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Presidente da Câmara, Arthur Lira pede pacificação entre Judiciário e Executivo

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Lira destacou que o país foi construído com união e solidariedade

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta quarta (8) que a Casa vai se posicionar como ponto de pacificação entre Judiciário e Executivo. Lira disse também que não há mais espaço para radicalismos e excessos e que a Câmara está aberta a conversas e negociações para diminuir o atrito entre os Poderes.

“A Câmara dos Deputados apresenta-se hoje como um motor de pacificação. Na discórdia, todos perdem, mas o Brasil e a nossa história têm ainda mais o que perder. Nosso país foi construído com união e solidariedade e não há receita para superar a grave crise socioeconômica sem estes elementos”, afirmou Lira.

O presidente da Câmara fez o pronunciamento na tarde desta quarta-feira, após os atos de ontem, nos quais o presidente da República, Jair Bolsonaro, fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde é alvo de quatro investigações. Na ocasião, o presidente disse que não aceitará mais as decisões proferidas pelo ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro também criticou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e defendeu o voto impresso, com contagem pública.

“Diante dos acontecimentos de ontem, quando abrimos as comemorações de 200 anos como nação livre e independente, não vejo como possamos ter ainda mais espaço para radicalismo e excessos. Esperei até agora para me pronunciar porque não queria ser contaminado pelo calor de um ambiente já por demais aquecido. Não me esqueço um minuto que presido o Poder mais transparente e democrático”, disse.

Constituição

Lira ressaltou que os Poderes têm suas limitações e devem se circunscrever ao que diz a Constituição. Ele acrescentou que não vai permitir questionamentos sobre decisões tomadas como a que rejeitou um projeto sobre voto impresso.

“Os Poderes têm delimitações – o tal quadrado, que deve circunscrever seu raio de atuação. Isso define respeito e harmonia. Não posso admitir questionamentos sobre decisões tomadas e superadas – como a do voto impresso. Uma vez definida, vira-se a página”, afirmou.

Em outro trecho do pronunciamento, Lira também afirmou que a Câmara quer seguir com as suas prerrogativas, entre elas, seguir votando o “que é de interesse público”. Segundo o presidente da Câmara, quando Oscar Niemeyer e Lúcio Costa imaginaram a Praça dos Três Poderes colocaram as sedes de cada poder equidistante uma das outras.

“Equidistantes – mas vizinhos e próximos suficientes para que hoje a gente possa se apresentar como uma ponte de pacificação entre Judiciário e Executivo. E é este papel que queremos desempenhar agora. A Câmara dos Deputados está aberta a conversas e negociações para serenarmos. Para que todos possamos nos voltar ao Brasil real que sofre com o preço do gás, por exemplo”, disse.

Lira disse que vai continuar conversando com todos e que é hora de “dar um basta a esta escalada, em um infinito looping negativo”.

“Bravatas em redes sociais, vídeos e um eterno palanque deixaram de ser um elemento virtual e passaram a impactar o dia a dia do Brasil de verdade. O Brasil que vê a gasolina chegar a R$ 7 reais, o dólar valorizado em excesso e a redução de expectativas. Uma crise que, infelizmente, é superdimensionada pelas redes sociais, que apesar de amplificar a democracia, estimula incitações e excessos”, disse.

Eleições

O presidente da Câmara disse que a Constituição “jamais será rasgada” e que o país tem um compromisso inadiável com as próximas eleições.

“O único compromisso inadiável e inquestionável que temos em nosso calendário está marcado para 3 de outubro de 2022. Com as urnas eletrônicas. São nas cabines eleitorais, com sigilo e segurança, que o povo expressa sua soberania”, afirmou.

Livre expressão

Lira também fez referência ao Judiciário e disse que vai seguir defendendo o direito dos parlamentares à livre expressão.

“Assim como também vou seguir defendendo o direito dos parlamentares à livre expressão – e a nossa prerrogativa de puni-los internamente se a Casa com sua soberania e independência entender que cruzaram a linha”, afirmou Lira em referência a decisões do STF que atingiram deputados, como Daniel Silveira (PSL-RJ) e Otoni de Paula (PSC-RJ).

Terceira dose da vacina contra a Covid-19 deve ser aplicada 8 meses após a segunda, diz especialista

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Ethel Maciel (Foto Fernando Madeira)

A epidemiologista da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel, disse ao portal Brasil61.com que a dose de reforço da vacina contra o coronavírus já deveria estar sendo preparada para os vacinados em janeiro

As discussões e estudos sobre a aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19 na população brasileira estão a todo o vapor. Na semana passada, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou a necessidade da dose de reforço, principalmente em idosos e pessoas com comorbidades. Para explicar melhor sobre a importância da terceira aplicação dos imunizantes contra o coronavírus, o Brasil 61 Entrevista conversou com a epidemiologista da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel.

Inicialmente, os estudos apontavam a necessidade da dose de reforço apenas em grupos selecionados (idosos, comórbidos e imunossupressores). Porém, com o surgimento de novas cepas do SARS-COV-2, a ideia é que agora toda a população receba a terceira dose. “Com o tempo, a resposta imunológica de todos nós, independente de termos o sistema de defesa bom ou comprometido, cai. Então, além da terceira dose em grupos específicos, todas as pessoas, depois de 8 meses da segunda vacina, vão tomar uma dose de reforço”, explica Ethel Maciel.

