Operação Quinto Movimento: funcionamento integrado colabora com a eficiência das ações | Foto: Divulgação/SSP
Criada há quatro meses e com registro de mais de 6 mil abordagens, operação de segurança pública registra resultados positivos no combate ao crime
Mais de 6 mil abordagens pessoais, quase 2 mil veículos fiscalizados, 750 estabelecimentos comerciais vistoriados, 209 estabelecimentos orientados sobre a importância das saídas de emergência para evitar acidentes, mais de 2,6 mil agentes de segurança em ação e 920 viaturas utilizadas. Esses são alguns dos números alcançados durante a Operação Quinto Mandamento, que, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), completa quatro meses nesta semana.
“A Quinto Mandamento foi pensada para que os números de crimes contra a vida permanecessem em redução, como no primeiro semestre deste ano e de 2019, quando alcançamos o menor número de homicídios em 35 anos”, conta o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres. “É perceptível que a presença policial acaba resultando na melhor sensação de segurança da população e reflete no aumento de apreensão de drogas e armas, no cumprimento de mandados de prisão em aberto e, desta forma, na redução de crimes contra o patrimônio, como roubos e furtos.”
“É perceptível que a presença policial acaba resultando na melhor sensação de segurança da população”Anderson Torres, secretário de Segurança Pública
A operação reúne representantes das forças de segurança – polícias Civil (PCDF) e Militar (PMDF), Departamento de Trânsito (Detran) e Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) –, da Secretaria DF Legal e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
Abordagens policiais
O efetivo empregado na operação durante esse período chegou a 2.649 servidores e uso de 746 viaturas. De forma conjunta, a PMDF e a PCDF abordaram 6.608 pessoas e fizeram a checagem de 745 veículos. “Nessas abordagens, tanto pessoais quanto veiculares, é feita a verificação de documentos, como carteira de habilitação e registro do veículo, [bem como] atestar se há ou não mandado de prisão em aberto”, explica o titular da SSP. “Esse trabalho é essencial para retirar das ruas indivíduos com algum envolvimento com o crime”.
2.649servidores participaram da operação durante esses primeiros quatro meses
As regiões administrativas em que a operação é realizada são definidas com base em análises feitas pelas subsecretarias de Inteligência (SI) e de Gestão da Informação (SGI), sendo a coordenação fica da Subsecretaria de Operações Integradas (Sopi) – todas essas unidades vinculadas à SSP. “A integração, tanto interna quanto com outras agências, tem sido cada vez maior, o que é evidente em reuniões de direcionamento de ações e avaliação dos resultados”, destaca o secretário executivo de Segurança Pública, Júlio Danilo.
Bombeiros
Nesses quatro meses, bombeiros expediram 223 orientações a estabelecimentos quanto à importância de manter em dia a documentação e cumprir exigências, como sinalização das saídas de emergência.
Detran
Já o Detran, com apoio do DER e da PMDF, consultou 1.215 veículos durante fiscalização em pontos de bloqueios montados na entrada e saída das cidades.
DF Legal
Desde o início da Operação Quinto Mandamento, a Secretaria DF Legal abordou 750 estabelecimentos comerciais – trabalho complementar à ação policial.
São mais 50 vagas, além das 52 divulgadas inicialmente para contratação imediata
A Secretaria de Saúde fez alterações no edital de contratação de médicos temporários para atuar na linha de frente no combate ao novo coronavírus. Pelo Processo Seletivo Simplificado Emergencial a pasta irá contratar, de forma imediata, 102 profissionais de clínica médica. Outras 51 vagas serão para cadastro reserva. São 50 vagas a mais que as divulgadas anteriormente.
As inscrições para o processo seletivo abrem na próxima segunda-feira (7) e vão até o dia 22 de dezembro. Os aprovados irão trabalhar no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), nos hospitais regionais da Asa Norte, Planaltina e Brazlândia e no Hospital de Campanha de Ceilândia – os médicos deste processo seletivo que atuarão nesta unidade serão lotados no HRC.
