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Hospital de Base oferece fisioterapia para pacientes pós-Covid-19

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Raimundo de Andrade Lima: recuperação satisfatória, reforçada por sessões de fisioterapia | Foto: Divulgação/Iges-DF

Iniciativa tem ajudado a melhorar sintomas deixados pela doença, principalmente a fadiga

Aos 82 anos e após superar um quadro clínico com 75% do pulmão comprometido, Raimundo de Andrade Lima deixou claro que a Covid-19 é mais um obstáculo que está sendo superado em sua vida. Foram 14 dias internado, sendo 11 deles na UTI do Hospital de Base (HB). Atualmente, ele faz reabilitação com a equipe de fisioterapia do hospital.

As fisioterapeutas se esforçam para devolver a vida de antes de Raimundo, que se dedicava à horta que cultiva no quintal da casa e aos cuidados com a esposa, Raimunda Lima, 76 anos, com quem ele é casado há 56.

Resistência física

Durante as sessões de fisioterapia, Raimundo chama a atenção pela longevidade e resistência física, apesar de ter pressão alta, colesterol alto e diabetes. Sem dificuldade, ele caminha por vários minutos na esteira e depois faz exercícios com uso de pesos e outros aparelhos. “Não estou cansado ainda”, responde, ao ser questionado após cada atividade.

Morador de Ceilândia, o paciente conta que não suspeitava estar contaminado pelo coronavírus, até chegar ao hospital. “O médico disse que eu precisava ficar internado”, relata. “Tive que me apegar a Deus. Hoje estou em casa com a minha família. O atendimento aqui foi bom demais, tanto na internação quanto com as fisioterapeutas”.

O neto de Raimundo, Rodrigo Lima, 30 anos, lembra que a família passou momentos difíceis durante a internação: “Foi desesperador, porque ele nunca teve a necessidade de ficar internado, sempre foi forte. Minha avó ficou num estado bem crítico de tristeza”.

Atendimento

Podem ter acesso ao serviço os pacientes que foram atendidos no HB e apresentaram dispneia (cansaço) no período de recuperação. Eles recebem indicação após serem avaliados por médicos no ambulatório de pneumologia da unidade. “Os pacientes pós-Covid, dependendo do comprometimento pulmonar, podem apresentar dispneia e fadiga”, esclarece a fisioterapeuta Reyslane Magalhães.

Também integrante do quadro de fisioterapeutas do HB, Paula Marques, que atua na reabilitação cardiopulmonar, informa que os pacientes egressos do tratamento da Covid-19 têm acompanhamento desde que saem da internação.

“A reabilitação é composta por duas etapas, sendo a primeira o recondicionamento respiratório, que pode ser feita com a esteira ou bicicleta”, explica. “A segunda etapa é o fortalecimento muscular, feito com o auxílio de pesos e halteres.”

Fatores de recuperação

Ao chegar para a reabilitação, o paciente passa por aferição da pressão arterial, da oxigenação e da frequência cardíaca, indicadores que são acompanhados até encerrar cada sessão.

“O tempo de recuperação depende de cada paciente, mas, em média, são quatro semanas de tratamento”, conta Reyslane. “No caso do senhor Raimundo, ele estava com um pouco de dispneia mediante esforços, mas com esse condicionamento vai aumentar a qualidade de vida”.

Assim, o HB se aprimora em tratamento de Covid-19. “Estruturamos leitos de internação e de UTI para atender os pacientes com Covid-19 e, agora, estamos disponibilizando esse serviço que é fundamental para garantir a melhor recuperação possível para os pacientes que enfrentaram a doença e ficaram com essas sequelas”, resume o diretor-presidente do Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), Sergio Costa.

Mais de 120 estabelecimentos de narguilé vistoriados em agosto

ção aponta o impacto negativo do fumo e fiscaliza respeito às regras de distanciamento na pandemia | Foto: Agência Saúde

Deste total, 26 locais foram autuados e oito interditados pela Vigilância Sanitária

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, a Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa) reforçou naquele mês a fiscalização em bares noturnos que comercializam e servem narguilé. O objetivo foi chamar a atenção para o impacto negativo que o tabaco e a exposição ao fumo passivo exercem sobre a saúde.

