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Carteira de identificação garante direitos a pessoas com TEA no DF

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Ciptea pode conferir prioridades e acesso a benefícios sociais e políticas públicas; no DF 21,8 mil pessoas estão cadastradas

Aline Campos, de 45 anos, recebeu em 2022 o diagnóstico de que o filho, João Campos, hoje com 13 anos, tinha Transtorno do Espectro Autista (TEA). No mesmo ano, a servidora pública fazia os exames que, mais tarde, confirmariam que ela própria também estava no espectro. Foi nesse contexto que Aline conheceu a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea).

“Foi muito tranquilo, eu tive contato com o pessoal da Secretaria da Pessoa com Deficiência em um evento que participei, a Semana Azul. Foi aí que peguei todo o passo a passo para dar entrada na documentação”, lembrou. Assim como Aline e o filho, 21.815 pessoas com Transtorno do Espectro Autista estão registradas no Cadastro da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal (CADPcD) e têm direito à Ciptea.

O documento não é uma mera formalidade. Com ele, é possível ser oficialmente identificado como PcD/TEA, o que pode conferir prioridades, abrir portas para benefícios sociais e facilitar o acesso a políticas públicas, a exemplo do DF Acessível, que garante transporte porta a porta em casos elegíveis, bem como — também após avaliação — isenção de IPVA e de impostos na compra de veículos (IPI e IOF).

“A Ciptea não é apenas um documento, é um instrumento de cidadania. Ela garante visibilidade às pessoas com Transtorno do Espectro Autista e assegura que seus direitos sejam respeitados em todos os espaços. No Distrito Federal, estamos comprometidos em transformar políticas públicas em ações concretas que impactem a vida das famílias”, ressaltou o secretário da Pessoa com Deficiência, Willian Cunha.

De fato, a carteira ajudou o dia a dia de Aline e João, que ainda citaram mais exemplos de benefícios e acesso a direitos. “Você consegue colocar os contatos de emergência, caso seja necessário em um momento de crise do autista. Então, esse benefício foi maravilhoso. O atendimento prioritário também, tanto em serviços públicos quanto privados. E um outro serviço de enorme valia foi o acesso à vaga especial de estacionamento [conferido pelo Departamento de Trânsito — Detran], que facilita muito a vida, principalmente daquele autista que precisa de mais suporte e requer um pouco mais de cuidado na hora de sair de casa”, elencou a servidora.

“A Ciptea traz vários benefícios, como a melhora da identificação de pessoas com Transtorno do Espectro Autista, ajudando a ampliar de forma geral a conscientização da população sobre os autistas. E isso ajuda a gente a conseguir mais respeito e empatia, porque a gente sofre muito bullying por sermos diferentes”, arrematou o jovem.

Como solicitar

A Ciptea pode ser solicitada pela internet. Então, basta preencher o formulário com os dados do solicitante e anexar documentos pessoais (RG e CPF), foto 3×4, comprovante de residência e laudo médico de psiquiatra ou neurologista (com conclusão detalhada em casos de diagnóstico na fase adulta).

Após análise e validação das informações, a carteira digital já ficará disponível para download.

DF lidera o país em leitos de terapia intensiva e médicos intensivistas

Levantamento da Amib coloca o DF no topo nacional na oferta proporcional de leitos e na densidade de especialistas; ampliação da rede ajuda a sustentar o atendimento aos casos graves

O Distrito Federal lidera o país na oferta proporcional de leitos de terapia intensiva e na densidade de médicos intensivistas. Levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) mostra que o DF tem 76,68 leitos de terapia intensiva para cada 100 mil habitantes, mais que o dobro da média brasileira. No mesmo estudo, a unidade da Federação aparece com 14,06 médicos intensivistas por 100 mil habitantes, o maior índice do país.

O desempenho está ligado à expansão dos leitos próprios e ao apoio de vagas credenciadas na rede privada, que reforçam a retaguarda da assistência aos casos graves.

De acordo com a subsecretária de Atenção à Saúde, Raquel Mesquita, o resultado acompanha a ampliação da capacidade assistencial da rede nos últimos cinco anos. Segundo ela, o DF ampliou em 83% os leitos de UTI adulto e em 52% os de UTI pediátrica. “Não são só os leitos: também lideramos em médicos intensivistas”, afirma.