O período inicial dos contratos dos aprovados é de seis meses com prorrogação por igual período. Os médicos atuarão com carga horária semanal de 20 horas semanais cuja remuneração mensal é de R$ 6.327.
“O objetivo desse processo seletivo é contratar profissionais para incrementar as equipes que estão atuando na assistência no enfrentamento da Covid e também as equipes do Samu que têm tido uma sobrecarga maior de remoções e chamados nesse período. Reforçando esses serviços, a saúde pública do DF estará cada vez mais preparada para vencer essa pandemia”, destaca a subsecretária de Gestão de Pessoas, Silene Almeida.
A gestora explica que hoje “não há cadastro reserva de concursados na especialidade clínica médica e que a Lei Federal 173/2020 permite a contratação temporária para incremento das equipes no enfrentamento do coronavírus”.
Foram selecionados 75 projetos, que receberão, no total, R$ 5,5 milhões do FAC distribuídos em 48 linhas de apoio
Na edição desta quarta (2) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) publicou o resultado final da etapa de admissibilidade dos projetos classificados do edital Mais Cultura, do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC). Foram investidos, para esse certame, R$ 5,5 milhões, distribuídos entre 48 linhas de apoio.
Das 103 propostas classificadas, o chamamento público habilitou 75 para fomentar a cultura no DF. A partir do resultado, os projetos aprovados deverão ser realizados em até dois anos a partir da assinatura do termo de ajuste, que ocorre após a homologação do certame.
Arte e cultura nas RAs
Com o objetivo de descentralizar os recursos do FAC, por meio da implementação de critérios de regionalização, o edital Mais Cultura conta com vagas reservadas de acordo com o local de residência dos agentes culturais contemplados. Desse modo, uma das principais inovações é a valorização das produções culturais de regiões administrativas (RAs) com menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH).
“Esse novo quesito permitiu que produtores de determinadas RAs recebessem pontuação extra – isso mostra o caráter de democratização e de difusão do Mais Cultura”, avalia o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues.
Os agentes culturais habilitados deverão comprovar regularidade jurídica por meio da apresentação de documentos, que devem ser entregues no prazo de 30 dias corridos, a partir do dia 8 deste mês.
Cadastro pode ser feito de forma on-line ou presencial. Governo vai beneficiar 5 mil crianças
bia Almeida, 36 anos, está animada com as futuras matrículas na instituição a partir de março do próximo ano. “É uma boa oportunidade para as famílias carentes de ter serviço de qualidade para seus filhos, assim como para nós, que aumentaremos a equipe, empregando mais pessoas”, ressaltou.
5 mil5 mil crianças devem ser beneficiadas com o programa Cartão Creche.
Assim como a Ninho de Bebê, outras instituições do DF podem participar do programa. Inicialmente, o governo local pretende disponibilizar cinco mil vagas. Por cada criança, a instituição recebe R$ 803,57. O valor é para custear, no mínimo, cinco refeições por dia, atividades pedagógicas, banho, esportes entre outros.
As inscrições podem ser feitas pelo e-mail cartaocreche@desenvolvimento.df.gov.br – desde que as instituições estejam com as obrigações administrativas, financeiras, fiscais e trabalhistas em dia, tenha sede no DF e cumpra as exigências da Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE 85112/00).
Também é possível fazer o cadastro pessoalmente no Simplifica PJ, em Taguatinga, com as declarações e documentações exigidas no edital, como o formulário de inscrição, declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a administração pública, apresentação de proposta, contendo quadro demonstrativo com a quantidade de vagas por faixa etária e que oferece turno integral, entre outros.
