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Atendimento presencial é retomado nos escritórios da Caesb

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Os clientes podem comparecer nas unidades, mas é preciso fazer o agendamento no site da Companhia

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) reabriu os escritórios de atendimento e voltou a receber o público. O atendimento presencial será das 11h às 17h, mas apenas para os clientes que realizarem o agendamento disponível no site da Empresa (https://www.caesb.df.gov.br/autoatendimento). Os serviços estavam sendo realizados remotamente em função da pandemia do novo coronavírus.

Ao todo, 12 escritórios estarão disponíveis – com exceção do Paranoá que está em reforma. De acordo com o superintendente de Comercialização da Caesb, Diego Rezende, foram definidos os serviços que serão realizados. “No agendamento, o cliente vai poder escolher entre ligação de água, religação, desmembramento, remanejamento, parcelamento, corte a pedido e alteração de titularidade”, explica.

A quantidade de agendamentos por escritórios será de acordo com a disponibilidade de atendentes, respeitando os protocolos de segurança para evitar aglomerações e preservando o distanciamento social. Os empregados da Caesb receberam equipamentos de proteção.

“O objetivo da reabertura é possibilitar o atendimento aos usuários que apresentam dificuldade com os meios digitais e retomar, gradualmente, os serviços presenciais. Todas as medidas preventivas de combate ao novo coronavírus serão adotadas e respeitadas”, esclarece Diego Rezende.

Apesar do retorno das atividades, o superintendente recomenda que os usuários busquem os serviços de atendimento presencial somente em “casos de urgência”. “O importante é que o usuário só procure um escritório caso tenha muita dificuldade em utilizar os serviços digitais. Desta forma, as unidades vão estar sempre disponíveis para quem mais precisa”, reforça.

Além do atendimento presencial, os usuários têm a opção de utilizar os canais virtuais da Caesb. Neles, é possível solicitar revisão ou segunda via de contas, alteração de titularidade e vencimento, consumo de água, consulta de protocolos, parcelamento de débitos, 1ª ligação de água, autoleitura, ressarcimento de danos, alteração do titular ou do vencimento da conta, religação de água, débitos, manutenção de redes, além de serviços comerciais como análise de contas, atualização de cadastro e religação.

Quem precisar do atendimento presencial deve seguir algumas recomendações:

  • Passar por aferição da temperatura na entrada do escritório;
  • Usar máscara durante todo o período que permanecer nas dependências do local;
  • Usar álcool em gel disponível nos dispensadores para higienização das mãos;
  • Manter o distanciamento mínimo de 1 metro entre as pessoas.

Site oficial:

https://www.caesb.df.gov.br/

Para baixar o aplicativo da Caesb no celular:

– IOS:

https://apps.apple.com/br/app/caesb-autoatendimento/id1003831993

– Android:

https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.df.caesb.mobile

Central de Atendimento ao Cliente:

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Ministério da Saúde altera grupos prioritários para vacinação da Covid

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Novas orientações serão seguidas por todas as secretarias de Saúde que acompanharão o plano nacional

O Ministério da Saúde alterou o Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19 e retirou professores e agentes de segurança pública dos grupos prioritários para a vacinação. Com isso, todas as secretarias estaduais de Saúde que seguirão as diretrizes nacionais em relação ao tema vão acatar as mudanças, inclusive a Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

O plano inicial do ministério previa quatro fases de vacinação. Com a mudança para três fases, a Secretaria atualizou o documento distrital. Assim, os públicos prioritários serão:

1º Trabalhadores da saúde, idosos a partir dos 75 anos e pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas);

2º Pessoas de 60 a 74 anos;

3º Pessoas com as seguintes comorbidades: diabetes mellitus, hipertensão arterial grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade grave.

Ao todo, a pasta prevê vacinar 604,8 mil pessoas nas primeiras três fases da imunização no DF.

O plano atualizado esclarece ainda que não deverão receber a vacina menores de 18 anos, gestantes e pessoas que apresentaram reação anafilática confirmada a qualquer componente das vacinas contra a Covid-19. As contraindicações também estão previstas no plano do Ministério da Saúde.