O Ministério da Saúde já encomendou uma pesquisa para avaliar a necessidade de uma terceira dose para verificar a intercambialidade da Coronavac com outros imunizantes disponíveis no País: Astrazeneca/Oxford, Pfizer e Janssen. Entretanto, a pasta ainda não sabe informar quando o processo de imunização da dose de reforço terá início, pois ainda são necessários mais dados científicos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também autorizou estudos de terceira dose das vacinas da Pfizer e AstraZeneca no Brasil, que também estão em fase de testes.

Segundo Ethel Maciel, dados dos Estados Unidos indicam que a população americana que tomou a vacina contra o coronavírus no início da campanha de imunização já apresenta doenças mais graves, mesmo que vacinada. Ou seja, o Brasil já deveria estar aplicando a dose de reforço nas primeiras pessoas que se vacinaram para evitar maiores complicações de saúde.

“O Brasil tinha comprado doses para esse ano, com o intuito de terminar uma campanha. Agora, já estamos com novas evidências, tendo a necessidade de fazer uma terceira dose para grupos específicos e pensar na dose de reforço para todos os grupos vacinados. Isso tudo precisa entrar no planejamento do Programa Nacional de Imunização (PNI).”

A epidemiologista destaca, ainda, que o surgimento das variantes do coronavírus impactou nas discussões sobre a necessidade da terceira dose no Brasil. Confira a entrevista na íntegra e mais detalhes sobre o assunto no vídeo abaixo.

Fonte: Brasil 61

Pandemia causa impactos na alfabetização de crianças

Pelo PNE, Brasil deve zerar taxa de analfabetismo até 2024

No Brasil, 11 milhões de pessoas são analfabetas. São pessoas de 15 anos ou mais que, pelos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não são capazes de ler e escrever nem ao menos um bilhete simples. 

Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), Lei 13.005/2014, que estabelece o que deve ser feito para melhorar a educação no país até 2024, desde o ensino infantil até a pós-graduação, o Brasil deve zerar a taxa de analfabetismo até 2024.

No Dia Mundial da Alfabetização, celebrado hoje (8), a Agência Brasil conversou com professores que trabalham com a alfabetização de crianças sobre os impactos da pandemia na etapa de ensino e sobre a rotina desses profissionais.

Sem tempo para cansaço

O professor do terceiro ano do ensino fundamental da Escola Classe Comunidade de Aprendizagem do Paranoá, no Distrito Federal, Mateus Fernandes de Oliveira diz que ainda não conseguiu parar para sentir o cansaço que todo o período de pandemia causou até aqui. Nos últimos 18 meses, ele precisou lidar com diversas situações, incluindo famílias de estudantes com fome. Foi preciso que a escola se organizasse para distribuir cestas básicas nas casas dos alunos.

“A gente estava falando de falta de alimentos em casa. Famílias passando por necessidades. Não era possível cobrar de uma família que estava preocupada com alimentação que desenvolvesse um processo de escolarização em um momento como este. A gente entendeu que a escola pública, como parte do Estado, tem responsabilidade social. O Estado deveria cuidar das necessidades básicas, mas não estava dando conta. A escola teve que se mobilizar”.

Enquanto a escola esteve fechada, o professor chegou até mesmo a visitar os estudantes pessoalmente, levar para eles as atividades e verificar como estavam. A maior parte dos alunos não tinha acesso à internet e acabava não participando das aulas online. Agora a escola voltou em um modelo híbrido, intercalando ensino presencial e ensino remoto.

Oliveira percebe que as desigualdades se acentuaram. Aqueles alunos que vêm de um contexto familiar em que a leitura faz parte do cotidiano, em que há livros e revistas em casa, chegam agora ao terceiro ano do fundamental sabendo ler e escrever. Aqueles que moram em casas com pouca ou nenhuma leitura, às vezes sem mães e pais alfabetizados, acabam tendo um conhecimento aquém do esperado para crianças com 8 ou 9 anos de idade.

“Não dá para considerar este ano como só este ano. É pensar este ano e o seguinte como duas coisas contínuas, porque senão a gente se exaspera e atropela os processos. Atropela o tempo de entender o que a gente sentiu e o que está sentindo e de perceber que caminhos pode trilhar. A gente pode acabar até gerando o contrário do que gostaria. Em princípio, é preciso ter calma e, ao mesmo tempo, saber que não temos tempo a perder”.

Trabalho redobrado

Em Corumbá (MS), foi com cachorrinhas que a professora da Escola Municipal Almirante Tamandaré, Sonia Bays, conquistou os alunos e conseguiu medir o que eles haviam aprendido em um ano de pandemia. Ela dá aula para o primeiro ano do ensino fundamental, estudantes de 6 anos, que estão começando a ser alfabetizados. “Queria fazer algo mais lúdico. Acredito que as crianças são penalizadas por estar longe da escola. Criança em fase de alfabetização precisa da escola”, diz.

