Obras estão na fase de escavação; lagoa de detenção tem papel fundamental no sistema de drenagem da região oeste do DF | Foto: Divulgação/Secretaria de Obras
Com investimento de R$ 2,4 milhões, obra, quando concluída, vai dobrar a capacidade de recebimento das águas pluviais na região
Iniciadas em março deste ano, as obras de ampliação da bacia de contenção e qualidade localizada nas quadras 912/913 Sul, região do Parque da Cidade, alcançaram a marca de 55% dos serviços executados. O investimento nesta importante obra, que gera dezenas de empregos, é de R$ 2,4 milhões.
Capacidade da lagoa de detenção passará a ser de 200 m3
No momento, máquinas e operários da empresa TVA Construção trabalham na escavação do local. Dos Já foram escavados 69.222,89 m3, dos 113.717,37 m3 previstos. O projeto também prevê a execução de 570,26 m2 de gabiões, o plantio de 5.073,82 m2 de grama e de 289 unidades de cercas vivas.
Essa lagoa de detenção tem papel fundamental no sistema de drenagem da região oeste do Distrito Federal, pois recebe águas das chuvas da Asa Sul, além do Sudoeste e do Setor de Indústrias Gráficas. Ao término das obras, o reservatório terá sua capacidade ampliada para 200 m3.
“A ampliação desta bacia é mais um dos projetos que estavam engavetados e que a atual gestão conseguiu tirar do papel”, relata o secretário de Obras, Luciano Carvalho. “Atualizamos o projeto, licitamos e estamos executando esta importante obra para a drenagem pluvial da cidade.”
O subsecretário de Acompanhamento e Fiscalização de Obras, Ricardo Terenzi, explica que essa obra está diretamente associada à construção do viaduto da Estrada Parque e Indústrias Gráficas (Epig). “Como a construção do viaduto vai reduzir a área de absorção vegetal da água das chuvas, precisamos aumentar a capacidade desta bacia para, assim, evitar alagamentos e transtornos à população”, detalha.
Corredor Eixo Oeste
O projeto do corredor Eixo Oeste — com 38,7 km de extensão — prevê o alargamento de pistas e a construção de faixas exclusivas nas principais vias de ligação do Sol Nascente com o Plano Piloto, como a Hélio Prates, a Epig e a Estrada Parque Polícia Militar (ESPM), que leva ao Terminal da Asa Sul.
Além da ampliação da bacia de detenção do Parque da Cidade, também seguem em andamento a construção do túnel de Taguatinga, a primeira etapa de reforma da avenida Hélio Prates e as obras do no viaduto da Epig, além da construção de dois novos viadutos na ESPM.
“Todas essas obras integram o Corredor Eixo Oeste”, pontua o secretário de Obras. “O objetivo é reduzir em pelo menos meia hora o tempo de deslocamento até o Plano Piloto. As obras estão sendo executadas por trechos, uma vez que é inviável fazer as intervenções de uma vez no trânsito.”
Juliana Julien (segunda a partir da esquerda): “Estamos contribuindo para um momento histórico não só para a nossa comunidade, mas para o país e o mundo” | Foto: Divulgação/Sejus
Cerca de 500 pessoas já se cadastraram no programa Voluntariado em Ação, coordenado pela Sejus, e reforçaram a imunização de mais de 30 mil cidadãos
Para bater recordes de vacinação contra a covid-19, o Governo do Distrito Federal (GDF) conta com trabalho de cerca de 2,5 mil profissionais da saúde por dia, além de voluntários. Cerca de 500 pessoas já atuaram na Praça dos Direitos de Ceilândia e do Itapoã e no Centro Educacional Unificado (CEU) das Artes do Recanto das Emas, pontos que foram coordenados pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) em parceria com a Secretaria de Saúde (SES).
Nesses locais, os voluntários já ajudaram a vacinar mais de 45 mil pessoas contra o novo coronavírus. Juliana Julien, 49 anos, participa da ação desde março. “Uma das minhas amigas de curso me convidou e eu topei participar”, conta a farmacêutica e aluna do sexto período de medicina. “Não deu outra, me apaixonei. Os profissionais da Sejus são incríveis e fazem com que a gente queira estar lá sempre”.
A solidariedade vem de família. Os três filhos de Juliana também já participaram de ações de imunização. “É um aprendizado pessoal e profissional”, conta ela. “É uma realização pessoal servir ao próximo. Estamos contribuindo para um momento histórico não só para a nossa comunidade, mas para o país e o mundo”. Atualmente, há voluntários atuando em outras unidades e, além da imunização contra a covid-19, também auxiliam na aplicação de outras vacinas.
A titular da Sejus, Marcela Passamani, ressalta a importância da participação dos voluntários para acelerar a vacinação na capital. “Somos um governo unido, com secretarias alinhadas em prol da população do Distrito Federal”, diz. “Nossos equipamentos públicos contam com acessibilidade, rampas, cadeiras; e, quanto mais pessoas estiverem trabalhando neles, mais gente será imunizada”, reforça.
Artur Bomtempo, 19 anos, está no quarto semestre de enfermagem e é voluntário desde abril. Para ele, participar das ações é uma forma de colocar em prática os ensinamentos que aprende na sala de aula. “Devido à pandemia, ali foi um único lugar em que eu consegui ter experiência”, relata. “Aumentei minha rede de contatos e, com essas pessoas, também aprendi muito. Estou estudando para cuidar das pessoas, e participar dessas ações me dá uma sensação de dever cumprido”.
Como ajudar
Os interessados em colaborar na vacinação contra o novo coronavírus devem se cadastrar no portal portal Voluntariado em Ação. Ao se inscrever, é preciso informar a disponibilidade de horários e dias da semana. Havendo compatibilidade, o voluntário recebe por e-mail a oportunidade para ver se está apto a contribuir.
