenciais com consumo inferior a 80kWh são isentas. Assim, todo o Cruzeiro Velho, Setor de Mansões, Vale das Acácias, UPA e Vila Rabelo, em Sobradinho II, além daas principais vias do bairro Sucupira, no Riacho Fundo I e o Setor Habitacional Taquari receberam uma nova iluminação  (veja arte abaixo).

Já as SQNs 311 e 407, na Asa Norte; o estacionamento do Hospital Regional de Sobradinho; a Ponte do Bragueto, duas quadras em Santa Maria; o Incra 07, em Brazlândia; e a Avenida Buriti, na Ponte Alta do Gama, receberam as obras de ampliação e melhoria da iluminação pública ficando, assim, mais claras e mais seguras.

O presidente da CEB, Edison Garcia, explica que o objetivo é dar uma maior sensação de segurança aos pedestres que circulam pelas localidades e até diminuir as ocorrências. “A gente criou um programa nesse governo que tem a participação da Secretaria de Obras e que se chama Luz que Protege. O conceito desse programa é dar melhor iluminação em áreas escuras ou que aparecem no mapa de distúrbios da Secretaria de Segurança Pública por falta de iluminação”, explica.

Segundo ele, a meta é, até 2022, fazer a substituição completa da iluminação do DF, trocando todas as luminárias por lâmpadas de LED, repondo luzes queimadas e instalando mais postes onde for preciso. “O programa de iluminação pública é extremamente vantajoso para o governo e para a população porque melhora a segurança, reduz o custo da energia e embeleza a cidade”, afirma o presidente da CEB.

Iluminação das faixas

A CEB também tem um projeto com o Detran para iluminar as faixas de pedestre. “O governador pediu, ainda no ano passado, um projeto para a revitalização das faixas com pintura nova. Eu propus que, além de pintar as faixas, fizéssemos um reforço na iluminação”, conta Edison.

A ideia é colocar um flashlight amarelo em cima de cada faixa, uma espécie de luz que fica piscando, para chamar a atenção dos motoristas para a passagem e iluminar o pedestre.

A primeira fase do projeto piloto realizou a substituição de luminárias convencionais por LED em quatro faixas da QNM 18, em Ceilândia Norte. Além da troca das lâmpadas, as faixas também tiveram as pinturas renovadas.

 

Custo de afastamentos de servidores foi R$ 37 milhões menor em 2019

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No no passado, foram registrados 110.110 dias de licença a menos do que os verificados em 2018

O Governo do Distrito Federal (GDF) obteve uma redução significativa no custo de absenteísmo de 2019. Os dados compilados pela Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (Subsáude), da Secretaria de Economia (SEEC), mostram que os 110.110 dias de licenças a menos dos servidores, comparadas com as de 2018, provocaram uma redução de R$ 37,6 milhões no custo das ausências ao serviço, classificadas como absenteísmo.

O valor em questão demonstra que tem surtido efeitos positivo a política de centralização de atendimentos e de padronização de critérios das licenças médicas adotados pela Secretaria de Economia.

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“Os resultados foram excelentes, tendo em vista o melhor emprego do recurso público e a redução do absenteísmo. Mostra que estamos no caminho certo, tanto com relação à atividade pericial quanto às medidas de promoção à saúde”, afirma a médica e gestora da Subsaúde, Ana Paula Delgado.

Segundo o Boletim Epidemiológico da SEEC, em 2019 os servidores atendidos na Subsaúde apresentaram 81.159 licenças médicas que, juntas, chegaram a um custo de R$ 503,4 milhões (mais precisamente, R$ 503.493.668,48). Já em 2018 o total de licenças foi de 74.773, ao custo geral de R$ 541,1 milhões (exatos R$ 541.103.476,72).

A redução no custo ocorre em virtude da quantidade de dias de afastamentos registrados em 2019, que foram 110.110 dias a menos do que os verificados em 2018.

O custo do absenteísmo por doença foi calculado com base no valor do dia de trabalho do servidor afastado multiplicado pela quantidade de dias em que ele se ausentou para tratamento da própria saúde. Representa o gasto que o governo tem sem poder contar com a mão de obra, uma vez que as licenças são direitos legais dos servidores.

O relatório desenvolvido pela Secretaria de Economia traz uma amostragem ampla e detalhada da situação da saúde dos servidores do GDF. Ele começou a ser elaborado em março de 2017 e, desde então, tem servido para aprimorar e melhorar os serviços de saúde prestados aos servidores.

