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Entrevista | Anderson Torres: “Criminalidade se combate com polícia nas ruas”

Secretário de Segurança revela como o governo tem atuado para diminuir os crimes contra a vida

Considerado o bem mais importante de todo ser humano, a vida é uma prioridade para o Governo do Distrito Federal. Prova disso é o investimento que se tem feito na segurança pública. Valorização dos servidores, aquisição de equipamentos, viaturas e, principalmente, planejamento e ação. A mistura dessas iniciativas já tem apresentado resultados efetivos.

Nos primeiros oito meses do ano, os crimes violentos e letais intencionais (CVLIs) diminuíram consideravelmente em comparação ao mesmo período de 2019. Levantamento da Secretaria de Segurança Pública aponta redução em vários crimes contra a vida: as tentativas de latrocínio (-28,5%), homicídio (-10%) e feminicídio (-49,2%).

Em entrevista à Agência Brasília, o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, revela como o órgão atua para proteger a população da capital e é taxativo: “a população pede e deseja na capital: a polícia nas ruas, abordando as pessoas e atuando nos locais com mais incidência criminal. Criminalidade se combate com polícia nas ruas e é o que temos feito”.

Delegado experiente da Polícia Federal, o titular da segurança faz um balanço positivo da Operação Quinto Mandamento, que reúne a atuação simultânea das forças policiais com objetivo de reduzir ainda mais a criminalidade. Torres adianta que, até o final deste ano, todas as regiões administrativas do DF receberão a ação e que a ideia é alcançar as áreas rurais.

O secretário também destaca os investimentos do governo na aquisição de viaturas, armamento e modernização. Fala sobre a integração entre os órgãos, a atuação das forças com planejamento e, o reajuste salarial das categorias.   

Em agosto, a Secretaria de Segurança iniciou a “Operação Quinto Mandamento” com objetivo de reduzir crimes violentos. Como funciona essa ação? Todas as regiões administrativas do DF serão fiscalizadas?    

Com dois meses de atuação aos fins de semana e sem data para acabar, a Operação Quinto Mandamento envolve todas as forças de segurança, como as Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Detran [Departamento de Trânsito do DF] e outros órgãos parceiros, como o DF Legal e DER [Departamento de Estradas de Rodagem do DF]. A ação vem ao encontro com o que a população pede e deseja na capital: a polícia nas ruas, abordando as pessoas e atuando nos locais com mais incidência criminal. Criminalidade se combate com polícia nas ruas e é o que temos feito. Até o final deste ano, vamos fiscalizar todas as regiões administrativas. Também vamos começar a atuar nas áreas rurais, pois as demandas estão crescendo cada vez mais nesses lugares.

Qual avaliação o senhor faz desses dois meses da operação?

Os números falam por si. Só no final de semana passado, envolvemos mais de 150 servidores de todas as forças policiais e realizamos mais de 500 abordagens. Cerca de 200 veículos foram parados e fiscalizados, sejam em blitzes ou abordagem policial. Conseguimos apreender maconha e haxixe. Cinquentas estabelecimentos comerciais foram vistoriados, notificamos falta de equipamento de combate a incêndios, alertamos com a ajuda da defesa civil irregularidades estruturais no comércio. Isto tudo numa única ação de final de semana. Veja que envolvemos toda a questão da segurança pública do cidadão. Essa operação é um reforço preventivo e mostra a presença ostensiva das forças policiais nas ruas.

Por que a escolha do nome “Quinto Mandamento”?

Remete ao quinto mandamento dos cristãos: “Não matarás”. O foco dessa operação é a prevenção e repressão de crimes como o tráfico de drogas e o porte ilegal de arma, que estão diretamente relacionados com os crimes violentos contra a vida.

O número de câmeras de monitoramento aumentou 49% no último ano. As corporações receberam novas viaturas. De que forma todo esse investimento ajuda na redução da criminalidade?

Ajudam muito e estamos trabalhando para equipar e modernizar cada vez mais nossa polícia. Quase dobramos o número de câmeras no DF desde que assumimos a gestão. Passamos de pouco mais de 500 câmeras instaladas para 859. Isto traz uma sensação de segurança e nos auxilia no monitoramento nas ruas, dos crimes e das desordens urbanas. A ideia é instalar mais equipamentos e investir na modernização do Ciob [Centro Integrado de Operações de Brasília], porque a gente precisa acompanhar a tecnologia, que avança muito rápido. A previsão é fazer tudo isso no próximo ano. Com relação às viaturas e equipamentos, as corporações têm mantido uma regularidade muito grande na aquisição. A Polícia Civil estava sucateada no começo de 2019. No entanto, agora, a situação é outra. Adquirimos novas viaturas, mais armamento, equipamentos bem mais modernos. A Polícia Militar também está reforçando nessa questão. Com isto, além de manter a qualidade do serviço prestado à população, também garantimos segurança para os policiais e damos mais condições de trabalho.

Os crimes contra a vida, como homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, diminuíram nos primeiros oito meses deste ano, em comparação ao ano passado. Ao que o senhor atribui esse resultado?