Começa campanha de 2021 para castração de cães e gatos

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Procedimentos oferecidos na unidade móvel do Hvep são castração, vacinação e vermifugação | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental

Formulário de cadastro estará disponível na terça-feira (19), no site do Instituto Brasília Ambiental. Meta é atender cerca de 1,5 mil animais

O Instituto Brasília Ambiental inicia, na próxima terça-feira (19), as inscrições do cadastramento para castração, vacinação e vermifugação de cães e gatos. Os atendimentos serão prestados na unidade móvel do Hospital Veterinário Público (Hvep) instalada no Parque Ecológico Sucupira, em Planaltina. A iniciativa é uma parceria da autarquia com a Associação Nacional dos Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa) e vai atender 1.470 animais, somente do Distrito Federal.

1.470animais do DF serão contemplados pela iniciativa

Confira as regras para o cadastro.

Analista de atividades do meio ambiente do instituto, o biólogo Rodrigo Santos explica que as campanhas de castração representam uma grande conquista para o órgão. “A expectativa é seguir fazendo um bom trabalho para que a ação reverbere e mais pessoas possam ser atendidas”, aponta.

De acordo com o cronograma, os interessados devem preencher o formulário on-line que estará disponível às 10h do dia 19 no site do Brasília Ambiental. Serão oferecidas duas vagas por tutor, e cada animal terá direito aos três atendimentos. O resultado com a data da cirurgia dos selecionados será divulgado na plataforma até o dia 25 deste mês. Já as informações sobre data de vacinação e vermifugação serão repassadas no dia da castração.

Para quem não conseguir fazer o primeiro cadastro, o Brasília Ambiental disponibilizará, no dia 20 (quinta-feira), às 10h, uma lista de espera com 300 vagas. Os tutores cadastrados nessa etapa somente serão chamados em caso de desistência ou faltas do cadastro inicial. A lista de espera será divulgada simultaneamente ao o resultado da campanha de cadastro, e a chamada obedecerá à ordem de preenchimento do formulário on-line.

Para organizações não governamentais (ONGs) e protetores de animais independentes, serão oferecidas 470 vagas. O formulário específico para quem se enquadra nesses requisitos estará disponível no dia 26, às 10h, também no site do Brasília Ambiental. A divulgação do resultado dos contemplados será feita no site até 10 de fevereiro. Consulte  as regras para participação nesse cadastro.

Comunidade rural 

A primeira etapa da campanha foi aberta no início deste mês, com o atendimento exclusivo aos moradores da comunidade rural próxima à Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae). Ao todo, foram cadastrados 330 animais da região, em cirurgias que começaram nesta quarta-feira (13), viabilizadas com recursos de emenda parlamentar do deputado distrital Daniel Donizet.

Inédita na região, a operação foi direcionada aos moradores da área rural visando também à conservação ambiental. “Essa ação específica vai ao encontro das medidas que visam mitigar o impacto de espécies exóticas invasoras na unidade de conservação”, explica Rodrigo Santos. “Não é a solução, mas é um primeiro passo muito positivo”, explica Rodrigo Santos.

“Espero que aconteçam mais campanhas como essa, que é muito importante para a saúde animal e ajuda os tutores que não têm condição financeira de arcar com os gastos”, elogiou a estudante Gabriela Martins, tutora do cão Apolo e da cadela Zayra, que foram atendidos na unidade móvel do Hvep.

“A ação é fundamental para a saúde dos animais e controle populacional, reduzindo o número de animais abandonados pelas ruas do DF”, defendeu Ruan Felipe Silva, voluntário da ONG Arca de Noé.

Governo do DF executou 100% dos recursos federais em 2020

Pela primeira vez na história, governo empenha todo recurso destinado pelos parlamentares federais, reforço de R$ 413,3 milhões ao orçamento do DF

Um trabalho pautado em entrosamento e competência: assim pode ser resumida a marca histórica alcançada pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Pela primeira vez, o Executivo local empenhou 100% dos recursos oriundos da bancada federal, composta por oito deputados federais e três senadores, o que representou mais de R$ 431,3 milhões ao orçamento do DF.

Desse montante, R$ 206,6 milhões foram repassados pelos 11 membros da bancada do DF, e R$ 81,8 milhões foram transferidos individualmente por cada um dos parlamentares. O restante dos recursos chegou ao orçamento do DF por meios extras, como repasses de ministérios ou da Caixa Econômica Federal.

O valor de 2020 representa um aumento de 6% em relação ao do ano anterior (R$ 405,3 milhões) e de 53% se comparado a 2018 (R$ 281,5 milhões). “As emendas parlamentares são fundamentais para que a gente possa realizar as obras que a população pede. Não há qualquer interferência ideológica neste caso, porque os parlamentares são parceiros neste trabalho. São eles que escolhem onde aplicar o dinheiro e o GDF executa”, avalia o governador do DF, Ibaneis Rocha.

