Início Site Página 1654

Goiás aumenta em 36% as doações de órgãos e tecidos

Enquanto no Brasil, durante o primeiro semestre, houve queda de 13% no número de doadores de órgãos, em Goiás, houve aumento de 36% nesse número, no mesmo período. Já os transplantes de órgãos e tecidos em Goiás aumentaram 12%, em comparação com o primeiro semestre de 2020

Idealizada para sensibilizar a população sobre a doação de órgãos e tecidos, a Campanha Setembro Verde contabiliza avanços. O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), registrou aumento de 36% no número de doadores e de 12% no de transplantes de órgãos e tecidos, no primeiro semestre de 2021, em comparação com o mesmo período do ano passado.

A gerente de Transplantes da SES-GO, Katiúscia Christiane Freitas, explica que manter as doações de órgãos e transplantes durante a pandemia foi um desafio para as Centrais Estaduais de Transplantes. Mas enquanto no Brasil, durante o primeiro semestre, houve queda de 13% no número de doadores de órgãos, em Goiás, houve aumento de 36% nesse número, no mesmo período.

Já os transplantes de órgãos e tecidos em Goiás aumentaram 12%, em comparação com o primeiro semestre de 2020. “Esse foi o resultado de investimentos do Governo de Goiás, do esforço dos profissionais e da sensibilização da população, que mesmo diante de um cenário de perdas,  conseguiu apoiar essa causa, que oferece oportunidade de vida a milhares de pessoas”, considera a gerente.

Atualmente, cerca de 46 mil pessoas aguardam na fila por um transplante no Brasil. Em Goiás, são 1,2 mil pessoas aguardando por um órgão ou tecido. No Estado, a espera é composta por 161 pacientes aguardando rins; 8, fígado; e 1.031, córneas.

Setembro Verde

A Gerência de Transplantes da SES-GO iniciou, nesta semana, ações em alusão ao Setembro Verde. Durante todo o mês, serão promovidas atividades em consonância com o Sistema Nacional de Transplantes. O Governo de Goiás realizará eventos e ações para incentivar as pessoas sobre a importância de se tornarem doadoras e manifestarem esse desejo aos seus familiares.

A cor verde dessa campanha é adotada para representar a saúde, a esperança e a liberdade, assim como agradecer o altruísmo e amor ao próximo demonstrados pelo doador. “A negativa familiar é ainda o principal motivo para a não doação. Muitos declinam do processo de doação, por crenças em informações desencontradas ou mesmo pela falta de informação adequada”, destaca Katiúscia.

Em Goiás, 57% das famílias recusam a doação de órgãos. O principal objetivo da campanha é esclarecer e incentivar a população a manifestar a seus familiares a intenção de ser um doador, ato que pode salvar até dez vidas e que é totalmente regulamentado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Sistema Estadual

A Gerência de Transplantes coordena todo o Sistema Estadual de Transplantes, atuando em todo o processo de notificação de morte encefálica, doação de órgãos e transplantes. Conta hoje com 115 profissionais capacitados e envolvidos diretamente nesse processo.

Na estrutura, há ainda três Organizações de Procura de Órgãos (OPO), unidades responsáveis por acompanhar os processos de diagnóstico de morte encefálica e doação de órgãos, de forma regionalizada no âmbito estadual. Essas unidades estão localizadas no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol)); no Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo); e no Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana).

Unidades que realizam transplantes em Goiás

Rins:

Hospital Geral de Goiânia

Santa Casa de Misericórdia de Goiânia

Hospital das Clínicas

Hospital Urológico

Hospital Santa Helena

Hospital Renaissance

Fígado:

Hospital Geral de Goiânia

Medula Óssea:

Hospital Araújo Jorge

Hospital Santa Mônica

Hospital Albert Einsten

Músculo Esquelético:

Hospital Ortopédico de Goiânia

Córneas:

23 equipes distribuídas pelo Estado

Contagem regressiva para casamento comunitário

0

Coração palpitando e frio na barriga. A união dos casais será domingo, dia 5 de setembro, no Museu da República

A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), com o apoio de 34 parceiros, organiza os últimos detalhes da 2ª edição do Casamento Comunitário em 2021, marcado para o próximo domingo (5), no Museu Nacional da República. Cada casal poderá levar somente quatro testemunhas para evitar aglomeração. A celebração será realizada pela juíza de paz Mirtala Carvalho Delmondez.

Entres os preparativos finais para o grande dia estão o recebimento dos vestidos de noiva ajustados pelo Senac, o recebimento das flores, a iluminação do espaço e a organização da sala de massagem para as noivas, além da sanitização do museu, visando o cumprimento das medidas de enfrentamento ao coronavírus.

“O dia está perto, nós recebemos as orientações e acho que será tranquilo. Com fé em Deus, vamos sair de lá bem e felizes”Marcelo de Oliveira, 33 anos, noivo

“Estamos preparando algo moderno, seguro e organizado para garantir a unidade familiar e o sonho de muitos casais. O objetivo da Sejus é promover o direito de poder oficializar o matrimônio, de modo solidário, sem que haja nenhum custo financeiro aos contemplados. Estamos preparando tudo para que o grande dia seja mágico”, disse a secretária Marcela Passamani.

A cerimônia obedecerá os protocolos de segurança, o que inclui a restrição de entrada de pessoas no local do evento, assim como ocorreu na 1ª edição do Casamento Comunitário de 2021, realizada em maio deste ano. “No último ensaio, explicaram como serão rígidos no dia do casamento por causa da covid-19, isso me deixou mais confiante e segura. A ansiedade está grande, não estou nem conseguindo dormir direito”, explicou, emocionada, a noiva Camille Maria, 18 anos.

Para o noivo Marcelo de Oliveira, 33 anos, a ansiedade também está grande. “O dia está perto, nós recebemos as orientações e acho que será um dia tranquilo. Com fé em Deus, vamos sair de lá bem e felizes. Também achei muito legal que terá esse momento de preparativos para as noivas. Esse apoio é muito importante”, completou.

“Há um clamor dos casais em vulnerabilidade por este grande momento. A secretária Marcela Passamani, sempre demonstrou muito respeito às famílias, isso nos traz à realização deste grande sonho dos noivos”, disse o secretário de Direitos Humanos, Juvenal Araújo.

