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Dados de Brasília surpreendem segmento internacional do turismo náutico

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Lago Paranoá é reconhecido em evento náutico, em São Paulo, como um dos principais destinos do segmento no Brasil | Fotos: Divulgação/Secretaria de Turismo

Lago Paranoá desponta como o grande destino náutico do país ao oferecer segurança, condição de navegabilidade o ano todo e infraestrutura

Números sobre Brasília e o Lago Paranoá surpreenderam os participantes na abertura da 6ª edição do Congresso Internacional Náutica, nesta quarta-feira (3), em São Paulo. O evento contou com a presença de prefeitos, secretários e agentes de todas as regiões do Brasil para discutir temas como a despoluição, estratégias e tendências do turismo nacional das águas e o cenário de retomada econômica pós-pandemia e apontou o Lago Paranoá como um dos principais destinos do segmento no Brasil.

A secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, marcou presença no primeiro dia de debates e projetou a capital federal como uma das principais tendências para o turismo náutico do país. “A presença de Brasília no SP Boat Show 2021 e no 6° Congresso Internacional Náutica – Investimentos no Turismo das Águas comprova que hoje somos a melhor cidade do país para o desenvolvimento do turismo náutico”, afirmou a secretária.

“Temos o maior lago artificial urbano da América Latina com 80 km de perímetro e 38 metros de profundidade máxima e com boas condições de navegabilidade durante os 12 meses do ano. Além disso, a infraestrutura que temos às margens do Lago Paranoá – 38 clubes, 18 marinas, 28 bares e restaurantes e 9 hotéis – e a segurança jurídica que permeia a relação do governo com a iniciativa privada nos colocam numa posição muito vantajosa em termos de competitividade nacional”, acrescentou Vanessa Mendonça. “Assim, a capital do país está pronta para receber todos os investimentos e empresas do setor náutico.”

“Hoje somos a melhor cidade do país para o desenvolvimento do turismo náutico”, disse a secretária Vanessa Mendonça

O evento é organizado pelo Grupo Náutica, com o objetivo de aprofundar questões do segmento náutico do país. Nesta edição, gestores públicos e representantes do segmento do Distrito Federal, São Paulo, Bahia, Paraná, Santa Catarina e Pernambuco apresentarão, até o final do evento, previsto para esta quinta-feira (4), projetos bem-sucedidos dessas regiões. Pela primeira vez em todas as edições do Congresso Internacional Náutica, um secretário de estado do Turismo do DF participa das discussões sobre o tema, propondo soluções relevantes para diversos pilares da sociedade, por meio de melhores práticas do turismo das águas.

“Além de ser a capital do país, o centro de tomadas de decisões importantes para o Brasil, Brasília já desponta com um grande potencial para o turismo náutico brasileiro. Com a presença da secretária de turismo do Distrito Federal no São Paulo Boat Show, trocaremos expertises para desenvolver ainda mais o setor na capital do Brasil”, comenta Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica e idealizador do São Paulo Boat Show.

Destino náutico

Brasília está entre as cinco principais cidades brasileiras com maior visitação náutica, segundo levantamento do Ministério do Turismo (Mtur) feito em abril deste ano. As razões são diversas. O Lago Paranoá tem a maior extensão de espelho d’água urbano do país e, por suas características, não tem perda volumétrica em nenhuma época do ano, o que garante navegabilidade em todas as estações.

“Brasília desponta como o grande destino náutico do país, porque oferece quesitos muito importantes para o turista: segurança, condição de navegabilidade o ano todo e infraestrutura”João Carlos Bertolucci, presidente da Associação Náutica, Esportiva e do Turismo de Brasília

Corroborando a informação, segundo o comandante da Capitania Fluvial de Brasília, capitão Rômulo Bahia, existem atualmente 55.090 embarcações inscritas. Esse ranking coloca o DF na quarta posição de maior frota náutica do Brasil.

Segundo o presidente da Associação Náutica, Esportiva e do Turismo de Brasília (Asbranaut), João Carlos Bertolucci, o Lago Paranoá tem basicamente dois segmentos náuticos: lazer e pesca. “Brasília desponta como o grande destino náutico do país, porque oferece quesitos muito importantes para o turista: segurança, condição de navegabilidade o ano todo e infraestrutura”, afirmou.