Na pediatria, esse reforço ganha peso no período de maior circulação de vírus respiratórios. Segundo a Secretaria de Saúde, o DF adota medidas específicas entre março e julho para enfrentar o aumento das infecções respiratórias em crianças, com planejamento antecipado, monitoramento e reforço da capacidade de resposta da rede.

Raquel Mesquita afirma que a estrutura pediátrica foi ampliada para absorver essa pressão. “Esse quantitativo a mais vem para garantir a assistência justamente no período de maior pressão sobre os leitos pediátricos”, diz. A subsecretária também destaca a importância da vacinação contra a influenza e da imunização materna para reduzir quadros graves entre crianças pequenas.

Impacto na rotina dos hospitais

Na rotina dos hospitais, a percepção de quem atua nas unidades ajuda a mostrar como essa rede funciona no dia a dia. Médico intensivista no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Diogo Tobias diz que a diferença do DF em relação a outros estados aparece no funcionamento do hospital e da regulação. “Sou do Rio de Janeiro, e este é o terceiro estado em que trabalho no serviço público, depois do Rio e do Pará. A primeira impressão foi que eu não estava diante de um hospital público nos moldes a que eu estava acostumado”, relata.

No HRSM, a estrutura ganhou reforço em dezembro de 2025. O hospital adquiriu um novo tomógrafo, com capacidade para realizar entre 180 e 200 exames por dia, medida que, segundo o IgesDF, deve reduzir filas, agilizar diagnósticos e favorecer decisões clínicas mais rápidas.

Diogo Tobias afirma que esse suporte faz diferença na rotina da terapia intensiva. “A rede de regulação realmente funciona. Não tem como passar à frente sem seguir a fila. É uma questão de organização e idoneidade. O paciente que entra pela porta e precisa de UTI vai conseguir”, diz. Sobre a estrutura do HRSM, acrescenta: “Hoje temos um segundo aparelho de tomografia, novo, e isso se traduz na UTI. A fila para a tomografia é muito pequena”.

Outro exemplo vem do Hospital de Base, onde o aposentado Irineu José Dewes ficou internado após sofrer um infarto. Segundo a filha dele, a fisioterapeuta Raquel Schmidt Dewes, a rapidez do atendimento foi decisiva. “Meu pai estava em um estado muito crítico, e, se não fosse esse atendimento, toda a equipe hospitalar, ele teria corrido risco de vida”, relata.

Raquel conta que o pai foi recebido pela equipe da hemodinâmica, passou rapidamente por cateterismo com colocação de stent e, em seguida, foi encaminhado à UTI. Para ela, o que mais chamou a atenção foi a atuação integrada dos profissionais. “É uma equipe muito bem-estruturada, com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, médicos, técnicos de enfermagem e nutrição. O que mais me impressionou foi o acolhimento e a multidisciplinaridade de profissionais durante todo o dia, acompanhando o paciente”, afirma

Ela também destaca a segurança passada à família durante a internação. “Apesar da grande demanda, eles conseguem acolher o paciente de forma eficaz, segura e, mais importante, empática. A família fica do lado de fora sofrendo, querendo informações, mas sabe que está tranquila porque o paciente está bem-assistido, com bons profissionais”, diz. Sobre a UTI, completa: “Ela é bem-equipada, com monitores que acompanham o paciente e com cama elétrica, o que ajuda na segurança”.

“A rede de regulação realmente funciona. Não tem como passar à frente sem seguir a fila. É uma questão de organização e idoneidade. O paciente que entra pela porta e precisa de UTI vai conseguir”

Diogo Tobias, médico intensivista do HRSM

Após oito dias internado, Irineu recebeu alta. “Fui bem-atendido. Ótimos profissionais”, resume.

Para outras famílias, o efeito dessa rede também aparece no cuidado de longo prazo. Dona de casa, Jamile Eduarda de Sousa Rosa, 25 anos, acompanhou o filho Miguel, hoje com oito meses, durante quase quatro meses de internação no HRSM. Nascido prematuro, com 23 semanas, ele ficou três meses e 11 dias na UTI, além de mais 20 dias em unidade intermediária neonatal.

