Atividades esportivas e recreativas atendem crianças e adolescentes durante o recesso escolar
Brasília, 16 de janeiro de 2026 — A Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL-DF) realiza, entre os dias 26 e 29 de janeiro — com extensão até 30 de janeiro em algumas unidades — a Colônia de Férias 2026 nos Centros Olímpicos e Paralímpicos (COPs). A iniciativa é destinada a crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, matriculados nos centros e também aberta à participação da comunidade.
A ação tem como foco oferecer opções de esporte, recreação e lazer durante o período de férias escolares, estimulando a prática de atividades físicas, a convivência social e a ocupação saudável dos espaços públicos esportivos do Distrito Federal.
De acordo com o secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, a programação reforça a função social dos COPs. “Os Centros Olímpicos e Paralímpicos são ambientes de formação, inclusão e cidadania. A Colônia de Férias garante que crianças e adolescentes tenham acesso ao esporte e a atividades educativas no recesso escolar, promovendo bem-estar, socialização e qualidade de vida”, afirmou.
Os alunos com deficiência interessados em participar devem procurar diretamente o Centro Olímpico e Paralímpico desejado para efetuar a inscrição junto à coordenação do Centro Paralímpico Distrital (CPD) da unidade.
As inscrições podem ser feitas presencialmente nos COPs ou por meio de links específicos disponíveis para as unidades de Brazlândia, Estrutural, Parque da Vaquejada, Recanto das Emas, Sobradinho e Setor O.
Nos Centros Olímpicos e Paralímpicos do Riacho Fundo, Samambaia e São Sebastião, a Colônia de Férias ocorrerá de 26 a 30 de janeiro, com inscrições abertas até o dia 23 de janeiro, por meio de link próprio. Já nas unidades do Gama, Santa Maria e Planaltina, o processo de inscrição será realizado via QR Code disponibilizado nos próprios centros.
Sinalização histórica do Plano Piloto chega a 35 regiões administrativas
Brasília, 16 de janeiro de 2026 — As 50 mil novas placas de endereçamento instaladas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) já fazem parte do cotidiano de quem circula pelas ruas das 35 regiões administrativas. O modelo tradicional, que se tornou um símbolo do Plano Piloto, agora está presente também em cidades como Sobradinho, Taguatinga, Ceilândia, Planaltina, Guará e Samambaia, ampliando a padronização da sinalização urbana em todo o território.
Com investimento de R$ 70 milhões, o projeto levou para todas as regiões o sistema de placas que marca a identidade visual da capital. Para o superintendente de Operações do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER), Fábio Cardoso, a iniciativa representa mais do que organização urbana. “Muitos moradores não tinham sequer uma referência clara da própria rua. A nova sinalização garante dignidade e facilita a localização”, destacou.
Segundo o gestor, o crescimento de Brasília e a criação de novas regiões administrativas tornaram necessária a atualização do endereçamento. “Algumas áreas nunca tiveram placas, enquanto outras ainda usavam sinalização antiga. Agora, adotamos um padrão de excelência, que fortalece o reconhecimento das vias e melhora a orientação de moradores e visitantes”, explicou.
As placas são produzidas pelo próprio DER. Atualmente, a média mensal é de cerca de 250 placas de endereçamento e até 600 placas rodoviárias. O processo envolve a montagem da estrutura, soldagem, aplicação de anticorrosivo, pintura e, por fim, a colocação das películas refletivas e das letras, garantindo maior visibilidade e durabilidade.
As placas seguem o modelo histórico criado pelo arquiteto, urbanista e designer Danilo Barbosa
Referência mundial
O sistema segue o modelo histórico desenvolvido pelo arquiteto, urbanista e designer Danilo Barbosa, implantado originalmente em 1976. O projeto prioriza legibilidade e simplicidade, com um desenho integrado à paisagem urbana. A combinação das cores verde, azul, branco e marrom, aliada à tipografia Helvetica, permite identificar direções, locais, informações explicativas e pontos turísticos de forma clara e funcional.
O reconhecimento internacional veio em 2012, quando uma placa-modelo passou a integrar o acervo permanente do Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York. Para o criador, o valor maior está na identificação da população com o sistema. “Ele se tornou um ícone da cidade. Ver a população defendendo e cobrando a preservação desse projeto é o maior reconhecimento”, afirmou.