“Isso não aconteceu por acaso, foi fruto de um trabalho de interlocução entre o Governo Federal e o Governo do Distrito Federal”, analisa o secretário de Relações Institucionais, Vítor Paulo. “É o efeito da competência e do compromisso dessa gestão, de um trabalho coordenado pelo governador Ibaneis, e o resultado disso a gente vê no dia-a-dia”.

Mais recursos, mais desenvolvimento

A pasta que mais recebeu recursos federais em 2020, R$ 153,7 milhões foi a Secretaria de Saúde influenciada principalmente pela pandemia do novo coronavírus. Na sequência, com R$ 77,1 milhões, veio a Secretaria de Educação, e em seguida o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), que recebeu R$ 63 milhões.

A lista também traz um nome estreante em investimentos no DF: a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Em 2017, uma mudança no seu marco regulatório incluiu o DF para a captação de recursos, porém o governo local nunca havia formalizado nenhum contrato de parceria para investimentos. No ano passado, o GDF fechou um convênio de pouco mais de R$ 51 milhões com a Codevasf.

“A bancada federal foi motivada a transferir recursos porque tem projetos. Esse é o grande incentivo, isso mostra o compromisso que o governo tem com a bancada e com o desenvolvimento do DF”, ressalta o secretário de Relações Institucionais.

Decreto 10.592/2020 chama a atenção para a necessidade da regularização fundiária no Brasil

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Para advogada, a regularização fundiária não pode se dissociar dos estandartes constitucionais da função social da propriedade e da proteção ao meio ambiente, mediante o seu desenvolvimento sustentável, primando pelo equilíbrio entre os direitos individuais e os direitos de toda a coletividade

 Medida Provisória 910/2019, que trata da regularização fundiária de ocupações em terras da União, perdeu a validade no dia 19 de maio do ano passado. Após a caducidade da MP, o Congresso Nacional deveria ter editado decreto legislativo, com o objetivo de disciplinar as relações jurídicas dela decorrentes. Entretanto, isso não ocorreu. Assim, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência permanecerão por ela regidas.

Na prática, com a perda da validade da MP e enquanto não for votado o Projeto de Lei nº 2.633/2020, que a substituiu, foram restabelecidos os termos da legislação anterior, especialmente da Lei nº 11.952/2009, que instituiu o programa denominado “Terra Legal”, com as alterações promovidas pela Lei nº 13.465/2017.

Mariani Chater, advogada e sócia do escritório Chater Advogados, de Brasília, explica que, justamente em razão da perda da vigência da MP 910, fez-se necessária a edição de um novo ato normativo, o Decreto nº 10.592/2020, publicado no Diário Oficial da União no dia 28 de dezembro, que revogou os Decretos nº 9.309/2018 e 10.165/2019, que regulamentavam a Lei nº 11.952/2009.

“O decreto tem por objetivo disciplinar os procedimentos e requisitos que deverão ser observados quando da formulação e instrução dos pedidos de regularização fundiária”, esclarece a advogada, lembrando que dentre as alterações trazidas pela norma, merecem destaque a previsão da utilização de técnicas de sensoriamento remoto para análise dos pedidos de regularização fundiária de áreas de até quatro módulos fiscais pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA e a obrigatoriedade de apresentação do comprovante de inscrição no Cadastro Ambiental Rural – CAR.

Outro aspecto extremamente importante é que o novo decreto prevê o cruzamento das informações declaradas pelo ocupante que pretende a regularização com outras bases de dados do governo federal, a fim de identificar por exemplo, se há embargos e infrações ambientais junto ao IBAMA ou se há registros junto ao Cadastro de Empregadores, no sentido de que o requerente tenha submetido trabalhadores a condições análogas às de escravo, requisitos para o deferimento do pedido.

Mariani explica que uma medida provisória é um ato normativo de competência exclusiva do Presidente da República, de efeitos imediatos, mas que depende de aprovação da Câmara e do Senado para que seja definitivamente convertida em lei. Possui, portanto, caráter precário. Portanto, se não aprovada no prazo constitucional, perde a vigência.

No caso da MP 910/2019, a Câmara dos Deputados deixou a MP caducar, propondo que a questão envolvendo a regularização fundiária de ocupações em terras da União fosse objeto de projeto de lei. Isso porque, diante da polêmica que permeia a discussão e da ausência de acordo entre os parlamentares quanto aos termos da MP, restou claro que o assunto exige o amadurecimento de ideias e debate mais amplo, o que é viabilizado pelo rito de tramitação do projeto de lei.