Um dos nossos principais focos, da Secretaria de Segurança Pública e do plano estratégico de governo, está no combate aos crimes contra a vida. Nesse sentido, entra a Operação Quinto Mandamento. O segredo para alcançar nosso objetivo é estudar, pesquisar, investir em tecnologia. Por meio da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios [CTMHF] acompanhamos o desenrolar dos crimes, estudamos como ocorrem, a motivação, o local e como acontecem. Ou seja, fazemos toda uma análise da criminalidade nas diversas regiões do DF. Com base nessa pesquisa, produzimos as ações e políticas públicas. Não são medidas que tiramos da nossa cabeça. Tudo é estudado e pesquisado com base nos casos que ocorrem na capital. Nesse sentido, propusemos, por exemplo, a Operação Quinto Mandamento e um tratamento especial nas perícias de feminicídio. E o resultado dessas ações é a diminuição da criminalidade no DF. Outra ação importante foi o investimento e foco na questão da resolução dos crimes. No ano passado, a Polícia Civil criou um sistema novo de atuação. Quando há um comunicado de crime com morte, uma equipe do Plantão Extraordinário de Local de Crime [PEL], que trabalha 24 horas, é imediatamente deslocada para o local. Isso é fundamental para proteger o lugar, fazer os primeiros levantamentos, colher evidências. Quanto mais rápido a polícia chega no local, mais fácil fica a elucidação do crime. Essa integração e atuação nos levam ao nível de excelência na investigação criminal. Estamos entre os melhores do mundo. Nossos índices de resolução de crimes estão acima dos 90%.

Entre janeiro e agosto desde ano, os casos de feminicídio caíram 42,8%. Qual a avaliação do senhor com relação a esse dado?

Desde o início, não só a Secretaria de Segurança Pública, mas todos os órgãos do governo local, se mobilizaram no combate à violência contra a mulher. Inauguramos mais uma Delegacia de Atendimento à Mulher, na Ceilândia; colocamos as delegacias circunscricionais para funcionar 24h; campanhas preventivas para estimular a denúncia…uma soma de ações que promoveram um grande avanço. O feminicídio não é algo que se acaba do dia para noite. É um crime que envolve uma série de aspectos culturais que, com o tempo, vamos conseguir conscientizar cada vez mais pessoas. Os projetos da pasta, o acolhimento às vítimas, a repressão imediata, a pena dos condenados que aumentou. Todas essas ações têm gerado bons resultados e os números não mentem. O ano passado, primeiro da nossa gestão, foi muito violento. Estudamos e entendemos o que estava acontecendo e, em 2020, os resultados começaram a aparecer.

O DF saltou da sexta para a terceira posição do Ranking de Competitividade dos Estados 2020, lançado neste mês. O levantamento foi criado pelo Centro de Liderança Política (CPL) para auxiliar gestores públicos a tomar decisões, sendo a Segurança Pública o principal pilar da análise. Qual a expectativa para o próximo ano?

A perspectiva é a melhor possível. Vamos continuar melhorando. Os números em Brasília são muito baixos, queríamos que fossem zero, mas isso é difícil. Para baixar mais ainda criamos estratégias e dividimos o DF nas microrregiões, atuando especificamente nesses locais. Estamos evoluindo o nosso modo de trabalhar. Não adianta a gente pensar em como investigar Taguatinga, por exemplo, temos que ver exatamente onde nessa cidade acontecem os crimes.

Como funciona a integração com os outros órgãos de segurança e fiscalização, que são independentes, mas que pertencem a Secretaria de Segurança, como a Polícia Civil, o Departamento de Trânsito do DF e o Sistema Penitenciário?

Seguimos a orientação do Sistema Único de Segurança Pública [Susp] do governo federal. Os órgãos têm a independência deles, mas são vinculados à secretaria. Temos uma única política de segurança no DF, que é coordenada pela secretaria e executada pelas forças, cada uma cumprindo seu papel. E é dessa forma que o sistema funciona, direcionamos para que todos se integrem. É uma cadeia de comando, que vem do governo federal orientando como os estados devem fazer, mas cada um com sua independência.

A ação integrada do GDF para o atendimento a pessoas em situação de rua no Setor Comercial Sul (SCS) contou com a participação da Secretaria de Segurança. De que forma o órgão continua atuando na região central da capital?

Continuamos dando apoio aos outros órgãos do GDF. O Setor Comercial Sul está passando por um momento único que precisava passar. Ajudamos no acolhimento, apoio aos órgãos de fiscalização, combatendo o transporte pirata, o tráfico de drogas e diversos outros crimes, com destaque para aqueles que exploram as pessoas em situação de rua. Isso não vamos aceitar. É a capital da República! Com base na legislação, vamos organizar essa área central de Brasília, trazendo mais segurança e dando uma vida digna aqueles que mais precisam.

O Senado Federal aprovou a Medida Provisória nº 971/2020, que concede reajuste para policiais e bombeiros do DF. De que forma o GDF trabalhou por essa conquista?

O reajuste foi uma grande vitória. Uma conquista difícil. Trabalhamos nisso há mais de um ano, desde o início da gestão. Foram várias visitas e reuniões com o governo federal. Sabemos da dificuldade e enfrentamos algumas críticas. Mas o fato é que foi uma vitória merecida para as forças de segurança, dos policiais militares e civis e bombeiros que trabalham aqui. Especialmente nesse momento difícil, devido a pandemia do novo coronavírus, que eles estão se expondo na linha de frente, correndo atrás, servindo a população, veio esse reconhecimento.