A chefe da Assessoria do programa Voluntariado em Ação, Sueli Vieira, comenta que o número de voluntários cresce a cada dia: “Semanalmente, são cerca de 180 pessoas diferentes. Eles atuam oferecendo um trabalho humanizado para a população. Eles doam seu tempo e talento sabendo que estão contribuindo para a transformação da sociedade”.
Após concluir o trabalho, o voluntário participa de um feedback com seus participantes para retorno sobre o atendimento prestado. Os que desejarem, podem participar do projeto mais de uma vez. A Sejus emite um certificado como bonificação para os contribuintes.
Mais 14 itens terão imposto reduzido. O GDF deixa de arrecadar R$ 106 milhões por ano e ajuda na alimentação das famílias da capital
O Governo do Distrito Federal (GDF) quer incluir mais 14 itens na cesta básica da capital e reduzir o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) desses produtos para 7%. O projeto de lei está pronto e será encaminhado à Câmara Legislativa do DF (CLDF) ainda esta semana. A previsão é que o poder Executivo local deixe de arrecadar R$ 106 milhões por ano para ajudar na alimentação das famílias da capital.
“Passada a fase aguda da pandemia, podemos reajustar para baixo os impostos cobrados do cidadão, para que mercadorias essenciais possam ser compradas a preço menor”Governador Ibaneis Rocha
A proposta do governo faz parte de um programa de redução de tributos e é mais um esforço para combater os efeitos gerados pela pandemia do novo coronavírus e que atingiram a população mais vulnerável, social e economicamente.
“Conseguimos, com muito esforço do nosso secretário de Economia, André Clemente, recuperar o caixa do governo. Passada a fase aguda da pandemia, podemos reajustar para baixo os impostos cobrados do cidadão, para que mercadorias essenciais possam ser compradas a preço menor. É o que estamos fazendo, aumentando o número de produtos que terão ICMS reduzido”, afirma o governador Ibaneis Rocha.
Se aprovada pela CLDF, a norma incluirá o macarrão comum cru; os óleos refinados de milho, girassol e algodão; carnes de gado bovino e suína, salgadas, em salmoura, defumadas ou simplesmente temperadas; açúcar cristal e açúcar refinado obtidos da cana-de-açúcar, em embalagens de conteúdo com até 5 kg, exceto as embalagens contendo envelopes individualizados (sachês) de conteúdo inferior ou igual a 10 g; manteiga; sardinha e atum em lata e peixe fresco, refrigerado ou congelado.
É a terceira vez que o GDF amplia a lista de produtos na cesta básica para reduzir a pressão inflacionária e fazer com que os alimentos cheguem às mesas dos brasilienses com menos custo | Foto: Vinicius de Melo/ Agência Brasília
A proposta também engloba produtos de higiene, como sabões, água sanitária, papel higiênico e absorvente feminino. “Medida essencial no combate à vulnerabilidade de mulheres hipossuficientes, de forma a prevenir constrangimentos e privações sofridas no período menstrual, bem como evitar problemas de saúde”, destaca o projeto na exposição de motivos.
É a terceira vez que o Poder Executivo amplia a lista de produtos na cesta básica para reduzir a pressão inflacionária e fazer com que os alimentos cheguem às mesas dos consumidores com menos custo. A Lei n. 6.421 de 2019; e a Lei 6.885, de 2021, incluíram produtos na cesta básica.
R$ 106 milhõesé quanto o GDF deixará de arrecadar com a redução de ICMS em itens da cesta básica
A cesta básica passou, então, a contemplar os seguintes produtos: alho, aves vivas, café torrado e moído, charque, creme vegetal, extrato de tomate; gado bovino, bufalino, caprino, ovino e suíno; halvariana, leite pasteurizado tipo “c”, margarina vegetal, rapadura, sal refinado, sardinha em lata, trigo, pão francês, farinha de mandioca, farinha de trigo inclusive pré-misturada, macarrão espaguete comum, óleo de soja, leite UHT.
“O compromisso do governador Ibaneis Rocha é reduzir, com responsabilidade fiscal, os impostos que foram aumentados no governo passado. Só esta medida fará com que o governo deixe de arrecadar R$ 106 milhões, mas o importante é que a população – principalmente a de baixa renda – seja beneficiada, pagando menos por produtos de primeira necessidade. Esses recursos economizados pela população de baixa renda serão redirecionados para outros gastos da população. garantindo assim a arrecadação e o aquecimento da economia”, afirma o secretário de Economia, André Clemente.
Ainda de acordo com o titular de economia, o governo busca alternativas para aumentar o caixa do governo sem onerar ainda mais a população. “Já reduzimos IPVA, ISS e ICMS de combustíveis e outros gêneros, aumentamos a arrecadação e fizemos crescer a economia. Nosso objetivo sempre foi criar um bom ambiente de negócios no DF, inclusive com justiça tributária”, lembra.
Combustível
O GDF já reduziu impostos como IPVA e ISS. Na semana passada, a CLDF aprovou a proposta do Executivo local que reduz o ICMS para combustíveis. Conforme o projeto de lei, o GDF vai abrir mão de arrecadação e reduzirá três pontos porcentuais dos valores que incidem sobre gasolina, etanol e diesel, a partir de 1º de janeiro de 2022 até 2024.
A Secretaria de Economia estima que deixará de arrecadar cerca de R$ 345,4 milhões, valor que deve ser revertido na arrecadação tributária com o reaquecimento econômico e um maior consumo por parte dos brasilienses.
