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Começa nesta terça-feira o Festival de Cinema de Brasília

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Neste ano, a programação do evento será norteada por ficções vindas de 11 estados brasileiros

Resistente e marcante, a maior e mais longeva festa do cinema nacional está pronta para entrar em cena. Desta terça (7) até 14 de dezembro, será realizado, em formato virtual, a 54ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB).

Neste ano, a programação do evento será norteada por ficções vindas de 11 estados brasileiros. Os longas-metragens da Mostra Competitiva serão exibidos no Canal Brasil, às 23h30.

Já os curtas e toda a programação da Mostra Brasília estarão disponíveis gratuitamente na plataforma InnSaei.TV. Os filmes selecionados vão receber R$ 400 mil em prêmios.

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Programação – 54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Veja a linha do tempo do festival

A edição 54 – 2021

“O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro sempre, em sua natureza, foi um espaço para o diálogo com o que está por vir. Daqui, nasceram linguagens, estéticas e debates políticos que construíram a identidade do novo cinema brasileiro”, comenta o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues.

“Essa edição nasce histórica porque vai pautar esse mundo pós-pandemia. Nada será como antes, e essas tendências serão examinadas nos dias de festival”, aponta o gestor.

Diretora-executiva do FBCB, Érica Lewis aposta na ampliação das plataformas de acesso ao público para acessar aos filmes num tempo de 24 horas para a Mostra Competitiva, 248 horas para a Mostra Brasília. “Esse foi um aprendizado que veio com a edição de 2020. As pessoas terão mais tempo para assistir e debater as produções selecionadas”.

Em 2020, vencendo o fantasma da pandemia, o Festival de Brasília contou com 620 mil espectadores no Canal Brasil e outros 10 mil circulando nos debates realizados no Canal do YouTube da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). Neste ano, mais uma vez o Festival de Brasília enfrentou, com firmeza e perspicácia, as agruras impostas pela crise sanitária, formatando e trazendo para os entusiastas da sétima arte um encontro à altura de sua importância e grandeza sociocultural.

Assim, sob curadoria do cineasta Sílvio Tendler, e da professora da UnB Tânia Montoro, realizadores, público e intelectuais vão debater, dialogar e refletir, por meio de encontros virtuais, os rumos do audiovisual a partir do tema “O cinema do futuro e o futuro do cinema”.

Mantendo acesa a chama do estilo anárquico, rebelde e contestador que sempre marcaram o FBCB, surgido à sombra da ditadura, em novembro de 1965, o documentário “Já que Ninguém me Tira Para Dançar”, da cineasta Ana Maria Magalhães, foi o escolhido para abrir o evento. Uma homenagem à atriz Leila Diniz (1945 – 1972), o filme reconta a trajetória de um dos maiores símbolos da liberdade de expressão dos anos 1960, a partir de depoimentos de amigos e entrevistas restauradas da própria musa da contracultura nacional.

Leila livre, leve e solta

“Abrir o Festival de Brasília com a Leila, na véspera dos 50 anos de sua morte, é uma honra para o evento”, garante o cineasta Silvio Tendler, um dos curadores da mostra, que a conheceu em 1968.

“Leila é um personagem iconoclasta dos anos 60, uma pessoa totalmente transgressora e revolucionária, que falava muito palavrão e usava roupas ousadas, mas era um doce, uma pessoa muito agradável, uma flor de pessoa e o filme vai mostrar isso”, antecipa Tendler.

Obra que denuncia os impactos do coronavírus na vida dos povos Xavante, o documentário “Abdzé Wede’Õ – Vírus não tem cura?”, do xamã Divino Xavante, encerra o festival no dia 14, quarta-feira.

“É um festival que se comunica com todos os públicos, é amplo, plural e abarcativo, um festival que veio para sacolejar a caretice dos tempos sombrios que vivemos”, provoca Tendler, duas vezes premiados no evento.

“Brasília é essa cidade cosmopolita que abriga embaixadas, tantos pedacinhos de países e também regiões do DF, trabalhamos o regional, o nacional e o internacional. É um festival universal, um evento do tamanho de sua importância”, comenta a professora da UnB e também curadora, Tânia Montoro.

“Ela e Eu”

A seleção de longas da Mostra Competitiva traz quatro ficções e dois documentários da Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. “Alice dos Anjos” (BA), de Daniel Leite Almeida, leva as fantasias de “Alice no País das Maravilhas” à paisagem do sertão baiano; “Lavra” (MG), de Lucas Bambozzi, expõe as feridas da devastação ambiental percorrendo os caminhos da lama tóxica e criminosa que devasta cidades inteiras; “Acaso” (DF), de Luis Jungmann Girafa, traz o estilo on the road à famosa via W3 de Brasília, celebrando a casualidade das grandes cidades.

Mostras paralelas

Braxília

O legado do cinema de Brasília e clássicos que marcaram a cinematografia nacional são destaques de exibições paralelas dentro do prisma memória e homenagem. Na mostra “Sessentinha”, por exemplo, nove clássicos do DF voltam à baila, evidenciando os sucessos locais do audiovisual em projetos como “Louco por Cinema”, de André Luiz Oliveira; “Braxília”, de Dannyella Proença, resgate sobre a trajetória e obra do poeta, Nicolas Behr; e “Sequestramos Augusto César”, de Gui Campos, protagonizado por Lauro Montana, artista que morreu neste ano e será um dos homenageados do FBCB.