“Se não fosse por eles, meu filho nem estaria vivo”, diz Jamile. “A estrutura é muito preparada, os equipamentos são muito bons e a equipe é muito bem-treinada.”

Jamile afirma que o cuidado não se limitou ao bebê. “Foi tudo ótimo, tanto para o neném quanto para mim. Tive muita ajuda, e cuidaram muito bem do meu filho. Até hoje cuidam”, conta. Segundo ela, a estrutura oferecida ao acompanhante também fez diferença durante a internação. “Tive cama, alimentação e apoio. Como era meu primeiro filho e ele nasceu prematuro, era tudo muito novo. Ver hoje tudo o que ele passou e o que superou é só gratidão”.

DF inicia semana com 650 vagas de emprego nas agências do trabalhador

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Maior salário é de R$ 3,5 mil, para garçom, na Asa Norte; pessoas interessadas devem cadastrar o currículo em aplicativo ou ir a uma agência, das 8h às 17h, durante a semana

As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 656 oportunidades profissionais abertas nesta segunda-feira (13). O maior salário é de R$ 3,5 mil, encontrado em dez vagas para garçom na Asa Norte, com experiência e ensino fundamental completo.

Outros valores atrativos são ofertados em uma chance para técnico de edificações no Guará (R$ 3,3 mil), uma para almoxarife em Samambaia (R$ 2,5 mil) e em oito para vendedor interno no Plano Piloto (R$  2,8 mil).

Em relação à demanda por novos funcionários, o destaque é no setor de serviços. Estão disponíveis 145 postos para repositor de mercadorias, 100 para operador de caixa, 60 para açougueiro, 40 para ajudante de açougueiro, 40 para atendente de padaria, 40 para auxiliar de padeiro, 40 para fiscal de prevenção de perdas e 30 para pizzaiolo, entre outras, em diferentes regiões administrativas. Os salários partem de R$ 1.621.

Todos os postos oferecem benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das chances do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).

INTELIS realiza seminário sobre inteligência de estado na democracia

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Evento promovido pelo sindicato dos servidores da ABIN, com apoio da UNIPOP, discute histórico dos serviços de inteligência e propõe alternativas para atuação alinhada ao Estado Democrático de Direito, com palestras de ex-ministros e dirigentes históricos da esquerda brasileira

Da Redação

O Seminário Estratégico de Inteligência de Estado na Democracia, promovido pelo INTELIS – sindicato dos servidores da ABIN, ex-SNI – e com apoio da UNIPOP, Universidade Popular, avaliou o histórico dos serviços de inteligência brasileiros e propôs medidas para alinhar a atividade ao Estado Democrático de Direito. O evento, realizado recentemente, gerou repercussão nas redes sociais, com elogios de usuários de esquerda e críticas de militantes de direita, especialmente militares da reserva.As principais discussões envolveram quatro palestrantes: os ex-ministros José Dirceu e Ricardo Berzoini, o ex-deputado José Genuíno e o ex-vereador e ex-secretário de Estado Acilino Ribeiro.

Os quatro têm trajetória marcada por ações contra o Regime Militar (1964-1985). Dirceu, Genuíno e Acilino atuaram na luta armada e foram treinados por serviços de inteligência de outros países, conforme documentos dos órgãos de repressão da época. Berzoini destacou-se como líder sindical e participou de greves e manifestações que contribuíram para o fim do regime.

Durante as palestras, José Dirceu defendeu uma nova política de inteligência voltada para a defesa e a segurança nacional, com orçamento adequado e nova doutrina de ensino nas áreas militar e civil. José Genuíno defendeu uma ABIN que não busque inimigos internos, maior participação da sociedade e transparência, preservando o caráter secreto da atividade, além de sugerir a denúncia do acordo militar que cedeu a Base de Alcântara aos Estados Unidos. Ricardo Berzoini citou ações do ex-SNI durante a redemocratização e o envolvimento de empresários no financiamento da repressão. Acilino Ribeiro criticou o monitoramento sofrido pelo ex-SNI e propôs a criação de disciplinas de Inteligência e Contrainteligência em cursos universitários, rompimento de acordos com a CIA e o Mossad, e maior aproximação da ABIN com os serviços de inteligência dos países do BRICS.