Banco de dados

No boletim é possível ter acesso a informações como sexo, faixa etária e o percentual de licenças de cada uma das carreiras atendidas pela Subsaúde. O estudo inclui ainda um retrato dos afastamentos nas duas maiores secretarias do governo, Saúde e Educação. Do total das licenças, 50,09% são de servidores da Saúde, 37,24% da Educação e 12,67% das demais secretarias.

Dos pedidos de licenças registrados em 2019, a maioria foi para tratamento de transtornos mentais e comportamentais (21,88%), seguidas de doenças do sistema osteomuscular e tecido conjuntivo (17,76%) e de fatores que influenciam o estado de saúde e o contato com serviços de saúde (procedimentos cirúrgicos), que representa 12,58% dos casos.

Perspectivas 2020

Com relação a 2020, a Subsaúde prossegue com políticas de atenção aos servidores, em especial neste período de pandemia de Covid-19.

Além de ter implantado o serviço de homologação de atestados online para evitar aglomerações, a Secretaria de Economia também tem oferecido orientações quanto ao uso de equipamentos de proteção individual, inspeções nos locais de trabalho e o atendimento psicológico online, disponível para todos os servidores do GDF.

Os interessados devem fazer a solicitação pelo e-mail plantao.saudemental@economia.df.gov.br.

Passageiros sem máscaras serão proibidos de usar o transporte coletivo do DF

Caso o passageiro insista em fazer a viagem, motoristas e cobradores poderão pedir ajuda policial

Os passageiros que estiverem sem máscara facial estão proibidos de acessar o Sistema de Transporte Público Coletivo, a partir desta segunda-feira (11). A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) orientou os motoristas e cobradores a informarem ao usuário que o acesso não será permitido sem o acessório protetivo, a fim de evitar a propagação do novo coronavírus (Covid-19).

Caso o passageiro insista em fazer a viagem, o rodoviário poderá pedir ajuda policial.  Se for permitido o acesso de qualquer usuário no ônibus sem a proteção, a empresa será multada pela Subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle (Sufisa).

O uso obrigatório de máscaras faciais em todos os espaços públicos, vias, paradas e veículos de transporte público coletivo, bem como em estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços está valendo desde o dia 30 de abril. Contudo, a determinação para penalizar quem descumprir a regra em ambientes coletivos vai se iniciar no dia 11/5, conforme disposto no Decreto nº 40.672, de 30 de abril de 2020.

Penalidades

Quem for flagrado sem máscara em espaços públicos poderá ser advertido e/ou multado, com valores a partir de R$ 2 mil, com base no Artigo 10 da Lei Federal n° 6.437, de 20 de agosto de 1977, que trata das infrações à legislação sanitária.

O decreto que impõe a obrigação do uso de máscara facial também prevê a possibilidade de enquadramento da conduta como crime, conforme estipula o Artigo 268 do Código Penal – infringir determinação do poder público, destinada a impedir a introdução ou a propagação de doença contagiosa. Ainda, segundo o texto, o infrator pode receber pena de detenção, de um mês a um ano, além de multa.

Prevenção

O uso de máscaras de proteção e álcool em gel para motoristas e cobradores, taxistas e condutores de aplicativos passou a ser obrigatório em casos de epidemia ou pandemia, de acordo com a Lei nº 6.571, publicada nesta sexta-feira (8), no DODF. A determinação também abrange os funcionários do metrô que atuam no interior dos trens.

O descumprimento da norma pode levar a sanção de advertência ou multa, que deve ser cobrada em dobro em caso de reincidência.  A punição é aplicada às empresas ou, quando se trata de transporte autônomo, ao motorista.

No esforço para ajudar a combater o novo coronavírus, a Semob está divulgando, nos televisores dos ônibus e nos painéis da Rodoviária do Plano Piloto, campanha educativa sobre a importância do uso das máscaras faciais pelos passageiros.

Além disso, desde o início de março, todas as empresas de ônibus passaram a realizar a higienização dos veículos, antes das viagens, com desinfetante de hipoclorito de sódio – cloro ativo. Dessa forma, passou a ser obrigatório que as partes internas dos ônibus onde os passageiros colocam as mãos, tais como corrimãos, barras de apoio de sustentação, roletas, apoios de porta, entre outros sejam higienizadas rotineiramente.

A medida, que começa a valer nesta segunda (11), está prevista em decreto.