Marcada pela necessidade de distanciamento social para impedir a transmissão do novo coronavírus, a pandemia da Covid-19 tirou grande parte da população brasileira das ruas, mas não reduziu o contingente de vítimas do trânsito. Pesquisa da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) com dados oficiais do Ministério da Saúde mostra que, entre março de 2020 e julho de 2021, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou um total de 308 mil internações de pessoas em decorrência de sinistros de trânsito em todo o Brasil. Dentre as vítimas dos chamados “acidentes de transporte”, qualificação usada pelas autoridades sanitárias, mais da metade (54%) eram motociclistas.
Considerado apenas o período de janeiro a julho, em 2021 o número de internações de motociclistas bateu recorde histórico, alcançando 71.344 casos graves e que exigiram a hospitalização do motociclista. Além do alto custo para a saúde dos indivíduos e suas famílias, as tragédias também custaram aos cofres públicos quase R﹩ 108 milhões neste ano. No ano passado, o SUS desembolsou cerca de R﹩ 171 milhões para tratar motociclistas traumatizados.
“Esses dados mostram que é urgente olharmos para o motociclista e adotar medidas educativas e de prevenção ao sinistro focadas nesse público. É mais uma confirmação para o alerta que temos feito para a gravidade desse cenário”, afirma Antonio Meira Júnior, presidente da Abramet. “A presença desse condutor no trânsito aumentou significativamente nos últimos anos, sobretudo durante a pandemia, período em que eles alçaram relevância ainda maior para a sociedade. É um público mais exposto ao risco e mais vulnerável a sofrer lesões no caso de se envolver em um sinistro de trânsito. Por isso, precisa de políticas específicas que ajudem a preservar sua vida e proteger sua saúde. Nós, na Abramet, estamos atentos a isso”, acrescenta.
O presidente da Abramet destaca a importância de observar os números também pelo aspecto social. Especialistas da entidade avaliam que a cada paciente hospitalizado, em decorrência de sinistro de trânsito, no mínimo quatro pessoas próximas são diretamente impactadas: acompanhante de internação, suporte familiar, auxílio financeiro, custeio de medicamentos, período de reabilitação e possível reorganização dos hábitos cotidianos para sequelas permanentes.
Fonte: Ministério da Saúde, SIH/SUS. *Até julho
“A Abramet defende o respeito às leis e o uso de equipamentos de segurança pelo condutor, especialmente os motociclistas”, afirma Flávio Emir Adura, diretor científico da entidade. “Há uma evidente relação entre o uso de capacete com a classificação do traumatismo cranioencefálico. A maior parte das vítimas que fazem uso efetivo do equipamento é acometida de traumas menos graves”, esclarece.
Estudos constatam a redução na probabilidade de lesão intracerebral de 66% para motociclistas e ciclistas com uso do capacete. Adura alerta que o uso do capacete diminui a gravidade da lesão, no caso de sinistro, em cerca de 72% e a probabilidade de morte em aproximadamente 45%.
Maioria masculina – Os dados analisados pela Abramet mostram o crescimento continuado das internações de motociclistas, a exceção de 2017 (quando houve redução de 0,5% em relação ao ano anterior) e 2020 (0,3% a menos que ao ano anterior a pandemia. A pesquisa preparada pela entidade identificou no público masculino o maior contingente de vítimas internadas pelo SUS: de janeiro a julho de 2021, foram atendidos 59.499 homens e 11.845 mulheres. Em 2020, foram 95.343 e 19.201 respectivamente.
A Abramet também examinou a incidência de óbitos neste público. Dados oficiais mostram que, em média, cerca de 2 mil motociclistas que chegaram a ser socorridos e internados não resistiram aos ferimentos e morreram. Em 2020, apesar da pandemia, a letalidade dos sinistros foi uma das maiores dentre a série história: 2.094 casos. Até então, o maior contingente de motociclistas traumatizados, hospitalizados e mortos em sinistros foi observado havia sido registrado em 2016, com 2.274 casos.
Atenção aos jovens – Quando avaliada a faixa etária, os grupos de 20 a 49 anos acumulam os maiores contingentes de internações: de janeiro de 2012 a julho de 2021, foram registradas quase 340 mil vítimas de 20 a 29 anos de idade; 232 mil com idade entre 30 e 39 anos; e 144 mil de 40 a 49 anos. Em quarto lugar nas estatísticas figuram vítimas de 15 a 19 anos de idade, com um total de 116,8 mil casos.
“Para além da gravidade geral, esses dados mostram a urgente necessidade de melhor entender a complexa natureza dos eventos de trânsito envolvendo esta população de usuários da via. A partir da compreensão do fenômeno, cabe propor medidas voltadas para o controle dos múltiplos fatores geradores dos sinistros”, diz José Heverardo da Costa Montal, diretor da Abramet.
Segundo ele, há casos de sucesso, como o da Espanha, com expressiva redução na sinistralidade entre jovens não habilitados ou recém habilitados: naquele país, esse público passa pela ênfase no ensino de valores como respeito, ética e responsabilidade. “A formação específica como condutor é focada na construção da cidadania e no efetivo conhecimento e domínio do veículo e do ato de dirigir”, explica.
O diretor da Abramet destaca, ainda, que a motocicleta é um meio de transporte ágil, relativamente barato e de consumo econômico. “Em tempos de pandemia tem ainda o apelo de evitar aglomerações, diminuindo a chance de contaminação com o coronavírus. Recém habilitados, nem sempre com adequada formação para conduzir em vias públicas, jovens e inexperientes, esta população de motociclistas torna-se presa fácil dos sinistros de trânsito”, acrescenta.
Em outro recorte, a pesquisa mostra um panorama do sinistro de trânsito com motociclistas nos Estados brasileiros, por região. De janeiro a julho de 2021, a região Sudeste foi a que registrou maior contingente de motociclistas internados em decorrência de sinistros, com total de 29.218 pessoas – 19% mais que no mesmo período de 2020. Em segundo lugar está a região Nordeste, com 23.370 vítimas – 18% mais que o registrado no primeiro semestre de 2020.
