A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) editou em julho a Resolução Normativa nº 470, que trata do processo de atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde – listagem de exames, terapias e medicamentos que as operadoras privadas são obrigadas a oferecer, conforme as categorias dos planos contratados pelos clientes.
Para entender a importância, os impactos econômicos e as demais consequências das mudanças, a Revista Justiça & Cidadania vai promover em 12 de agosto (quinta-feira) o Seminário Análise Econômica dos Atos Regulatórios na Saúde Suplementar. Com transmissão ao vivo no canal da Revista no YouTube, o Seminário terá a participação de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), médicos, economistas, atuários e do novo presidente da ANS, Paulo Roberto Rebello Filho. A inscrição pode ser feita pelo site da Revista: https://www.institutojc.com.br/analise-economica-dos-atos-regulatorios-na-saude-suplementar/ ou pelo youtube: https://youtu.be/dq3UpAqAvBA
Mudança no prazo de atualização do Rol – A principal discussão a respeito do tema na jurisprudência do STJ é para determinar o caráter taxativo ou meramente exemplificativo do Rol. Os ministros que defendem que o Rol é exemplificativo em geral argumentam que o longo prazo para sua atualização, a cada dois anos, atrasa a incorporação do desenvolvimento tecnológico aplicado a diversos medicamentos e técnicas terapêuticas. Uma das principais mudanças trazidas pela NR nº 470, contudo, diz respeito justamente ao prazo de atualização do Rol, que com a entrada em vigor da norma, em 1º de outubro, passará a ser semestral.
Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), esse prazo de atualização mais curto trará maior segurança jurídica às operadoras de planos de saúde, que em muitos casos, a partir de determinações judiciais, são obrigadas a custear exames, técnicas, fármacos e condições de atendimento que não constam do Rol e nem haviam sido contratados.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:
10h – Abertura
Humberto Martins
Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, do STJ
10h30 – Painel I – A resolução 470 da ANS
Presidente de mesa: Ministro Marco Aurélio Bellizze, do STJ
Palestrantes: Dr. Paulo Rebello, Diretor-Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar
Dr. Stephen Stefani, médico
11h30 – Painel II – Análise Econômica dos Atos Regulatórios
Presidente de mesa: Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do STJ
Um dos mitos mais ultrapassados é acreditar que o colesterol é problema apenas de quem sofre de obesidade
Comemorado em 8 de agosto, o Dia Nacional de Combate ao Colesterol traz um alerta para os riscos de doenças. O colesterol alto é um dos responsáveis pela principal causa de morte no mundo: as doenças cardiovasculares. No Brasil, as doenças cardiovasculares representam as principais causas de mortes. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil indivíduos por ano sofrem Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), ocorrendo óbito em 30% desses casos. Estima-se que até 2040 haverá aumento de até 250% desses eventos no país.
O cardiologista hemodinamicista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Ernesto Osterne, explica que a alteração do colesterol é uma doença silenciosa e muitas vezes a pessoa só percebe quando o organismo já está com suas funções comprometidas. E com o coração não é diferente, o órgão sofre ações diretas causadas pelo aumento das taxas de colesterol que se não forem tratadas a tempo, podem causar a morte.
Entre as complicações mais comuns, causadas pelo colesterol alto estão a aterosclerose e a arteriosclerose. “A primeira é causada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias, impedindo a passagem do sangue. Já a segunda se caracteriza pelos depósitos de gordura e cálcio ao longo de toda a extensão de uma artéria, deixando-a endurecida e aumentando a sua espessura. Sendo assim, em ambos os casos, o funcionamento do coração fica comprometido podendo ocasionar infartos, acidentes vasculares cerebrais, morte súbita, entre outros problemas”, explica o especialista.
Mas o que pouca gente sabe, é que problemas com o colesterol não acomete apenas pessoas obesas ou que comem mal. Mesmo quem tem hábitos saudáveis pode ter problemas, pois outro fator de risco para a doença é a hereditariedade. Nesses casos, muitas vezes, o problema é constatado quando há comprometimento do coração, por isso é importante realizar exames regulares. “O colesterol alto só leva as pessoas a procurarem um médico quando o organismo já está debilitado. O ideal é que a pessoa, anualmente, faça alguns exames de sangue para ver se está tudo bem”, completa o Dr. Ernesto.