Diante das dificuldades de ensinar a distância e por meio de tecnologias, ela gravou um vídeo apresentando os próprios animais de estimação e pediu que os pais estimulassem os filhos a fazer o mesmo com seus bichinhos. “Na fase da alfabetização, a criança precisa de oralidade. Ela fala e depois transfere para o papel. É preciso estimular essa espontaneidade, essa fala das crianças”.

Ao pequeno grupo que estava sendo atendido presencialmente em horários especiais na escola, ela pediu que desenhasse e, se soubesse, escrevesse os nomes dos animais. Foi assim que avaliou o que os alunos sabiam e aquilo em que tinham dificuldades. Com base nas atividades desenvolvidas com as crianças, surgiu o trabalho Alfabetização e Infância em Tempos de Pandemia, apresentado em agosto no 5º Congresso Brasileiro de Alfabetização.

A maior parte dos alunos de Sonia está em situação de vulnerabilidade. Não é raro que as famílias tenham apenas um celular com acesso limitado à internet. A estratégia muitas vezes, durante mais de um ano de pandemia, era mandar vídeos por whatsApp, para que os responsáveis baixassem usando a internet do trabalho e, depois, mostrassem para as crianças.

No ano passado, ela chegou a conhecer os alunos pessoalmente, antes do fechamento das escolas por causa da pandemia. A turma desse ano, no entanto, era uma lista com 23 nomes e contatos. Sonia fez questão de entrar em contato com cada um por ligação e conversar com alunos e famílias. A logística não foi simples, alguns estudantes precisaram ir para uma área com wifi aberto, para receber a videochamada.

A escola foi retomando aos poucos o ensino presencial. Primeiro, apenas uma vez por semana para atender aos alunos que não tinham acesso a aulas remotas. Agora, a escola voltou às aulas presenciais em esquema de revezamento, com turmas reduzidas.

“Os professores, cada um de uma série, selecionaram os conteúdos que seriam prioritários, que seriam essenciais. Não vamos ter como dar conta de tudo. Estamos focando em leitura e escrita”, diz e acrescenta: “Os alunos não perderam o ano, eles ganharam a vida. Se antes já tínhamos déficit de aprendizagem, agora também temos, ainda maior. Teremos que redobrar o trabalho para vencer isso”.

Da sala para a tela

professor Ricardo Fernades
Professor Ricardo Fernades – (Foto Michell Albuquerque/SME)

Depois de oito anos nas salas de aula no Rio de Janeiro, o professor Ricardo Fernandes assumiu, em 2019, o cargo de assistente de Gerência de Alfabetização e Anos Iniciais da Secretaria Municipal de Educação. No ano passado, com a pandemia, Fernandes passou a gravar aulas e podcasts para os estudantes da rede municipal, por meio da prefeitura, para garantir a educação remota. Ele, de repente, passou a alcançar um público muito maior.

“Acaba que você, que está produzindo uma vídeoaula, você não vira só o professor de uma turma. A sensação que dá é que você vira professor de muitas turmas. Essa foi uma estratégia muito importante para muitas crianças que estavam em casa”, diz.

Foi preciso, segundo Fernandes, recriar, com tecnologia, espaços alfabetizadores. Além de o formato ser um desafio, foi preciso também repensar o conteúdo de alfabetização, incluindo as famílias. “Todas as vezes que a gente pensa um material agora, a gente pensa que essa família vai assistir junto, vai ajudar na mediação desse conteúdo. Então as aulas agora são pensadas na perspectiva mais coletiva. Quem está escutando o que essa criança fala? Quais as perguntas que essa criança pode fazer para essa pessoa? É esse processo de uma educação coletiva que traz para a alfabetização um novo caráter”.

O professor conta que, durante a pandemia, as trocas entre os professores da rede de ensino ajudaram a desenvolver novas estratégias para chegar aos alunos e também ajudaram os próprios profissionais a não se sentirem isolados. Fernandes ressalta, no entanto, que mesmo com o esforço, há estudantes que precisarão de mais atenção. “A gente sabe que existe um público que historicamente está alijado do contexto de alfabetização e de educação, e esse contexto foi intensificado com a pandemia”.

Estudo encomendado ao Datafolha pela Fundação Lemann, o Itaú Social e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgado em junho deste ano, mostra que mais da metade (51%) das crianças em processo de alfabetização na rede pública brasileira ficaram no mesmo estágio de aprendizado, ou seja, não aprenderam nada de novo durante a pandemia. Entre os estudantes brancos, 57% teriam aprendido coisas novas, segundo a percepção dos responsáveis. Entre os estudantes negros, esse índice cai para 41%.

Como responsável pela produção de materiais para a alfabetização, Fernandes diz que um dos objetivos é que os estudantes se sintam representados. “Não se pode alfabetizar sem olhar para a favela, sem olhar para o bairro desse aluno, sem olhar para o ritmo desse aluno, sem entender que é um sujeito que aprende quando está em casa, quando está em contato com outros sujeitos. Não se pode negar os aspectos culturais da cidade”, defende.

