PM do DF vai reforçar segurança nas unidades de saúde
Secretarias de Saúde e de Segurança Pública se articulam para intensificar medidas que já desenvolvem em conjunto
Após episódios de agressões contra servidores em unidades de saúde, a Polícia Militar deve reforçar a proteção em hospitais, UPAs e unidades básicas de saúde. O anúncio ocorreu ontem (21) durante entrevista coletiva com a presença do secretário de Segurança Pública, Júlio Danilo, e do secretário de Saúde, Manoel PafiadacheHaverá um canal direto de comunicação entre os chefes das unidades de saúde e as forças de segurança pública. “Isso vai trazer maior segurança para a população e para nossos colaboradores. Tenho certeza de que vai ser uma ação muito bem recebida”, afirmou o secretário de Saúde. “Certamente vamos ter uma diminuição muito grande nesses casos, apesar de serem poucos incidentes”, completou.
Uma equipe da Secretaria de Segurança Pública trabalha no planejamento das ações. “Há a necessidade de que a gente se conheça e que haja essa interação”, explicou o secretário Júlio Danilo. Ele ressaltou que já existe um protocolo de atendimento com rondas, que devem ser intensificadas.
Na próxima semana, será apresentado um planejamento detalhado de como serão as ações. Todos os superintendentes regionais de saúde e diretores de hospitais devem estar presentes para iniciar a operacionalização da nova metodologia de segurança.
ONG contratada pela Novacap dará suporte psicológico e treinamento a 244 homens e mulheres, egressos do sistema prisional ou em cumprimento de pena
Atento à reintegração social de homens e mulheres com passagem pelo sistema prisional, o Governo do Distrito Federal (GDF) inicia, nas próximas semanas, um trabalho de qualificação de reeducandos e egressos. Inicialmente serão 244 colaboradores da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), órgão que mais contrata cidadãos em cumprimento de pena ou já fora do regime de cárcere.
“A nossa maior missão é reduzir a reincidência carcerária, levando oportunidades a esse grupo que quer recomeçar e ainda não tem voz para ser ouvido”Thaise Miguel, coordenadora regional do Instituto Recomeçar em Brasília
O treinamento ficará a cargo do Instituto Recomeçar, Organização Não Governamental (ONG) com atuação em São Paulo (SP) e Recife (PE) que chegou em maio a Brasília. Está em fase de estudo a instalação da ONG dentro da sede da Novacap e no Viveiro 1 de mudas e flores do Park Way.
O trabalho é dar apoio psicológico aos reeducandos, além de qualificação e treinamento profissional por meio de parceiros. Os contratos com esses colaboradores são firmados com a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus). Workshops de espiritualidade, que têm como foco o resgate de valores e habilidades pessoais, também serão ministrados. Tudo com o propósito de proporcionar condições de trabalho a quem precisa retomar o convívio em sociedade, mas não tem oportunidades para reencontrar esse caminho.
“A nossa maior missão é reduzir a reincidência carcerária, levando oportunidades a esse grupo que quer recomeçar e ainda não tem voz para ser ouvido”, explica a coordenadora regional do Instituto Recomeçar em Brasília, Thaise Miguel.
A Novacap trabalha com reeducandos em funções administrativas, serviços gerais – como limpeza –, construção civil – em obras feitas pelas cidades – e no viveiro de cultivo de mudas, onde atualmente atuam 60 mulheres. De acordo com o presidente da companhia, Fernando Leite, a previsão é ampliar para 200 esse efetivo feminino, com novos contratos. “É uma oportunidade de aperfeiçoar os programas sociais do governo, além de criar chances de trabalho e, consequentemente, gerar renda a centenas de famílias”, afirma.
Em novembro a população vai poder opinar sobre o projeto na consulta pública
O consórcio formado pelas empresas Base Investimentos e Incorporações S.A. e Barbosa e Dias Advogados Associados S/C teve os estudos de viabilidade técnica, econômico-financeira e jurídica escolhidos para a concessão da implantação e exploração do Polo Logístico do Distrito Federal.
Em virtude de a área onde o Polo Logístico será instalado, na BR-060, ser de propriedade da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), o projeto será apresentado aos técnicos da empresa pública, na próxima semana.
O espaço terá uso industrial, de comércio atacadista – com a oferta de comércio e serviços locais de apoio ao polo logístico – e habitacional
Depois, o próximo passo é a realização das consulta e audiência públicas que estão previstas para segunda quinzena de novembro e início de dezembro, respectivamente. “É mais um projeto que o governo Ibaneis Rocha consegue botar adiante para o desenvolvimento econômico das regiões do Distrito Federal”, comentou o secretário de Projetos Especiais, Roberto Andrade.