A ação também serviu para adequar e conscientizar os estabelecimentos que comercializam produtos fumígenos, para que possam oferecer esse tipo de serviço em respeito à legislação vigente. Especialmente porque, quando utilizado de forma compartilhada, o narguilé também pode disseminar o novo coronavírus e  aumentar os casos de contaminação.

Em agosto, 123 estabelecimentos passaram por vistoria em todo o Distrito Federal, dos quais 26 foram autuados e oito interditados, com multa que pode variar entre R$ 2 mil a R$ 20 mil. As principais irregularidades encontradas foram: permitir o uso de produtos fumígenos em ambientes fechados ou parcialmente fechados; aglomerações; e uso do narguilé em condições insalubres.

“É importante a população ter ciência de que no Brasil é proibido o uso de qualquer produto fumígeno, inclusive narguilé, em recinto coletivo fechado ou parcialmente fechado. A Divisa também alerta sobre o alto risco de contágio por coronavírus no compartilhamento do uso coletivo da piteira do narguilé”, afirma a gerente de Fiscalização da Divisa, Márcia Olivé.

Dos 123 estabelecimentos vistoriados em todo o DF, 26 foram autuados e oito interditados | Foto: Agência Saúde

De acordo com a gestora, também foram encontrados casos de funcionários expostos ao risco de contaminação por estarem trabalhando, diariamente, em ambientes fechados e insalubres. Além disso, dois dos estabelecimentos multados eram reincidentes, pois foram interditados por três vezes consecutivas. Devido à situação, um dos responsáveis por bar noturno foi encaminhado à delegacia mais próxima por atentado à saúde pública, suscetível a pagar multa máxima de R$ 20 mil.

Conforme o Decreto n° 40.939/20, a incidência do crime de infração pode fazer com que o estabelecimento infrator tenha a licença de funcionamento suspensa, enquanto perdurar o estado de calamidade pública decorrente da Covid-19. Também pode ser interditado total ou parcialmente o evento, instituição, estabelecimento ou atividade pelos órgãos de fiscalização definidos no decreto.

Concurso cultural para colégios cívico-militares

Alunos das escolas compartilhadas poderão escrever, filmar ou fotografar sobre paz e pandemia. E ainda ganhar aparelhos eletrônicos

As secretarias de Segurança Pública (SSP/DF) e de Educação (SEE/DF) lançaram, nesta quarta-feira (9), o I Concurso Cultural da Segurança Pública para os Colégios Cívico-Militares do DF. Com o tema Segurança conectada: o olhar da juventude sobre a cultura de paz e a pandemia, a competição é destinada aos 15 mil alunos matriculados nas dez unidades de ensino do projeto Escolas de Gestão Compartilhada.

Os estudantes poderão fazer inscrição para as modalidades de fotografia, redação e vídeo. O público-alvo são adolescentes do ensino fundamental II (entre o 6º e o 9º ano) e do Ensino Médio (1º, 2º e 3º anos). As inscrições devem ser feitas a partir da próxima segunda-feira (14) (indo até 11 de outubro) no site da SSP/DF.

Poderão participar alunos matriculados no Centro Educacional 03 de Sobradinho; no Centro Educacional 01 da Estrutural; no Centro Educacional 07 da Ceilândia; no Centro Educacional 308 do Recanto das Emas; no Centro Educacional Condomínio Estância III Planaltina; no Centro de Ensino Fundamental 407 de Samambaia; no Centro Educacional 01 do Itapoã; no Centro de Ensino Fundamental 19 de Taguatinga; no Centro de Ensino Fundamental 1 do Núcleo Bandeirante; e no Centro de Ensino Fundamental 01 do Riacho Fundo II.

“A iniciativa faz parte do conjunto de esforços para viabilizar ações voltadas à prevenção da violência e da criminalidade em meio à pandemia da Covid -19. É uma forma de aproximar esses alunos e dar continuidade ao trabalho que estava sendo desenvolvido desde o ano passado”, explica o secretário de Segurança Pública, delegado Anderson Torres.

Para o secretário de Educação, Leandro Cruz, o concurso é mais uma importante ação das secretarias para implementação do projeto Escolas de Gestão Compartilhada.

