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Deputadas buscam apoio para aprovar projeto que reserva vagas para mulheres no Legislativo

Integrantes da bancada feminina da Câmara dos Deputados pediram ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que o Projeto de Lei 1951/21, já aprovado pelo Senado, seja colocado em votação no Plenário nos próximos dias. O texto estabelece uma porcentagem mínima das cadeiras nos Legislativos (federal, estaduais e municipais) de forma escalonada até a eleição de 2038, quando, segundo a proposta, 30% das vagas serão reservadas às mulheres. Para que as regras já comecem a valer na eleição do ano que vem, é preciso que os deputados aprovem o texto até o outubro (um ano antes).

A procuradora da mulher na Câmara, deputada Tereza Nelma (PSDB-AL), afirmou que a bancada feminina tem trabalhado para aprovar a proposta. Segundo ela, o presidente foi receptivo à demanda das deputadas. “Esperamos para ter a reserva de vagas para as mulheres e estamos trabalhando nesse processo, é uma mudança de cultura, de atitude”, disse ela.

A deputada Celina Leão (PP-DF) destacou que a bancada está unida em torno da proposta. Ela defendeu que o texto do Senado seja mantido. “É um projeto escalonado de três ou quatro eleições e entendemos que teremos cadeiras efetivas para as mulheres fazerem parte do Plenário. E isso se reflete nos estados e municípios”, afirmou.

Pelo projeto, a reserva de vagas será aplicada a partir de 2022, de acordo com seguinte escalonamento:

I – 18% nas eleições de 2022 e 2024
II – 20% nas eleições de 2026 e 2028
III – 22% nas eleições de 2030 e 2032
IV – 26% nas eleições de 2034 e 2036
V – 30% nas eleições de 2038 e 2040.

 

DF tem 10 esportistas participando dos Jogos Paralímpicos de Tóquio

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O evento começa em uma semana, em Tóquio, com atletas locais em cinco modalidades

Chegou o momento de torcer, vibrar e se emocionar com os esportistas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. O evento começa no próximo dia 24 (terça-feira), a partir das 8 horas, horário de Brasília, com a cerimônia de abertura no Estádio Nacional do Japão. Fazem parte da delegação brasileira, formada por 260 atletas – incluindo desportistas que atuam como guias, calheiros, goleiros e timoneiro –, dez nomes que nasceram ou fizeram sua trajetória esportiva na capital do país.

Desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência visual, o golbol conquistou quatro esportistas da cidade. O brasiliense Leomon Moreno integra a equipe atual bicampeã da modalidade, mas em solo nacional defende a camisa do Santos Futebol Clube. Já a mineira Katia Silva e a brasiliense Jéssica Gomes treinam juntas no Centro Olímpico e Paralímpico (COP) de São Sebastião. Ana Gabriely Brito nasceu em Brasília, mas conheceu o golbol no Rio de Janeiro e atua no time do Serviço Social da Indústria (Sesi SP).

A turma do atletismo conta com três representantes locais. Beneficiada pelo Bolsa Atleta, programa da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), Rayane Soares participará, pela primeira vez, de uma edição dos Jogos Paralímpicos. Nessa questão, Ariosvaldo Fernandes, natural de Campina Grande (PB) e mais conhecido como Parré, e o atleta-guia Wendel de Souza Silva são mais experientes. Parré participa de sua quarta edição e Wendel, da segunda.

“O Bolsa Atleta e o Compete Brasília são essenciais para o cotidiano desses esportistas que superaram vários desafios em nome do amor ao esporte”Giselle Ferreira, secretária de Esporte e Lazer

Uma das maiores promessas brasilienses nos Jogos Paralímpicos, o campeão mundial nos 50m livre na classe S11 (com deficiência visual) Wendell Belarmino faz sua primeira participação. Ele já está se aclimatando e se exercitando em Hamamatsu, no Japão, e corre atrás do prejuízo após ter ficado uma semana parado devido aos protocolos estabelecidos por autoridades orientais. No Brasil, o jovem treina na Instituição Pro Brasil, no Centro de Excelência da Universidade de Brasília (UnB).