Publicada indicação de Kassio Nunes para cargo de ministro do STF

Kassio Nunes Marques

Nome do desembargador do TRF1 foi anunciado ontem pelo presidente Jair Bolsonaro

Diário Oficial da União publica, nesta sexta-feira (2), despachos do presidente da República, Jair Bolsonaro, indicando oficialmente o nome do desembargador Kassio Nunes Marques, do Tribunal Regional Federal da 1° Região, para uma vaga  de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento, o presidente encaminha o nome do desembargador para apreciação do Senado. Se aprovado pelos senadores, Marques assumirá a vaga do ministro Celso de Mello, o mais antigo integrante do STF, que antecipou sua aposentadoria da corte a partir do dia 13 de outubro.

Nessa quinta-feira (1º), em sua live semanal nas redes sociais, Bolsonaro anunciou o desembargador para vaga no STF. “Será publicado amanhã [2], no Diário Oficial da União, por causa da pandemia, nós temos pressa nisso, conversado com o Senado, o nome do Kassio Nunes Marques para a nossa primeira vaga no Supremo Tribunal Federal”, afirmou o presidente.

O ano que vem, outro ministro do STF, Marco Aurélio Mello, também vai chegar aos 75 anos, devendo se aposentar compulsoriamente por tempo de serviço. Para esta segunda indicação, Bolsonaro voltou a dizer, durante a live, que indicará o nome de um jurista ou magistrado de perfil cristão. “Nós temos uma vaga prevista para o ano que vem também. Essa segunda vaga vai ser para um evangélico”, disse.

Perfil

Kassio Cunha Marques tem 48 anos e é desembargador do Tribunal Federal da 1ª Região (TRF1) desde 2011. Ele foi escolhido pela então presidente Dilma Rousseff na vaga reservada a profissionais oriundas da carreira na advocacia.

Natural de Teresina, Marques foi advogado por cerca de 15 anos e integrou os quadros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele também foi juiz no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí.

Celso de Mello

Na mesma edição do Diário Oficial é publicado o decreto, no qual o presidente da República concede a aposentadoria, a partir de 13 de outubro, a José Celso de Mello Filho, no cargo de ministro do STF.

 

Vacinação antirrábica começa neste sábado no Distrito Federal

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Áreas rurais de cinco regiões administrativas receberão a primeira etapa da jornada anual de imunização

Começa neste sábado (3) a campanha de vacinação antirrábica para cães e gatos do DF. A primeira etapa contemplará as áreas rurais. No primeiro dia serão montados postos de vacinação nas seguintes regiões administrativas: Ceilândia, Brazlândia, Gama, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II e Park Way.

Já a partir da próxima segunda-feira (5), toda a zona rural do DF receberá a campanha – os postos de vacinação da próxima semana serão divulgados nesta sexta-feira (2). A etapa rural da vacinação ocorrerá até o dia 23 de outubro. A ação ocorre anualmente e é dividida entre as áreas rurais e urbanas para atingir o maior número de cães e gatos em todas as regiões.

Estima-se que a população de cães e gatos em todo o Distrito Federal seja de 345.033 bichos, dos quais 308.419 cães e 36.613 gatos. A expectativa é vacinar pelo menos 80% da população animal.

“Apesar de não haver casos de raiva em cães e gatos no Distrito Federal há muitos anos, é importante que os animais tomem a vacina anualmente e mantenham-se imunizados. A doença está relativamente controlada no DF desde os anos 2000, sendo que o único caso da raiva humana foi registrado em 1978. Ainda assim o vírus rábico circula no DF em morcegos, bovinos, equídeos e outros animais. Por isso é importante a prevenção”, explica o gerente de Vigilância Ambiental de Zoonoses, Rodrigo Menna.

A vacina protege o animal por um ano, de modo que é necessário um reforço a cada 12 meses. A partir dos três meses de idade, cães e gatos saudáveis devem ser vacinados, inclusive as fêmeas grávidas ou que estejam amamentando.

Os animais devem ser conduzidos por pessoas com idade e porte adequados para o manejo e segurança. É recomendado levar os felinos dentro de caixas de transporte apropriadas. O condutor do animal deverá usar máscara e respeitar o distanciamento na fila.

A doença

A raiva pode ser transmitida do animal para o homem por meio da mordida ou pelo contato de ferimento com a saliva do bicho infectado. A vacina permite que o cão e o gato criem anticorpos para defender-se da doença.

Em caso de suspeita da patologia, é importante deixá-lo em observação durante dez dias, em local seguro, para que ele não fuja nem ataque pessoas ou outros animais. Caso não seja possível observá-lo em casa, deve-se encaminhá-lo ao canil da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde.