Assim, em substituição à MP, atualmente tramita naquela Casa, o Projeto de Lei nº 2.633/2020, que altera dispositivos da Lei nº 11.952/2009, que trata da regularização de ocupações em áreas da União localizadas na Amazônia Legal, da Lei nº 8.666/1993 (Lei de Licitações) e da Lei nº 6.015/1973, que dispõe sobre os registros públicos.

Programa Titula Brasil

Recentemente, mais especificamente no dia 2 de dezembro de 2020, foi pulicada a Portaria Conjunta nº 1, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Ela instituiu o denominado “Programa Titula Brasil” que, nos seus exatos termos, tem por objetivo aumentar a capacidade operacional dos procedimentos de titulação e regularização fundiária das áreas rurais sob domínio da União ou do INCRA, mediante a parceria voluntária com municípios.

Para tanto, segundo Mariani Chater, a portaria prevê a criação de um Núcleo Municipal de Regularização Fundiária – NMRF, que será integrado por recursos humanos disponibilizados pelo município e cujos serviços serão coordenados pelo INCRA.

“A medida vem recebendo severas críticas no sentido de que o governo estaria terceirizando aos municípios o processo de regularização fundiária de terras da União. De outro lado, para os que a defendem, a parceria proposta viabilizará maior celeridade na análise e processamento dos pedidos de regularização, especialmente ante a insuficiência de pessoal e de recursos do INCRA para fazer frente à demanda hoje existente”, relata a advogada.

Segundo ela, é sabido que a regularização fundiária é uma das prioridades do atual governo. É exatamente nesse contexto que foi editada a MP 910/2020 e proposto o Projeto de Lei nº 2.633/2020, bem como a Portaria Conjunta nº 1/2020, com o claro objetivo de agilizar e desburocratizar a titulação de áreas da União ocupadas.

“De um lado, o governo vê a regularização de tais ocupações como uma das soluções para o combate ao desmatamento, na medida em que, uma vez tituladas, os seus ocupantes serão identificados e mais facilmente responsabilizados por eventual infração ambiental. Nesta linha, a exigência do CAR igualmente facilitaria o monitoramento e fiscalização dos proprietários, na medida em que o cadastro integra as informações ambientais das propriedades e posses rurais”, conta Mariani.

Além disso, a titulação de ocupações até então irregulares permite que esses trabalhadores rurais tenham acesso a linhas de crédito e outras políticas públicas essenciais à promoção da atividade agrícola e ao aquecimento da economia.

Por sua vez, os contrários a tal empreita acreditam que a regularização de ocupações de áreas públicas, mediante processos mais simplificados e com critérios mais dilatados, como propõe o governo, estimularia ocupações irregulares, a grilagem de terras públicas e o próprio desmatamento. Especificamente quanto à referida Portaria Conjunta, parlamentares do Partido dos Trabalhadores ajuizaram ação civil pública questionando-a.

“Fato é que a discussão sobre o tema é bastante polarizada e guiada por posições ideológicas e partidárias que, muitas vezes, impedem uma análise objetiva da questão fundiária no Brasil, que historicamente enfrenta a complexidade de se harmonizar as relações de posse, propriedade e uso da terra com a preservação do meio ambiente”, contextualiza a sócia da Chater Advogados.

Especialmente na Amazônia, onde estão concentradas as terras públicas federais não destinadas, ou seja, que aguardam destinação para um uso específico, como unidade de conservação, quilombola ou terra indígena, a regularização das ocupações já consolidadas há muitos anos, mediante critérios rigorosos parece, no entendimento da advogada, ser uma necessidade. “No entanto, tal providência deve vir acompanhada da adequada estruturação e fortalecimento dos órgãos de fiscalização, a exemplo do INCRA e do IBAMA, que atualmente sofrem com a escassez de recursos humanos e materiais, essenciais ao exercício de suas funções”, defende.

A título de curiosidade, pelo Código Florestal, 80% (oitenta por cento) da área dos imóveis rurais localizados na Amazônia Legal devem ser mantidos a título de reserva legal; ou seja, em regra, somente 20% (vinte por cento) podem ser explorados. Tal limitação, ao ver de Mariani Chater, reforça a noção de que o grande gargalo à efetiva proteção ao meio ambiente está na fiscalização deficitária.