Serviço

2º Casamento Comunitário 2021
Data: 05/09/2021
Local: Museu Nacional da República
Horário: 17h
A presença da imprensa estará liberada para cobertura a partir de 15h, mediante a credenciamento na entrada

Entrevista| “Até o final de 2022, vamos entregar aproximadamente 150 mil escrituras”

0
Wellington Luiz faz um balanço dos trabalhos desenvolvidos pela Codhab, fala dos planos de abertura permanente do cadastramento, da expansão da faixa de renda para atendimento e do que vem tornando as políticas públicas habitacionais do GDF referência para outras unidades da federação| Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Presidente da Codhab, Wellington Luiz, adianta que o GDF também vai realizar o sonho da casa própria de 20 mil famílias

A população de Brasília vive um avanço nas políticas públicas habitacionais. A avaliação do presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab), Wellington Luiz, é que, depois de assumir a gestão sem projetos nem entregas, o Governo do Distrito Federal (GDF) vai fechar 2022 no azul. “Serão 20 mil moradias para quem sonhava com a casa própria e a liberação de, pelo menos, 150 mil escrituras depois de dezenas de anos esperando a legalização de seus imóveis”, conta.

Quando assumiu a gestão em 2019, o governador Ibaneis Rocha encontrou o setor sem projetos encaminhados nem unidades habitacionais em construção. A determinação, nesse sentido, foi dar vazão à lista de chamamentos – e, a partir de agora, fazer uma limpeza para reduzir o tempo de espera de quem vive do aluguel ou de favor e busca condições favoráveis de ter o próprio imóvel.

O conceito dos conjuntos habitacionais no DF, inclusive, vem passando por uma mudança. A orientação é que todas as unidades sejam entregues com a devida infraestrutura, desde asfalto e energia elétrica, até equipamentos públicos, como Unidades Básicas de Saúde (UBS) e escolas.

Todos esses avanços colhem frutos. Em agosto, a Codhab-DF recebeu o prêmio Selo de Mérito, promovido pela Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos de Habitação – ABC e o Fórum Nacional de Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano – FNSHDU 2020.

A companhia tem atualmente nove postos de atendimento funcionando em Sobradinho, no Trecho 3 do Sol Nascente, no Itapoã, na Cidade Estrutural, em Samambaia, no Recanto das Emas, em Planaltina, em Brazlândia e na estação 112 Sul do metrô, no Plano Piloto.

Nesse Papo Aberto com a Agência Brasília, Wellington Luiz faz um balanço dos trabalhos desenvolvidos pela Codhab ao longo desses quase três anos de gestão, fala dos planos de abertura permanente do cadastramento, da expansão da faixa de renda para atendimento e do que vem tornando as políticas públicas habitacionais do GDF referência para outras unidades da federação. Confira os principais trechos.

Qual a avaliação da política habitacional conduzida hoje no Distrito Federal?

Nós iniciamos o governo com uma dificuldade muito grande, até porque o recebemos praticamente sem projeto algum. Essa talvez tenha sido a nossa maior dificuldade. Era uma terra completamente arrasada. Nada tinha sido “plantado”. E quando nada é plantado, é muito difícil ter algo para colher. Praticamente começamos do zero. O que nós estamos colhendo foi plantado na gestão do governador Ibaneis Rocha.

 

 

Não tinha nenhuma obra em andamento que precisava ser concluída e entregue?

Praticamente nenhuma. Eram projetos com muitos problemas. Um exemplo é o Itapoã Parque. Ele não rodava por causa do modelo instituído. E nós tivemos que alterá-lo para que ele efetivamente ocorresse. E muitos outros. Riacho Fundo, por exemplo, nós entramos com um investimento de mais de R$ 50 milhões para que pudesse proporcionar mais 3 mil unidades habitacionais. O Centro Urbano, que lançaremos nas próximas semanas, tem 6 mil unidades habitacionais. Eram projetos que não andavam. A Unidade Básica de Saúde (UBS) do Riacho Fundo II, que apesar de não ser moradia, estava sob a nossa incumbência de construção. Nós construímos e inauguramos, mas tinha uma série de problemas, inclusive no processo licitatório, que tivemos que cancelar o anterior e realizar um novo para conseguir entregar.

Como está a lista de chamamentos dos inscritos no programa de habitação? A fila é grande?

Enorme! Houve aí um problema muito sério que foi o incentivo às invasões. No passado, quando se invadia, tinha prioridade. Quem recebia as unidades habitacionais eram esses invasores. Então, o que nós fizemos? Exatamente o contrário. Quem invade hoje é punido, inclusive sendo retirado da lista. Agora priorizamos quem obedece a lei. Estamos fazendo uma “limpa” para saber quem está nessa lista. Hoje mal se conhece, pois temos, aproximadamente, 500 mil pessoas nela. Recentemente, estivemos no Sol Nascente onde as pessoas aguardavam 20, 25, 30 anos.. É comum chamarmos alguém e a pessoa já ter falecido. Lamentavelmente, esse é um dos problemas mais sérios.

E esse tempo de espera agora tem sido menor?

Muito menor. É óbvio que esse resultado será visto a médio e longo prazos. O governador Ibaneis vai lançar em breve um Plano de Habitação de Interesse Social onde nós temos a expectativa de, nos próximos cinco anos, termos catalogado 100 mil novas unidades habitacionais, por região administrativa, e as pessoas saberão o que tem para receber.

Quantas unidades foram entregues desde 2019?

As entregas ainda foram acanhadas, exatamente porque o programa habitacional não é apenas construir a moradia. Primeiro, se o faz o projeto, tem as licenças que precisam ser autorizadas, como a ambiental, tem o projeto urbanístico…Quando se conclui isso, aí sim você começa a obra. A obra mais rápida fica entre 12 e 18 meses. Uma obra pequenininha. Então, nós temos um governo de menos de três anos, com uma pandemia de um ano e meio, e nós já entregamos mais ou menos três mil unidades. Ainda assim, já atendemos até o final de agosto 2.056 novos proprietários, com a meta de terminar 2022 com aproximadamente 20 mil unidades entregues.

 

Quais os critérios de atendimento para quem quer ter um imóvel por meio da Codhab?

Ter mais de 18 anos, ganhar até 12 salários mínimos, ter pelo menos cinco anos de residência em Brasília, não nunca ter sido possuidor de imóvel e nem possuir imóvel no seu nome. Esses são os princípios básicos com base na Lei nº 3877.

E há faixas diferentes de atendimento?

