Às 9h, governador entrega ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário do município e anel viário na GO-174. Depois, às 11h, inaugura restauração de 111,5 quilômetros da GO-060 e concede computadores a 300 estudantes da 3ª série do Ensino Médio
O governador Ronaldo Caiado inaugura, nesta terça-feira (28/09), às 9h, as obras de ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Iporá. O presidente da Saneago, Ricardo Soavinski, também participa do evento. A estrutura inaugurada é formada por 149 quilômetros de redes coletoras de esgoto e um interceptor. Os investimentos giram em torno de R$ 36 milhões.
Com o novo empreendimento, serão incrementadas 7.878 ligações domiciliares, beneficiando mais de 14.300 moradores. As obras garantem a evolução do índice de atendimento com coleta de esgoto de 52% para 80%. Ao todo, 37 bairros terão acesso ao sistema de esgotamento sanitário.
Na ocasião, também entrega a reconstrução do anel viário de Iporá, no trecho de 9,6 quilômetros do perímetro urbano até a GO-060 e da GO-174 à avenida Rio Branco. Foram investidos na recuperação mais de R$ 12,8 milhões, por meio da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra).
Às 11h, inaugura outra obra da Goinfra: a restauração da GO-060, no trecho de 111,5 quilômetros, que liga Iporá a Firminópolis. O investimento é de R$ 97,6 milhões em recursos do Tesouro Estadual. Durante o evento, serão concedidos 300 Chromebooks a alunos da 3ª série do Ensino Médio do município.
Serviço:
Assunto: Governador Ronaldo Caiado cumpre agenda em Iporá, no Oeste goiano
Quando: Terça-feira (28/09)
Programação:
9h: Inauguração das obras de ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Iporá e da recuperação do anel viário da GO-174, no perímetro urbano
Onde: Avenida 24 de Outubro, Centro, Iporá (GO)
11h: Inauguração da restauração da GO-060 e entrega de Chromebooks para alunos da 3ª série do Ensino Médio
Onde: Portal da cidade – GO-060, Parque das Estrelas, Iporá (GO)
O governador Ronaldo Caiado, durante entrega da nova recepção e de passarela de interligação do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol): “Onde temos UTIs para Covid-19, já vamos usar esses leitos para dar retaguarda aos centros cirúrgicos e propormos uma ampliação das nossas cirurgias eletivas” (Foto Júnior Guimarães)
Com queda da demanda por internação, mais leitos de UTI abertos durante pandemia serão destinados a apoiar centros cirúrgicos dedicados a procedimentos programados. No hospital, investimento em melhorias para dar mais conforto e agilidade no atendimento a usuários do SUS é de quase R$ 2,5 milhões
O governador Ronaldo Caiado anunciou, nesta segunda-feira (27/09) a ampliação dos procedimentos cirúrgicos eletivos no sistema estadual de saúde em todas as regiões do Estado. A informação foi prestada durante inauguração da nova recepção geral Dr. Lindolfo de Barros e da passarela de interligação do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). “Essa é a etapa seguinte: avançarmos agora, em ritmo acelerado no atendimento dessa demanda que, indiscutivelmente, diante da pandemia, ficou represada”, disse o governador.
Caiado observou que, com a vacinação contra a Covid-19 até a faixa etária de 12 anos e atendimento das pessoas acima de 70 anos de idade com dose de reforço, há diminuição de complicações provocadas pela doença e da demanda de internação. “Onde temos UTIs para Covid-19, já vamos poder usar esses leitos para dar retaguarda aos centros cirúrgicos e propormos uma ampliação das nossas cirurgias eletivas”, detalhou.
A retomada dos agendamentos e da realização de procedimentos cirúrgicos eletivos de média e alta complexidades, nas unidades de saúde da rede pública, filantrópica e privada em todo o Estado de Goiás foi autorizada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-GO) por meio da portaria 1.440/2021, de 06 de agosto. São consideradas cirurgias eletivas aquelas agendadas em data facultada pelo paciente ou cirurgião, conforme a legislação vigente.