Unindo forças

Para a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) no Paraná, Marcia Baldini, é necessária a união de forças de gestores, Poder Público, professores e familiares para garantir o ensino e a aprendizagem das crianças brasileiras. Marcia, que coordena o Grupo de Trabalho sobre Alfabetização da Undime, diz que a pandemia causou um prejuízo muito grande à alfabetização.

“É necessário ter políticas públicas nesse sentido, voltar o olhar para isso, porque se não tivermos nas nossas escolas um olhar focado em relação ao professor alfabetizador, a formação continuada, condições de trabalho, a conscientização das famílias para que esse aluno possa aprender, os prejuízos serão imensuráveis nos anos seguintes na educação fundamental, no ensino médio e até mesmo na educação superior, em que vamos formar os famosos analfabetos funcionais”.

Marcia explica que a alfabetização exige a mediação do professor. Isso porque gestos, movimentos labiais e materiais didáticos têm impacto na aprendizagem. Esses elementos acabam se perdendo no ensino remoto. “Os alunos que estão retornando [para o ensino presencial] apresentam muitas dificuldades, há alunos que esqueceram até mesmo como se escreve o nome”. Os dados mostram muito claramente, nos primeiros anos da educação infantil e do ensino fundamental, prejuízos sociais, econômicos, educacionais, que vão se estender ao longo da vida.

Retomada

Neste semestre, as escolas estão, aos poucos, com o avanço da vacinação no país, retomando as aulas presenciais, ainda que mescladas ao ensino remoto, no chamado ensino híbrido. Será preciso ainda, segundo a oficial de educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Julia Ribeiro, localizar os estudantes que não conseguiram assistir às aulas na pandemia.

“Fazer busca ativa desses meninos e meninas que não tiveram condição de se manter aprendendo durante a pandemia. Os dados apontam isso, a pandemia atingiu meninos e meninas que já eram mais vulneráveis. Quem já estava fora da escola ficou cada vez mais longe, e quem estava na escola, mas sem condições de aprender em casa, acabou sendo excluído desse direito”.

Pesquisa divulgada este ano pelo Unicef mostra que o número de crianças e adolescentes sem acesso à educação no Brasil saltou de 1,1 milhão em 2019 para 5,1 milhões em 2020. Desses, 41% têm entre 6 e 10 anos, faixa etária em que ocorre a alfabetização.

“A alfabetização é fundamental para a manutenção desse menino ou menina na escola. É nessa faixa etária que é criado maior vínculo, inclusive com a escola. Ciclos de alfabetização que são incompletos podem acarretar reprovações e abandonos escolares nas demais etapas, nas etapas subsequentes”, ressalta.

Para Júlia, sobretudo na pandemia, quando as crianças tiveram aprendizagens diferentes, todas as etapas escolares devem se comprometer a garantir o aprendizado dos estudantes, garantir que aprendam a ler e escrever.

“A gente precisa de uma corresponsabilização de todo o sistema educacional no sentido de garantir que cada criança e adolescente, independentemente de idade, tenha as oportunidades necessárias que lhe garantam alfabetização completa, que lhe possibilite que esses meninos e meninas tenham maior liberdade, maior autonomia, que estejam incluídos na sociedade, que tenham mais acesso a oportunidades profissionais e pessoais, que tenham acesso a seus direitos”.

Ministério da Educação

No dia 30 de junho deste ano, o MEC lançou o Sistema Online de Recursos para a Alfabetização, apelidado de Sora. A plataforma foi desenvolvida para apoiar professores e trabalhadores da educação no planejamento e execução de atividades de ensino para alunos que estão aprendendo a ler e escrever.

O sistema traz estratégias de ensino ou como o conteúdo pode ser ensinado. Elenca também propostas de atividades a serem aplicadas em salas de aula, ferramentas que são utilizadas na consolidação da apreensão dos conteúdos.

A plataforma disponibiliza recursos adicionais diversos que auxiliam os professores. Podem ser acessadas, por exemplo, imagens que ajudam a fixar as letras do alfabeto. Será incluído também um módulo com sugestões de avaliações para verificar a aprendizagem do conteúdo.

Atos populares de 7 de setembro ocorrem de forma pacífica no DF

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A PMDF reforçou o policiamento na região, atuando com apoio de tropas especializadas, como Cavalaria, BPChoque e BPCães, e realizando linhas de revistas pessoais em pontos estratégicos | Fotos: Secom/SSP-DF

Forças de segurança atuaram de forma integrada para garantir a segurança dos manifestantes. Vias S1 e N1 permanecem fechadas nesta quarta (8)

As manifestações ocorridas nesta terça-feira (7), tanto na Esplanada dos Ministérios quanto nas imediações da Torre de TV, terminaram sem nenhuma intercorrência grave. Sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF), as forças de segurança locais atuaram de forma integrada e seguindo protocolo elaborado previamente, com base em levantamentos de inteligência e pactuado entre o governo e organizadores dos eventos.

A dispersão do público foi finalizada por volta das 14h. Alguns manifestantes permaneceram na Esplanada dos Ministérios. A previsão é que as vias N1 e S1 permaneçam interditadas até esta quarta-feira (8). A liberação das vias ocorrerá após avaliação do cenário por parte das autoridades de trânsito. Os anexos dos ministérios poderão ser acessados pelas vias S2 e N2.

