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Sisu abre inscrições para a primeira edição de 2022

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Interessados podem se inscrever até as 23h59 do dia 18

Pedagogia, administração, ciências biológicas, matemática, direito, química, física, agronomia, interdisciplinar em ciência e tecnologia e engenharia civil são os dez cursos com maior oferta de vagas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), na primeira edição de 2022.

As inscrições começam nesta terça-feira (15) e vão até as 23h59 (horário de Brasília) do dia 18. No total, estão sendo oferecidas aos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), 221.790 vagas em 125 instituições públicas de ensino superior, em cursos de graduação e de ensino a distância (EAD). Segundo o Ministério da Educação (MEC), 84,5% das vagas são para instituições federais (universidades e institutos).

Os interessados podem verificar as vagas oferecidas por modalidade de concorrência, cursos e turnos, instituições e localização dos cursos. Na página do Sisu também será possível acessar a íntegra do documento de adesão de cada uma das instituições de ensino participantes. Para se inscrever é necessário que o estudante tenha obtido, no mínimo, 450 pontos na prova do Enem e não tenha zerado a redação. Candidatos que participaram do exame como treineiros não estão habilitados a fazer inscrição no programa.

Cronograma

Inscrições: 15 a 18 de fevereiro.

Resultado da chamada única: 22 de fevereiro.

Inscrição para a lista de espera: de 22 de fevereiro a 8 de março.

Matrícula ou registro acadêmico: de 23 de fevereiro a 8 de março.

Resultado da lista de espera: a partir do dia 10 de março.

Entrevista: “Nós vamos avaliar todos os estudantes”

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A secretária Hélvia Paranaguá em visita à Escola Classe 11 de Taguatinga nesta segunda-feira (14) | Foto: Mary Leal/SEE

Sobre a volta às aulas, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, fala sobre os principais desafios para o ano letivo de 2022

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou, no início do ano letivo no Distrito Federal, que serão aplicadas provas de avaliação diagnóstica a todos os alunos. Em visita a uma unidade de ensino de Taguatinga nesta segunda-feira (14), a secretária afirmou, ainda, que a escola é um ambiente seguro em relação à covid, com o uso obrigatório de máscara e a vacinação de boa parte dos estudantes. Confira abaixo a entrevista com a secretária de Educação.

Qual é o planejamento da Secretaria de Educação para o ano letivo de 2022?

Nossa expectativa é grande, principalmente porque o foco será a recomposição das aprendizagens perdidas durante o período da pandemia. Nosso estudante vai passar por uma avaliação diagnóstica. Em cima dessa avaliação, entraremos com as intervenções pedagógicas, para que esse aluno aprenda a ler, a escrever, a entender o que está lendo, aprender as operações da matemática, para desenvolver um raciocínio lógico. Esse será o nosso foco principal para o ano de 2022.

“Já temos aproximadamente 44% das crianças do Distrito Federal de 5 a 11 anos vacinadas com a primeira dose da vacina e quase 80% na faixa dos 12 aos 18 anos. É um número bastante significativo e isso nos dá muita segurança”

Isso se aplica, também, aos anos finais do ensino fundamental e ao ensino médio?

Vamos focar nisso em todas as etapas, porque não foi só a criança dos anos iniciais, do período de alfabetização, que passou por esse problema. Os outros também tiveram perdas nesse período. Será um trabalho com a rede inteira. Vamos começar a testagem com alunos do 2º ano dos anos iniciais e terminaremos com a 3ª série do ensino médio e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Então, todos os alunos dessa faixa passarão por essa prova, essa avaliação diagnóstica.

Como está a situação física das escolas? Há professores para todas as turmas, todos os estudantes?

Professores, nós temos. Em algumas áreas, temos alguns gargalos até no contrato temporário, como física e matemática. Mas conseguimos suprir todas as carências da rede. Carências que, porventura, surgirem serão de professores que podem positivar (de covid-19) e aí temos que colocar um coordenador na sala de aula. A escola sabe como fazer isso. Se não tiver o contrato naquele momento, o estudante não ficará desassistido.

Do ponto de vista sanitário, é seguro para os pais enviar os filhos para as escolas?