Há ainda mais dois representantes em distintas modalidades. Jady Malavazzi, no ciclismo, e Sergio Froes de Oliva, no hipismo. Ambos contam com a experiência de terem participado de edições anteriores. De Jandaia do Sul (PR), a ciclista integra o Time Para Capital, de Brasília, e se preparou, principalmente, nas áreas públicas do Lago Norte. Já Sérgio, do Brasília Country Club, disputa a quarta Paralimpíadas, após passar por seletivas em fevereiro deste ano.

Com a finalização dos Jogos Olímpicos, a secretária de Esporte e Lazer (SEL), Giselle Ferreira, se prepara para acompanhar o desempenho dos esportistas brasileiros no Japão. “Assim, como os atletas olímpicos, os atletas paralímpicos de Brasília podem contar com dois importantes incentivos da secretaria. O Bolsa Atleta e o Compete Brasília são essenciais para o cotidiano desses esportistas que superaram vários desafios em nome do amor ao esporte”, destaca.

Distrito Federal inicia imunização ao som de DJs para pessoas acima de 18 anos

A secretária Marcela Passamani reforça que a estrutura da pasta vai garantir um atendimento ágil, confortável e sem filas para os jovens| Foto: Jhonatan Vieira/Sejus-DF

Parceria das secretarias de Justiça e Saúde pretende animar e incentivar o público-alvo nas unidades do Itapoã, Recanto das Emas e Ceilândia

A partir do meio-dia desta terça-feira (17), a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) começa a atender, sem agendamento, pessoas acima de 18 anos nos locais de vacinação do programa Sua Vida Vale Muito, em parceria com a Secretaria de Saúde. Para atrair e animar os jovens, a Sejus convidou DJs que vão se apresentar na Praça dos Direitos do Itapoã e na Praça dos Direitos de Ceilândia, onde estarão disponíveis a primeira e a segunda doses.

No Centro Educacional Unificado (CEU) das Artes do Recanto das Emas, a população também contará com uma atração musical, mas o espaço está reservado apenas para aplicação da segunda dose.

“A iniciativa, além de promover a cultura hip-hop, visa atrair esse público mais jovem para a vacinação. Disponibilizamos, nos pontos de vacinação da Sejus, a infraestrutura necessária para que o atendimento seja ágil, confortável e sem filas”, ressalta a secretária da pasta, Marcela Passamani.

O programa Sua Vida Vale Muito já chegou à marca de 40 mil doses aplicadas da vacina contra a covid-19. O serviço nesses três pontos de apoio é feito por servidores da pasta e voluntários cadastrados no site do Voluntariado em Ação. As ações contam com a parceria da Caesb, Detran, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Parceria com aplicativo vai disponibilizar vouchers de R$ 20 para facilitar o deslocamento de pessoas da faixa etária

Parceria com o aplicativo 99

Para facilitar o deslocamento da população até os pontos de imunização, a Sejus firmou neste ano uma parceria com o aplicativo 99, que disponibiliza a distribuição gratuita de vouchers, no valor de R$ 20, às pessoas da faixa etária atendida na campanha de imunização.

Para obter um voucher, basta acessar o site e efetuar um rápido cadastro. Ao validar a faixa etária e cruzar os dados, automaticamente será liberado um código por vez para ser usado em até 14 dias, na ida e na volta da viagem.

Serão liberados R$ 20 para cada corrida de ida e volta. Caso o valor da viagem ultrapasse o voucher, o passageiro pagará a diferença. Se for menor, não haverá reembolso do valor, nem estorno.

O voucher poderá ser utilizado para vacinação em qualquer unidade de Saúde do DF ou para a ação Sua Vida Vale Muito, em qualquer um dos três pontos de imunização.

Confira os endereços do programa Sua Vida Vale Muito Vacinação

• Itapoã, na Praça dos Direitos – Quadra 203, no Del Lago, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
• Recanto das Emas, no CEU das Artes – Quadra 113, de segunda a quarta-feira, das 9h às 17h
• Ceilândia, na Praça dos Direitos – QNN 13, de segunda a quarta-feira, das 9h às 17h

Bolsonaro lidera com 35,7%, Lula 29,4%, Ciro Gomes 8,1%, aponta pesquisa

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Segundo levantamento do Grupo 6 Sigma João Dória 5,3%, Mandeta 3,3%, Datena com 2,5% completam o pelotão de trás

Faltando pouco mais de um ano para as Eleições de 2022 o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) larga na frente em busca da reeleição. Segundo pesquisa do Grupo 6 Sigma, divulgada nesta segunda-feira (16), Bolsonaro tem 35,7% contra 29,4% de Lula da Silva, do PT.