Danúbia de Almeida, diretora do Ninho de Bebê, está animada para receber novas crianças em 2021 | Fotos: Acácio Pinheiro / Agência Brasília
Demanda
O subsecretário de Fomento ao Empreendedorismo, Danilo Ferreira, explica que o principal objetivo é suprir a demanda das regiões administrativas em parceria com o setor privado. “Devido a pandemia do novo coronavírus, o programa ficou paralisado por algum tempo. Agora, que as atividades estão voltando ao normal, seguimos com os credenciamentos”, comenta.
É uma boa oportunidade para as famílias carentes que terão um serviço de qualidade, assim como para nós, que aumentaremos a equipe empregando mais pessoasDanúbia Almeida, diretora da creche beneficiada pelo programa Cartão Creche
Outra vantagem do projeto é a autonomia na escolha da creche. De acordo com Ferreira, os pais ou responsáveis pelas crianças terão a oportunidade de optar pela instituição cadastrada que desejar. “Se em uma cidade há dez creches, ele poderá escolher aquela que mais gostou, que é mais perto de sua casa, por exemplo. Eles poderão conhecer o plano pedagógico e toda a estrutura antes de bater o martelo”, garante.
Economia
Ao mesmo tempo que o Cartão Creche contribui para o desenvolvimento infantil, também fomenta a economia local. Na Ninho de Bebê, por exemplo, o número de oportunidades de trabalho deve passar de 20 para 60 vagas, segundo Danúbia. “Estamos lidando com várias vidas. Daqueles pequenos que virão e daqueles que estão aqui prestando o serviço com todo amor e carinho. Esse programa é sensacional”, elogia a diretora da instituição.
O secretário de Empreendedorismo, Mauro Roberto da Mata, lembra que o programa dá autonomia aos pais, que conseguem trabalhar e deixar seus filhos sob cuidados de profissionais adequados. “As instituições e as famílias foram muito impactadas por causa da pandemia do novo coronavírus. O Cartão Creche é uma oportunidade que ajudará a aquecer todos esses setores da economia”, reforça o titular da pasta.
Beneficiados
Aqueles que não têm condições financeiras para colocar seus filhos em creches particulares e não conseguiram vagas em uma instituição pública, devem ligar na Central Única de Atendimento Telefônico 156, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h.
Os pais ou responsáveis legais devem indicar a região que deseja pleitear a vaga, além de informar os critérios de prioridades de atendimento, caso possua. Só é permitida a inscrição para uma cidade. Para conferir os critérios de classificação e outras informações, acesse o site da Secretaria de Educação.
Proposta de iniciativa do deputado João Cardoso e apoiada pelos parlamentares Roosevelt Vilela, Júlia Lucy, Delmasso, Eduardo Pedrosa e GDF é aprovada em dois turnos pelo plenário da CLDF
Após longo debate em audiências públicas e três comissões da CLDF, o projeto de lei que regulariza o ensino domiciliar no Distrito Federal foi aprovado em segundo turno na Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta terça (1). Na prática, o texto final, que agora segue para sanção do governador Ibaneis Rocha, permite que pais ou responsáveis legais dos estudantes possam ter autorização para ensiná-los em casa, sem a obrigatoriedade de matriculá-los em uma escola, desde que contemplados os critérios estabelecidos.
O deputado João Cardoso, precursor da proposta na CLDF, que protocolou a proposta ainda em 2019 em atendimento a demanda recebida pela Associação das Famílias Educadoras do Distrito Federal, a Fameduc-DF, comemora a conquista. “Chego a me emocionar por esta conquista, pois vejo muito do amor de Deus nestes pais e mais que, por opção, abrem mão de trabalhar fora para educar seus filhos. São famílias e crianças que já atuavam nesta modalidade sem nenhuma garantia e assistência, e que agora poderão ter seus direitos garantidos e serem acompanhadas e apoiadas pelo Estado”, defende João Cardoso.
COMO FUNCIONARÁ
A partir da promulgação da lei, caberá à Secretaria de Educação regulamentar a nova modalidade de ensino. As famílias que desejarem educar os filhos em casa deverão comunicar a intenção à Secretaria pelos canais que ela disponibilizar.