Eu diria que o ambiente escolar é o mais seguro hoje, até mais do que a casa. Porque em casa a criança se movimenta sem máscara, vai para a rua e encontra o coleguinha. E na escola ela usa máscara, na entrada já tem os lavatórios – eles lavam as mãos, tem álcool gel em todos os ambientes. Está muito seguro o ambiente. E as crianças têm, sim, se vacinado nas Unidades Básicas de Saúde. Já temos aproximadamente 44% das crianças do Distrito Federal de 5 a 11 anos vacinadas com a primeira dose da vacina e quase 80% na faixa dos 12 aos 18 anos. É um número bastante significativo e isso nos dá muita segurança.

Quais são os problemas que a rede pública de ensino vai enfrentar agora, nessa retomada das aulas?

O principal problema são os estudantes em áreas que têm menos escolas. Esse estudante não conseguiu uma vaga próxima de casa e teve que ser enturmado numa escola mais distante. Não é a situação ideal. Gostaríamos de ter mais escolas e, para isso, estamos construindo 18 escolas para serem entregues no decorrer deste ano e algumas para o início de 2023. Temos, ainda, 20 em projeto para que possamos licitar este ano, totalizando 38. Então, estamos cuidando da rede para que a criança estude mais próximo de casa. Mas, enquanto não tivermos essa situação ideal, pedimos e conclamamos aos pais que levem seus filhos, mesmo para escolas mais distantes da residência.

Presidente Jair Bolsonaro desembarca na Rússia na manhã desta terça-feira

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No Twitter, presidente disse que já está no espaço aéreo russo

O presidente Jair Bolsonaro desembarcará em breve em Moscou, capital da Rússia, para um encontro com Vladimir Putin, mandatário russo. O desembarque ocorre durante a tarde na Rússia, devido ao fuso de 6 horas a mais. Bolsonaro chega pouco depois de a Rússia anunciar a retirada de parte das tropas militares da fronteira da Ucrânia.

Em Moscou, Bolsonaro se reunirá amanhã (16) com Putin para uma reunião bilateral apenas com a presença de intérpretes. Os dois devem fazer uma declaração conjunta após a conversa, e seguir para um almoço. O encontro está marcado para acontecer entre 13h e 15h, horário local, e será no Kremlin, sede do governo russo, situado na Praça Vermelha, um dos principais pontos turísticos de Moscou.

O presidente brasileiro irá participar, ainda, de encontro com empresários russos. Entre os principais assuntos a serem tratados na viagem está a compra de fertilizantes russos por parte do Brasil.

Segundo Bolsonaro, a viagem deve tratar também de temas como energia, defesa e agricultura. Também devem ser discutidas as relações político-econômicas e comerciais entre as duas nações, que são integrantes do Brics, grupo de países que reúne China, África do Sul e Índia.

O presidente brasileiro permanecerá na capital russa até quinta-feira (17), quando embarcará para a Budapeste, capital da Hungria, onde se encontrará com o primeiro-ministro do país, Viktor Orbán.

A esperança diferencia o estresse do Burnout, diz especialista

Dr. Fabiano de Abreu discorre sobre as diferenças entre estar estressado e ter desenvolvido uma síndrome

A síndrome de burnout, muitas vezes causada pelo excesso de trabalho, leva ao cansaço físico e mental que acarreta na redução da capacidade de um indivíduo. Nesse contexto, o PhD em neurociências, biólogo e antropólogo, Dr. Fabiano de Abreu alerta que o burnout pode levar a despersonalização associada à percepção de ter cometido erros, deterioração pessoal e familiar, problemas físicos como dores de cabeça, insônia, dor osteomuscular, problemas gastrointestinais, riscos cardíacos, fadiga crônica, alterações na anatomia do cérebro acarretando em comportamentos que afetam o emocional e a inteligência, depressão, comportamentos de alto risco, entre muitas outras consequências que podem resultar em diversas doenças a depender do grau do burnout e genética do indivíduo.