Há um movimento recente de descoberta do turismo náutico, no Lago Paranoá, por fazendeiros, industriais e empresários com alto poder aquisitivo dos estados de Goiás e Minas Gerais (com residência entre 400 e 500 km de Brasília). Segundo dados da Asbranaut, são turistas que estão descobrindo a sua boa navegabilidade, seja para lazer ou pesca esportiva, e identificando-a como a melhor da região durante todo o ano.

Um dado relevante da Capitania Fluvial de Brasília é que existem mais de 67 mil pessoas habilitadas a conduzirem embarcações no DF. Desse total, 65.578 são arrais amadoras (habilitados a conduzir embarcação de esporte e recreio, exceto moto aquática, na navegação interior) e somente em 2021 foram emitidas 2.181 novas habilitações amadoras.

Brasília é a cidade com maior renda domiciliar per capita do Brasil, com R$ 2.685,00, segundo dados do IBGE. Já a Codeplan aponta que há 65 mil moradores na região da orla do Lago Paranoá, cuja renda mensal é de R$8.200,00. Esses dados mostram a capacidade de absorção de investimentos no segmento náutico. Na outra ponta, existe uma expectativa de faturamento do setor náutico no Brasil no montante de R$840 milhões para este ano. Esse número é 10,3% maior que o ano passado, de acordo com a Associação Brasileira de Construtores de Barcos e Implementos (Acobar) e Mtur.

SP Boat Show

O 6º Congresso Internacional Náutica – Investimentos no Turismo das Águas antecede a abertura oficial do São Paulo Boat Show, o mais importante salão náutico da América Latina, que vai acontecer de 4 a 9 de novembro no São Paulo Expo.

Da compra ao compartilhamento de barcos, o Boat Show pretende oferecer todas as possibilidades e opções para quem quer navegar neste universo. Como uma das principais iniciativas de fomento ao setor náutico brasileiro, o evento espera movimentar, em 2021, cerca de R$ 220 milhões.

Artigo | Com respeito ao Altar e ao Evangelho, a Igreja é de todos nós

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POR LUCIANO LIMA

Fico sempre muito triste quando recebo notícias de que padres têm usado o altar da igreja para vociferar ódio ou posições político partidárias. É preciso compreender e entender o verdadeiro motivo que está por trás do comportamento de muitos eclesiásticos (e não são poucos!).

Nem sempre os posicionamentos são inocentes e têm um arcabouço político ideológico fortíssimo. O momento de divisão e de extremismos tem sido campo fértil para padres, arcebispos, bispos e cardeais marxistas e adeptos da Teologia da Libertação. Mas antes quero esclarecer, de forma muito resumida, a relação Igreja e política.

É honesto e justo afirmar que o padre tem o direito e o dever de orientar seus fiéis sobre a melhor forma de exercer, com isenção, cidadania e respeito, a vida política. O Papa Paulo VI disse que “a política é uma maneira nobre de servir ao próximo”.

No entanto, o altar é sagrado e não pode nunca ser transformado em palanque para defender interesses desse ou daquele grupo político. O padre não pode pedir voto para ninguém e nem desejar a morte de quem quer que seja. E, infelizmente, fomos pegos de surpresa com o comportamento infeliz de um padre da minha paróquia que é muito querido por mim e minha família.

Acredito no verdadeiro pilar e alicerce da Igreja Católica, a Bíblia Sagrada. Mas, infelizmente, a igreja está sendo tomada por eclesiásticos que defendem que “os fins justificam os meios”. Para os defensores da Teologia da Libertação, Jesus Cristo foi um ideólogo que pregou o conflito político, social e econômico, ou seja, luta de classes. Esse absurdo tem sido propagado de forma muito sutil disfarçado de humanização e respeito as diferenças

Há uma pressão muito grande para que padres tomem posições políticas. Não tenho dúvida que até o Papa Francisco tem sofrido este tipo de pressão e até mesmo opressão. A igreja está sendo invadida silenciosamente e inteligentemente por ideólogos de esquerda, que defendem políticos de esquerda, os mesmos que pregam, por exemplo, a destruição da família, o aborto legal e irrestrito, a linguagem neutra, a liberação da drogas e o banheiro coletivo para crianças. Vamos ficar em silêncio ou resgatar a verdadeira igreja de Jesus Cristo?

Apesar dos casos de pedofilia, da corrupção e da tentativa de colocar e defender no altar as teorias de esquerda, a Igreja Católica tem um papel social e político enorme. A igreja tem que ser vista como um refúgio para a paz, a sobriedade, a serenidade, o equilíbrio, enfim, onde a Palavra de Deus acalme as tensões e pacifique os corações.