Outro grupo que preocupa são as crianças e adolescentes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), 20% das crianças e adolescentes entre 2 e 19 anos apresentam níveis elevados de colesterol no sangue, sendo que 8% têm altos valores de LDL e 45% contam com baixas taxas de HDL. Descobrir se o nível de gordura está elevado nessa fase e iniciar o tratamento é a oportunidade de prevenir doenças no futuro.
Nesta terça (3), a Secretaria de Saúde do DF vacinou 74.962 pessoas com a primeira dose, 10.629 com a segunda e 319 com a dose única
A terça-feira (3) foi de mais um recorde na vacinação contra a covid-19 no Distrito Federal. Ao todo, 85.910 pessoas foram vacinadas até às 17h. Desse total, 74.962 receberam a primeira dose, 10.629 a segunda dose e 319 a dose única da vacina Janssen. Com isso, a capital do país já tem 62,36% da população adulta vacinada com a primeira dose ou com a dose única e 26,65% com a imunização completa.
“Esse número mostra, mais uma vez, que o Distrito Federal tem sim capacidade para vacinar a população com rapidez e segurança. Sempre dissemos que tínhamos que receber mais doses para podermos avançar num número maior de faixas etárias” disse o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, que fez questão de agradecer “os profissionais de saúde da rede pública e os voluntários que se dedicam diariamente a vacinar a população para vencermos a covid-19”.
A vacinação com a primeira dose para quem tem 30 anos ou mais começou nesta terça-feira e continua nesta quarta nos pontos de vacinação a seguir:
Os pontos onde haverá aplicação da segunda dose podem ser consultados aqui.
Vacinação em adolescentes
O agendamento da vacinação contra covid-19 para adolescentes de 12 a 17 anos começa nesta quarta-feira (4), às 14h, pelo site vacina.saude.df.gov.br. Serão disponibilizadas 5 mil vagas. Para agendar, é necessário antes se cadastrar no mesmo site. A vacinação para esse público começa na quinta-feira (5).
No site da Secretaria de Saúde há um passo a passo de como fazer o agendamento. Caso haja alguma dificuldade na hora de agendar via internet, o cidadão poderá procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima e, com sua equipe de saúde da família, através do agente comunitário de saúde, fazer o agendamento.
Saiba quais são as síndromes ou deficiências para agendamento:
Governo de Goiás, por meio da Fapeg, investe em inovações do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia), da UFG: pesquisadores fornecem soluções em tecnologia para órgãos públicos e iniciativa privada
Fapeg disponibiliza R$ 7 milhões para bolsas de estudo, R$ 4 milhões em capital e R$ 1 milhão em custeio. Primeira do país, unidade impulsionada após parceria com UFG conta com 250 pesquisadores e oferece soluções para órgãos, entidades públicas e empresas privadas, como software para atendimento a pessoas com suspeita de Covid-19, correção automática de redações escolares e chatbot para plataforma virtual de serviços públicos
O Governo de Goiás entrou na corrida pelas tecnologias de inteligência artificial. O Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia) é o símbolo dos avanços na área no Estado e contabiliza resultados após parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), a Secretaria de Desenvolvimento e Inovação (Sedi) e a Universidade Federal de Goiás (UFG)/Instituto de Informática, em 2019. Para o projeto, a Fapeg disponibiliza R$ 12 milhões: R$ 7 milhões investidos em bolsas de estudo, R$ 4 milhões em capital e R$ 1 milhão para custeio.
Entre as soluções em desenvolvimento estão acompanhamento fiscal para evitar evasão de receita, identificação de placas veiculares e reconhecimento de imagem utilizado pela Secretaria de Segurança Pública. O Ceia também desenvolveu projetos para a indústria agro no lançamento da rede de internet 5G, em Rio Verde. “A inteligência artificial talvez seja a tecnologia mais disruptiva, no sentido de maior transformação da nossa sociedade, maior impacto no nosso dia a dia”, resume o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima.
A mais recente entrega do Ceia para o Governo de Goiás foi o chatbot da plataforma Expresso. Depois de concluído o produto, o Ceia fez a transferência de conhecimento sobre os processos do software que simula conversa humana do Expresso para a Secretaria de Desenvolvimento e Inovação, por meio do Laboratório de Inovação Goiás (Ligo).
