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Criança Feliz supera 60 milhões de visitas domiciliares

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Programa de atenção à primeira infância do Ministério da Cidadania está ativo em mais de três mil municípios em todos os estados e no DF

Principal estratégia de atenção à primeira infância do Governo Federal, o Criança Feliz abriu o mês de março com 60 milhões de visitas domiciliares registradas na história do programa. Segundo informações da Secretaria de Atenção à Primeira Infância do Ministério da Cidadania, o Criança Feliz está com adesão ativa em 3.027 municípios e acumula 1,59 milhão de indivíduos visitados em 1,33 milhão de famílias. São 1,27 milhão de crianças e 321 mil gestantes.

O estado com maior número de municípios com adesão ativa é a Bahia, com 373, seguido por Minas Gerais, com 328. Na sequência aparecem São Paulo (220), Maranhão (213) e Piauí (204). Segundo o acompanhamento feito pela equipe técnica do Ministério da Cidadania, há outros 1.103 municípios elegíveis para fazer parte do programa.

A primeira infância corresponde ao período da gestação até os seis anos e é considerada uma janela de oportunidade. É a fase em que a plasticidade cerebral do ser humano é maior para receber estímulos.

O Criança Feliz reúne áreas de assistência social, saúde, educação, cultura e direitos humanos com a finalidade de promover o desenvolvimento social e cognitivo das crianças. Um dos focos é dar suporte aos cuidadores e aprofundar a parentalidade na família.

Os meninos e meninas são estimulados nos aspectos de linguagem, cognição, vínculos afetivos e socialização. O programa traz, inclusive, a perspectiva de que é possível para os pais e cuidadores trabalharem com as crianças com materiais simples, disponíveis em casa, sem investimentos caros.

“O Criança Feliz leva o Governo Federal para dentro das casas das famílias vulneráveis. Não só carrega a perspectiva de intervenção para o desenvolvimento infantil, mas observa outras possíveis vulnerabilidades da família para articular potenciais atendimentos adicionais dentro da rede governamental”, disse Luciana Siqueira, secretária nacional de Atenção à Primeira Infância.

O programa está presente em todos os estados e no Distrito Federal e atende prioritariamente gestantes, crianças de até trinta e seis meses (três anos) e suas famílias incluídas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, além de crianças de até setenta e dois meses (seis anos) e suas famílias inscritas no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

 

Investimentos

Desde janeiro de 2019, o Governo Federal intensificou investimentos no Criança Feliz. Houve aumento no repasse de recursos aos estados e municípios, com investimento superior a R$ 860 milhões de 2019 ao fim de 2021. Em 2019, o programa recebeu o Prêmio Wise Awards, como uma das seis iniciativas mais inovadoras do mundo no enfrentamento aos desafios globais de educação.

Point para ciclistas e nova pracinha são atrações no Parque da Cidade

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Com bancos e bicicletas ornamentais, espaço é mais um ponto de encontro para quem pedala pelo parque | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Construída a partir de um projeto do GDF, Praça dos Ciclistas é um dos locais para lazer e exercício abertos à população

O Parque da Cidade está com dois espaços novos para o lazer e, também, para o exercício físico de milhares de brasilienses que passam por lá diariamente. A Praça do Ciclista, concebida por meio do projeto Adote uma Praça – da Secretaria de Projetos Especiais (Sepe) –, está quase pronta e desperta a curiosidade de quem passa por lá. A pracinha do Estacionamento 13, por sua vez, virou ponto de encontro.

Situado atrás da pista de kart do parque, o espaço de ciclistas foi idealizado por grupos da cidade em parceria com empresários. Dez bicicletas antigas e pintadas de branco enfeitam o lugar, que conta ainda com bicicletários de chão e bancos para quem quiser descansar. Ao redor da praça, ipês-amarelos foram plantados em formato circular.

Regina Teixeira: “Muita gente descobriu, nessa pandemia, que a bicicleta é a melhor coisa do mundo”

Coordenadora do grupo Batom Bikers, Regina Teixeira, 60 anos, foi uma das idealizadoras desse ponto, destinado aos muitos praticantes de ciclismo da capital federal. “É uma praça que nos representa”, diz. “Trata-se da modalidade mais praticada no DF, inclusive pelo governador Ibaneis. Queremos que a praça se torne um local de visita obrigatório no Parque da Cidade. Muita gente descobriu, nessa pandemia, que a bicicleta é a melhor coisa do mundo.”

“Anteriormente, era só barro, brita e os bancos de madeiras estavam precários. Com a reforma, ficou bem bonito aqui, aconchegante” – Leander Gonçalves, professor de vôlei

A turma do Batom Bikers, que reúne cerca de 150 ciclistas para passeios no DF, se uniu aos praticantes de Planaltina, Cruzeiro e de outros locais para bolar o projeto apresentado ao Adote uma Praça. Com uma ‘vaquinha’ entre os bicicleteiros e o apoio de comerciantes, a área de 30 m x 25 m saiu do papel. “Todo mundo contribuiu um pouco, os patrocinadores nos passaram as tintas e nós ciclistas ajudamos a montar a pracinha também”, resume Regina.

Espaços para esportistas

Já em frente ao Estacionamento 13 e próximo ao parque Nicolândia, outra pracinha traz sombra e conforto aos frequentadores. Com piso intertravado, cinco bancos novos, mesas e rampas de acessibilidade, o local agradou a turma do vôlei de areia. “Sempre sentamos aqui”, conta a advogada Rosane Rocha, 43. “Tomamos uma água de coco, conversamos um pouquinho e vamos embora. É a confraternização do final de treino.”

O professor de vôlei Leander Gonçalves, 45, faz coro: “Anteriormente, era só barro, brita e os bancos de madeiras estavam precários. Com a reforma, ficou bem bonito aqui, aconchegante”. Os trabalhos foram executados pela Novacap, com a mão de obra de reeducandos da Fundação de Amparo ao Preso (Funap), ligada à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus). O piso novo foi doado pela Administração de Brazlândia.