9furtos de celulares foram registrados na 5ª DP e uma pessoa foi detida por porte de drogas e celulares

Por razões de segurança, conforme vem sendo feito em todas as manifestações do tipo, a Praça dos Três Poderes segue restrita a manifestações. As forças de segurança permanecerão monitorando toda a região central de Brasília, por meio do Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) e equipes em campo. O trânsito de veículos da altura da W3 até a Funarte foi liberado na tarde desta terça-feira (7).

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) reforçou o policiamento na região e atuou com apoio de tropas especializadas, como Cavalaria, Batalhão de Choque (BPChoque) e de policiais do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães). Foram realizadas linhas de revistas pessoais em pontos estratégicos, onde foram recolhidos hastes e canos durante as abordagens.

Nove furtos de celulares foram registrados na 5ª Delegacia de Polícia. Uma pessoa foi detida por policiais militares, na Esplanada, por porte de drogas e celulares, conduzida à 5ª Delegacia de Polícia e autuada em flagrante.

Forças de segurança atuaram seguindo protocolo elaborado previamente

Um outro flagrante foi constatado pelos militares e encaminhado ao Departamento de Polícia Especializada (DPE), por porte de drogas e de arma branca. O flagrante ocorreu atrás do Ministério da Economia. O acusado assinou Termo de Compromisso e foi liberado.

O Corpo de Bombeiros Militar do DF registrou 32 atendimentos, sendo 22 deles relativos às condições climáticas em que os militares fizeram orientações para hidratação. Os outros dez foram pré-hospitalares – em três deles as vítimas precisaram de transporte para hospitais, sendo duas delas motivadas por convulsão e uma por queimadura. O Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) deram apoio às ações para melhor mobilidade e fluidez do trânsito.

Projeto social da Sejus-DF visita novamente o Paranoá Parque

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Programa já passou por 13 locais e realizou aproximadamente 80 mil atendimentos

Nos próximos dias 10 e 11 de setembro, sexta-feira e sábado, os moradores do Paranoá serão atendidos pela 14ª edição do programa Sejus Mais Perto do Cidadão, que oferece diversos serviços aos moradores, como Na Hora, emissão gratuita da 1ª e 2ª via da identidade pela Polícia Civil, ouvidoria, corte de cabelo, assistência jurídica, social e psicológica. Esta é a segunda vez que a iniciativa ocorre na cidade — a primeira foi em abril de 2019.

“É um dos maiores programas itinerantes do Governo do Distrito Federal, criado para atender a população com serviços de cidadania, ações sociais e cuidado com a saúde da população. Desde 2019, realizamos aproximadamente 80 mil atendimentos nas 13 cidades por onde passamos, o que reforça o impacto da ação”, explica a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

Além dos atendimentos de cidadania, a programação inclui aferição de pressão e glicemia, acupuntura, massoterapia, auriculoterapia e orientação sobre saúde bucal. O programa oferece também cursos profissionalizantes e a divulgação de oportunidades de estágio aos estudantes.

Quem comparecer ao evento terá a oportunidade ainda de visitar a Feira de Talentos, com a comercialização de artesanato e itens gastronômicos feitos por mulheres vítimas de violência atendidas pela Sejus, e adquirir produtos orgânicos e pães fabricados em oficinas do Sistema Socioeducativo. Para a criançada, haverá uma tenda com oficinas, brinquedoteca, pula-pula e cantinho da leitura. As atividades vão ocorrer no Paranoá Parque, na Quadra 2/3, conjunto comercial, lote 1, em frente à UPA do Paranoá.

Programa

Sejus Mais Perto do Cidadão foi criado em março de 2019 e transformado, por meio do Decreto nº 39.774, de abril de 2019, em uma ação permanente de governo. O programa está em sua 13ª edição e já passou pelas regiões administrativas da Candangolândia, Paranoá, Planaltina, Brazlândia, Recanto das Emas, São Sebastião, Riacho Fundo, Sol Nascente/Pôr-do-Sol, Itapoã, Ceilândia, Estrutural e Samambaia e pela Rodoviária do Plano Piloto.


Sejus Mais Perto do Cidadão
 no Paranoá
Data: 10 e 11 de setembro
Sexta-feira, das 9h às 17h, e sábado, das 9h às 13h
Local: Paranoá Parque, na quadra 2/3, conjunto comercial, lote 1, em frente à UPA do Paranoá.

Coluna do Fluminense | Está melhorando

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POR RAIMUNDO RIBEIRO

Neste dia de festa da independência, o Fluminense visitou a Chapecoense e fez um ótimo primeiro tempo.

Jogando como time grande, partiu pra cima do adversário e aos 17 minutos já fazia 2×0.

A sorte parece querer nos sorrir, corrigindo erros do treinador e prova disso foi quando Lucca teve que sair entrando Caio Paulista.

O restante do primeiro tempo foi um jogo agradável de se ver em que a Chapecoense teve que partir para cima deixando espaços que permitiram inúmeros contra ataques velozes que não se via na época de Roger, mas não foram aproveitados e fechamos com 2×0.