O Centro-Oeste foi a única região brasileira que registrou redução de internação de motociclistas: no primeiro semestre de 2021 foram 5.931 hospitalizações – 5% menos que o registrado no mesmo período de 2020.
Frota em expansão –Estudo publicado pela Abramet em julho de 2021 trouxe um panorama inaugural sobre a presença da motocicleta no trânsito brasileiro. Dados oficiais apurados pela entidade demonstram que o número de motociclistas cresceu 54,3% entre 2009 e 2019 no Brasil: 33.024.249 milhões de brasileiros estão habilitados na categoria A, ou combinando as categorias AB, AC, AD e AE, o equivalente a 44,7% do total de portadores de Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Essa expansão alcança também a presença de motocicletas nas vias brasileiras: a frota de motocicletas quase dobrou nesse período, saindo de 15 milhões de unidades em 2009 para mais de 28 milhões dez anos depois.
Saiba por que essa tradição é importante para crianças
Mais que apenas uma data para ganhar presentes, celebrar o aniversário é uma tradição que começou no Egito e Grécia antigos por volta de 3000 a.C. e sobrevive até hoje. Atualmente, o momento tão esperado de soprar as velinhas e reunir pessoas queridas ajuda as crianças a marcar o tempo e reforça laços familiares e emocionais.
Como começou a tradição?
Na antiguidade, os gregos celebravam Artemis, a deusa da caça, sempre no sexto dia do mês, com bolos redondos de mel, simbolizando a lua cheia, e muitas velas. No Egito e Grécia antigos, essa cerimônia era feita apenas para deuses e faraós. Segundo historiadores, esse costume teria sido adotado também na Alemanha na Idade Média, quando camponeses festejavam a data de nascimento de seus filhos.
No século 4, a Igreja Católica passou a celebrar o Natal, que representa o nascimento de Cristo e com isso o hábito de celebrar aniversários ganhou força e novos símbolos. O ato de presentear, por exemplo, tem o objetivo de cercar o aniversariante com proteção e apreço.
Nos dias atuais, essa tradição ainda faz sentido, como explica a coordenadora da Educação Infantil do Colégio Marista de Londrina, Leliane Nogueira. “As festas de aniversário são momentos muito especiais tanto para os pais como para os filhos. Além de servirem como importante marco temporal, também possibilita o estreitamento de laços afetivos e criação de memórias duradouras”, explica.
Leliane orienta que quanto mais a criança estiver envolvida no processo, melhor. “A festa de aniversário é um momento lúdico e repleto de aprendizados, por isso não deve ficar apenas com os pais. Envolver a criança no planejamento e na preparação reforça sua importância na família e dá mais significado aos símbolos”. No colégio, por exemplo, os aniversariantes do mês colocam literalmente a “mão na massa”. Vão para o ateliê do sabor, preparam receitas de bolos e docinhos, auxiliam na organização do ambiente, confeccionam cartazes que demonstram carinho para os colegas, estreitando assim, laços de amizade e com muita aprendizagem.
Confira 5 motivos para celebrar festas de aniversário:
marca a passagem do tempo
Festas de aniversário são importantes marcos temporais para crianças pequenas, Para elas, é o que marca a nova idade e o seu crescimento, já que ainda não têm a noção de passagem do tempo como os adultos.
aumenta a autoestima
Tirar um momento para celebrar a criança a faz sentir amada e importante dentro do núcleo familiar. O mesmo acontece na escola ou em grupos de amigos, por exemplo. É um exercício importante para a criança desenvolver seu senso de autoestima e pertencimento.
fortalece laços familiares
As tradições familiares são muito importantes para estabelecer e fortalecer laços emocionais. Cada família celebra à sua maneira e é isso que faz com que as relações se tornem muito especiais. Afinal, aquele doce que só a vó ou a mãe fazem ou a maneira diferente como o pai canta Parabéns são coisas simples que unem a família e criam memórias.
estabelece relações sociais
Convidar familiares e amigos para celebrar o aniversário ou ser convidado para a festa de um colega são interações essenciais para o desenvolvimento das crianças. Essas tradições ajudam a estabelecer valores como companheirismo, empatia, autoestima e bondade, entre outras.
cria memórias positivas
Por mais simples que sejam as comemorações, momentos especiais como a data do aniversário são ótimos para criar memórias afetivas que permanecem conosco durante toda a vida. E aqui, todos os sentidos podem ser usados: o sabor único de um doce caseiro, o cheirinho que sai da cozinha, o abraço forte recebido de quem se ama, as músicas e paródias de cada família.
Situação deve melhorar um pouco com chegada da primavera
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho para o Distrito Federal, Goiás e áreas próximas de estados vizinhos em razão da baixa umidade do ar. O índice já chegou a 10% neste domingo (19), na capital federal, e o alerta de emergência se estende até 18h.
Ontem (18), já foi registrada umidade relativa do ar de 10% na região administrativa do Gama, índice alcançado também às 10h deste domingo na área. Ao meio-dia, a região do Plano Piloto estava com umidade em 12%, a de Águas Emendadas, com 11%, e a de Brazlândia, com 13%.
A temperatura máxima pode chegar a 33°C, e o tempo permanece claro com névoa seca ao longo do dia e da noite na capital federal. Para esta segunda-feira (20), a umidade do ar mínima prevista é de 15%, com temperatura máxima podendo chegar a 35°C.
“Hoje será um dos dias mais secos do ano”, disse a meteorologista do Inmet, Andrea Ramos. A situação deve melhorar um pouco com a chegada da primavera, na quarta-feira (22), e já há previsão de chuvs para o próximo fim de semana. A última chuva foi registrada no DF no dia 31 de agosto.