Governo Federal integra a Campanha Vem Brincar Comigo

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Campanha está estrategicamente espalhada por diversos pontos de Brasília | Foto: Glênio Dettmar / Subchefia de Políticas Sociais e Primeira Infância

Parceria garante a entrega de brinquedos e livros infantis para a iniciativa solidária do GDF

A primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha, e a primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, visitaram nesta quinta-feira (1º/10) pontos de arrecadação do Governo Federal para a Campanha Vem Brincar Comigo 2020. Trata-se de uma iniciativa do Governo do Distrito Federal idealizada e comandada por Mayara, que também é secretária de Desenvolvimento Social. Além de demonstrar apoio à campanha, a visita serviu para a entrega dos donativos arrecadados nos ministérios da Defesa, de Economia, de Infraestrutura, da Justiça, de Turismo e de Minas e Energia.

Espalhada por diversos pontos de Brasília, a campanha arrecada brinquedos e livros infantis para crianças em situação de vulnerabilidade no Distrito Federal. Lançada em 25 de agosto, teve período de arrecadação prorrogado até o dia 7 de outubro. As doações também podem ser realizadas nas administrações regionais, em batalhões da Polícia Militar e em unidades do Corpo de Bombeiros.

“As brincadeiras estimulam as crianças a se autoconhecer e atuam na formação da personalidade. O apoio do Governo Federal é fundamental para ampliarmos as doações e, assim, garantirmos mais sorrisos às crianças do DF”Mayara Noronha Rocha, primeira-dama do DF

Depois do desafio iniciado por Mayara nas redes sociais para que o Governo Federal aderisse à campanha, a resposta foi dada, também em formato digital, por Michelle Bolsonaro. O que parecia uma leve provocação pela internet resultou em integração absoluta à campanha do GDF.

Dessa forma, o Governo Federal disponibilizou 20 pontos de coleta de doações de brinquedos e livros infantis (veja lista ao final desta reportagem). Para Mayara Rocha, o ato de brincar é essencial na vida de uma criança, pois ajuda no desenvolvimento da criatividade e estimula a concentração e a memória.

“Tenho certeza que todos os brinquedos e livros infantis cumprirão sua função social de levar sorrisos a milhares de crianças do Distrito Federal”Anusha Soares, subchefe de Políticas Sociais e Primeira Infância

Além do gesto de solidariedade com milhares de crianças em situação de vulnerabilidade no Distrito Federal, a ação visa proporcionar momentos marcantes para todas as crianças beneficiadas. “O apoio do Governo Federal é fundamental para ampliarmos as doações e, assim, garantirmos mais sorrisos às crianças do Distrito Federal”, finalizou a primeira-dama do DF.

Neste ano, além da campanha, foi realizado o Dia Solidário, que proporcionou doações em formato drive-thru na frente do Palácio do Buriti, no dia 30 de outubro, arrecadando 15.750 itens entre brinquedos e livros infantis em um período de 6 horas.

Michelle Bolsonaro e Mayara em interação que teve início nas redes e se consolidou no cotidiano da campanha | Foto: Glênio Dettmar / Subchefia de Políticas Sociais e Primeira Infância

Entre os dias 5 e 12 de outubro será realizada o Vem Brincar Comigo Digital, com programação específica para crianças nas plataformas digitais do Governo do Distrito Federal.

“Em um ano atípico, fizermos das dificuldades o combustível para inovarmos e fazermos um dia das crianças mais feliz”, comentou a subchefe de Políticas Sociais e Primeira Infância, Anucha Soares.

Conheça os postos de arrecadação:

⇒ Casa Civil da Presidência da República

⇒ Controladoria-Geral da União

⇒ Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes

⇒ Embratur

⇒ Gabinete de Segurança Institucional

⇒ Ministério da Agricultura

⇒ Ministério da Cidadania

⇒ Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

⇒ Ministério da Defesa

⇒ Ministério da Economia

⇒ Ministério da Educação

⇒ Ministério da Infraestrutura

⇒ Ministério da Justiça e Segurança Pública

⇒ Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

⇒ Ministério de Minas e Energia

⇒ Ministério do Desenvolvimento Regional

⇒ Ministério do Meio Ambiente

⇒ Ministério do Turismo

⇒ Secretaria de Governo da Presidência da República

⇒ Secretaria-Geral da Presidência da República

Secretaria de Saúde do DF pretende atender mais de 1,1 mil mulheres no Outubro Rosa

A campanha tem como público-alvo mulheres entre 50 e 69 anos de idade. O Salão Rosa Solidário oferece gratuitamente corte de cabelo e barba para pacientes e acompanhantes. Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde

Campanha contou com inauguração do Salão Rosa, que oferecerá corte de cabelo para pacientes do Hospital de Base

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal estima atender mais de 1,1 mil mulheres com a campanha Outubro Rosa, lançada nesta quinta-feira (1) e que vai se prolongar até o próximo dia 17 no Hospital de Base, no Hospital de Santa Maria e nas seis Unidades de Pronto-Atendimento (Upas) administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF). Como parte da campanha, o Palácio do Buriti (sede do governo) foi iluminado em tons de rosa para lembrar a importância do combate ao câncer de mama.

A campanha, que tem como mote “Juntos nessa causa”, foi lançada pelo secretário de Saúde, Osnei Okumoto, e pelo diretor-presidente do Iges-DF, Paulo Ricardo Silva, em cerimônia prestigiada pelas primeiras-damas do Brasil, Michelle Bolsonaro, e do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha, que também é secretária de Desenvolvimento Social do DF, além da secretária da Mulher, Érika Filippelli.