E mais: a igreja não é só o padre. A igreja somos todos nós.

Luciano Lima é historiador, jornalista e radialista

Comitiva do DF se reúne com CEO da Web Summit em Lisboa

Governador Ibaneis negocia vinda do maior evento de tecnologia do mundo para Brasília; organizadores visitarão a capital em novembro

Capitaneada pelo governador Ibaneis Rocha, a comitiva do Governo do Distrito Federal (GDF) em Lisboa, Portugal, se reuniu na manhã desta quarta-feira (3) com o CEO e cofundador da Web Summit, maior evento de tecnologia e inovação do mundo. O irlandês Patrick Cosgrave recebeu o grupo em uma sala no pavilhão do evento, que ocorre no Parque das Nações.

A intenção do governo é fazer de Brasília a sede da conferência na América Latina, assim como Lisboa é na Europa, Toronto, no Canadá, é na América do Norte, e Hong Kong, na China, é na Ásia. O DF busca investir na indústria tecnológica com a criação do Parque Tecnológico de Brasília (BioTic).

Com foco na inovação em biotecnologia e tecnologia da informação e comunicação, o BioTIC será o principal polo de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do DF. O projeto viabilizará a instalação de diversas empresas, além de instituições de pesquisa e centros de inovação. Para essa finalidade, estão disponíveis 95,9 hectares de propriedade da Terracap, com possibilidade de expansão, na Granja do Torto.

Declarando-se admirador da arquitetura de Oscar Niemeyer e do projeto urbanístico de Lúcio Costa, estudados nas aulas de geografia, Patrick se disse curioso para conhecer a capital e sentir “a vibração e o calor humano” do brasiliense. Para isso, desembarca por aqui em 19 de novembro.

Na ocasião, os organizadores da conferência vão avaliar as condições aeroportuária, hoteleira, de mobilidade e logística de Brasília para receber um evento desse porte. A cidade disputa com Rio de Janeiro e Porto Alegre a realização da Web Summit por cinco anos, a partir de 2023. “Temos o segundo maior aeroporto com hub de distribuição aérea do país, interligando não só voos internacionais como acesso a todas as capitais do Brasil”, disse Ibaneis ao CEO.

Testagem

Toda a comitiva do Distrito Federal em Portugal tem passado por testes anticovid a cada 48 horas, assim como antes de qualquer reunião privada realizada na Web Summit Lisboa.

Rede pública no DF volta 100% presencial, mesmo com protesto da esquerda sindicalista

GDF tomou todas as medidas sanitárias necessárias. Uso de máscara nas escolas é obrigatório mesmo em áreas abertas

Alunos da rede pública do Distrito Federal retomaram nesta quarta-feira (3) as aulas de forma 100% presencial. Segundo a Secretaria de Educação, a expectativa é de que 460 mil estudantes de 686 unidades de todo DF retornem para reta final do ano letivo de 2021. Essa era uma demanda exigida pelos pais e alunos da rede pública de ensino

A esquerda sindicalista e os candidatos de oposição criticaram a medida, através do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), braço da CUT e do PT. Os sindicalistas programou paralisação e ato da categoria para hoje. A medida visa tumultuar o retorno as aulas e faturar politicamente visando as eleições de 2022, deixando de lado o futuro dos alunos. Uma medida politiqueira, para tentar desgastar a retomada a normalidade. A sociedade, mais uma vez, acompanha tudo de perto, e repudia o movimento dos sindicalistas de esquerda.

Segundo a Secretaria de Educação do DF, os professores-sindicalistas que aderirem ao movimento desta quarta-feira terão o ponto cortado. Desde agosto, os alunos já estavam indo à escola em esquema híbrido, com semanas alternadas entre aulas remotas e  presenciais.

“Nossos jovens passaram por um período muito difícil durante a pandemia, e agora chegou a hora de recuperar as perdas. Não temos um minuto a perder”, afirmou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.

Com o mesmo número de alunos de antes da pandemia, as escolas terão regras a cumprir. Entre as exigências está o uso obrigatório da máscara, mesmo em áreas abertas e aferição de temperatura na entrada. Além disso, haverá escalonamento de horários de intervalo, de refeições, de entrada e saída de alunos, de utilização de ginásios, de bibliotecas, de pátios e parquinhos. Também será cobrado distanciamento entre os alunos de, no mínimo, um metro em corredores e áreas de lazer.

