A Colina foi um dos celeiros do rock brasiliense; local ganhou placa turística comemorativa | Foto: Divulgação/Setur
Setur instala placa indicativa de rota turística no local onde Renato Russo e Fê Lemos se encontraram para fundar a banda Aborto Elétrico
Foi em clima de saudade e celebração que a Secretaria de Turismo (Setur) inaugurou, na quinta-feira (11), a placa Colina – Onde Tudo Começou. A homenagem, situada no Bloco A da Colina da Universidade de Brasília (UnB), sinaliza um dos 40 pontos da Rota Brasília Capital do Rock, criada pela Setur para se agregar às ações de incentivo à atividade turística na capital federal. A iniciativa tem curadoria de Philippe Seabra, guitarrista e vocalista da banda Plebe Rude, um dos destaques dos anos de mais atividade do rock brasiliense.
“O governador Ibaneis Rocha tem dado todas as condições para fazer essas homenagens ao rock de Brasília”Vanessa Mendonça, secretária de Turismo
Foi na Colina, onde moravam os professores da Universidade de Brasília (UnB), que Renato Russo e Felipe Lemos se encontraram, em 1978, para montar a banda de rock Aborto Elétrico. Ali eles também conheceram Toninho Maia, que frequentava a quadra para jogar bola ao lado do irmão mais velho, conhecido como Tio Jorge. Recentemente falecido por complicações decorrentes da covid-19, Toninho, que havia construído carreira como guitarrista de jazz e produtor musical, foi homenageado durante a inauguração da placa.
“Nós temos muita história para contar desse lugar aqui”, reforçou a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça. Ela agradeceu o apoio e parceria do secretário de Economia, André Clemente, que encampou a parceria com a Setur para tornar viável a Rota Brasília Capital do Rock, e ao governador Ibaneis Rocha – que, conforme ressaltou, “tem dado todas as condições para fazer essas homenagens ao rock de Brasília”.
A Setur convidou um grupo de agentes de viagem, representantes de operadoras de turismo, guias especializados, jornalistas e influenciadores digitais para um minitour que percorreu pontos como a 508 Sul, onde as bandas se apresentavam na Feira de Música nos anos 1980, e a Upis (712/912 Sul), onde está montada uma exposição com fotos, discos, instrumentos, cartazes de shows e até Disco de Ouro dos artistas que construíram a história do rock brasiliense.
Presente à inauguração da placa, o irmão de Toninho Maia, disse que estava emocionado e lembro de como ele e o irmão tiveram o primeiro contato com os roqueiros, ali, de baixo do Bloco A da Colina. “Nós vínhamos da 408 Norte para cá jogar bola com eles”, lembrou Tio Jorge. “O Toninho tinha 15 anos e tocava guitarra. Eles foram para o rock e o Toninho para o jazz, mas depois eles se reencontraram no Edifício Radiocenter, onde o Toninho tinha o estúdio de gravação, o Artemanha, e também a banda de jazz, que era ao lado da sala de ensaio da Plebe Rude, Escola de Escândalos e Legião Urbana”.
Momento histórico
Guia turística e moradora de Brasília, Eliana Barbosa participou da inauguração da placa da Colina e disse acreditar que a cidade merece reviver esses tempos: “Tudo isso precisa ser reforçado, pois, com o passar dos anos, Brasília foi miscigenando os estilos e perdendo a origem, o princípio, os primeiros anos, as primeiras gerações da cidade e o que eles produziram”, avaliou.
“O turista hoje quer isso, o turismo de experiência, vivenciar as coisas que a cidade tem, sair daquele tradicional de ver só os monumentos”Leonardo José Brandt, professor de Turismo da Upis
Também presente à inauguração, o diretor musical do clube do Choro, Henrique Neto, endossou a fala de Eliana: “Eu acho fundamental [essa iniciativa], porque registra esse momento histórico e cultural da cidade e traz um novo significado aos espaços que estamos habituados a ver. Então, é um resgate cultural fundamental para quem quer conhecer Brasília por esse viés mais artístico, mais cultural”.
Outra pessoa a saudar a iniciativa da Setur foi a empresária Gabriela Wiederman, que, durante a solenidade de inauguração da placa da Colina, resumiu: “Brasília não é só o Congresso, Brasília não é só isso; Brasília é isso aqui, isso aqui é o nosso âmago, nosso coração”.
O professor de Turismo da Upis Leonardo José Brandt avalia que a atividade turística deve valorizar o que é importante na cidade, resgatar a sua história. “O turista hoje quer isso, o turismo de experiência, vivenciar as coisas que a cidade tem, sair daquele tradicional de ver só os monumentos”, pontuou.
“Brasília tem várias rotas para a gente visitar, não só a do rock – mas, especificamente sobre a Rota do Rock, eu estou muito orgulhoso e sei que dá para crescer muito mais”, avaliou o professor. “A inauguração das placas é o início de uma série de produções associadas ao turismo, como o museu definitivo, souvenirs… Enfim, podemos fazer muitas coisas.”
Programa Voluntariado em Ação é um dos destaques nas realizações da Sejus Foto: Divulgação /Sejus
Secretaria de Justiça e Cidadania promove conferência e faz balanço das ações
Em comemoração ao Dia Nacional dos Direitos Humanos – 12 de agosto –, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), por meio do Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (CDPDDH), promoveu a VII Conferência Distrital dos Direitos Humanos. Com encerramento nesta sexta (13), o evento teve como tema central “Direitos humanos em tempos de crise, uma visão para além da pandemia”. É mais um espaço aberto para debates entre governo e sociedade civil.