A Secretaria de Projetos Especiais (Sepe) é quem está trabalhando o processo, que terá a Parceria Público-Privada (PPP) como modelo de negócio.
Projeto
Quando o processo for licitado, a empresa vencedora deverá investir em uma área de 260 hectares, entre Samambaia e Recanto das Emas. O espaço terá uso industrial, de comércio atacadista – com a oferta de comércio e serviços locais de apoio ao polo logístico – e habitacional.
O Polo Logístico inclui toda a infraestrutura urbana e logística de transporte de carga e terá que ser compatível com os melhores parques tecnológicos industriais em operação no Brasil. Os usos industriais e de comércio atacadista deverão ser determinados pela demanda de mercado, mas essas atividades não poderão conflitar com a urbanidade e o uso residencial já existente nas cidades.
Segundo o titular da Sepe, Roberto Andrade, o empreendimento vai reduzir o número de veículos de grande porte que circulam em Brasília. “Haverá uma logística de distribuição dos produtos, o que vai melhorar o fluxo do trânsito e preservar as rodovias urbanas”, destacou.
Tramitação
Agora que os estudos de modelagem técnica, econômico-financeira e jurídica foram selecionados, o próximo passo é apresentá-los à sociedade durante audiência e consulta públicas. Esse é o momento em que a população conhece o projeto, dá sugestões e sana suas dúvidas.Concluída essa fase, a documentação será encaminhada para análise do Tribunal de Contas do DF (TCDF). Se não forem feitas observações para mudanças, o processo segue seu trâmite e vai para a última etapa.
Por fim, todo o material será encaminhado para a secretaria ou órgão que ficará responsável por publicar o edital de licitação. Caso queira conferir outras informações sobre o projeto do Polo Logístico, clique aqui.
A startup brasiliense tem se destacado entre aceleradoras e fundos de investimentos por ser uma empresa ambientalmente responsável e economicamente rentável
Ana Arsky (Foto Bruno Stuckert)
Competindo com empresas de 22 Estados brasileiros, a 4 Hábitos Para Mudar o Mundo, especialista em governança ambiental, social e corporativa com foco na valorização de resíduos, foi escolhida pela Amcham Arena como uma das 6 melhores e mais inovadoras startups atuantes no território nacional durante a temporada 2021.
Publicado em 21 de setembro, o artigo divulgado pela Amcham Brasil destaca a atuação da 4 Hábitos por utilizar a gestão de resíduos em ativos com amplo impacto. Figurando na lista ao lado de organizações como a TrazFavela e o Eco Panplas, a empresa brasiliense é referência no descarte e no reaproveitamento adequado de resíduos corporativos.
Fundada por Ana Maria Arsky, arquiteta e especialista em reabilitação urbana sustentável, a 4 Hábitos Para Mudar o Mundo promove soluções para amplificar o reaproveitamento dos resíduos que são derivados de grandes geradores, definindo um destino economicamente sustentável e facilitando os processos de obtenção das certificações ambientais e corporativas pelas empresas contratantes.
“Mesmo com a pandemia, os resultados adquiridos ao longo dos últimos meses foram muito satisfatórios. Este destaque é realmente muito propício à realidade da nossa empresa e nos orgulha muito por mostrar que estamos cumprindo nossa missão e nosso propósito com a sociedade”, destaca a fundadora.
Sobre a 4 Hábitos Para Mudar o Mundo – A 4 hábitos já é uma referência no ramo do reaproveitamento, da organização e do descarte de resíduos industriais e corporativos. Com mais de 120 mil quilos de resíduos recuperados e com uma taxa de 100% de recuperação de orgânicos com a utilização da compostagem local, a 4 Hábitos conta com uma equipe multidisciplinar e qualificada para auxiliar na redução de custos empresariais com geração de impacto social, diminuição das emissões de gases e no fortalecimento do vínculo entre as empresas e as comunidades.
Unidades responsáveis por atendimentos essenciais devem garantir a prestação ininterrupta dos serviços
O Decreto 42.626 do governador Ibaneis Rocha, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (21), altera o ponto facultativo do Dia do Servidor Público – comemorado em 28 de outubro – para 1º de novembro.
O ponto facultativo é válido para os servidores e funcionários da administração direta e indireta do Governo do Distrito Federal (GDF), sem prejuízo da prestação dos serviços considerados essenciais.