Durante o isolamento social rígido e todas as mudanças de rotina causadas pela pandemia de covid-19, os números de casos de síndrome de burnout aumentaram. “A necessidade constante de o indivíduo se apresentar como produtivo, eficiente e eficaz, desencadeou o surgimento de algumas habilidades  para conviver nessa sociedade tecnológica”, explica o especialista.

Para ele, é necessário ainda compreender as diferenças entre o estresse e o burnout. “O burnout é gradativo, piora ao longo do tempo e o estresse, por sua vez, oscila. Porém, se o estresse for mantido pode levar ao surgimento do burnout”, explica. O neurocientista defende que a esperança é um ponto chave de diferenciação entre o estresse e o burnout. “Pessoas estressadas podem imaginar que se conseguirem manter tudo sob controle, se sentirão melhor. Há esperança. Já pessoas que sofrem de burnout muitas vezes não vêem esperança”, pontua.

A síndrome de burnout pode ainda deixar evidente algumas alterações na produtividade profissional de cada indivíduo em diferentes âmbitos. “Há sintomas físicos, mentais e emocionais. Há negligência profissional, lentidão e contato impessoal, por exemplo”, detalha o neurocientista

Para melhorar o ambiente de trabalho e evitar a síndrome de burnout, o Dr. Fabiano acredita que pode-se organizar horários, sentir domínio de funções, não esperar reconhecimento e ter autoconfiança. “Pense que ‘metas são motivos de vida’, então às crie, coloque como desafios, eles impulsionam e quando conquistados resultam em sensação boa de recompensa”, pontua.

É necessário ainda, dormir 8 horas por dia, acessar menos as redes sociais e evitar ambientes caóticos. “Não assuma toda a responsabilidade, você não precisa mudar o mundo. Assuma o tamanho da responsabilidade que consiga lidar”, aconselha.

Link para o estudo:

https://recisatec.com.br/index.php/recisatec/article/view/39/37

 

Sobre o Dr. Fabiano de Abreu

Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues é PhD em Neurociências, Mestre em Psicanálise, Doutor e Mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências com formações também em neuropsicologia, licenciatura em biologia e em história, tecnólogo em antropologia, pós graduado em Programação Neurolinguística, Neuroplasticidade, Inteligência Artificial, Neurociência aplicada à Aprendizagem, Psicologia Existencial Humanista e Fenomenológica, MBA, autorrealização, propósito e sentido, Filosofia, Jornalismo, Programação em Python e formação profissional em Nutrição Clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, diretor da MF Press Global, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo, nos Estados Unidos. Membro da Mensa International, Intertel e Triple Nine Society (TNS), associações e sociedade de pessoas de alto QI, esta última TNS, a mais restrita do mundo; especialista em estudos sobre comportamento humano e inteligência com mais de 100 estudos publicados.

Grupo Havan tem faturamento recorde em 2021 e projeta chegar a R$ 16 bi em 2022

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A megaloja de Porto Alegre, na capital do Rio Grande do Sul, foi uma das filiais inauguradas em 2021. (Foto: Divulgação Havan)

Com faturamento de R$ 13 bilhões, o Grupo Havan teve um resultado financeiro recorde em 2021. O lucro líquido somou um total de R$ 1,3 bilhão e os valores que representam um crescimento de 25% em relação a 2020. Para este ano, o grupo prevê um faturamento de R$ 16 bilhões. O Grupo Havan é composto pela rede varejista de megalojas Havan, Fundos de Investimentos, Holding Imobiliária, Postos de Gasolina e Centrais Hidrelétricas.

Em 2021, a varejista inaugurou 15 novas megalojas, chegando a um total de 168 filiais presentes em 21 estados brasileiros e no Distrito Federal. Cerca de 3 mil novos postos de trabalho foram gerados e no momento, a Havan conta com 22 mil colaboradores diretos e 130 mil indiretos.

No ano passado, a Havan também concluiu as obras que ampliaram em 50% a estrutura do Centro de Distribuição, localizado em Barra Velha (SC). E finalizou a implantação do Sistema de Armazenamento Automatizado Autoportante, da SSI SCHAEFER, que se trata de uma estrutura exclusiva desenvolvida para a Havan, com investimento de R$100 milhões. Com os projetos, o CDH passou a contar com 200 mil m² de área construída, sendo considerado o mais moderno e tecnológico da América Latina.