 

Motoristas de aplicativo estão aceitando corrida às cegas, após app retirar destino de passageiros

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Aplicativo Uber tinha uma função que mostrava o destino do passageiro ao motorista antes de ele aceitar a corrida, o que era considerado uma segurança para os trabalhadores

Os motoristas de aplicativo de mobilidade urbana do app Uber, repararam que desde o último final de semana, a plataforma tirou o destino dos passageiros antes de eles aceitarem as corridas, ficando às cegas da região do destino do usuário, o que preocupa os trabalhadores pela violência e os riscos de certas localidades. Diante da falta de opção no app, muitos deles estão se queixando de ter que “trabalhar às cegas”.

Desde então, os motoristas estão mais preocupados e receosos, pois era considerado uma “segurança a mais”. As informações sobre o destino da viagem eram exibidas na tela, assim que o motorista aceitava a viagem. A função havia sido liberada para todos os motoristas do aplicativo em julho de 2020, após várias reivindicações dos motoristas parceiros preocupados com a segurança nas corridas.

Tempos difíceis

Há pouco mais de sete anos os brasileiros são grandes adeptos dos aplicativos de mobilidade urbana. A tecnologia desenvolvida possui um modelo de negócio estruturado e rentável, que trouxe grandes benefícios sociais e econômicos para o país: primeiro porque promoveu a geração de empregos informais, principalmente para os autônomos e pessoas desempregadas que tiveram a oportunidade de se tornarem motoristas a partir do uso de seu próprio carro como forma de trabalho. Segundo pela comodidade, conforto e segurança aos usuários que se deslocam diariamente.

Inicialmente essa rentabilidade era boa para ambos: motoristas e aplicativo, contudo devido às constantes evoluções de crises financeiras ao redor do mundo e principalmente no Brasil, o repasse do valor por corrida aos trabalhadores foi começando a diminuir e, o que antes era de 80 a 90% por viagem, atualmente encontra-se entre 50 a 70%. Somando-se aos aumentos de combustível e impostos, eis que a precarização das condições de trabalho dos motoristas vinculados aos aplicativos de transporte veio à tona e, em cadeia, prejudicou a todos que necessitam do serviço. Muita demanda, pouca oferta de serviço.

Iniciativas locais

Primeiro aplicativo de mobilidade urbana de Brasília, o YOURB foi lançado há pouco menos de um mês na capital, pelo Grupo Oliveira. A partir de estudos e pesquisas sobre a atual realidade dos aplicativos de mobilidade urbana, o grupo decidiu investir em programadores e desenvolvedores de softwares para criar o app a partir do conhecimento e experiência de um ex-motorista que se especializou em tecnologia da informação e programação, junto com mais dois amigos.

De acordo com Walter Lima, Luiz Carlos e Paulo Henrique, envolvidos no desenvolvimento do YOURB a ideia começou a sair do papel há pouco mais de 10 meses, tendo como objetivo ser um aplicativo de motorista para motorista, a partir das necessidades e relatos que vivenciaram e ouviram. Para isso, eles reuniram um grupo com mais de 70 motoristas para ouvi-los e colocar as ideias em prática. Entre elas o rastreio das corridas em tempo real, a exibição do local do destino do passageiro, além do botão de pânico.

“Como estamos nas ruas, percebemos as dificuldades e trouxemos essas melhorias para os usuários e motoristas. Entre os serviços nós implantamos o contato direto com o operador para relatar possíveis problemas na plataforma, a assistência de monitoramento a cada viagem, parcerias para descontos com manutenção do carro e da gasolina, assim como a possibilidade das mulheres em escolherem fazer corrida só com mulheres, então esse nosso aplicativo é de motorista para motorista, estamos muito esperançosos”, explicam.

O app apresenta um modelo de negócios ousado, no qual fixa sua taxa de repasse de corrida para os motoristas a 88%, tendo a retenção de apenas 12% para a empresa. A proposta também investiu na prestação de apoio para os profissionais, entre elas a parceria com postos do DF, que vão dar o aporte de até R$ 0,30 de desconto por litro de gasolina, atendimento humanizado, descontos em planos de saúde e odontológicos, tecnologia para o rastreio dos carros cadastrados, a liberdade para motoristas e usuários mulheres poderem escolher seguir corrida somente entre elas, e o clube de benefícios.

“Enxergamos que o YOURB tem grande potencial para trazer muitos benefícios para os brasilienses, principalmente para a categoria dos motoristas, com uma geração de renda justa a partir de um repasse honesto. Outro ponto muito importante se dá por sermos uma empresa local, o que favorece nosso trabalho perante o poder público, abrindo as portas para criarmos um bom relacionamento e apresentarmos os questionamentos, as necessidades e deficiências da categoria, a fim de melhor, resguardar e conquistar ainda mais direitos para esses profissionais”, conta Roberto Oliveira.