Ciro Gomes (PDT) vem em seguida com 8,1%, João Dória 5,3%, o ex-ministro Luiz Mandeta 3,3%, o apresentador de TV Datena com 2,5%, outros 1,3%. Votos brancos e nulos somam 9,4%, não sabe 4,7%, não informou 0,5%.

Foram utilizados mil formulários, distribuídos proporcionalmente em 169 municípios do Brasil. Nível de confiança da pesquisa é de 95%, e a coleta foi realizada entre os dias 5 e 13 de agosto.

 

GRUPO 6SIGMA –  O Grupo 6 Sigma tem mais de 10 anos de atuação como agência de consultoria especializada em pesquisa de mercado, eleitoral, avaliação, recall, imagem, e audiência. A empresa está sediada em Campina Grande (PB).

Em 2008, a empresa se destacou no cenário paraibano ao realizar a pesquisa boca de urna com bastante precisão e apenas 0,16% de erro.

Em 2010, num trabalho de consultoria estatística, desperta a atenção nacional ao estimar o resultado final das eleições com erro “zero”.

Em 2018, a empresa acertou a projeção que dava vitória ao então candidato Jair Bolsonaro, o que acabou se concretizando nos primeiro e segundo turnos.

Cientistas veem China com papel central e não creem em Talibã moderado

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Para eles, é preciso olhar com cautela promessas de moderação

Cientistas que estudam a geopolítica no Oriente Médio consideram que é preciso olhar com cautela para as promessas de moderação do Talibã. Também questionam os resultados obtidos pelos Estados Unidos (EUA) durante a ocupação que durou 20 anos e avaliam que os desdobramentos na região vão depender de como a China irá se movimentar diante do retorno do grupo extremista ao poder no Afeganistão.

“Estamos vendo algumas mudanças importantes. O grupo que foi derrubado pelos Estados Unidos há 20 anos está agora virando governo e, inclusive, sendo reconhecido por alguns países, como é o caso da China. Durante muito tempo, nas discussões sobre a geopolítica da região, se debatia o papel dos Estados Unidos, da Rússia, da Inglaterra. Pela primeira vez, precisamos entender qual será o papel chinês e qual vai ser a política chinesa para a região. Já está claro que os chineses vão negociar com os talibãs”, observa Fernando Luz Brancoli, pesquisador e professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Mais cedo, a China acenou para o novo governo afegão. A porta-voz da diplomacia chinesa, Hua Chunying, disse que o país respeita o direito do povo afegão de decidir seu próprio destino e deseja seguir mantendo relações amistosas e de cooperação com o Afeganistão. Ela ainda afirmou que a embaixada, situada na capital Cabul, manteria seu funcionamento normal.

Para o cientista político João Paulo Nicolini Gabriel, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mudanças na região irão muito além da relação entre Estados Unidos e Afeganistão. “Devido à sua localização, é um país que ocupa espaço extremamente importante no cenário asiático. A Ásia Central sempre foi muito importante. Agora precisamos olhar como os Estados Unidos, a China e Rússia vão lidar com o Afeganistão. São países que desempenham papel central. Mas um ponto pouco falado envolve os papéis do Paquistão e da Índia, que são essenciais, porque têm grande influência na região. Pode haver fricções e realinhamentos diplomáticos”, diz.

O Paquistão foi um dos poucos países que mantiveram relações diplomáticas com o Afeganistão, durante o período governado pelo Talibã na década de 90. Segundo João Paulo, as declarações do primeiro-ministro Imran Khan dão indícios de que o governo paquistanês está disposto a aceitar a volta do grupo extremista.

De outro lado, a situação impõe novas preocupações à Índia. O governo liderado por Narendra Modi, que costuma explorar politicamente crises com o Paquistão, poderá ficar em posição menos confortável com a saída das tropas norte-americanas do Afeganistão.

A volta dos talibãs ao poder foi consolidada no último domingo (15): o presidente afegão Ashraf Ghani deixou o país e o controle do palácio presidencial foi assumido pelos rebeldes. Tudo ocorreu sem que houvesse resistências.