O texto altera o Decreto 41.716, de 14 de janeiro de 2021, que divulga os dias de feriados nacionais e locais, bem como estabelece os dias de ponto facultativo neste ano e dá outras providências.
Conforme a publicação, as unidades responsáveis por atendimentos essenciais aos cidadãos devem garantir a prestação ininterrupta dos serviços.
Familiares e profissionais de saúde se reuniram para celebrar a alta. Foto: Luiz Fernando Fernandes
Lenir Evangelho, de 64 anos, foi surpreendida pelo marido com a proposta de renovação dos votos na saída da unidade hospitalar
Poucas pessoas podem contar que vivenciaram momentos marcantes da vida mais de uma vez, mas Lenir Evangelho pode se dizer privilegiada. Depois de 28 dias lutando pela sua vida enquanto estava internada no Hospital Estadual de Luziânia (HEL), a costureira aposentada, de 64 anos conseguiu se recuperar da Covid-19. Ao receber alta foi recebida pela família e marido que propôs se casarem novamente.
Moradora do Novo Gama, Lenir e o marido se contaminaram com o coronavírus no começo do mês de setembro, quando apresentaram sintomas como falta de ar e febre. Com o passar dos dias, se notou uma piora do quadro da idosa que precisou de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.
No período de luta por sua vida na UTI, Lenir se apegou ao amor pelas filhas, netos e marido. Com imensa persistência e um admirável trabalho realizado pelos profissionais da unidade hospitalar, a paciente foi transferida para a enfermaria após 12 dias na UTI.
Nos últimos 16 dias de internação, Lenir Evangelho teve uma grande melhora em sua condição de saúde, podendo enfim receber sua alta no dia 20 de outubro. O momento foi acompanhado pelos profissionais de saúde, diretoria do hospital e por familiares que celebraram o momento com muita festa e alegria.
No momento da alta hospitalar, o marido de Lenir, Osni Evangelho, abriu um cartaz com os dizeres “Quer casar comigo de novo?” O pedido foi prontamente aceito e a troca de alianças ocorreu no mesmo momento na saída da unidade hospitalar. O que foi comemorado por todos presentes, inclusive pelo diretor-geral do HEL, Francisco Amud.
Segundo Osni, a renovação dos votos foi motivada pela recuperação de sua esposa. “Pensei que seria justo propor um pedido de casamento novamente devido ao retorno de minha amada esposa. Esse período de internação foi de imensa dor entre os familiares e nada mais justo que celebrar agora que temos o retorno dela”.
“Ficamos contentes por proporcionar reencontros como esse. A dona Lenir praticamente renasceu em nossa unidade e nada mais justo do que ser pedida em casamento novamente. Desejamos felicidades para o casal e que daqui para frente seja só felicidades”, afirma o diretor-geral do HEL.
Além do pedido de casamento, os familiares de Lenir Evangelho levaram buquês de flores para os responsáveis da recuperação da matriarca da família. Um cartaz de agradecimento também foi entregue e ficará exposto nas paredes do hospital. Um bolo também foi distribuído entre os colaboradores do hospital para celebrar a recuperação da idosa.
Vencedores Street Top Cufa 2020 e 2021 (Foto Filipe Miranda)
Com programação repleta de atrações especiais e presenças ilustres, o concurso de beleza já tem vencedores, mas segue a pleno com a Top Feira Virtual e o Cufa Empreenda
A quinta edição do Top Cufa DF contou com uma programação repleta de atrações e convidades especiais. Foram dois dias, (16 e 17/10) de muito glamour no teatro do Sesc Ceilândia, com a Grande Final do concurso. Quatro modelos venceram a etapa final: na categoria Street, Paola Karolaine Mendes de Oliveira e Kedson Marley Ferreira do Amorim. Já, na Fashion, Carla Kethely Pinheiro da Silva e David Junio Teófilo De Souza.
O concurso, que tem recursos viabilizados pela Secretaria de Turismo do Distrito Federal, é realizado pela Associação Cresce DF e pela Central Única das Favelas do Distrito Federal.
No sábado, estiveram como mestres de cerimônia, o presidente da Cufa BR, Preto Zezé, e a jornalista Natália Godoy. Nas pick ups, animando os intervalos, DJ Ketlen de Águas Lindas. E no show, o consagrado rapper ceilandense, Japão Viela 17, além da Banda Brasiliana. No domingo, a condução ficou com a cantora Bell Lins e com Japão Viela 17. Já a discotecagem foi de DJ Hungria. As apresentações ao vivo foram do rapper Israel Paixão e da cantora Dhi Ribeiro.