A campanha tem como público-alvo mulheres entre 50 e 69 anos de idade, conforme preconiza o Ministério da Saúde. Elas serão atendidas no Ônibus da Mulher, disponibilizado pela Secretaria da Mulher do DF. As pacientes serão avaliadas por uma equipe de enfermagem treinada. Caso seja necessário, elas serão encaminhadas para exames de mamografia. As mulheres também vão aprender a fazer autoexame das mamas.

No lançamento da campanha, foi inaugurado no jardim do Hospital de Base o Salão Rosa Solidário, que oferece gratuitamente corte de cabelo e barba para pacientes e seus acompanhantes. O salão é coordenado pela Rede Feminina de Combate ao Câncer. A comitiva da saúde e as primeiras-damas conheceram o salão, que funciona com profissionais de beleza voluntários.

Papanicolau

O secretário de Saúde ressaltou que o GDF tem trabalhado para melhorar o atendimento às mulheres. “O aumento da oferta de equipamentos para a realização da mamografia fez com que hoje o Distrito Federal seja capaz de realizar esse exame a para todas as pacientes do DF e também do Entorno”, destacou.

Segundo Okumoto, houve também avanço nos exames papanicolau, que cresceram no ano passado.  “Só em um mês nós coletamos mais amostras que ao longo de todo o ano de 2019”, comparou. “Quando a gente faz um movimento importante não só para o câncer de mama, mas do colo uterino também, a gente obtém resultados expressivos”, disse.

Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde
A comitiva da saúde e as primeiras-damas Mayara Noronha Rocha e Michelle Bolsonaro conheceram o salão, que funciona com profissionais de beleza voluntários. Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde

Voluntários na campanha

A campanha conta com a participação de equipes de médicos e enfermeiros do Iges-DF, além de voluntários da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília. A ação dos voluntários foi elogiada no lançamento da campanha. “Os voluntários fazem um trabalho maravilhoso, não só aqui no Hospital de Base, mas temos uma frente de trabalho com os pacientes com câncer muito importante também lá no Hospital Regional de Taguatinga”, enfatizou Okumoto.

O presidente do Iges-DF também elogiou. “Nos sentimos honrados de inaugurar esse espaço”, afirmou Paulo Ricardo. “Sabemos que, aqui, muitas mulheres que sofrem com o câncer de mama, serão muito bem acolhidas. Agradecemos imensamente às voluntárias. Além disso, com o apoio da Secretaria da Mulher vamos ajudar muitas mulheres”, afirmou.

Michelle Bolsonaro destacou a iniciativa. “Sabemos como o voluntariado é importante nesse segmento da estética da beleza, auxiliando na autoestima da paciente, contribuindo para a sua melhora e o seu bem-estar”, ressaltou. “A união da sociedade em prol desse trabalho voluntário é fundamental para que não só essas pacientes, mas os cidadãos em situação de vulnerabilidade tenham uma vida mais digna. Voluntariado é uma entrega do coração, é um chamado de Deus. A doação de cada um e cada uma de vocês transforma vidas, traz alegria e acalenta aqueles que mais precisam”, falou.

“A doença do século”

Mayara Noronha, por sua vez, lembrou  que “o câncer é a doença do século, que tende a crescer ano a ano”, mas salientou que é preciso ter fé. “Nós, seres humanos de fé, sempre acreditamos no poder da cura”, disse, elogiando o trabalho voluntário do Outubro Rosa.

Já a secretária da Mulher, Ericka Filippelli, enfatizou que é fundamental alertar as mulheres sobre o câncer. “Essa é uma causa que descobri depois que perdi minha mãe para o câncer, mas a causa da mulher é muito maior do que eu imaginava”, declarou. “Envolve garantia dos direitos humanos, autonomia econômica, porque muitas mulheres não tiveram a oportunidade de trabalhar, bem como o acesso à saúde”, considerou.

“Nossa história nesse hospital começou há 25 anos e ainda não terminou. O salão veio trazer aos pacientes mais qualidade de vida graças aos nossos voluntários e aos que ajudam a mantê-lo”, finalizou a coordenadora da Rede Feminina de Combate ao Câncer, Vera Lúcia Bezerra, que representou a presidente da Rede, Maria Thereza Falcão.

Outubro Rosa: A luta contra o câncer

O movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, o Outubro Rosa foi criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. A data é celebrada anualmente com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 17.572 pessoas morreram de câncer de mama em 2018 no Brasil. Para 2020, o Inca estima que 66,2 mil novos casos de câncer de mama sejam registrados no país.

O oncologista clínico do Hospital de Base, Arturo Santana Otaño, informou que o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. Câncer é crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos e podem espalhar-se para outras regiões do corpo.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 17.572 pessoas morreram de câncer de mama em 2018 no Brasil. Para 2020, o Inca estima que 66,2 mil novos casos de câncer de mama sejam registrados no país.

“Quanto mais cedo descobrir e menor for o câncer, maiores são as chances de cura e menos agressivo será o tratamento, que é definido pelo médico de acordo com o perfil do paciente”, explicou. “O tratamento pode ser cirúrgico, quimioterápico, radioterápico ou com hormonioterapia, usados tanto em conjunto ou isoladamente”.

