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DF se prepara para enfrentar a dengue no período chuvoso

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Para manter a queda do número de casos no DF, a Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal conta hoje com 458 profissionais envolvidos diretamente nas ações preventivas | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

Cada um pode fazer a sua parte no combate ao mosquito Aedes aegypti

A chegada das chuvas no mês de outubro é a oportunidade que o mosquito Aedes aegypti tem para se proliferar. Mas se cada um fizer a sua parte evitando o acúmulo de água em recipientes que servem como criadouros, será possível combater o agente causador da dengue e evitar uma possível alta nos casos.

A água acumulada permite a eclosão de ovos de Aedes aegypti depositados no local até um ano antes. Para manter a queda do número de casos no DF, a Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal conta hoje com 458 profissionais envolvidos diretamente nas ações preventivas.

“A gente trabalha promovendo a saúde para a população”, resume Michelle Peçanha. Ela é chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental de Planaltina e diariamente coordena atividades de prevenção. A cada 15 dias, as equipes fazem vistorias em locais como ferros-velhos, quintais ou onde há acúmulo de lixo. Se necessário, é feita a aplicação de produtos químicos de maneira estratégica: ao invés do fumacê, que é dispersado pelo vento, os agentes de vigilância ambiental aplicam um produto líquido capaz de impregnar nas superfícies e garantir proteção por até 30 dias.

População deve fazer sua parte

As ações educativas também fazem parte da rotina dos núcleos de vigilância ambiental. Moradores são orientados a se desfazer de material que deveria estar no lixo, bem como a adotar os cuidados já conhecidos para combater a proliferação do Aedes aegypti, com o fim de pontos onde pode haver acúmulo de água, como em depósitos de água, vasos de plantas, garrafas, latas, baldes, pneus, etc.

Neste ponto, ressalta Michelle Peçanha, é fundamental contar com o apoio da população. “Por mais que às vezes a gente não consiga convencer um morador, a gente está fazendo, está buscando fazer o melhor”, diz.

De acordo com o diretor de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, Jadir Costa Filho, a prevenção é o maior objetivo neste momento. “Com o número da infestação de mosquitos reduzidas abaixo de um por cento, a transmissibilidade dos vírus cai drasticamente, diminuindo os possíveis atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde e as internações na rede de saúde do Distrito Federal”, explica. O servidor lembra ainda que o trabalho ajuda a combater a dengue e outras doenças chamadas de arboviroses, como zika, chikungunya e febre amarela.

Outras estratégias têm sido adotadas. Entre elas estão as armadilhas, feitas para capturar tanto mosquitos quanto larvas e ovos. Já o fumacê é usado em locais com a confirmação de casos positivos e investigados. “No nosso plano de contingências, as ações no controle e combate ao mosquito são executadas conforme planejamentos e demandas oriundas das Notificações Compulsórias, mas também atendemos solicitações, denúncias feitas pela população do Distrito Federal”, conta o diretor. Neste caso, o canal à disposição é o Disque-Saúde, no telefone 160.

Redução nos casos prováveis

As ações de prevenção têm tido resultado. O boletim epidemiológico da Subsecretaria de Vigilância à Saúde, divulgado nesta sexta-feira (1º/10), mostra que ao longo de 2021 houve uma queda de 72,5% do número de casos prováveis de residentes do DF, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Até o momento, foram 12.362 casos prováveis, contra 44.957 em 2020.

Em 2021, Planaltina foi a única Região Administrativa a registrar aumento no número de casos prováveis, de 2.363 para 3.054, uma alta de 28,3%. Por outro lado, as maiores reduções ocorreram no Gama e em Santa Maria, com 96,9% e 96,1%, respectivamente.

A incidência é maior em Sobradinho, com 1.861,87 casos por 100 mil habitantes; Planaltina com 1.528,41 casos por 100 mil habitantes; e Sobradinho II, com 1.042,37 casos por 100 mil habitantes. As menores incidências estão no Riacho Fundo II (83,32 casos acumulados por 100 mil habitantes), Gama (103,70) e Park Way (104,09).

Também houve redução no número de óbitos. Em 2020, foram 43. Em 2021, até o momento, são dez casos. Os dados foram atualizados no dia 23 de setembro.