No Hugol, o governador vistoriou as áreas inauguradas nesta segunda-feira. O investimento nas melhorias para dar mais conforto e agilidade no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) é de quase R$ 2,5 milhões. As obras são parte do Plano de Aplicação, Ampliação e Adaptação de Áreas Físicas, iniciado em agosto de 2020, com projeção de investimentos de R$ 5.688.763,85 em estrutura física.
“Lidamos com vidas, e vida não tem preço. Tem que ser referência número um de qualquer governante e cidadão de mente sã, independente das dificuldades que existam pela frente”, frisou Caiado. “Um cidadão, como aqueles que estão ali sentados, quer ser chamado pelo nome, e não por números. Precisamos mostrar que, independentemente da condição social, as pessoas têm que ser respeitadas, e nós temos que fazer o que há de melhor na medicina”, completou.
Com área útil de 550 m², a nova recepção contou com investimento de R$ 2.017.961,55. O espaço é três vezes maior do que a estrutura atual e tem capacidade de atendimento de 232 acompanhantes e visitantes, além de adaptações para completa acessibilidade. Dez novos postos de atendimento se somam aos outros seis existentes na recepção da unidade. A concepção para a ambientação da recepção atende ao que preconiza a “Visita Aberta” da Política Nacional de Humanização (PNH).
A nova área recebeu o nome do médico Lindolfo de Barros, que faleceu em julho deste ano, aos 80 anos, vítima de complicações da Covid-19. O pediatra foi uma das maiores referências da especialidade no Brasil. “Dr. Lindolfo Barros foi na essência, na vida toda, aquilo que nós chamamos um médico: pessoa humana, caridosa, altamente competente e dedicada a sua profissão. Merece de nós todo respeito, e hoje ele está eternizado aqui”, ponderou Caiado.
Já na obra da passarela de interligação foram aplicados R$ 454.948,65. A construção conecta a nova recepção geral ao bloco de internação e estrutura de rampas e elevadores de acesso, com maior segurança, comodidade e capacidade de atendimento. “Essa unidade é símbolo de toda a expansão que fizemos até agora no Hugol. Um hospital pujante, que produz saúde e cuida das pessoas. Não temos um desse porte hoje nem na iniciativa privada”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Ismael Alexandrino.
O secretário lembrou o recebimento, pela unidade, do certificado ONA 2, concedido pela Organização Nacional de Acreditação em reconhecimento à qualidade dos serviços oferecidos. “Não é só vaidade e alegria que isso nos traz. Representa, sobretudo, qualidade e segurança para o paciente. É uma unidade que referencio para minha família e minha pessoa, pois este é o SUS que acredito e pelo qual luto no dia a dia para que seja construído”, completou.
O diretor-geral do Hugol, Hélio Ponciano, salientou que a meta é ser referência no atendimento do SUS no País. “Entendemos que o paciente, independentemente da sua categoria, merece o melhor, e a nossa busca é constante e incessante por essa melhoria”, pontuou. “Encontramos junto ao governo, nas pessoas do nosso governador e do nosso secretário, força para prosseguir nessa luta, apoio para seguir em frente e conseguir ser o maior, e talvez o melhor”, afirmou.
Localizada na região Noroeste de Goiânia, a unidade da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) é gerida pela Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir). Seu superintendente de Relações Institucionais, Sérgio Daher, afirmou que o Hugol vem desempenhando um papel “com bastante ética, agilidade e, acima de tudo, tratamento humanizado”. “Essa recepção, com certeza, irá dar oportunidade a nossos pacientes e familiares de um tratamento mais humano e uma segurança maior aos nossos colaboradores”, arrematou.
O deputado estadual Cairo Salim, que falou em nome dos parlamentares presentes, se disse orgulhoso de apoiar Caiado nas pautas importantes para a população e afirmou que o Hugol “mostra que é possível fazer um SUS de qualidade e tratar bem todos pacientes goianos e aqueles que vêm a Goiânia”.