Novas lojas

Em 2022, estão previstas a abertura de cerca de oito novas megalojas. Com os novos empreendimentos, a Havan estará muito próxima de contar com lojas em todos os estados brasileiros. Entre os estados que vão receber as megalojas em breve, estão Alagoas, Amazonas e Rio Grande do Norte, nas cidades de Maceió, Manaus e Natal, respectivamente.

Pagamento 14º salário

O dono da Havan, Luciano Hang, comemora o resultado positivo da companhia e enfatiza que durante os 35 anos de história, a Havan sempre registrou crescimento. Ele também fala de como tem sido desafiador empreender em tempos tão desafiadores. Por isso, agradece aos clientes, fornecedores e principalmente, aos colaboradores que fazem da Havan uma empresa que oferece uma experiência única para o público. “É com muita alegria que vamos garantir o 14º salário para todos os colaboradores ainda neste mês de fevereiro. Vamos pagar mais de R$ 50 milhões em PPR (Programa de Participação de Resultado). Esse benefício é reflexo do empenho de todos e demonstra o quanto é importante valorizar a garra e determinação da nossa equipe. Dinheiro no bolso significa felicidade e é mais um estímulo para que a roda da economia continue girando”, conclui.

Dólar atinge menor valor em cinco meses, apesar de tensões na Ucrânia

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dólar

Bolsa resistiu a pressões externas e subiu 0,29%

Apesar do agravamento das tensões entre Rússia e Ucrânia, o dólar não sentiu as tensões no mercado externo e caiu para o menor valor em cinco meses. A bolsa de valores também resistiu à baixa nos índices europeus e norte-americanos e fechou em alta pela quinta sessão consecutiva.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (14) vendido a R$ 5,219, com recuo de R$ 0,024 (-0,46%). A cotação começou o dia em alta, chegando a R$ 5,26 por volta das 9h30, mas logo inverteu o rumo e passou a cair após a abertura do mercado norte-americano.

A moeda norte-americana está no nível mais baixo desde 6 de setembro, quando estava a R$ 5,177. A divisa acumula queda de 1,65% em fevereiro e de 6,41% em 2022.

No mercado de ações, o dia também foi dominado pela resistência às pressões externas. O índice Ibovespa, da B3, fechou esta segunda-feira aos 113.899 pontos, com leve alta de 0,29%. O indicador chegou a cair em alguns momentos do dia, mas conseguiu consolidar os ganhos, impulsionado por ações de bancos, que estão divulgando lucros maiores que o esperado.

A bolsa subiu, mesmo com o recuo das ações da Petrobras. Influenciados pelas tensões na Ucrânia, os papéis da estatal, os mais negociados na bolsa, caíram 2,25% (ações preferenciais) e 2,58% (ações ordinárias). As ações despencaram mesmo com a cotação internacional do petróleo tendo atingido o maior nível desde 2014. O barril do tipo Brent, que serve de referência para a Petrobras, foi negociado a US$ 96 hoje.

Apesar das turbulências globais em relação à possibilidade de conflito na Ucrânia, os juros altos no Brasil continuaram atraindo capitais externos nesta segunda-feira. No início do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, para 10,75% ao ano, no maior nível desde julho de 2017.

*Com informações da Reuters

Edição: Denise Griesinger

Leilão do 5G vai diminuir desigualdades regionais na cobertura de internet em rodovias

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Quase 36 mil quilômetros de rodovias federais vão receber cobertura de internet graças ao certame. A Região Nordeste será a principal beneficiada, com mais de 11 mil km de cobertura

A desigualdade de cobertura de internet vai diminuir após o Leilão do 5G, principalmente nas rodovias federais, que devem receber o 4G em sua totalidade, de norte a sul, até 2029. Foi o que explicou Marcos Ferrari, presidente da Conexis Brasil Digital, sindicato nacional das empresas de telefonia. O gestor foi um dos convidados do 1º Fórum ITL de Inovação do Transporte, promovido pela Confederação Nacional do Transporte, nessa quarta-feira (9). Com o tema “Novas tecnologias e conectividade nas rodovias brasileiras”, o evento destacou o papel da conectividade nas vias no que diz respeito à evolução da segurança e o melhor desenvolvimento de diversos setores, como transporte, indústria e agronegócio.