O Expresso foi lançado em maio deste ano. A plataforma oferece serviços em mais de 18 categorias, envolvendo agricultura e pecuária, assistência social, ciência e tecnologia, comunicação e transparência, cultura, educação, empreendedorismo, indústria e comércio, esportes, finanças e impostos, infraestrutura e habitação, justiça, meio ambiente, saúde, segurança pública, transporte, turismo, trabalho, emprego e previdência, veículos e condutores. O objetivo é garantir isonomia, inclusão e aumento na capilaridade da prestação de serviços públicos.
Outro fruto da parceria com o governo estadual foi o chatbot para atendimento a pessoas com suspeita de Covid-19, que evitou milhares de comparecimentos físicos desnecessários a unidades de saúde. Mais uma solução com inteligência artificial encontrada por pesquisadores do Ceia foi a correção automática de redação que possibilita aos alunos da rede estadual de educação um resultado instantâneo e preciso, tecnologia que também despertou interesse de outros dois estados da federação.
Para Adriano da Rocha Lima, a inteligência artificial influencia “em aspectos desde a nossa mobilidade urbana, até em itens dos mais corriqueiros do nosso dia a dia. Cada vez mais iremos investir e atrair pesquisadores e empresas dispostas a adotar essa tecnologia nos seus produtos, serviços e na nossa vida diária.”
“Hoje Goiás possui o centro de maior reconhecimento em inteligência artificial na América Latina”, ressalta o secretário-geral de Governo, que destaca ainda os investimentos do Governo de Goiás na área de internet das coisas, principalmente da automação da agricultura, que, junto com processamento em nuvem, processamento de big data e aplicações de inteligência artificial.
A meta do Ceia é ser, até o ano de 2025, um dos principais centros de inteligência artificial na geração de tecnologias de impactos positivos para o Brasil, utilizando técnicas de conhecimentos de inteligência artificial e tecnologias exponenciais nas mais diversas aplicações, amparado por pesquisas aplicadas desenvolvidas pela academia.
Parceria que deu certo
O Ceia, antigo Deeplearning Brasil da UFG, já possuía clientes e uma estrutura. “A Fapeg veio para escalar, permitir mais crescimento e inserir mais rapidamente o conceito de inteligência artificial nas vidas das pessoas. Ainda não é possível avaliar amplamente o impacto dessa política pública desenvolvida em Goiás, que é preparar a sociedade goiana para os avanços da inteligência artificial. Acreditamos que fizemos o investimento no momento correto e lideraremos algumas iniciativas nacionalmente”, comenta o presidente da Fapeg, Robson Domingos Vieira.
Com apoio da fundação, o Ceia conquistou o credenciamento junto à Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), no ano passado. “Ter uma chancela MCTI credencia um grupo de pesquisa a ser capaz de fazer negócio e de gerar inovação de base tecnológica dentro de uma empresa. Além disso, a empresa recebe um incentivo financeiro do governo federal e um terço do valor do projeto é custeado pela Embrapii. Ter unidades Embrapii no estado é crucial e determinante para o crescimento de inovações de alto valor agregado em todos os segmentos de negócios”, revela Vieira.
O presidente da Fapeg explica que a atual gestão busca fomentar o crescimento do ecossistema científico e de inovação. “Em contrapartida, queremos projetos de qualidade que atendam e transformem a sociedade. Estamos reconstruindo esse diálogo com a comunidade científica, desde a construção de chamadas públicas em conjunto até no monitoramento e levantamento de indicadores. Precisamos trabalhar em conjunto para o crescimento do Estado. Para realizarmos isso, estabelecemos processos, implantamos ferramentas e, o mais importante, mudamos o mindset da fundação”, completa.
“O Ceia foi um dos maiores acertos deste governo. A Sedi e Fapeg vão investir, até 2025, R$ 12 milhões no desenvolvimento de soluções tecnológicas exponenciais, o que coloca o Estado na rota do crescimento e desenvolvimento tecnológico do país”, diz o secretário de Desenvolvimento e Inovação, Marcio Cesar Pereira. Dados recentes do relatório AI Index 2021, uma das principais pesquisas globais de IA, apontam que Brasil, Índia, Canadá, Cingapura e África do Sul são os países com maior crescimento na contratação de profissionais de IA entre 2016 e 2020.