A cereja do bolo na programação é a cópia restaurada de “O País de São Saruê”, filme do mestre Vladimir Carvalho, extirpado da programação de 1971 do festival pela ditadura.

“É um filme emblemático na censura no Brasil, proibido de passar nesse mesmo festival há 50 anos”, destaca a curadora Tânia Montoro. “Homenagear esse filme, nesse momento em que temos que lutar pela democracia e para o fomento e preservação do audiovisual regional e nacional, é um ganho muito grande”, comenta a professora da UnB.

Quatro filmes que investigam a cultura brasileira por meio de personalidades, criações artísticas e a formação da identidade nacional fazem parte da mostra “Memória e Linguagens”. É o caso de “Samba Riachão”.

Um dos vencedores da 34ª edição do Festival de Brasília, o documentário de Jorge Alfredo debruça sobre a vida e obra do baiano, Clementino Rodrigues, o Riachão do título, um dos mais conhecidos e respeitados sambistas do país, falecido em março de 2020.

Já o luso-brasileiro “Os Ossos da Saudade”, de Marcos Pimentel, é um relicário narrativo sobre perdas e ausências. Com direção de Marcel Seixas, “Rolê – Histórias dos Rolezinhos,” discute o drama do racismo no Brasil. Realizado pela dupla Marcel Gonnet e Daniel Fróes, “Procura-se Meteorango Kid: vivo ou morto”, perfaz os caminhos e percalços enfrentados pelo cineasta baiano André Luiz Oliveira, na realização do clássico do cinema marginal, “Meteorango Kid”, um marco da arte de resistência no Brasil.

“São produções que tem a ver com memória e biografia e que dialogam com questões importantes da realidade brasileira”, observa Tendler.

Celebrações

Léa Garcia: vida de cinema

Homenagens não vão faltar na 54ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Além dos atores Paulo José, Paulo Gustavo, Tarcísio Meira e Flávio Migliaccio, lembrado com a exibição do filme de 1971, em cópia restaurada de “Aventuras com Tio Maneco”, serão lembradas também a diretora Tânia Quaresma e a escritora Lucília Garcez, mortas neste ano.

Um dos rostos negros mais conhecidos do cinema nacional e da televisão brasileira, a veterana Léa Garcia, 88 anos, vai ganhar o Candango Especial pelo Conjunto da Obra. Entre os seus trabalhos mais conhecidos nas telonas estão “Orfeu Negro” (1959), “Ganga Zumba” (1963) e Quilombo (1984), dirigidos por Cacá Diegues. Nas telinhas, seu talento pode ser conferido em sucessos como “Escrava Isaura” (1976), “Dona Beija” (1986) e, mais recentemente, nas séries “Sob Pressão” (2018) e “Carcereiros” (2019).

“São homenagens merecidas e necessárias”, assegura Silvio Tendler. “Como feminista que sou, sinto-me bem representada nessa edição do festival”, destaca Tânia Montoro.

O cinema do futuro e o futuro do cinema

Amos Gitaï

Como acontece todos os anos, fórum de debates, seminários e painéis sobre diversos temas que convergem para o papel do cinema no Brasil e no mundo também farão parte da programação dessa edição do FBCB, que acontecerão na plataforma Zoom.

Estrelas internacionais do naipe do grego Costa-Gravas (“Z”), e do israelense Amos Gitaï (Kippur), estão entre as atrações.

Os dois gigantes das telonas irão compor o programa de aulas magnas junto com os brasileiros Ruy Guerra (“Os Fuzis”) e Helena Solberg (“Vida de Menina”), nomes seminais do audiovisual nacional, diretamente ligados ao movimento Cinema Novo.

Narrativas femininas, periféricas, indígenas e quilombolas, além de questões como o futuro dos cineclubes e a mistura de linguagens no audiovisual, entre outros temas, serão debatidos por cineastas e intelectuais como Fernando Gabeira, Daniela Thomas, Pedro Butcher, Maya Da-Rin, Cibele Amaral.

“Nesses dois anos, muita coisa aconteceu com o cinema presencial, por conta dos protocolos de segurança. Ficou mais difícil de rodar, mesmo assim, muita gente filmou. Produções comedidas, mais modestas que compõem o perfil de um fenômeno internacional. Vamos discutir sobre isso”, antecipa Silvio Tendler.

“A curadoria trabalhou com a memória, para analisar o presente e projetar o futuro. Essa é a identidade dessa edição do festival”, destaca Tânia Montoro.

Como acessar a InnSaei.tv:

1. Entre no site: https://innsaei.tv/

2. Clique em ‘Acessar a plataforma’.

3. Na nova janela, no canto superior direito, clique em ‘Acessar’.

4. Na janela de login, vá até o final e clique em ‘Não tem login? Cadastre-se’.

5. Preencha seu nome, email e escolha uma senha e clique em ‘Cadastrar’.

6. Pronto. A partir do dia 7, terça, às 19h, logue-se, clique no banner do #54FBCB e escolha o que vai ver primeiro.

OMS considera que vacinação obrigatória deve ser último recurso

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Diretor da OMS, Hans Kluge (Foto Alexander Astafyev/Reuters)

Apelo foi feito pelo diretor da organização para a Europa

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa lançou nesta terça-feira (7) um apelo para que vacinação obrigatória seja adotada apenas como último recurso.