STF retoma trabalhos presenciais nesta quarta-feira

Julgamentos e atendimento ao público deixam de ser virtuais

A partir desta quarta-feira (3), o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma gradualmente os trabalhos presenciais. Os julgamentos nas turmas e no plenário, que até agora eram realizados virtualmente, voltarão a ser feitos presencialmente. O atendimento ao público externo também será retomado.

Haverá exceções para os trabalhos presenciais. As sessões de julgamento, tanto no plenário quanto nas turmas, poderão ser realizadas virtualmente caso as respectivas presidências determinem ou algum ministro alegue motivos pessoais para não comparecer. Nas audiências públicas, o relator poderá determinar se os trabalhos serão presenciais ou virtuais.

O acesso ao plenário e às turmas do Supremo será liberado apenas aos ministros, integrantes do Ministério Público, advogados dos processos da pauta do dia e de servidores e colaboradores indispensáveis ao funcionamento da sessão. O comparecimento do público nesses locais continuará vetado.

As regras para o funcionamento do STF foram editadas na Resolução 748/2021, assinada em 26 de outubro pelo presidente do Supremo, ministro Luiz Fux. Segundo a resolução, todos os frequentadores do STF deverão apresentar o certificado de vacinação emitido pelo aplicativo Conecte-SUS, do Ministério da Saúde, usar máscaras de proteção facial e ter a temperatura medida. As obrigações valem tanto para o público interno quanto externo do STF.

De acordo com a resolução editada por Fux, a retomada dos trabalhos presenciais considera que 95% da força de trabalho, entre servidores e colaboradores, cumpriram o calendário vacinal completo e que 59% das pessoas que trabalham diariamente no STF são jovens, com idade entre 21 e 45 anos.

O STF retorna aos trabalhos presenciais depois de um ano e oito meses. Na semana passada, a Câmara dos Deputados tinha voltado ao trabalho presencial, com a exigência de passaporte de vacinação para entrar nas dependências da Casa.

DF flexibiliza uso de máscaras em ambientes abertos a partir de hoje

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Proteção ainda será obrigatória no transporte, comércio e condomínios

O Distrito Federal é mais uma unidade da Federação que passa a flexibilizar as regras para o uso de máscaras de proteção contra a covid-19. A partir desta quarta-feira (3), em ambientes abertos como ruas, clubes e parques, o uso fica liberado. A proteção, no entanto, de acordo com decreto publicado na última terça-feira (26) pelo governador Ibaneis Rocha, continua sendo obrigatória no transporte público, comércio, indústrias e em áreas comuns de condomínios.

O mesmo decreto reduz, a partir de hoje, a necessidade de distanciamento entre as mesas em restaurantes, bares e centros gastronômicos. A atualização permite a diminuição do espaçamento de dois para um metro. Outra novidade do documento é que aulas coletivas em academias também estão liberadas.

Em relação às escolas da rede pública, os protocolos e as medidas de segurança previstos no novo decreto não se aplicam. Para elas, o regramento continuará sendo definido por ato próprio da Secretaria de Educação, como já acontece desde o início da pandemia.

A medida, ainda polêmica, é justificada pelo fato de o DF já ter 71% da população completamente imunizados. Desde o início da pandemia, o DF registrou 515.134 casos e 10.886 mortes pela doença. A taxa de transmissão está em 0.72. Há uma semana, o índice era de 0.81. Quando esse valor é igual ou maior que 1, a tendência é de aumento do contágio. Com índices menores que 1, como está o cenário atual, a tendência é de desaceleração da epidemia.

O subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, afirma que a medida será monitorada pela saúde pública. “Com a flexibilização, vamos fazer uma avaliação técnica do comportamento do vírus na população. Vamos analisar como vão se comportar a taxa de transmissão e o índice de casos graves da infecção, que hoje estão em queda no DF”, explicou.

Para Valero, como a doença ainda é muito nova, as contemporizações também são necessárias. “Com relação à covid não existe receita preestabelecida. A flexibilização está sendo feita com muita cautela, tanto que apenas em ambientes públicos ao ar livre estamos liberando”, completou o subsecretário.