Para o administrador do Parque da Cidade, Silvestre da Silva, já é possível perceber que a frequência da pracinha aumentou muito. “O pessoal que joga vôlei, futevôlei, corredores, todos batem ponto aqui”, diz. “Os aposentados também são frequentes. São locais agradáveis e que recebem bem a comunidade. Queremos fazer um no Estacionamento 10 também.”

O espaço das bicicletas, ressalta ele, é uma forma de incentivar novos praticantes de ciclismo. O parque conta com duas pistas – uma de 4 km e outra com 6 km de extensão – destinadas a essa modalidade esportiva.

Praças adotadas

Lançado em 2019, o programa Adote Uma Praça tem como objetivo firmar parcerias com empresários e moradores de Brasília para a manutenção e recuperação de praças, jardins, espaços esportivos, rotatórias, monumentos, pontos turísticos, entre outros locais. Até agora, já são 61 praças concluídas e outras 46 em reforma no Distrito Federal.

“Em 2021, eram 92 pedidos de adoção [de praça], e, um ano depois, estamos com 196 pedidos”, contabiliza o secretário da SPE, Roberto Andrade. “O programa e a ideia foram muito bem-aceitos pela população e pelo empresariado”. No Plano Piloto, são destaques do projeto a reforma do Setor Hospitalar Sul e a Praça dos Avós, na W3 Sul. Conheça mais no site da Sepe.

Detran-DF abre prazo para empresas aderirem ao Programa Habilitação Social

Destinado a pessoas de baixa renda, o Programa Habilitação Social tem como objetivo possibilitar a formação, qualificação e habilitação profissional de condutores de veículos automotores, por meio da oferta gratuita de todo o processo de obtenção, renovação e troca pela habilitação definitiva | Foto: Divulgação / Sejus-DF

Critérios para aderir ao programa e preços dos serviços a serem pagos pelo Detran foram publicados no Diário Oficial do Distrito Federal

Centros de Formação de Condutores (autoescolas) e Clínicas Médicas e Psicológicas já podem aderir ao Programa Habilitação Social – 2022. Os critérios para a adesão e os preços públicos que o Detran-DF pagará às instituições credenciadas pelos serviços relativos ao processo de habilitação, renovação da CNH, adição ou mudança de categoria constam da Instrução nº 122, de 23 de fevereiro de 2022, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) dessa quarta-feira (2).

O prazo para adesão é de 60 dias a partir da publicação. A adesão ao Programa Habilitação Social ocorrerá, exclusivamente, por meio do Portal de Serviços da autarquia.

Para aderir ao programa, as empresas precisam estar devidamente credenciadas junto ao Detran-DF ou à Senatran e, nos casos de autoescolas, é necessário ter índices de aprovação de seus candidatos de, no mínimo, 60%. Além disso, há que se comprovar regularidade fiscal junto à Fazenda Pública Federal, Distrital, Justiça do Trabalho e FGTS.

Habilitação Social

O Programa Habilitação Social é destinado a pessoas de baixa renda e tem como objetivo possibilitar a formação, qualificação e habilitação profissional de condutores de veículos automotores, por meio da oferta gratuita de todo o processo de obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação – CNH nas categorias A ou B, adição de categoria A ou B, alteração para as categorias C, D ou E, renovação e troca pela habilitação definitiva. As inscrições para participar do Programa Habilitação Social – 2022 serão divulgadas em breve.

Coworking brasiliense prepara programação especial para o mês da mulher

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Juliana Simões, gestora de Comunicação do Impact Hub Brasília

Roda de conversa, entrada gratuita e divulgação de um e-book sobre Diversidade e Inclusão estão entre benefícios oferecidos pelo Impact Hub Brasília

O dia 8 de março marca o Dia Internacional da Mulher, quando normalmente elas são presenteadas com flores e chocolates. Entretanto, mais do que apelo comercial, o dia tem uma representação simbólica pela luta por direitos. E nada é mais empoderador do que a ocupação dos espaços.

Foi pensando nisso que o Impact Hub Brasília preparou uma programação especial para este mês, que começa com uma roda de conversa, abordando o tema “O que é ser mulher?”. O evento acontece presencialmente no dia 7 de março, no coworking localizado no SGAN 601, Lote H – Edifício Íon, Ala Amarela, na Asa Norte. A entrada é gratuita.

O objetivo do evento é proporcionar um diálogo aberto sobre “o que é ser mulher’’ na sociedade atual, mediado pelo Instituto Elas Transformam – projeto que estrutura ações para promover condições favoráveis à promoção da igualdade de gênero e racial, por meio de programas preventivos a violência doméstica e familiar, assistenciais, de profissionalização e bem estar físico e emocional da mulher. Além disso, a iniciativa busca levar o público feminino a sua emancipação, possibilitando oportunidades na ocupação de variados espaços, além de ser um meio de acolhimento, segurança e de construção de rede de apoio junto a essas mulheres.

Para Deise Nicoletto, CEO do Impact Hub Brasília e especialista em empreendedorismo feminino, é importante promover esse debate e trazer reflexões quanto à existência da mulher na sociedade. “Este encontro e esse espaço de fala aberto não são apenas uma celebração. Trata-se de um momento para marcar a luta das mulheres pela conquista de direitos e igualdade, além de reconhecer e fortalecer o protagonismo feminino”, destaca.

Outra novidade é que as portas do coworking estarão abertas para mulheres às segundas-feiras dos meses de março e abril, de forma gratuita, conforme disponibilidade, para incentivar a diversidade e a inclusão. Os agendamentos devem ser feitos através do link.