A programação de encerramento da conferência começou com aprovação das propostas, durante a manhã, e prossegue com a eleição de representantes da sociedade civil, entre titulares e suplentes, para compor o CDPDDH. O evento está sendo realizado no formato virtual, pelo canal da Sejus no YouTube.
A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, lembra a importância de manter atualizada essa discussão. “Falar de direitos humanos é combater a desigualdade, mas também é falar sobre respeito e dignidade”, afirma. “Formamos uma rede para atender a população, especialmente os mais vulneráveis, como crianças, adolescentes, idosos, LGBTs e pessoas negras”.
A Sejus conta com diversos equipamentos responsáveis pelo cumprimento de direitos, como planos distritais, comitês e conselhos que atuam no combate à discriminação racial e à tortura, no enfrentamento do trabalho escravo e do tráfico humano, além de políticas públicas para a defesa da classe LGBTQIA+.
Confira, abaixo, o balanço de ações da Sejus.
Enfrentamento à violência contra a mulher
Desenvolvido pela Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav), o programa da Pró-Vítima que oferece atendimento com suporte psicológico e de assistência social a pessoas em situação de violência.
Crianças e adolescentes
A Subsecretaria de Políticas para Crianças e Adolescentes atua para garantir às 700 mil crianças e adolescentes do DF o acesso a todos os seus direitos.
Conselhos tutelares
Atualmente, o DF conta com 41 conselhos tutelares que atuam em defesa de crianças e adolescentes. Além desses, a Sejus trabalha para construir mais três unidades dos no Sol Nascente/Pôr do Sol, Santa Maria e Cidade Estrutural.
Novos carros
Na semana passada, a Sejus recebeu 24 novos veículos para atender as demandas dos conselhos tutelares do DF. Esses automóveis vão dar mais agilidade aos atendimentos prestados pelos conselheiros, que precisam se locomover para atender famílias, crianças e adolescentes.
Centro Integrado 18 de Maio
O Centro de Atendimento Integrado 18 de Maio faz parte do programa Criança Candanga e foi criado para acolher crianças e adolescentes sob suspeita ou vítimas de maus-tratos e violência de abuso sexual. Psicólogos e pedagogos oferecem o atendimento de escuta especializada.
Cisdeca
A Coordenação de Denúncias de Violação dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cisdeca) é responsável por receber e encaminhar as denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes, no contraturno de funcionamento dos conselhos tutelares.
Novo canal de denúncias
A Sejus criou, este ano, o telefone 125, canal que recebe denúncias de violação de direitos de crianças adolescentes do Distrito Federal. Com serviço coordenado pela Cisdeca, a ligação é gratuita.
Conselhos, fundos e comitês
A Sejus conta com o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal (CDCA), o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal (FDCA) e o Comitê pela Primeira Infância do Distrito Federal. São órgãos que atuam em políticas públicas em defesa de crianças e adolescentes.
Acordo de cooperação técnica
Foi assinado neste ano um acordo de cooperação técnica com a Vara da Infância e Juventude, para viabilizar intercâmbio de conhecimentos técnicos e promoção de atividades comuns na proteção dos direitos de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. O atendimento se estende às famílias.
Socioeducação
A Sejus coordena a execução das políticas para ressocialização dos adolescentes em conflito com a lei. A Subsecretaria do Sistema Socioeducativo (Subsis) é a área responsável pela administração geral das 30 unidades orgânicas de atendimento aos adolescentes – nove de internação, seis de semiliberdade e 15 de prestação de serviços à comunidade e liberdade assistida. Também faz parte das atribuições da Subsis planejar, coordenar, executar e avaliar programas, projetos e atividades de medidas socioeducativas.
Voluntariado em ação
Coordenado pela Sejus, o programa Voluntariado em Açãofoi instituído pelo Decreto nº 39.734 para integrar, valorizar, reconhecer e estimular ações de voluntariado, formando e fortalecendo redes solidárias para a construção de valores de cidadania e de inclusão social. Desta forma, o programa trabalha na promoção do desenvolvimento local, regional e distrital, inclusivo e sustentável.
Plataforma institucional
A Sejus conta com uma plataforma institucional considerada uma referência nacional por oferecer mais de 134 mil oportunidades, com mais de 30 mil pessoas cadastradas, 453 projetos e 105 campanhas disponíveis.
Enfrentamento às drogas
A Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas (Subed) trabalha em três eixos: prevenção, tratamento e reinserção social, a fim de reduzir a demanda, os danos e a oferta de substâncias psicoativas.
Sejus e Ministério da Cidadania
Um acordo de cooperação técnica entre a secretaria e o ministério estabelece que tanto o governo federal quanto o GDF poderão partilhar informações relativas a prevenção, acolhimento e reinserção socioeconômica, especialmente no período de combate à pandemia de covid-19. O documento leva em consideração parte dos objetivos da Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS).
Programa Acolhe DF
Também em parceria com o Ministério da Cidadania, a Sejus lançou neste ano o programa Acolhe DF, com o objetivo de atuar junto às comunidades terapêuticas no atendimento as pessoas que enfrentam problemas com drogas. A meta é atender mais de 20 mil pessoas ao longo do ano.
Parceria com as escolas
Entre os eixos de atuação do Acolhe DF, há a proposta de promover atividades lúdicas e culturais nas escolas públicas do DF para prevenção ao uso de drogas, por meio do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).