“O objetivo principal é promover a reflexão sobre a cultura de paz em tempos de pandemia, diante da suspensão das aulas presenciais e da necessidade de manutenção da oferta educacional por meio do ensino mediado por tecnologias. A Educação e a Segurança Pública seguem conectadas para ofertar educação de qualidade a esses estudantes”, ressalta.

Sete trabalhos de cada modalidade serão escolhidos para votação do público. A seleção será feita por uma equipe técnica formada por servidores da SSP/DF e da SEE/DF, especialistas nas áreas do concurso.

“A votação será realizada por meio do perfil do Instagram da SSP/DF, entre os dias 25 de outubro a 6 de dezembro. Os três primeiros colocados, em cada uma das três modalidades, serão premiados com smartphone, notebook ou tablet”, explica o subsecretário de Prevenção à Criminalidade (Suprec), da SSP/DF, Manoel Arruda.

Ele esclarece que os participantes terão de desenvolver temas voltados para a cultura de paz. “Eles deverão fotografar, fazer vídeos ou redação abordando temas como tolerância, cooperação, respeito à vida, respeito às individualidades, solidariedade, comunicação não violenta”.

Além de estimular a criatividade dos alunos, o concurso foi pensado para engajá-los e chegar até eles, de acordo com as possibilidades permitidas neste período de pandemia. “Essa é mais uma etapa relevante no processo de mudança das escolas em situação de vulnerabilidade. A estratégia da gestão compartilhada tem sido efetiva no apoio ao sistema de ensino local e se adaptou em meio à pandemia”, conta o subsecretário Interino de Escolas de Gestão Compartilhada (Segecom), da SSP/DF, Valdemir Gomes.

A redação poderá ser feita em três formatos: poesia, conto/cordel ou relato de experiência, que deverão ter entre 15 e 30 linhas. A comissão julgadora irá avaliar adequação ao tema proposto, criatividade, originalidade e correção ortográfica e gramatical.

Na modalidade fotografia, o aluno deverá registrar uma imagem, que, além de ser inédita, deverá ser de autoria do inscrito. O registro fotográfico poderá ser realizado com aparelho celular ou câmera digital, em formato em JPEG (ou JPG), com tamanho máximo de 2Mb.

O participante poderá incluir, junto da imagem, um texto explicativo de no máximo 7 linhas e seguir critérios de adequação ao tema proposto, criatividade e composição.

Aqueles que optarem pelo formato vídeo deverão atentar-se para enviar material autoral, com duração igual ou inferior a um minuto, computando o tempo destinado aos créditos.

O gênero será de livre escolha, podendo ser um documentário, ficção, animação, por exemplo.  O estudante poderá utilizar qualquer equipamento para a realização das filmagens – celular, câmera digital e/ou filmadora – dando importância para a boa qualidade do som. A escolha será feita com base na adequação ao tema proposto e criatividade.


Oficina
Durante o prazo de inscrições, professores da rede pública de ensino e servidores da SSP/DF capacitados
das áreas de redação, fotografia e vídeo farão uma live no Instagram da SSPDF para dar
dicas de produção dos trabalhos. A data será divulgada em breve.

Covid-19: falta de coordenação entre municípios fez aumentar casos

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Pesquisa da Oxford avaliou disseminação do vírus no país desde março

A falta de coordenação entre os municípios para relaxar as medidas de distanciamento pode ter desempenhado um papel importante na disseminação do novo coronavírus no Brasil. A conclusão é de pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e teve como base em um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

A entidade realizou pesquisa nacional com 4.061 municípios – 73% das cidades brasileiras – para entender como o poder público local atuou na prevenção e no controle da covid-19. O levantamento ocorreu entre março e agosto de 2020 por meio de questionário respondido por prefeito ou por responsáveis pela secretaria à frente das ações emergenciais.

Segundo pesquisadores do programa de estudos brasileiros da Universidade de Oxford, embora as medidas de distanciamento tenham sido adotadas em todo o país nos estágios iniciais do pandemia, a flexibilização delas, iniciada no final de março, desconsiderou frequentemente as decisões dos municípios vizinhos.