Amanda Leite Ferreira, presidente do Instituto Elas Transformam, fala sobre a importância de abrir espaços e incentivar a liderança feminina: “Nós mulheres não queremos estar presentes em altos cargos por “cotas” e sim por reconhecimento das nossas capacidades e inteligências. Por isso, é necessário se desenvolver dentro das empresas e organizações práticas que promovam uma cultura de equidade de gênero e empoderamento feminino. Quando você dá espaço e protagonismo, você permite que outras mulheres sejam incentivadas a buscar algo que talvez elas jamais pensaram em ser e conquistar”, pontua.

As mulheres, apesar de muitas vezes serem mais capacitadas e qualificadas, ainda ocupam cargos inferiores aos homens e recebem salários menores. Em fevereiro de 2021, a agência de empregos Catho constatou que mulheres, mesmo ocupando os mesmos cargos e realizando tarefas iguais às dos homens, chegam a ganhar até 34% menos do que eles. Em funções como gerente e diretor, essa diferença é de 24%. Ainda nas estatísticas, de acordo com uma pesquisa da Fortune 500, apenas 41 mulheres lideram entre as 500 empresas destacadas pela Fortune, mas apenas 8% são CEOs.

E-book incentiva diversidade e inclusão no mercado de trabalho

Além disso, o Impact Hub divulga um e-book inédito, que visa conscientizar, informar e apresentar exemplos de práticas de Diversidade e Inclusão para empresas que querem aplicar boas práticas em relação a D&I, inspirar e auxiliar outros negócios a fazerem ações com foco no tema e aprenderem a criar uma cultura mais diversa e inclusiva.

“É importante pensarmos em diversidade e inclusão o tempo todo: na seleção da equipe; na escolha dos facilitadores, mentores, convidados para eventos; na nossa comunidade e rede; na comunicação e na linguagem. Ter métricas e objetivos traçados sobre esse tema também é essencial para avaliar a situação atual e onde queremos chegar. Buscando assim, melhorias para promover um ambiente que incentive a inclusão e a diversidade”, explica Juliana Simões, gestora de Comunicação do Impact Hub Brasília.

O guia já está disponível e pode ser baixado gratuitamente através do link.

 

SERVIÇO:

Roda de conversa sobre “O que é ser mulher?’’

Data: Segunda-feira (7)

Horário: 18h30

Valor: Gratuito

Onde: Impact Hub Brasília (SGAN 601, Lote H, Edifício Íon, Ala Amarela)

Link para inscrição: Sympla

Saiba mais sobre: https://brasilia.impacthub.net/

 

Sobre o Impact Hub Brasília – O Impact Hub Brasília faz parte de uma rede global de espaços colaborativos, comunidades empreendedoras e programas que inspiram, conectam e escalam negócios de impacto. Conecta pessoas, marcas e empresas a causas de impacto que ajudam a transformar o Brasil e o mundo através de metodologias de inovação e desenvolvimento de negócios. Os espaços inovadores dos Impact Hubs dão suporte aos programas, ao ecossistema de impacto e geram conexões entre as pessoas, iniciativas e projetos.

Impact Hub Brasília

Site: http://brasilia.impacthub.net/

End.: SGAN 601, Lote H, Edifício Íon, Ala amarela, sala 54 a 60 – Asa Norte, Brasília-DF

Tel.: (61) 3550-8779

Dia Mundial do Rim relembra a importância da doação de órgãos durante a pandemia

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Número de transplantes renais caiu quase 50% entre 2019 e setembro de 2021, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO)

No dia 10 de março é celebrado o Dia Mundial do Rim, data dedicada a conscientizar e orientar a população sobre a Doença Renal Crônica (DRC), caracterizada pela lesão irreversível nos rins durante três meses ou mais. Se diagnosticada precocemente, a DRC pode ser controlada, mas em estágios avançados pode exigir um transplante renal. Em contexto de pandemia de Covid-19, no entanto, o número de transplantes caiu e fez crescer a lista de pessoas que esperam por uma doação de rim para recomeçar a vida.

Um levantamento do Ministério da Saúde indicou que em setembro de 2021 havia 53.218 pessoas aguardando por um transplante no Brasil. Dessas, mais de 30 mil estavam na lista de espera por um rim. A pandemia de Covid-19 influenciou esse quadro, não só pelo menor número de pessoas dispostas a fazer a doação, como também porque os transplantes são vetados quando o doador está contaminado pelo Coronavírus. Dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) mostram uma queda brusca no número de transplantes renais durante a pandemia, passando de 6.296 em 2019, 4.821 em 2020, para 3.304 em 2021, uma redução de quase 50%.

A médica nefrologista e coordenadora do Serviço de Transplante Renal do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie de Curitiba (PR), Carolina Maria Pozzi, explica que a variante Ômicron mudou a expectativa de recuperação no número de transplantes em 2022. “Muitas pessoas faleceram na espera nesses tempos de pandemia, mas é muito importante lembrar que alguém que contraiu a Covid-19, mas não tem infecção ativa, pode ser uma potencial doador. Além disso, toda pessoa que pretende fazer doação é analisada integralmente, por meio de exames”.

Segundo Carolina Pozzi, é preciso reforçar a conscientização em torno da importância da doação de órgãos. “Com essa mobilização e o conhecimento adquirido da comunidade científica sobre a Covid-19, ainda mantemos a expectativa de aumento para este ano 2022. A população precisa ter consciência de que a doação salva muitas vidas”.

Depois de três transplantes, o recomeço

O publicitário Alexandre Barroso sabe bem o que é a experiência de esperar por um transplante, na incerteza sobre o futuro. Ele ficou quatro anos internado em um hospital, onde entrou em coma 20 vezes e recebeu três transplantes – dois de fígado e um de rim. “Foi bastante traumático. Passei dois anos esperando até conseguir um transplante de fígado, mas o resultado não deu certo, acabei perdendo o fígado e um rim. Assim, voltei para a fila à espera de uma doação”, relembra.