Danilo Barbosa também ressaltou a importância da expansão para além do Plano Piloto. “Desde o início, a ideia era que o sistema atendesse todo o Distrito Federal. Ver essa identidade chegar a todas as regiões administrativas é motivo de muita satisfação”, concluiu.
Cidade organizada
Em Sobradinho, moradores relatam impactos positivos no dia a dia. A auxiliar de serviços gerais Valdenice Lopes destaca que as placas facilitam a orientação e o acesso a serviços essenciais. “Além de deixarem a cidade mais bonita, ajudam muito na identificação das ruas. Em situações de emergência, isso faz toda a diferença”, afirmou.
Para o morador de Sobradinho II Luiz Carlos Batista, a nova sinalização também contribuiu para melhorar as entregas. “Tem uma placa bem na esquina da minha casa. Isso facilita a localização e agiliza a chegada das encomendas”, disse.
Em Taguatinga, comerciantes percebem ganhos no fluxo de clientes. Rafael Nascimento, que trabalha no comércio de livros no centro da cidade, avalia que a visibilidade das novas placas ajuda quem não conhece a região. “Antes estavam apagadas. Agora, são fáceis de ler e orientam melhor quem procura um endereço”, contou.
O comerciante Pablo Junior Batista reforça a sensação de organização. “Hoje há placas em quase todas as esquinas, bem posicionadas para quem dirige. Isso facilita muito para quem está procurando um local específico”, afirmou.
Fiscalização abordou 250 motociclistas e flagrou escapamentos irregulares, embriaguez e outras infrações
Brasília, 16 de janeiro de 2026 — O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou, na noite desta quinta-feira (15), uma edição especial da Operação Sossego em comemoração aos seis anos da iniciativa. A ação ocorreu em Águas Claras e teve como foco a fiscalização de motocicletas, visando coibir o barulho excessivo, irregularidades veiculares e condutas que colocam em risco a segurança no trânsito.
Durante a operação, 250 motociclistas foram abordados. Os agentes flagraram 28 motocicletas com escapamento alterado, dois condutores alcoolizados, 12 não habilitados, cinco com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida há mais de 30 dias, dois habilitados em categoria diferente da exigida e um com o direito de dirigir suspenso.
A fiscalização também identificou dois motociclistas com problemas na viseira do capacete, oito motos com alteração no sistema de iluminação, cinco sem equipamentos obrigatórios e outras 20 infrações diversas. Ao todo, 10 motocicletas e duas bicicletas com motor a combustão foram removidas ao depósito do Detran-DF.
De acordo com o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito, Danilo Lino, há um equívoco comum entre motociclistas sobre o uso de escapamentos barulhentos como forma de aumentar a segurança. “O ruído se dissipa, em sua maioria, para a parte traseira da moto, além de os motoristas estarem com os vidros fechados e, muitas vezes, ouvindo som dentro do veículo”, explicou.
O diretor reforçou que medidas visuais são mais eficazes para evitar sinistros. “O uso de roupas refletivas aumenta a visibilidade do motociclista. Já o barulho excessivo, além de não trazer mais segurança, afeta a saúde do próprio condutor e de grupos mais sensíveis, como crianças de colo, idosos e pessoas do espectro autista”, alertou.
Mais sossego e segurança
Lançada em janeiro de 2020, a Operação Sossego completa seis anos com o objetivo de combater o barulho excessivo, a poluição do ar e outras irregularidades envolvendo motocicletas. Somente em 2025, a operação flagrou 6.075 motos com escapamento irregular nas vias urbanas do DF, número 736% maior que o registrado em 2019, quando 726 veículos foram autuados pela mesma infração.
O crescimento da frota também chama atenção. Em 2020, o Distrito Federal contava com 69.236 motocicletas em circulação. Em 2025, esse número saltou para 290.703, um aumento de 320%, o que significa que hoje circulam quatro vezes mais motos do que no início da operação.
Segundo o coordenador de Policiamento e Fiscalização de Trânsito da região Oeste, Wesley Cavalcante, o aumento da frota exige uma fiscalização mais abrangente. “Estamos atentos não apenas ao escapamento, mas às condições gerais do veículo e do condutor, para reduzir irregularidades e evitar sinistros graves”, afirmou.