Outras ações
Além das estruturas inauguradas hoje, outra adequação realizada foi a ampliação da UTI Coronariana, concluída em setembro de 2020. O local está em pleno funcionamento e reforça o perfil do Hugol, voltado para atendimentos de urgência e emergência clínicos e cirúrgicos, de média e alta complexidades.
Lá existiam duas unidades, com capacidade total de internações de 12 leitos. O ambiente passou por reforma para atender à demanda das cirurgias cardíacas, contando com 10 leitos de UTI, num investimento de R$ 175.513,04.
Fizeram parte dos serviços citados também a edificação de um novo muro de divisa entre o Hugol e a indústria vizinha, concluído em junho de 2021. Amparado em projeto base da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), a estrutura conta com 360 metros lineares de extensão e recebeu investimento total de R$ 208.858,33.
Ainda estão previstas a construção de um novo abrigo de resíduos e a adequação do espaço físico para a instalação do Serviço de Ressonância Magnética com aparelho de última geração, que complementará o parque de imaginologia da unidade.
Também estiveram presentes o secretário de Estado Tony Carlo (Comunicação); Roberto de Barros, filho do médico homenageado; os deputados estaduais Humberto Aidar, Cairo Salim e Charles Bento; vereador Dr. Gian Said, representante da Câmara Municipal de Goiânia; ex-deputado federal Daniel Vilela; os diretores do Hugol Luiz Arantes (Técnico) e Luiz Carlos Sampaio (Administrativo); superintendentes da Agir Lucas Silva (Executivo), Claudemiro Euzébio (Administração Financeira) e Dante Garcia (Gestão e Planejamento); assessor especial da governadoria Paulo Magalhães; coordenadora do projeto “Poesia em Tela” do Hugol, Lêda Selma; artista plástica Ana Carolina Borges, autora da pintura Sobrevoos, que compõe a ambiência da nova recepção do Hugol; saxofonista subtenente Monteiro e harpista Aline Araújo.
O arcebispo emérito de Brasília, cardeal dom José Freire Falcão, morreu, na noite desse domingo (26), vítima de complicações da covid-19. O religioso tinha 95 anos e estava internado em um hospital particular da capital há dez dias.
“O cardeal foi internado no dia 17 de setembro, como medida preventiva, após testado positivo para a covid-19. Na madrugada do dia 24 de setembro, dom Falcão teve uma piora em seu quadro respiratório e renal, sendo necessária uma entubação para dar conforto maior à sua condição”, informou a Arquidiocese de Brasília em nota.
Pelo Twitter, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, lamentou a morte do sacerdote. “Brasília perde um de seus maiores guias religiosos”, afirmou.
Às 15h, haverá missa de corpo presente na Catedral, restrita ao clero e a autoridades. O sepultamento ocorrerá após a missa, na cripta da Catedral.
Previsão é que taxa Selic suba para 8,25% ao ano até o fim de 2021
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu, novamente, de 8,35% para 8,45% neste ano. É a 25ª elevação consecutiva na projeção. A estimativa está no Boletim Focus de hoje (27), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.
Para 2022, a estimativa de inflação é de 4,12%. Para 2023 e 2024, as previsões são de 3,25% e 3%, respectivamente.
A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%.
Em agosto, puxada pelos combustíveis, a inflação subiu 0,87%, a maior inflação para o mês desde o ano 2000, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses, o maior acumulado desde fevereiro de 2016, quando o índice alcançou 10,36%.
Para o mês de setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, registrou índice de 1,14% no mês, a maior taxa do IPCA-15 para um mês de setembro desde 1994 (1,42%).
Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, que foi elevada na semana passada de 5,25% ao ano para 6,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Ao anunciar a decisão, o Copom já sinalizou que pretende elevar a Selic em mais um ponto percentual na próxima reunião, marcada para o fim de outubro.
Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2021 em 8,25% ao ano, mesma projeção da semana passada. Para o fim de 2022, a estimativa é que a taxa básica suba para 8,50% ao ano. E para 2023 e 2024, a previsão é 6,75% e 6,50% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
As instituições financeiras consultadas pelo BC mantiveram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano em 5,04%. Para 2022, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,57%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2,20% e 2,50%, respectivamente.