Os servidores da ABIN, representados pelo INTELIS, consideraram o evento positivo para o avanço na democratização da atividade. Participantes relataram satisfação com os resultados e afirmaram que o seminário quebrou paradigmas. Nas redes sociais, comentários de esquerda elogiaram a iniciativa, enquanto militantes de direita questionaram a escolha dos palestrantes.De acordo com a diretoria do INTELIS, mais dois fóruns sobre o tema estão previstos para este ano: um voltado para professores e estudantes universitários e outro para movimentos sociais e sindicais. A entidade anunciou a realização de novos eventos em parceria com a sociedade civil.

 

Coluna do Fluminense | Derrota anunciada

POR RAIMUNDO RIBEIRO

Depois de beneficiar o adversário e se prejudicar, o Fluminense voltou a campo para enfrentar o Flamengo pelo maculado campeonato brasileiro.

Mal escalado (sem Savarino), com 2 minutos Acosta leva uma bolada na cabeça e tem que sair.

Era a chance de corrigir o erro na escalação colocando Savarino, mas zubeldia prefere colocar Ganso.

Aos 6 minutos Fábio erra um passe para Samuel Xavier, demora a voltar pro gol e o adversário faz 1×0.

É a velha e burra estratégia de optar por jogar no nosso campo defensivo.

A partir daí o Fluminense avança suas linhas, mas desorganizadamente em razão da alteração da forma de jogar (saída de Acosta), mas o que se torna bem visível é que entra em jogo a estratégia do conhecido soprador de apito marcando faltas inexistentes, não marcando as que acontecem, e não por coincidência contra o

Fluminense e obediente como é, usa o apito para atingir seu objetivo.

A comprovar essa ardilosa atuação do soprador de apito, o fato de Arrascaeta dar uma cotovelada em Samuel Xavier na frente do soprador de apito que sequer marca a falta.

Todos esses fatos geram nervosismo nos jogadores do Fluminense, que passam a errar passes e até escorregar com a bola dominada.

Tudo isso acontece porque o Fluminense permitiu que assumisse o comando do clube um bando de infiltrados que lá estão para defender os interesses do adversário, nunca do clube que deveriam dirigir com honestidade.

Estamos tendo uma aula de como se ganha uma partida de futebol com o apito, parecendo que são apenas “erros” inofensivos.

No final do primeiro tempo se percebe que não é só o soprador de apito que joga no time adversário, mas também os levantadores de pau, conhecidos como bandeirinhas.

Voltamos para o segundo tempo e aos 5 minutos num cruzamento aéreo(mais um) o adversário faz 2×0, em mais uma falha de Samuel Xavier e Fábio.

O nervosismo dos nossos jogadores é visível cometendo erros primários.

Mesmo tendo uma péssima atuação, aos 15 minutos Serna desperdiça ótima oportunidade.

Aos 19 minutos entram Castillo e Savarino, saindo Martinelli e JK.

A partir daí, mesmo desorganizado o Fluminense passa a encurralar o adversário e vai desperdiçando chances.

Aos 21 minutos é Castillo que desperdiça.

Aos 30 minutos, pênalti que o soprador do apito não marcou, mas foi surpreendido com a sequência da jogada e Savarino diminui sem que o soprador possa fazer nada.

Aos 34 minutos Savarino perde a oportunidade de empatar.

Aos 40 minutos entram Guga e Arana, saindo Samuel Xavier e Renê.

Aos 41 minutos Castillo perde oportunidade incrível.

Aos 52 minutos Castillo perde a última oportunidade.

Falando um pouco de futebol, o Fluminense fez um péssimo primeiro tempo, óbvio que pela saída de Acosta e a atuação dos sopradores de apito, o que impacta na atuação do time, e um segundo tempo voluntarioso, encurralando o adversário após a entrada de Savarino, mas esta derrota não aconteceu em campo; aconteceu quando a diretoria, comprovando sua submissão vassala aos interesses do adversário se esforçou para adiar a partida de sábado para domingo sem nenhuma razão e infringindo a lei (estatuto do torcedor), aliado ao fato já rotineiro, de aceitar Raphael Klaus como soprador de apito, consciente de que se trata de pessoa que sempre que é necessário beneficiar o sistema e prejudicar o Fluminense ele é o “escolhido”.