Preto Zezé, presidente global da Cufa, fala sobre o que é o concurso: “não é um evento, é um movimento permanente de pertencimento, de envolvimento. As pessoas saem do Top Cufa, mas o Top Cufa não sai delas. Esse é um dos objetivos da Cufa, fazer que esse orgulho permaneça nas pessoas”.
O subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e Igualdade Racial da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, Juvenal Araújo, expressa sua satisfação com o concurso: “O racismo, infelizmente, afasta a periferia de oportunidades. Então, a Cufa, com o Top Cufa, permite que essas pessoas possam sonhar em ser iguais às outras”.
O rapper brasiliense, Israel Paixão, mostra como enxerga os efeitos do projeto: “tudo o que a Cufa faz é diferente, sou muito fã. O Brasil precisa que mais pessoas façam isso. É uma força enorme dada à periferia, que precisa ser ouvida”.
Street e Fashion
Além da visibilidade e da oportunidade no mercado, a premiação do concurso também incluiu uma bolsa de estudos no IESB, uma viagem para São Paulo, para conhecer de perto o mercado da moda, exames de check up de saúde, uma bolsa integral do curso completo de modelo e manequim da agência Scouting, um ensaio fotográfico profissional com Hay Torres e três meses de Bolo do Flávio.
Paola Karolaine Mendes de Oliveira, vencedora da categoria Street feminino, conta o que o prêmio representou para ela: “me senti realizada, estou muito emocionada, sem acreditar até agora. Tudo isso traz muita representatividade para nós da favela, onde a situação é muito crítica. Estou feliz e acredito que isso abra portas para mais meninas como eu”.
Kedson Marley Ferreira do Amorim, vencedor da categoria Street masculino, relata como foi ganhar a final: “vencer é um sentimento muito bom, mas não é só o momento. Eu batalhei por isso durante 2 anos. Tentei a primeira vez e não desisti. Quando algo é para ser nosso, é nosso, não importa o momento”.
Trata-se não somente de uma competição, o trabalho da Cufa DF traz visibilidade, oportunidade e transformação para as comunidades menos favorecidas. A atuação da entidade tem o poder de mudar o rumo da vida de jovens.
David Júnior Teófilo de Souza, vencedor da categoria Fashion masculino, diz como foi o resultado para ele: “fico muito agradecido pela oportunidade. Estou muito feliz e ansioso para entrar no mundo da moda profissionalmente. Espero que essa caminhada me traga um bom futuro”.
Carla Kethely Pinheiro da Silva, vencedora da categoria Fashion feminino, relata: “foi incrível. Ainda não sei como estou de pé. Era algo que sempre quis e sonhei muito. Perdi a inscrição no ano passado, mas esse ano deu tudo certo. A experiência foi surreal”.
Top Feira Virtual e Cufa Empreenda
E o Top Cufa DF 2021 não pára por aqui. A Top Feira Virtual segue com suas vendas. Além disso, a etapa formativa, o Cufa Empreenda, segue a todo vapor. Ainda há cursos acontecendo. O curso de Turismo com diversas personalidades da Secretaria de Turismo acontece de 18 a 22/10, sempre de 19h às 21h30, pela plataforma Zoom com transmissão ao vivo pelo Youtube.
O presidente da Cufa DF, Bruno Kesseler, demonstra sua gratidão pelo trabalho da equipe e conta como segue o projeto: “agradeço imensamente a toda a equipe. Nada disso seria possível sem a participação de todes. Mas não acaba por aqui, ainda temos a feira virtual e os workshops”.
Valeria Lessa, uma das juradas, conta como vê o Top Cufa: “este ano está super bem representado. Todo mundo que chegou à final estava muito pronto. Fico muito feliz e grata por participar, está cada vez melhor”.
Presenças especiais
O concurso contou com presenças ilustres, como a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, o presidente da Cufa Nacional, Preto Zézé, a Deputada Júlia Lucy, o procurador Paulo Neto, o subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e Igualdade Racial da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, Juvenal Araújo Junior, o embaixador da Espanha, Fernando Garcia Casas, a diretora de unidade do IESB, Mirela Berendt, além de diversas lideranças comunitárias da Cufa DF.
A Secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, explica como é sua relação com o Top Cufa DF: “eu me sinto a secretária da Cufa, porque, desde 2019, trabalhamos em parceria e atuamos para trazer oportunidades à periferia”.