Além dos problemas no sistema de escape, o Detran-DF aponta como recorrentes as infrações relacionadas à falta de habilitação, uso inadequado do capacete, alterações no sistema de iluminação e ausência de espelhos retrovisores
Reforma de R$ 1,8 milhão fortalece atendimento de alta complexidade na rede pública
Brasília, 16 de janeiro de 2026 — O Hospital Regional Leste (HRL) passou a contar com uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) completamente revitalizada, após investimentos superiores a R$ 1,8 milhão realizados pelo Governo do Distrito Federal. A nova estrutura foi entregue nesta sexta-feira (16) pela governadora em exercício, Celina Leão, e reforça a capacidade da rede pública para atender pacientes em estado crítico e procedimentos de alta complexidade.
A reforma incluiu manutenção integral do espaço, modernização da infraestrutura e a instalação de novos equipamentos. A UTI manteve os dez leitos já existentes, agora equipados com monitores de última geração, central integrada de monitoramento, mobiliário renovado e aparelhos de hemodiálise disponíveis em todos os leitos — um avanço em relação ao modelo anterior, que contava com esse suporte em apenas quatro vagas.
Durante a entrega, Celina Leão destacou o salto tecnológico da unidade. “Estamos entregando uma UTI totalmente renovada, com tecnologia equivalente à utilizada em hospitais privados. O sistema de telemonitoramento permite acompanhar todos os leitos em tempo real, identificando rapidamente qualquer alteração clínica e garantindo mais agilidade no atendimento”, afirmou.
As intervenções foram conduzidas pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) e envolveram investimento total de R$ 1.841.169,54. Desse montante, R$ 1.466.969,54 foram aplicados na modernização da estrutura física e R$ 374.200,00 na aquisição de equipamentos assistenciais, como ventiladores pulmonares e camas elétricas com balança integrada.
O secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, ressaltou os benefícios diretos da modernização para o cuidado intensivo. “São dez leitos com padrão elevado de humanização e tecnologia, fundamentais para um hospital que atua fortemente na alta complexidade em ortopedia. A telemetria permite monitoramento contínuo e resposta rápida da equipe diante de qualquer instabilidade do paciente”, explicou.
Outro avanço destacado foi a ampliação do suporte de hemodiálise. “Antes, apenas quatro leitos tinham essa estrutura. Agora, todos os dez contam com o serviço, o que melhora o fluxo, amplia o acesso e aumenta a segurança do atendimento”, completou o secretário.
A governadora em exercício reforçou que a entrega faz parte de um plano maior de reestruturação da rede pública. “Esse modelo de modernização já está sendo aplicado em outras unidades, como o Hospital de Sobradinho. O objetivo é atualizar gradualmente todas as UTIs do DF, com planejamento técnico e foco na melhoria do atendimento à população”, afirmou.
O Hospital Regional Leste é referência da SES-DF para procedimentos ortopédicos de alta complexidade, como cirurgias de coluna e de mãos, além do atendimento a vítimas de traumas
Usuários do hospital também reconheceram os avanços. A sushiwoman Viviane Ribeiro, de 35 anos, mãe de um paciente submetido a cirurgia no braço, destacou a importância da iniciativa. “Quando o hospital recebe investimentos, quem ganha é toda a comunidade, inclusive pessoas de outras regiões. É muito positivo ver esses equipamentos chegando e melhorando o atendimento”, disse.
Além da UTI, o Hospital Regional Leste recebeu intervenções pontuais em outros ambientes, como o auditório e o parquinho infantil.
Referência regional
O HRL é referência da Secretaria de Saúde para cirurgias ortopédicas de alta complexidade, incluindo procedimentos de coluna, mãos e atendimento a vítimas de traumas. A disponibilidade de leitos de UTI modernos e bem equipados é essencial para garantir a segurança no pós-operatório e ampliar a capacidade cirúrgica da unidade.
O retorno à rotina de trabalho após o período de férias pode ser desafiador do ponto de vista emocional. Mudanças bruscas de ritmo, cobranças profissionais e a readaptação à agenda intensa costumam impactar a saúde mental, especialmente no início do ano. Segundo a psiquiatra Bianca Bolonhezi, esse período exige atenção e cuidado para evitar quadros de estresse, ansiedade e esgotamento emocional.
De acordo com a especialista, é comum que o retorno ao trabalho venha acompanhado de sintomas como irritabilidade, dificuldade de concentração, cansaço excessivo e alterações no sono. “Após as férias, o cérebro precisa de um tempo para se reorganizar. Quando essa adaptação acontece de forma abrupta, o risco de sobrecarga emocional aumenta”, explica Bianca Bolonhezi.