O projeto de lei aprovado na forma do substitutivo apresentado na Comissão de Justiça e Cidadania (CCJ), reforça que a família educadora deverá demonstrar a aptidão técnica para o desenvolvimento das atividades pedagógicas ou contratar profissionais capacitados de acordo com as exigências da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal.
Ainda pelo texto do projeto aprovado, deve ser assegurado aos educandos desta modalidade a convivência necessária ao adequado desenvolvimento social, cabendo aos pais educadores proporcionarem a seus filhos momentos de lazer e recreação em horário compatível com a rede regular de ensino, passando por avaliação psicossocial. Conforme redação final do projeto, a Secretaria de Educação deverá realizar avaliações destes alunos e manter um banco de dados atualizado.
O registro do aluno na modalidade de homeschooling deverá ser renovado anualmente pelos pais ou responsáveis legais, que deverão basear-se no plano pedagógico correspondente ao ano letivo do estudante.
Crianças e adolescentes que receberem educação domiciliar e estiverem devidamente cadastrados terão acesso às certificações de conclusão dos ciclos de aprendizagem da educação básica e a todos os direitos dos estudantes matriculados em instituições de ensino – incluindo participação em eventos pedagógicos, esportivos e culturais; avaliações nacionais do Ministério da Educação; avaliações internacionais; e carteira de estudante.
PRIMEIRA UNIDADE DA FEDERAÇÃO A REGULARIZAR O ENSINO DOMICILIAR
O homeschooling já é realidade em mais de 60 países de todos os continentes e no Brasil já foi regulamentado nos municípios de Vitória (ES) e Cascavél (PR). De acordo com a estimativa da Associação Nacional de Educação Domiciliar, o Brasil deve ter pelo menos 17 mil famílias que já são adeptas do homeschooling e que sofrem pela falta de regulamentação da questão.
As associações de famílias educadoras estão em festa. Para a Fameduc, o próximo passo agora é acelerar a sanção. “Após a sanção, esperamos o convite da Secretaria de Educação para que as associações de famílias sejam ouvidas no processo de uma justa e adequada normatização que virá em decorrência da lei”, defende Jonatas Lima, pai educador da e representante Fameduc.
Os novos equipamentos também beneficiam pessoas obesas
As unidades de saúde pública e privada do DF estão obrigadas a manter macas e camas adaptadas para a melhor acomodação de pessoas com deficiência, incluídas as obesas. É o que determina a Lei Nº 6.738, sancionada nesta quarta-feira (02), pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). Os equipamentos também deverão estar disponíveis para a realização de exames e outros procedimentos hospitalares.
“É uma forma de melhorarmos o atendimento dessas pessoas. Se os cinemas têm espaços adaptados para esse público, por que os hospitais não teriam. É preciso manter a equidade no tratamento de todos”, argumenta o autor da lei, deputado distrital Eduardo Pedrosa (PTC).
De acordo com estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2003 e 2019, a proporção de obesos na população acima de 20 anos, mais que dobrou no Brasil, passando de 12,2% para 26,8%. Dados do último Censo Demográfico, mostram que mais de 45,6 milhões de pessoas apresentam algum tipo de deficiência, totalizando 23,9% dos brasileiros. OU seja, cerca de um quarto da população necessita desses cuidados.
“Empreendimentos acessíveis são cada vez mais exigidos pela sociedade, seja em edifícios comerciais, residenciais ou em entidades prestadoras de serviços assistenciais”, diz o parlamentar.
Evento será a base para o novo Plano de Desenvolvimento do Semiárido e acontecerá de 3 a 5 de dezembro, em Mossoró (RN)
O Fórum de Desenvolvimento do Semiárido de 2020 pode transformar a realidade de milhares de famílias e dar um impulso à economia de toda região, além de gerar empregos e ser um divisor de águas rumo ao desenvolvimento dos nove estados.