A expectativa para a cotação do dólar também se manteve em R$ 5,20 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,24.
A Central de Reciclagem do Varjão, fundada por mulheres em 2008, hoje também conta com o trabalho de 14 homens e chega a coletar 90 toneladas de produtos reaproveitáveis por mês | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília
Central de Reciclagem do Varjão é uma das 11 contratadas pelo SLU; no local, 39 famílias garantem renda mensal de até um salário mínimo
Na entrada do Varjão, caminhões despejam em um galpão, diariamente, 3,8 toneladas de um material valioso. São plásticos, papéis, papelões, garrafas pet e tudo o mais que pode ser reaproveitado. Trabalhadores com olhos treinados e mãos rápidas separam os materiais para a reciclagem. O serviço minucioso assegura o sustento de 39 famílias da Central de Reciclagem do Varjão (CRV), uma das 11 cooperativas de catadores contratadas pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) para executar a tarefa.
A associação coleta e recicla mensalmente cerca de 90 toneladas de materiais recolhidos nas quadras residenciais e comerciais do Varjão e do Lago Norte. “Coletamos muito lixo. Parece que, com a pandemia, as pessoas estão mais em casa e o lixo aumentou bastante”, analisa a presidente da CRV, Ana Carla Borges.
“O SLU tem contrato de coleta seletiva tanto com as empresas quanto com as cooperativas, mas o resultado final de aproveitamento dos recicláveis só é positivo se todos nós fizermos nossa parte. É importante a separação correta, pois muitas famílias dependem da comercialização dos recicláveis para garantir renda e comida na mesa”Sílvio Vieira, diretor-presidente do SLU
Fundada em 2008, a CRV começou a operar como uma entidade somente de mulheres. Em 2020, no entanto, a presidente da associação passou a permitir a presença de homens. Atualmente, são 25 mulheres e 14 homens para separar e armazenar o que pode ser reaproveitado. O trabalho diário, que é pesado e anotado em uma planilha, pode render até um salário mínimo por mês, para cada funcionário, de acordo com a produção.
“O SLU tem contrato de coleta seletiva tanto com as empresas quanto com as cooperativas, mas o resultado final de aproveitamento dos recicláveis só é positivo se todos nós fizermos nossa parte. É importante a separação correta, pois muitas famílias dependem da comercialização dos recicláveis para garantir renda e comida na mesa”, afirma o diretor-presidente do SLU, Sílvio Vieira.
Certificação em eletroeletrônicos
A CRV está capacitada para receber, coletar e triar todo tipo de reciclável, inclusive resíduos eletroeletrônicos. Há equipamentos que possuem metais pesados, como chumbo e mercúrio, que podem causar transtornos ao meio ambiente. Particularidades como essa exigem muitos cuidados para que a reciclagem possa ser feita de forma segura, para os trabalhadores e para o meio ambiente.
Capacitada para receber, coletar e triar todo tipo de reciclável, a CRV realiza os serviços com os cuidados que garantem segurança para os trabalhadores e para o meio ambiente
Para a cooperativa ser certificada na destinação correta do material, os integrantes participaram de cursos de reciclagem de lixo eletrônico, realizados pelo Instituto GEA Ética e Meio Ambiente e pelo Laboratório de Sustentabilidade da Universidade de São Paulo (Lassu-USP).
“Aprendemos a fazer o desmanche das placas com muita atenção e cuidado. Elas são desmontadas, separadas e colocadas em sacos específicos”, explica a presidente da CRV, Ana Carla Borges.
O lixo eletroeletrônico, por sinal, tem sido uma boa fonte de recursos para aumentar a renda da cooperativa. Micro-ondas, aparelhos celulares, computadores, tablets e televisores possuem um preço diferencial no mercado. “Dá para cada catador receber até R$ 600, dependendo da quantidade do material selecionado. Foi assim que conseguimos comprar o nosso terceiro caminhão para fazer a coleta seletiva”, comemora Ana Carla.