Do ponto de vista jurídico, para Mariani, a regularização fundiária não pode se dissociar dos estandartes constitucionais da função social da propriedade e da proteção ao meio ambiente, mediante o seu desenvolvimento sustentável, primando pelo equilíbrio entre os direitos individuais e os direitos de toda a coletividade.

SERVIÇO:

Chater Advogados

SHIS Cl QI 9 Bloco D Sala 208 – Lago Sul, Brasília, DF – CEP 71625-174

Telefone: (61) 3248-1027

Nova gestão de Alvorada do Gurgueia (PI) assume o mandato sem prédio da prefeitura

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Situação é agravada por dívidas e problemas financeiros deixados pela gestão anterior

Novo prefeito do município de Alvorada do Gurgueia, no Piauí, Lécio Gustavo, se deparou com uma situação inusitada ao assumir a gestão: a cidade não tem prédio da prefeitura. A sede, que até então funcionava em uma residência da família do ex-prefeito Luis Ribeiro Martins, foi desmobilizada ao final do mandato; e os arquivos e materiais da administração pública foram colocados no Centro Cultural, que está com sérios problemas estruturais e sem condições de uso.

Segundo o prefeito empossado, a solução encontrada foi montar uma tenda improvisada, no meio da rua, para atender a população.

O prefeito Lécio Gustavo se reuniu com o governador Wellington Dias para tratar de pautas de interesse do município, entre elas o orçamento necessário para a construção de uma sede para a prefeitura. “Estamos ainda em fase de locação de um prédio para poder usar como sede da prefeitura, provisoriamente. O governador nos chamou essa semana e solicitou que pudéssemos trabalhar a questão do orçamento da instalação de uma nova prefeitura”. O prefeito aproveitou a oportunidade para tratar sobre o término da construção de um hospital de pequeno porte (HPP), em Alvorada do Gurgueia.

A situação do município é ainda mais grave por conta de problemas financeiros. Segundo o prefeito Lécio Gustavo, a cidade está impedida de receber transferências da União, devido a pendências junto ao Tesouro Nacional. As dívidas com o INSS ultrapassam os R$ 500 mil, além do débito com o grupo Equatorial Energia de mais de R$ 3,7 milhões, sem contar juros e multas. O novo prefeito afirma que a transição de gestão não foi completamente transparente.

A alvoradense Ariana de Sousa Felix comenta a situação. “O que eu e todo município quer é mudança. Já estava precisando disso. Infelizmente o ex-prefeito deixou a desejar. A gente está na expectativa de que Lécio possa ajudar as pessoas e dar melhoria para a cidade”, comenta.

Arte - Brasil 61

Segundo a advogada especialista em Direito Público, Amanda Caroline, o novo prefeito pode acionar o Ministério Público, ou a própria prefeitura pode ajuizar uma ação de improbidade administrativa. Em relação ao uso de prédio familiar como sede da prefeitura, a especialista explica que a medida é irregular.

“Essa atitude do prefeito, de usar um prédio da família como prédio da prefeitura, é uma ação que está eivada de vícios e destoa dos princípios de administração pública, dentre eles a impessoalidade e a legalidade. O prefeito estaria sujeito a sanção de improbidade, para averiguar sua conduta nesses atos”, comenta.

O advogado especialista em Direito Administrativo, Pedro Henrique Costódio, explica que a Lei de Responsabilidade Fiscal é uma norma que se aplica a todos os entes da federação e estabelece uma série de parâmetros a serem seguidos por esses entes, relativos a gastos públicos.

“A lei define um padrão de conduta aos administradores. Dentre eles, é essencial destacar restrições orçamentarias, que visam preservar a situação fiscal desses entes, com objetivo de garantir a saúde financeira e aplicação de recursos nas esferas adequadas. Tudo isso visa uma boa herança administrativa para futuros gestores”. De acordo com o advogado, é atribuição da Câmara Municipal fiscalizar anualmente as contas no município, e a rejeição dessas contas – após devido processo legal – pode levar a uma série de sanções de natureza política, administrativa, cível e até criminal.

Outros casos

A situação financeira de outros municípios do Piauí também é caótica. Em José de Freitas, a gestão anterior excedeu o limite previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – quando os gastos são maiores que a arrecadação – para pagamento de folha de pessoal. O problema se repete em vários outros municípios. Em 2019, o Tribunal de Contas do Estado do Piauí notificou 116 cidades que ultrapassaram o limite de da LRF, com gastos com pessoal.