Só depois de mais dois anos de espera é que Barroso, finalmente, recebeu o transplante de um novo fígado e de rim. Desta vez, o desfecho da história foi positivo. “Foi uma experiência gratificante que me fez querer cuidar mais de mim. A doação de órgãos é uma forma de ressignificar vidas”. Atualmente, o publicitário viaja o Brasil dando palestras sobre o tema. Criou um grupo de acolhimento para pacientes e familiares. Por conta disso, decidiu mudar de profissão. “Me tornei psicanalista para fazer um trabalho mais direcionado. Além disso, sigo defendendo e incentivando a doação de órgãos. As pessoas precisam entender que essa é uma forma de continuar a vida”, completa.

A importância do exames pré-transplante 

Bióloga, mestre em Genética, doutora em Imunologia de Transplante e responsável técnica do Laboratório de Imunogenética do Hospital Universitário Cajuru, no Paraná, Cristina von Glehn explica que, ao se tornar candidato a um transplante renal, paciente é inscrito no Sistema Nacional de Transplantes e precisa fazer exames, sendo os principais: o de tipo sanguíneo, o de tipagem HLA  (Human Leucocyte Antigen) e Painel de reatividade de Anticorpos, que permitem entender como o sistema imunológico do paciente responde a organismos estranhos, neste caso, a um órgão novo. “Quando entra um doador no sistema, ele também é tipificado. Assim, selecionam-se os candidatos mais compatíveis com o doador”;

De acordo com Cristina, quando fora da família, raramente a compatibilidade entre doador e receptor é total. Daí vem a importância do teste: ele permite aos médicos fazer uma análise preditiva das chances de haver uma reação hiperaguda (rejeição imediata), acelerada (rejeição na primeira semana) ou crônica (rejeição que ocorre aos poucos). “Com essa informação, o médico vai avaliar se faz ou não o transplante. Se aceitar, vai precisar ter uma estratégia de imunossupressão para controlar a presença de anticorpos, mas ele também pode avaliar o risco e decidir que o paciente deve esperar outro órgão. Ou seja, o exame permite que se tenha o melhor órgão com a menor possibilidade de rejeição dos pacientes”.

Com a evolução das tecnologias na detecção de anticorpos, todos os exames necessários para transplante podem ser feitos em laboratórios, a partir da amostra de sangue. Para isso, são utilizados reagentes e equipamentos específicos para pré e pós-transplante e a Biometrix Diagnóstica é uma referência na área. “Ela tem muita qualidade e é uma grande parceira para o nosso laboratório. Oferecem reagentes que nos colocam no mesmo nível de laboratórios dos Estados Unidos e da Europa”, avalia Cristina.

Autorização familiar

Qualquer pessoa pode ser doadora de órgãos. Para isso, basta ser maior de 18 anos, ter condições de saúde adequadas e passar por avaliação médica. É fundamental que a pessoa que deseja ser doadora de órgãos converse com sua família sobre a decisão, mesmo que tenha a informação registrada em documento oficial. Além da doação em vida, é possível doar os órgãos após a morte encefálica, quando há interrupção irreversível das funções cerebrais. Neste caso, é preciso que a família autorize o procedimento. Segundo o Ministério da Saúde, em 2021 foram registradas 5.857 mortes encefálicas no país, mas apenas 1.451 delas resultaram em doação de órgãos. Em mais de um terço dos casos (37,8%), houve recusa por parte das famílias. Se houver conscientização prévia e diálogo aberto entre o doador e seus familiares, há mais chances de que a doação de órgãos seja autorizada após o falecimento.

 

Sobre o HLA

O sistema imunológico tem a função de identificar e reagir a organismos estranhos. Este processo é baseado na identificação dos antígenos, a “marca biológica” de cada célula. Quando o organismo reconhece um antígeno estranho, desencadeia uma resposta com o objetivo de destruí-lo. Este corpo estranho detectado pode ser tanto uma bactéria ou vírus, como um tecido, órgão ou medula transplantados. Assim, o HLA é o responsável pela histocompatibilidade.

É importante saber que o HLA é herdado, uma parte da mãe e a outra do pai. A identidade HLA é composta por vários genes agrupados na mesma região no cromossomo 6. Cada gene possui uma diversidade muito grande de alelos. Sabe-se que mais de 11 mil alelos já foram identificados em todo o mundo. Por isso, é muito raro que dois indivíduos tenham o mesmo grupo de genes. A grande complexidade dos transplantes é encontrar esta compatibilidade entre doador e receptor.

Sobre a Biometrix

Líder no mercado de atuação, a Biometrix Diagnóstica está há mais de 25 anos desenvolvendo soluções voltadas ao diagnóstico molecular. O objetivo da Biometrix é tornar o diagnóstico médico cada vez mais rápido e preciso, sempre em busca de resultados que contribuam com a saúde e o bem-estar. Por isso está comprometida com a qualidade de vida, oferecendo a mais alta tecnologia em reagentes para diagnóstico e equipamentos laboratoriais, principalmente relacionados a transplante de órgãos e tecidos. Mais informações: www.biometrix.com.br

Programa de apoio a startups do DF premia aplicativo de feira virtual

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O programa permite consulta, compra e venda de produtos, além de aproximar consumidores e feirantes

O aplicativo FEIRA.CASA foi um dos 50 projetos inovadores certificados pelo Programa Start BSB, nesta quinta-feira (3), em cerimônia no Palácio do Buriti. A iniciativa foi promovida pelo GDF, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), operada pela Fundação CERTI, com o objetivo de impulsionar a cultura do empreendedorismo inovador no DF e trazer soluções inovadoras e eficientes para as principais demandas regionais.

O app FEIRA.CASA foi desenvolvido para aproximar consumidores e feirantes, seja no âmbito físico ou digital. Idealizado pelo advogado Leonardo Resende, pela administradora Priscilla Belo e pelo agrônomo Leonardo Vitorino, o programa permite que o usuário faça consultas e compras para adquirir produtos típicos das feiras, abrangendo legumes, verduras, frutas, hortaliças, dentre outros.