A deputada Júlia Lucy esteve presente e compartilhou sua experiência: “a Cufa sempre surpreende. Sempre fazem mais do que imaginamos. Tudo muito organizado, refletindo o que o projeto realmente é: construção coletiva, conhecimento e oportunidades”.
David Rodrigues Ferreira, líder comunitário da Cufa em Ceilândia, divide sua opinião sobre o que representa o Top Cufa DF: “é um projeto muito importante para a comunidade, para a favela e para a beleza negra”.
As juízas foram selecionadas para receber acolhimento no Brasil pelo grau de risco que corriam permanecendo no Afeganistão| Foto: Renato Araújo/Agência Brasília
Depois de acolher 79 venezuelanos, agora a mão é estendida a sete famílias de estrangeiros com oferta de cidadania, saúde e educação
O Governo do Distrito Federal participa ativamente da campanha “Nós por elas”, que consiste no acolhimento a sete juízas afegãs, que buscaram refúgio no Brasil quando o Talibã retomou o poder naquele país do asiático. As magistradas, que chegaram nesta quarta (20), vieram acompanhadas de suas famílias. Ao todo são 27 pessoas.
O Distrito Federal vai oferecer escola para as crianças, acesso à saúde e o Na Hora vai providenciar a documentação necessária, como RG e CPF. A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, disse que o governador Ibaneis Rocha, assim que tomou conhecimento da ação, colocou toda a estrutura do DF à disposição.
“Foram disponibilizados médicos para fazer o atendimento humanizado necessário. A rede pública de ensino também está à disposição para receber as crianças. A Secretaria de Justiça é uma secretaria que foca a garantia de direitos”, disse Passamani.
O resgate das sete juízas e de suas famílias foi organizado pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB). De acordo com a presidente da entidade, Renata Gil, as juízas foram selecionadas para receber acolhimento no Brasil pelo grau de risco que corriam permanecendo no Afeganistão.
“Foram disponibilizados médicos para fazer o atendimento humanizado necessário. A rede pública de ensino também está à disposição para receber as crianças. A Secretaria de Justiça é uma secretaria que foca a garantia de direitos”Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania
Após a seleção das pessoas, foi assinada uma portaria interministerial do governo brasileiro e emitidos os vistos. O grupo de afegãos chegou a Brasília nesta quarta-feira (20). A Marinha do Brasil ficou responsável pela hospedagem.
A campanha “Nós por elas”, recebeu logo de início o apoio do Banco do Brasil, que além de abrir uma conta e fazer o depósito inicial de R$ 100 mil, criou o pix: pix.nosporelas@fbb.org.br para que sejam feitos depósitos para os refugiados.
“Que essa missão seja uma mensagem potente para o mundo que fechou as portas para essas pessoas. Países como a Holanda, que sempre forneceu ajuda humanitária ao mundo, não aceitam receber cidadãos afegãos”, ressaltou a presidente da AMB. Ela lembrou que mais de 130 magistrados permanecem no Afeganistão, sob ameaças.
O diretor do Departamento de Segurança e Justiça do Ministério das Relações Exteriores, ministro André Veras Guimarães, lembrou que o esforço foi diuturno para trazer as famílias afegãs ao Brasil e parabenizou a todos os envolvidos. “Trabalhamos com a área de imigração do Itamaraty, muitas vezes até as 2 horas da manhã, para retirar as pessoas do Afeganistão”, recordou. O diplomata destacou ainda o empenho da AMB e agradeceu a participação do GDF no acolhimento dos estrangeiros.
Refúgio a venezuelanos
Não é a primeira vez que o GDF abre suas portas para acolher refugiados. Em janeiro, famílias indígenas Warao, grupo étnico do norte da Venezuela, foram abrigadas numa unidade socioassistencial no espaço no Núcleo Rural Capão Comprido, em São Sebastião.
O local foi projetado para ser um centro de atendimento, onde são desenvolvidas várias atividades para população em situação de desabrigo. O centro de atendimento foi construído para receber exclusivamente as famílias venezuelanas.
Esse trabalho é realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) em conjunto com a Cáritas Arquidiocesana de Brasília e tem como parceiros a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Instituto de Migrações e Direitos Humanos (IMDH).
A instituição recebeu os 79 indígenas que estavam acampados nas proximidades da Rodoviária Interestadual de Brasília. No local, as famílias têm onde dormir, fazer as refeições, espaço de convívio coletivo e são acompanhadas por uma equipe socioassistencial.