Hans Kluge disse que primeiro é importante sensibilizar a população para a importância de receber a vacina. Só depois de esgotadas todas as alternativas, será aceitável forçar a vacina aos europeus, acrescentou.

“A obrigatoriedade em relação à vacina é um último recurso absoluto e aplicável apenas quando todas as opções viáveis para melhorar as taxas de vacinação tiverem sido esgotadas”, afirmou.

Quanto à variante Ômicron, Kluge informou que, até ontem, havia 432 casos confirmados da nova variante em território europeu, incluindo 21 países.

Crianças

Em entrevista coletiva online, o diretor da OMS pediu, diante da evolução da pandemia de covid-19, melhor proteção das crianças de 5 a 14, atualmente a faixa etária mais afetada.

Ele fez ainda um apelo para “estabilizar” a crise pandêmica, defendendo a necessidade de promover a vacinação e aplicar medidas como o uso de máscaras, a ventilação de espaços fechados e a testagem. Manifestou-se “cauteloso” e “preocupado” com a variante Ômicron.

Ministra do Supremo libera execução das emendas do relator

Foto Valter Campanato

Decisão foi tomada pela ministra Rosa Weber

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nessa segunda-feira (6) liberar o pagamento dos recursos das chamadas “emendas do relator” relativas ao Orçamento da União deste ano.

A decisão foi tomada após o Congresso aprovar, na semana passada, uma resolução para cumprir parte da decisão de dar publicidade ao processo de destinação dos recursos. A liberação está valendo, mas ainda será votada em sessão extraordinária do plenário virtual do Supremo.

No mês passado, o plenário virtual do STF manteve a liminar proferida pela ministra que congelou os repasses, a partir de uma ação protocolada por partidos de oposição. Com a decisão, o pagamento das emendas de relator a órgãos públicos ficou suspenso até a decisão de ontem.

Ao suspender esse tipo de emenda, a ministra entendeu que não havia critérios objetivos e transparentes para a destinação dos recursos. Rosa Weber considerou que havia ausência de instrumentos de prestação de contas sobre as emendas do relator-geral (RP9).

Antes da aprovação das novas regras, as emendas estavam baseadas na Resolução 01/2006 do Congresso. As emendas do relator-geral ao Orçamento Federal poderiam ser apresentadas pelo parlamentar que ocupa a função para corrigir omissões de ordem técnica e legal, com o objetivo de organizar a peça orçamentária.

Na prática, esse tipo de emenda é repassada, por meio do relator, a deputados e senadores que apoiam o governo. Dessa forma, a indicação para a aplicação dos recursos em hospitais e escolas, por exemplo, ocorre sem a divulgação do nome do parlamentar autor da emenda ao orçamento.

No caso de emendas individuais e de bancada, os autores podem ser identificados.

Segundo a Consultoria Legislativa da Câmara, no orçamento deste ano os ministérios da Saúde (R$ 4,6 bilhões), do Desenvolvimento Regional (R$ 2,7 bilhões) e da Agricultura (R$ 790 milhões) são os maiores beneficiados com empenhos oriundos de emendas do relator.

Hospital da Criança de Brasília recebe campanha Natal Voluntário

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Objetivo é arrecadar brinquedos para doação a crianças carentes; iniciativa faz parte do Programa Pátria Voluntária

Crianças atendidas pelo Hospital da Criança de Brasília (HCB) José Alencar receberam presentes doados por meio do Programa Pátria Voluntária. A iniciativa faz parte da campanha Natal Voluntário, que arrecadou mais de 1,5 mil presentes. Além do HCB, outras instituições que atendem crianças e adolescentes carentes de zero até 14 anos participam da ação.

O secretário de Saúde, general Manoel Pafiadache, parabenizou a iniciativa. “Estamos no único hospital público de alta complexidade que é capacitado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), e ele foi classificado pelo nível de excelência no atendimento. Mensalmente, seis mil crianças passam pelo ambulatório. Apenas com esse dado, percebemos a capacidade e, acima de tudo, o caráter humanitário deste hospital. Por tudo isso, a gente agradece esse momento de felicidade que essas crianças estão vivendo”, ressalta.

O objetivo da campanha é engajar a sociedade em ações de voluntariado e promoção do bem-estar das crianças atendidas por instituições parceiras do Programa Pátria Voluntária. A arrecadação dos presentes continua até o dia 10 de dezembro.

Neide, mãe da pequena Emilly, ressalta a solidariedade que o evento representa

Presidente do Conselho do Pátria Voluntária, a primeira-dama Michelle Bolsonaro elogiou a ação e o engajamento do HCB. “Isso tudo é fruto do nosso trabalho, muito obrigada por cada voluntário, vocês são anjos, todos os profissionais, médicos e enfermeiros, técnicos de enfermagem, todos que estiveram engajados nesse intuito. Deus escolheu vocês para trabalhar nessa obra tão maravilhosa e que pudesse ajudar tantas crianças, que Deus abençoe cada um de vocês”, destacou.

As mães de alguns pacientes acompanharam a solenidade e receberam, além do brinquedo para as crianças, livros de literatura. Neide da Costa Santos, de 33 anos, é mãe da pequena Emilly, de três anos, que há um ano e meio é acompanhada no HCB.