Além de permitir uma fácil visualização sobre as melhores condições de compras, como a distância até o estabelecimento e as principais ofertas do dia, o FEIRA.CASA traz a oportunidade do voucher para o usuário. Desse modo, os compradores poderão retirar os produtos na feira mais próxima ou receber as mercadorias sem precisar sair de casa através do delivery. Os usuários também poderão adquirir uma sacola exclusiva do app.

“Nós desenvolvemos o marketplace no formato de e-commerce para atuar como um shopping de feiras populares, reunindo feirantes e produtores. Com o leilão reverso permitindo a escolha dos melhores produtos por meio dos preços, nós levamos para a comunidade a comodidade da feira virtual na palma da mão”, aponta um dos idealizadores da Startup, Dr. Leonardo Resende.

O Programa Start BSB pretende ainda contribuir para a mudança da matriz de desenvolvimento, geração de recursos e ativos e fixação de empresas, investidores e recursos humanos qualificados na capital federal. Os projetos certificados serão contemplados com até R$ 70 mil em subvenção econômica, R$ 42 mil em bolsas de apoio, acesso a parceiros, networking, capacitações e suporte para acelerar o negócio.

Sobre o Dr. Leonardo Resende – Advogado e empresário, o Dr. Leonardo Resende atua há mais de duas décadas nas áreas de Direito Digital, Sindical, Penal, Civil, Trabalhista, Empresarial e nos últimos anos, em LGPD, fomentando a adequação e implementando a LGPD. Em seu escritório, oferece, de forma organizada e produtiva, um atendimento digital, eficiente e simplificado para todos aqueles que necessitam de assistência jurídica. Também é CEO e cofundador da Startup de marketplace FEIRA.CASA.

Brasil registra mais de 1.500 acidentes com energia elétrica por ano

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Por mês, são cerca de 130 ocorrências, o que reforça a preocupação com detalhes considerados banais, como, por exemplo, tomadas, fios soltos, extensões, entre outros

Em 1986, no Rio de Janeiro, o Edifício Andorinha, que abrigava a sede da General Eletric, pegou fogo por causa da sobrecarga de aparelhos elétricos. No ano 2000, um problema na instalação do aquecedor foi a origem de um incêndio na creche Casinha da Emília, em Uruguaiana/RS. E em fevereiro de 2019, no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, um curto-circuito em um ar-condicionado foi o responsável pela morte de dez adolescentes, em um trágico episódio que completou três anos no mês de fevereiro.

Ocorrências como essas, infelizmente, ainda são bem recorrentes – mais até do que se imagina. Prova disso é o mais recente estudo da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), divulgado durante a 1ª Conferência sobre a Realidade da Infraestrutura das Instalações Elétricas. Ele aponta que, durante todo o ano de 2021, foram registrados 1.579 acidentes com energia elétrica. Somente os choques foram responsáveis por 674 óbitos, seguidos pela perda de 46 vidas em incêndios por sobrecarga de energia (curto-circuito) e 40 mortes por descargas atmosféricas (raios).

Ao todo, foram 898 acidentes com choque elétrico, uma média de 75 por mês, ou seja: quase três indivíduos acabam ficando feridos todos os dias, muitos deles em situações corriqueiras, com baixa tensão. Deste universo, apenas 224 pessoas tiveram ferimentos, o que traz a alarmante estatística. “A maioria [das pessoas] não tem nenhuma chance de sair com vida de um perigo que poucos dão importância nas residências, nas empresas e nas ruas, desdenhando dos perigos de instalações e equipamentos elétricos, e muitos sofrem as consequências dessa negligência”, comenta Fábio Amaral, engenheiro eletricista e diretor da Engerey, empresa curitibana especializada na montagem de painéis elétricos que atende todo o Brasil.

Amaral explica que, atualmente, para interromper o perigo de choques elétricos, existem equipamentos como o Diferencial Residual, também conhecido como DR, capaz de evitar fugas de energia em um circuito elétrico, que pode acontecer quando de choques elétricos, fios desencapados, condutores mal isolados ou em contato com carcaças. “Reconhecendo qualquer pane na rede elétrica, o dispositivo desliga o circuito, de forma instantânea, evitando, assim, a gravidade do choque elétrico”, garante o especialista.

Engenheiro Eletricista e Diretor da Engerey, Fábio Amaral

Para ele, diante dos altos índices de acidentes envolvendo energia elétrica sinalizados na pesquisa da Abracopel, as medidas de prevenção jamais podem ser consideradas como um exagero. “Pelo contrário. É como diz o ditado: ‘a cautela é o melhor remédio’. Outro detalhe importante, neste sentido, se faz dentro das empresas, onde ainda vemos que muitos gestores arriscam a própria vida e a de seus funcionários investindo em equipamentos mais baratos que não têm dispositivos de segurança”.

Regiões com mais acidentes

De acordo com o Anuário da Abracopel, a região Nordeste foi a campeã do número de acidentes, com 242 ocorrências, seguida pela região Sudeste (129); Sul (110); Norte (97) e Centro-Oeste (96). “Só que, em número de habitantes, a região Sudeste contempla um número maior de pessoas. Para termos uma ideia, juntos, os quatro estados – São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro – assinalaram 176 incêndios provenientes de acidente com energia elétrica e seis mortes, sendo que a região Sul contemplou 197 incêndios, com 16 óbitos. São números muito expressivos. Para tentar reverter o mais breve possível esse quadro, lançaremos um estudo aprofundado que contempla a população x área territorial”, garante Edson Marinho, diretor-executivo e engenheiro da Abracopel.

Durante o evento, ele ressaltou, ainda, que os acidentes domésticos envolvendo eletricidade acometem mais as crianças, mas os idosos também são vítimas, por conta da dificuldade de locomoção. “Portanto, a situação das instalações elétricas das casas deve ser ponto-chave na vida das pessoas, mesmo porque a maioria das casas construídas há mais de 20 anos não possui capacidade para ‘aguentar’ a quantidade de equipamentos que temos”, observa Amaral.