Mais de 70% dos adolescentes já receberam a primeira dose no Distrito Federal

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Cobertura vacinal contra a covid-19 com a 1ª dose ultrapassa 85% da população vacinável

O Distrito Federal alcançou, na última sexta-feira (1º/10), a marca de 85,68% de cobertura vacinal com a primeira dose (D1) na população vacinável que tem entre 12 anos ou mais. Os grupos que mais se vacinaram foram de pessoas com 55 anos ou mais, cuja cobertura vacinal de D1 é maior que 96%.

Com a vacinação iniciada em 5 de agosto para pessoas com comorbidades, o grupo dos adolescentes já tem 70,5% de cobertura vacinal. Esse percentual também considera os vacinados pelas faixas etárias, cujo processo foi iniciado em 28 de agosto contemplando quem tem 17 anos.

Com a imunização completa, a capital federal já tem, de modo geral, 49,13% da população elegível à vacinação vacinada com duas doses. Essa cobertura é maior que 100% nos grupos de 65 a 69 anos e de 55 a 59 anos. Esse índice se justifica pelo fato de pessoas de outros estados terem sido vacinadas no DF ultrapassando, assim, a expectativa de vacinação nessas idades.

Até o momento, a Secretaria de Saúde já vacinou 317.041 pessoas de outros estados com a primeira dose. A maioria é de Goiás, com 118.125 vacinados, seguido por Minas Gerais (33.899) e Bahia (25.182). Com a segunda dose, foram 142.268 vacinados, sendo 58.587 de Goiás, 15.475 de Minas Gerais e 10.295 de São Paulo. A dose única foi aplicada em 6.673 residentes de outras unidades da federação. De Goiás, foram 3.442 pessoas, de Minas Gerais 540 e da Bahia 518 vacinados.

Mulheres sobrevivem menos ao infarto do que homens

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Segundo relatório da Associação Americana de Cardiologia, sobrevida depois do infarto do miocárdio é de 8,2 anos para homens e apenas 5,5 anos para mulheres. Nelas, a doença se associa ao estresse mental, emocional e psicossomático e se manifesta de maneira diferente do que no sexo masculino

Já passou o tempo de acreditar que problemas no coração era “coisa de homem”. As doenças cardiovasculares no sexo feminino já ultrapassam as estatísticas de câncer de mama e de útero. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as cardiopatias respondem por um terço das mortes de mulheres no mundo, com 8,5 milhões de óbitos por ano, ou seja, mais de 23 mil por dia. Entre as brasileiras, principalmente acima dos 40 anos, as doenças do coração chegam a representar 30% das causas de morte, a maior taxa da América Latina.

Estudo feito a partir dos dados da plataforma online Estatísticas Cardiovascular Brasil: 2020, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), mostrou que a predominância de doenças cardiovasculares é muito maior nas mulheres entre 15 e 49 anos e vem aumentando as mortes por doenças isquêmicas, como o infarto do miocárdio, nas mais jovens.

“A prevalência de infarto do miocárdio em mulheres está aumentando. Segundo relatório de 2021, da Associação Americana de Cardiologia, a sobrevida depois do infarto é de 8,2 anos para homens e apenas 5,5 anos para mulheres. Elas sobrevivem menos tempo. Nos indivíduos que infartaram, a porcentagem de ser recorrente é de 17% para homens e 21% para mulheres, e são as jovens que necessitam da nossa atenção”, destacou a professora e diretora de pesquisa cardiovascular intervencionista e ensaios clínicos do Zena and Michael A. Weiner Cardiovascular Institute, Roxana Mehran, durante o 3º Simpósio Mulheres do Coração, realizado pela SBC e pelo American College of Cardiology (ACC).

O infarto do miocárdio está bastante relacionado a sintomas atípicos e que as mulheres apresentam com mais frequência, como ardência na pele, dor no pescoço, nos ombros, no rosto, na mandíbula, e, posteriormente, falta de ar, fadiga incomum e até mesmo palpitações. Nelas, a doença se associa ao estresse mental, emocional e psicossomático.

“Temos que começar a reconhecer todos esses fatores de risco de infarto do miocárdio em mulheres. Precisamos aumentar a conscientização sobre a falta de saúde cardiovascular para as mulheres indígenas e afrodescendentes. Temos que dar-lhes acesso aos cuidados de saúde, à educação e grande atenção àquelas com doença de Chagas e doença arterial coronariana”, reiterou Roxana.