“Ações como essa alegram e mostram às crianças que a solidariedade ainda está presente. Estou muito feliz vendo a felicidade da minha menininha”, afirma.

O evento também contou com a participação do Ministro da Educação, Milton Ribeiro; do Ministro da Cidadania, João Roma; do secretário-geral da Defesa, Sérgio José Pereira; da secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani; do presidente do Icipe, Francisco Cláudio Duda; e da superintendente executiva do HCB, Valdenize Tiziane.

Após o término da solenidade, o secretário de Saúde, general Pafiadache, acompanhou a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e outras autoridades em uma visita à Unidade de Terapia Intensiva do hospital.

Governo Ibaneis aprova nova área habitacional para mais de 6 mil residências

Projeção das habitações, já na área delimitada para a construção | Foto: Divulgação/Terracap

Com a regularização do local, no Recanto das Emas, cerca de 20 mil pessoas serão beneficiadas

Mais um passo foi dado na ampliação da oferta de moradias. O Governo do Distrito Federal (GDF) aprovou o projeto de parcelamento do solo que cria uma nova área habitacional com 97 lotes para até 6.053 unidades residenciais. O local, chamado de Polo Logístico e Centro Urbano Parque das Bênçãos, no Recanto das Emas, poderá beneficiar uma população estimada em 19.975 habitantes.

A iniciativa foi aprovada pelo decreto n° 42.759, assinado pelo governador Ibaneis Rocha e divulgado na edição de sexta-feira (3) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). A norma entra em vigor na data de sua publicação.

O projeto é de responsabilidade da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap). A partir de agora, começa a contar o prazo de até 180 dias para que o órgão dê entrada em cartório com o pedido de registro do imóvel. É de 160,54 hectares a área destinada às unidades residenciais.

A expectativa é que um dos acessos ao empreendimento será pela BR-060 e o outro, pela DF-001. Próximo à área, está prevista ainda a construção de uma via que ligue Samambaia e Recanto das Emas, além de uma ciclovia.

A iniciativa já havia sido aprovada em julho pelo Conselho de Planejamento Territorial Urbano do Distrito Federal (Conplan), por ampla maioria de votos. “A aprovação é muito positiva, porque contribui para suprir a demanda por áreas regularizadas e moradias no DF”, disse, na ocasião, o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mateus Oliveira.

Paranoá Parque

Também foi publicado no DODF de sexta-feira o decreto n° 42.760, que aprova o projeto urbanístico de parcelamento para a área no Paranoá Parque localizada na quadra 4, conjuntos 2, 4, 6 e 8.

A previsão é criar lotes espalhados por uma área de 9,2640 hectares, voltados para uso comercial, institucional, de serviços e industrial.

O projeto também é de responsabilidade da Terracap, que a partir de agora terá o prazo de até 180 dias para dar entrada com o pedido de registro do imóvel em cartório.

Brasília ganha homenagem do Santander em fachada de agência da Asa Sul

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Mural criado por artista plástica mostra ícones mais conhecidos da cidade

O cenário da Asa Sul de Brasília ganha novos ares com a homenagem à Brasília estampada pelo Santander Brasil na fachada da loja Select localizada na EQS 408/409. Seguindo a estratégia de regionalização do Banco, de valorização da cidade e de forte apoio à cultura, a agência – em atividade desde dezembro de 2010 – traz agora elementos de Brasília – um Dragão da Independência, a Catedral Metropolitana, a Ponte Juscelino Kubitscheck e a Praça dos Três Poderes.

Com 24 metros de largura e 18 metros de altura, o painel respeita a arquitetura do prédio e as cores do banco, trazendo uma composição com ícones presentes no cotidiano de Brasília. “Brasília é patrimônio cultural da humanidade e tem a maior área tombada do mundo. Esta é uma forma do Santander homenagear a cidade e, também, revitalizar essa região onde está instalada a agência. Queremos que brasilienses e turistas reconheçam nessa fachada parte importante da história da cidade”, explica Raissa de Sá e Benevides Nicodemos Costa, superintendente executiva da Regional Brasília do Santander. Um bicicletário foi instalado na calçada da agência, como forma de estimular o uso desse meio de transporte que vem sendo impulsionado pelo governo do Distrito Federal com as novas ciclovias.

A designer Mônica Fuchshuber foi a responsável por retratar e homenagear a cidade por meio de elementos urbanos e paisagísticos e referências regionais em cores vibrantes. “Foi um trabalho cuidadoso, feito em equipe ao longo de três meses, para que tudo ficasse bonito e harmonioso. A arquitetura da agência apresenta algumas peculiaridades, com nichos na fachada de profundidades diferentes. No início, toda a fachada seria coberta pela arte. Por causa desses nichos, que poderiam causar defeitos na imagem, o projeto foi modificado, acrescentando as plantas, que, a meu ver, acabaram enriquecendo o resultado”, afirma Mônica.

A Regional Brasília do Santander conta com 43 agências e 15 postos de atendimento em instituições públicas e universidades e inclui, também, Valparaíso, Formosa, Novo Gama e Luziânia. “Estamos muito satisfeitos com essa obra de arte tão especial que fará com que os brasilienses sintam orgulho de seu patrimônio cultura”, destaca a superintendente.