Comunidades terapêuticas
As equipes da Sejus também trabalham com as comunidades terapêuticas e pessoas em situação de rua com abordagem individualizada, por meio do diálogo para que, de forma voluntária, os usuários de drogas possam ser direcionados a comunidades terapêuticas.
Respeito aos direitos dos idosos
A Sejus conta com o Conselho dos Direitos do Idoso do Distrito Federal (CDI), órgão de caráter paritário, consultivo e deliberativo, que tem por finalidade elaborar as diretrizes para a formulação e implementação da Política Distrital do Idoso, bem como acompanhar, fiscalizar, participar da coordenação, supervisionar, avaliar e deliberar sobre as políticas e ações voltadas para a pessoa idosa no Distrito Federal.
Telecentros
Entre as políticas públicas desenvolvidas pela Sejus para a pessoa idosa, destaca-se a implantação de três telecentros nas cidades de São Sebastião, Recanto das Emas e Sol Nascente/Pôr do Sol. Os novos espaços visam à inclusão digital social e comunitária dessa população; a meta é instalar um telecentro em cada região administrativa.
Centros de convivência
Atualmente, a Sejus conta com centros de convivência no Recanto das Emas e no Paranoá. Essas unidades prestam serviços de terapia ocupacional, promovendo oficinas, atividades físicas e acompanhamento médico, além de outras modalidades de lazer e interação comunitária.
Defesa da população LGBTQIA+
A Sejus orienta a toda a população LGBTQIA+ que, em caso de agressão por motivação LGBTfóbica, a denúncia seja feita de forma presencial na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin).
Cidadania Trans
Para promover a conscientização sobre a diversidade de gênero, a Sejus lançou o site Cidadania Trans, o primeiro portal governamental voltado à comunidade de travestis, transexuais e transgêneros no Distrito Federal.
Guia Friendly LGBT
A Sejus lançou neste ano uma portaria conjunta com a Secretaria de Turismo (Setur) que firma parceria para elaboração e publicação do Guia Friendly LGBT. A publicação será direcionada às instituições e turistas LGBT estrangeiros e brasileiros, assim como familiares, amigos, cônjuges e acompanhantes, pessoas jurídicas voltadas ao comércio e turismo e instituições públicas. Entre os objetivos estabelecidos para esse trabalho, estão ações de sensibilização e articulação com atores estratégicos relacionados ao tema “turismo LGBT”.
Programa exclusivo para vacinação
Por meio do programa Sua Vida Vale Muito, a Sejus já vacinou mais de 30 mil pessoas em três pontos exclusivos para vacinação criados em parceria com a Secretaria de Saúde (SES) nas regiões administrativas de Ceilândia (Praça dos Direitos, na QNN 13), Recanto das Emas (CEU das Artes, na Quadra 113) e Itapoã (Quadra 203 do Del Lago). Essas unidades contam com acessibilidade, rampas, cadeiras de rodas, oferta constante de álcool gel e espaçamento entre as cadeiras, reforçando todos os protocolos sanitários de segurança ao enfrentamento da covid-19.
Quase 92 mil pessoas tomaram a primeira dose da vacina contra a covid-19 no primeiro dia de cobertura vacinal para a faixa etária de 20 a 24 anos | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF
Ao todo, 91.764 receberam a primeira dose; cobertura vacinal chega a 76,34% da população adulta
No primeiro dia de vacinação para a faixa etária de 20 a 24 anos, o Distrito Federal bateu mais um recorde na campanha contra a covid-19. Ao todo, a Secretaria de Saúde aplicou 100.225 doses nesta quinta-feira (12), sendo 91.764 para quem iniciou o esquema vacinal, 8.165 para quem completou o ciclo e 296 doses únicas. Também estão sendo vacinadas pessoas com 25 anos ou mais.
“Novamente nossas equipes mostram sua grande capacidade em vacinar a população do Distrito Federal. O DF precisava receber mais vacinas para aplicar rapidamente e isso ficou bem claro nos últimos dias, com vários recordes alcançados”, destacou o secretário de Saúde, Osnei Okumoto. Segundo ele, “esse avanço só está sendo possível porque temos o apoio do governador Ibaneis Rocha e a dedicação plena dos servidores da rede pública de saúde.”
76,34%é a cobertura vacinal da população com a primeira dose ou dose única
O primeiro recorde ocorreu em 3 de agosto, quando foram feitas 85.910 aplicações, sendo 74.962 de primeira dose. Na última terça-feira (10) – primeiro dia de vacinação para o público de 25 a 29 anos – esse índice foi batido, com 76.324 primeiras doses aplicadas.
A cobertura vacinal nesta quinta-feira (12) chegou a 76,34%, considerando quem recebeu a primeira dose ou a dose única, e 29,38% para quem recebeu a segunda dose ou a dose única. O percentual considera somente a população adulta vacinada.
Sexta-feira (13)
A vacinação continua nesta sexta-feira (13) em 70 pontos, nas modalidades pedestre e drive-thru. Veja onde receber a primeira dose:
Artes: Secretaria de Saúde do DF
Para receber a segunda dose, a Secretaria de Saúde orienta verificar quais os pontos que oferecem o imunizante recebido na etapa inicial da vacinação. Veja a relação dos locais:
Entre os cinco certames mais procurados, órgãos do judiciário correspondem pela maioria do interesse dos candidatos
Um recente levantamento realizado pelo Gran Cursos Online, empresa especializada em educação e capacitação para concursos públicos, mostra quais são os 5 concursos públicos mais buscados pelos brasileiros ao longo do segundo trimestre de 2021, com relação ao primeiro.