Outra constatação do grupo é que o fechamento precoce e coeso de atividades não essenciais durou pouco tempo e, desde o final de março, os municípios estão suspendendo as medidas de distanciamento de forma não sincronizada.

“A flexibilização das medidas nem sempre esteve relacionada à redução de casos confirmados, nem coordenada entre as cidades vizinhas. As fronteiras das cidades estão porosas e as que mantêm políticas estritas de distanciamento social podem enfrentar um número crescente de casos por causa de decisões externas.

A observação é importante, pois uma avaliação política da gestão da pandemia no Brasil deve levar em conta a duração desigual do distanciamento social no país”, concluíram.

Falta de coordenação

Dos 3958 prefeitos que responderam à pergunta sobre a implementação do isolamento social – fechamento de todos os serviços não essenciais – 2738 (69,2%) O fizeram  antes do primeiro caso relatado em seu município. “Isso levanta a questão de como a Sars-cov-2 passou de 296 municípios (7,5%), em 31 de março de 2020, para 4.196 municípios (75%) em 31 de maio de 2020.

Os dados sugerem que a falta de coordenação entre os municípios para relaxar as medidas de distanciamento pode ter desempenhado um papel importante”, avaliam os pesquisadores.

O consultor da área de estudos técnicos da Confederação Nacional dos Municípios , Eduardo Stranz, atribui o aumento do número de casos – após flexibilização das medidas – ao desconhecimento sobre os impactos do novo coronavírus.

Segundo Stranz, a partir da aprovação pelo Congresso do estado de calamidade nacional por causa da pandemia, em 10 ou 15 dias todos os estados fizeram seus decretos e municípios tomaram suas medidas de isolamento social.

“A administração pública tomou uma decisão muito rápida,e  isso aconteceu quase de forma universal no Brasil. Quando o prefeitos fecharam os serviços não essenciais, a população entendeu que era necessário, mas 15 dias depois, começou a pressionar pela reabertura. O abre e fecha ocorre porque ninguém tem muita noção de nada, já que não há paralelo e nem uma receita que possa ser adotada.”

Ainda segundo Stranz, entre abril e maio, muita gente perdeu emprego, saiu das capitais e voltou para o interior. Esse movimento também contribuiu para o aumento do número de casos em municípios menores.

Pesquisa

No período analisado, 96,5% dos municípios tiveram medidas restritivas para diminuição da circulação ou aglomeração de pessoas; menos 52,4% adotaram barreiras sanitárias, com postos de monitoramento de entrada e saída de pessoas no município; menos 75,7% estabeleceram “isolamento social” e abertura ou funcionamento apenas dos serviços essenciais; menos 94,2% dos municípios publicaram norma local para uso obrigatório de máscaras faciais; e menos 54,4% reduziram oferta de transporte público; menos 61,9% reconheceram que houve flexibilização das medidas restritivas durante o período pesquisado.

Levantamento

O levantamento da CNM revela que 79,3% dos consultados afirmam ter editado decretos municipais de emergência e que 18,8% deles não editaram. A situação de emergência ocorre quando há o reconhecimento pelo poder público de situação anormal, provocada por um ou mais desastres causando danos superáveis pela comunidade afetada.

Quando o assunto é decretação de estado de calamidade pública, 59,7% responderam que editaram decretos neste sentido, e 37,4% não publicaram. A norma dá celeridade a determinados processos administrativos e habilita o município a receber repasses federais no âmbito de outros ministérios que não o da Saúde.

Testagem

Entre as ações para diagnosticar o novo coronavírus, 3.414 fizeram a testagem de sintomáticos; 2.808 testaram grupos prioritários – profissionais de saúde, segurança e assistência social; e 1.210 o fizeram com assintomáticos.

Na atenção primária básica, que é a porta de entrada para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), 3.869 gestores afirmaram que distribuíram equipamentos de proteção individual (EPIs) para todos os membros das equipes; 3.650 entregaram máscaras; 3.577 mantiveram as visitas domiciliares de agentes comunitários de saúde; e 3.472 estabeleceram fluxos de encaminhamento de casos suspeitos para unidades de saúde.