Sim, temos cinco faixas. A faixa 1 é para renda familiar bruta é de 0 a R$ 1.800,00; a 1,5 é de R$ 1.800,01 a R$ 2.600,00; a 2, de R$ 2.600,01 a R$ 4.000,00; a faixa 3 é para renda mensal de R$ 4.000,01 a R$ 7.000,00; e, finalmente, a 4, de R$ 7.000,01 a 12 salários mínimos. A inovação da nossa gestão foi porque os governos anteriores separavam em até cinco salários mínimos. E como a Lei de Interesse Social permite até 12 salários mínimos, nós ampliamos as faixas. Isso porque a classe média – que aqui no Distrito Federal você pode se colocar nessa condição – que ganha de cinco a 12 salários mínimos, estava sendo expurgada do Distrito Federal ou comprando ilegalmente, sem escritura. Hoje o Estado tira o espaço da ilegalidade, já que as pessoas preferem comprar de forma correta e não ter dor de cabeça do que ir morar na informalidade. A gente tá falando de uma pessoa que ganha cerca de R$ 13 mil reais, com capacidade financeira para pagar. Mas antes essas faixas eram ignoradas, sendo que a Política Habitacional de Interesse Social permite a inclusão de quem ganha de seis a doze salários mínimos.

Qual a vantagem de adquirir um imóvel pela Codhab?

A primeira coisa é a garantia do Estado, assim como o financiamento pelos bancos credenciados, além da quantidade de parcelas com financiamento a médio e longo prazo. Além da fiscalização que o Estado faz para que as pessoas possam receber os seus imóveis.

Quem tem interesse em se cadastrar, o que deve fazer? Qual o primeiro passo?

Tem que te inscrever na Codhab. Inclusive, vem aí mais uma inovação. Atualmente há data prevista para se inscrever, mas a nossa diretoria já está analisando a possibilidade de deixar essa lista aberta o tempo todo. Hoje, uma pessoa completa dezoito anos e às vezes você fica três, quatro anos, cinco anos ou dez anos para esperar abrir a lista e poder se inscrever. Como se esse direito fosse tolhido nesse período. Então, a ideia é que com a lista aberta e completando os critérios, o cidadão possa se inscrever para obter um imóvel numa das nossas unidades habitacionais.

Essa inscrição é virtual ou presencial em um dos postos da Codhab?

Hoje ela tá virtual em razão da pandemia. Desde que nós assumimos aqui, estamos trabalhando para voltar a ser presencial. Nós temos que entender que a Codhab é um órgão de interesse social e quando nós chegamos o atendimento sempre foi por aplicativo. Mas essas famílias são em maioria carentes, muitas vezes sem acesso à internet. Então, é necessário até ter um aplicativo, mas tem que ter alternativas de acessibilidade. Então, a ideia é voltar sim ao atendimento presencial.

Como estão as regularizações fundiárias e quais os avanços promovidos pelo GDF?

Isso aí foi extraordinário. Só pra você ter ideia, a nossa previsão é até o fim do ano que vem entregar aproximadamente 150 mil escrituras – e eu estou falando de escritura de verdade. Não é aquela enganação que foi entregue no passado onde se concedeu um termo de ocupação e o cartório não reconhecia aquilo como documento. Agora não, pega a sua escritura, recebe da Codhab e vai pra sua casa, com aquilo que é uma certidão de nascimento do seu imóvel. Tem pessoas que esperam há 30, 40 anos. E agora nós vamos fazer isso em grande escala. Nós buscamos uma mudança para que isso pudesse ocorrer. Por exemplo, em Samambaia são 14 mil unidades habitacionais que vão receber suas escrituras. São as famílias que terão a sua tranquilidade. Tem o Sol Nascente: quase 10 mil famílias receberão suas escrituras. Então, imagina um universo de famílias que hoje não têm essa tranquilidade. Se a pessoa morrer, os seus filhos não têm nenhuma garantia. O cidadão não vai fazer financiamento, além da dificuldade da infraestrutura porque as cidades não são regularizadas. Temos a Cidade Estrutural, por exemplo, que fica a 10 quilômetros do Palácio do Planalto e não tem endereços. É inadmissível que a capital da sétima economia do mundo não tenha endereços para que os Correios possam chegar lá e entregar uma correspondência. E nós vamos regularizar agora.

CPI da Pandemia | Francisco, três senadores e o tiro que saiu pela culatra na CPI

0

Francisco Araújo falou tudo que lhe foi perguntado na CPI da Covid do Senado. Revelou até nomes de políticos que indicaram empresas para vender insumos a Secretaria de Saúde do DF

O plenário estava completamente vazio: sem o presidente Omar Aziz, sem relator o Renan Calheiros e sem holofotes.

Foi dessa forma que a CPI da Covid do Senado encerrou, na quinta-feira (02), a oitiva do ex-secretário de Saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo Filho.

A  pauta da oitiva de Francisco era para apurar que tipo de relacionamento o ex-secretário de saúde do DF tinha com a Precisa Medicamentos, empresa intermediária da venda da vacina indiana Covaxin ao Ministério da Saúde.

A mencionada empresa tornou-se um dos alvos de investigação da CPI da Covid.

O ex-secretário do DF negou que tenha favorecido a Precisa e deixou claro que os testes comprados foram certificados pela Anvisa, agência que avaliza a qualidade de medicamentos no país.

Porém, do meio para o fim dos trabalhos de apuração, a CPI foi transformada em um palco da política eleitoreira de Brasília.

Os senadores José Antônio Reguffe (Podemos), Izalci Lucas (PSDB) e Leila do Vôlei (Cidadania), todos da bancada brasiliense, tentaram a todo custo jogar o nome do governador do DF, Ibaneis Rocha no meio da história.

O palco da CPI refletia com clareza solar que os três senadores, todos candidatos ao Buriti, em 2022, e opositores de Ibaneis, se uniram em torno de uma só narrativa: envolver o nome do governador no caso que levou à prisão do ex-secretario.

A insistência foi grande, principalmente por parte do senador Izalci.

No entanto, o êxito não foi logrado e o tiro sai pela culatra.

O inquirido desmontou todas as narrativas criadas, deixando os três senadores candidatos ao Buriti sem mais perguntas.

A primeira a desistir foi Leila do Vôlei. Reguffe ficou sem graça com o que veio depois.

Ao ser apertado pelo senador Eduardo Girão, sobre os pedidos de indicações de empresas que participaram do certame da Secretaria de Saúde do DF, que resultou na operação falso negativo da Polícia Federal, Francisco Araújo jogou um balde de água fria no relator substituto Izalci  Lucas (veja Video):

 

 

Distrito Federal terá esquema especial de segurança para atos populares de 7 de setembro

0
(Valter Campanato/Agência Brasil)

Toda a área central da Capital Federal terá policiamento reforçado. Trânsito será fechado a partir de zero hora de terça-feira (7)

Sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF), as forças de segurança locais atuarão de forma integrada e seguindo protocolo elaborado previamente. O documento foi criado com base em levantamentos de inteligência e pactuado entre o governo e organizadores das manifestações previstas para a próxima terça-feira (7).