De olho no potencial econômico da coleta seletiva, a cooperativa promove campanhas no Varjão e Lago Norte para incentivar o descarte correto dos eletroeletrônicos. Uma ação direcionada como essa pode significar o recolhimento de até duas toneladas do material num único dia.
“Consigo tirar até R$ 900 por mês. Já sou conhecida no Varjão e recebo muita coisa na porta de casa, na Quadra 6. Não jogo nada fora. Trago tudo para a cooperativa para ajudar na minha produção”Dalva Alves da Silveira, catadora de recicláveis
Reconhecimento e respeito
Aos 56 anos de idade, Dalva Alves da Silveira já não contabiliza o tempo de trabalho como catadora de lixo. No entanto, lembra bem que, com os recursos recebidos no exercício da atividade, conseguiu criar os seis filhos.
Orgulhosa por estar devidamente registrada no INSS, Dalva se envaidece também com o reconhecimento e respeito de vizinhos e até desconhecidos. “Consigo tirar até R$ 900 por mês. Já sou conhecida no Varjão e recebo muita coisa na porta de casa, na Quadra 6. Não jogo nada fora. Trago tudo para a cooperativa para ajudar na minha produção”, destaca.
Veterana na atividade, em que é fundamental redobrar os cuidados para manusear o lixo, Dalva não abre mão de nenhum item da vestimenta que lhe garante proteção: botas, meias, calça comprida, blusa de manga longa, luvas, máscara, óculos de proteção, boné ou chapéu. “Mesmo já estando acostumada com o serviço, não esqueço de nada para ficar bem protegida e trabalhar com segurança. Nunca tive nem um problema”, atesta.
No setor específico de triagem da CRV, nada foge aos olhos de Dinorah José Borges Rodrigues, 63 anos e dez filhos. A mulher já atuou como arrumadeira, passadeira, vendedora de lingerie e de bijuterias, mas foi na cooperativa do Varjão que percebeu as vantagens de trabalhar duro para garantir a renda.
“Sempre trabalhei muito, mas aqui posso tirar até R$ 1,2 mil por mês. É um trabalho minucioso, porque na triagem os materiais têm que ser colocados no lugar certinho, para serem ensacados ou prensados. Então, estou feliz com o que faço”, comenta.
Concurso de moda lança espaço virtual de promoção de vendas, representando marcas da periferia do Distrito Federal
Nesta edição do Top Cufa DF 2021, o público desfrutará de uma iniciativa destinada a gerar negócios e oportunidades para empreendedores e empreendedoras do DF, que atuem no ramo da moda, da estética, do artesanato, do turismo e de quaisquer outros segmentos relacionados à beleza, à moda e à cultura. As inscrições podem ser realizadas a partir de 22/09, pelo formulário virtual.
O concurso segue firme rumo à sua segunda etapa seletiva, no próximo domingo, 26/09, e aproveita a atenção para convocar seu público empreendedor. A primeira fase já aconteceu e foi um sucesso em termos de execução e segurança sanitária para as pessoas participantes. Essa seletiva, que ocorreu no foyer da Sala Villa Lobos do Teatro Nacional, em 19/09, contou com cerca de 240 pessoas inscritas. Dentre elas foram selecionadas 64 modelos, 32 homens e 32 mulheres (16 na categoria Fashion e 16, na Street), com idades entre 15 e 28 anos.
Bruno Kesseler, presidente da Cufa DF, expressa seu encantamento com a iniciativa da entidade: “é maravilhoso para nossa comunidade empreendedora periférica contar com um projeto dessa magnitude, uma vez que essas regiões administrativas não têm oportunidades desse porte durante todo o calendário profissional. É um orgulho para a Cufa DF ver profissionais mostrando seus trabalhos em um projeto que foi criado para esse público especificamente. Seguiremos fortalecendo nossas comunidades em quaisquer que sejam as circunstâncias, durante a pandemia ou fora dela. E, para nosso querido público, também fica o convite. É mais uma chance de interagir com o Top Cufa e agitar o mercado local, comprando de produtores e produtoras da gente. É nosso povo produzindo para nosso povo”.