Academia
À frente do Ceia, o professor doutor Anderson Soares, da UFG, foi indicado recentemente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para integrar, nos próximos dois anos, junto com outros cinco pesquisadores brasileiros, o Comitê de Governança de Dados da Aliança Global de Inteligência Artificial, uma ação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A proposta do Comitê, que conta com representantes de vários países, visa ao aumento da competitividade dos países no desenvolvimento de IA, além de criar e recomendar diretrizes de boas práticas nos sistemas de inteligência artificial, dentro de valores éticos, morais e sociais. Para o professor, no Brasil, o Plano Nacional de Inteligência Artificial e o apoio do governo federal para a implantação de centros nacionais de IA vão acelerar o processo de desenvolvimento desta área.
“Nos últimos anos temos conseguido o feito de gerar ciência e soluções (produto) ao mesmo tempo. Uma das grandes motivações do acordo com a Fapeg foi estabelecer uma via de mão dupla. Conhecer desafios enfrentados pelo governo, desafios que inspiram o desenvolvimento da ciência e ao mesmo tempo mostrar como a ciência também é capaz de resolver problemas no curto prazo”, explica o coordenador executivo do Ceia e professor do Instituto de Informática da UFG.
“No mundo inteiro, sem exceções, o governo é um grande financiador da ciência, pois resultados científicos acontecem no longo prazo”, comenta o professor Anderson Soares. Ele ressalta que “existem novas demandas do governo, dado o sucesso das iniciativas até agora, e estamos nos preparando para atendê-las”.
Muitas teses, projetos, dissertações do mundo acadêmico já estão resultando em produtos de alta tecnologia capazes de promover um grande impacto na qualidade de vida do cidadão. “Disponibilização e/ou transferência de tecnologia e formação de Recursos Humanos altamente qualificados são os principais focos do Ceia, mas existem outros temas que acreditamos serem importantes para toda a sociedade e que o Ceia pode contribuir, como a construção da visão empreendedora em todos os pesquisadores e a popularização da ciência como instrumento de trabalho”, comenta.
O professor defende a integração entre academia, setor privado e governo para gerar soluções efetivas para problemas do mercado e para alimentar o conhecimento acadêmico e fala da necessidade crescente de construção de uma sede física para o Ceia. “Em um primeiro momento o foco foi estruturar, crescer a capacidade de formação de recursos humanos e ampliar a captação de projetos. Agora que já temos a demanda, graças ao sucesso nas ações de ampliação de projetos, faz todo sentido ampliarmos nosso espaço físico”, destaca. Atualmente o Ceia conta com cerca de 250 pesquisadores e a perspectiva é que este número cresça ainda mais, comenta Anderson Soares.
“Esperamos até o final de 2021 realizar a reforma de um espaço físico na escola de engenharia da UFG onde serão instalados os laboratórios de veículos autônomos e internet das coisas”. Segundo ele, o projeto está pronto e o processo licitatório deve ter início em breve, “mas esta reforma é insuficiente para o nosso ritmo de crescimento. Nosso desafio é estabelecer um projeto de espaço físico ainda mais audacioso”, frisa o professor.
Além do Governo, os maiores parceiros e investidores do Ceia do setor privado são a Copel Energia (Paraná), Cyberlabs (Rio de Janeiro), Americas Health (Goiás), iFood (São Paulo) e Data-H (São Paulo). “Nós desenvolvemos projetos com a iniciativa privada desde 2013 e estávamos mantendo um bom ritmo de crescimento ao longo dos anos. O desafio que nos foi colocado pela Fapeg foi acelerar este crescimento com recursos para infraestrutura e aumento do capital humano de pesquisa. E deu muito certo. Nós captamos mais recursos em 2020 do que o valor somado de todos os anos anteriores em um verdadeiro crescimento exponencial. E as perspectivas para 2021 são ainda melhores. Além do investimento em recursos, a Fapeg nos ajudou com estratégias que se mostraram muito assertivas, como o credenciamento na Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial – Embrapii”, disse Anderson Soares.