Outros estados

No Rio de Janeiro, a lei que flexibiliza o uso de máscaras já está em vigor desde a última quinta-feira (28). No mesmo dia, a prefeitura também flexibilizou o uso de máscaras em lugares abertos na cidade, alcançando os 65% de toda a população completamente imunizada. Belo Horizonte e São Paulo também já diminuíram algumas restrições em função da pandemia, como o horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais, bares, restaurantes e shows, mas a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais abertos continua.

Governo do Distrito Federal vai propor locação social para combater déficit habitacional

Pesquisa realizada pela Codeplan entre 2019 e 2020 registra um déficit habitacional de 102.984 residências no DF, o que representa 11,66% do total de domicílios da capital | Foto: Divulgação Seduh-DF

Proposta é alugar 80 mil imóveis desabitados para pessoas em situação de vulnerabilidade; vítimas de violência doméstica terão prioridade

Uma das principais políticas públicas para reduzir o déficit habitacional no Distrito Federal será disponibilizada para consulta popular nesta primeira quinzena de novembro. O Plano Distrital de Habitação de Interesse Social prevê a locação social, proposta que permite o aluguel, pelo Governo do Distrito Federal (GDF), de imóveis inabitados para população em situação de vulnerabilidade, mulheres vítimas de violência doméstica e pessoas em situação de rua com saúde mental debilitada.

O DF registra um déficit habitacional de 102.984 residências, o que representa 11,66% do total de domicílios da capital. Os dados fazem parte de uma pesquisa da Companhia de Planejamento (Codeplan) realizada entre 2019 e 2020, a pedido da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) para os estudos técnicos do plano.

Nesse cálculo entram quatro categorias de moradia: a coabitação, o adensamento, as residências precárias e o ônus excessivo para custeio de aluguel. No primeiro caso, estão os adultos que se casam, mas continuam vivendo com os pais ou avós, em 11 mil domicílios. No segundo, os lotes de habitação unifamiliar com quatro ou cinco moradias, que são 11,8 mil.

Pessoas que gastam muito mais de 30% da renda na despesa com moradia, o que representa 56 mil domicílios, formam a maioria do déficit habitacional no DF

As residências precárias são as casas mal construídas, sem condições mínimas de infraestrutura, que somam 30 mil domicílios. E o último caso, que equivale à maioria do déficit, inclui as pessoas que gastam muito mais de 30% da renda na despesa com moradia, representando 56 mil domicílios.

Imóveis inabitados

E se por um lado faltam moradias, por outro sobram imóveis com infraestrutura desocupados. Levantamento da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) de 2016 aponta que a vacância imobiliária no DF é de 6,37% de unidades imobiliárias, o que corresponde a 79.908 com ligações de água inativas. Desse total, 41.027 são residenciais, 35.240 comerciais, 2.298 institucionais e 1.343 industriais sem atividade.

É neste cenário que surge a proposta de locação social destinada à população com renda familiar de até três salários mínimos. Nele, o proprietário que tiver interesse em disponibilizar um imóvel fechado para locação social poderá firmar um contrato com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab-DF), que subsidiará parte do aluguel do inquilino.

“É bom para quem tem imóvel fechado, que passa a receber aluguel, sem risco de inadimplência e, para as famílias beneficiadas, que teriam acesso a moradia em locais com infraestrutura, comércio e serviços”Giselle Moll, secretária executiva de Planejamento e Preservação

Para evitar riscos de inadimplência, será criado um Fundo Garantidor que garantirá o pagamento do aluguel. Para participar do programa a família precisa estar inscrita na Codhab. “É mais um instrumento do GDF de minimizar o sofrimento a que essas pessoas estão submetidas, principalmente as que aguardam as etapas dos programas habitacionais e estão morando de favor ou encarando um aluguel que não dão conta de pagar”, explica o presidente da companhia, Wellington Luiz.

Ainda não há definição sobre valores, já que a proposta necessita de regulamentação, mas as diretrizes firmadas no Plano Distrital de Interesse Social criam cinco faixas de renda. A maior delas é entre 2,5 e 3 salários mínimos. O beneficiário que se enquadre nessa categoria terá um subsídio do governo menor, desde que o comprometimento com a despesa de aluguel não ultrapasse 25% da renda familiar.

De acordo com a secretária executiva de Planejamento e Preservação, Giselle Moll, a locação social é um dos programas que melhor deve atender à população de extrema vulnerabilidade. “É bom para quem tem um imóvel fechado, que passa a receber um aluguel, sem risco de inadimplência e, também, para as famílias beneficiadas, que teriam acesso a moradia em locais com infraestrutura, comércio e serviços.”