Arte: PMDF

“Vamos seguir os protocolos que vêm dando certo no planejamento e monitoramento de eventos deste porte. A SSP/DF, assim como as forças de segurança, tem uma vasta experiência em atuações em manifestações públicas. Nos reunimos com profissionais de todos os órgãos de segurança federais envolvidos direta e indiretamente nos eventos, bem como representantes dos manifestantes. A construção em conjunto da estratégia e a integração fazem parte da natureza do nosso trabalho. Com apoio e orientação do governador Ibaneis Rocha, vamos garantir que todos exerçam o direito de se manifestar pacificamente e com segurança”Júlio Danilo, secretário de Segurança Pública

Haverá reforço do policiamento em toda região central de Brasília. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) realizará linhas de revistas pessoais e bloqueios nas principais vias da Esplanada dos Ministérios e proximidades da Torre de TV. Desta forma, é imprescindível que a população esteja atenta às orientações dos órgãos de segurança e de trânsito. Por questões de segurança, conforme já vinha sendo adotado em outras manifestações do tipo, o acesso à Praça dos Três Poderes será restrito.

Também será proibido acessar as áreas em que serão realizadas as manifestações portando objetos pontiagudos, garrafas de vidro, hastes de bandeiras e outros materiais que coloquem em risco a segurança de manifestantes e população (ver relação de itens abaixo). Também fica restrita a utilização de drones sem autorização no espaço aéreo da Esplanada.

Os eventos serão monitorados pelo Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), com apoio de equipes em campo, para direcionamento de ações e atuação mais rápida, se necessário. O centro reúne 29 órgãos, instituições e agências do Governo do Distrito Federal (GDF) voltadas para segurança, mobilidade, saúde, prestação de serviço público e fiscalização. Além destas instituições, representantes do Governo Federal também participarão do monitoramento no Ciob, afirma o secretário de Segurança Pública, Júlio Danilo.

“Vamos seguir os protocolos que vêm dando certo no planejamento e monitoramento de eventos deste porte. A SSP/DF, assim como as forças de segurança, tem uma vasta experiência em atuações em manifestações públicas. Nos reunimos com profissionais de todos os órgãos de segurança federais envolvidos direta e indiretamente nos eventos, bem como representantes dos manifestantes. A construção em conjunto da estratégia e a integração fazem parte da natureza do nosso trabalho. Com apoio e orientação do governador Ibaneis Rocha, vamos garantir que todos exerçam o direito de se manifestar pacificamente e com segurança”, afirma o secretário de Segurança Pública, Júlio Danilo.

Haverá dois espaços para as manifestações. Os locais foram definidos juntamente dos organizadores dos eventos, que se reuniram no Ciob com representantes das forças de segurança, órgãos federais e do GDF envolvidos.

Os manifestantes pró-governo ficarão na Esplanada dos Ministérios. Já os manifestantes com orientações contrárias ao governo, irão se concentrar no estacionamento da Torre de TV

Os manifestantes pró-governo ficarão na Esplanada dos Ministérios. Treze grupos foram cadastrados pelo Núcleo de Atividades Especiais (Nucae), da SSP/DF. O ponto de encontro será a Biblioteca Nacional. De lá, seguirão pela Esplanada dos Ministérios e poderão chegar até a Avenida José Sarney, na ligação entre as vias S1 e N1. Os monumentos e prédios públicos estarão fechados com gradil e resguardados por policiais.

Já os manifestantes com orientações contrárias ao governo irão se concentrar no estacionamento da Torre de TV, a partir das 8h, ao lado da Praça das Fontes. De lá, seguirão em caminhada, a partir das 10h, até o Memorial dos Povos Indígenas. A PMDF fará a segurança do perímetro e acompanhará todo o trajeto.

A partir da 0h de terça-feira (7), será proibido o trânsito de veículos na Esplanada dos Ministérios. O bloqueio será entre a alça leste da Rodoviária do Plano Piloto até o 1º Grupamento de Bombeiro Militar, próximo à L4 Norte

Trânsito

A PMDF, com apoio do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), coordenará o bloqueio de vias e controle de trânsito na região central.

A partir da 0h de terça-feira (7), será proibido o trânsito de veículos na Esplanada dos Ministérios. O bloqueio será entre a alça leste da Rodoviária do Plano Piloto até o 1º Grupamento de Bombeiro Militar, próximo à L4 Norte.

Os ônibus das comitivas, assim como motocicletas e cavalos – como previsto pelos organizadores – deverão ser deixados no estacionamento da Praça da Cidadania, localizada ao lado do Teatro Nacional. As alternativas para quem precisar acessar a região serão as vias N2 e parte da S2, entre os ministérios e anexos. Policiais militares e agentes do Detran estarão nas vias W3 Norte (N2 e N3) e W3 Sul (S2 e S3) para controle e maior fluidez no trânsito.

Arte: PMDF

Os demais manifestantes poderão utilizar os estacionamentos da Rodoviária do Plano Piloto (parte superior) e dos setores de Autarquia, Bancário e Comercial. Os condutores deverão estacionar somente em locais permitidos, pois haverá fiscalização por parte dos órgãos de trânsito. (Veja infográfico)

A partir das 6h da próxima terça-feira (7), não será possível transitar com veículos da altura da W3 até a Funarte, no Eixo Monumental – nas vias N1 e S1. O trecho será destinado para os manifestantes com orientação contrária ao governo

W3 e Funarte

A partir das 6h da próxima terça-feira (7), não será possível transitar com veículos da altura da W3 até a Funarte, no Eixo Monumental – nas vias N1 e S1. O trecho será destinado para os manifestantes com orientação contrária ao governo.

O ponto de encontro deste grupo, a partir das 8h conforme informações dos organizadores, será o estacionamento da Torre de TV, ao lado da Praça das Fontes. A previsão é que iniciem a caminhada a partir das 10h. Eles seguirão até o Museu dos Povos Indígenas, onde será feita a dispersão.

Os locais indicados para estacionamento daqueles que seguirem para se manifestar nesta área será o Setor Hoteleiro Norte, Palácio do Buriti e Tribunal de Contas do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Importante lembrar que o estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha é privativo.