Além disso, é necessário que zubeldia pare de inventar e escale a equipe corretamente que é Fidélis na lateral direita, Arana na esquerda, Millan na zaga e Savarino como meia-atacante.

Que todos saibam que o Fluminense é sua torcida, e luta contra o adversário, contra os sopradores de apito, e também contra os infiltrados travestidos de dirigentes.

Na próxima quarta-feira as 21:30 horas voltaremos a campo para enfrentar o Rivadávia pela libertadores, em busca do reencontro com a vitória, apesar da diretoria de infiltrados e das arbitragens.

Melhor em campo: Savarino.

Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺

Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

Mundial de Marcha Atlética movimenta Brasília com circuitos na capital

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Programação deste domingo (12) reuniu atletas de diferentes categorias em frente ao Museu Nacional; atleta brasiliense Caio Bonfim levou a medalha de bronze

“No final eu já estava sem forças, mas olhava pra vocês e dizia: ‘mais uma volta, por eles”, declarou o atleta Caio Bonfim, após conquistar a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Marcha Atlética. Neste domingo (12), a prova reuniu competidores de diferentes países, além de atletas brasileiros distribuídos nas diversas categorias. A estrutura, montada no Museu Nacional e arredores, incluiu áreas de apoio para atletas, organização de fluxo para o público e esquema de credenciamento antecipado, necessário para acesso às áreas específicas do evento.

Com uma torcida empenhada em acompanhar os competidores brasileiros que disputavam a prova na área central de Brasília, a programação da 31ª edição do Campeonato Mundial de Marcha Atlética começou às 6h45, com as disputas da maratona masculina e feminina feitas simultaneamente.

Celina Leão com o atleta brasiliense Caio Bonfim: “O Caio representa muito, a força da resistência, da família e do sucesso. Foi uma prova muito difícil, com os melhores do mundo; e para nós, aqui ele é ouro”

“Foi uma das provas mais difíceis da minha carreira, principalmente pelo emocional”

Caio Bonfim, atleta medalhista olímpico

A governadora Celina Leão avaliou o impacto do evento que movimenta o calendário esportivo da capital, destacando a performance de Caio Bonfim: “O Caio representa muito, a força da resistência, da família e do sucesso. Foi uma prova muito difícil, com os melhores do mundo; e para nós, aqui ele é ouro. É um momento emocionante, com os melhores do mundo aqui, e ver Brasília cheia, com visibilidade internacional e movimentando a economia, mostra a dimensão desse evento para a cidade, que já é a capital do esporte”.

Caio, que trouxe diversas medalhas para a modalidade no Brasil, incluindo prata na marcha atlética de 20 km nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, ficou no pódio mais uma vez. Chegando em terceiro lugar, ele reforçou o alto nível técnico das provas realizadas na capital federal, ao lado de atletas nacionais e internacionais, frisando o peso emocional de competir em casa.

“Foi uma das provas mais difíceis da minha carreira, principalmente pelo emocional”, relatou. “Eu entreguei tudo de mim, cheguei vendo só o meio-fio branco. Esse evento é uma responsabilidade, com todo esse investimento e expectativa. Eu não controlo a expectativa externa, mas a gente sabe e pesa. Mantive a técnica: mesmo sem sentir as pernas, sentia a motivação que a torcida trouxe. Nesse meu oitavo mundial, lutando e buscando, perdi para aqueles que foram melhores do que eu, mas não podia perder para mim e, graças a Deus, hoje levo essa medalha para casa.”

O medalhista olímpico elogiou a organização do evento em Brasília: “Ficaram encantados com nossa estrutura. Fico muito feliz de fazer parte disso e mostrar que o Brasil é capaz. Agradeço ao GDF por não economizar e mostrar que isso é um investimento que não dá nem para quantificar o legado que vai gerar”.