No Hospital de Base, além de todos esses tratamentos, mulheres mastectomizadas também fazem a reconstituição com equipe de cirurgião plástico. Para ter acesso ao serviço, é necessário encaminhamento, que é feito pelas Unidades Básicas de Saúde do DF (UBSs).

Serviço Outubro Rosa

Período: De 1 a 17 de outubro.

Local: Hospital de Base, Hospital Regional de Santa Maria e seis Upas administradas pelo Iges-DF.

Público-alvo: Mulheres de 50 a 69 anos.

Atendimento: Dois ônibus da Secretaria da Mulher se revezarão nos estacionamentos do Hospital de Base, Hospital Regional de Santa Maria e nas UPAs. O atendimento nos dois hospitais deve ser agendado pelo telefone 3550-8900, ramal 9016.  Nas seis UPAs, não precisa agendar. O atendimento será feito por meio de senha.

Serviços: Equipes de enfermagem do Iges-DF avaliarão as pacientes, ensinarão autoexame de mamas e, quando necessário, encaminharão as mulheres para exames de mamografia. Equipes da Secretaria da Mulher do DF prestarão acolhimento psicossocial e informações sobre saúde mental e física, além de orientações de combate à violência doméstica de gênero. Monitores do projeto Humanizar entregarão folhetos e adesivos sobre saúde e diretos da mulher.

Salão Rosa – Funciona às segundas, terças e quintas-feiras, das 14h às 16h. O espaço conta com espelho, lavatórios, balcão e máquina para esterilização. O serviço é prestado por profissionais voluntários a pacientes internados e seus acompanhantes. Atualmente, esses serviços são realizados nas enfermarias, que continuarão atendendo àqueles pacientes que não podem se deslocar até o salão.

Primeiro voo internacional pousa em Goiânia nesta sexta-feira

Aeronave conduzirá delegação do Santos, que virá de Assunção, capital do Paraguai, para enfrentar Goiás, em confronto marcado para domingo (04/10). Com internacionalização do Aeroporto Santa Genoveva, expectativa é de que Estado se torne ponto de logística do Centro-Oeste

O Aeroporto Internacional Santa Genoveva receberá nesta sexta-feira (02/10) o primeiro voo internacional, vindo de Assunção, no Paraguai. O avião trará a delegação do Santos Futebol Clube, que enfrentará a equipe do Goiás Esporte Clube, no próximo domingo (04/10), pela Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol. O voo sairá de Goiânia nesta quinta (1º/10), por volta das 22h35, com destino a Assunção, e retornará à capital por volta das 3h55 de sexta, com atletas, comissão técnica e funcionários.

Após a internacionalização do Aeroporto de Goiânia, em agosto deste ano, foram realizadas as adequações necessárias dos voos às normas sanitárias para a prevenção da Covid-19. O voo de Assunção já está disponível no painel informativo e significa um avanço na logística. “Um voo que seria moroso, partindo de Guarulhos, em São Paulo, ou Brasília, agora com a ligação traz comodidade e rapidez”, destaca o superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Antonio Sales.

Internacionalização

O novo salão de embarque e desembarque, decorado com painéis temáticos que exaltam a cultura, a fauna, a flora e as potencialidades de Goiás, foi apresentado pelo governador Ronaldo Caiado em 24 de agosto. Na ocasião, Caiado ressaltou que a internacionalização do Aeroporto de Goiânia beneficiará, principalmente, a indústria, o comércio e o agronegócio. A projeção é de que sejam duplicadas as oportunidades de empregos.

“Essa abertura, tanto para importação quanto para exportação de nossos produtos, dá um upgrade no reconhecimento de Goiás no cenário internacional. Não seremos tratados como um aeroporto acessório”, afirmou o governador à época. Além de movimentar a economia goiana, estima-se que o setor de turismo seja rapidamente aquecido, especialmente no período pós-pandemia. Goiás, que já é referência na aviação de pequeno e médio portes, tem agora a previsão de se tornar um ponto logístico do Centro-Oeste.

Também durante visita técnica ao Aeroporto de Goiânia, o governador recebeu três documentos que atestam a internacionalização do Santa Genoveva: o ato declaratório executivo da Receita Federal; o certificado de segurança operacional, via Agência Nacional da Aviação Civil (Anac); e a própria portaria da agência, de número 2.076, que abre o tráfego internacional e insere o Aeroporto de Goiânia entre os maiores do Brasil, com 3,2 milhões de passageiros.

EUA: presidente e primeira-dama têm teste positivo para covid-19

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Informação foi dada no Twitter nesta sexta-feira

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que minimizou a ameaça da pandemia do novo coronavírus por meses, anunciou nesta sexta-feira (2) que ele e a primeira-dama Melania Trump, tiveram teste positivo para covid-19 e entrarão em quarentena.

“Vamos começar nossa quarentena e processo de recuperação imediatamente. Vamos passar por isso JUNTOS!”, escreveu o presidente em um tuíte nas primeiras horas da manhã.

Trump, de 74 anos, faz parte do grupo de risco para a covid-19 tanto por causa de sua idade quanto porque é considerado como alguém que tem sobrepeso. Ele manteve boa saúde durante o mandato, mas não é conhecido por exercitar-se regularmente, nem por manter dieta saudável.