Segundo Andrea, as precipitações devem entrar na normalidade no final de setembro. Para o mês, a média esperada é 46,6 milímetros de chuvas. Já outubro tende a ser o mês mais chuvoso, com cerca de 160 milímetros de chuvas.
O alerta vermelho, de grande perigo, é dado quando a umidade fica abaixo de 12%. Uma área maior, que abrange toda a região central do país, também está em alerta de perigo, quando a umidade relativa do ar pode variar de 20% a 12%.
As autoridades pedem atenção sobre os riscos à saúde e de incêndios florestais. A orientação é evitar a queima de lixo e ter cuidado ao descarte de bitucas de cigarro, por exemplo, que podem levar à grandes queimadas.
Em caso de focos de incêndio, a população pode entrar em contato direto com o Corpo de Bombeiros, pelo número 193. No Distrito Federal, se houver certeza de que o fogo ocorre em alguma unidade de conservação, o Instituto Brasília Ambiental também pode ser informado, por meio do telefone (61) 99224-7202, que funciona 24 horas.
Para que a população mantenha-se saudável, é preciso ingerir bastante líquido durante o dia, evitar exposição ao sol e atividades físicas nos períodos mais quentes e secos e umidificar os ambientes com bacias de água ou outros dispositivos para amenizar os desconfortos no organismo.
Em parceria com o Sebrae-DF, as atividades vão desde saber como tirar uma ideia do papel, divulgar e vender produtos. Haverá certificados
Você sabia que, só em 2020, mais de 14 milhões de brasileiros se tornaram empreendedores em meio à pandemia? Os números são do relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM). E se pensar em negócios lucrativos é um grande desafio, atualizar e acompanhar as mudanças do mercado para suprir as novas demandas do consumidor é fundamental para alcançar o sucesso.
Para capacitar empreendedores e incentivar a geração de negócios, o curso de Administração do Centro Universitário IESB promoverá, a partir de 20 de setembro, uma sequência de palestras e oficinas gratuitas em parceria com o Sebrae DF.
As atividades são mediadas pelo coordenador do curso, professor Erlano Ribeiro, com a presença do consultor empresarial, especialista em gestão de pessoas, palestrante e mentor de negócios, João Fróes.
A primeira palestra, no dia 20/9, será sobre a prática empreendedora de se colocar em prática uma ideia, “tirando-a do papel”. Na sequência, 8/10, será “Como criar uma Startup”. Em 21/10, a tema será “O impacto das novas tecnologias no mercado e na sociedade”, o intuito é mostrar as consequências das novas tecnologias, aceleradas pela pandemia, sobretudo no mercado e na sociedade. A última palestra ocorrerá em 3/11, e terá como tema o Marketing Digital.
Todas as palestras serão transmitidas a partir das 19h30, no canal do Centro Universitário IESB no Youtube. Haverá certificado.
Confira a agenda e clique no link para se inscrever. É gratuito.
20/09, às 19h30: Palestra: Como tirar uma ideia do papel
Local: Youtube do IESB Palestrante: João Fróes – Consultor empresarial, especialista em gestão de pessoas, palestrante e mentor de negócios. Mediador: Professor Erlano Marques Ribeiro (Coordenador Curso de Administração)
Descrição do Evento: O tema abordado será voltado para a prática empreendedora de se colocar em prática uma ideia, “tirando-a do papel”.
21/10, às 19h30: Palestra: O impacto das novas tecnologias no mercado e na sociedade
Local: YouTube do IESB Palestrante: João Fróes – Consultor empresarial, especialista em gestão de pessoas, palestrante e mentor de negócios. Mediador: Professor Erlano Marques Ribeiro (Coordenador Curso de Administração)
Descrição do Evento: O tema abordado pretende mostrar as consequências das novas tecnologias, aceleradas pela pandemia, sobretudo no mercado e na sociedade.
03/11, às 19h30:
Palestra: Marketing Digital Local: YouTube do IESB
Palestrante: João Fróes – Consultor empresarial, especialista em gestão de pessoas, palestrante e mentor de negócios.
Mediador: Professor Erlano Marques Ribeiro (Coordenador Curso de Administração)
Descrição do Evento: O tema abordado pretende mostrar como o marketing digital evoluiu e passou a influenciar a sociedade e os mercados.
Já as oficinas começam a partir do dia 4 de outubro, também ministradas pelo professor Erlano e pelo consultor empresarial João Fróes. Serão transmitidas exclusivamente pelo Google Meet, às 18h. Para ter acesso ao link do encontro é preciso se inscrever previamente na oficina escolhida. Haverá certificado.
Confira abaixo a programação de oficinas e clique no link para se inscrever. É gratuito.
Descrição: a oficina visa desenvolver habilidades de apresentação com o pitch, ferramenta usada pelos empreendedores para “vender” o projeto da sua empresa para potenciais investidores.
Descrição: a oficina visa desenvolver habilidades para utilização da ferramenta Canvas, que permite qualquer empreendedor desenvolver seu modelo de negócios ou até mesmo repensar um modelo já existente.
Feito de chapas de aço que são revestidas com argamassa, o túnel liner terá aproximadamente 1,5 quilômetro de extensão e vai captar as águas das chuvas dos condomínios e comércios das ruas 7, 8, 10 e da avenida principal da Vila São José| Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília
As surpreendentes estruturas subterrâneas, a 15 metros de profundidade, vão garantir a drenagem das águas pluviais; confira o vídeo
A olho nu, obras que estão transformando Vicente Pires parecem acontecer apenas na superfície. No entanto, importantes trabalhos, como a construção de galerias e túneis para o escoamento das águas da chuva, são feitos pelos operários debaixo da terra, fora da visão da maioria das pessoas. De baixo para cima, a vida dos moradores e da cidade está sendo transformada pelo Governo do Distrito Federal (GDF).