Veio o segundo tempo e o Fluminense começou a apresentar os mesmos defeitos já conhecidos, “sentando” na vantagem do placar, marcando só a partir de nossa intermediária defensiva e com isso a Chapecoense ganhou o meio campo e logo diminuiu o placar.
Marcão colocou Abel e Nenê e depois Nonato e Welington.

Nenhum deles melhorou o time, valendo realçar que Welington não tem condições de vestir a camisa tricolor, Nonato parece não ter sangue e Abel não consegue segurar a bola no ataque.

Mas apesar da pressão, conseguimos segurar o placar e já estamos em 7o. lugar, próximo do G4 que nos garante vaga na libertadores do ano que vem, que é o mínimo que se pode exigir.

Marcão precisa ter coragem de testar alguém na lateral esquerda, pois nem Egídio nem Danilo Barcelos tem condições de jogar num time como o Fluminense.

Se for necessário, testa Calegari, Jefter ou outro jogador, mas não escale mais nem Egídio nem Danilo Barcelos.

Domingo receberemos o SP e teremos a chance de dar mais um salto rumo ao G4.

Bora Fluzão 🇧🇬🇧🇬🇧🇬

Raimundo Ribeiro

Apaixonado por futebol e, naturalmente tricolor

Vigilante é recebido por cachorro de estimação na saída do Hospital Estadual de Luziânia

João Paulo foi recebido por um abraço pelo seu cachorro Tedy. Foto: Divulgação

João Paulo de Oliveira, de 37 anos, passou 48 dias internado na unidade

Os profissionais do Hospital Estadual de Luziânia (HEL) já passaram por fortes emoções durante as altas dos pacientes recuperados da Covid-19. Na última semana, eles presenciaram mais um reencontro marcante – e com um convidado para lá de especial.

O vigilante João Paulo Oliveira da Silva, de 37 anos, foi liberado pela equipe médica após 48 dias de internação. Ao sair recuperado da unidade, ele foi recebido com um caloroso abraço de seu cachorro de estimação, Tedy, que o aguardava ansioso.

A cena causou comoção da equipe técnica e dos familiares que estavam ao redor. O ato espontâneo do pequeno Tedy arrancou sorrisos e lágrimas de todos que presenciaram o momento. Embora curiosa, a reação do cãozinho tem uma explicação científica. De acordo com estudo realizado pela Universidade Emory, dos EUA, esses animais demonstram emoções semelhantes as dos humanos.

“Nós já presenciamos de tudo durante as altas. Declarações de amor, pedidos de casamento, músicas e outras homenagens. Essa recepção calorosa do animalzinho de estimação, com certeza, entrou na lista de um dos momentos mais marcantes”, conta Francisco Amud, diretor do hospital.

De volta ao lar

João Paulo Oliveira da Silva, residente de Valparaíso de Goiás, chegou ao HEL com sintomas graves da doença. Dos 48 dias que permaneceu internado, 43 foram na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde passou pelo processo de intubação. Ele chegou, inclusive, a passar o aniversário no leito de UTI, momento muito difícil para João e família.

Apesar do estado grave, o vigilante lutou bravamente por sua vida. Com auxílio da equipe médica que o acompanhou diariamente e com os equipamentos de alta tecnologia, João teve uma excelente recuperação gradual. “Com a misericórdia de Deus e com a ajuda da equipe de profissionais capacitados do Hospital Estadual de Luziânia, estou voltando para a minha família. Só tenho a agradecer a todos pela dedicação”, declarou durante a alta.

Em sua saída, o vigilante fez questão de ressaltar a importância de manter os cuidados com a saúde mesmo com as duas doses da vacina. “Peço a todos vocês para que se cuidem. Não podemos brincar com essa doença. É muito séria! Só quem passou por ela sabe o estrago que ela deixa em nossas vidas. Felizmente eu consegui me recuperar, mas muitos outros, não. Então cuidem-se”, alertou.

Para a equipe média do hospital, a recuperação de João Paulo demonstra que a força de vontade aliada a um tratamento adequado pode salvar vidas. “Nossos pacientes são nossas prioridades e toda recuperação que presenciamos serve como combustível para salvar outras vidas”, finaliza Francisco Amud.

ARTIGO | DIREITO PENAL E MÍNIMO SOCIAL

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POR JOAO MESTIERI

O sentimento e a vivência real da segurança e da estabilidade são essenciais. Em nossos dias não discutimos mais a validade do Estado com base no seu poder real de prover segurança. Essa é uma realidade subentendida na figura do Estado. O interesse social nesses valores constitui a base quase integral de todo o sistema jurídico e sempre ganhou majestade constitucional. No plano do direito penal temos a mesma relação de resistência, real ou aparente, a uma regra de vida especialmente formulada como particularmente grave. Ordem e estabilidade sociais são valores sempre comprometidos em qualquer violação criminal. Nesses momentos pensamos e repensamos as regras básicas da igualdade dos homens perante a lei, os direitos a um julgamento justo, etc.