Diante do cenário, os EUA precisaram acelerar a conclusão do processo de saída do país, em curso desde o ano passado: uma megaoperação para tirar às pressas diplomatas e cidadãos americanos foi montada pelas tropas norte-americanas, que ainda controlam o aeroporto. No entanto, imagens que ganharam repercussão internacional mostraram um caos no local, com milhares de civis desesperados para deixar o país se aglomerando junto aos aviões.

Para Brancoli, a rápida recuperação do poder pelos talibãs coloca em cheque os bilhões de dólares investidos pelos Estados Unidos no treinamento do Exército afegão. “Os armamentos deixados pelos Estados Unidos vão cair nas mãos dos talibãs. Tem até uma curiosidade: eles tinham lá os Super Tucanos, que são aeronaves construídas no Brasil junto com os Estados Unidos. Agora o Talibã tem acesso a eles. Não sei se vão saber pilotar”, observa.

Apesar das imagens com milhares de pessoas reunidas no aeroporto em busca de uma oportunidade de sair do país, o pesquisador avalia que a população não tem uma visão homogênea e não há uma repulsa generalizada contra os talibãs. Segundo ele, os moradores das áreas rurais são indiferentes ou apoiam o Talibã, e a elite urbana não é tão numerosa.

“É preciso lembrar que o Afeganistão é um país majoritariamente rural. E nas áreas rurais a população olhava para o governo central de forma muito desconfiada. Muitos consideravam um governo corrupto que não atendia aos seus interesses. Uma das explicações para o avanço tão rápido do Talibã seria, em parte, esse apoio da população local. Não houve grandes resistências nas partes periféricas. E quando chegou em Cabul, onde se esperava uma resistência um pouco maior, o próprio Exército parecia que já tinha desistido de lutar e não tinha interesse no conflito. O presidente fugiu”, acrescenta.

João Paulo observa que o governo afegão apoiado pelos EUA nunca teve 100% de domínio sobre o território do país, e os talibãs sempre controlaram algumas áreas. Ele avalia que, sobretudo nas grandes cidades, uma parte da população está apavorada. Há ainda imigrantes de diversos países buscando deixar o país. “Se pegarmos os últimos comunicados internacionais, da Índia por exemplo, vemos que há grande preocupação de como retirar seus cidadãos do Afeganistão. Outros países também tentam proteger suas populações”.

De acordo com o cientista político, o cenário revela a incapacidade da política norte-americana de alcançar certos objetivos, o que fez com que a ocupação tenha se arrastado por mais tempo do que se esperava. “Reformularam até o sistema eleitoral do país e não conseguiram garantir uma estabilidade. Ghani tinha dificuldade de manter popularidade. E justamente por isso havia tantos soldados norte-americanos lá”.

Legado

Tornando-se conhecido como grupo religioso fundamentalista na primeira metade dos anos 90, o Talibã foi organizado por rebeldes que haviam recebido apoio dos Estados Unidos e do Paquistão para combater a presença soviética no Afeganistão, que durou de 1979 a 1989, em meio à Guerra Fria. A chegada ao poder se consolida em 1996, com a tomada de Cabul.

Uma vez no controle do governo, o Talibã promoveu execuções de adversários e aplicou sua interpretação da Sharia, a lei islâmica. Um violento sistema judicial foi implantado: pessoas acusadas de adultério podiam ser condenadas à morte e suspeitos de roubo sofriam punições físicas. O uso de barba se tornou obrigatório para os homens e as mulheres não poderiam transitar e ser vistas publicamente sem a burca, que deveria cobrir todo o corpo. Televisão, música e cinema foram proibidos e as meninas não podiam frequentar a escola.

A ocupação dos EUA foi uma reação aos ataques às duas torres gêmeas do World Trade Center, arranha-céus situados em Nova York. Dois aviões atingiram os edifícios em 11 de setembro de 2001, derrubando-os e causando quase 3 mil mortes. Os EUA acusaram o Talibã de dar abrigo ao grupo terrorista Al Qaeda, que assumiu a autoria do atentado, e invadiu o Afeganistão em outubro de 2001. As ruas de Cabul foram tomadas em dois meses. Em 2004, eleições foram realizadas no país e, em 2011, as forças norte-americanas anunciaram a morte de Osama Bin Laden, líder da Al Qaeda.