Na Rua 8, a pavimentação evolui na nova pista graças ao avanço subterrâneo de um túnel liner, estrutura que irá compor o sistema de drenagem de águas pluviais da região e está sendo construído a cerca de 15 metros de profundidade. Feito de chapas de aço que são revestidas com argamassa, ele terá aproximadamente 1,5 quilômetro de extensão e vai captar as águas das chuvas dos condomínios e comércios das ruas 7, 8, 10 e da avenida principal da Vila São José.
“É uma obra que, durante a execução, não se tem noção do que está sendo feito, e depois de pronta, não se vê o que foi executado. Mas é fundamental porque a captação das redes traz qualidade para as cidades, para poder dar segurança para as pessoas trafegarem nas vias”Luciano Carvalho, secretário de Obras e Infraestrutura
Engenheiro da Secretaria de Obras e Infraestrutura, Guilherme Gonzaga explica o motivo pelo qual o túnel liner foi escolhido para a construção da galeria no local. “Ele é um método não destrutivo, ou seja, não precisa fazer a escavação de valas. A partir de cinco metros de profundidade, a norma técnica rege que o método utilizado deve ser este. Quanto mais profunda a rede, maior é a vala, e maiores são as dificuldades para se executar o serviço”.
O secretário de Obras e Infraestrutura, Luciano Carvalho, evidencia a complexidade e a importância dos serviços subterrâneos, como os que estão sendo executados em Vicente Pires. “É uma obra que, durante a execução, não se tem noção do que está sendo feito, e depois de pronta, não se vê o que foi executado. Mas é fundamental porque essa captação das redes traz qualidade para as cidades, para poder dar segurança para as pessoas trafegarem nas vias”.
O túnel liner da Rua 8 é o mais extenso que está sendo executado em Vicente Pires, mas não é o único. Outras oito estruturas do mesmo tipo estão ou já foram feitas em diversos pontos da cidade, como as Ruas 3, 4, 8 e 10B, além das travessias com a Estrada Parque Taguatinga (EPTG) e a Estrada Parque Ceilândia (EPCL, ou Via Estrutural), totalizando mais de 3,2 quilômetros de novas galerias de águas pluviais subterrâneas.
Além das particularidades técnicas, a escavação do túnel na Rua 8 exigiu um trabalho de muita adaptação por parte dos operários, como conta o administrador regional de Vicente Pires, Daniel Castro. “Quando os trabalhos foram iniciados, descobriram-se rochas. Quebraram em um primeiro momento com dinamite, em um segundo com energia, e agora quebra com martelete. É mais lento, vai caminhando pouco, e pedimos à população um pouco mais de paciência. O trabalho demanda mais esforço, mas estamos na reta final”, explica.
Apesar da construção do túnel ainda estar em andamento, os benefícios já são sentidos e notados por quem mora na região. O instrutor de tiro Jonatan Schaefer mora na Rua 8 há mais de uma década e reconhece que o esforço debaixo da terra já teve impacto na superfície. “Aqui sempre teve muita água e nas últimas chuvas já deu para ver uma diferença significativa na quantidade de água que passa em cima da rua, principalmente de onde está pronto para baixo”, avalia.
Morador de Vicente Pires, Jonatan Schaefer reconhece que as obras no túnel já tiveram impacto positivo na quantidade de água que passa em cima da rua, na superfície| Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília
Infraestrutura necessária
Só em Vicente Pires, o GDF já investiu aproximadamente R$ 560 milhões nos dois últimos anos em obras de infraestrutura e drenagem urbana, resultando em uma rede de 128 quilômetros de águas pluviais para evitar inundações e 22 lagoas de contenção, que servem para diminuir a velocidade das águas pluviais.
Em breve, o Plano Piloto será palco de obras parecidas com as que ocorrem atualmente em Vicente Pires, como explica o secretário de Obras e Infraestrutura. “Tem um projeto muito grande em desenvolvimento, que é o Drenar DF Plano Piloto, faixas I e II Norte. A Terracap [Companhia Imobiliária de Brasília] está executando a licitação e praticamente toda a obra será em túnel liner. Por que a gente vai usar esse sistema? Porque podemos executar os trabalhos sem paralisar a cidade ou o trânsito”, explica Carvalho.
De acordo com a Secretaria de Obras e Infraestrutura, as obras do Drenar DF no Plano Piloto terão como objetivo resolver os problemas de drenagem que existem no começo da Asa Norte. A captação das águas pluviais ocorrerá no Estádio Nacional de Brasília, passando pela parte de cima do Eixão, atravessando a via, as quadras 200 e 400 e seguindo até uma bacia de contenção, para poder fazer o lançamento da água no Lago Paranoá.
Lei publicada esta semana passa a valer em outubro. Estabelecimentos precisam sinalizar em local visível frase sobre a prioridade
Como qualquer criança, Yure Koppe, 3 anos, não para quieto. A agitação do pequeno, porém, vai um pouco além por um detalhe imperceptível: ele tem autismo. Para a mãe, Ana Karolina Koppe, segurar o garoto enquanto aguarda numa fila de banco, supermercado ou atendimento médico é uma batalha.
Por isso, agora ela comemora a publicação da Lei 6.945/202, que inclui pessoas com Transtorno Espectro Autista na lista de atendimento prioritário em estabelecimentos comerciais, serviços e instituições financeiras.
“Autistas em ambientes como mercados, shoppings, devido a questões sensoriais, tendem a ter crises. Isso implica em prejuízo social, já que as famílias ficam mais receosas com crises na rua”Lucinete Ferreira de Andrade, diretora da Associação Brasileira de Autismo Comportamento e Intervenção
“As pessoas com autismo costumam ser impacientes, principalmente quando estão em locais com muitas pessoas e precisam ficar esperando. O Yure corre, mexe em tudo. Esperar em uma fila de banco com ele é uma dificuldade, pois normalmente não tenho com quem deixá-lo. Essa lei é uma grande conquista”, diz Ana Karolina.