A psiquiatra destaca que pequenas mudanças de hábito podem ajudar a tornar esse processo mais saudável. “Retomar a rotina gradualmente, estabelecer horários regulares de sono, organizar prioridades e respeitar momentos de pausa ao longo do dia são atitudes simples, mas extremamente eficazes para preservar o equilíbrio emocional”, orienta.
Além disso, práticas de autocuidado devem ser incorporadas desde o início do ano. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os países com maiores índices de ansiedade no mundo, o que reforça a importância da prevenção em saúde mental. “Atividade física regular, alimentação equilibrada, redução do tempo de telas e momentos de lazer contribuem diretamente para a saúde emocional e ajudam a prevenir o adoecimento psíquico”, afirma a psiquiatra.
Bianca Bolonhezi também ressalta a importância de reconhecer sinais de alerta. “Quando sintomas como ansiedade intensa, tristeza persistente, insônia ou sensação de esgotamento passam a interferir na vida pessoal e profissional, é fundamental buscar ajuda especializada. Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física”, reforça.
Para a especialista, iniciar o ano com equilíbrio emocional é uma construção diária. “Autoconhecimento, hábitos saudáveis e acompanhamento profissional, quando necessário, são pilares para uma relação mais saudável com o trabalho e com a própria saúde mental ao longo do ano”, conclui Bianca Bolonhezi.
Período de sexta (16) a terça-feira (20) é a última oportunidade para famílias garantirem a matrícula na rede pública de ensino antes do início das aulas
Com o início do ano letivo de 2026 cada vez mais próximo, a Secretaria de Educação (SEEDF) dá início, nesta sexta-feira (16), ao período de inscrições para as vagas remanescentes. O prazo segue até a próxima terça-feira (20) e representa a oportunidade final para que novos estudantes ingressem na rede pública de ensino no início do ano letivo.
O procedimento é destinado a pais ou responsáveis que perderam os prazos das chamadas anteriores ou que desejam solicitar a matrícula para estudantes que ainda não estão vinculados a alguma unidade escolar da rede. A inscrição é uma etapa indispensável para assegurar o planejamento das turmas e o acolhimento adequado de todos os estudantes.
A subsecretária de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação, Francis Ferreira, reforça que o acesso à educação é um direito fundamental e que a participação das famílias é crucial neste processo: “Esse período é decisivo para garantir que nenhuma criança fique fora da escola. É muito importante que mães, pais e responsáveis fiquem atentos aos prazos e realizem a inscrição dentro do cronograma estabelecido, evitando prejuízos ao ingresso dos estudantes na rede pública e garantindo a concretização desse direito”.
Resultados e matrículas
Após a indicação da escola, os responsáveis devem comparecer à unidade escolar para efetivar a matrícula
A divulgação dos resultados está prevista para o dia 27 deste mês. A secretaria ressalta que a consulta do resultado não finaliza o processo: após a indicação da escola, os responsáveis devem comparecer à unidade escolar para efetivar a matrícula, apresentando a documentação necessária no momento da confirmação.
Para a confirmação da matrícula na escola indicada, é necessário apresentar a via original e cópia dos seguintes documentos:
RG, Certidão de Nascimento ou outro documento oficial com foto;
CPF do estudante;
RG ou CNH do responsável legal;
Comprovante de residência atualizado e/ou do local de trabalho, conforme indicado no ato da inscrição;
Declaração Provisória de Matrícula ou histórico escolar;
Duas fotos 3×4;
Carteira de Vacinação, conforme Lei nº 6.345/2019;
Comprovante de tipagem sanguínea e fator RH (Lei Distrital nº 4.379/2009);
NIS – Número de Inscrição Social do Estudante;
Laudo médico (para estudantes da Educação Especial).
Desfiles estão previstos para o período de 6 de fevereiro a 1º de março, segundo a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) publicou, nesta quinta-feira (15), a relação dos blocos cadastrados para o DF Folia 2026, o carnaval de rua da capital federal. A informação mais aguardada pelos foliões e organizadores chega após a conclusão das inscrições, abertas ao público desde o dia 6 e encerradas na última terça-feira (13).
O cronograma oficial do evento prevê para o dia 19 a publicação do resultado provisório dos blocos e Territórios Folia selecionados dentro do número de vagas. O prazo para recursos vai até o dia 21, e a lista definitiva será divulgada no dia 23.