A proposta do Top Cufa DF 2021 constrói uma ponte entre o público consumidor e a classe empreendedora, direcionando às páginas web das parcerias, a partir do site da entidade. O concurso — que é realizado pela Associação Cresce DF e pela Central Única das Favelas do Distrito Federal, e tem recursos viabilizados pela Secretaria de Turismo do Distrito Federal — propõe uma vitrine virtual para mais de 60 marcas locais, representantes das tendências candangas. Trata-se, portanto, de uma ótima entrada do empresariado local de pequeno porte no mercado da moda, além de mais uma possibilidade de compras para o público consumidor. Desse modo, aproveitando a segurança de seus lares, podem adquirir produtos e serviços locais, contribuindo para o giro da economia daqui.
Natália Lins, artesã de instrumentos musicais e costureira de saias e peças, uma das empreendedoras dispostas a aproveitar essa oportunidade proporcionada pela Cufa, conta sobre sua perspectiva de participação: “sinto que é uma boa oportunidade para apresentar meu trabalho, que começou como uma necessidade de criação de saias para dançar. Então, pela habilidade que tenho como costureira e figurinista, dei seguimento ao trabalho, com o sonho de ter meu próprio negócio. Poder continuar a oferecer esse trabalho, que já está mais maduro, é muito especial para mim. A Top Feira Virtual é parte da realização desse sonho”.
Juliana da Silva, cabeleireira e maquiadora, é outra empreendedora que atuará nesse ousado projeto de vendas online. Em seu relato, mostra um que expectativas deposita na iniciativa: “a expectativa que tenho é sobre a visibilidade gerada para meu trabalho, para minha arte. Mostro o que faço de várias formas, com as tranças, com a maquiagem, tudo para realçar a beleza da pessoa e proporcionar acesso a outros tipos de cultura. Como estamos em um momento de superação das perdas que tivemos, é importante aproveitar qualquer situação que torne nosso trabalho mais visível. Essa é uma dessas grandes oportunidades.
Com esse propósito, a equipe de comunicação do Top Cufa DF lança um chamado, via redes sociais e imprensa, não só para fornecedores com interesse no projeto, mas para todo o público interessado no mercado da moda e da beleza que circunda um dos maiores concursos do país.
Festival de Viola Caipira do Entorno do DF recebe inscrições gratuitas até 8 de outubro. Os 20 artistas selecionados serão apresentados ao público em lives marcadas para novembro, quando jurados definirão os campeões
Estão abertas até 8 de outubro as inscrições para o Festival de Viola Caipira do Entorno do Distrito Federal – FEVICAE. De forma gratuita, artistas de todo o país podem participar desta edição de estreia do evento, enviando vídeos com a execução ao vivo de composições no estilo sertanejo de raiz. Serão selecionados 20 candidatos, que concorrerão a valores de R$ 1 mil a R$ 4 mil, do quinto ao primeiro lugar, de acordo com avaliação de júri especializado, totalizando R$ 11,5 mil em premiações. Os interessados devem acessar o formulário de inscrição e conferir o regulamento por meio do seguinte link: https://bit.ly/INSCRICOESFEVICAE.
“Nosso objetivo é mostrar os novos talentos da viola caipira em um concurso de músicas sertanejas de raiz. Poderão participar artistas solo, duplas e trios de todo o país. A viola caipira deve ser o instrumento de maior relevância de cada apresentação, podendo ser acompanhada por outra viola ou violão, apenas”, explica a violeira e produtora cultural Karen Parreira, idealizadora do festival.
Nas prováveis datas de 12, 13 e 14 de novembro, em formato on-line, devido à restrições impostas pela pandemia de covid-19, ocorrerão as etapas semifinal e final do festival, quando os 20 selecionados serão apresentados ao público e avaliados por júri especializado, que analisará aspectos como interpretação, afinação, harmonia, ritmo, dicção, postura, qualidade de áudio e vídeo, participação feminina, ineditismo e autoria da obra. “Nestes dias, no canal da Viólêta Produções, no YouTube, com direito a tradução por intérprete de Libras, pois prezamos pela acessibilidade do público, teremos lives com Zé Mulato e Cassiano (DF), Almir Pessoa (GO) e Dyego e Gustavo (DF). Ao longo dos shows, serão apresentados os vídeos dos participantes do festival e, por fim, os jurados definirão os cinco artistas que receberão as premiações”, esclarece Karen Parreira.