Conhecimento e produto
A UFG se destaca como pioneira na criação do bacharelado em Inteligência Artificial no Brasil. Quarenta estudantes ingressaram, em 2020, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), e desde então participam do desenvolvimento de projetos tecnológicos inovadores. “Esses estudantes recebem bolsas de R$ 600 a R$ 3 mil. Os projetos de grande porte do Ceia possuem tarefas de pequena a grande complexidade que podem ser distribuídas desde a alunos ingressantes a alunos de doutorado”, comenta o reitor da universidade, Edward Madureira.
Além da imersão dos alunos nos projetos de inovação, o reitor explica que a UFG iniciará uma nova fase de investimento em infraestrutura. Ele revela que será adquirido mais um supercomputador de alto desempenho para IA, o segundo em menos de três anos. Comemora ainda que a Escola de Engenharia passará por reforma para abrigar o primeiro laboratório de veículos autônomos sobre a plataforma de carros elétricos. “O Brasil tem laboratórios deste tipo, mas para veículos mecânicos e à gasolina”, explica.
Para Edward Madureira, o Ceia traz um ambiente de grandes oportunidades de inovação e pesquisa que podem alavancar soluções tecnológicas e o desenvolvimento cada vez maior dessa área no Estado. “A UFG é pioneira e continua com o grande desafio e missão de que o curso de Inteligência Artificial concilie a formação sólida que oferecemos tradicionalmente com um modelo em que o conhecimento tenha conexão rápida com os problemas práticos”, comentou o reitor.
Segundo ele, “essa nova geração de alunos deseja ver os resultados dos seus estudos em algum problema próximo da sua realidade e nós queremos que a Universidade se conecte cada vez mais com a sociedade, pois o conhecimento produzido, a pesquisa e a inovação devem estar a serviço do desenvolvimento do estado, da região e do país.”
Depois de ganhar em Assunção por 2×0, o Fluminense recebeu o Cerro Porteno para o jogo da volta.
Com essa vantagem, o time entrou em campo tranquilo e com 10 minutos já era possível enxergar que o Cerro não tinha condições de nos impor dificuldades.
Apesar da fragilidade técnica e tática do adversário, o Fluminense também não forçou e com isso, nas poucas vezes que atacamos, Fred marcou de pênalti.
Depois disso, o Cerro se esforçava para atacar mas parava nas suas próprias limitações enquanto o Fluminense nos enervava com uma falta de ambição, parecendo que estavam cumprindo, de má vontade, a obrigação de estar no Maracanã defendendo as cores do Fluminense.
No segundo tempo, a falta de ambição aumentou e nosso time continuou atuando de modo burocrático e em nenhum momento mostrou vontade de jogar e fazer gols.
Era um jogo contra um adversário fraco, sem pressão nenhuma, propício para fazer muitos gols, melhorar o saldo, e fazer os adversários futuros temerem nos enfrentar. Mas para isso é necessário ter um comandante que conduza a equipe e isso nós não temos, nem no papel de presidente, nem no de técnico de campo.
Com isso, os jogadores perderam mais uma oportunidade de escrever seus nomes na história tricolor, pois ninguém lhes ensina que a história do Fluminense é construída com muita luta pela vitória e vitórias incontestáveis.
Para quem conhece nossa história, sabe porque reverenciamos Castilho, Telê, Félix, Marco Antônio, Samarone, Cafuringa, Mickey, Flavio, Edinho, Cláudio Adão, Rivelino, Capita, PC caju, Gil, Deley, Paulo Victor, Duílio, Dom Romero, Cafuringa, Washington (os 2), Assis, Ézio, Deco, Gum, Conca, Fred e tantos outros.
Notem que, com exceção de Fred, não relacionei nenhum dos jogadores atuais e isso se deve porque ainda não apresentaram nada(atuações e títulos) para merecer a reverência.
Treinadores também são reverenciados e o maior deles, Parreira.
Voltando ao jogo, acreditem, o Roger deixou Nenê e Fred até os 30 minutos do segundo tempo.
Temo que a mediocridade da nossa falta de comando contamine até a nova geração como Kayke que entrou faltando 20 minutos e errou todos os passes, parecendo já ter se deixado contaminar, numa atuação abaixo de medíocre.