Segundo Brancoli, durante os 20 anos de ocupação, ocorreu uma ampliação das liberdades civis e desenvolvimento econômico em alguns setores, mas também diversas denúncias de corrupção. “Houve grupos políticos que se beneficiaram desse momento, que ganharam prestígio, ganharam dinheiro. Em uma escala menor, tivemos mulheres entrando no mercado de trabalho, ocupando algumas funções governamentais, frequentando as escolas. Mas fica no ar até que ponto essas transformações serão mantidas”.

Esse legado, na visão do pesquisador não está garantido. “Eles estão dizendo que vão moderar e ser menos brutais do que foram na década de 90. Fico parcialmente desconfiado. A forma de governar do Talibã está muito pautada em práticas de violência e controle. Então, considerando seu histórico, até que ponto eles conseguem pensar a organização do país de outra maneira? Vamos ter que esperar pra ver, mas acho que essa moderação é meramente discursiva”.

João Paulo chama a atenção para o uso das redes sociais pelo Talibã, onde divulgam indícios de corrupção. “O que eles querem mostrar neste primeiro momento é que o governo de Ghani não representava a população”.

Retirada

A retirada gradual das tropas norte-americanas foi pactuada no ano passado em um acordo bilateral firmado entre o então presidente Donald Trump e o Talibã. O processo deveria ser concluído até maio deste ano. O grupo afegão se comprometeu a não dar abrigo a terroristas da Al Qaeda e do Estado Islâmico.

Eleito, o presidente Joe Biden assumiu a sucessão de Trump e manteve o processo em andamento, mas alterou o prazo: prometeu encerrar a ocupação até setembro, posteriormente antecipado para agosto. À medida que as forças dos EUA deixavam o país, ocorreu um rápido avanço das forças talibãs sobre as mais diversas cidades.

Para João Paulo, o processo de retirada das tropas foi influenciado também pela opinião pública nos Estados Unidos. “Os gastos militares nos Estados Unidos começaram a ser mais criticados depois da crise econômica de 2008. Há um longo debate, inclusive na academia, sobre a necessidade da intervenção no Afeganistão, que também pressionava por um plano de evacuação”.

A velocidade com que os talibãs retomaram o poder gera repercussões políticas nos EUA, com grupos de oposicionistas criticando a condução da saída do Afeganistão pelo governo de Joe Bidens. Ontem (15), em pronunciamento, o secretário de Estado, Antony Blinken, recusou comparações com o fim da Guerra do Vietnã em 1975, quando rodaram o mundo cenas da cidade de Saigon, em que se viam diplomatas desesperados para deixar a Embaixada dos Estados Unidos diante da aproximação dos vietcongues. “Isto não é Saigon. Fomos ao Afeganistão há 20 anos com uma missão em mente: lidar com as pessoas que nos atacaram em 11 de setembro, e essa missão foi bem-sucedida”, disse Blinken.

Patrimônio Histórico e Cultural ganha programação especial na Rede Carnavalesca

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Prosas online e ao vivo com grandes nomes, como Moa, da Aruc e FENASAMBA, e Darlan Rosa, fazem parte da programação

Dia 17 de agosto é celebrado o Dia Nacional do Patrimônio Histórico e Cultural. Para fortalecer e registrar a importância desta pauta, a Rede Carnavalesca realiza uma programação especial, de entrevistas e reflexões sobre o tema.  Na ocasião, as diversas linguagens do Carnaval serão abordadas na perspectiva do Patrimônio. Os convidados das entrevistas são: Moacyr Oliveira e Kaxitu Ricardo Campos, da Federação Nacional das Escolas de Samba -FENASAMBA (dia 17, 21h); Darlan Rosa, artista plástico consagrado no Brasil e mundo (dia 18, 20h); Maestro Fabiano, da Orquestra Marafreboi (dia 19, 21h) e Conceição Freitas, jornalista e dona da Banca da 308 Sul (dia 20, 21h). As lives acontecerão no Instagram da Rede Carnavalesca, com exceção da do Darlan Rosa, que será no Youtube.