Percurso e estrutura 

As competições seguiram ao longo da manhã com provas das categorias de base. Às 7h15, ocorreu a marcha atlética masculina sub-20 de 10 km, seguida pela feminina da mesma categoria, às 8h15. Já o fim da manhã e o início da tarde foram marcados pelas provas de meia maratona, com largadas às 11h05, no masculino, e às 12h50, no feminino.

Para viabilizar as disputas, foram montados circuitos fechados na região central. A maratona ocorreu em um percurso circular de 2 km, totalizando 42,195 km ao longo de 21 voltas e mais 195 metros. Já a meia maratona aconteceu em um circuito de 1 km, com 21 voltas e um complemento final de 97 metros.

Renato Junqueira, secretario de Esporte e Lazer: “É um momento histórico para Brasília, que entra na rota dos grandes eventos internacionais”

Na meia-maratona masculina (21 km), o primeiro lugar (medalha de ouro) ficou com Francesco Fortunato (Itália), que fez a prova em 1h27min36s. Seguiram Misgana Wakuma, da Etiópia, que ganhou o segundo lugar (prata), com o tempo de 1h27min33s; e, no bronze, com 1h27min36s, o brasileiro Caio Bonfim.

As brasileiras também fizeram história: Viviane Lyra, Gabriela de Sousa e Mayara Luize Vicentainer terminaram no top-12 da prova de maratona da modalidade. Na soma dos resultados individuais, as brasileiras só ficaram atrás das campeãs do Equador e da Itália na prova por equipes femininas, levando também o bronze para casa.

Wlami Campos, presidente da Confederação Brasileira de Atletismo: “Hoje podemos dizer que Brasília está entregando um campeonato de altíssimo nível, tanto em estrutura quanto em técnica”

 

“É um momento histórico para Brasília, que entra na rota dos grandes eventos internacionais”, enfatizou o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira. “Além de fomentar cada vez mais o esporte local, democratizando e disseminando a marcha atlética, a realização do campeonato também movimenta a economia, com hotéis cheios e aumento no fluxo em bares e restaurantes.”

Gonçalves dos Santos ficou no top 30 e lembrou: “Nessas mesmas ruas eu já trabalhei como entregador para me manter e seguir no esporte, e hoje marchei entre os melhores do mundo”

O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, Wlamir Campos, também elogiou a estrutura: “É um evento histórico, a primeira vez no Hemisfério Sul, com quase 400 atletas de 40 países. Foram três anos de trabalho para viabilizar. Tivemos uma parceria fantástica com o Governo do Distrito Federal, que nos assegurou quase R$ 5 milhões para a concretização desse evento. Hoje podemos dizer que Brasília está entregando um campeonato de altíssimo nível, tanto em estrutura em quanto técnica. Brasília é especial e está fazendo o que sabe fazer: um grande evento”.

O atleta Gonçalves dos Santos, de 31 anos, também disputou a prova e ficou no top 30. “Nessas mesmas ruas eu já trabalhei como entregador para me manter e seguir no esporte, e hoje marchei entre os melhores do mundo”, comemorou. “Estar nesta competição é a realização de um sonho e a concretização de que tudo valeu a pena”.

O competidor foi outro a elogiar a produção da Marcha Atlética no DF: “De um campeonato mundial a gente sempre espera uma estrutura grande, mas essa aqui foi surpreendente. Quem acha que o Brasil não tem condição, que olhe essa estrutura. É um recado para o mundo: a gente tem condição de fazer isso, tem atletas, a gente já provou na Olimpíada que a gente consegue e está provando mais uma vez”.

GDF na Sua Porta, no Paranoá, começa segunda e vai até o dia 17

Segunda edição do programa reúne gabinete móvel, atendimentos à população e ações integradas de diversos órgãos do governo

O Governo do Distrito Federal (GDF) avança na organização de mais uma edição do programa GDF na Sua Porta. A segunda rodada da iniciativa ocorre entre os dias 13 e 17 deste mês, no Paranoá, ao lado da administração regional.

“Quando o programa GDF na Sua Porta passa, a cidade é transformada. A gente reúne todas as secretarias, levanta as demandas e executa tudo de forma unificada, poupando tempo e dando respostas mais rápidas para a população”, afirma a governadora Celina Leão.