Em nota, a Associação Piauiense de Municípios (APPM) lamenta o fato de muitas gestões municipais no Estado assumirem grandes dívidas deixadas por gestões anteriores. Diante da crise econômica e sanitária vivenciada por todos os municípios brasileiros, a APPM informa que vem atuando, junto aos órgãos que somam débitos com os municípios –como é o caso da concessionária de energia Equatorial Piauí – no sentido de analisar formas de parcelamento das dívidas, além de orientar cada gestor municipal a otimizar os gastos e concentrar esforços para equilibrar as contas públicas.

Além do Piauí, municípios de outros estados brasileiros também enfrentam problemas financeiros e administrativos. Em Ouro Branco, no Sertão de Alagoas, a prefeita eleita Denyse Siqueira também se deparou com o prédio da prefeitura totalmente desaparelhado, com falta de cadeiras, material de limpeza, impressora, ar-condicionado e acesso à internet. Além disso, os poucos computadores da administração pública foram formatados, o que dificultou o acesso às informações contábeis e financeiras do município.

Segundo a prefeita Denyse Siqueira, as contas bancárias estão zeradas e até o fornecimento de luz pode ser suspenso por falta de pagamento. Ela acrescenta que sua equipe está concluindo um relatório sobre a situação, para ser encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas de Alagoas.

Fonte: Brasil 61

Sob forte comoção, Maguito Vilela recebe homenagens da população de Goiânia em frente ao Palácio das Esmeraldas

Despedida do prefeito contou com estrutura de drive-thru montada pelo Governo de Goiás na Praça Cívica. “Fazemos o reconhecimento pela trajetória de um homem que enfrentou com dignidade, altivez e espírito público todos os desafios”, destaca governador Ronaldo Caiado. Cerimônia foi precedida de cortejo pela capital e Aparecida de Goiânia. Corpo segue para Jataí, cidade natal do ex-governador

Comoção e série de homenagens marcaram o velório do prefeito de Goiânia, Maguito Vilela, realizado na noite desta quarta-feira (13/01) em frente ao Palácio das Esmeraldas, na Praça Cívica. Em respeito aos protocolos sanitários, a despedida do gestor público contou com uma estrutura drive-thru. “Gostaria que não estivéssemos passando por essa situação [de pandemia], para que a população toda pudesse reverenciá-lo. Mas peço a compreensão”, disse o governador Ronaldo Caiado.

Admiradores passaram pelo Centro de Goiânia para o adeus a Maguito, que faleceu nesta madrugada em São Paulo, aos 71 anos, por complicações da Covid-19. Toda a estrutura foi montada após Caiado oferecer à família enlutada o suporte do Estado para a cerimônia. Ao redor do espaço estavam cerca de 100 coroas de flores enviadas ao longo do dia. Mais distante, além das barreiras de segurança, pedestres acompanharam trechos do velório.

Caiado afirmou que todo o cenário reflete o quanto o prefeito era querido. “O sentimento do povo goiano neste momento de perda é o reconhecimento da trajetória de um homem que enfrentou com dignidade, altivez e espírito público todos os desafios, sempre a defender suas convicções e ideias com coerência, ponderação e sensatez”, frisou.

O governador prestou solidariedade ao filho de Maguito, Daniel Vilela, que seguiu os passos do pai na carreira política, e aos demais membros da família presentes. Também participaram do velório amigos e diversas autoridades, entre elas secretários estaduais e municipais, deputados e vereadores. As mensagens da cerimônia religiosa ficaram sob responsabilidade do padre Rodrigo de Castro e do pastor Lourenço, da Igreja Atmosfera, que leram trechos bíblicos e fizeram orações.

Cortejo

As homenagens a Maguito começaram nas primeiras horas da manhã, quando noticiada sua morte. Em nota, Caiado decretou luto oficial por três dias em Goiás e determinou que fossem prestadas ao ex-governador “todas as honras de Estado, em reconhecimento ao que construiu em benefício do povo goiano”. Pouco depois, houve a cerimônia de arriamento das bandeiras em frente ao Palácio das Esmeraldas, na Praça Cívica. Um gesto solene e de respeito à memória do prefeito de Goiânia.

O corpo de Maguito chegou de São Paulo no meio da tarde. No Hangar do Estado, o arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz, fez uma celebração em memória do gestor público e em solidariedade à família. Depois, o cortejo, em caminhão aberto do Corpo de Bombeiros, seguiu pelo Jardim Guanabara e BR-153 com destino ao Paço Municipal.

Pelo trajeto, pessoas saíram às ruas para acompanhar e aplaudir a passagem do cortejo. O mesmo ocorreu na sede administrativa da prefeitura, onde foi colocada uma bandeira de Goiânia sobre o caixão.