Este ano, o processo de inscrição possibilita que 73 blocos e três Territórios Folia concorram a apoio para suas apresentações no Carnaval, com um investimento total de R$ 10 milhões destinados à festa de rua que promete percorrer diversas regiões do Distrito Federal entre 6 de fevereiro e 1º de março.
Do montante previsto, R$ 8,3 milhões serão aplicados diretamente nos blocos, com valores que variam conforme o porte e o público estimado de cada grupo. Os Territórios Folia — espaços que concentram múltiplas atrações e grande público — podem receber até R$ 500 mil por projeto, de acordo com as regras do edital.
A Secec-DF estruturou o cronograma com etapas claras para garantir transparência e participação ampla no processo. “O carnaval de rua é uma expressão viva da identidade cultural do nosso povo”, afirmou o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Claudio Abrantes. “Hoje damos mais um passo para fortalecer essa tradição, acolher a diversidade dos blocos e preparar uma festa segura e vibrante para toda a população do Distrito Federal”.
Mais de 25 mil motoristas já emitiram o dístico; exigência passa a valer com sanções no próximo mês
Os motoristas que atuam no Serviço de Transporte Individual Privado de Passageiros por Aplicativo (Stip) no Distrito Federal intensificam a regularização para instalar o dístico com QR Code no veículo. A medida da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) busca ampliar a segurança e a transparência do serviço oferecido aos passageiros.
Somente neste mês, cerca de 5 mil motoristas já providenciaram a impressão do código. Dados do sistema da Semob-DF indicam que mais de 25 mil QR codes já foram emitidos — cerca de 43% do total de aproximadamente 59 mil motoristas cadastrados. A adesão cresce a cada dia com a aproximação de eventos de grande porte, como o Verão R2 no parque Na Praia e o Carnaval.
“O QR Code facilita a checagem e protege tanto o passageiro quanto o motorista que trabalha corretamente”
Zeno Gonçalves, secretário de Transporte e Mobilidade
Até 23 de fevereiro, fim do prazo fixado na Portaria 340 da Semob-DF, a fiscalização segue com foco em orientar e permitir que os motoristas concluam a emissão e a instalação do dístico. Depois desse prazo, a exigência passa a ser cobrada com sanções administrativas, incluindo multa e possibilidade de remoção do veículo em caso de descumprimento.
Segurança
O dístico deve ser fixado no para-brisa dianteiro do veículo, de forma que se possa fazer a leitura do código. Ao escanear o QR Code, o passageiro consegue consultar informações básicas de identificação e autorização do serviço. Para a fiscalização, o sistema permite acessar dados mais completos e atualizados, como o registro da autorização no momento da consulta, foto do condutor e informações relacionadas ao vínculo operacional, reforçando o controle contra irregularidades.
“A ideia é dar mais segurança para quem usa o transporte por aplicativo e, ao mesmo tempo, tornar a fiscalização mais eficiente”, explica o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves. “O QR Code facilita a checagem e protege tanto o passageiro quanto o motorista que trabalha corretamente.”
A emissão do dístico não gera nenhuma taxa ao motorista: basta acessar a página, baixar o código e imprimir. O QR Code é vinculado ao motorista e ao veículo, mas pode ser removido ou coberto quando o carro não estiver em operação.
Para apoiar quem ainda encontra dificuldades para a emissão do documento, a Semob-DF mantém atendimento presencial e canais oficiais de suporte. Dúvidas podem ser encaminhadas ao e-mail stip@semob.df.gov.br ou pelos telefones (61) 3020-1241 e (61) 3020-1238.
Os motoristas também podem acessar o Manual de Emissão do Dístico Stip, onde se ncontram todas as orientações para emissão e uso do código.
Foram mais de 16 milhões de pratos, o que representa um crescimento de quase 20% em relação ao ano anterior
Os 18 Restaurantes Comunitários do Distrito Federal serviram 16,8 milhões de refeições ao longo de 2025. Isso significa que, a cada dois segundos, uma pessoa se alimentou em uma dessas unidades. A quantidade representa um aumento de 18% em relação ao ano anterior.
“Esse acréscimo se deve a alguns aspectos, como a manutenção do valor em R$ 1, a inauguração de quatro novos restaurantes, a implantação e ampliação da oferta de café da manhã e jantar, e funcionamentos aos fins de semana e feriados”, enumera a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.