No mês passado, o GDF lançou a primeira edição do programa no Itapoã. A ação levou um gabinete móvel e diversos serviços públicos à região. Durante cerca de 15 dias, o governo realizou atendimentos, ouviu a população e levantou as principais demandas locais.

Como resultado, foram assinados 18 documentos, sendo 15 ordens de serviço para obras de zeladoria e infraestrutura, como construção de calçadas, reforma de espaços comunitários, melhorias na iluminação pública e intervenções viárias.

Durante a ação, o governo também autorizou duas ordens de serviço voltadas ao transporte público, com a implantação e substituição de 22 abrigos de passageiros e a ampliação de duas linhas de ônibus no Itapoã.

Celina Leão: “Quando o programa GDF na Sua Porta passa, a cidade é transformada. A gente reúne todas as secretarias, levanta as demandas e executa tudo de forma unificada, poupando tempo e dando respostas mais rápidas para a população”

GDF na Sua Porta

O programa reúne diversas secretarias e órgãos do Governo do Distrito Federal, como as pastas de Governo, Economia, Justiça e Cidadania, Saúde, Desenvolvimento Social, Mobilidade e Transporte, Segurança Pública, Meio Ambiente, Proteção Animal e Obras e Infraestrutura. Participam ainda órgãos como DF Legal, Detran-DF, DER, SLU, Novacap, Terracap, Procon-DF, Controladoria-Geral e as administrações regionais.

Também integram a iniciativa as forças de segurança, como as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros, bem como a Defensoria Pública do DF e demais entidades públicas envolvidas, conforme a área de atuação.

A coordenação do programa fica a cargo da Secretaria de Governo, por meio da Secretaria Executiva das Cidades. Todos os órgãos participantes vão disponibilizar equipes técnicas no local, com autonomia e capacidade para atender demandas e efetuar encaminhamentos imediatos.

GDF reabre inscrições para cursos do projeto Mulheres no Campo

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São oferecidas 100 vagas para qualificação profissional voltada ao meio rural

Brasília, 12 de abril de 2026 — A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal (Sedet-DF) anunciou a reabertura das inscrições para o preenchimento de 100 vagas em cursos de qualificação profissional do projeto Mulheres no Campo.

A iniciativa tem como foco ampliar as oportunidades para mulheres interessadas em atuar no meio rural, promovendo capacitação e fortalecendo a autonomia econômica das participantes. O novo processo seletivo busca alcançar mais candidatas e ampliar o acesso ao programa.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, por meio do portal oficial da Sedet-DF, entre os dias 13 e 22 deste mês. Para participar, é necessário preencher o formulário eletrônico disponibilizado pela secretaria.

O projeto faz parte das ações do Governo do Distrito Federal voltadas à qualificação profissional e ao incentivo à inserção produtiva feminina, especialmente em áreas rurais. A proposta é contribuir para o desenvolvimento social e econômico, oferecendo formação e novas perspectivas de geração de renda.

Confira o edital completo do projeto.

GDF investe R$ 183,9 milhões na agricultura familiar desde 2019

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Programas ampliam renda de produtores e reforçam alimentação escolar no DF

Brasília, 12 de abril de 2026 — O Governo do Distrito Federal (GDF) destinou R$ 183,9 milhões à aquisição de alimentos da agricultura familiar entre 2019 e 2025. No período, quase 10 mil produtores participaram das compras públicas, que abastecem principalmente a rede de ensino e ações voltadas à segurança alimentar.

O principal destaque é o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), responsável pela maior parte dos investimentos, com R$ 125 milhões aplicados ao longo dos últimos anos. A partir de 2022, os aportes cresceram de forma contínua, impulsionados também por recursos locais que, em alguns casos, superam significativamente os repasses federais.

Em 2025, por exemplo, a União transferiu R$ 32,4 milhões para o programa, enquanto o GDF investiu R$ 189,1 milhões. Situação semelhante ocorreu em 2024, quando os recursos federais somaram R$ 62,7 milhões, frente a R$ 112,4 milhões de origem distrital. O cenário evidencia a prioridade dada à alimentação escolar e amplia a capacidade de aquisição de produtos da agricultura familiar.