Enfim, seguimos em frente. Que venha o Barcelona de Guaiaquil.
Bora Fluzão 🇧🇬🇧🇬🇧🇬
Raimundo Ribeiro é apaixonado pelo futebol e, naturalmente tricolor
Em comemoração do Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado na próxima segunda, o Parlamento Indígena do Brasil (Parlaíndio), lançado em maio deste ano com o objetivo de dar voz e visibilidade política às lideranças tradicionais e representativas dos povos originários do Brasil, vai promover o Webnário “Palavra Indígena, Saberes Ancestrais”.
Serão três dias de celebração (de 09 a 11 de agosto) com a participação de importantes líderes indígenas que irão debater temas relevantes do atual cenário político no país, além de levar ao público um pouco da arte e cultura ancestrais.
Cerimônia está programada para as 8h de domingo (8)
A ginasta Rebeca Andrade, medalhista de ouro e prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio, será a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento da competição, informou nesta quarta-feira (4) o Comitê Olímpico do Brasil (COB).
Rebeca conquistou medalha de ouro no salto e prata no individual geral, sendo a primeira atleta brasileira a conquistar duas medalhas em uma mesma edição de Jogos, além de ter conquistado as duas primeiras medalhas da história na ginástica artística feminina do Brasil em Jogos Olímpicos.
“Assim, a ginasta permanece em Tóquio até o fim do evento, não retornando ao Brasil com o restante da equipe da ginástica artística nesta quarta-feira. Seu treinador Francisco Porath também continua no Japão”, disse o COB em nota.
Algumas empresas oferecem opção de escolha aos colaboradores neste momento de readaptação; especialista comenta novos desafios para gestão de pessoas no modo híbrido
Com a evolução do Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19, muitas das empresas que adotaram o trabalho remoto durante a pandemia passam a analisar se já é possível o retorno às atividades presenciais. Mas como decidir? Enquanto muitos colaboradores anseiam pelo retorno ao ambiente de trabalho, outros se adaptaram muito bem ao home office.
Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em novembro de 2020, cerca de 7,3 milhões de profissionais estavam trabalhando à distância para evitar a disseminação do novo coronavírus. Entretanto, desde 2018 já era possível observar um crescimento nesse movimento. Segundo o IBGE, naquele ano, cerca de 3,8 milhões de brasileiros já trabalhavam de casa, com um crescimento de 21,1% em relação a 2017.
Como a pandemia acelerou ainda mais esse movimento, a tendência é que a flexibilidade do local de trabalho seja adotada por muitos. Agora, é a vez do modelo híbrido de trabalho.
Na Rui Cadete Consultores, metade da equipe segue trabalhando em casa e metade já retornou à empresa, divididos de acordo com a decisão de cada colaborador. “Nós demos à nossa equipe a possibilidade de escolha sobre como querem continuar trabalhando. Alguns ainda estão com receio de voltar ao trabalho presencial, ou se adaptaram muito bem ao home office, já outros preferem a rotina presencial, e assim vamos operando de forma que todos estejam confortáveis”, conta Ana Cláudia Medeiros, gestora do setor de Gestão e Gente da empresa.
O especialista em Gestão Estratégica de Pessoas e professor da Estácio, Eder Medeiros, aponta que esse formato híbrido já é uma tendência muito forte em outros países e afirma que essa pode ser uma excelente oportunidade de as empresas nacionais atualizarem sua forma de operar.
“No Brasil, muitos empresários ainda valorizam a gestão engessada, presencial, porque associam isso à produtividade e, por esse motivo, devemos demorar a ter uma adesão forte ao modelo híbrido de trabalho, mas já observamos a diminuição da necessidade de presença física, com isso acontecendo apenas em reuniões esporádicas, e essa tendência deve ser puxada pelas empresas mais jovens, como as startups de tecnologia”, analisa o docente.
Novo momento, novas necessidades
Segundo Eder, uma das dificuldades que os gestores vão enfrentar nesse novo momento no mercado de trabalho é mostrar para as duas equipes – presencial e à distância, que ambas fazem parte do mesmo time. “Além disso, acompanhar os que estão no trabalho remoto para que continuem desenvolvendo suas funções dentro da cultura organizacional e de acordo com a missão da empresa”, afirma.