A nova legislação entra em vigor partir de 14 de outubro. Até lá, os estabelecimentos terão que afixar, em local visível, placa com os seguintes dizeres: “Atendimento prioritário a gestantes, mães com crianças no colo, idosos com idade igual ou superior a 60 anos, pessoas com deficiência física, pessoas com obesidade grave ou mórbida, pessoas que se submetem à hemodiálise, pessoas com fibromialgia, pessoas portadoras de neoplasia maligna e pessoas com transtorno do espectro autista – TEA”, conforme especifica a lei. Em caso de não cumprimento, a população pode denunciar no Procon.
Para a diretora da Associação Brasileira de Autismo Comportamento e Intervenção, Lucinete Ferreira de Andrade, que é mãe da jovem, autista, Mayara Ferreira de Abreu, 18 anos, o maior benefício dessa lei é a redução do tempo de espera que, na maioria das vezes, é desencadeador de stress.
“Autistas em ambientes como mercados, shoppings, devido a questões sensoriais tendem a ter crises. Isso implica em prejuízo social, já que as famílias ficam mais receosas com crises na rua”, aponta.
Para ter direito à prioridade, é preciso apresentar algo que identifique o autismo. “Atualmente, eles podem apresentar o laudo médico. Mas estamos nos preparando para começar a emitir uma carteirinha especial para essas pessoas”, adianta o chefe de gabinete da Secretaria da Pessoa com Deficiência, Alisson Dias.
15 milé o número estimado de autistas hoje no DF
O decreto que regulamenta (Decreto nº 41.184) a instituição da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea) já foi publicado.
Estacionamentos
Atualmente, não há dados oficiais de quantos autistas há no Distrito Federal, mas Alisson Dias diz que a estimativa é de que tenha, pelo menos, 15 mil pessoas com o transtorno.
A lei publicada esta semana vem somar a outras políticas públicas já garantidas para quem tem Transtorno do Espectro Autista no DF. Uma delas é a Credencial de Estacionamento para Autista, lançada em 2020 pelo Detran.
Com o documento, os deficientes têm modelo especial para identificação do veículo. A nova credencial traz o símbolo universal do autismo – um laço com estampa de quebra-cabeças – e dobrou a validade para 10 anos.
A Lei Federal nº 10.098/ 2000, assegura a reserva de 2% das vagas em estacionamento regulamentado de uso público para serem utilizadas exclusivamente por veículos que transportem pessoas portadoras de deficiência ou com dificuldade de locomoção.
Já a Lei Distrital nº 4.568/2011 garante ao condutor de veículo que estiver conduzindo pessoa autista o direito de uso das vagas especiais de estacionamento reservadas às pessoas com deficiência. Os carros estacionados nessas vagas deverão, obrigatoriamente, exibir a credencial de estacionamento sobre o painel, com a frente voltada para cima.
Outros serviços
A Secretaria de Educação oferece atendimento educacional especializado a cerca de 3,5 mil estudantes com TEA em escolas inclusivas da rede pública de ensino, com atendimento especializado em sala de recursos no horário contrário ao turno de aula regular. Também são realizados atendimentos em 13 centros de ensino especial.
Na Saúde, a cadeia de assistência aos pacientes com casos de TEA é formada pela Rede de Atenção Primária, pelos ambulatórios especializados e por unidades como os CAPSi, o Centro de Atenção Psicossocial tipo I ou II (CAPS I), Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica e o Adolescentro.
Além disso, as demandas para reabilitação neuromotora dos pacientes com TEA são realizadas pelos Centros Especializados em Reabilitação Física e Intelectual (CERs) de Taguatinga; o Hospital de Apoio; e do Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal-LP).
Com a conclusão das obras no canal do Núcleo Rural Córrego da Coruja, em Ceilândia, 48 produtores da região vão trocar a captação improvisada de água do riacho pelo abastecimento feito por um canal tubulado de mais de 5 km de extensão | Foto: Lúcio Bernardo/Agência Brasília
Água para regar a produção agora chega para pequenos agricultores graças a esforços que resultaram na entrega de 33 km de novas tubulações
A época de seca era um martírio para os produtores do Núcleo Rural Vargem Bonita, no Park Way. Sem chuvas, eles não tinham água para molhar as plantações. Jucilene Dantas Lima, 41 anos, que vive da venda das hortaliças e verduras que planta, se recorda bem desse período. “Teve um ano que perdi praticamente toda minha produção”, conta. “O canal era muito antigo, as manilhas estavam quebradas, a água vazava e não chegava para as chácaras da Rua 3”, explica.
Em outubro, completa um ano que a realidade dos produtores da região mudou. As manilhas de concreto de 30 anos atrás foram substituídas por tubos de PVC que garantem que a água da barragem que abastece a região chegue às 66 famílias no núcleo rural o ano inteiro.
São seis quilômetros de um novo canal e mais de R$ 600 mil que se somam aos R$ 6,4 milhões investidos pelo Governo do Distrito Federal (GDF) desde 2019 na recuperação de canais de irrigação nas áreas rurais do DF. Canais que garantem segurança hídrica e regularidade no abastecimento para os pequenos agricultores.
33,3quilômetros de canais de irrigação renovados foram entregues pelo GDF em dois anos e nove meses
Em dois anos e nove meses, o GDF entregou 33,3 quilômetros de canais de irrigação renovados, incluindo dois dos principais do DF: o da Vargem Bonita, no Park Way, e o do Núcleo Rural Santos Dumont. Neste último, as tubulações são 100% revestidas com canos de PVC, que são mais resistentes e têm vida útil estimada em 50 anos.