Outros programas também contribuem para o fortalecimento do setor. O Programa de Aquisição da Produção da Agricultura do Distrito Federal (Papa-DF) movimentou R$ 44 milhões, com a compra de mais de 9,6 milhões de quilos de alimentos e participação de mais de 3,3 mil agricultores. Já o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA/TA) registrou R$ 14,8 milhões em investimentos, envolvendo cerca de 2,2 mil produtores, com destaque para os produtos orgânicos, que representaram quase 40% do total adquirido.

Nos programas Papa-DF e Pnae, a comercialização ocorre principalmente por meio de associações e cooperativas, fortalecendo a organização coletiva. Já no PAA/TA, as compras são feitas diretamente com os produtores, ampliando o acesso de agricultores que ainda não integram entidades formais.

A coordenação das aquisições é feita pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), com participação de órgãos como a Secretaria de Educação e a Secretaria de Desenvolvimento Social, responsáveis pela distribuição dos alimentos em escolas e programas assistenciais. Outros equipamentos públicos também são atendidos.

Segundo a pasta, as compras governamentais garantem maior estabilidade aos produtores, reduzindo a dependência das oscilações de mercado e permitindo planejamento da produção. A política também estimula investimentos no campo e amplia a competitividade da agricultura familiar.

Embora seja uma política federal, o Pnae no Distrito Federal tem forte complementação de recursos locais. Em 2025, por exemplo, o repasse da União foi de R$ 32,4 milhões, enquanto o GDF investiu R$ 189,1 milhões | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Além dos hortifrutis, a lista de produtos adquiridos passou a incluir itens de maior valor agregado, como lácteos, mel e pescado, ampliando as cadeias produtivas atendidas. A previsão é de expansão desse mercado, com a inclusão de novos produtos nos próximos anos.

Na prática, os impactos já são percebidos por produtores locais. Na Comunidade da Lagoinha, em Planaltina, agricultores relatam maior segurança financeira e possibilidade de crescimento após a inserção nos programas públicos. O fornecimento regular para a merenda escolar tem garantido renda estável e incentivado a diversificação da produção.

O modelo também contribui para a oferta de alimentos mais frescos nas escolas, devido à proximidade entre produção e consumo. Além disso, reduz perdas logísticas, fortalece a economia regional e mantém a circulação de recursos dentro do próprio Distrito Federal.

Wi-Fi Social DF ultrapassa 150 milhões de acessos e amplia cobertura

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Programa oferece internet gratuita em mais de 25 regiões administrativas

Brasília, 12 de abril de 2026 — O programa Wi-Fi Social DF, do Governo do Distrito Federal (GDF), já ultrapassou a marca de 150 milhões de acessos e segue em expansão. Disponível em diversas regiões administrativas, o serviço garante internet gratuita à população em áreas que vão da Fercal ao Gama, de Brazlândia a São Sebastião e do Itapoã a Ceilândia.

Criado em 2019, o projeto é coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e se consolidou como uma das principais iniciativas de inclusão digital no Distrito Federal. Atualmente, a rede atende mais de 25 regiões administrativas, com previsão de ampliação ao longo de 2026.

O programa ultrapassou a marca de 150 milhões de acessos e mantém o ritmo de crescimento, com ampliação da rede prevista ao longo de 2026 | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Os pontos ativos e as futuras instalações podem ser consultados no site oficial do programa, incluindo os locais autorizados publicados no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). A expansão da rede busca ampliar o acesso à conectividade e promover mais oportunidades para a população.

Segundo a secretaria responsável, o Wi-Fi Social DF tem como objetivo garantir acesso gratuito à internet em espaços públicos, contribuindo para inclusão digital e acesso à informação em diferentes regiões.

Para utilizar o serviço, o usuário deve ativar o wi-fi do dispositivo, selecionar a rede “Wi-Fi Social DF” e realizar um cadastro no primeiro acesso. Nas conexões seguintes, basta inserir login e senha. O sistema pode apresentar limitações de tempo e velocidade para assegurar estabilidade e uso democrático.

A orientação é que os usuários verifiquem a autenticidade da rede antes de se conectar e evitem acessar informações sensíveis em ambientes públicos, garantindo mais segurança durante a navegação.