Na Conferência, foi apresentada também a pesquisa “Percepção de Segurança com Eletricidade”, organizada por Edson Martinho, Walter Aguiar Martins Júnior e Danilo Ferreira de Souza, da Abracopel, no que diz respeito às oportunidades de melhorar a segurança do trabalho referente aos riscos elétricos. Todos os respondentes [1072] acreditam que há possibilidades sim de melhoria, contrariando a ideia de que os locais de trabalho são seguros em relação à eletricidade. “Além disso, ficou evidenciado que as pessoas compreendem que os treinamentos de segurança de trabalho são úteis aos trabalhadores e eficazes para reduzir ou manter os baixos índices de acidente”, explicou Walter Aguiar.

Neste sentido, o engenheiro eletricista e diretor da Engerey, Fábio Amaral, ressalta, além do DR, a importância do Dispositivo de Proteção contra Surtos (DPS), a ser instalado nos padrões de entrada de energia, evitando os “surtos elétricos”, que correspondem a um fenômeno que pode ocasionar a queima de dispositivos elétricos e eletrônicos e que ocorre devido a vários fatores, como raios ou uma partida de grandes motores, por exemplo, “e que desvia as correntes de surto para que não haja riscos de acidentes no imóvel”.

A Norma Brasileira (NBR) 5410 endossa que todas as instalações elétricas devem ter o DPS instalado. “Não se atentar a isso por negligência ou para economizar pode resultar em uma fatalidade”, finaliza Amaral.

TSE aprova ajuste de calendário eleitoral e fiscalização nas eleições 2022

Federações devem cumprir condições para registro até 31 de maio

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta (3) ajuste no calendário eleitoral e nos procedimentos de fiscalização das eleições de 2022. Entre os ajustes aprovados está o que regulamenta o prazo de até 31 de maio para o registro das federações partidárias junto à corte eleitoral.

A resolução aprovada pela corte nesta quinta-feira (3) ajustou o calendário eleitoral a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de fevereiro, que validou as federações e estabeleceu o prazo de 31 de maio para que as federações obtenham o registro de seu estatuto junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Antes, uma decisão do ministro Luís Roberto Barroso havia estabelecido o dia 1º de março como data final para o registro.

A decisão do STF estabeleceu que, para participar das eleições, as federações devem estar constituídas como pessoa jurídica e obter o registro do estatuto perante o TSE no mesmo prazo aplicável aos partidos políticos. Entretanto, o tribunal decidiu que poderão participar nas eleições deste ano as federações que preencham tais condições até 31 de maio.

A Corte também aprovou uma resolução para dar visibilidade às eleições de 2022, aos procedimentos relacionados à totalização dos votos no processo eleitoral. A medida autoriza o acesso, a quem estiver interessado, a boletins de urna e tabelas de correspondência encaminhados para a totalização ao longo de todo o período de recebimento, no dia de votação. Antes, o prazo era de três dias após o fechamento das urnas.

Também foram aprovadas mudanças nos procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação. A Corte ampliou de 3% para 6% o percentual de verificação por amostragem das urnas eletrônicas escolhidas por representantes das entidades que atuam como fiscalizadoras das eleições.

A auditoria ou teste de integridade é um procedimento para testar a segurança na captação e contagem do voto pela urna eletrônica. Realizado na véspera das eleições, a auditoria consiste na realização de uma votação paralela à votação oficial com o propósito de comprovar que o voto recebido/digitado é exatamente aquele que será contabilizado.

Segundo o presidente do TSE, ministro Edson Fachin, a ampliação na amostragem desse procedimento visa “fornecer a máxima fiscalização e transparência no processo eleitoral”.

Trabalho presencial

Durante a abertura da sessão, nesta quinta-feira, Fachin anunciou o retorno dos servidores ao trabalho presencial a partir de segunda-feira (7). De acordo com o ministro, a retomada será gradual, mantido o regime híbrido, quando necessário. As sustentações orais também voltam a ocorrer com a presença dos advogados em plenário.

Para isso, aqueles que se inscreverem para ocupar a tribuna deverão apresentar o comprovante de vacinação com o número de doses correspondentes ao ciclo completo, conforme recomendado pelas autoridades de saúde.

BRB registra crescimento do lucro líquido do BRB em 35,2% e chega a R$ 608 milhões em 2021

“Mesmo em um contexto adverso, marcado pelo agravamento da pandemia da Covid19, o BRB seguiu atuando na linha de frente na execução de políticas públicas e concessão de crédito àqueles que mais precisavam”, comemora o presidente do banco, Paulo Henrique Costa.

O Banco de Brasília (BRB) fechou 2021 com lucro líquido de R$ 608 milhões, o que representa crescimento de 35,2% na comparação com 2020. É o maior resultado da história do Banco. No segundo semestre, o lucro alcançado foi de R$ 366 milhões, aumento de 46,4% em relação ao mesmo período de 2020.

O resultado reflete a estratégia de expansão do BRB por todo o território nacional, com aumento da oferta de produtos e serviços e diversificação da base de clientes. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio foi de 26,5%, acima da média do mercado. As receitas com prestação de serviços aumentaram 15%.

Segundo o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, “os números obtidos em 2021 foram recordes e refletem a estratégia de diversificação das linhas de resultado, ampliação da base de clientes e expansão das atividades em nível nacional”.

“Mesmo em um contexto adverso, marcado pelo agravamento da pandemia da Covid19, o BRB seguiu atuando na linha de frente na execução de políticas públicas e concessão de crédito àqueles que mais precisavam”, afirma.