O Detran fará fiscalizações rotineiras em apoio operacional à PMDF. A aeronave da instituição será empregada para contribuir com a fluidez de trânsito, que poderá ser alterado nos casos necessários. A equipe de atuação semafórica estará de prontidão, caso seja necessário fazer alguma intervenção na área central.

O Eixão do Lazer funcionará normalmente, ou seja, estará fechado para veículos e permitida à passagem de pedestres. Já a W3 estará aberta para o trânsito de veículos, excepcionalmente nesta terça-feira (7).

A reabertura das vias será feita após o fim das manifestações e dispersão do público, mediante avaliação de cenário por parte das autoridades de trânsito.

Policiais militares estarão em toda a área central para garantir a ordem pública e a segurança dos frequentadores. Haverá linhas de revista próximas à Catedral (Buraco do Tatuí), nas escadarias de acesso aos ministérios – que estarão abertas de forma intercalada -, nas proximidades da via W3 e das vias S1 e N1, nas proximidades do setor hoteleiro Norte e Sul

Linha de revista

Policiais militares estarão em toda a área central para garantir a ordem pública e a segurança dos frequentadores. Haverá linhas de revista próximas à Catedral (Buraco do Tatuí), nas escadarias de acesso aos ministérios – que estarão abertas de forma intercalada -, nas proximidades da via W3 e  das vias S1 e N1, nas proximidades do setor hoteleiro Norte e Sul.

Os policiais farão, ainda, revistas pessoais em toda extensão do Eixo Monumental. As unidades especializadas das PMDF – como Cavalaria, BPCães e BOPE – e da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), como Divisão de Operações Especiais (DOE) e Divisão de Operações Aéreas (DOA), darão apoio à operação, posicionados em locais estratégicos e de prontidão.

“A intenção é que todos que acessarem a Esplanada dos Ministérios e proximidades da Torre de TV passem pelas linhas de revista. Este é um procedimento muito importante para a segurança do público e a Polícia Militar estará atenta a isso”, explica o chefe do Departamento Operacional da PMDF, coronel Jorge Eduardo Naime.

Flagrantes

Os flagrantes serão direcionados para o Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Parque da Cidade, para maior celeridade no atendimento e segurança. A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência – Decrin – foi escolhida para ser a base de funcionamento desta central, que funcionará exclusivamente para atender flagrantes das manifestações.

As demais ocorrências policiais serão concentradas na 5ª Delegacia de Polícia, responsável pela área. Haverá reforço no contingente da delegacia, além de policiais que estarão de prontidão para eventuais acionamentos.

A Diretoria – Dicoe – preparou uma central de denúncias exclusiva para as manifestações. Os registros serão direcionados ao Ciob, da SSP/DF, para maior celeridade e pronto atendimento de ocorrências.

O Departamento de Polícia Técnica (DPT), que engloba o Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto de Medicina Legal (IML) sobre terão os efetivos reforçados para atuação em perícias, caso necessário.

O CBMDF recomenda, em caso de sol forte e temperaturas elevadas, como ocorreu nos últimos dias, o uso de roupas leves, protetor solar, bonés ou chapéus. Também é aconselhável ingerir bastante água. Equipes da corporação estarão em diferentes pontos da Esplanada e poderão ser acionadas, além de viaturas para pronto atendimento a emergências pré-hospitalar, incêndio e salvamento

Corpo de Bombeiros

O CBMDF recomenda, em caso de sol forte e temperaturas elevadas, como ocorreu nos últimos dias, o uso de roupas leves, protetor solar, bonés ou chapéus. Também é aconselhável ingerir bastante água. Equipes da corporação estarão em diferentes pontos da Esplanada e poderão ser acionadas, além de viaturas para pronto atendimento a emergências pré-hospitalar, incêndio e salvamento.

Haverá, ainda, um posto de comando do CBMDF atuando junto ao posto de Comando da PMDF. Permanece a recomendação de, perante qualquer emergência, ligar para o telefone 193.

Os bombeiros utilizarão, ainda, a Plataforma de Observação Elevada (POE), com câmeras de alta resolução e alcance acoplados, para melhor observação da movimentação do público. A plataforma possui cinco câmeras superiores, que pode chegar a 15 metros de altura, sendo três fixas, uma térmica – que capta imagens por meio de calor – e uma giratória. Há também seis câmeras ao redor da viatura, que podem ser utilizadas para capturar imagens em planos inferiores.

Haverá, ainda, o emprego da viatura de Atendimento de Múltiplas Vítimas (AMV). Com ela, é possível atender um número maior de vítimas com primeiros socorros e resposta rápida, em casos necessários. Também haverá o reforço do efetivo que atende as chamadas do 193, para maior celeridade de envio de viaturas e pronto-atendimento, se necessário.

Vacinação suspensa

Devido às manifestações previstas, os postos de vacinação contra a covid-19 que ficam na área central de Brasília não irão funcionar em 7 de setembro. A medida, no entanto, não afeta as outras regiões administrativas. A partir das 18h, haverá vacinação na Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano.

Imprensa

Os locais de estacionamento (carros de links) para imprensa serão na Torre TV, acesso pela N1 ao Comando Móvel da PMDF, na base da Torre, e lateral do Ministério da Justiça, acesso pela N1 sentido Teatro Nacional/Ministério da Justiça. O limite para entrada será às 6h do dia sete de setembro.

Itens proibidos:

– Fogos de artifício e similares

– Armas em geral

– Apontador a laser ou similares

– Artefatos explosivos

– Sprays e aerossóis

– Mastros confeccionados com qualquer tipo de material para sustentar, ou não, bandeiras, cartazes etc

– Fogões e similares que utilizem gás e/ou eletricidade

– Garrafas de vidro e latas

– Armas de brinquedo, réplicas, simulacros e quaisquer itens que possuam aparência de arma de fogo

– Drogas ilícitas, conforme a legislação brasileira

– Substâncias inflamáveis de qualquer tamanho ou tipo

– Armas brancas ou qualquer objeto que possa causar ferimentos, mesmo que representem utensílios de trabalho ou cultural (a exemplo: tesouras, martelos, flechas, tacos, tacape, brocas)

– Quaisquer outros itens a serem divulgados, com antecedência mínima de 24 hs da Operação, pela PMDF e/ou SSP/DF e/ou GDF

Parlamentares defendem maior participação das mulheres na política

Parlamentares presentes ao 1º Encontro Nacional de Procuradorias da Mulher, realizado na Câmara dos Deputados no início desta semana, defenderam maior participação das mulheres na política. Deputadas e vereadoras destacaram a importância não apenas da reserva de candidaturas femininas, mas também de cadeiras efetivas nos parlamentos de forma gradativa e em suas mesas diretoras e ainda de recursos para campanhas e tempo de rádio e televisão.