As mulheres são conhecidas por terem dupla e até tripla jornada, ao se dividirem entre o trabalho, cuidado com os filhos e afazeres domésticos. Isso eleva o estresse, associado, muitas vezes, à falta de atividade física, má alimentação, tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Os sintomas de doenças cardiovasculares nelas podem ser resumidos a uma dor mais genérica e de difícil diagnóstico, o que faz com que muitas nem sequer procurem ajuda médica ou não sejam tratadas corretamente. É preciso atenção aos sintomas do infarto, que no sexo feminino são, geralmente, diferentes da clássica dor no peito relatada por homens, como náuseas, vômitos, dor nas costas e no pescoço, falta de ar e indigestão.

O coração da mulher é ligeiramente menor do que o do homem (cerca de dois terços do tamanho) e sua fisiologia é um tanto diferente. Pesquisas já atestaram que as suas frequências cardíacas médias, por exemplo, são mais aceleradas. As mulheres também têm artérias coronárias mais finas e maior tendência a sofrer com bloqueios não apenas nas artérias principais, mas também nas menores, que fornecem sangue ao coração. Por isso, quando infartam, descrevem a dor no peito como uma pressão ou aperto, e não como uma dor lancinante.

Campanhas populares ajudaram a aumentar consciência sobre o impacto das doenças cardiovasculares no sexo feminino e mudanças positivas ganharam impulso. Apesar disso, segundo Roxana, tem havido estagnação na redução geral de doenças cardiovasculares em mulheres na última década. Cardiopatias em mulheres permanecem pouco estudadas, pouco reconhecidas, subdiagnosticadas e subtratadas, especialmente o infarto do miocárdio.

A maioria dos ensaios clínicos realizados para o tratamento das doenças cardiovasculares foram realizados com pouca representatividade feminina. Por isso, é preciso estimular pesquisas feitas para e por mulheres, para aumentar a participação delas nos estudos clínicos a fim de que se consiga melhores diagnósticos e tratamentos adequados para enfrentar as doenças do coração no sexo feminino com maior eficiência.

“Continuamos a ver uma subrepresentatividade nos ensaios clínicos cardiovasculares e esse é um ponto muito importante. Parece que a mortalidade cardiovascular está cada vez maior nas mulheres e ao analisarmos essas pacientes, tem muita pobreza e pouca educação, por exemplo”, disse Roxana.

Segundo a pesquisadora, a comunidade médica ainda não está prestando a devida atenção às doenças cardiovasculares específicas das mulheres, que possuem fatores de risco muito evidentes. Nas mais jovens, podem estar associadas ao ovário policístico, menopausa precoce, disfunções de hipertensão na gravidez, diabetes gestacional e parto prematuro. Também há fatores de risco não reconhecidos ou subreconhecidos, como violência doméstica e nas mais pobres, analfabetismo e pouco acesso à saúde.

SOBRE A SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA

Fundada em 14 de agosto de 1943, na cidade de São Paulo, por um grupo de médicos destacados liderados por Dante Pazzanese, o primeiro presidente, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), tem atualmente um quadro de mais de 13.000 sócios e é a maior sociedade de cardiologia latino-americana, e a terceira maior sociedade do mundo.

Polarização da velha OAB-DF deixa os advogados sem representação

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Grupo liderado pelo jovem advogado Guilherme Campelo quer atrair os advogados excluídos pelas últimas diretorias e focar no apoio as secionais das cidades e aos mais jovens

Há duas décadas dois grupos tradicionais da advocacia brasiliense vem se revezando à frente da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF). Essa disputa elitista é comparada a velha política do coronéis, onde só tem vez as maiores bancas políticas. A eleição deste ano, que acontece em novembro próximo, os advogados medalhões pretendem de novo elitizar a disputa.

O advogado tributarista Guilherme Campelo, candidato a presidente da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), lidera o Movimento INOVOAB. Ele pretende integrar a OAB-DF, trazendo a base para participar das decisões da Ordem. “Vamos acabar a polarização, estamos cansados. São 18 anos sempre os mesmos. As mesmas figurinhas carimbadas. A velha OAB. Pagamos uma anuidade alta e não temos contrapartida. O jovem advogado quer o apoio da ordem. A entidade tem hoje em torno de 30% de jovens advogados”, desabafa Campelo.