Já do colaborador, serão exigidas novas habilidades como a adaptabilidade às novas rotinas e o domínio sobre as novas tecnologias que possibilitam esse trabalho à distância. “Muito importantes serão também a autoliderança e a autonomia na organização de demandas, porque não vai haver um chefe ali do lado cobrando, mas os resultados precisam ser entregues da mesma forma, ou até melhores”, adianta Eder.
Para Ana Cláudia, a empresa deve também oferecer suporte à equipe neste momento de retorno não só em estrutura física, de maquinário, mas também no que se refere a uma assistência psicológica.
“Se o colaborador tem medo de perder o emprego, de não dar conta das demandas, da pressão do superior ou de adoecer, todos esses fatores impactam em sua produtividade. Então, o empresário precisa conversar de maneira aberta sobre toda essa situação com as pessoas: se a empresa é pequena, vai de um a um; se for maior, cabe aos líderes terem essa conversa”, orienta.
Ela relata que um dos principais pontos de atenção da Rui Cadete neste momento é garantir que a empresa seja um ambiente seguro para os que decidem retornar, bem como direcionar uma atenção especial à saúde mental da equipe.
“Na Rui Cadete temos um momento para falar sobre emoções, uma espécie de bate-papo. Alguns assistem online e outros estão presencialmente, ocorre sempre na última sexta-feira do mês, quando falamos sobre raiva, frustração, gratidão, esperança. Temas que eles escolhem”, exemplifica.
De acordo com a gerente de RH, fazer com que o colaborador entenda que não são só eles que sentem angústia e medo, e oferecer um espaço seguro para o diálogo é essencial para esse momento ainda de incertezas.
“Temos muito contato com os colaboradores para entender suas dores, disponibilizamos o serviço de uma psicóloga clínica na empresa para atendê-los, porque cada um tem uma história de fragilidade decorrente da pandemia. E esse suporte é fundamental para que possam seguir com suas vidas tanto profissional, quanto pessoal”, relata.
A História de Maria da Penha é Um Marco na Evolução da Luta Contra a Violência Doméstica
POR LILIANE SOBREIRA
A Lei 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, comemora 15 anos no próximo dia 7 de agosto. Trata-se de um marco no reconhecimento dos direitos das mulheres como Direitos Humanos no Brasil, abrangendo uma ampla definição de direitos a partir da perspectiva de gênero. Ela foi pioneira no âmbito da violência doméstica e familiar contra as mulheres no país, sendo hoje o principal instrumento jurídico de proteção das mulheres em situação de violência.
Importante lembrar que o problema da violência contra as mulheres envolve muitos outros fatores além da questão legislativa e judicial. Trata-se de um assunto complexo e delicado que engloba elementos históricos e culturais que influenciam no comportamento social e, muitas vezes, naturalizam práticas nocivas ao princípio da dignidade humana, como a violência e a discriminação.
Muitas foram as conquistas nestes 15 anos, em que a Lei está em vigor, seja em questão judicial e legislativa, mas, principalmente, social. Sendo diversos programas disponibilizados a fim de cuidar e amparar mulheres vítimas de violência doméstica, seja de qual tipo for. Programas do qual oferecem assistência Jurídica, Psicológica, Social, e Rede de Apoio e Acolhimento.
Contudo, a realidade das mulheres brasileiras ainda está longe do ideal. De acordo com o levantamento da Folha de São Paulo (2019) com base em dados do Ministério da Saúde, é registrado 1 caso de agressão contra as mulheres a cada 4 minutos no país. Ainda, segundo o Atlas da Violência de 2020, no período entre 2008 e 2018, enquanto a taxa de homicídios de mulheres não negras caiu 11,7%, a taxa entre as mulheres negras aumentou 12,4%.
Isso mostra que, mesmo que hoje exista a garantia formal dos direitos e do acesso à justiça por mulheres em situação de violência, é preciso que sejam feitas políticas públicas capazes de abraçar as necessidades e as diferentes realidades das mulheres, para garantir a efetividade da lei.