Patrocinado pelo Fundo de Arte e Cultura de Goiás, o Festival de Viola Caipira do Entorno do Distrito Federal traz ainda a oportunidade de elevar o nível de gerenciamento profissional das carreiras dos participantes. Todos os inscritos poderão acessar uma oficina de legalização artística, com carga horária de 30 horas. “Intitulado ‘Do autoral ao digital’, este breve curso terá quatro módulos: registro artístico; registro de obra; registro de fonograma; e lançamento musical digital. Dessa forma, pretendemos incentivar os artistas da viola caipira, vários ainda pouco habituados às novas tecnologias, a se inserirem de maneira mais apropriada no atual mercado da música”, comenta Karen Parreira.
Festival de Viola Caipira do Entorno do Distrito Federal – FEVICAE
Novacap troca brinquedos por mudas de flores dos viveiros ornamentais
A partir desta segunda (27) até o dia 8 de outubro, a Novacap estará arrecadando brinquedos em troca de mudas de flores do Viveiro. A ação faz parte do “Vem Brincar Comigo”, programa do GDF que visa arrecadar brinquedos e livros infantis para crianças em vulnerabilidade social.
A arrecadação acontece no Viveiro l, de plantas ornamentais, localizado na SMPW Quadra 06 Conjunto 2 Área Especial – Park Way, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e de 13h às 15h. As espécies disponíveis são: dália, zínia, torênia, celósia, sálvia e vinca.
Para participar, basta levar um brinquedo ou livro novo, embalado em plástico transparente (para facilitar a higienização e identificação) e escolher a muda de sua preferência. Não é necessário realizar agendamento.
No ano de 2020, o GDF arrecadou cerca de 40 mil itens. Para 2021, estima-se que cerca de 50 mil crianças sejam beneficiadas.
“Estamos muito felizes em apoiar essa campanha por meio do DPJ, com a troca das mudas de planta, estamos estimulando e incentivando doações.” diz Janaína González,chefe de Divisão de Agronomia da Novacap.
A campanha está na sua terceira edição. A iniciativa é coordenada pela Subchefia de Políticas Sociais e Primeira Infância, ligada ao Gabinete do Governador Ibaneis Rocha.
Mais informações sobre a Vem Brincar Comigo podem ser acompanhadas por meio da página da campanha, no portal do GDF. (https://www.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/vembrincarcomigo/)
O fortalecimento do papel da mulher na sociedade nas últimas décadas tem sido fruto de pequenas vitórias nos mais diversos segmentos. Desde legislações que visam a abertura de portas no processo eleitoral, passando por políticas públicas sólidas de proteção às mulheres até a ocupação natural de espaços antes inóspitos a sua presença. Gradativamente, mas com bastante atraso, a mulher vai tomando assento em cadeiras que já deveriam ser suas por direito.
No entanto, essa ocupação é morosa, o que leva a cenários de injustiça que insistem em se perpetuar. Alguns deles podem ser vistos ao debruçar sobre os números do ensino superior no Brasil, tanto na perspectiva do aluno quanto no quadro de docentes. Neste caso específico, aliás, deparamos com um paradoxo que simboliza a misoginia estrutural, alicerçada justamente nas entranhas de instituições que deveriam se abrir a novos paradigmas em vez de prorrogar velhas tradições.
Para chegarmos a essa análise, é preciso contextualizar todo o cenário, começando por sua base: há anos, as mulheres já são maioria em todos os níveis do ensino superior e pós-graduação no país. Ou seja, não há nenhum absurdo em dizer que a mulher no Brasil está mais qualificada do que o homem.