O certame do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) é o que reúne o maior volume de busca e interesse dos candidatos, apresentando um aumento de 207922% nos últimos 90 dias.
Em seguida, destaca-se o concurso do Banco do Brasil, com crescimento de 7567%. O salto está associado ao lançamento do edital e abertura de inscrições para preencher as vagas de Agente de Tecnologia e Agente Comercial no último mês e por ser em um órgão bastante visado e concorrido, que teve o último edital publicado em 2018.
O monitoramento, que apurou os concursos mais buscados durante o segundo trimestre, quando comparados com o trimestre anterior, pelo Google Search Console, aponta que, logo na sequência, aparecem o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), respectivamente, como as oportunidades de carreiras mais desejadas pelos concurseiros.
Confira, a seguir, o ranking do aumento da busca por concursos públicos no Brasil no segundo trimestre:
Concursos
Aumento de busca
Banco do Brasil
7567%
TJGO
207922%
TJDFT
59%
TJRJ
30,12%
ABIN
4,68%
(Fonte: Gran Cursos Online)
“Entre os principais motivos pelo aumento de busca e interesse pela carreira pública, destacam-se o avanço da vacinação no país, a retomada gradual dos concursos públicos, com oportunidades para órgãos que atraem bastante atenção dos concurseiros e são concorridos, como o Banco do Brasil e os Tribunais de Justiça, além da estabilidade financeira e empregatícia”, comenta Gabriel Granjeiro, diretor-presidente do Gran Cursos Online.
Dentro desse crescimento, o levantamento revelou ainda que o Distrito Federal é o Estado que mais comprou cursos preparatórios para concursos durante os meses de abril, maio e junho, seguido por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
O Fluminense recebeu o Barcelona de Guayaquil pelas quartas de final da Libertadores, e começou o primeiro tempo mostrando os mesmos erros que apresentou ao longo da temporada.
Marcando mal, sempre chegando atrasado e deixando o adversário à vontade para receber o passe, se ajeitar e pensar o que fazer com a bola.
Além disso, o time não tem compactação, as linhas de defesa, meio campo e ataque se posicionam muito distantes umas das outras, o que dificulta a marcação causando sustos.
Além disso, quando consegue imprimir velocidade ao jogo, o que é muito raro, o atacante é obrigado a voltar o jogo porque ninguém acompanha.
Notem que os zagueiros nunca atravessam a linha do meio campo, o que comprova o distanciamento das linhas defesa/meio campo/ataque.
Outro erro é a falta de visão para virar o jogo.
Enquanto a partida se desenvolvia no lado esquerdo, nenhum jogador tinha visão ou coragem para dar um passe de 20 metros para o lateral Samuel que sempre estava sozinho, totalmente solitário como expectador privilegiado dentro do campo.
Senti saudades do velho Telê que obrigava seus jogadores a dar apenas um toque na bola, ensinando-os que o futebol assim se torna veloz, e a se deslocar verticalmente em direção ao gol adversário, e com isso, transformando-os em grandes jogadores num time vencedor.
Como se pode ver, o problema do Fluminense nasce na presidência, se alastra no técnico e se reflete no campo de jogo, onde os jogadores parecem se envergonhar de mostrar vontade de fazer gols, ganhar as partidas e conquistar títulos e dinheiro.
Apesar desses erros primários, o futebol nos presenteou com falha bisonha da defesa adversária, num lance que, goleiro e zagueiro bateram cabeça e a bola sobrou para Biel fazer 1×0.
O primeiro tempo terminou com essa pequena vantagem.
Apesar de voltar melhor no segundo tempo, o Fluminense continuou mostrando seu conformismo e irresponsabilidade e não ampliou o placar.
Diante disso, vendo um adversário sem ambição, o Barcelona atacou e logo conseguiu empatar.
Aos 30 minutos, o Barcelona teve um jogador expulso e o Fluminense não soube se impor; ao contrário, num cruzamento na nossa área, Nino fez pênalti num erro inadmissível para zagueiro.
Ao invés de fazer a parede, já que estava se defendendo, fez o contrário, ficando à frente do atacante.
No desespero, o Fluminense foi todo pra frente e conseguiu um pênalti nos acréscimos que Fred converteu empatando o jogo.
Um resultado horroroso, porque com um jogador a mais, levando 2 gols em casa num torneio que tem gol qualificado, mas que pode ser bom porque no jogo de volta só a vitória serve.
Quem sabe com essa obrigação de ganhar, o Roger pare de atrapalhar e o time possa jogar naturalmente para ganhar e se classificar para a semifinal embolsando 7 milhões.
Enfim, dizem que a esperança é a última que morre, e apesar de um presidente derrotista e incompetente, de um treinador que tem medo de ganhar e por isso é vocacionado para perder, a camisa do nosso time é muito grande e pode nos conduzir a uma classificação épica na casa do adversário.
A única nota positiva nesse teatro de horrores que o Fluminense de Mário/Roger nos “brinda”, é o fato de que existe alguém na fox que entende de futebol. Me refiro a Zé Elias que talvez por ter sido jogador nos presenteou com comentários simples, sem deboches e retratando exatamente o que acontecia em campo.
Parece que existe alguém que entende de futebol naquela bolha de mediocridade que abriga pessoas fantasiadas de “comentaristas”.