O evento será aberto pelo Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão contando ainda com presença de diversas autoridades como o Ministro da Educação, Milton Ribeiro, dentre outros. O encerramento tem presença confirmada do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, além dos embaixadores dos Estados Unidos e Israel.
No dia 4, na Universidade Federal Rural do Semiárido – UNIFERSA, todos os segmentos: agentes públicos, empresas e representantes da sociedade estarão debruçados debatendo os 13 eixos temáticos propostos, tais como: a água e seu aproveitamento no semiárido, educação, segurança jurídica e fundiária, turismo, meio ambiente, recursos minerais, resíduos sólidos, tecnologia e inovação, transporte e logística, entre outros.
As contribuições serão compiladas, compondo um novo Plano de Desenvolvimento do Semiárido (PDS).
Nas oficinas presenciais, e com auxílio de um aplicativo para que, à distância, os interessados possam acompanhar os áudios das oficinas e um chat para interações com os presentes, fazem parte da programação, onde será elaborado um documento final indicando as políticas e projetos prioritários, que será o alicerce do Projeto de Lei de Desenvolvimento do Semiárido a ser elaborado e tramitado no Congresso Nacional sob a coordenação da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido.
Além do Fórum, o evento oferece um pavilhão de exposição aberta ao público. O espaço terá apresentação de tecnologias de aproveitamento de resíduos sólidos urbanos, oportunidades de investimentos, produção agrícola em ambiente protegido, serviços e produtos ligados ao desenvolvimento do semiárido, apresentações culturais, entre outros.
Câmara Legislativa aprovou o projeto do deputado Daniel Donizet, que agora segue para sanção do governador Ibaneis Rocha
A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, nessa terça-feira (01), em segundo turno, o PL 836/2019, de autoria do deputado Daniel Donizet (PL), que proíbe a manutenção de animais em correntes ou objetos semelhantes no DF, que prejudiquem a saúde e bem-estar dos mesmos. O projeto segue agora para sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).
Segundo Daniel Donizet, o principal objetivo é evitar os maus-tratos. “Recebo inúmeras denúncias de cachorros presos em correntes, embaixo de sol e chuva, 24 horas por dia. Muitas vezes, sem água e comida. Se prejudica o bem-estar do animal é maus-tratos e deve ser proibido”, defendeu o parlamentar.
Manter animal preso em correntes e similares já é considerado maus-tratos pela Lei Distrital Nº 6142/2018. Porém, segundo o deputado, a fiscalização é precária e a quantidade de pessoas que insistem em manter cães acorrentados ainda é grande no DF. “Tem gente que acorrenta por falta de informação e discernimento, não tem consciência do mal que está fazendo ao pet. Por isso, resolvi apresentar um projeto que proíbe, definitivamente, a prática”, afirmou.
Daniel alerta para a necessidade de a população denunciar os casos de acorrentamento dos animais. Para ele, se houver punição, a tendência é que a prática diminua significativamente.
“Não existe fiscalização, portanto, todos devemos ajudar os animais denunciando pra Polícia pelo 190 ou 197. Se tiver receio de retaliação, a denúncia pode ser anônima. Devemos exigir que a Lei seja cumprida”, afirmou o deputado.
Daniel ressalta ainda que é direito dos animais ter suas necessidades básicas garantidas como brincar, correr e ter uma vida saudável. “Fico sabendo de casos de cachorros presos em correntes com menos de um metro de comprimento. Além de cruel, isso é desumano. Não se pode limitar o espaço de movimento adequado às espécies”, disse ele.
A central é um dos mais modernos equipamentos públicos para reciclagem de resíduos do país | Foto: Divulgação/Sema
Empreendimento tem capacidade para processar até 5 mil toneladas de resíduos por mês e empregar 750 pessoas. Investimento foi de R$ 21 milhões
Nesta quarta (2), será inaugurado o Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal (CIR/DF). Com o empreendimento, o DF passa a ter um dos mais modernos equipamentos públicos para reciclagem de resíduos do país. O complexo ocupa uma área de 80 mil m² na Cidade Estrutural e compreende duas centrais de triagem e reciclagem (CTRs) e uma Central de Comercialização (CC). Com investimentos de R$ 21 milhões, a iniciativa tem capacidade de gerar mais de 750 postos de trabalho para catadores de materiais recicláveis.