Só na eleição passada foram 12 mil advogados que não votaram, em um colégio eleitoral de 30 mil. Essa abstenção foi maior que o votos recebidos pela atual diretoria. Isso mostra a insatisfação da classe. “A minoria está elegendo as gestões. Eles não se sentem respeitados pela instituição. Muitos usam a OAB como trampolim para promover o seu escritório ou concorrer a outros cargos. Isso vai mudar”, acrescenta Campelo.

Para o candidato do Movimento INOVOAB, os advogados nas cidades não tem condições de trabalho, não tem apoio da OAB-DF.

Guilherme Campelo, mesmo de uma família tradicional de advogados, nunca participou de nenhuma direção da OAB e de nenhum dos grupos que se revezam no comando da Ordem. Ele se apresenta como o novo, e que vai fazer a diferença. E diferente do que as atuais gestões vem fazendo. “Eu não preciso me promover, fazer clientela, minha família tem escritório desde a década de 60 em Brasília. O meu discurso é o de mostrar propostas viáveis para a advogacia, enquanto eles estão se atacando. Queremos mostrar proposta para a própria classe”.

Para muitos advogados, hoje a OAB-DF não serve para nada. Por isso a abstenção aumenta a cada pleito. Os advogados não se sentem valorizados. É o caso de Ricardo Mirante, com 21 anos de formado, que desabafa: “A OAB-Df hoje não serve para nada, nunca auxiliou na minha profissão em nada, não serve pra nada. E é assim que sentem muitos dos advogados.

Entre as propostas estão:

  • Reduzir pela metade a anuidade da OAB-DF no primeiro ano de gestão.
  • Transferir, uma vez por mês, a sede da seccional para uma subseção do entorno, colocando membros do conselho à disposição dos advogados e realizando atividades especiais.
  • Construir creches para filhos de advogados, atendendo principalmente Taguatinga, Gama e Sobradinho.
  • Sistema push para avisar os advogados de atualizações do portal de transparência da OAB-DF.
  • Retomar o Programa de Apoio ao Estudante de Direito.
  • Instalar computadores na sede da seccional e nas subseções para uso coletivo dos advogados.
  • Retomar o Prêmio Maurício Corrêa.

Resultado de exame de covid-19 do ministro Queiroga continua positivo

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Com isso, ministro ainda não pode retornar ao Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou nesta sexta  (1º), que realizou um novo exame PCR e o resultado continua positivo para a covid-19. O resultado o impede de retornar ao Brasil. O ministro disse que continuará trabalhando a distância.

O ministro anunciou que testou positivo para a doença em setembro. Ele integrou a comitiva do presidente Jair Bolsonaro que esteve em Nova York, nos Estados Unidos, para a 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Ele cumpre quarentena em um hotel da cidade.

“Infelizmente, o exame RT-PCR que fiz ontem continua positivo, o que me impede de retornar ao Brasil ainda hoje. Sigo trabalhando a distância p/acelerar a imunização dos brasileiros. Agradeço a todos que estão torcendo por mim. Estou sem sintomas e logo logo estarei de volta”, postou nas redes sociais.

Eliminatórias: Arthur Cabral é convocado para a seleção

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Arthur Cabral (Foto Fernandes Torres)

Atacante do Basel (Suíça) substituirá Matheus Cunha

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou no final da tarde desta sexta-feira a convocação do atacante Arthur Cabral, do Basel (Suíça), para defender a seleção brasileira nos próximos jogos das Eliminatórias para a Copa de 2022 (Catar), contra Venezuela, Colômbia e Uruguai.

A primeira convocação do jogador para a seleção principal aconteceu após o corte de Matheus Cunha, do Atlético de Madrid (Espanha), que teve detectada uma lesão muscular no adutor da coxa esquerda.

“Estava em casa e, por volta das nove horas, me ligou um número desconhecido do Rio de Janeiro. Geralmente eu não atendo, mas hoje atendi e era o Juninho [Paulista, coordenador da seleção brasileira]. Lembro até a parte em que ele se apresentou, entrei em choque. Depois não lembro de mais nada”, declarou o atacante à CBF.