Claro que é importante saber se o réu está com seus direitos garantidos,  mas há outro nível de preocupação: em que contexto bio-social se deu o fato? Houve conflito relevante entre a omissão do Estado em prover ordem e estabilidade e o fato humano formalmente reprovado? Em que medida se pode atribuir tal fato ao réu em relação a todos os pressupostos criminalmente necessários? Outro aspecto desta mesma questão refere-se à obrigação do Estado com as sanções positivas a que se comprometeu, bem como ao dever de cumprir com a sua palavra empenhada em questões salariais, de combate a desigualdades econômicas graves, de controle de preços, de subvenções, de programas sociais, de empréstimos compulsórios e outras.

O cidadão honesto que trabalha por algumas décadas e ao final da vida ao invés de receber o que contratualmente o Estado lhe devia, uma aposentadoria decente, recebe uma ajuda simbólica, além de espoliações continuadas e dificuldades várias para receber efetivamente o benefício, sente-se naturalmente enganado e revoltado. A situação é ainda mais dramática quando se percebe que praticamente toda a luta por estabelecer-se um standard mínimo de dignidade de vida,  resume-se hoje, praticamente, na previdência social e na assistência médica, particularmente nos países subdesenvolvidos. Nesses países além desses serviços mínimos serem caóticos, ou inexistentes, quando não mais perigosos do que a própria doença, não há preocupação com outros aspectos essenciais, como programas para a manutenção da unidade da família, educação mais abrangente, facilidades culturais, de recreação e de simples prazer.

Na mesma linha, o Estado que não cumpre com as suas promessas contratuais, como a de restituir empréstimo compulsório, cria imensa anomia, causando com o descrédito dai decorrente, fatores sérios e generalizados de insegurança, falta de confiança nas regras oficiais e de desobediência civil. As garantias individuais básicas, talvez sejam o grupo que menos teorização necessite nos dias de hoje. Basta olharmos para as estatísticas criminais para sabermos que a quase totalidade da clientela dos tribunais criminais é composta de miseráveis, em relação aos quais pouco ou nada se dedica de preocupação com direitos individuais; são seres que não ganharam expressão social, além de ameaçarem a minoria dominante. Assim, justifica-se, ou suporta-se, o massacre físico, mental e emocional não apenas do réu miserável como de sua família, realizado de diversos modos e graus: na investigação, na instrução da causa, na execução da pena. A moralidade pública é um fator antes de tudo integrativo do controle social.

O núcleo deste vasto conjunto de regras, nem sempre muito bem percebidas ou conceituadas, poderia ser chamado de moralidade crítica; esta, a sua vez, compreenderia a gama de princípios e standards de comportamento absolutamente esperados daqueles que exercem poder, especialmente aquele poder capaz de alcançar o cidadão diretamente, como a capacidade de prender, de sentenciar, etc. Falhas repetidas, graves e escandalosas nesse campo provocam enorme lesão no tecido social e comprometem fundamente seu equilíbrio.

Aqueles cidadãos cumpridores da lei, conformistas, perdem o fiel da exemplaridade, sentem-se lesados, desestimulados a um comportamento positivo. Conclusão. Compreende-se que os trabalhos de modernização ou reforma da legislação penal, do Brasil  sem se tomar em conta o dimensionamento maior de sua realidade, ou seja, que as regras de direito penal não são mais do que regras ou técnicas de controle social, que obrigatoriamente interagem com outras tantas da mesma natureza, mas de diversa intensidade, teremos o caos.

JOAO MESTIERI -– Advogado – Doutor em Direito, PUC-RJ. Fellow da Yale University, USA.LLM, Yale Law School, USA, 1972. Membro Efetivo da Academia Brasileira de Letras Jurídicas, Titular da Cadeira 16. Professor associado da PUC RJ. O advogado João Mestieri foi eleito, por unanimidade, membro honorário da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (ABRACRIM).

7 DE SETEMBRO: Manifestantes de todos estados do país apoiaram Jair Bolsonaro em Brasília

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Foto: Cristiano Ghorgomillos

Ato reuniu brasilienses e caravanas de 14 grupos favoráveis ao governo

Brasileiros de todas as partes do País se encontraram na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na celebração do 7 de Setembro, nesta terça-feira. Muitos já estavam na cidade, nos últimos dias, em hotéis e pousadas. Outros chegaram de caravanas e acamparam nos gramados próximos ao Teatro Nacional. O esforço foi impulsionado por convocações do presidente Jair Bolsonaro para que as comemorações da independência do Brasil fossem um “grito” pela liberdade, Democracia e fortalecimento do governo.

Logo cedo, Belini, morador de Franca, São Paulo, já estava pronto para caminhar pela Esplanada em apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

“É a Nação, é o Povo, é a Liberdade. É tudo isso. Liberdade é tudo! É o que nós precisamos e é o que o nosso presidente Jair Bolsonaro está buscando para todos nós”, disse o Representante Comercial.

Já o agricultor Otávio Oliveira, de Luiz Eduardo Magalhães (BA), justifica sua participação nos atos do 7 de Setembro como uma forma de reafirmar o voto concedido no presidente Jair Bolsonaro nas últimas eleições. Para ele, os ministros do Supremo Tribunal Federal estão interferindo no Poder Executivo de forma negativa.