De acordo com a gestora, a rede se expandiu para Arniqueira, Sol Nascente/Pôr do Sol, Samambaia (Expansão) e Varjão, todos com cozinhas novas, modernas e prontas para servir. Ana Paula Marra ainda ressalta que, além dos novos refeitórios, ocorreram melhorias nos restaurantes de Sobradinho, Gama, Riacho Fundo II, Santa Maria, Planaltina e Samambaia.
Os 18 restaurantes comunitários do DF serviram 16,8 milhões de refeições em 2025 | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília
Gratuidade
Cerca de 1,8 milhão de refeições foram servidas de forma gratuita à população em situação de rua. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social do DF (Sedes-DF), responsável pela gestão dos equipamentos, foram 600 mil refeições a mais para esse público em relação a 2024, quando foram servidas 1,2 milhão.
Dados da Sedes-DF mostram que, de janeiro a dezembro de 2025, a população em situação de rua do DF recebeu, gratuitamente, em média, 157.418 refeições por mês, o equivalente a 5.247 refeições servidas diariamente: café da manhã (R$ 0,50), almoço (R$ 1) e jantar (R$ 0,50).
Desde 2020, a alimentação sem custo nas unidades é um direito desse público. Acompanhadas pelas equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas), as pessoas em situação de rua já tinham acesso ao almoço. Em 2024, o Decreto nº 45.715 ampliou a oferta para três refeições diárias: café da manhã, almoço e jantar.
O novo modal representa um investimento estratégico para o futuro do transporte público no Distrito Federal
O Governo do Distrito Federal autorizou a contratação dos estudos e anteprojetos necessários à implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligará Taguatinga a Ceilândia. A autorização foi assinada nesta quinta-feira (15) pela governadora em exercício, Celina Leão. O projeto prevê um traçado aproximado de 15 quilômetros, passando pela Estrada Parque do Contorno, nos trechos do Pistão Sul e Norte, e pela Avenida Hélio Prates, dois dos principais corredores de mobilidade da região.
Segundo Celina Leão, o novo modal representa um investimento estratégico para o futuro do transporte público no Distrito Federal. A governadora em exercício ressaltou que os estudos terão prazo máximo de 12 meses e que, paralelamente, o GDF já iniciou tratativas com bancos internacionais para viabilizar o financiamento da obra. A proposta é integrar o VLT ao Metrô, ampliando a capacidade de atendimento e promovendo a requalificação urbana de Taguatinga e Ceilândia.
A concorrência eletrônica prevê a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e dos anteprojetos de engenharia, com investimento estimado em R$ 7.244.611,49. Essa fase inicial é considerada essencial para verificar a viabilidade do sistema sob os aspectos técnico, econômico e ambiental, além de avaliar benefícios socioeconômicos e impactos urbanos.
A primeira etapa do processo licitatório será dedicada exclusivamente aos estudos técnicos, que irão analisar alternativas de traçado, demanda de passageiros, custos de implantação e impactos ambientais. A partir desses dados, o governo poderá definir o modelo mais adequado para a implantação do VLT na região.
Valter Casemiro: “Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida da população e dar dignidade para quem usa o transporte público”
De acordo com o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, o sistema sobre trilhos deve contribuir diretamente para a requalificação urbana e a melhoria da mobilidade em Taguatinga e Ceilândia. Segundo ele, a proposta dá continuidade às ações voltadas à acessibilidade, ao conforto dos usuários e à valorização do transporte coletivo, com foco na qualidade de vida da população.
Caso a viabilidade técnica seja confirmada, a empresa vencedora da licitação também ficará responsável pela elaboração dos projetos básico e executivo, que irão detalhar estações, terminais, centro de manutenção, material rodante e sistemas operacionais do VLT.
Conforme o cronograma, o edital foi disponibilizado em 13 de janeiro, com início imediato do recebimento das propostas. A abertura está prevista para o dia 9 de março, por meio da plataforma oficial de compras do governo federal.
Moradores da região comemoraram a iniciativa. A autônoma Leiliana Silva, de 43 anos, avalia que o VLT pode reduzir o tempo de deslocamento e minimizar os impactos do trânsito. Já a dona de casa Camila Muzio, de 36 anos, acredita que a nova opção vai aliviar a lotação dos ônibus e do metrô, facilitando a rotina de quem precisa se deslocar com frequência entre Ceilândia e Taguatinga.