A importância da atividade física para a saúde do coração

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Cardiologista do HAS Clínica, Dr. Adriano Luiz Guerra, fala sobre os benefícios do exercício físico para a saúde cardíaca

A atividade física exerce fundamental importância na saúde em geral, contudo, é de especial relevância quando se trata da saúde cardíaca. Além de acarretar perda de massa gordurosa em substituição à massa muscular, melhora a elasticidade dos vasos sanguíneos, os níveis pressóricos, favorece a redução dos níveis do colesterol e assegura um melhor sincronismo do sistema elétrico, reduzindo a ocorrência de arritmias.

“Quando estamos nos exercitando, estimulamos o músculo cardíaco que, por sua vez, elabora a formação de uma rede mais ampla de vasos sobre o órgão e, consequentemente, melhora a circulação e a irrigação, proporcionando melhor desempenho da bomba cardíaca”, explica o Dr. Adriano Luiz Guerra, cardiologista do HAS Clínica.

Nesse processo, há uma renovação fisiológica dos componentes das fibras musculares cardíacas, fortalecendo o trabalho do órgão. Além de proporcionar uma sensação de bem-estar, conforto e prazer, aumenta a sobrevida das pessoas perante as inúmeras comorbidades que, eventualmente, possam surgir com a idade.

Atividades aeróbicas são as mais adequadas para a saúde do coração. “Começar com alongamento muscular nas primeiras horas da manhã, assim como levantamento de pesos, seguido por caminhadas, corridas ou pedaladas, constituem em excelentes exercícios para o coração”, recomenda o cardiologista.

Porém, é importante ressaltar que existem algumas doenças cardíacas que exigem extremo cuidado quanto à prática de atividade física. Indivíduos que apresentem hipertensão arterial, diabetes, níveis elevados de colesterol, arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca, obesidade, osteoporose e sedentarismo exigem cautela na prática de exercícios. Tais pessoas devem fazer atividade física de maneira regrada e não abusiva, e com a devida orientação de um profissional da saúde.

“Vale lembrar que antes do início de qualquer atividade física, principalmente a partir da quarta ou quinta década de vida, é recomendável a consulta com o cardiologista, que prescreverá um check-up para atestar se o paciente está apto para a prática de esportes”, adverte o Dr. Guerra.

No mais, além dos exercícios físicos, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, controlar o estresse, a ansiedade, a depressão e adotar uma alimentação equilibrada também são dicas valiosas na manutenção da saúde cardíaca e da qualidade de vida.

Brasília sedia 1º Encontro da Escola de Capoeira Angoleiros do Sertão, com a presença do consagrado Mestre Cláudio Costa, de Feira de Santana-BA

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Evento terá três dias de oficinas, rodas de capoeira e atrações culturais 

O Encontro dos Angoleiros do Sertão no DF promove três dias (10, 11 e 12 de dezembro) de atividades, com o mestre Cláudio, contramestres e treineis desta escola, que são referências no Brasil. O objetivo é divulgar conhecimentos e técnicas, e disseminar raízes tradicionais do sertão baiano, através de oficinas, rodas de diálogo e vivências, além de apresentações artísticas de cultura populares tradicionais. O evento, que conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, será de livre acesso para todas as idades e acontecerá no Rancho Janela do Cerrado, próximo ao Pólo de Cinema, em Sobradinho 2.

Segundo o organizador, Luiz Claudio de Oliveira França, conhecido como Minhoca, o aspecto integrativo e sociocultural é uma das máximas desta proposta. “Esses encontros visam um fortalecimento das comunidades participantes, promovendo uma convivência harmoniosa e respeitosa entre diferentes grupos étnicos, etários e de gênero. Essa sensibilização do público, principalmente dos novos integrantes, é fundamental à construção da sua autoestima e da sua identidade, num processo de estreitamento de irmandade e de enriquecimento e valorização da identidade cultural da comunidade capoeirística”, explica.

Serão dadas duas opções para a entrada ao evento: Os capoeiristas participantes devem doar uma cesta básica, que dá direito a permanecer no local do camping durante os três dias, e inscrição em todas as oficinas. Para a comunidade que quiser acessar o evento, basta doar 1 quilo de alimento não perecível. As inscrições e mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp: 61 98173-5553 (Minhoca).

 

Confira a programação completa:

10/12 – Sexta-Feira

6h – Chegada ao local do evento – organização no camping

9h – Abertura com apresentação dos convidados e apoiadores do evento.

10h – Vivência movimentação e Roda de Capoeira com mestre Claudio Costa – Feira de Santana – BA.

12:30 – Almoço

15h – Vivência com Contramestre Xande – SP.

17h – Oficina de Samba Rural – mestre Claudio Costa – Feira de Santana – BA.

18h –  Vivência de samba coco, com Léo Lima de Pernambuco/

Apresentação do Côco de Jataí DF

20:30 – Jantar

21h – Tambor de Crioula de Seu Teodoro

 

11/12 – Sábado

6h – Vivência com Contramestre Tico ( Angoleiros do Sertão) – SP.

8h – Café da Manhã

10h – Vivência Treinela Natureza (Angoleiros do Sertão) – SP. (Treino/Roda)

12:30 – Almoço

15h – Vivência Hulluca Costa (Angoleiros do Sertão) – Feira de Santana – BA.

17h – Vivência Treinel Blanca (Angoleiros do Sertão) – SP.