Bora FLUZÃO 🇧🇬🇧🇬🇧🇬
Raimundo Ribeiro é apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor
Apresentações em dois horários neste sábado (14/8), em seu canal no YouTube, contam com a participação de músicos da cidade
Diversidade de arranjos, mistura de gêneros musicais e instrumentos populares e de orquestra marcam os shows do músico brasiliense Diego Galeno “Algumas Histórias”, no dia 14 de agosto (sábado). Serão duas apresentações transmitidas pela internet às 15h e às 20h e contará com a participação de músicos da cidade, como Leandro Barcelos (Flauta), Kleber Lopes (Oboé), Felipe Souza (Clarineta), Sergey Kuushynchykau (Fagote), Anderson Bezerra (Trompa), Will Mourão (Violão), Giovanni Sena (Contrabaixo), Almir Cassio (bateria) e Wellington Fagundes (Voz).
Diego Galeno e convidados irão tocar, essencialmente, as músicas de seu CD “Algumas Histórias”, lançado em 2013, mas também irá tocar arranjos próprios de clássicos da MPB, como Asa Branca (Luiz Gonzaga) e Bicho de 7 Cabeças (Geraldo Azevedo). O músico programou mais dois shows para os dias 25/09 e 23/10 nos mesmos horários e canal do Youtube. O projeto conta com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC).
Sete das onze composições do CD são instrumentais. O instrumento de base é a guitarra, mas também inclui contrabaixo, bateria, oboé, flauta, clarineta, fagote, trompa, violão e voz. O show “Algumas Histórias” traz destaques como “Andando pela meia-noite”, que abre o disco e “Entre Panos”, que revelam o casamento perfeito entre o erudito e o popular. Há ainda a sutileza do violão e do quinteto de sopros, que inclui oboé, flauta, clarineta, fagote e trompa. “Entre Panos” e outra música que será apresentada, “Feito do que Passou”, foram feitas em parceria com os poetas Wanderson Mendes e Jaqueline Marinho.
Diego Galeno é violonista, guitarrista, compositor e arranjador. É graduado em Música pela Universidade de Brasília e, de 2006 a 2014, foi professor da Escola de Música de Brasília, onde lecionou Percepção Musical, Teoria de Áudio, Musicografia Digital e Física do Som na Música. Atualmente é professor de artes no Centro de Ensino Médio Elefante Branco (CEMEB).
O conteúdo musical do projeto “Algumas Histórias” reflete a amplitude de vivências de Diego Galeno, que foi influenciado pela música regional e MPB, pelo rock e pela música erudita, especialmente dos períodos renascentista e barroco. Como resultado dessa diversidade, seus arranjos e composições revelam uma interação incomum entre instrumentos de orquestra e instrumentos populares – uma rica mistura que o autor propõe compartilhar, por meio dos shows.
“Uma ampla apreciação musical é um dos mais importantes fatores na formação de um bom músico. Essa cadeia criativa positiva é resultado de uma corrente histórica de aprendizados e influências que remontam à nossa ancestralidade. Essa corrente é alimentada pelas criações contemporâneas, e precisa ser fortalecida com o oferecimento de boa música ao público”, afirma Diego Galeno.
SERVIÇO:
Apresentação do show “Algumas Histórias” nos dias 14/08, 25/09 e 23/10. Serão 3 sábados com 2 apresentações por dia, às 15h e 20h, pelo canal de Diego Galeno no Youtube:
O governador Ronaldo Caiado durante anúncio do pagamento de progressão a 5 mil servidores da saúde, a partir de agosto: “Estamos conseguindo colocar a casa em ordem. A progressão já entra na conta dos servidores este mês” (Foto Wesley Costa)
Aumento na remuneração será pago já no salário de agosto. Benefício funcional, definido pelo tempo de efetivo exercício do cargo, não era concedido desde 2016. Valorização dos profissionais da área ocorre também em reconhecimento pela dedicação e serviços prestados durante pandemia
O governador Ronaldo Caiado anunciou, nesta quinta-feira (12/08), a progressão funcional para 5,1 mil servidores efetivos da Secretaria de Estado de Saúde (SES). A promoção funcional, concedida por tempo de serviço, resulta em um aumento de 3% nos vencimentos e está prevista no Plano de Cargos e Remuneração, estabelecido pela Lei nº 18.464/2014. Os efeitos da concessão já entram em vigor no pagamento deste mês e o acréscimo pode chegar a R$ 491,14.
O anúncio foi realizado durante solenidade no auditório da Superintendência da Escola de Saúde de Goiás, localizada no Bairro Jardim Santo Antônio, em Goiânia. “Estamos conseguindo colocar a casa em ordem. A progressão já entra na conta de vocês este mês. Aos poucos, dentro da recuperação do Estado, retribuímos aos servidores que cuidaram de vidas, se expuseram e têm agora a contrapartida do Governo de Goiás”, afirmou o governador.
Ronaldo Caiado também anunciou que enviará à Assembleia Legislativa de Goiás projeto de lei que aumenta o teto da produtividade. Atualmente, o valor é de R$ 8 milhões. O objetivo é elevar o número para R$ 12 milhões e atingir todos os servidores. “Pode chegar a um impacto de mais de R$ 50 milhões por ano”, pontuou o chefe do Executivo.
Com recursos destinados do orçamento-geral do Estado, o investimento do Governo de Goiás, para o pagamento das progressões anunciadas nesta quinta-feira, é de R$ 4.176.518,31 em 2021, com valor proporcional por mês de R$ 835 mil. Para 2022 e 2023, a previsão de gastos é de R$ 10.023.643,93 por ano.