As agências da ONU ficaram responsáveis por fornecer os mantimentos e os materiais para apoiar a adaptação dos espaços físicos, como kits de higiene e limpeza, de cozinha, beliches ou redes e freezer.
Entre janeiro e agosto de 2021, o Ministério da Saúde entregou 13 novos equipamentos de radioterapia a hospitais habilitados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), elevando para 49 o total de dispositivos instalados por meio do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS.
Criado em 2012 e iniciado em 2013, o plano prevê a instalação de 100 novos equipamentos de teleterapia. O objetivo é ampliar a oferta de um dos principais procedimentos no tratamento do câncer, a radioterapia, “reduzindo os vazios assistenciais e atendendo às demandas regionais de assistência oncológica” na rede pública de saúde.
Segundo o mais recente balanço divulgado sobre a implementação do plano, até o início deste mês, 11 dos 49 equipamentos já instalados ainda dependiam da obtenção da licença de operação para começar a funcionar.
Além disso, havia, em agosto, mais quatro projetos de instalação em fase de execução: Hospital Universitário Santa Terezinha, em Joaçaba (SC); Santa Casa de Caridade, de Bagé (RS); Hospital Universitário Severino Sombra, de Vassouras (RJ) e Hospital Cura D’ars – Sociedade Beneficente São Camilo, em Fortaleza (CE). Só para equipar o Cura D´ars, o Ministério da Saúde anunciou, em agosto do ano passado, que investiria, à época, R$ 8,5 milhões.
Em novembro de 2017, o então ministro da Saúde, Ricardo Barros, chegou a declarar que a expectativa era de que os 100 novos equipamentos estivessem instalados até o fim de 2019. Embora o total de equipamentos instalados ainda não chegue a 50% do previsto no plano de expansão de 2012, a análise dos balanços divulgados mensalmente revela que, com o andamento de obras paralisadas e a aprovação de projetos, a ampliação da rede vem se acelerando.
Em dezembro de 2018, havia apenas 12 projetos concluídos e 33 em execução. Um ano depois, 21 equipamentos já tinham sido instalados e 17 obras estavam em andamento. Em dezembro de 2020, o total de soluções de radioterapia entregues chegou a 36, e oito projetos estavam sendo executados.
“Temos muito orgulho de apresentar esses dados”, disse nessa quarta-feira (20) a diretora do Departamento de Atenção Especializada e Temática do Ministério da Saúde, Maíra Botelho. “O objetivo é expandir e integrar o tratamento cirurgia-quimio-radioterapia, tudo em um mesmo hospital, para evitar que os usuários tenham que perambular pela rede [de saúde], perdendo tempo de tratamento”, acrescentou Maíra, ao participar de uma cerimônia na qual o Ministério da Saúde apresentou um balanço das ações da pasta na luta contra o câncer de mama.
O evento foi parte das ações do Outubro Rosa, que busca conscientizar a população em geral sobre a importância de as mulheres estarem atentas à importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, uma doença que pode afetar até 66 mil mulheres anualmente e que é a principal causa de morte entre as brasileiras.
Segundo a organização não governamental Oncoguia, apesar de cerca de 60% dos pacientes diagnosticados com algum tipo de câncer se submeterem à radioterapia, a oferta de tratamento sempre foi uma das mais deficitárias do Sistema Único de Saúde. “A garantia de acesso à radioterapia é um dos maiores desafios do país, sobretudo no SUS”, diz a organização em sua página na internet.
O esquema de corrupção ocorreu na antiga diretoria de abastecimento da estatal
A Polícia Federal (PF) cumpre hoje (21) dois mandados de busca e apreensão contra suspeitos de crime de corrupção cometido contra a Petrobras. Os mandados da operação Laissez Faire, Laissez Passer foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná, e estão sendo cumpridos em Niterói, no Rio de Janeiro.
Segundo a PF, o esquema de corrupção ocorreu na antiga diretoria de abastecimento da estatal. As investigações constataram que um empresário usou contratos de prestação de serviços fictícios com a Petrobras para realizar pagamentos ilícitos a uma secretária da diretoria, a um ex-diretor da companhia e a um parlamentar responsável pela indicação do diretor.
A operação tem como base uma colaboração premiada de um empresário investigado. De acordo com a PF, os recursos ilícitos foram usados para custear, por exemplo, obras no apartamento do então diretor e para pagar mensalidades do curso universitário do filho da secretária. Também teriam sido entregues quantias de dinheiro, em espécie, ao gabinete do parlamentar. Os nomes dos investigados não foram revelados.