Marcos Ferrari ressaltou que o leilão do 5G corrigiu um erro do passado, quando os editais do 3G e do 4G sequer previam a instalação da conexão nas rodovias do país. Ele explica que isso deixou cerca de 60% das estradas brasileiras completamente desconectadas, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, causando uma grande desigualdade.

“Nós temos 40% de cobertura nas rodovias federais com 4G, mas de maneira muito díspar. A gente vê que alguns estados têm menor cobertura ou muito pouca, e outros têm maior cobertura”, apontou o gestor.

Segundo Ferrari, enquanto mais de 90% das rodovias próximas ao Distrito Federal possuem cobertura 4G, e mais de 80% das vias no Rio de Janeiro e São Paulo estão conectadas, estados como Rondônia, Mato Grosso, Acre, Pará, Roraima e Amapá possuem menos de 30% de cobertura. A pior situação é registrada no Amazonas, com apenas 4,6% das rodovias recebendo sinal de internet.

A cobertura de 4G em todas as rodovias federais só será possível graças ao Leilão do 5G não arrecadatório, cujo dinheiro será direcionado à instalação da nova tecnologia em todo o país e para a resolução de antigos problemas de conectividade, como é o caso das rodovias. A Winity II, compradora da faixa de 700 MHz, terá obrigação de construir uma rede de telefonia móvel com tecnologia 4G que esteja disponível em 35,7 mil quilômetros de rodovias federais. A região Nordeste será a principal beneficiada, com mais de 11 mil quilômetros de cobertura.

O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, lembrou que o edital prevê a cobertura com tecnologia no mínimo 4G nas rodovias, ou seja, alguns trechos podem contar já com a quinta geração de internet. Deste modo, tanto uma quanto a outra serão importantes para o desenvolvimento de diversos modais em todas as estradas federais. “Isso é importante por várias razões. Por razões logísticas, você tem questões de monitoramento de carga, veículos autônomos, que é algo que é algo incipiente, mas tende a crescer nos próximos anos. Mas também do ponto de vista de segurança viária, você ter um meio de se comunicar em caso de uma emergência”, ressalta o secretário.

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, foi outro participante do Fórum a exaltar os benefícios das rodovias conectadas, principalmente para o setor produtivo. “A gente fala em melhorar a eficiência, melhorar o tempo entre os pontos, melhorar a capacidade de carga, com a redução de peso, melhorar o controle de fluxo dos veículos de forma geral, melhorar a segurança da operação, pois a tecnologia ajuda a aumentar o nível de segurança contra roubos, além da redução de acidentes, já que os motoristas podem perceber e reagir a essas condições de risco”, enumerou o ministro.

Cobertura total em oito anos

O investimento para levar cobertura de internet a todas as rodovias pavimentadas do País será feito pela Winity II, empresa que arrematou a faixa de radiofrequência de 700 MHz e que passa a ser a quinta operadora de alcance nacional do Brasil. No edital do lote, que excedeu em R$ 1,2 bilhão (805%) o preço mínimo estipulado, ficou prevista a total cobertura para os próximos oito anos.

Entre as metas estabelecidas, estão a implementação da tecnologia em 10% das estradas federais até dezembro de 2023 e a evolução ano a ano, com a totalização da conectividade nos 37 mil quilômetros até dezembro de 2029.

Ao todo, 2.349 trechos pavimentados que atualmente não recebem a internet estarão conectados. A cobertura abrange todos os estados, mas principalmente as rodovias de regiões que ainda não contam com infraestrutura de conectividade. O objetivo é levar a conectividade a rodovias importantes como a BR-116 (maior do país), a BR-101 (que passa pelo litoral brasileiro), a BR-163 (fundamental para o escoamento de grãos do agronegócio) e a BR-230 (Transamazônica).