“Esse dia é de muita alegria para nós”, destacou o secretário de Estado da Saúde (SES-GO), Ismael Alexandrino, ao informar que a progressão era aguardada há anos pelos servidores. “O cenário que tínhamos do ponto de vista financeiro era de quase R$ 1 bilhão de dívidas na Saúde. Assumimos [o governo] devendo salário, remédios de 2012 a 2018, entre seis e oito meses [de repasses] aos hospitais e todos os fornecedores”, explicou.
Mas isso não fez com que o Governo de Goiás deixasse de cumprir com as obrigações, conta Ismael. “De lá para cá, a gente tem trabalhado em todas as frentes e, agora, a primeira parte do pacote de pedidos sai de forma consistente, e vai trazer o direito, dar o ânimo às pessoas que vem solidificando sua carreira e nos ajudando”, ressaltou o secretário.
Ismael Alexandrino ainda reconheceu o empenho dos servidores estaduais no combate à pandemia da Covid-19. “O maior capital que temos, nossa maior força, nosso diferencial para cuidar da saúde é o trabalhador. É o responsável por salvar tantas vidas durante a pandemia”, concluiu o secretário.
O médico e deputado federal Zacharias Calil salientou a relevância dos investimentos na Saúde e da valorização dos trabalhadores. “É uma obrigação nossa, como políticos, investir na área da saúde. Esse é um grande momento para que a gente possa ser mais valorizado, o profissional da área da saúde no geral, por que o trabalho que ele presta no serviço público é muito importante para a sociedade”, pontuou.
O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado estadual Lissauer Vieira, celebrou a progressão dos servidores. “Hoje venho comemorar com vocês essa conquista que não foi fácil. Isso é pela competência que vocês têm, o merecimento que o Governo de Goiás reconhece”, declarou.
Para Lissauer, a expectativa é de que a área da Saúde receba ainda mais investimentos em breve. “Melhorias para a condição de trabalho de todos vocês, tendo em vista o atendimento da população, são fundamentais, mas também a valorização dos servidores e profissionais da saúde pesa muito. Tenho certeza de que mais avanços e melhorias virão”, finalizou o presidente.
Valorização profissional
A última progressão concedida aos servidores da saúde ocorreu em dezembro de 2016. Dos 5.887 servidores do quadro de efetivos da SES, o aumento salarial anunciado contempla 5.188. A parcela do pessoal que não está incluída na progressão não se enquadra nos critérios em virtude de afastamentos, estágio probatório ou, ainda, por não terem adquirido o direito antes da Lei Complementar nº 173/2020, vigente até dezembro de 2021, que proíbe aos gestores públicos qualquer forma de aumento salarial em função da pandemia.
Atualmente, a SES distribui os servidores em cinco grupos operacionais que compreende desde funcionários com formação em ensino fundamental ao nível superior. São eles: agente de serviços de saúde, assistente de saúde, analista de saúde, médico e cirurgião-dentista e auditor de Sistema de Saúde. A organização ocorre em níveis conforme a instrução exigida para o provimento e exercício dos cargos.
No dia 22 de julho, Caiado anunciou o pagamento das progressões também na carreira da Educação. Foram 3.516 servidores contemplados, sendo 2.285 do magistério e 340 administrativos com a progressão horizontal, que ocorre no mesmo nível de carreira, e 891 beneficiados com a progressão vertical que eleva o servidor de um nível para outro. O investimento soma R$ 1.023.294,52 por mês, pagos com recursos do Estado.
Também participaram do evento o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Luiz Carlos de Alencar; o presidente do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo), Hélio José Lopes; o chefe de gabinete da Vice-Governadoria, Flávio Inácio; a subsecretária de Saúde, Luciana Vieira; o presidente do Conselho Estadual de Saúde de Goiás (CES-GO), Venerando Lemes; os presidentes do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde (Sindsaúde) de Goiás, Ricardo Manzi, e do Distrito Federal, Marli Rodrigues.
Ainda a representante da superintendente de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, Cristina Laval; os superintendentes da SES-GO Mauro Theobald (Gestão Integrada), Neusilma Rodrigues (Complexo Regulador em Saúde de Goiás), José Roberto Leão (Performance), Viviane Leonel (Escola de Saúde de Goiás), Sandro Rogério (Atenção Integral à Saúde), Renato Ricardo Alves (Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade), e Candice Rezende (Saúde Mental e Populações Específicas).
Nicolly e Isabella, são dois exemplos de superação. Diagnosticadas com Síndrome de Down, as meninas de 5 e 8 anos, respectivamente, arrancam suspiros por onde passam e se consagram como modelos mirins
Do Mato Grosso do Sul e diagnosticada com Síndrome de Down ao nascer, Nicolly com 1 ano e oito meses, foi descoberta nas redes sociais, e convidada para participar de um Concurso de Miss na sua cidade, Campo Grande. Insegura, a mãe procurou saber como a inclusão social nesses concursos ocorria, e acabou aceitando o convite. Já no seu primeiro Concurso de Miss recebeu dois títulos: Embaixadora Down 2018 e Miss Baby Popularidade.
A família seguiu então a busca pela Inclusão social, no meio do mundo Miss e da Moda. Atualmente, com 5 anos, Nicolly possui 5 Títulos de Miss, sendo o maior de todos Miss Baby Brasil Universo Beleza Fashion 2018. Com a primeira experiência positiva, a família de Nick, como é conhecida, procurou várias agências para dar andamento no sonho da filha, até que no meio da pandemia, o scouter Dilson Stein, a descobriu através do Instagram.