Instagram: https://www.instagram.com/carnaval.carnavalesca

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCZK2iKo2d1oLmFKIgrU6AqA

Carnaval como Patrimônio

Atualmente existe um debate oportuno e contemporâneo para que o Carnaval seja registrado como Patrimônio. A iniciativa busca debater os caminhos para este registro, o poder Executivo e Legislativo, em comum acordo com o artigo 216 da Constituição, têm buscado executar a política de patrimônio do Carnaval. Existem diversas perspectivas, fragilidades e oportunidades de fortalecimento da Cultura Nacional. O frevo, o samba de roda, o maracatu são manifestações culturais registradas. Mestras e Mestres têm sido considerados Patrimônio Vivo. O Carnaval é reconhecido como patrimônio em alguns países (Venezuela, Colômbia, Uruguai, Cuba) e reconhecido pela Unesco como patrimônio apenas o Carnaval de Oruro, na Bolívia.

Em 2018, a nossa Rede Carnavalesca realizou um Seminário para debater o Carnaval, enquanto patrimônio do povo Brasileiro. Link: https://carnavalesca.org/2018/06/23/agenda-carnavalesca-programacao-do-seminario/

E desde então, segue com uma série de reflexões e ações sobre esta pauta.

“O Carnaval é o maior tesouro do povo brasileiro. É necessário garantirmos a liberdade, a diversidade, o rito e todas as benfeitorias e riquezas que o Carnaval proporciona. Compreendermos como funcionam as políticas de Patrimônio Histórico e Cultural é um exercício de cidadania muito relevante, neste momento de tantas transformações sociais e tecnológicas. Acreditamos na perspectiva de transformar o Carnaval, a maior festa do planeta, em Patrimônio Nacional. Trabalhamos para construirmos esta política pública e a certeza de podermos manifestar nossa liberdade, afetos e criatividade de fevereiro a fevereiro”, explica Juliana de Andrade, coordenadora da Rede Carnavalesca.

SERVIÇO
Carnalives – Especial de Patrimônio

– 17.08/terça-feira, 21h – Moacyr Oliveira e Kaxitu Ricardo Campos – FENASAMBA (Instagram @carnaval.carnavalesca)

– 18.08/quarta-feira– Darlan Rosa, 20h – Artísta Plástico (Youtube Rede Carnavalesca)

– 19.08/quinta-feira, 21h – Maestro Fabiano – Orquestra Marafreboi (instagram @carnaval.carnavalesca)

– 20.08/sexta-feira, 21h – Conceição Freitas – Jornalista e Proprietária da Banquinha da Conceição (Instagram @carnaval.carnavalesca)

Gratuitas

Classificação: Livre

Business Meeting reúne empresários de destaque do Distrito Federal

Evento, que será realizado no Clube do Choro, tem o objetivo de fomentar novos negócios. Por meio da ocasião, realizada pela MOAI, será possível promover conexões empresariais

A ideia de conectar empresários de diferentes ramos em uma única rede de networking ainda é um assunto recente e pouco explorado em Brasília. Esse tipo de negócio passou a ganhar mais visibilidade apenas em 2016, quando a MOAI surgiu na capital federal para apoiar e estimular o crescimento de trabalhos realizados por empreendedores na região.

Uma das estratégias de sucesso da empresa, capitaneada por Vinícius Postai, diz respeito aos encontros periódicos que são destinados aos seus membros. Neste mês, por exemplo, o Business Meeting, que ocorrerá nesta quinta-feira (19), a partir das 19h, no Clube do Choro, será o evento de destaque da rede.

“Ofereceremos um ambiente exclusivo para os empresários do nosso ecossistema premium. Por meio do Business Meeting, temos o intuito de gerar a interação dos membros dos Conselhos Estratégicos com os nossos membros e parceiros”, explica Victoria Hoff, diretora de Marketing da MOAI.

De acordo com Victoria, os Conselhos Estratégicos são ferramentas fundamentais dentro da rede para auxiliar os membros. Na prática, cerca de onze empresários são recebidos por um coordenador, em grupos diferentes, para debater temas do universo empresarial. A ação é realizada mensalmente pela MOAI e possui o intuito de trabalhar os desafios diários presentes no mundo do empreendedorismo.

“Estamos investindo em um lounge para que nossos parceiros estratégicos, que atuam conosco no dia a dia, possam destacar os seus trabalhos no evento. Desta forma, podemos fomentar ainda mais as conexões entre empresas. O escritório Vieira e Serra Advogados, a VOGA Invest, a Adde Valorem e a Proativa Comunicação são exemplos de confirmados de peso para a data”, complementa a diretora de Marketing.