A obra foi executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), sendo o contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) administrado pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema). Já o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) é responsável pela gestão compartilhada do CIR com a Sema, a Central das Cooperativas de Materiais Recicláveis do DF (Centcoop) e as associações de catadores que vão atuar no local.
“A construção do espaço é importante nos aspectos técnico, econômico, social e ambiental”, avalia o secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho. “Eleva a vida útil do Aterro Sanitário de Brasília com a destinação ambientalmente adequada dos resíduos e significa um ganho direto para o meio ambiente e para a população em geral. Ele também representa a melhoria da qualidade de vida dos catadores de materiais que vão trabalhar lá.”
O diretor-presidente da Novacap, Fernando Leite, reforça importância da obra. “O espaço tem, sobretudo, um valor social”, explica. “Além de contribuir com o meio ambiente, o empreendimento vai gerar empregos e proporcionar melhores condições de trabalho aos catadores. É um grande avanço para Brasília ter um centro de reciclagem que será referência nacional”.
“Além de contribuir com o meio ambiente, o empreendimento vai gerar empregos e proporcionar melhores condições de trabalho aos catadores”Fernando Leite, diretor-presidente da Novacap
Gestão integrada
O coordenador de implementação da Política de Resíduos Sólidos da Sema, Glauco Amorim, explica que a infraestrutura será fundamental para a gestão integrada de resíduos sólidos. “O Complexo de Reciclagem vai garantir a destinação correta dos materiais recicláveis, reinserindo-os na cadeia produtiva, minimizando as demandas por matérias-primas e reduzindo os impactos ambientais da produção”, diz.
A presidente da Centcoop, Aline Sousa da Silva, ressalta que a construção do Complexo de Reciclagem sempre foi a esperança de quem trabalhava no antigo Lixão da Estrutural. “Ele vai representar dignidade, melhores condições de trabalho e de renda”, resume. “A esperança continua. Não queremos deixar ninguém de fora”.
Cooperativas
Por meio do SLU, o GDF mantém 29 contratos com 22 cooperativas e associações, envolvendo 908 catadores de recicláveis que atuam na prestação de serviços de coleta seletiva e triagem. O órgão será responsável por gerir a operação do Complexo de Reciclagem junto às cooperativas e associações de catadores.
“É um avanço muito importante na gestão de resíduos sólidos do DF”, analisa o presidente do SLU, Jair Tannús. “Com o Complexo de Reciclagem, vamos fortalecer a coleta seletiva e as cooperativas de catadores na destinação correta dos recicláveis. O SLU e as cooperativas trabalharão juntos para aproveitar e gerir o novo espaço da melhor forma possível.”
“É um avanço muito importante na gestão de resíduos sólidos do DF”Jair Tannús, presidente do SLU
Inicialmente, o Complexo de Reciclagem contará com a atuação de 450 a 500 catadores de materiais recicláveis contratados, integrantes das cooperativas Ambiente, Coorace, Coopernoes, Construir e Recicla Brasília, ligadas à Centcoop-DF, que possui a cessão da área. Após a pandemia de Covid-19, será possível incluir mais catadores, explica Glauco Amorim. “Com o retorno da coleta seletiva e a disponibilidade de materiais recicláveis, podemos, no futuro, funcionando em três turnos, chegar ao número máximo de postos de trabalho ocupados”, adianta. “Por enquanto, atuaremos com dois terços da capacidade”.