Trump minimizou a gravidade da pandemia no início e, por várias vezes, previu que ela iria embora. Ele raramente usa máscara em público e critica as pessoas – incluindo o candidato democrata na eleição presidencial de 3 de novembro, Joe Biden – que usam.

Mais de 200 mil pessoas morreram por causa da covid-19 nos EUA, com os idosos e portadores de condições pré-existentes sendo atingidos mais duramente.

Republicano, Trump pediu que os estados reabrissem as economia abaladas pela pandemia,mesmo com a alta no número de casos, e atacou governadores democratas que adotaram medidas para controlar a disseminação do vírus.

O resultado positivo de Trump significa que outras pessoas nos altos escalões do governo norte-americano podem ter sido expostas ao vírus e também terão de entrar em quarentena.

Uma autoridade da Casa Branca disse que o rastreamento de contatos do presidente estava em andamento.

O médico de Trump, Sean Conley, disse esperar que o presidente cumpra seus deveres “sem interrupções” enquanto se recupera.

“O presidente e a primeira-dama estão bem neste momento e planejam permanecer em casa, dentro da Casa Branca, durante sua convalescença”, escreveu Conley em comunicado distribuído à imprensa.

CLDF aprova PL do deputado Martins Machado que visa implementar medidas de conscientização na rede pública de ensino

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) a depressão é a segunda causa de morte entre jovens da faixa etária entre 15 e 29 anos.

Instituir diretrizes para a implementação de incentivo às medidas de conscientização, prevenção e combate à depressão, à automutilação e ao suicídio no ensino fundamental e médio da rede pública de ensino é o que prevê o projeto de lei nº 658/2019 de autoria do deputado distrital Martins Machado (Republicanos-DF), aprovado em primeiro e segundo turno durante a última sessão realizada em setembro, mês utilizado para tratar do tema, por meio da campanha Setembro Amarelo.

Estima-se que a depressão atinja cerca de 12 milhões de pessoas no Brasil e cada vez mais jovens e adolescentes vêm sendo diagnosticados com essa doença silenciosa que pode levar até ao suicídio. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) a depressão é a segunda causa de morte entre jovens da faixa etária entre 15 e 29 anos.

A automutilação é um sintoma comumente relacionado ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas também se manifesta em pessoas com depressão, transtorno bipolar, síndrome do pânico, bulimia, anorexia, vítimas de bullying, esquizofrênicos e muitos outros.

Pelo texto aprovado, entre as ações a serem desenvolvidas, estão incluídas a realização de palestras e debates, bem como a distribuição de cartilhas de orientação aos pais, alunos, professores e servidores da rede pública de ensino.

O parlamentar acredita ser necessário Política Distrital para instruir nas escolas, com o intuito de promover conhecimento aos alunos e profissionais sobre esses problemas, que muitas vezes não são reconhecidos, mas que podem estar mais próximos do que imaginamos “Precisamos unir forças contra essas doenças silenciosas e algumas vezes fatais. É certo que o tratamento deve ser feito com auxílio médico profissional, por meio de medicamentos e acompanhamento terapêutico, conforme cada caso, além do apoio absoluto da família”, ressalta o distrital.

O projeto teve sua tramitação concluída e segue agora à sanção do governador Ibaneis Rocha.

Entrega da Torre de TV fortalece parceria entre Setur-DF e BRB

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Um dos pontos turísticos mais visitados de Brasília foi entregue após dois anos de obras e terá gestão comandada pelo Banco de Brasília, que planeja mais obras de revitalização de equipamentos turísticos do Distrito Federal

Reinaugurada na última quarta-feira (30/09), a Torre de TV consolida uma parceria entre a Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) e o Banco de Brasília (BRB) em prol do resgate dos equipamentos culturais e de turismo do Distrito Federal.

A gestão da Torre de TV foi repassada ao BRB em outubro de 2019, por meio de um acordo de cooperação técnica que terá duração de 20 anos. O acordo foi assinado entre Setur-DF, Secretaria de Projetos Especiais (Sepe) e a Novacap.

O governador Ibaneis Rocha destacou, durante a entrega da obra, que a parceria teve início ainda no ano de 2019, com o intuito de resgatar o espírito da capital. “Abrimos uma nova era em Brasília. Ano passado já tivemos a reforma da Casa de Chá, em parceria com o BRB, e agora devolvemos a Torre de TV à população com este espírito de resgatar o que Brasília significa de fato”, disse. Ao todo, a Novacap investiu mais de R$ 16,5 milhões na reforma.

O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, destacou o bom relacionamento entre o banco e a Setur-DF, que deve render novas obras nos próximos meses. O banco trabalha atualmente no projeto para revitalizar o Teatro Nacional Cláudio Santoro. “Um banco público vai além das ações de um banco tradicional, que exigem apenas resultados. Está entrega é um ato de amor a Brasília”, afirmou.

Segundo a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, a revitalização do espaço é uma das maiores conquistas da capital federal nos últimos anos. “A Torre de TV é um cartão postal de Brasília e recebia mais de 34 mil pessoas por mês, mesmo em condições adversas de abandono. As obras não serão apenas a revitalização do espaço e do mezanino, mas a criação do Corredor Cultural do Banco de Brasília, com um boulevard que se estenderá até a rodoviária. Em poucos meses à frente do espaço, o BRB e os órgãos do GDF tiraram o cartão-postal do abandono e do esquecimento”, afirmou.