Neste Business Meeting, Adriana Moya, presidente da Digital Group e coordenadora do Conselho Estratégico feminino da MOAI, estará presente para auxiliar na geração de conexão, engajamento e network para os maiores empresários de Brasília.

“A MOAI já é a maior rede de empresários de Brasília e um dos seus principais objetivos é apoiar os seus empreendedores no crescimento dos seus negócios. Eu coordeno um dos Conselhos Estratégicos e tem sido uma experiência incrível para mim e para as empresárias que participam. O evento será muito importante para conectar todos os empresários da rede. Essa troca será essencial para atingir o objetivo de gerar novos negócios”, destaca Adriana.

SERVIÇO:

MOAI – Disruptive Ideas

Telefone: (61) 98438 1366 ou (61) 3546-7509

E-mail: contato@mmoai.com.br

Endereço: Impacthub Brasilia – SGAN 601, Lote H – Asa Norte, Brasília (DF)

Site: mmoai.com.br/contato

Instagram: instagram.com/moaibrasil

Facebook: facebook.com/moaibrasil

Sobre a MOAI – Fundada em 2016, a MOAI surgiu com o propósito de apoiar empreendedores no crescimento de seus negócios por meio da troca de experiência prática. A empresa acredita que nada nada é mais valioso a um empresário do que a experiência prática de outro empreendedor. Aprender com erros e acertos, além de unir esforços, potencializam resultados.

Para isso, a equipe da MOAI desenvolveu uma metodologia própria para a condução de Conselhos Estratégicos entre empreendedores, nos quais é possível ir a fundo nas tomadas de decisões mais críticas e acompanhamento mensal de todos os seus desafios. Além disso, é oferecido conhecimento, conexão e oportunidades por meio de eventos e ações direcionadas.

Atualmente, a empresa conta com mais de 400 empreendedores reunidos em torno deste propósito: crescer os negócios e gerar um impacto positivo no mundo.

Obras avançam para evitar desperdício de água potável no DF

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Canais são substituídos para evitar vazamentos de água. Serviços não geram custos aos consumidores | Foto: Divulgação Caesb

Caesb já substituiu 2.214 ramais em Ceilândia, Samambaia, Gama, Jardim Botânico, Planaltina e Plano Piloto. Agora, serviços são realizados na QNP 30

A Caesb iniciou a quinta etapa do Plano de Manutenção Preventiva Programada de Substituição de Ramais. O objetivo da ação é diminuir os vazamentos nas tubulações de água e, consequentemente, o índice de perdas da Companhia, o que resultará em maior confiabilidade do sistema de fornecimento.

Uma das metas é melhorar as redes e os ramais de distribuição de água (instalação que liga a rede geral de água da rua com a rede interna do imóvel) em todo o DF. Ao todo serão substituídos mais 154 ramais na QNP 30 de Ceilândia. Desde novembro de 2020, quando o plano começou a ser executado, 2.214 ramais foram substituídos em Ceilândia, Samambaia, Gama, Jardim Botânico, Planaltina e Plano Piloto.

O trabalho desenvolvido é uma ação preventiva e não gera custo para os clientes. Durante a execução dos serviços, os técnicos da companhia farão a manutenção de redes de água, substituições de ramais prediais, assim como inspeções, levantamento dos dados e pesquisa de vazamentos.

No caso de serviços externos, está prevista a recomposição de pavimentação asfáltica e, internamente nas residências, as obras compreendem ainda a recomposição de calçadas, muretas e paredes onde for realizado o serviço.

Para a execução da obra, eventualmente será necessário acessar a residência dos moradores, gerando uma Ordem de Serviço (OS). Os empregados da Caesb estarão uniformizados portando crachá de identificação e irão adotar todas as medidas de prevenção ao coronavírus, como o uso de máscaras e álcool em gel. Em caso de portão fechado, será deixado um aviso de comparecimento com as devidas instruções.

Plano de Manutenção Preventiva

O Plano de Manutenção Preventiva Programada de Substituição de Ramais teve início em novembro de 2020. O projeto prevê a substituição de 20.360 ramais prediais de água até 18 de fevereiro de 2022. O contrato permite que esse número chegue a aproximadamente 30 mil.