Dados do IBGE divulgados no início deste ano mostram que em praticamente todas as faixas etárias o público feminino com formação superior é maior do que o masculino. No grupo de 25 a 34 anos, aquele mais próximo do universo dos recém-formados, 25,1% delas têm 3º grau completo, enquanto apenas 18,3% deles têm graduação. Não por acaso, a exceção é a faixa acima dos 65 anos. É a única em que os homens com ensino superior têm maior percentual, revelando um retrato antigo, porém esclarecedor, do que eram as mulheres na comunidade acadêmica até meados dos anos 90.
Além disso, revela o IBGE, elas também dominam as qualificações no país em se tratando de titulações de mestrado e doutorado. Um cenário que bem deveria ser positivo revela, no entanto, contradições que não se restringem à realidade brasileira.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também tem elaborado um estudo, intitulado Education of Glance 2019, que mostra que em seus 36 países-membros e em outras 10 nações, dentre elas o Brasil, as mulheres são maioria não apenas entre os ingressantes nas universidades como também entre os concludentes dos cursos de graduação. O problema é que em todos os países pesquisados, a mulher ainda tem grande dificuldade de acesso ao mercado de trabalho.
Pelo menos no Brasil, a injustiça começa, como eu disse antes, na própria docência acadêmica: em 2019, 46,8% dos professores universitários brasileiros eram compostos por mulheres. Em 2003, 16 anos antes, elas eram 43,2%, o que mostra um avanço bastante discreto no perfil de contratações.
E isso, é claro, se reflete em praticamente todo o mercado de trabalho. O IBGE mostra que 82% daquelas mesmas mulheres com idade entre 25 e 34 anos e com ensino superior completo estão empregadas. Entre os homens, o índice de empregabilidade é de 89%. Na mesma faixa etária, 76% dos homens sem formação superior conseguem um emprego – número muito acima dos 45% das mulheres nas mesmas condições.
São muitos os números que fazem ligar o sinal de alerta. Mas é necessário trazê-los à tona para mostrar que o mercado insiste em fugir do critério da qualificação para se contratar. Contraditoriamente, o próprio mercado é capaz de atestar a capacidade feminina no exercício de suas funções, mas há barreiras históricas e talvez até econômicas que fazem ruir a lógica do mercado em favor da mão-de-obra masculina. Realidades que precisam ser derrubadas o mais rápido possível.
Cida Vidigal é advogada, diretora acadêmica do Grupo Ipemig e professora da Faculdade Batista de Minas Gerais – cida@atendenet.com.br
Ação reuniu ONGs, protetores, projetos e simpatizantes da causa animal no estacionamento 10 do Parque da Cidade, e contou com a participação do deputado Daniel Donizet
A Rede de Proteção Animal do Distrito Federal realizou, no domingo (26), um evento pet, no Parque da Cidade. ONGs, protetores independentes, projetos, empresas e simpatizantes da causa se reuniram, próximo ao estacionamento 10. A ação teve a participação do deputado distrital Daniel Donizet (PL).
O evento teve feira de adoção de cães e gatos, arrecadação de doações para animais em situação de risco, de materiais recicláveis para construção de casinhas para pets comunitários, além de exposição de caminhas, roupas e enfeites para animais de estimação.
Para Daniel Donizet, o evento foi um sucesso. “Além de conversar com a comunidade sobre o nosso trabalho e ouvir sugestões de projetos em defesa dos animais, ainda conseguimos a adoção responsável de vários bichinhos, que ganharam um novo lar e uma nova família. Tudo isso é muito gratificante”, afirmou o distrital.
Quem passou pelo evento no Parque Cidade também ajudou com doação de ração, medicamentos e materiais recicláveis. “Fico feliz em ver as pessoas engajadas com a causa animal. Abrigos e protetores precisam da ajuda de todos para continuarem cuidando dos cães e gatos em situação de risco. Os custos de manutenção são muito altos”, destacou o parlamentar.
Além do deputado Daniel Donizet, a Rede de Proteção Animal do DF conta com a participação do Abrigo Fauna e Flora, da agropecuária Agropet de Vicente Pires e dos Projetos Recicla Pet, Blog da Negah, Projeto Amem e Dogs da Ponte Alta.