O que se pretende é mudar a baixa representatividade das mulheres, que hoje ocupam apenas 15% das cadeiras da Câmara dos Deputados, por exemplo.

Para tratar de representatividade, violência política contra a mulher, atuação partidária e processos eleitorais, foi criado em junho deste ano, dentro da estrutura da Câmara, o Observatório Nacional da Mulher na Política. A entidade atua em conjunto com as assembleias legislativas fazendo pesquisas e produzindo conhecimento a partir dos dados coletados.

Coordenadora da bancada feminina na Câmara dos Deputados, a deputada Celina Leão (PP-DF) defendeu as cotas para as mulheres na política. Para ela, o ideal é que se chegue um dia a 50% de presença feminina nos Parlamentos.

“Muitas pessoas são contrárias às cotas, porque chegaram ao Parlamento sem elas. Eu cheguei aqui sem elas. Mas quantas mulheres não tiveram uma oportunidade, que nunca conseguiram chegar a lugar algum? As cotas são importantes para que vocês, se decidirem algum dia chegar a esse Parlamento, tenham a certeza de que pelo menos estão disputando de verdade”, disse Celina Leão.

No que diz respeito à atuação política da mulher, também foi detalhada, no encontro de procuradorias, a Lei 14.192/21, que caracteriza a violência política específica contra a mulher candidata ou no exercício do mandato. A lei é originada de uma proposta da deputada Rosângela Gomes (Republicanos-RJ).

Mais 114.380 imunizantes reforçam vacinação em Goiás

Novo carregamento engloba 39.500 unidades da AstraZeneca, 74.880 doses da Pfizer, todas para aplicação do reforço. Lotes integram remessa de um total 351.520 imunobiológicos, que começaram a chegar na quarta-feira. Governador Ronaldo Caiado alerta para perigo provocado pelos que não buscam imunização

Mais 114.380 vacinas chegaram a Goiás, o que dá novo fôlego à campanha de vacinação contra a Covid-19 no Estado. Na quinta-feira (02/09), às 23h45, chegaram 39.500 unidades da AstraZeneca, da Fundação Oswaldo Cruz. E nesta sexta-feira (03/09), às 9h, outro carregamento com 74.880 imunobiológicos da Pfizer foi encaminhado pelo Ministério da Saúde. Os lotes integram remessa com um total de 351.520 imunizantes, que começaram a chegar ao Estado ainda na quarta-feira (1º/09).

O primeiro carregamento do mês de setembro que desembarcou na capital estava composto de 192.680 doses da CoronaVac, do Instituto Butantan. Já nos primeiros minutos de quinta-feira (02/09), às 0h05, 44.460 imunizantes Comirnaty, do laboratório Pfizer, chegaram ao Aeroporto Internacional de Goiânia. São remessas que oferecem aos goianos mais motivos para colocarem a imunização em dia.

Como forma de incentivo a vacinação, o governador Ronaldo Caiado anunciou, na quarta-feira (1º/09), que Goiás deve adotar novas condutas no que diz respeito à adesão de programas sociais. O Estado estuda exigir comprovante de imunização contra a Covid-19 para que a população mais vulnerável tenha acesso aos benefícios.

Na ocasião, Caiado fez um apelo para que todas as pessoas dentro da faixa etária com vacinação autorizada que procurem os postos de imunização. “É inadmissível que existam pessoas que optaram por não se vacinar. Elas podem contaminar o ambiente e disseminar um vírus que causou prejuízo e ceifou muitas vidas em nosso Estado”, disse.

Atualmente, a maior parte dos municípios goianos vacina pessoas a partir de 18 anos. Em algumas regiões, a campanha já avançou para adolescentes. Os imunizantes serão remetidos aos municípios uma vez por semana para implemento das campanhas em cada localidade, conforme decisão da Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

Metade das vacinas da CoronaVac serão para uso como primeira dose (D1) e a outra como reforço (D2). O primeiro carregamento da Pfizer (44.460) será distribuído para D1 e D2. Já os imunizantes da AstraZeneca e a segunda remessa da Cormirnaty (74.880) serão todos destinados para aplicação do reforço, contribuindo para completar o esquema vacinal de quem já recebeu uma dose e está dentro do prazo para tomar a segunda.

O alerta do secretário de Estado da Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, é para que a população retorne aos postos para tomar a segunda dose. “É algo que nos preocupa, pois essas pessoas estão transitando sem completarem o esquema vacinal. Além de ainda estarem vulneráveis, elas podem se contaminar e infectar os outros”, assinalou. Ele lembra que a pandemia não acabou e que é fundamental que os goianos tenham consciência e ajudem no enfrentamento do vírus, fazendo o seu papel. “Evitem aglomerações, não saiam sem a máscara facial e utilizem álcool em gel”, listou.

De acordo com o Painel Covid-19 do Governo de Goiás, às 15h desta quinta-feira (02/09), 4.202.719 goianos estão vacinados com a primeira aplicação e 1.854.672 com o esquema vacinal completo, ou seja, com duas doses ou dose única.

Colha e Pague da Feira do Morango será nos dias 4 e 11 de setembro

0
A 25ª Feira do Morango de Brasília abre oficialmente nesta sexta-feira, 3 de setembro, às 19h, na sede da Associação Rural e Cultural de Alexandre de Gusmão (Arcag), Incra 6, Brazlândia

Interessados em participar devem agendar visita previamente pelo site do Põe na Cesta

Realizado em Brazlândia, na mesma região da feira, o Colha e Pague vai ocorrer na Chácara Fukushi, certificada na produção de orgânicos. Para participar, é necessário fazer um pré-cadastro no site do Põe na Cesta. No site, os interessados deverão indicar a data e o horário em que desejam fazer o passeio. Ao todo, serão quatro turmas de visita em cada um dos dias, às 9h, 10h30, 14h e 15h30. Após este procedimento, a equipe organizadora entrará em contato para confirmar a inscrição.

A localização da propriedade será enviada por whatsapp, para que o visitante possa chegar ao local seguindo a rota enviada. Por se tratar de área rural, com pontos sem sinal de internet, os organizadores recomendam que o mapa seja aberto antes do deslocamento.

A taxa de adesão é de R$ 45 para adultos e crianças com idades a partir de 10 anos. Crianças de 5 a 10 anos e pessoas com mais de 60 pagam meia. Crianças menores de quatro anos não estão isentas de taxas. Nestes valores estão incluídos a visita à plantação, consumo da fruta no local e suco de morango. O pagamento dos ingressos deverá ser feito por PIX.