“Temos que comemorar a Pátria, mas estamos indignados de ter de vir aqui. Já fomos às urnas e temos de reafirmar o que a gente quer. Tivemos de vir aqui de novo. O pessoal (STF) não está cumprindo a regra e a gente tem de vir para dar o aviso”, afirmou.

Gênova Suzi, de Recife, esbanjou simpatia pelos gramados da Esplanada, dançou, cantou e tremulou com orgulho as bandeiras do Brasil e de Pernambuco. Ela também pedia por liberdade ao governo de Jair Bolsonaro.

“Se nós estivermos, nesse momento, pedindo por nossa liberdade, pedindo para que esses ratos de esgoto saiam desses porões, nós não vamos conseguir nada nunca”, afirmou a manifestante.

Os manifestantes eram milhares e se deslocaram até a frente do Congresso Nacional. Durante a marcha pela Esplanada dos Ministérios, foi possível ver grupos de caminhoneiros, motociclistas, representantes do agronegócio, indígenas, motoristas de aplicativos, agricultores, de todas as regiões do país.

Por volta de 10h30, o presidente Jair Bolsonaro sobrevoou a Esplanada de helicóptero e foi ovacionado pelo público. Em seguida, o presidente discursou em cima de um carro de som. Em tom forte, Jair Bolsonaro reafirmou seu compromisso em “defender” a Constituição.

“Não vamos mais admitir pessoas, como Alexandre de Moraes, continuem a açoitar a nossa Democracia e desrespeitar a nossa Constituição”, afirmou o presidente.
De acordo com o Governo do Distrito Federal, as comemorações ao 7 de Setembro e as manifestações a favor do presidente Jair Bolsonaro foram realizadas sem nenhuma ocorrência grave.

 

Foto: Brasil 61

Foto: Brasil 61

Foto: Brasil 61

Fonte: Brasil 61

 

7 DE SETEMBRO: Atos ocorreram em 24 capitais

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Maiores manifestações foram em Brasília e São Paulo. Após discursar na capital federal, pela manhã, Bolsonaro seguiu para São Paulo e falou para uma multidão na Avenida Paulista

Manifestantes de todo o país foram às ruas, neste feriado de 7 de setembro, para apoiar o presidente Jair Bolsonaro, 24 capitais registraram atos durante o dia. Após discursar em Brasília para milhares de pessoas, na manhã desta terça-feira, Bolsonaro seguiu para São Paulo e falou para uma multidão, na Avenida Paulista. Em cima de um carro de som, localizado em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), por volta das 15h40, o presidente criticou as medidas adotadas por prefeitos e governadores durante a pandemia, “proibiram vocês de trabalhar e de irem aos seus templos”.

Bolsonaro também falou sobre o voto impresso auditável e citou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. “Não vai ser alguém do Tribunal que vai dizer que tal processo é seguro. Queremos eleições limpas, auditáveis e com contagem pública. Não vamos permitir que pessoas como Alexandre de Moraes continuem a açoitar a nossa democracia e desrespeitar a nossa Constituição”. O presidente encerrou afirmando que não será preso, “minha vida pertence à Deus!”.

Os ministros Onyx Lorenzoni, Fábio Faria, Tarcísio Gomes de Freitas, Bento Albuquerque, Milton Ribeiro, Joaquim Leite, Augusto Heleno, Gilson Machado, Bruno Bianco, Carlos França e Luiz Eduardo Ramos acompanharam o pronunciamento do chefe do executivo em São Paulo.

Oficialmente, o ato havia sido marcado para às 14h, mas apoiadores  de caravanas vindas de outras regiões de São Paulo, Santa Catarina e  Paraná, lotaram a Avenida desde as primeiras horas da manhã. Todos os acessos à rua foram fechados e o policiamento foi reforçado. Protestos contrários ao governo ocorreram no centro da capital paulista, no Anhangabaú.

No Rio de Janeiro, os protestos ocorreram na Avenida Atlântica em Copacabana, as áreas de maior movimento foram entre os postos 4 e 5. Oito caminhões de som alternavam entre o hino nacional e discurso de apoiadores, motociclistas, evangélicos, militares entre outros. O protesto teve início às 11h30 e todas as ruas perpendiculares à Avenida foram fechadas.

A capital mineira, Belo Horizonte, recebeu uma motociata que saiu do Estádio Mineirão até a Praça da Liberdade. Em Goiânia o protesto também não foi feito a pé. Por volta das 9h, motociata e carreata em apoio ao presidente saíram do Autódromo Internacional e percorreram trajeto de 20km dentro da cidade. O efetivo de policiais e agentes de trânsito foi reforçado.

Em Santa Catarina, cinco cidades tiveram rodovias bloqueadas por caminhões, tratores e carros com apoiadores do presidente. Na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, houve buzinaço e bloqueio da Avenida Assis Brasil. Em Curitiba, manifestantes foram às ruas de verde amarelo para protestar contra o STF.

Na região nordeste, todas as capitais: São Luís, Teresina, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju e Salvador, tiveram atos em apoio ao governo. No norte do país, apenas os estados do Acre e Amazonas não registram protestos.

Fonte: Brasil 61