O levantamento é a segunda etapa da pesquisa da CNM para identificar e acompanhar medidas adotadas por municípios para o enfrentamento e controle do novo coronavírus. Na próxima fase, que deve ser divulgada no mês que vem, serão levantados os recursos que chegaram aos municípios e como foram utilizados.

Criação de CPI da Pandemia será submetida ao colégio de líderes nesta quarta-feira

O requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades nas compras de insumos para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 será submetido à análise do colégio de líderes da Câmara Legislativa nesta quarta-feira (9), às 15h, na abertura da sessão extraordinária remota. A decisão foi anunciada na sessão desta terça-feira (8) pelo presidente da Câmara, deputado Rafael Prudente (MDB), após mais um dia de intensa discussão sobre a instalação da CPI.

O requerimento de criação da Comissão conta com a assinatura de 13 deputados distritais e vários deles se manifestaram em vários momentos da sessão cobrando a imediata instalação do colegiado. Após o anúncio da decisão de Prudente, novas manifestações questionaram a decisão do presidente. Um parecer da Procuradoria da CLDF, que opinou pela falta de um “fator determinado” para criação da CPI, também gerou muita discussão e insatisfação entre os parlamentares que defendem a investigação.

Rafael Prudente (MDB) rebateu insinuação de que houve algum direcionamento ao parecer da Procuradoria ou que estivesse agindo para protelar a instalação da CPI. “Não estou aqui para atrapalhar nenhuma investigação. O Parlamento está muito dividido, mas não estou aqui para defender nenhum lado e nem outro. Estou aqui no papel de juiz”, argumentou.

Ao anunciar que levaria a decisão para o colégio de líderes, o presidente disse que estava cumprindo o que determina o parágrafo 7º, do artigo 72 do Regimento Interno da Câmara: “As comissões parlamentares de inquérito serão instaladas respeitada a ordem cronológica do protocolo, salvo deliberação diversa do Colégio de Líderes”. “Há duas semanas tento ouvir as lideranças. Não coloquem na minha conta a ausência dos líderes na sessão. Espero que amanhã os líderes estejam no plenário para tomarmos a decisão. Só quero que me deixem cumprir o Regimento para que o processo não seja questionado posteriormente. Estou prezando pela legalidade do processo”, completou o presidente.

Prudente chegou a sugerir a devolução do requerimento ao primeiro signatário, deputado Leandro Grass (Rede), para que o problema apontado pelo parecer da Procuradoria fosse solucionado, mas a proposta não foi aceita. Segundo ele, esta poderia ser a solução mais rápida e evitaria que os deputados da base governista questionassem a legalidade da CPI.

Apoio à decisão do presidente

Em defesa da decisão do presidente Rafael Prudente, aurmentaram o líder do governo, deputado Cláudio Abrantes (PDT), e Hermeto (MDB). Em suas ponderações, Abrantes afirmou que considera a decisão prudente para evitar questionamentos futuros. Para ele, também seria melhor delimitar melhor o objeto da investigação para evitar outros protelamentos que possam surgir.

Já o deputado Hermeto (MDB) considerou que a Casa está dividida em relação à CPI, já que onze deputados não assinaram o requerimento. Ele pediu cautela nas deliberações sobre o tema e disse que “não vê motivos para não adiar mais um ou dois dias uma definição sobre a CPI”. Também salientou que o Ministério Público já está investigando a fundo a secretaria de Saúde e deverá apresentar uma denúncia nos próximos dias.

Sua Vida Vale Muito Itinerante realiza cerca de 500 atendimentos na Ceilândia

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Cerca de 500 atendimentos foram realizados na Ceilândia, durante a primeira edição do programa Sua Vida Vale Muito Itinerante, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), que ocorreu entre os dias 21 de agosto e 5 de setembro. A ação é uma força-tarefa voluntária de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, massoterapeutas e educadores físicos, que também acolhem os moradores com suspeita do novo coronavírus. A próxima cidade a receber o programa será anunciada em breve.

“Durante a pandemia da Covid-19, os cuidados com a saúde devem ser redobrados. Por isso, decidimos levar para as Regiões Administrativas esses atendimentos e serviços que podem auxiliar a população, especialmente os idosos e seus familiares, a se protegerem do coronavírus”, reforçou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

Para evitar que a população se desloque para longe, a Secretaria transporta os serviços em uma VAN para as cidades do Distrito Federal. Nesta primeira etapa, o veículo estacionou em dois locais da Ceilândia, no CEU das Artes, na QNR 2, e também na Praça dos Direitos, localizada na QNN 13.