Os que desejarem colher para levar para casa também terão a oportunidade. Neste caso, será cobrado o valor de R$ 30 o quilo. Além disso, haverá geleias de morango orgânico disponíveis para venda. Os morangos e geleias comprados à parte poderão ser pagos em dinheiro, cartão de crédito ou PIX.

Devido à pandemia de covid-19 e ao decreto do Governo do Distrito Federal (GDF) sobre cuidados sanitários, os grupos serão pequenos, de no máximo 20 pessoas. Portanto, quem quiser fazer o passeio precisa agendar o quanto antes.

Feira do Morango

A 25ª Feira do Morango de Brasília abre oficialmente nesta sexta-feira, 3 de setembro, às 19h, na sede da Associação Rural e Cultural de Alexandre de Gusmão (Arcag), Incra 6, Brazlândia. As atividades ocorrerão no primeiro fim de semana, se estendendo até o feriado de 7 de Setembro (dias 3, 4, 5, 6 e 7), e também no fim de semana seguinte (dias 10, 11 e 12), das 10h às 22h.

O evento é organizado pela Arcag e Instituto Rosa dos Ventos, com apoio da Emater-DF, Administração Regional de Brazlândia e Secretaria de Turismo.

Colha e Pague da 25ª Feira do Morango

Datas: 4 e 11 de setembro (sábado)

Horários: 9h, 10h30, 14h e 15h30

Inscrições: site do Põe na Cesta

Valores: R$ 45 (adultos e crianças com mais de 10 anos) e R$ 22,50 (crianças de 5 a 10 anos e pessoas com mais de 60). Menores de quatro anos não pagam.

Criança Feliz Brasiliense retoma as visitas domiciliares

0
O público-alvo do programa são famílias em vulnerabilidade social, com gestantes e crianças de até 6 anos de idade ou 72 meses de vida inscritas no Cadastro Único | Foto: Divulgação/Sedes

Meta do programa é atender 3,2 mil famílias nas regiões mais vulneráveis do DF

O visitador Matheus Trindade parecia brincar com o pequeno Ravi Samuel, de 9 meses. Porém, na verdade, aquilo era um somatório de técnicas pré-definidas para iniciar o processo de estimulação e desenvolvimento do bebê. Esse cenário ocorreu na manhã de quinta-feira (2), no Gama; durante a primeira visita domiciliar presencial do Criança Feliz Brasiliense em meio à pandemia da covid-19.

Lançado em 2019, o programa ampliou a meta de atendimento de 1,6 mil para 3,2 mil famílias. Em parceria com o Instituto de Educação, Esporte, Cultura e Artes Populares (Iecap), a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) vai atuar em 16 regiões administrativas do Distrito Federal.

São elas Paranoá, São Sebastião, Itapoã, Varjão, Brazlândia, Fercal, Sobradinho, Planaltina, Ceilândia, Estrutural, Taguatinga, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Samambaia, Recanto das Emas e Santa Maria. O público-alvo são famílias em vulnerabilidade social, com gestantes e crianças de até 6 anos de idade ou 72 meses de vida inscritas no Cadastro Único.

Para a mãe de Ravi, a retomada do Criança Feliz Brasiliense vai ser fundamental para o acompanhamento e desenvolvimento cognitivo e motor do filho. Porém, ela mostra outra importância do programa. “É um facilitador para a inserção em outros benefícios e auxílios governamentais”, frisou a dona de casa Larissa Julia de Brito.

“Precisamos destacar um dos perfis de que mais temos orgulho nessa iniciativa: a intersetorialidade. Não se trata apenas de uma ação da política socioassistencial, mas um trabalho capaz de articular com a saúde e a educação, entre outros”, explicou a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha, presente na casa da família durante essa retomada das visitas.

É importante ressaltar que, nesses encontros, os visitadores orientam sobre práticas que fortalecem o desenvolvimento da criança e os vínculos familiares, e sobre o acesso a serviços para a garantia de direitos.

Reconhecimento

O Distrito Federal está entre as cidades homenageadas pelo governo federal pelas ações realizadas em atenção à primeira infância. Nesta semana, a secretária Mayara Noronha Rocha recebeu condecoração durante a solenidade de encerramento ao Mês da Primeira Infância, celebrado em agosto. O evento foi promovido pelo Ministério da Cidadania.

O reconhecimento se deu pelo trabalho desenvolvido à frente do programa Criança Feliz Brasiliense, tornando o DF uma cidade modelo na implantação de políticas públicas para o público infantil.

“Estamos muito felizes em ver a condução do trabalho da equipe do DF. Inclusive, vimos o esforço em aumentar o número de famílias atendidas pelo programa, passando para 3,2 mil, e isso é muito importante”, disse a secretária nacional de Atenção à Primeira Infância do Ministério da Cidadania, Luciana Siqueira Lira, durante a solenidade que reuniu mais de 200 pessoas de forma presencial e virtual.

Hran reabre pronto-socorro para pacientes não covid

0
Os dados foram apresentados em coletiva de imprensa, nesta quinta (2), pelo secretário de Saúde, general Pafiadache, pela secretária adjunta de Assistência à Saúde, Raquel Beviláqua, pelo subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, e pelo diretor de Vigilância Epidemiológica, Fabiano dos Anjos | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Unidade já dispõe de 38 leitos da emergência remobilizados e, nos próximos dias, serão mais 108 de UCI e enfermaria

O pronto-socorro do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) já atende pacientes não covid. Dos 52 leitos existentes na emergência, 38 já foram remobilizados para atender a esse público e os demais estão em processo de conversão. O Hran é referência no atendimento de algumas especialidades, como queimados, cirurgias bariátricas e plásticas e está retomando gradativamente o seu perfil de assistência. Durante quase um ano e meio, o hospital foi mobilizado para ser referência no atendimento aos casos de covid-19.

Além da emergência, as alas da enfermaria e da unidade de cuidados intermediários (UCI) estão em processo de remobilização. São 108 leitos nesses locais, que gradativamente estão sendo remobilizados à medida que os pacientes internados recebem alta ou são transferidos para os hospitais de campanha, de acordo com suas condições clínicas. O processo de remobilização leva em conta vários fatores avaliados no período pandêmico, como a taxa de transmissão da covid-19, que hoje está em 1.08 e a taxa de ocupação de leitos, que está em cerca de 50%.