Crédito

A parceria entre BRB e Setur-DF não fica restrita às obras de valorização dos equipamentos turísticos e culturais de Brasília. Durante a pandemia, a pasta intermediou diversas sessões de diálogo entre o setor de eventos e turismo e a instituição e buscou a reinserção do banco no Fungetur, do Ministério do Turismo. “O banco foi um parceiro de primeira hora na missão de mitigar os efeitos da pandemia no nosso setor. A retomada das atividades será possível para várias empresas por conta da parceria oferecida pelo BRB”, lembrou Vanessa Mendonça.

Empresários e profissionais autônomos do setor de eventos também passaram a ter acesso a linhas de crédito diferenciadas no BRB durante a pandemia, com diferentes modelos de empréstimos e financiamentos. A partir do diálogo com a Setur-DF e empresários e profissionais do setor, o BRB passou a oferecer as linhas Acreditar, de microcrédito, Progiro, para financiar capital de giro para as empresas durante a paralisação, e o BRB Investimento, de fomento às atividades comerciais.

Os artesãos do Distrito Federal também foram agraciados com uma linha de crédito de apoio específica para o setor durante a pandemia. “São mais de 12 mil artesãos cadastrados junto à Secretaria de Turismo, que formam um segmento importante do ponto de vista da preservação do patrimônio imaterial e que vai além, gerando emprego, renda e que movimentou quase R$ 900 mil em 2019. O apoio do BRB foi crucial para a sobrevivência destas pessoas e de suas atividades”, afirma a secretária Vanessa Mendonça.

Governo Federal anuncia nova proposta para substituir o Auxílio Emergencial

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Recursos que podem financiar o programa social devem sair do Fundeb

Nesta semana o Governo Federal anunciou uma nova proposta para substituir o Auxílio Emergencial a partir de janeiro de 2021, com a criação do programa Renda Cidadã. De acordo com a proposta, que até o fechamento desta reportagem não foi oficializada como uma Emenda Parlamentar no Congresso Nacional, os recursos que podem sustentar o programa devem sair do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O senador Marcio Bittar (MDB/AC) é relator do Orçamento para 2021 no Congresso Nacional e, também, da proposta emergencial PEC 186/2019 – na qual deve ficar atrelado o programa Renda Cidadã. O parlamentar tem participado de todos os debates financeiros junto ao Ministério da Economia para viabilizar o programa e explicou ao portal Brasil61.com que uma das fontes de onde devem vir os recursos para o projeto é do Fundeb, que recebeu um incremento de recursos que serão enviados pela União. Segundo o senador, a proposta vai ajudar as famílias a serem incluídas no Renda Cidadã e ao mesmo tempo em manter os filhos na escola.

“A educação no Brasil tem problemas gravíssimos, mas se tem um problema que a educação não tem é a falta de dinheiro. O que adianta termos um volume imenso [de recursos] para a educação se temos cinco milhões de famílias, no Brasil, em que os filhos não estão na escola. E porque não estão na escola? Porque estão ajudando o pai e a mãe [no trabalho]. Estamos propondo autorizar o Executivo que, daquele a mais que nós autorizamos para o Fundeb, em até 5%, o governo possa usar para fazer com que essas crianças das famílias que estejam no programa, estejam na sala de aula”, detalhou o parlamentar.

De acordo com o professor de Economia da Universidade de Brasília, José Luis Oreiro, uma opção mais relevante para resolver a questão de onde podem vir os recursos para o Renda Cidadã, é a derrubada do teto de gastos, que é uma regra anacrônica e existente apenas no Brasil, o que acaba causando dilemas artificiais na economia do país. O professor ainda criticou a solução apontada até agora como fontes de onde gerar os recursos para o programa social.

“O governo está propondo um desvio de função do Fundeb. Então isso eu vejo com uma grande preocupação esse tipo de manobra que envolve, até mesmo, coisas que considero ilegais. O desvio de função do Fundeb é muito”, explicou Luis Oreiro.

Segundo levantamento realizado pela organização Todos pela Educação, a retirada de 5% do Fundeb representa cerca de R$8 bilhões de reais e deve causar impacto nos municípios mais pobres do país, uma vez que o complemento de renda feito pela União é direcionada exatamente para as redes de ensino mais vulneráveis. Desta forma, quase três mil municípios e 17 milhões de estudantes poderão ser afetados com a medida, principalmente aqueles das creches e pré-escolas.

O Todos pela Educação é uma organização sem fins lucrativos suprapartidária e independente, composta por diversos setores da sociedade brasileira com o objetivo de assegurar o direito à educação básica de qualidade para todos os cidadãos até 2022 – ano que se comemora o bicentenário da independência do Brasil.

Na noite desta quarta-feira (30), após a repercussão negativa sobre a possibilidade de limitar o pagamento de precatórios, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o uso de dinheiro destinado ao pagamento de dívidas judicializadas não será para financiar o novo programa social, mas para manter as despesas sob controle.

Fonte: Brasil 61