Arthur já havia defendido a seleção olímpica em dois jogos preparatórios no ano de 2019. Pelo Basel, o jogador disputou, na atual temporada, 16 partidas, marcando 20 gols.

ARTIGO | AS VARIADAS INTERAÇÕES DA TELESSAÚDE

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POR CARLOS LOPES

A pandemia modificou as estruturas do atendimento em saúde. Recursos digitais como a telemedicina, tiveram que ser rapidamente adotados por médicos, clínicas e principalmente observamos a mudança no comportamento daqueles que duvidavam desse tipo de atendimento , sendo obrigados a deixar de lado a desconfiança pelo atendimento ‘a distância.

Somente no Brasil houve um aumento de mais de 800% no uso da telemedicina nos seis primeiros dias da pandemia, segundo pesquisa publicada na revista cientifica Plos One em julho deste ano

Não há dúvidas que a telessaúde chegou de urgência e veio para ficar. Nos EUA antes do COVID apenas de 11% da população já havia feito algum tipo de atendimento em saúde a distância (apesar de lá, ao contrário daqui a telessaúde já estar regulamentada há bem mais tempo) tendo pulado para mais de 46% no início da pandemia. Estima-se que lá o COVID 19 levou o serviço de telessaúde a um negócio com projeção de 3 bilhões de dólares por ano.

A corrida se estendeu também no segmento de certificação digital uma vez que se tornou necessário assinar digitalmente documentos na parte de saúde (como atestados, pedidos de exames e receitas médicas de forma que tivessem validade jurídica.

De certa forma, os países em desenvolvimento podem se beneficiar mais da telemedicina do que os desenvolvidos. Os primeiros têm mais desafios em relação ao acesso a bons cuidados médicos, como pessoas em áreas remotas ou rurais. Dispomos de um bom sistema de saúde, mas, as pessoas em áreas rurais ainda precisam viajar longas distâncias para poder ver um médico. Outro ponto importante e que precisa ser ressaltado, é que há um benefício maior em mercados em desenvolvimento, onde há escassez de médicos, e os hospitais tendem a estar localizados nas grandes cidades. Para esses países, a telessaúde é uma importante maneira de poder atender às necessidades de acesso à saúde da população em geral.

A pandemia mostrou as variadas interações de telessaúde de vários tipos, consultas virtuais, usando vídeo, telefone ou bots de bate-papo para ajudar a determinar sintomas, fazer triagem, rastrear pacientes com Covid-19 e com doenças crônicas. O mercado avançou algo em torno de dois a cinco anos a mais do que esperávamos

Esse futuro da saúde, acelerado pelo COVID 19, ainda pode trazer muito mais e rápido: sistemas de inteligência artificial que podem fazer triagem de pacientes, identificar interações de medicamentos trazendo mais segurança para o atendimento e cuidado com o paciente. É o futuro da saúde!!!!

CARLOS LOPES – Médico, pós-graduado em nutrologia, CEO e fundador da MEDX Tecnologia, extensão pela Harvard Medical School em Obesidade e Social Media for HealthCare. Cursando desde 2019 o programa de Executive Management pelo MIT. É professor convidado da pós-graduação de nutrologia do Hospital Israelita Albert Einstein e da Associação Brasileira de Nutrologia/BWS

Novas regras do PIX entram em vigor no dia 4 de outubro

Advogado especialista em direito digital explica medidas que visam maior segurança aos usuários

Dr. Francisco Gomes Junior

No lançamento do PIX, houve uma grande empolgação e adesão de usuários. Esse novo meio para realizar pagamentos e transferências possibilitou operações instantâneas, mais baratas e foi visto como um grande progresso no mercado financeiro e pela população em geral.

A história teria tudo para um final feliz, pois é um meio de operações online elaborado pelo Banco Central e aprovado pela sua eficiência, permitindo a realização de transferências imediatas nos sete dias da semana e a qualquer horário, mas infelizmente, os golpistas atrapalharam esse desfecho.