79.908imóveis no DF estão com ligações de água inativas, segundo a Caesb. Ou seja, desabitadas ou sem uso

Partindo do princípio de que uma boa política habitacional oferece acesso à cidade e a uma rede de proteção social, o plano desenvolveu linhas de ação para atender pessoas de baixa renda com diferentes vulnerabilidades, como as vítimas de violência doméstica.

Só em 2020, de acordo com a Codeplan, foram aproximadamente 16 mil casos de violência doméstica registrados no DF. No primeiro semestre de 2021 esse número chegou a 7.869 casos. Para esse público foi criado um programa de provimento habitacional denominado Moravida, destinado a mulheres com renda de zero a cinco salários mínimos, que sofreram abusos e estão em risco de morte.

No Moravida, as mulheres vítimas de violência com vulnerabilidade comprovada vão para o primeiro lugar da fila de habitação de interesse social. Se tiver renda, tem que contribuir com o percentual do aluguel. Se não tiver, vai ser direcionada para programas de autonomia socioeconômica e capacitação.

“Temos que ter cuidado em manter o sigilo sobre essas pessoas e não colocá-las em um único edifício ou quadra para preservá-las. Evitar um olhar estigmatizante sobre determinado lugar é muito importante”Giselle Moll, secretária executiva de Planejamento e Preservação

Autonomia e dignidade

Secretária da Mulher, Éricka Filippelli lembra que, muitas vezes, as vítimas não conseguem romper o ciclo de violência dentro de casa porque dependentes financeiramente dos seus agressores, não têm para onde ir ou levar seus filhos. “E essa é mais uma ferramenta criada pelo governo para garantir a elas mais dignidade e autonomia na reconstrução de suas histórias.”

Outra linha de ação igualmente importante é o Moradia Primeiro. Foi pensado para oferecer habitação a pessoas em situação de rua com saúde mental debilitada ou agravada e para famílias com renda de até três salários mínimos que tenham integrantes nessa condição especial. O programa é estruturado em três componentes que devem ser ofertados de forma simultânea: moradia digna, acompanhamento socioassistencial e atenção psicossocial aos beneficiários.

“Nós apenas temos que ter cuidado em manter o sigilo sobre essas pessoas e não colocá-las em um único edifício ou quadra para preservá-las. Evitar um olhar estigmatizante sobre determinado lugar é muito importante” explica Giselle Moll.

Os programas Moradia Primeiro e Moravida precisam ser regulamentados e requerem integração de ações entre vários órgãos do governo, como as secretarias de Saúde, de Trabalho, de Desenvolvimento Social, da Mulher, de Desenvolvimento Urbano e Habitação e a Codhab, que será a grande executora do Plano Distrital de Habitação Interesse Social.

Obesidade e câncer são desafios para os próximos anos

Excesso de peso é tão prejudicial para o surgimento de câncer quanto o tabaco, e pode ser fator de risco para mais de 13 tipos de tumores. Brasil atualmente tem 27 milhões de pessoas obesas

A obesidade é um dos mais graves problemas de saúde que serão enfrentados nos próximos anos e, segundo estudo feito pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o gasto com casos de câncer relacionados à obesidade entre adultos foi de R$ 1,4 bilhão, 40% do gasto total de R$ 3,5 bilhões aplicados em 2018 no tratamento da doença na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Brasil tem cerca de 27 milhões de pessoas consideradas obesas, que somadas ao total de indivíduos com sobrepeso, chega a quase 75 milhões.

“O tecido adiposo é composto por células que além de armazenarem gorduras produzem substâncias inflamatórias e hormônios que em excesso levam a um estímulo exagerado ao crescimento de outras células. Isso gera um estado de inflamação crônica que associado a hormônios estimuladores em níveis aumentados, eleva as chances de células cancerígenas serem formadas causando o surgimento de um tumor. De acordo com alguns estudos, quando falamos de causas que favorecem o surgimento do câncer, a obesidade tem uma importância hoje semelhante ao tabaco”, explica a médica oncologista Danielle Laperche.

De acordo com dados de 2019 da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), 55,4% dos adultos estão acima do peso (IMC igual ou maior que 25) e quase 20% já está obeso (IMC igual ou maior que 30). Em Goiânia, 20,6% dos homens e 18,6% de mulheres sofrem com a obesidade. O risco de desenvolver tumores já começa em pessoas com sobrepeso e aumenta progressivamente com o aumento do peso.