Quilômetros com cobertura 4G por região

  • Região Nordeste – 11,2 mil quilômetros
  • Centro-Oeste – 7,5 mil quilômetros
  • Norte – 7,2 mil quilômetros
  • Sudeste – 5,2 mil quilômetros
  • Sul  – 4,4 mil quilômetros

Fonte: Brasil 61

Após dois anos, a nova rotina nas escolas públicas do DF

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Com participação 100% presencial e o desafio de recuperar a defasagem, comunidade volta às aulas. No Centro de Ensino Fundamental 1 da Vila Planalto, criançada está empolgada

Emanuella Victória de Carvalho de Souza, 10 anos, quase não dormiu na noite de domingo para segunda-feira (14). O motivo foi a ansiedade para voltar a estudar presencialmente após um período no formato remoto. Assim como ela, mais de 430 mil estudantes do Distrito Federal retornaram às salas de aula da rede pública para iniciar mais um ano letivo, seguindo todos os protocolos contra a covid-19.

Laudelino comemora o retorno presencial também devido à questão da aprendizagem da filha, Emanuella Souza, que acabou sendo prejudicada com o sistema remoto, considerado por ela muito complicado | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

“Ontem ela estava muito ansiosa e feliz. Eu tive que falar ‘vai dormir, menina’. Para ela, voltar a estudar é restabelecer o convívio”, afirma o pai da jovem, Laudelino Caetano de Souza, que fez questão de levar a garota ao primeiro dia de aula no CEF 01 da Vila Planalto. Além da sociabilidade, Laudelino comemora o retorno presencial também devido à questão da aprendizagem da filha, que acabou sendo prejudicada com o sistema remoto. “Ela teve dificuldade para estudar, porque online é complicado”, acrescenta. Manu, como é chamada pelo pai, confirma: “Eu estava ansiosa pelo convívio [com os professores e estudantes]. Vai ser muito mais fácil [aprender os conteúdos]”.

“Expliquei para estarem sempre lavando as mãos e coloquei mais máscaras na mochila. Espero que corra tudo bem e que a gente possa alcançar o objetivo, que é voltar às aulas normais, conta Josiane Barbosa, autônoma, mãe de três filhos”

Auxiliar de serviços gerais, Ingrid Guimarães é mãe de Ícaro Silva, 11 anos, que iniciou o ano letivo no quinto ano no CEF 01 da Vila Planalto. Ela comenta que percebeu uma queda no rendimento escolar do filho e que teve dificuldades de ajudá-lo. Por isso, acredita na importância das aulas 100% presenciais. “Em relação à educação, o conhecimento dele diminuiu bastante. Então, espero que seja sempre presencial agora”, afirma.

Mãe de três filhos, a autônoma Josiane dos Santos Barbosa conta que o período pandêmico foi difícil tanto para ela, quanto para as crianças. “Sem aula presencial, sem criança estudando, é muito complicado. A gente teve que fazer uma nova rotina. Dificultou muito as coisas. Mas esse retorno vai facilitar minha vida como mãe”, explica.

Josiane diz que preparou as duas filhas que estudam no CEF 01 da Vila Planalto, Julia (5), e Ana Clara (14), para seguirem os protocolos contra o coronavírus. “Expliquei para estarem sempre lavando as mãos e coloquei mais máscaras na mochila. Espero que corra tudo bem e que a gente possa alcançar o objetivo, que é voltar às aulas normais”, revela.

Nilce Coimbra, diretora do CEF 01 da Vila Planalto, diz que a maior preocupação para o retorno presencial está ligada ao fator pedagógico: “Vamos correr atrás do que perdemos” | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Corpo docente

Com mais de 25 anos de trajetória na rede pública, a diretora Nilce Pereira Coimbra, do CEF 01 da Vila Planalto, admite que estava com uma “saudade enorme” de ver a escola repleta de alunos. Ela fez questão de receber todos na porta, com álcool em gel e orientando sobre os protocolos.

“Toda nossa esperança e esforço é para que a gente consiga apanhar os alunos de onde estão e realmente recuperar esse tempo. Temos que acompanhar de onde estão e firmar as bases para dar o prosseguimento melhor possível”, destaca Maria de Fátima Fernandes, professora

“Passamos por essa questão do híbrido, que foi necessária. Mas todos eles [estudantes e professores] estavam esperançosos em voltar”, conta. Segundo Nilce, a maior preocupação para o retorno presencial está ligada ao fator pedagógico. “Vamos correr atrás do que perdemos. São dois anos que a gente ficou assim. Dá para recuperar em quanto tempo? Nós temos um cálculo de dois a três anos”, diz.