Nick
Para transmitir mais segurança, o próprio Dilson entrou em contato com a família, a tranquilizando e dando total apoio por essa luta pela Inclusão Social. A mãe acredita que o mercado está apoiando mais essa inclusão, tendo visto mais e mais modelos de todas as idades atuando no mercado da moda, mas acredita que ainda sim não são reconhecidas como deviam.
“As vezes uma criança ‘típica’ que está fazendo um mesmo job que uma criança ‘atípica’, não recebe nem o mesmo cachê. Outros nos oferecem permutas, e muitos mal sabem do tamanho dos nossos custos, não só pela luta da inclusão, mas como tudo que envolve em torno para obtermos uma qualidade de vida para as nossas crianças” avalia Marina Morelli, mãe da Nick.
A família apoia 100% o trabalho da Nick pois sabem a importância dessa luta pela inclusão. “A socialização, o respeito pelas diferenças, mostrar que nossos filhos são capazes tanto quanto, faz com que a gente tenha forças para seguir em frente sempre em busca do melhor. Hoje já temos muitas parcerias e estamos crescendo cada dia mais, e a Nick é uma criança que ama desfilar”, comemora a mãe.
Da ONG para o mundo
Já Isabella tem oito anos, nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. A carreira dela começou com uma propaganda para uma ONG, quando ela fez um ensaio fotográfico e suas fotos saíram em traseiras de ônibus. Nessa mesma ONG, surgiu a oportunidade para participar de um desfile e foi quando a família descobriu o talento dela nas passarelas.
Assim como Nick, durante a pandemia a de Isabella, decidiu investir na ideia de tornar a menina uma blogueira, influencer e modelo. Através do Instagram, Dilson descobriu a Bella, como é carinhosamente chamada, e deu a oportunidade de ela fazer os cursos do Portal gratuitamente, pois acreditava muito no potencial, tendo um olhar singular e inclusivo.
Bella
“Sentimos que ainda temos muito a ganhar quando se refere às oportunidades, ainda temos uma sociedade muito exclusiva, lutamos por uma inclusão efetiva. Independente da síndrome Isabella tem seu potencial e Dilson foi uma das pessoas que enxergou isso”, comemora Cynthia, mãe da Isabella.
Atualmente, a Bella vem conquistando seu espaço no mercado, já participou de campanhas de grandes marcas, e até para clubes de futebol. “Acreditamos na nossa filha e potencializamos o que ela gosta e faz com excelência que é tirar fotos, desfilar e atuar. E seguimos acreditando e em busca de mais empatia e inclusão”, pondera a mãe.
Síndrome do Amor
A síndrome de Down é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população. As pessoas com síndrome de Down têm muito mais em comum com o resto da população do que diferenças.
Segundo a Organização Movimento Down, não existe ainda no país uma estatística específica sobre o número de brasileiros com síndrome de Down. Uma estimativa pode ser levantada com base na relação de 1 para cada 700 nascimentos, levando-se em conta toda a população brasileira. Ou seja, segundo esta conta, cerca de 270 mil pessoas no Brasil teriam síndrome de Down.
No total, cerca de 760 mil pessoas de todo o País foram beneficiadas com a casa própria
O Governo Federal vem avançando no compromisso de reduzir o déficit habitacional no Basil, hoje estimado em quase 6 milhões de famílias.
Apenas no primeiro semestre deste ano, o Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, entregou mais de 190 mil moradias, que realizaram o sonho da casa própria para mais de 750 mil pessoas. Além disso, foram contratados outros 177 mil imóveis, que em breve vão beneficiar outras 700 mil pessoas.
Alfredo dos Santos, secretário nacional de Habitação, ressalta o aumento de modalidades como uma das razões para o sucesso do Programa Casa Verde e Amarela. Além da produção de moradias, a iniciativa federal passou a atuar na regularização fundiária, melhoria habitacional e locação social.
“Ao contrário do programa anterior, que tinha como único foco a produção habitacional, o Programa Casa Verde e Amarela olha as demais necessidades. E tem avançado significativamente em todas as vertentes, seja na regularização e melhoria habitacional, seja na produção habitacional e também na propositura de um programa de locação social”
No primeiro semestre, o Programa de Regularização Fundiária e Melhoria Habitacional superou a marca de 1200 adesões de municípios. Além disso, mais de 800 estão em processo de cadastramento.
Ainda nos primeiros seis meses do ano, o MDR repassou mais de 137 milhões de reais para garantir a continuidade de ações ligadas ao Programa Casa Verde e Amarela. O objetivo é não deixar obras paralisadas.
Alta do dólar, impostos estaduais e regulação com o mercado internacional são alguns fatores que mexem com o valor do combustível
Os brasileiros vivem, atualmente, com uma preocupação diária: o constante aumento no valor dos combustíveis na hora de abastecer. De janeiro até a primeira semana de agosto, em média, o valor da gasolina que sai da refinaria pulou de R$ 2,86 para R$ 3,62 por litro. E quando o consumidor vai abastecer na bomba do posto de combustível, esse aumento se traduz em quase R$ 6,00 na maior parte do Brasil. Então, para entender o motivo desses aumentos frequentes, o portal Brasil61.com consultou especialistas, empresários, sindicatos e o governo federal – todos são categóricos ao afirmar que os impostos estaduais são a principal justificativa para os valores cobrados da população, mas outros fatores não podem ser descartados desse cálculo.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal (SindicobustíveisDF), Paulo Roberto Tavares, explica que um ponto importante nessa equação é a política de preços da Petrobrás, que atrelou seus valores ao mercado internacional. Isso significa que quanto mais o preço do barril de petróleo e o dólar sobem, mais caro fica o combustível no Brasil – mesmo na produção nacional. Além disso, Paulo Tavares destaca que um fator relevante nessa conta são os impostos estaduais.