As obras feitas desde 2019 beneficiaram 340 famílias de produtores rurais, que antes sofriam com a falta de água nas plantações. “Tinha chacareiro aqui que tinha que ir na barragem buscar água”, conta a produtora Jucilene Lima, que assumiu com o marido os cuidados com a chácara na Vargem Bonita depois que o sogro faleceu.
O DF tem 72 canais que levam água para as chácaras da área rural. Cerca de 240 quilômetros de tubulação beneficiam aproximadamente 1,6 mil produtores. A maioria deles foi feita de forma tradicional, escavado, a céu aberto. Com o tempo, essas estruturas foram se degradando e aumentando as taxas de infiltração, causando perdas significativas por evaporação ou infiltração no solo.
“As pessoas faziam uma estrutura na área rural que desviava uma parte da água de um córrego, por exemplo. Eles faziam valas no terreno onde a água ia percorrendo até chegar nas propriedades”, explica o secretário-executivo de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Luciano Mendes.
Dos canais de irrigação existentes no DF, os três maiores e mais importantes estão na lista para receber melhorias até o ano que vem
“O canal da Vargem Bonita era um dos poucos que tinha algum revestimento, quase a totalidade dos regos d’água era feita na terra. Mesmo assim, ao longo do tempo, a manilha foi se desgastando. Às vezes, até raízes de árvores faziam as manilhas serem retiradas ou quebravam o concreto, o que aumentava as perdas d’água”, afirma o secretário.
“E, nos que não tinham qualquer revestimento, a sujeira acumulada ao longo dos anos, por exemplo, aumentava a infiltração da água no solo”, completa Luciano Mendes.
Segundo a Seagri, cerca de 50% do volume de água que entrava nos antigos canais de abastecimento não chegava para os produtores. Sem os canais, provavelmente os produtores teriam que perfurar poços artesianos, que causam maior impacto ambiental e têm custo mais elevado.
Mais importantes do DF
Dos canais de irrigação existentes no DF, os três maiores e mais importantes estão na lista para receber melhorias até o ano que vem. Além do de Vargem Bonita, ano passado foi entregue o do Núcleo Rural Santos Dumont, em Planaltina. As obras foram realizadas no ramal principal e nos canais secundários do Santos Dumont que levam água do Ribeirão Pipiripau para 100 produtores da região.
O canal do Núcleo Rural de Tabatinga, com oito quilômetros tubulados e que vai beneficiar 36 propriedades rurais, aumentou em 120 hectares a área irrigada da região| Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília
Já o canal do Rodeador, na região do Incra-06, em Brazlândia, está previsto para ser entregue em 2022. A obra deve ser iniciada em janeiro. O canal tem 32 quilômetros de extensão, beneficia mais de 100 produtores rurais e é um dos principais do DF. A maior obra de irrigação da capital será dividida em etapas e vai começar pelo ramal mais significativo do sistema, de 6,4 quilômetros. A nova tubulação vai acabar com desperdícios e permitir captação de 150 litros por segundo, suficiente para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes.
“Nesta gestão, os três principais canais de irrigação, os com maior volume, Santos Dumont, Vargem Bonita e Rodeador, passaram ou vão passar por intervenções. Dois já foram entregues e estamos nos preparando para começar o Rodeador”, afirma o secretário de Agricultura.
Na semana passada, o GDF entregou a terceira e última etapa das obras do canal de irrigação do Núcleo Rural de Tabatinga, em Planaltina-DF. Ao todo, foram tubulados oito quilômetros do canal, o que irá beneficiar 36 propriedades rurais. A renovação da estrutura proporcionou o aumento de 120 hectares de área irrigada na região.
Investimentos feitos pelo GDF desde 2019
Está em obras o canal do Núcleo Rural Córrego da Coruja, em Ceilândia. Em breve, os 48 produtores da região vão trocar a captação improvisada de água do riacho pelo abastecimento por um canal tubulado de mais de 5 km de extensão. O canal foi projetado para uma vazão de 50 mil litros de água por dia para cada propriedade.
Esforço conjunto
A recuperação dos canais de irrigação é um esforço da Seagri, da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa); Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/DF); Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e dos próprios produtores rurais que servem de mão de obra e colocam a mão na massa nas obras. O levantamento topográfico dos canais também é realizado pela Emater-DF.
No caso do canal de irrigação do Santos Dumont, a parceria envolveu o Comitê da Bacia Hidrográfica do Paranaíba, que destinou R$ 1,8 milhão arrecadado pela cobrança do uso dos recursos hídricos. No Rodeador, foi feita uma parceria do GDF com a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), que garantiu aporte de R$ 7 milhões para a primeira fase das obras. Recursos do próprio GDF e de emendas parlamentares também financiam o investimento.
A Emater-DF, empresa que auxilia os produtores rurais com produção e comercialização, ajuda no trabalho de revitalização em todas as fases, desde a mobilização das comunidades no engajamento das ações, até na elaboração dos projetos e acompanhamento da execução das obras.
A empresa ressalta que, ao construir sistemas mais eficientes e sustentáveis de gestão da água, a recuperação dos canais de irrigação aumenta a produção agropecuária. Em algumas regiões, a área de produção deve ser ampliada em até 100 hectares com a chegada de água.
Para a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca, essa união de esforços mostra que o trabalho anda quando tem o envolvimento de todos. Além disso, segundo ela, a revitalização traz benefícios para todo o DF.
“A água é o insumo primordial para a agricultura. Com essas revitalizações, além da agricultura, ganha a cidade, que tem sua demanda de água aumentada com a economia do campo. E também ganha com a oferta de alimentos de qualidade produzidos por pequenos produtores da nossa região”, afirma.