* Liliane Sobreira é graduada pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), especialista em Direito Constitucional (UNIFIA), em Direito de Família e Sucessões (EBRADI) e possui os cursos de Especialização em Direito da Família com ênfase nos Direitos da Mulher e Alienação Parental (Universidade de Coimbra), Crimes contra o Sistema Financeiro com ênfase em Lavagem de dinheiro ou Ocultação de bens, direitos e valores (Harvard Law School) e Curso de Extensão Crime Organizado na Atualidade (ESMP – Escola Superior do Ministério Público).
O Bando Matilha Capoeira realizou a formatura de alunos, no âmbito do Circuito Candango de Culturas Populares, e lança videoclipe no Dia do Capoeirista
O Bando Matilha Capoeira realizou o Batizado 2021 das turmas infantil e adulto participantes da pioneira formação online promovida pelo coletivo, no dia 11 de julho, em Sobradinho. Como registro histórico, o grupo lança um videoclipe, na data em que se comemora o Dia do Capoeirista, 03 de agosto, no canal de Youtube do Instituto Rosa dos Ventos, retratando como deu-se o processo de encerramento da formação. O evento ganhou notoriedade por tratar-se da primeira vez em que duas turmas receberam a formação pela via digital, em virtude do estado de exceção vivido pela pandemia do Covid-19.
No decorrer do ano, foram muitos os alunos participantes das aulas online, cujos ensinamentos passaram pela base da capoeira e pelas tradicionais manifestações como a puxada de rede, a dança do fogo e o maculelê, As aulas culminaram na formação de duas turmas ao fim do processo. Além dos clássicos ritos de passagem típicos de batizados de Capoeira Regional e Angola, a formatura dos 16 iniciantes — 6 do grupo infantil e 10 da turma adulta — foi contemplada pela apresentação do espetáculo teatral Bê-a-Bá do Berimbau, obra montada pelo grupo no âmbito do Circuito Candango de Culturas Populares, obtendo significativa repercussão e aceitação pública por onde passa.
Talison Marinho, líder do grupo, relata sobre o processo de aprendizagem digital proposto: “Quando a pandemia começou a assolar todo o planeta, a escola onde tradicionalmente praticamos nossa arte teve de ser fechada. Ficamos sem local de treino e, imediatamente, nossa primeira opção foi a de retornar às raízes da capoeira, reunindo nosso grupo em uma mata, ali mesmo em Sobradinho. Diante desse panorama, pensando em solucionar o problema gerado pelo risco do encontro presencial, em meados de julho do ano passado, iniciamos uma abordagem a distância, por meio de plataformas digitais. Com o auxílio dos aplicativos Instagram e Whatsapp, por meio dos quais as aulas eram passadas, conseguimos manter nosso trabalho. O modo de execução dessas instruções foi a gravação e a disponibilização de vídeos com duração média de 1 minuto, nos quais professores executavam movimentos, toques, cantos, exercícios, além de fornecer explicações técnicas, históricas e feedbacks sobre cada aprendizado proposto. Também eram discutidos temas relacionados à cultura da capoeira e, pelas mesmas vias, todos os alunos podiam tirar dúvidas e fazer sugestões”.
Ao todo, a formação de crianças e adultos na arte da capoeira durou mais de 1 ano, em modo virtual, até a retomada das classes presenciais entre março e abril de 2021. O projeto é um dos territórios contemplados pelo Circuito Candango de Culturas Populares conduzido pelo Instituto Rosa dos Ventos e fomentado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (SECEC-DF). De acordo com Stéffanie Oliveira, presidente da Rosa dos Ventos, “o projeto superou as barreiras impostas pelo isolamento social e reinventou suas práticas pedagógicas para não deixar de instruir seu alunado e difundir essa cultura ancestral. O desafio de manter o interesse dos formandos e a eficiência das instruções pela via virtual foram superados pelo Bando Matilha com excelência e as novas turmas formaram-se com êxito. Foi mais um ato de resistência dessa arte tradicional secular que segue demonstrando o porquê de ser considerada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Assim, surpresas com essa superação, agradecemos pelo esforço do Bando e seguimos na torcida para que esse difícil período seja amenizado com o avanço das vacinações”.
Serviço:
Lançamento do videoclipe da formatura da primeira turma digital do Bando Matilha Capoeira.