“O imposto federal que é o PIS/Cofins e Cide, sobre a gasolina, é de R$ 0,70 centavos por litro. Então, se a gasolina custar R$ 1,00 ou R$ 10,00 será R$ 0,70 centavos por litro. No caso do ICMS, não. É uma alíquota cobrada sobre o preço de bomba. Então, quanto mais a gasolina sobe, maior será o valor numérico em arrecadação de ICMS. A alíquota não aumenta, mas o preço na bomba aumenta e, quando aumenta, gera maior arrecadação dos estados. E obviamente que eles não vão querer abrir mão disso”, argumentou.
Dirson Alberto Brendler é proprietário do Auto Posto-Araúna, localizado na BR-158 em Mato Grosso. O empresário tem uma opinião semelhante a respeito dos motivos que causam aumento no preço do combustível por todo o Brasil: os impostos variáveis de um estado para o outro. Segundo Dirson, o valor cobrado desde o combustível sair da refinaria até chegar ao posto não é alto se comparado ao que o consumidor paga quando abastece.
“Na refinaria é barato o combustível, basta avaliar que se você colocar o frete da refinaria para a distribuidora vai ser questão de centavos para levar uma carga das refinarias para as transportadoras. As distribuidoras são quem repassam o combustível para os postos (os revendedores finais) e nisso vão mais alguns centavos de frete. Depois disso é que entra a questão dos impostos que encarecem o produto e isso não é coisa do posto, da distribuidora ou refinaria, é uma questão de governos estaduais. São eles que causam aumentos”, afirmou Dirson.
Para chegar ao valor de consumo final, de acordo com a Petrobras, as distribuidoras de combustíveis compram nas refinarias a gasolina tipo “A”, que deve ser misturada com Etanol Anidro – previsto na legislação brasileira para a gasolina vendida nos postos. Desta maneira, no preço que o consumidor paga está incluído o preço de realização da Petrobras, o custo do etanol (que é definido livremente pelos seus produtores) e os custos e as margens de comercialização das distribuidoras e dos postos revendedores, bem como todos os impostos devidos.
Para se ter uma ideia mais clara de todos os componentes do preço da gasolina cobrado na bomba, é preciso esmiuçar os valores de cada etapa desse processo: 33,0% são realização da Petrobras, 11,7% são os impostos federais (CIDE, PIS/PASEP e Cofins), 27,4% são dos impostos estaduais (ICMS), 15,7% são de custos do Etanol Anidro e 12,2% fazem parte da distribuição e revenda nos postos.
É importante destacar que toda a tributação dos combustíveis por estado, bem como os valores praticados na revenda são regulamentados por leis e normas brasileiras, principalmente a Lei 12.741/2012 que trata sobre as medidas de esclarecimento ao consumidor, de que trata o § 5º do artigo 150 da Constituição Federal; além de ter fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que ajuda promover a transparência da formação de preços de derivados de petróleo e biocombustíveis ao longo de toda a cadeia da produção ao consumidor final.
ICMS único em todo o Brasil
Diante de todos esses fatores que acabam por “engordar” os preços de combustíveis no País, o governo federal enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Complementar (PLP) 16/21. A proposta pretende unificar, em todo o País, as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidentes sobre combustíveis. A lista inclui gasolina, diesel, biodiesel, etanol e gás natural e de cozinha, entre diversos outros derivados de petróleo. A proposta já foi debatida por várias comissões da Câmara dos Deputados e agora aguarda votação no Plenário da casa.
Para a advogada tributarista, Renata Esteves, essa proposta pode beneficiar empresários e consumidores, uma vez que “o objetivo é o imposto incidir sobre o litro de combustível e não mais por percentual, que é a forma de cálculo atual. Dessa forma, o governo pretende fixar um valor único para todos os entes federados”, avaliou.
Tributos que devem ser repassados na revenda de combustíveis:
Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS);
Contribuição Social para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) – (PIS/Pasep);
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e álcool etílico combustível (Cide).
Como os combustíveis são produzidos
Os combustíveis são o produto final de uma longa cadeia produtiva, que depende de profissionais especializados e tecnologias modernas como, por exemplo, inteligência artificial, drones e submarinos não tripulados. A extração do petróleo, no Brasil, é realizada em águas profundas no oceano a até 7 mil metros de profundidade.
No local onde o petróleo está, no fundo do mar, poços e equipamentos submarinos trazem até a superfície. Nas plataformas, plantas industriais operam 24h por dia para separar o petróleo e fazer o envio até o continente, superando distâncias que podem chegar a 300 quilômetros da costa brasileira.
Ao chegar às refinarias, o petróleo passa por diversos processos químicos e físicos. As moléculas pesadas são purificadas e quebradas em partes menores, dando origem a vários produtos, como gasolina, óleo diesel e gás liquefeito de petróleo. Após todos esses processos, os combustíveis são vendidos para distribuidoras que, por sua vez, revendem aos postos de combustíveis.