A obesidade está associada a vários tipos de câncer como endométrio, mama, cólon, rim, esôfago, fígado, pâncreas, linfoma e mieloma. Nas mulheres, os impactos são ainda maiores e pode piorar prognósticos como os do câncer de mama. No câncer de endométrio, por exemplo, quanto maior for o IMC, maior é o risco de morte e as comorbidades associadas à obesidade, principalmente o diabetes, também somam para esse risco.

“De modo geral, a obesidade está relacionada ao aumento da mortalidade, que pode chegar a 14% em homens e 20% em mulheres, além de piorar a resposta ao tratamento oncológico e aumentar também os riscos de complicações pós-operatórias (infecção e linfedema), a toxicidade dos quimioterápicos e a incidência de comorbidades e de recidiva do câncer em sobreviventes”, explica a médica oncologista.

Cálculo do IMC

Para calcular o IMC, é preciso calcular a relação entre peso e altura. Na prática, o jeito mais fácil é multiplicar sua altura por dois e depois dividir seu peso por esse valor (IMC = peso / altura²). O resultado deve ser comparado aos valores abaixo:

– Entre 18,5 e 24,9 = peso normal

– Entre 25 e 29,9 = sobrepeso

– Entre 30 e 34,9 = obesidade grau I

– Entre 35 e 39,9 = obesidade grau II

– Mais do que 40 = obesidade grau III

Encontro reúne poetas dos países da CPLP em evento gratuito

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Celebrar a vida e unir os povos que falam o mesmo idioma. Essa é a proposta da sétima edição do Encontro de Poetas da Língua Portuguesa (VII EPLP). Aberto ao público e gratuito, o evento será dividido em duas partes. Dos dias 4 a 7 de novembro, a conferência será transmitida pelo Facebook. Já no dia 13, o encerramento acontece presencialmente, na cidade de Lisboa, em Portugal.

Para Mariza Sorriso, poeta brasileira e organizadora do EPLP, uma das propostas da iniciativa é promover a inclusão e dar a conhecer a poesia e cultura dos países de língua portuguesa aos seus pares. “Os encontros sempre apresentam poetas das mais variadas idades e níveis de vivência poética, renomados e premiados doutores e PHDs em Letras, ao lado de poetas neófitos”.

– Por exemplo, muitos iniciaram suas publicações literárias através das nossas antologias comemorativas, outros tiveram seus dons poéticos despertados nos nossos encontros. Com esta sétima edição, esperamos atingir a marca de três mil participantes – revela.

Além das apresentações, haverá também o lançamento da antologia comemorativa do VII EPLP, intitulada ‘Os Poetas, a Poesia e os Continentes’.

A publicação conta com 270 poemas de 123 poetas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal. A obra faz homenagem a importantes personalidades da poesia, como o brasileiro Solano Trindade, o cabo-verdiano Oswaldo Osório e o português-angolano José Manuel Martins Pedro, cofundador do projeto e que faleceu em 1º de agosto de 2021, vitimado pela Covid-19.

 

História do evento

Criado em 2013, o EPLP é realizado desde 2014, anualmente, no Brasil, em Portugal e numa capital africana. O evento já foi realizado em cidades como Rio de Janeiro, Recife, Olinda, Belém, São Paulo, Lisboa (Portugal), Maputo (Moçambique) e Luanda (Angola).

Em 2019, com o apoio institucional da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi realizada a VI edição na Guiné-Bissau. Em 2022, o EPLP será em Praia (Cabo Verde) para homenagear o poeta Oswaldo Osório.

 

Serviço:

VII Encontro de Poetas da Língua Portuguesa

Gratuito e aberto ao público.

De 04 a 07 de Novembro

Local: on-line – grupo do Facebook ENCONTRO DE POETAS DA LÍNGUA PORTUGUESA (Países CPLP)

https://www.facebook.com/groups/IIENCONTRODEPOETASDALINGUAPORTUGUESA

 

Dia 13 de Novembro, das 14h às 18h

Local: Auditório da Direcção Regional de Lisboa e Vale do Tejo do Instituto Português do Desporto e Juventude à Rua de Moscavide, Lote 47101 – 1998-011 – Lisboa – PT

Programação:

– Palestra “Aonde a arte e a Poesia têm nos levado”, com homenagem a Solano Trindade, Oswaldo Osório e José M. M. Pedro pela poetisa brasileira Mariza Sorriso.

– Fala dos representantes dos países

– Projeções e histórico das edições anteriores

– Sarau de lançamento da antologia comemorativa.