Em dezembro de 2018, o BRB possuía 639 mil clientes. O Banco fechou 2021 com 3,5 milhões e, em fevereiro deste ano, rompeu a marca dos 4 milhões de clientes. O número considera pessoas físicas e jurídicas e clientes do Nação BRB FLA, banco digital lançado em parceria com o Flamengo e que, com pouco mais de 18 meses de vida, já se posiciona como moderno, completo e inovador. Atualmente, o BRB possui clientes em mais de 5.000 municípios brasileiros, o que corresponde a 91% do território nacional, todos os continentes e 39 países.

A carteira de crédito ampla chegou a R$ 21,8 bilhões no quarto trimestre de 2021, o que representa aumento de 34,4% na comparação com o mesmo período de 2020. Em relação ao 3T21, o crescimento registrado foi de 5,2%. O principal destaque foi o crédito imobiliário, cujo saldo alcançou R$ 4,5 bilhões, crescimento de 81,9% em 12 meses. Esse desempenho garantiu ao BRB, pelo segundo ano consecutivo, a liderança no segmento no Distrito Federal e a sexta posição geral no País.

Também merece destaque o crédito rural, cuja carteira ampla cresceu 23,0% no 4T21 frente ao 4T20, atingido saldo de R$ 541 milhões. Principal carteira de crédito do BRB, o consignado cresceu 22,5% no 4T21 na comparação com o 4T20. No ano de 2021, a contratação de crédito consignado alcançou R$ 10,1 bilhões.
As receitas de prestação de serviços e tarifas aumentaram 15% no ano de 2021, refletindo o crescimento da base de clientes e a ampliação de linhas de negócios, com destaque para os cartões de crédito, a corretagem de seguros e a gestão de recursos de terceiros, que começam a refletir as parcerias estratégicas realizadas com Wiz e Genial Investimentos, respectivamente, nas últimas duas linhas de negócios.

O Banco encerrou dezembro de 2021 com um índice de Basileia de 15,9%, aumento de 1,3 p.p. em relação ao final de 2020 e suficiente para sustentar a estratégia de crescimento e expansão do BRB nos próximos anos.

Finalmente, um importante destaque foi o início da operação do BRB no estado da Bahia como agente financeiro exclusivo para a gestão dos depósitos judiciais do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), o que permitiu a expansão da rede de atendimento própria e terceirizada em mais de 586 pontos de atendimento até o momento e que possibilitará ao BRB oferecer um portfolio completo de produtos e serviços aos clientes daquele estado.

BRB + DIGITAL

O segundo semestre foi marcado pela expansão do atendimento digital, sobretudo por meio do Nação BRB FLA, atualmente com mais de mais de 2,9 milhões de clientes, presença em 5.084 municípios brasileiros, 39 países e em todos os continentes.

O Nação BRB FLA oferece aos seus clientes um portfólio completo de produtos e serviços, com destaque para seis diferentes tipos de cartões de crédito, seguros e uma plataforma de investimento exclusiva, fruto de parceria com a Genial Investimentos, que disponibiliza mais de 280 opções diferentes de investimento e home broker dedicado.

Outro diferencial para os clientes do Nação BRB FLA é o marketplace exclusivo +Mengão (maismengao.com.br), para resgate e troca de pontos adquiridos por produtos e serviços.

As transações utilizando os canais digitais do BRB representam atualmente 88% do total, e o canal mobile se consolidou como o mais utilizado pelos clientes, representando 56% de todas as transações. O movimento reforça o comportamento do cliente, cada vez mais adepto das transações digitais.

O ano de 2021 foi marcado pelo maior investimento da história do BRB em tecnologia. Foram mais de R$ 176 milhões direcionados à modernização da infraestrutura e evolução das soluções digitais que garantiram mais estabilidade, disponibilidade, segurança e uma melhor experiência aos clientes em todos os canais.

BRB NA BAHIA

A expansão física do BRB continua, e de forma significativa. O ano de 2021 marcou a chegada do BRB ao Estado da Bahia, onde o Banco venceu licitação e tornou-se agente financeiro exclusivo do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) na gestão dos depósitos judiciais. Ao todo, os depósitos somam R$ 6 bilhões. O ingresso do Banco em um dos estados mais importantes do Nordeste reforça a estratégia de expansão nacional de um banco completo, que agrega valor, gera emprego, renda e melhoria da qualidade de vida em todos os mercados em que atua.

A rede física do BRB na Bahia é composta por 41 agências e 531 correspondentes bancários, garantido presença em todos os 217 municípios baianos.

PARCERIAS EM INVESTIMENTOS E CORRETAGEM DE SEGUROS

O ano passado foi ainda marcado pela realização de parcerias estratégias, entre as quais destaque para a firmada com a Wiz. Hoje, a nova BRB Seguros, fruto dessa parceria, já está em operação, implementando um novo modelo de bancassurance: distribuição de produtos de seguros, previdência, capitalização e consórcios de forma omnichannel utilizando os balcões físicos e digitais do BRB.

Outra parceria importante foi realizada com a Genial Investimentos, dando origem à BRB Investimentos, que chegou ao final de 2021 superando a marca de R$ 2 bilhões de patrimônio líquido administrado, crescimento de 72,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As duas parcerias implantadas seguem o planejamento estratégico do BRB de buscar parceiros especializados nos mercados de investimentos, seguridade e meios de pagamento para acelerar a transformação digital, oferecer um portfólio completo de produtos e serviços, promover uma experiência ao cliente superior e se tornar o banco de principal relacionamento dos clientes.

BRB ESG

Como banco público, o BRB tem reforçado seu papel de protagonista do desenvolvimento econômico, social e humano. Por meio da operacionalização de programas socais e pagamento de benefícios do Governo do Distrito Federal (GDF), atendeu desde 2019 cerca de 443 mil famílias, o que representa mais de 1,8 milhão de brasilienses, equivalente a mais da metade da população do DF. Nesse período, os recursos transferidos por meio dos programas superam R$ 500 milhões e proporcionam uma importante rede de proteção social para a população do DF.