19h – Roda de Capoeira com Mestre Claudio – Feira de Santana – BA.

20:30 – Samba Rural com Mestre Claudio – Feira de Santana – BA.

22h – Jantar

 

12/12 – Domingo

6h – Café da manhã

8h – Vivência Mestre Claudio – Feira de Santana – BA. Treino, Roda, Samba

11h – Encerramento e confraternização

 

Conheça os mestres e demais componentes da Escola de Capoeira Angoleiros do Sertão, que participarão do evento:

Cláudio Costa (Mestre Cláudio de Feira)

Mestre de Capoeira Angola e Samba Rural, iniciou-se na Capoeira com Mestre Negão de Jorgina e Mestre “Di Mola” do mercado modelo, porém foi nas ruas de Feira de Santana-BA que aprendeu muito do que hoje sabe, tendo como maior referência a rua e festas populares.

Quando ainda menino acompanhava sua mãe que vendia acarajé nas feiras, onde se deixou influenciar pelos capoeiristas do local através das rodas de capoeira realizadas aos domingos e segundas-feiras.

Na roça do Sertão Baiano, mais especificamente na Lagoa das Pedras (área rural de Feira de Santana-BA), ele começou a se dedicar à arte da Capoeira.

Sem escolaridade formal, mas a partir de seus saberes populares, fundou a Escola de Capoeira Angola “Os Angoleiros do Sertão”, na década de 1980.

Mestre Cláudio resgatou e vem disseminando pelo Brasil e pelo Mundo a arte da Capoeira Angola e do Samba Rural com muita propriedade e fundamento. Ele faz parte da resistência negra em nossa contemporaneidade, e suas ações vêm potencializando nossa expressividade popular em diversos contextos e camadas da sociedade. Ele vive de Capoeira Angola, ministra oficinas e vivências, além de ser lutiê: produz artesanalmente instrumentos que são usados na composição musical das rodas de Capoeira Angola e do Samba Rural.

Mestre que dedicou uma vida inteira para a disseminação e prática da Cultura de Matriz Africana da Capoeira e do Samba no Brasil e no mundo.

Carla Natureza – SP

Treinela de Capoeira Angola pela Escola “Os Angoleiros do Sertão”, arte educadora em Capoeira Angola desde 2007, Contadora de Histórias, mestra em Literatura e Vida Social produziu a dissertação “Versos, veredas e vadiação: uma viagem no mundo da capoeira angola”, ativista social pela Gingando pela Paz (Brasil, Congo e Haiti), liderança do Núcleo dos Angoleiros do Sertão em São José dos Campos-SP desde 2014.

Márcio Blanca / SP

Capoeirista Angoleiro, educador sociocultural, artesão de instrumentos musicais e mobilizado cultural. Iniciado na prática da capoeira em 1993, em Santo Anastácio/SP, migrou para Assis/SP no ano de 2007, ingressando na Escola de Capoeira Angoleiros do Sertão, onde no ano de 2012 obteve o título de treinel pelo mestre Cláudio.

Hulluca da Silva Costa – BA

Capoeirista membro da Escola de Capoeira Angola “Os Angoleiros do Sertão”, filho, aluno e discípulo do Mestre Claudio, fundador do Grupo em meados dos anos 80 na busca do entendimento e da prática da capoeira angola do interior do sertão baiano. Nascido em Feira de Santana- Bahia (92), faz parte do grupo Angoleiros do Sertão desde os anos 90, inaugurou seu espaço cultural em “2018”, com aulas de capoeira angola pela Escola de Capoeira Angola dos Angoleiros do Sertão, que se encontra em Feira de Santana- Bahia, é promoter de rodas de conversa e debates sociais com lideranças do movimento afro-brasileiro e da cultura popular, entre outros, também responsável pelos treinos e movimentação da Escola no (CUCA) Centro Universitário de Cultura e Artes na ausência do Mestre Claudio. Constrói instrumentos de forma artesanal em parceria com seu pai e irmãos, assim como executa a tradição de tocá-los: berimbau, pandeiros, tambores, entre outros. Faz uso desta ancestralidade em suas aulas e treinos. Hulluca tem 27 anos e é também aluno de Geografia pela (UEFS) Universidade estadual de Feira de Santana

Paulo Henrique Guerra – SP

Capoeirista angoleiro, educador social, artesão de instrumentos musicais. Tico, como é conhecido, possui o título de Contra-mestre pela Escola de Capoeira Angoleiros do Sertão. Atua em diversos projetos socioculturais, dentre eles o Ponto de Cultura Estação Cultural, em Bauru-SP. Participa de encontros e ministra cursos de Capoeira Angola, já tendo realizado cursos na Alemanha, Finlândia e Inglaterra e diversas cidades brasileiras. Realiza oficinas em instituições culturais, como SESC, bem como em instituições educacionais, já tendo capacitado a formação de alunos do curso de Educação Física da Universidade Estadual Paulista e da Universidade Estadual da Bahia.