Os dados foram apresentados em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (2), pelo secretário de Saúde, general Pafiadache, pela secretária adjunta de Assistência à Saúde, Raquel Beviláqua, pelo subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, e pelo diretor de Vigilância Epidemiológica, Fabiano dos Anjos.

O processo de remobilização leva em conta vários fatores avaliados no período pandêmico, como a taxa de transmissão da covid-19, que hoje está em 1.08 e a taxa de ocupação de leitos, que está em cerca de 50%

“Estamos trabalhando em uma diretriz de centralizar os pacientes com covid-19 nos nossos três hospitais de campanha, liberando leitos nos hospitais regionais para que possamos ter o máximo de leitos de UTI, de enfermaria e retaguarda e aumentar a nossa produção cirúrgica. Esse é o nosso foco e a nossa preocupação: trabalhar para reduzir a fila de cirurgias eletivas”, afirmou o secretário general Pafiadache.

Taxa de ocupação de leitos

A secretária adjunta de Assistência à Saúde, Raquel Beviláqua, apresentou os resultados sobre a remobilização de leitos. “A taxa de ocupação dos leitos de UTI está em 56,59%, o que configura uma certa tranquilidade para continuarmos conduzindo a remobilização dos leitos em função das outras atividades assistenciais de cada hospital. Considerando os leitos com suporte ventilatório pulmonar, temos hoje uma taxa de ocupação de 32,67% e de UTI geral de 85,71%. Esses dados nos dão a tranquilidade para continuarmos com o processo de desmobilização”, explica a secretária.

“Esse é o nosso foco e a nossa preocupação: trabalhar para reduzir a fila de cirurgias eletivas”General Pafiadache, secretário de Saúde

O subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, informou a previsão da chegada de mais vacinas ao DF. No entanto, os imunizantes previstos são todos para completar o esquema vacinal de quem já recebeu a primeira dose. “Recebemos na noite de ontem 19.890 vacinas Pfizer-BioNTech.

“Hoje, devem chegar outras 9.750 doses de AstraZeneca e, amanhã pela manhã, outras 28.080 doses de Pfizer. Todas para a segunda dose”, revela. Ainda não há previsão, para os próximos dias, da chegada de mais doses de vacina para D1.

Variante Delta

Hoje, no Distrito Federal, existe a predominância da variante Delta entre os casos de covid-19 associados a novas variantes. Por este motivo, a Vigilância Epidemiológica considera a transmissão comunitária no Distrito Federal. Das amostras sequenciadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), 241 foram positivas para a variante Delta. Até o momento, cinco óbitos foram confirmados em moradores do DF, um em morador do Entorno, mas descoberto no DF, e outros dois estão em investigação.

De acordo com Fabiano dos Anjos, o avanço da campanha de vacinação e a manutenção das medidas não farmacológicas, como o uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos com álcool em gel, são capazes de reduzir a transmissão do vírus. “Temos observado uma queda no número de óbitos e isso pode estar diretamente associado ao avanço da vacinação”, observa Fabiano dos Anjos, diretor da Vigilância Epidemiológica. Ele afirma que “a vacina é a medida mais efetiva de proteção, principalmente de gravidade, óbito e hospitalizações por gravidade”.

O Hran passa por reforma e readequação no pronto-socorro, onde foi isolada a área onde funcionava a antiga recepção; no local, serão disponibilizados 14 novos leitos | Foto: Divulgação/SES-DF

Remobilização no Hran

Embora o perfil de atendimento dos hospitais regionais que estavam mobilizados a atender pacientes covid mude nos próximos dias para não covid, os pacientes com sintomas respiratórios continuarão a ser avaliados e atendidos na unidade. Porém, havendo necessidade de internação, eles serão direcionados a um dos hospitais de campanha. No Hran, a previsão é que até a próxima segunda-feira todos os 52 leitos da emergência estarão remobilizados e disponíveis para atender pacientes não covid.

Além disso, a unidade passa por reforma e readequação no pronto-socorro, onde foi isolada a área onde funcionava a antiga recepção e, neste local, serão disponibilizados 14 novos leitos. É o que explica o superintendente da Região de Saúde Central, Pedro Zancanaro.

“Com a readequação do pronto-socorro teremos 52 leitos não covid e 14 leitos em área isolada, para pacientes covid. Adaptamos todos os espaços para ter um fluxo limpo e não ter risco de pacientes com covid-19 terem contato com pacientes sem sintomas respiratórios. Fechamos as paredes até o teto e como estamos com leitos vagos no PS, oferecemos 10 vagas para dar suporte ao Hospital Regional do Guará”, informa.

Hoje, há somente quatro pacientes positivos para a covid-19 internados no pronto-socorro do Hran. O 6º e 7º andar do hospital ainda possuem enfermarias para pacientes com covid-19, mas serão totalmente desmobilizadas nos próximos dias. “O 6º andar deverá funcionar como enfermaria não covid e o 7º deverá ser destinado aos pacientes cirúrgicos da cirurgia plástica e da ginecologia e obstetrícia”.

Segundo Zancanaro, a prioridade é voltar o Hran à assistência não covid. “Os 20 leitos de UTI já foram remobilizados para pacientes sem covid-19. Desde novembro as cirurgias estão com fluxo duplo, com uma sala exclusiva para os pacientes com covid-19. Também tem fluxo duplo a ginecologia e obstetrícia, que atende pacientes covid e não covid”, informa.

No caso da cirurgia geral, a especialidade está totalmente voltada para pacientes não covid. O Hran já voltou a realizar procedimentos cirúrgicos eletivos como, cirurgias plásticas, bariátricas, urológicas e cirurgias gerais (hérnias e vesículas). Hoje, são cinco salas do centro cirúrgico funcionando, onde são realizadas duas cirurgias por período, totalizando 60 procedimentos eletivos semanais. Além dos procedimentos de emergência.

“Com os hospitais de campanha e o avanço da vacinação, houve um declínio da doença e, com isso, a própria equipe solicitou que a gente retomasse o Hran à assistência não covid, tendo em vista que ficamos por 1 ano e meio totalmente mobilizados para a covid-19”, afirma.

O superintendente destaca também que o Hran é credenciado no programa de residência médica e muitas especialidades foram prejudicadas por conta da pandemia. Por isso, é interessante que o hospital volte a atender na sua integralidade, porque os residentes precisam aprender e garantir qualidade em suas formações.

“Com a pandemia, os residentes de especialidades como cirurgia geral tiveram que ir para outros hospitais e precisamos voltar a ter residentes aqui de diversas especialidades, caso contrário, perderemos o credenciamento junto ao programa de residência médica”, conclui.