Na sequência, o cortejo passou por Aparecida de Goiânia. O prefeito e sucessor de Maguito no município, Gustavo Mendanha, afirmou em entrevista que vai encaminhar para a Câmara Municipal um projeto de lei para batizar a sede da prefeitura de Cidade Administrativa Luís Alberto Maguito Vilela. Durante a passagem por lá, uma bandeira oficial do município foi colocada junto à de Goiânia, e foram lançados balões brancos. Por fim, seguiu até o Palácio das Esmeraldas.

O prefeito de Goiânia ainda receberá o carinho do povo de Jataí, sua cidade natal. Está previsto um velório no município ao longo da noite, no Ginásio de Esportes Vilelão. O sepultamento está marcado para às 9h desta quinta-feira (14/01) no jazigo da família, localizado no Cemitério São Miguel, onde foram enterrados os pais e irmãs de Maguito.

Governo de Goiás declara o “Queijo Cabacinha” Patrimônio Cultural do Estado

Iguaria, que recebe esse nome devido ao formato que possui após ser amarrada e pendurada para secar, é tradicionalmente produzida na Região do Araguaia

O governador Ronaldo Caiado sancionou a Lei nº 20.963, que declara Patrimônio Cultural do Estado de Goiás o “Queijo Cabacinha”, produzido tradicionalmente na região do Araguaia. A matéria foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (14/01) e é de autoria do deputado Eduardo Prado.

A alegação para a declaração como Patrimônio Cultural do Estado de Goiás é que essa certificação dará reconhecimento a esse saber único e também à região onde surgiu o “Queijo Cabacinha”, que já ganhou o Brasil e o mundo, e que certamente protegerá tanto os produtores rurais que detêm essa técnica de produção quanto o produto.

A iguaria recebe esse nome devido ao formato que ela possui após ser amarrada e pendurada para secar. O “Queijo Cabacinha” é de origem italiana, e começou a ser fabricado com leite cru para povos nômades, e o seu nome na sua região de origem é ‘Caccio Cavalo’ devido ao modo como é deixado para secar.

O “Queijo Cabacinha do Araguaia” já apresenta o diagnóstico de Indicação Geográfica pelo Sebrae IG). Esse selo é uma designação que identifica um produto ou serviço como originário de uma área geográfica delimitada, determinada qualidade, reputação e outras características atribuídas a essa origem geográfica e tem por objetivo agregar valor ao produto e proteger a região produtora.

Este patrimônio da cultura goiana é produzido há quase um século nos municípios de Mineiros, Santa Rita do Araguaia, Portelândia, Doverlândia e Perolândia.

Pará proíbe entrada de barcos de passageiros provenientes do Amazonas

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A medida também poderá ser aplicada ao transporte aéreo

O governo do Pará decidiu proibir a entrada no estado de embarcações de passageiros provenientes do Amazonas, unidade federativa com a qual faz divisa. Já em vigor, a proibição consta do Decreto nº 1.273, publicado hoje (14) no Diário Oficial paraense.

Assinado pelo governador Helder Barbalho, o texto sugere que o objetivo da iniciativa é conter a disseminação do novo coronavírus (SARS-CoV-2), causador da covid-19, e tem por base legal a lei federal 13.979, que trata exatamente das medidas de enfrentamento à situação de emergência em saúde pública decorrente da pandemia. Em nota, o governo estadual informou que a possibilidade de restringir também deslocamentos aéreos não está descartada.

Órgãos estaduais de segurança pública, como a Polícia Militar, vão fiscalizar o cumprimento da proibição. Os donos das embarcações que forem flagrados desrespeitando a medida serão inicialmente advertidos. Se voltarem a incorrer na infração, serão multados em R$ 10 mil, podendo também ter seus barcos apreendidos.

O governador paraense usou as redes sociais na noite desta quarta-feira (13) para comentar a decisão. “Nossas fronteiras [divisas] com o Amazonas estarão fechadas, com fiscalizações da Polícia Militar e apoio de embarcações e aeronaves, para que possamos fazer cumprir a medida preventiva de restrição e proteger nossa população.”

Segundo o governo paraense, até as 18 horas de ontem, o estado acumulava 306.029 casos confirmados da covid-19 e 7.366 mortos pela doença desde que a presença do novo coronavírus no país foi confirmada, no fim de fevereiro de 2020. Outros 1.110 casos suspeitos continuavam sob análise.