Alexandre Felix Felizatti – BA

Nascido em 1974, iniciou a capoeira em 1986, formou professor de capoeira em 1993, desde então trabalha como educador social e agente cultural. Em 2000 matriculou-se no curso de educação física, em 2003 ingressou na Escola de capoeira Os Angoleiros do Sertão, da cidade Feira de Santana. Em 2005, concluiu o curso de Ed.Fisica. No mesmo ano, o Projeto Capoeira Angola na Escola foi inserido na grade curricular da rede  municipal de educação, nas escolas infantis (4 e 5 anos) e o  fundamental (1 e 2 anos), extra- curricular. Em 2005  passou a coordenar o Programa Escola da família, em  Luiz Dirini. 2009 lecionou como professor de educação física, atuando como professor de capoeira (matéria curricular), na Faculdade Ranchariense. 2012 formou contramestre da Escola de Capoeira “Os Angoleiros do Sertão”. Em 2019,  foi convidado a ir para Finlândia e Inglaterra para ministrar oficinas culturais. Em janeiro de 2020 iniciou a etapa de oficinas de Maculelê para melhor idade, no Sesc de Bauru SP.

As apresentações culturais serão feitas por:

Leo Lima – PE

Natural de Recife, nascido em 16/04/1980. Músico, percurcionista, artesão, luthier, brincante e artista pernambucano. É arte educador através da cultura afroindígena; Capoeira Angola, samba de coco e cortejo de bois;

Responsável  pelo núcleo da escola de capoeira Os Angoleiros do sertão de Feira de Santana-BA, em São Lourenço da Mata-PE. Também da aulas de percussão para jovens da comunidade onde mora. É co-ofundador e músico regente do coletivo eco-pedagógico Boi da  Mata, fundado em 2010 em Recife-PE. Esteve na Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte levando a oficina  “Brinquedo de Resistência”.

Sobre a oficina:

Trabalha a explanação sobre a origem do samba de coco ou coco de roda Pernambuco; influência indígena; sotaques (pedada) do bombo; apresentação dos instrumentos primários; importância da palma de mão, ganzá, bombo e canto; pisada do coco (dança) na prática; finalização com uma roda.

Tambor de Crioula do Seu Teodoro

O Tambor de Crioula é uma manifestação cultural popular de matriz afro-brasileira muito difundida no Maranhão. As rodas de tambor homenageiam São Benedito e, para os participantes, é um momento de fé, devoção e lazer.

Os homens, conhecidos como “coreiros”, são responsáveis pelos toques dos instrumentos (tambores e matracas).

A dança é realizada pelas “coreiras” (mulheres), que durante a brincadeira formam uma meia lua. Elas realizam movimentos circulares e giros, se revezando em frente aos tambores. Essa alternância é realizada por meio da “umbigada”, toque de ventre com ventre que representa um convite para entrar na roda.

Coco Jataí

É um grupo de cultura popular que desenvolve seu trabalho cantando samba de coco. O grupo é formado por brasilienses e tem suas influências variadas dentro dos estilos de samba de coco e coco de roda de todo o Brasil. Hoje o grupo faz uma releitura de cocos conhecidos nacionalmente e apresenta canções próprias compostas pelo coletivo do coco jataí. Coco Jataí representa e reverencia à cultura popular nordestina com a cara do cerrado, como diz a canção “…Esse coco tem mel …”

 

Serviço

1º Encontro de Angoleiros do Sertão

Local: Rancho Janela do Cerrado- DF 326, Sobradinho II, próximo ao Pólo de Cinema.

Datas: 10, 11 e 12 de dezembro, a partir das 8h

Inscrições pelo WhatsApp: 61 8173-5553 (Minhoca)

Entrada:

1 kg de alimento não perecível para acessar o evento

1 (uma) cesta básica, para os participantes das vivências e oficinas constantes na programação

Instagram: @angoleirosdosertaobrasilia

Artigo | A importância do combate ao trabalho infantil e preservação da infância

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POR DANIELLE CORRÊA

Ritinha, uma menina de oito anos, vive no Piauí e adora brincar de boneca. Pedrinho tem quinze anos, mora no Paraná e ama jogar bola. Ambos são crianças e deveriam dedicar todo o tempo para o estudo e o lazer, contudo, compartilham uma dura realidade, ambos vivenciam uma meia infância.

Ritinha acorda todos os dias às cinco da manhã e enfrenta um cotidiano duro, pesado, limpando, lavando e passando sob às ordens da sua tia, que a maltrata constantemente. Faz uma pequena pausa nas tarefas domésticas, corre para a escola e quando retorna, ainda tem muito trabalho no lar a ser feito e pouco tempo para realizar seus deveres escolares.

Pedrinho, por sua vez, enfrenta uma rotina cansativa, dolorosa e agressiva, trabalhando junto do pai em uma carvoaria e, por conta disso, abandonou a escola. Ambos estão submetidos ao trabalho infantil e, infelizmente, não são os únicos afetados por essa violação.

O trabalho infantil, nada mais é do que toda forma de trabalho, remunerada ou não, que priva crianças e adolescentes de experiências próprias de suas idades, como estudar, ler, brincar, expondo-os a uma carga desproporcional à sua faixa etária. Além de, exercerem atividades inadequadas a sua estrutura física e psicológica, colocando sua saúde e segurança em risco.

São muitos os motivos que levam crianças e adolescentes para essas condições, mas o principal deles é ajudar a si e a sua família, para “colocar comida na mesa”. E, é claro, que muitos deles também trabalham para ter acesso a bens de consumo como celulares, óculos e videogames.