Quadrilhas de bandidos ao notarem a facilidade para transferências bancárias que o PIX oferecia, passaram a roubar celulares e sequestrar pessoas com essa finalidade. “No caso do roubo de celulares, buscam os golpistas preferencialmente os aparelhos desbloqueados, puxando-os das mãos de pessoas distraídas. Já no sequestro relâmpago, levam a pessoa consigo e somente a liberam depois de uma série de transações e da conta bancária esvaziada” explica Francisco Gomes Junior, especialista em direito digital e presidente da Associação de Defesa de Dados Pessoais e Consumidor.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o crime de sequestro relâmpago teve um aumento de 106% em 2021,quando comparado com o ano anterior, tal crescimento foi verificado em todos os Estados do Brasil.

Diante desse cenário, o Banco Central resolveu implementar mudanças no PIX, visando melhorar sua segurança. São regras que entrarão em vigor no dia 04 de outubro que estabelecem que:

– O limite máximo para transações em PIX, TED ou DOC das 22 hs até às 6 da manhã será de R$ 1 mil;

– Haverá um prazo mínimo de 24 hs e máximo de 48 hs para efetivar pedido de aumento de limite de transação financeira;

– Clientes poderão estabelecer limites diferentes para o PIX, TED e DOC;

– Operações pelo PIX acima do limite estabelecido, somente serão efetuadas para contas pré-cadastradas pelo correntista.

“As medidas melhoram a segurança, mas só veremos se serão suficientes na prática. Há o temor de que bandidos sequestrem pessoas e permaneçam com elas até as 6 da manhã, para fugir da limitação de movimentações de valores no período noturno”, continua o especialista.

De fato, existem defensores de que o PIX seja suspenso até que mais medidas de segurança sejam implementadas, permitindo a verificação da operação em várias etapas. E isso as alterações ainda não trazem.

“Acredito que junto às mudanças que o Banco Central efetua, é necessário que o usuário também tome medidas ativas. Aconselho que se possível, não instalem os aplicativos de bancos em celulares, prefira realizar operações em sua residência”, acrescenta Gomes.

O avanço representado pelo PIX, como outros avanços tecnológicos, faz com que golpistas criem tipos de fraudes, por vezes somente digitais e em outros casos com o uso de violência. Devemos lembrar que permanecer atentos, não usar o celular em locais de risco e limitar os valores de operações bancárias são medidas fundamentais para nossa segurança.

Francisco Gomes Júnior – Advogado Especialista em Cibercrimes e Direito Digital. Presidente da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP). Coautor da obra “Contratos Empresariais em nossos Tribunais”. Instagram: fgjr

Primeiro dia de outubro traz 456 chances de emprego no Distrito Federal

(Foto Tony Winston)

Oferta é das agências do trabalhador desta sexta (1º). Mais de 70 profissões estão contempladas. Confira as oportunidades

As agências do trabalhador estão com 456 vagas de emprego abertas em 76 profissões diferentes, nesta sexta-feira (1). Os salários chegam a R$ 3,5 mil e há espaço para contratação de pessoas de todos os níveis de escolaridade, com ou sem experiência.

Interessados em concorrer a qualquer uma delas podem procurar uma das 14 agências do trabalhador, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O currículo também poderá ser cadastrado no aplicativo Sine Fácil.

R$ 3,5 milé o maior salário do dia, oferecido para chefes de bar e de confeitaria

Mesmo que o candidato não se encaixe em um dos perfis das vagas disponibilizadas no dia, o sistema poderá cruzar informações e encontrar uma oportunidade de acordo com as especificações do currículo.

As profissões com maior número de vagas abertas são eletricista (88), técnico de refrigeração (30), bombeiro hidráulico (30), auxiliar de encanador (30), ajudante de eletricista (30) e auxiliar operacional de logística (21, exclusivas para pessoas com deficiência). Nestas áreas, a remuneração oferecida varia entre R$ 1.350 e R$ 1.826,70, mais benefícios.

O maior salário do dia, no valor de R$ 3,5 mil, é oferecido em quatro vagas, divididas igualmente entre chefes de bar e de confeitaria. Para todas elas exige-se candidatos com experiência nas respectivas áreas de atuação e ensino médio completo.

Contratações

Empreendedores que desejam buscar profissionais também podem utilizar os serviços das agências do trabalhador. Além do cadastro de vagas, é possível usar os espaços físicos para seleção dos candidatos encaminhados. Para isso, basta acessar o site da Secretaria.