A diretora explica que isso acontece porque os estudantes tiveram que passar de ano em 2020 e 2021 mesmo com deficiências nos conteúdos. “Os alunos não podiam ser prejudicados pelo o que aconteceu. Então, nós temos alunos, por exemplo, que não foram alfabetizados e estão no terceiro ano. Por conta do ciclo, eles acabam passando. Agora, temos que recuperar”, analisa.

A professora Maria de Fátima Silva Fernandes tem 35 anos de experiência na rede pública e teve que enfrentar adversidades na pandemia. “Foi muito complicado. Eu, particularmente, não sou muito hábil com a tecnologia. Então foi um aprender junto realmente”, comenta.

A educadora diz que, desde o ano passado, os professores perceberam a defasagem dos estudantes que voltaram do formato remoto. “Toda nossa esperança e esforço é para que a gente consiga apanhar os alunos de onde estão e realmente recuperar esse tempo. Temos que acompanhar de onde estão e firmar as bases para dar o prosseguimento melhor possível”, defende Maria de Fátima. “Vai ter que ser uma força-tarefa muito grande, constante, bem planejada e bem preparada para a gente conseguir alcançar a todos. Nenhum para trás, nunca”, completa. Confira o vídeo:

Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Renata Lu

 

Começa nesta terça-feira pagamento do abono salarial do Pasep

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Real-Moeda Nacional

Recebem o pagamento servidores com números finais de inscrição 0 e 1

Começa a ser pago na terça-feira (15) o abono do Pasep, para servidores públicos que exerceram atividade com carteira assinada em 2020. Recebem o pagamento os servidores com números finais de inscrição 0 e 1.

Pelo calendário, que seguirá o número final de inscrição, o pagamento para os servidores com número de inscrição com final 9 será feita no dia 24 de março. Além do abono do Pasep, também será pago nesta terça-feira, o depósito do Pis/Pasep (ano base 2019) para nascidos em março.

O Pasep é pago a servidores públicos federais, estaduais e municipais e os empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista, independentemente do regime jurídico ao qual se subordina a relação de trabalho (regime jurídico único, CLT ou regidos por legislação própria).

O valor a receber depende da quantidade de meses trabalhados, variando de R$ 101, menor valor pago, até o limite de um salário mínimo (R$1.212) para quem tenha atuado formalmente nos 12 meses do ano de 2020.

Os pagamentos serão feitos pelo Banco do Brasil (BB), por meio de depósito automático na conta. Caso o trabalhador não receba o depósito, ele poderá consultar a pendência no site do BB e solicitar a transferência para a conta de sua preferência.

O abono salarial é pago aos trabalhadores inscritos no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos. Agora, recebe o abono quem trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2020, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos.

Na semana passada, o governo iniciou o pagamento do abono salarial a trabalhadores da iniciativa privada, ano-base 2020. O calendário de pagamentos seguirá o mês de nascimento.

Recebem nesta terça-feira os nascidos em janeiro. Já os nascidos em dezembro, receberão dia 31 de março. Para saber se tem direito ao abono Pasep o trabalhador pode ligar a central de atendimento do Banco do Brasil 404-0001 ou pelo número 0800 729 0001.

Além disso, também é possível consultar a central Alô Trabalho 158 do Ministério do Trabalho que também oferece informações do abono salarial.