Contudo, indiferentemente de qual seja o objetivo final, tal prática é considerada ilegal em nosso país, sendo que o trabalho é proibido em qualquer hipótese até os 13 anos; dos 14 e 16 anos permitido na condição de aprendiz (que combina a frequência escolar ao desenvolvimento de uma profissão supervisionada); e, somente a partir dos 16, é que o trabalho será permitido, lembrando que os jovens não poderão trabalhar a noite e nem desempenhar atividade de risco, como manusear máquinas. E, enfim, a partir dos 18 anos o jovem pode trabalhar em qualquer ofício ou profissão que desejar.

Sabemos que nas duas últimas décadas, o Brasil avançou muito no combate ao trabalho infantil, fortalecendo as fiscalizações, criando projetos de transferência de renda aliados ao reforço escolar e atividades culturais. No entanto, mais de 1,8 milhão de crianças e adolescentes entre 5 a 17 anos, ainda encontram-se nesta situação – o que representa mais de 4,6% da população dessa faixa etária.

Para erradicarmos o problema do trabalho infantil, ainda há muito a se fazer. É necessário um comprometimento total não só do Estado, mas de cada um de nós, como seres humanos, como pais, tios e amigos, em protegermos nossos pequenos dessas situações. A mudança que tanto buscamos na realidade que vivemos, começa diante dos nossos olhos, dentro das nossas próprias casas e isso é fato!

Ressalvo grandiosamente que nem tudo é considerado trabalho infantil. Tarefas pontuais e sem riscos, como lavar a louça, aprender a mexer na terra e arrumar a própria cama, não configuram o ilícito. Pelo contrário, são ações que fortalecem o sentimento de solidariedade, de responsabilidade dos jovens e devem ser estimuladas.

O trabalho infantil é o que acontece em carvoarias, no âmbito doméstico, como no caso de Ritinha e Pedrinho, e também em lixões, pedreiras, feiras livres, comércio informal, borracharias, matadouros, na agricultura ou ainda em atividades ilícitas – como tráfico de drogas e exploração sexual, sendo essas atividades consideradas uma das piores formas de trabalho infantil pela Organização Internacional do Trabalho.

Crianças e adolescentes não devem de modo algum passar por isso e têm direito a uma infância completa, com muita alegria, cor e amor. Seus machucados devem apenas ser pequenos esfolados ao cair de bicicleta, para serem curados com beijinhos e Merthiolate. Suas pequenas mãozinhas deverão ser sobrecarregadas apenas pelo peso das suas bonecas ou bolas, e a sujeira em seu corpo, nas suas roupas, deve ser da terra e da poeira revirada para fazer um “gostoso” bolo de barro.

Se você conhece algum caso de trabalho infantil, não feche seus olhos, denuncie, disque 100 ou procure o Centro de Referência de assistência social mais próximo.

*Danielle Corrêa é advogada desde 2007, com pós-graduação em Direito de Família e Sucessões. Membro da OAB-SP e do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM).

contato@daniellecorrea.com.br

https://www.daniellecorrea.com.br/

 

Gama recebe projeto gastronômico World Food Festival

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Evento acontece no próximo final de semana e contará com apresentações culturais

 A Região Administrativa do Gama recebe no próximo final de semana (11 e 12/12), o projeto gastronômico, World Food Festival, das 10h às 22 horas, no estacionamento do Estádio Bezerrão. Além de uma deliciosa imersão no diversificado mundo da gastronomia, o evento, realizado pela Casa de Cultura Telar, com o apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal, contará com apresentações culturais e feiras de exposição.

Segundo uma das organizadoras do projeto, Camila Arantes, quem passar por lá vai encontrar exposição e venda de produtos regionais de produtores locais e rurais, exposição de obras de artistas independentes do DF. “Também terá a participação de empreendedores gastronômicos, principalmente do ramo de Street food (comidas de rua), com bebidas artesanais e sobremesas, vendidas em food trucks e tendas, tudo dentro das normas sanitárias vigentes, onde as pessoas poderão acompanhar o preparo culinário e comprar os produtos para degustação”, explica. As apresentações culturais serão realizadas nos dois dias de evento, gratuitamente.

Ainda durante o festival, com o objetivo de promover a cultura candanga, será realizada a gravação de um documentário, com duração de até 30 minutos, relatando desde os bastidores, como reuniões de equipe, montagem do festival, depoimentos dos produtores, artistas, profissionais contratados expositores e participantes; até o produto final do festival com os melhores momentos dos dois dias de eventos, que ficará disponível nas redes sociais da Instituição Casa de Cultura Telar.

Camila lembra ainda, que uma das grandes vertentes do turismo é o Turismo Gastronômico. “Essa modalidade de turismo que tem ganhado força no mundo, é um convite para ir além da contemplação de lindas paisagens e pontos turísticos e estar disposto a experimentar também novas sensações. O turismo gastronômico é a tendência de apreciar sem pressa a culinária local, entender que os pratos típicos também são uma parte importante da experiência dos turistas para vivenciar um destino. A culinária da região centro-oeste tem muitas receitas e pratos de outras regiões, mas com um toque especial”, afirma.

Serviço:

World Food Festival

Data: 11 e 12 de dezembro

Local: Estacionamento do Estádio Bezerrão, srtor Central do Gama

Horário: 10 às 22h

Instagram: @worldfoodbsb

@casadeculturatelar

Entrada Gratuita