“O uso de máscara facial não substitui o isolamento social”

O alerta é do subsecretário de Vigilância à Saúde, o médico infectologista Eduardo Hage, em entrevista à Agência Brasília

Por Gizella Rodrigues

O uso de máscara facial não substitui o isolamento social na prevenção ao coronavírus. O alerta é do subsecretário de Vigilância à Saúde, o médico infectologista Eduardo Hage. Com a recomendação para o uso de máscaras em locais públicos e a reabertura parcial do comércio no Distrito Federal, a população tem sido vista nas ruas usando os equipamentos, mas sem tomar outras medidas de proteção, como o distanciamento de, no mínimo, 1,5 metro uns dos outros, além de higienização das mãos. “A máscara é uma medida adicional. Ela não protege totalmente – diminui um pouco o risco de transmissão. O que elimina é o isolamento”, afirma. Confira a entrevista que ele concedeu à Agência Brasília.

Sair de casa usando a máscara facial, de tecido ou descartável, é seguro? A máscara evita a infecção por coronavírus?

As recomendações seguem as mesmas. As pessoas devem evitar sair de casa, só deveriam sair os envolvidos em atividades essenciais e em atividades comerciais liberadas pelo GDF. A maior parte delas, como as educacionais, não foram liberadas ainda, então certamente as pessoas estão circulando sem necessidade. A primeira recomendação, independente da abertura gradual das atividades, é que, quem puder, fique em casa.

O isolamento social continua sendo a principal forma de proteção?

Exatamente. O isolamento é a principal causa de termos chegado até aqui com esse aumento lento e gradual do número de casos. E também de não termos, até o momento, trazido uma sobrecarga ao sistema de saúde. Se as pessoas acharem que as medidas podem ser afrouxadas, ou pior, forçarem para elas serem afrouxadas, estão colocando em risco a própria vida e a de outras pessoas. O número de casos vai aumentar muito e, consequentemente, os casos graves e de pessoas que precisem ir para a UTI e certamente a mortalidade.

A preocupação é as pessoas ficarem doentes ao mesmo tempo?

Não só ao mesmo tempo como em número maior. A gente tem conseguido ter um número menor de casos, casos graves e óbitos justamente pela manutenção do isolamento. As pessoas não podem deixar de atender as medidas de isolamento recomendadas.

A gente sabe que é uma data importante, as pessoas não encontram a mãe há muito tempo, mas quanto mais se precaver melhor. As pessoas até podem usar máscaras, higienizar as mãos, não ficar em situação de proximidade com as outras pessoas, mas são tantas recomendações de cuidado que certamente vão esquecer de alguma.

A máscara então não substitui os outros cuidados?

De forma alguma. A máscara é uma medida adicional, não é substitutiva. Ela não protege totalmente. É preciso higienizar as mãos sempre que tocar alguma superfície, manter a distância de 1,5 metro, sair de casa só quando for necessário. Mas o principal é o isolamento. Se eu fico em casa, não há nenhuma possibilidade de transmitir o vírus para outra pessoa fora do meu domicílio. Quanto mais sair de casa, mais eu me exponho. A máscara diminui um pouco o risco de transmissão, mas não elimina. O que elimina é o isolamento.

Pessoas que moram juntas precisam usar máscaras em casa?

É difícil manter isso o tempo todo nas atividades do dia a dia, na hora de dormir, por exemplo. É importante adotar medidas que possam ser cumpridas. A única exceção é quando tem pessoas do grupo de risco em casa. Aí, sim, as pessoas deveriam utilizar máscara dentro do domicílio. Nesse caso, o esforço adicional tem que ser feito. E, quando possível, recomendamos que haja um distanciamento do grupo de risco. A gente sabe que em grupos de baixa renda é mais difícil, as pessoas vivem em casas de um ou dois cômodos. Mas, sempre que possível, as pessoas do grupo de risco devem ficar separadas em um cômodo. É importante fazer um isolamento dentro de casa em caso de convivência com pessoas do grupo de risco.

Domingo é Dia das Mães. As pessoas podem visitar as mães de máscara?

Quanto menos contato entre pessoas que não moram na mesma casa existir, melhor. Pessoas que residem em outros domicílios têm fluxos diferentes pela cidade, têm contato com outras pessoas e podem levar o vírus, mesmo usando máscara. Primeiro que a máscara não protege 100%. Depois, por algum descuido, ela não higieniza as mãos corretamente, toca em alguma superfície e acaba contaminando o ambiente. Quanto mais evitar isso melhor. A gente sabe que é uma data importante, as pessoas não encontram a mãe há muito tempo, mas quanto mais se precaver melhor. As pessoas até podem usar máscaras, higienizar as mãos, não ficar em situação de proximidade com as outras pessoas, mas são tantas recomendações de cuidado que certamente vão esquecer de alguma. Antes de entrar na casa, seria preciso tirar toda a roupa. A rigor, a pessoa teria que levar outra roupa, não tocar em nenhum objeto, trocar de roupa dentro do domicílio já possibilita contaminar o ambiente… São tantos cuidados que tem que tomar que fica impraticável.