Por conta da pandemia da Covid19, o BRB também atuou no estímulo à economia com condições especiais de acesso ao crédito por meio de dois programas: Supera-DF (2020) e Acredita-DF (2021). Juntos, movimentaram R$ 8,2 bilhões e beneficiaram mais de 155 mil clientes pessoas físicas e jurídicas.

Exercendo um papel que vai além de o de banco tradicional, o BRB também entregou um hospital modular durante a pandemia: o Hospital Regional de Samambaia, que funciona permanentemente desde maio de 2021 em uma das regiões mais populosas do Distrito Federal.

Em 2021 o BRB investiu mais de R$ 11,2 milhões no esporte, lazer e cultura do Distrito Federal. O Banco atuou ainda na gestão de importantes equipamentos públicos e símbolos de Brasília como a Torre de TV, o Autódromo e as arenas BRB Nilson Nelson e Mané Garrincha.

MARGEM FINANCEIRA

O crescimento da base de clientes e volume de negócios possibilitou um aumento de 22,7% na receita da intermediação financeira ao longo do ano de 2021, com destaque para as receitas com a carteira de crédito, que aumentaram 17,0%, e para o resultado com títulos e valores mobiliários, que evoluiu 119,2%,
A margem financeira foi de R$ 2,48 bilhões em 2021, crescimento de 3,4% em relação a 2020, mesmo em um cenário de elevação significativa da taxa Selic, que avançou de 2,0% em dezembro de 2020 para 9,25% no final de 2021.

INADIMPLÊNCIA

A inadimplência encerrou o segundo semestre de 2021 em 2,47% com crescimento de 0,79 p.p. em relação a dezembro de 2020, em virtude do aumento da participação de operações com maior nível de risco na composição da carteira de crédito do banco.

Diante de um ambiente econômico mais desafiador para o ano de 2022 e do comportamento observado em determinadas safras e nichos de crédito, o BRB realizou a constituição de provisão acima do nível regulamentar no valor de R$ 303 milhões no 4T21, o que aumentou o nível de cobertura da carteira de crédito para 176,9% ante os 150,5% no 3T21.

Os ratings de menor risco AA-C permanecem com a maior participação da carteira, alcançando 94,5% em dezembro de 2021 e levemente abaixo dos 95,6% observados ao final de 2020. O aumento da participação dos ratings de E a H de 3,2% para 4,4% em um ano se deve, principalmente, à provisão mencionada acima.

CAPTAÇÃO

O saldo de captação junto aos clientes atingiu R$ 21,6 bilhões no 4T21, com crescimento de 10,2% na comparação com o trimestre anterior, e crescimento de 55,9% em 12 meses. Destaque para a captação em depósitos a prazo que, em 12 meses, apresentou aumento de 16,1%, atingindo saldo de R$ 13,9 bilhões.
No ano de 2021, o BRB integrou seus produtos de investimento em LCI e LCA nas mais diversas plataformas de investimento do mercado. Como resultado, os produtos apresentaram um crescimento de 188,9% em sua carteira, atingindo R$3,8 bilhões de saldo, o que representa 17,6% das captações líquidas do 4T 2021.

RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E TARIFAS

As receitas de prestação de serviços e tarifas atingiram um total de R$ 617,8 milhões no ano de 2021, crescimento de 15% em relação ao ano anterior. O aumento se deve à ampliação da base de clientes e ao crescimento dos volumes de negócios com os clientes e envolvem cartões, contas correntes, administração de recursos de terceiros, corretagem de seguros, comissões e bilhetagem. Os principais destaques foram a corretagem de seguros e os cartões de crédito, que respectivamente cresceram 12,1% e 40,9% em 12 meses.

BASILEIA

O BRB encerrou o ano de 2021 com índice de Basileia de 15,9% com crescimento de 1,3% ponto percentual em relação ao final de 2020 e significativamente acima do mínimo regulatório, de 10%. O capital de nível I aumento de 13,2% para 14,1% ao longo do último ano, e o de nível II, de 1,4% para 1,8%. Essa estrutura de capital é suficiente para a manutenção do plano de crescimento e expansão do BRB nos próximos anos.

CLIENTES E REDE DE ATENDIMENTO

Em dezembro de 2021, o BRB possuía mais de 3,5 milhões de clientes, crescimento de 344% em 12 meses. Os clientes pessoa física representavam um total de 3.486 mil, aumento de 357% em 12 meses e 17,7% no trimestre. Os clientes pessoa jurídica totalizaram 37 mil e avançaram 16,9% em 12 meses e 3,7% no trimestre.
O BRB conta, atualmente, com 175 agências, sendo 115 distribuídas em todas as regiões do Distrito Federal e entorno, e as demais nos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia.

Ao número de agências, somam-se 707 correspondentes bancários, distribuídos entre 531 correspondentes na Bahia, 129 correspondentes bancários no DF e 33 correspondentes imobiliários, além de 604 ATM próprios, complementados por mais de 24 mil ATM da Rede 24 horas, garantindo ao BRB cobertura de atendimento em todo território nacional.

Ibaneis derruba obrigação de uso de máscara em locais abertos no DF a partir de segunda-feira

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Governador anunciou em rede social, afirmando que a medida ocorre devido à redução dos casos de Covid-19

O governador Ibaneis Rocha (MDB) anunciou, através de uma rede social nesta quinta-feira (3), que a máscara de proteção facial deixará de ser obrigatória em locais abertos no Distrito Federal, a partir de segunda-feira (7). A medida ocorre devido à redução dos casos de Covid-19.

A decisão do governador também determina que será exigido o comprovante de vacinação de pelo menos duas doses e uso de máscara em shows e eventos esportivos que ocorrerem em ambientes fechados. A decisão anunciada pelo governador ainda não está em vigor e, por isso, alterações nas medidas atuais só serão detalhadas a partir da publicação de um novo decreto.