A Secretaria de Trabalho também disponibiliza o número de telefone para atendimento em caso de dúvidas referentes a qualquer um dos serviços prestados pela pasta, responsável pelas agências do trabalhador: (61) 99209- 1135.

Fim do foro privilegiado é urgente, afirma o senador Oriovisto Guimarães

Oriovisto Guimarães

Prisão em segunda instância e fim do fundo partidário também são prioridades, segundo o senador

Acabar com o foro privilegiado é fundamental para a reforma política brasileira, defende o senador Oriovisto Guimarães do “Podemos”. E esta mudança deve ser complementada com a introdução da prisão em segunda instância e com o fim do fundo partidário. Para o senador estas três reformas são fundamentais, e representam o princípio de tudo o que é urgente para acabar com as distorções políticas.

O senador Oriovisto Guimarães disse também que é preciso mudar as leis e as regras do jogo: “O atual conjunto de leis, que regulam a atividade, favorece aos que têm a política como profissão. É preciso acabar com o foro privilegiado, o que já levaria a uma limpeza no Congresso. Na hora em que não houvesse mais políticos respondendo a processos por improbidade ou corrupção, o Brasil já seria outro”.

O senador defende uma nova realidade na qual o brasileiro passaria a ver a política não mais como um meio para a obtenção de benefícios pessoais e para ganhar dinheiro: “Os parlamentares saberiam que podem ser punidos, e que ainda perderiam os seus direitos políticos. E com a aprovação da prisão em segunda instância, eles também poderiam ser presos”.

Oriovisto Guimarães também explicou por que os processos de políticos na justiça não seguem em frente, e nem andam no Supremo Tribunal Federal: “Estas são as regras do jogo da legislação: os parlamentares, por terem foro privilegiado, só podem ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal. Assim os congressistas dependem do STF. Mas, por outro lado, se no STF qualquer um dos ministros cometer um ato que configure motivo para ser cassado, quem julga este ato são os senadores. Então os processos de cassação de mandato de parlamentares não andam no STF, e em contrapartida nenhum ministro é tirado do cargo por julgamento do Congresso Nacional.

O senador Oriovisto Guimarães conclui explicando que há um conluio: “Os legisladores não julgam nenhum ministro do STF, e os ministros também não julgam os processos que estão parados há anos”. Oriovisto é professor, empresário e fundador do Grupo Positivo. Ele diz que ingressou na política para um único mandato, com a ideia de levar ao parlamento a sua experiência e ideias em defesa da sociedade.

A análise do quadro político feita pelo senador foi apresentada em uma palestra virtual para o “Grita!“, um movimento político focado nas eleições legislativas. Roberto Heinrich, um dos fundadores e diretor geral do movimento, explicou que a cada ciclo eleitoral, a “Associação Grita!” vai escolher e indicar candidatos de qualquer partido que realmente tenham histórico de compromisso com princípios éticos e democráticos, o que inclui também as três reformas citadas pelo Senador Oriovisto Guimarães.

A coordenação do evento foi do presidente do conselho do “Grita!”, o engenheiro aeronáutico Luiz Maria Esmanhoto, que também mostrou uma visão geral do cenário político: “Não estamos em uma verdadeira democracia. No imaginário de nosso povo, dentro de nossa cultura política, ainda estamos no tempo da monarquia. E se espera um salvador da pátria, uma espécie de rei temporário que viria para conceder benefícios em favor de seus súditos”.

Esmanhoto disse também que a correção dos graves problemas brasileiros deveria ser realizada pelo Congresso Nacional, onde são feitas as leis: “Mas no atual parlamento não há qualificação e nem força moral para fazer as reformas que são necessárias. O que agita o Congresso Nacional não são os graves problemas da sociedade, mas sim o estabelecimento de regras eleitorais que garantam aos parlamentares os recursos que esperam para concretizar as suas ambições pessoais, o que sempre inclui a sua própria reeleição”.

Luiz Maria Esmanhoto finalizou dizendo que o movimento “Grita!” tem como objetivo, para a eleição de 2022, a organização de uma frente parlamentar que servirá como apoio para as transformações necessárias na legislação: “Esperamos conscientizar a população para que, a partir das próximas eleições, possamos ter uma melhoria contínua e significativa na qualidade do parlamento”.