Vale destacar que durante os atendimentos são adotados todos os protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias. Entre as medidas de segurança contam testagem prévia dos servidores, desinfecção do local, uso de máscaras, álcool em gel 70% e distanciamento social.

Segunda fase

A ação itinerante é a segunda fase do Programa Sua Vida Vale Muito. A primeira foi a Hotelaria Solidária, que hospedou 300 idosos no Brasília Palace Hotel durante 90 dias, entre abril e julho. Nesse período, eles aprenderam a se proteger contra a Covid-19 e a importância de adquirir hábitos saudáveis no seu cotidiano.

Agora, além de acompanhá-los virtualmente por meio de grupos de WhatsApp, a Sejus pode oferecer em suas cidades serviços semelhantes aos que recebiam no hotel, contribuindo para volta à rotina desses idosos, que deixaram o hotel no dia 22 de julho.

Alfabetização com aulas remotas traz novos desafios para as instituições de ensino

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Apesar das dificuldades, o apoio familiar e as atividades atreladas às brincadeiras podem deixar o ensino mais leve, descontraído e divertido

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) declarou, em 8 de setembro de 1997, o Dia Mundial da Alfabetização para ressaltar a importância deste processo de ensino para o desenvolvimento social e econômico do mundo. O método que visa a desenvolver a habilidade de leitura e de escrita do aluno sempre contou com a presença física dos professores. Entretanto, com a chegada do novo coronavírus (Covid-19), uma nova realidade foi imposta.

O necessário distanciamento social foi responsável por fechar as instituições de ensino para evitar a propagação da doença. A partir disso, as salas de aula foram substituídas pelas residências de milhões de crianças e adolescentes. “No início, eu não enxergava como isso poderia acontecer, mas descobrimos que é possível, sim, alfabetizar a distância de uma forma dinâmica e fantástica”, conta Jacielma Leal, professora de alfabetização do Colégio Seriös.

A profissional explica que o êxito se deu em razão da oportunidade de fazer uma sondagem com os alunos nos primeiros dias de aula. A ideia era, justamente, saber como as crianças estavam para que a professora pudesse desenvolver técnicas capazes de alcançar todos igualmente.

“Confesso que não foi um trabalho muito fácil, pois dar aula de forma remota para crianças de seis anos, manter a atenção, a disposição e o foco diante das atividades propostas foram grandes desafios. Por outro lado, não podemos desconsiderar que, hoje em dia, as crianças têm facilidade em manusear aparelhos eletrônicos, e isso ajudou muito o processo de ensino e de aprendizagem a distância, pois rapidamente elas se adaptaram à nova realidade”, conta Leal.

Apoio familiar

A presença dos pais / responsáveis é crucial para o desempenho estudantil. De acordo com Leal, as famílias podem ajudar, estando presentes em momentos de aulas, mesmo que não seja durante todas as explicações da professora.

“A criança precisa sentir e saber que está sendo acompanhada de perto por um adulto. Isso auxilia, pois a ajuda a pensar e a agir de forma tranquila diante dessa nova modalidade de ensino”, complementa.

Incentivar a obediência aos combinados estabelecidos logo no início das aulas também é fundamental para o sucesso do aprendizado remoto. É preciso pulso firme e presença familiar para mostrar que os acordos são importantes, pois isso é levado para toda a vida da criança.

“A família precisa dedicar um tempo especial ao filho nesta fase, com outros tipos de atividades – propostas ou não na sala de aula virtual – para o crescimento pessoal e acadêmico”, aconselha a professora.

O processo de alfabetização tem que ser prazeroso para criança. Por isso, é interessante estimular brincadeiras atreladas ao assunto, como adedonha, listas do que gostaria de fazer, lista do que quer ganhar ou comprar. “Ainda que a criança não consiga escrever de forma convencional, ela precisa se ‘arriscar’, perceber e sentir a necessidade da leitura e da escrita, pois, a partir disso, surgirá o interesse em aprender cada vez mais”, explica.