Veja o calendário de pagamentos do Pasep

Final da inscrição Data de liberação do saque 
0 15/02/2022
1 15/02/2022
2 17/02/2022
3 17/02/2022
4 22/02/2022
5 24/02/2022
6 15/03/2022
7 17/03/2022
8 22/03/2022
9 24/03/2022

 

Edição: Denise Griesinger

Governo dá impulso à produção de pescados no Distrito Federal

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Programa Alevinar, coordenado pela Secretaria da Agricultura, busca fortalecer a cadeia produtiva local da aquicultura

O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou, nesta segunda (14), mais uma política pública com foco no desenvolvimento rural sustentável. Coordenado pela Secretaria da Agricultura  (Seagri), o Programa Alevinar visa fortalecer a cadeia produtiva local de pescados, além de contribuir com o repovoamento de espécies nativas de peixes nas bacias hidrográficas do cerrado, promovendo o desenvolvimento econômico e social da área rural.O programa terá a execução conjunta do Sistema Agricultura, composto pela Seagri, Emater e Ceasa. O Alevinar abrange uma série de estratégias com o objetivo de fomentar, desenvolver e profissionalizar a produção local de pescado nas áreas rurais, sanando as principais barreiras para o crescimento da aquicultura sustentável no DF.

Um dos motivos para investir no desenvolvimento da piscicultura no DF é o potencial espaço para crescimento desse setor. Atualmente, a produção no Distrito Federal oferta menos de 20% do pescado consumido localmente

Dentre as principais estratégias do programa estão a pesquisa e o melhoramento genético de espécies de peixes, a capacitação de produtores rurais e a produção e distribuição de alevinos. Além disso, o Alevinar prevê o estímulo à organização social dos aquicultores, o fornecimento de insumos e cooperação de bens e de equipamentos e a oferta de crédito diferenciado ao pequeno e médio aquicultor. Outras iniciativas previstas são a inclusão do pescado regional nos programas institucionais de aquisição de alimentos e a doação a entidades assistenciais e a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

O programa também contempla a produção e distribuição de alevinos nativos, em conjunto com os órgãos ambientais competentes e com a avaliação técnica necessária. “Essa iniciativa visa suprir a carência de espécies nativas de peixes no DF, contribuindo com o repovoamento das bacias hidrográficas do cerrado”, explicou o diretor de Políticas para o Desenvolvimento Rural da Seagri, Mac Souto.

“A cadeia produtiva local de pescados estava carente de políticas públicas que impulsionassem de forma expressiva a organização do setor e o fomento à produção regional de pescados. O Alevinar vem para sanar essas principais barreiras, promovendo o acesso a insumos, a capacitação dos produtores, a industrialização e o escoamento da produção de pescados”, destaca o secretário de Agricultura, Candido Teles

Ainda segundo o diretor da Seagri, um dos motivos para investir no desenvolvimento da piscicultura é o potencial espaço para crescimento desse setor. Atualmente, a produção no Distrito Federal oferta menos de 20% do pescado consumido localmente. “Em 2020 foram produzidas no DF 2 mil toneladas de pescado, quantidade muito abaixo da demanda do Distrito Federal, que é um dos maiores mercados consumidores de pescado de cultivo do Brasil”, esclareceu Mac Souto. “Esse cenário demonstra um vasto mercado pouco explorado pelos produtores locais”.

Expectativas

Apesar do panorama local bastante promissor para a evolução da cadeia produtiva de pescados, ainda há uma série de entraves para o avanço da piscicultura comercial. Para o secretário de Agricultura, Candido Teles, são múltiplos os fatores que dificultam o desenvolvimento da produção de pescados no DF. “A cadeia produtiva local de pescados estava carente de políticas públicas que impulsionassem de forma expressiva a organização do setor e o fomento à produção regional de pescados. E o Programa Alevinar vem para sanar essas principais barreiras, promovendo o acesso a insumos, a capacitação dos produtores, a industrialização e o escoamento da produção de pescados”, afirmou o gestor.

Para o secretário de Agricultura, o conjunto de estratégias do programa demonstra um grande potencial de tornar a piscicultura uma atividade econômica viável para os produtores rurais do Distrito Federal. “O Programa Alevinar tem o potencial de ser um marco inicial para o desenvolvimento da cadeia produtiva de pescado no Distrito Federal, alavancando a produção e o escoamento desses produtos no mercado local. Essa política pública do GDF vai gerar emprego e renda no campo, contribuindo fortemente para o desenvolvimento rural sustentável”, destacou Candido Teles.

*Com informações da Seagri

Agência Brasília* | Edição: Renata Lu