Os vazamentos em ramais prediais, segundo estudos da Caesb, são os principais responsáveis pelas atuais perdas de água do sistema. Dessa forma, há a recomendação de uma gestão da infraestrutura, englobando a instalação e manutenção das tubulações, onde os ramais estão incluídos.

Eles devem ser padronizados e executados com material de qualidade. Em cenários desejáveis de redução do índice de perdas da Caesb, 2% dos ramais prediais devem ser substituídos por ano em locais onde ocorre maior incidência de vazamentos.

Conheça o Plano Distrital de Saneamento Básico, clicando aqui.

Distrito Federal aplica mais de 113 mil doses de vacina contra a Covid-19 em três dias

Mais de 98 mil pessoas receberam a primeira dose da vacina de sexta-feira a domingo

Em mais um final de semana de mutirão de vacinação, a Secretaria de Saúde aplicou 113.875 doses de vacina contra a covid-19 em três dias. Deste total, 98.758 correspondem a pessoas que receberam o imunizante pela primeira vez. Outras 14.493 pessoas receberam a segunda dose (D2) e 624, a dose única DU. A vacinação ao público acima de 20 anos terá continuidade nesta segunda-feira (16).

Na sexta-feira (13), foram vacinadas 87.062 pessoas, das quais 76.068 com a primeira dose, 10.508 com a segunda dose e 486 com a dose única. No sábado, 19 bases de vacinação estavam abertas para receberem o público-alvo. Foram vacinadas 18.367 pessoas com a D1, 2.434 com a D2 e 138 com a DU. Um total de 20.939 vacinas aplicadas.

Já neste domingo, 10 pontos de vacinação foram abertos. 4.323 pessoas foram vacinadas com a D1 e 1.551 com a D2, um total de 5.874 doses aplicadas. A vacinação em dose única não ocorreu neste domingo.

Plano Nacional de Testagem

Também neste final de semana o Distrito Federal foi escolhido pelo Ministério da Saúde para abrir o Plano Nacional de Testagem para a covid-19. O lançamento ocorreu neste sábado (14), no estacionamento da Feira do Importados. Na ação, 200 amostras de antígeno foram coletadas.

Os testes são produzidos pela Fundação Fiocruz. A expectativa é de que, até o final de agosto, sejam distribuídos 4 milhões de testes a todos os estados e municípios do Brasil. A primeira fase do plano prevê a testagem de mais de 60 milhões de brasileiros.

Nova remessa de vacinas contra Covid-19 chega a Goiás, com 157.080 doses

Dividida em duas etapas, entrega será realizada nesta segunda-feira. Primeiro lote, com 57.330 imunizantes Comirnaty, do laboratório Pfizer, chega às 14h15, no Aeroporto Internacional de Goiânia. Depois, 99.750 unidades da AstraZeneca, da Fiocruz, desembarcam às 23h55

O Governo de Goiás recebe mais dois carregamentos com um total de 157.080 doses de vacinas contra a Covid-19, enviados pelo Ministério da Saúde (MS). O primeiro lote chega ao Aeroporto Internacional de Goiânia na tarde desta segunda-feira (16/8), às 14h15, com 57.330 unidades do imunizante Comirnaty, do laboratório Pfizer. Já às 23h55, aterrissam em solo goiano mais 99.750 unidades da AstraZeneca, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O uso de todos os imunobiológicos AstraZeneca será como segunda dose, garantindo que o esquema vacinal dos goianos seja completado. Já as unidades do laboratório Pfizer serão destinadas para primeira aplicação e para reforço. Assim que passarem pelo processo de conferência na Central Estadual de Rede de Frio, na capital, as vacinas serão preparadas para envio aos municípios.

Conforme Resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de Goiás, as doses recebidas poderão ser utilizadas, na sua totalidade, para imunização por faixa etária, em ordem decrescente de idade.

Os grupos prioritários, como idosos, trabalhadores da saúde, educação ou pessoas com comorbidades, que ainda não se vacinaram, por algum motivo, terão prioridade independentemente da idade que estiver sendo atendida no momento.

Doses aplicadas

Até as 15h de sábado (14/8), Goiás aplicou a primeira dose de vacinas contra a Covid-19 em 3.496.725 goianos em todo o Estado. Com o esquema completo, seja pelo reforço ou pela aplicação de vacina em dose única, foram imunizadas 1.413.310 pessoas.