Para desenvolver a alfabetização fora de aula, Jacielma indica quatro atividades a ser feitas em família. Veja.

1) Nomear objetos de casa, criando plaquinhas com o nome de cada objeto, pois estas servirão de referência para a criança na hora de escrever outras palavras.

2) Fazer leitura compartilhada (em que cada um lê uma parte) com questionamentos sobre os textos lidos para estimular a interpretação e a compreensão; ler uma propaganda ou notícia que seja do interesse da criança.

3) Deixar recadinhos ou pedidos por escrito para que a criança leia e execute.

4) Fazer a reescrita de pequenos textos e musiquinhas que as crianças saibam de memória.

Sobre o Colégio Seriös – Há oito anos no mercado de Brasília, a instituição de ensino de período semi-integral faz parte de um ecossistema de aprendizagem múltipla e humanista para todas as fases escolares. A proposta pedagógica inclui atividades de Arte, Cultura e Tecnologia (ACT) mescladas às demais disciplinas, que visam à aquisição de competências e ao desenvolvimento de habilidades indispensáveis para a formação integral. O objetivo é proporcionar uma visão humanista e omnilateral para a formação integral de cidadãos conscientes de suas escolhas.

O Novo normal em condomínios será o tema da live sobre as mudanças trazidas pelo Covid-19

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Nicson Vangel, especialista em condomínios, vai esclarecer as dúvidas que síndicos e moradores precisam saber em tempos de Covid-19; A live, está marcada para esta quinta (10), 21h, nas rede da Âncora Condomínios

 A pandemia causada pelo novo coronavírus trouxe muitas dúvidas e uma série de adaptações por todo o mundo, em especial, em locais de grande circulação de pessoas, como os condomínios. Todas essas mudanças e novas rotinas trouxeram também muitas dúvidas e questionamentos entre síndicos e moradores. Para esclarecer todas essas modificações e acabar com os questionamentos, o especialista em assuntos condominiais, Nicson Vangel, preparou uma live para tratar dos temas polêmicos e duvidosos, e orientar a comunidade, para amenizar as situações problemáticas. A live vai acontecer nessa quinta-feira, 10 de setembro, às 21h, com transmissão pelas redes sociais da Âncora Condomínios Âncora (Youtube, Instagram e Facebook). 

 Para Nicson Vangel, todas essas mudanças trouxeram uma nova configuração para os administradores e moradores de condomínios. As mudanças foram diretamente direcionadas para o comportamento coletivo, causando uma série de conflitos e readaptação na forma de morar em comunidade. Ao longo do processo de descoberta do vírus, os órgãos responsáveis pela saúde e de fiscalização, apontaram medidas, que foram alteradas algumas vezes, e acabaram gerando ainda mais dúvidas. “Foram surgindo uma série de novas regras e mudanças que acabaram levantando conflitos e gerando dúvidas, por isso, reunimos todas as normas e recomendações vigentes e preparamos uma live para deixar tudo mais claro e acabar de vez com toda a problematização do que pode e do que não pode”,  esclarece Nicson.

 Entre os temas que serão apresentados na live estão: uso dos elevadores e demais áreas comuns; festas nos condomínios; o que fazer quando um morador está com COVID-19?; obras e mudanças; síndicos com mandatos vencidos; como fazer assembleias e reuniões nos condomínios; descontos em taxas condominiais, entre outros.  O público poderá interagir formulando perguntas e sugerido temas durante a transmissão. Além de Nicson Vangel, o gerente geral da Âncora, Vinícius Souza, estará presente, contribuindo com informações relevantes ao tema.

  Sobre a Âncora Condomínios – Com mais de 13 anos de atuação no mercado, a Âncora Condomínios presta serviços como administradora de condomínios, gestão sustentável, consultoria em administração e mediação e conciliação extrajudicial. Como diferencial, oferece aos clientes o programa Inadimplência Zero, modernas práticas administrativas e alta tecnologia que possibilitam comunicação rápida através de aplicativos.

 

SERVIÇO

LIVE : O NOVO NORMAL EM CONDOMÍNIOS

DATA: 10/09

HORÁRIO: 21h

LOCAL: Redes sociais da Âncora Condomínios Âncora (Youtube, Instagram e Facebook). 