Já o Amazonas, que enfrenta uma nova crise nos sistemas de saúde público e privado, com o aumento do número de internações provocando dificuldades de abastecimento de oxigênio nas unidades de saúde, contabilizava, até ontem, 219.544 casos confirmados, 5.879 óbitos, 27.676 pacientes em observação e 540 casos suspeitos de pacientes internados em análise

Amazonas

O governo do Amazonas já tinha proibido, esta semana, o transporte fluvial e rodoviário intermunicipal de passageiros. A suspensão dos serviços está estabelecida no Decreto nº 43.277, publicado nesta terça-feira (12), e irá vigorar até 17 de janeiro. O mesmo decreto suspende o funcionamento de marinas para atividades de lazer e o funcionamento de academias, centros de ginástica e estabelecimentos semelhantes, mantendo a autorização apenas de transporte fluvial de cargas – conforme determinação judicial que estabeleceu o fechamento dos serviços não essenciais por 15 dias.

Também devido aos reflexos da covid-19, o governo do Amazonas estendeu até 31 de janeiro a determinação para que os órgãos e entidades da Administração Direta e Indireta do Poder Executivo Estadual que não estejam diretamente envolvidos com o enfrentamento da pandemia mantenham no mínimo 70% de seus servidores e empregados trabalhando remotamente.

Inicialmente, a medida que entrou em vigor no último dia 23 se encerraria no domingo passado (10), conforme estabelecido no Decreto nº 43.235. No entanto, o governo estadual decidiu estendê-la até o fim do mês devido à “grave crise de saúde pública” e a “necessidade de estabelecer novas medidas para garantir a contenção da elevação dos casos no Amazonas”, conforme justifica o Decreto nº 43.276, publicado hoje.

Acorrentar animais está proibido no Distrito Federal

Lei de autoria do deputado Daniel Donizet foi publicada no Diário Oficial

O que já era considerado maus-tratos pela Legislação atual agora está definitivamente proibido no DF. Foi publicado hoje (13) no Diário Oficial a Lei 6.787/2021, de autoria do deputado distrital Daniel Donizet (PL), que proíbe a manutenção de animais em correntes ou objetos semelhantes no DF, que prejudiquem a saúde e bem-estar dos mesmos.

Segundo Daniel Donizet, o principal objetivo é evitar os maus-tratos. “Recebo inúmeras denúncias de cachorros presos em correntes, embaixo de sol e chuva, 24 horas por dia. Muitas vezes, esses animais ficam sem acesso a água e comida. Se prejudica o bem-estar do animal, é maus-tratos e deve ser proibido”, disse ele.

Recentemente, um caso de cão acorrentado em Santa Maria mobilizou a internet ao mostrar a imagem do animal praticamente pendurado pelo pescoço por uma corrente. A Polícia chegou a ir até o local, mas não considerou maus-tratos. O tutor assinou um termo de compromisso e foi liberado, sem perder a guarda dos cães. “A partir de agora, com a nova Lei, casos como esse não cabem mais interpretação. Não pode acorrentar e pronto, está proibido!”, defendeu Daniel.

Manter animal preso em correntes e similares já é considerado maus-tratos pela Lei Distrital Nº 6142/2018. Porém, segundo o deputado, a fiscalização é precária e a quantidade de pessoas que insiste em manter cães acorrentados ainda é grande no DF.

“Muitas pessoas alegam que acorrentam para evitar que o cachorro fuja ou ataque alguém, mas isso não é justificativa. Sempre há opções mais adequadas para o animal. A construção de um canil ou um simples portão com tranca já resolve o problema. Tem gente que acorrenta por falta de informação e discernimento, não tem consciência do mal que está fazendo ao pet”, afirmou.

Daniel alerta para a necessidade de a população denunciar os casos de acorrentamento dos animais. Para ele, se houver punição, a tendência é que a prática diminua significativamente.

“Não existe fiscalização, portanto, todos devemos ajudar os animais denunciando pra Polícia pelo 190 ou 197. Se tiver receio de retaliação, a denúncia pode ser anônima. Devemos exigir que a Lei seja cumprida”, afirmou o deputado.

O deputado ressalta ainda que é direito dos animais ter suas necessidades básicas garantidas como brincar, correr e ter uma vida saudável. “Fico sabendo de casos de cachorros presos em correntes com menos de um metro de comprimento. Além de cruel, isso é desumano. Não se pode limitar o espaço de movimento adequado às espécies sob hipótese alguma”, disse ele.