Projeção
Os profissionais serão os responsáveis pelo funcionamento do complexo, atuando na recepção, triagem, classificação, prensagem, armazenamento e comercialização dos materiais recicláveis advindos da coleta seletiva. A projeção é que, quando a operação atingir sua capacidade máxima, sejam processadas até 5 mil toneladas de resíduos recicláveis por mês.
A escolha das entidades foi feita por meio de seleção baseada nos critérios de manifestação de interesse, existência de contrato de triagem com o SLU, fazer parte da Rede Centcoop-DF e, preferencialmente, ser oriunda do antigo Lixão da Estrutural, local que hoje sedia a Unidade de Recebimento de Entulho (URE) do SLU.
Investimentos
Do total de R$ 53 milhões do programa de fechamento do lixão, R$ 21 milhões foram destinados às obras físicas do Complexo Integrado de Reciclagem. O restante do valor será destinado à compra de equipamentos, materiais de operação, assessoria técnica e capacitação de catadores e aos outros centros de triagem já em operação.
R$ 21 milhõesforam investidos nas obras do Complexo Integrado de Reciclagem
As unidades foram erguidas em estrutura metálica com alvenaria e contam com dois pavimentos. O superior abrigará esteiras de separação, compartimentos para lançamento dos resíduos não aproveitados e silos de armazenagem do material bruto.
No térreo funcionarão as áreas de prensagem, separação secundária, armazenamento do resíduo separado e depósito de material. Além do galpão de triagem e área de administração, os catadores contarão com refeitório, vestiário com armários, banheiros e chuveiros, sala multiuso e equipamentos de segurança individual. A obra ainda envolve 5 mil m² de calçadas e redes de captação de águas pluviais.
Funcionamento
As centrais de triagem, de 2,8 mil m² cada, vão receber os resíduos que vêm da coleta seletiva. Nelas, o material é separado, classificado, pesado, prensado e então transportado para a central de comercialização, onde ocorrem o beneficiamento, estocagem e comercialização. Já a Central de Comercialização de Materiais Recicláveis receberá o material pré-selecionado para beneficiamento dos materiais advindos tanto das centrais de triagem quanto das demais cooperativas de catadores do DF pertencentes à rede Centcoop-DF.
Inauguração do Complexo de Reciclagem do DF
Quarta-feira (2), às 9h30, no Pátio Ferroviário de Brasília, situado entre Epia, EPCL, Epac e Saan, próximo ao balão da Cidade do Automóvel. Link de localização:https://goo.gl/maps/ZhbSA1PLexMEzier5.
Somados aos 158 já convocados, chega a 200 o número de novos empregados em 2020
O BRB publicou hoje (1º), no Diário Oficial do Distrito Federal, a convocação da quarta turma de aprovados nos concursos de escriturário, analista de TI e advogado. Os três concursos foram promovidos em 2019 e receberam, no total, mais de 92 mil inscrições. Na convocação de hoje, foram chamados 25 escriturários, 10 analistas de TI e 7 advogados.
Somados aos 158 convocados nas outras três turmas, todas chamadas em 2020, chegam a 200 o número de novos empregados no BRB este ano. Os 42 convocados da quarta turma serão submetidos aos exames previstos em edital, sob responsabilidade do BRB, e deverão apresentar a documentação solicitada no prazo estipulado. Após a aprovação na fase médica e a entrega de documentos, os aprovados participarão do processo de Onboarding e contratação em formato virtual, respeitando os protocolos preventivos por conta da pandemia da Covid-19.
“Com a convocação de mais uma turma de aprovados no concurso, o BRB segue alinhado com o plano de fortalecimento e expansão dos negócios da instituição. Seguimos nosso compromisso de tornar o Banco cada vez mais competitivo, moderno, ágil e completo”, afirma o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
O salário para o cargo de escriturário é de R$ 3.392,50 (com carga horária de 30 horas semanais). Para o cargo de analistas de TI, a remuneração mensal é de R$ 8.142,00. Já para advogado, o salário é de R$ 20.678,03.