Âncora Condomínios

Endereço: Sede: Rua Copaíba, 01 – Ed. DF Plaza, salas 913 a 920, Torre A -Águas Claras – DF/

Site :www.ancoracondominios.com.br 

Sejus participa de campanha do GDF para arrecadar livros e brinquedos infantis

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A entrega dos materiais infantis será feita pela Defesa Civil entre 5 e 12 de outubro, quando é comemorado o Dia das Crianças

A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) aderiu a campanha Vem Brincar Comigo 2020. O objetivo é arrecadar brinquedos e livros infantis para crianças em situação de vulnerabilidade no Distrito Federal. A iniciativa será coordenada pela Subchefia de Políticas Sociais e Primeira Infância, vinculada à Chefia de Gabinete do Governador e responsável pelo planejamento, promoção e execução das políticas públicas sociais em parceria com as secretarias do GDF.

“Nesse momento tão difícil, precisamos unir forças e levar a nossa solidariedade para aqueles que mais precisam. Para nós da Sejus é um orgulho abraçar uma causa social tão especial quanto essa de apoio e proteção para crianças em situação de vulnerabilidade aqui da nossa cidade”, afirma a secretária da pasta, Marcela Passamani.

Até 30 de setembro será realizada a arrecadação dos materiais que podem ser doados nas portarias da Sejus, localizadas na Estação Rodoferroviária de Brasília – Parque Ferroviário, Zona Industrial, Brasília/DF e na quadra 01, Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN) Quadra 01, Lote C (Prédio da Subsecretaria de Políticas para Crianças e Adolescentes).

A entrega dos materiais infantis será feita pela Defesa Civil entre 5 e 12 de outubro, quando é comemorado o Dia das Crianças. Para evitar a propagação do novo coronavírus, recomenda-se a higienização com água e sabão ou álcool 70% de todos os materiais a serem doados, além de priorizar a entrega em sacolas plásticas transparentes para facilitar a identificação.

Lava Jato | MPF e PF cumprem mandados por fraudes na Fecomércio/RJ

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Operação E$quema é um desdobramento da Operação Lava Jato

Policiais federais e integrantes do Ministério Público Federal (MPF) cumprem hoje (9) 50 mandados de busca e apreensão contra acusados de desvios de R$ 355 milhões na Federação do Comércio do Rio (Fecomércio/RJ) e nas seções fluminenses do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço de Aprendizagem Comercial (Senac). Os alvos são pessoas, escritórios de empresas e de advocacia.

A Operação E$quema, um desdobramento da Operação Lava Jato, começou a partir da Operação Jabuti, de 2018, e também usa informações de delação premiada do ex-presidente da Fecomércio/RJ Orlando Diniz.

De acordo com o MPF, dos R$ 355 milhões gastos a pretexto de serviços advocatícios supostamente prestados à entidade, entre 2012 e 2018, ao menos R$ 151 milhões foram desviados em esquema que envolveria Diniz, Marcelo Almeida, Roberto Teixeira, Cristiano Zanin, Fernando Hargreaves, Vladimir Spíndola, Ana Tereza Basílio, José Roberto Sampaio, Eduardo Martins, Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo. Os 11 foram denunciados por organização criminosa.

Ainda segundo o MPF, o esquema envolvia o uso de contratos falsos com escritórios dos acusados ou de terceiros por eles indicados, em que serviços advocatícios declarados não eram prestados, mas remunerados por elevados honorários por essas entidades representativas do comércio fluminense. As investigações mostraram que as instituições destinaram mais de 50% de seu orçamento anual a contratos com escritórios de advocacia.

Como os contratos eram feitos com a Fecomércio/RJ, entidade privada, o seu conteúdo e os seus pagamentos não eram auditados pelos conselhos fiscais do Sesc e do Senac Nacional, pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ou pela Controladoria-Geral da União (CGU), de acordo com o MPF.

Os recursos do Sesc e Senac, no entanto, têm origem pública, que são repassados pela Receita Federal a partir de contribuições sobre folhas de pagamento de empresas comerciais para os Serviços investirem na capacitação e bem-estar de comerciários.