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Coluna do Callado | Percentual de intenção de voto de Ibaneis deve ser bem maior

POR RICARDO CALLADO

Os 30% de intenção de voto apontados pela pesquisa Metrópoles/Ideia ao governador Ibaneis Rocha (MDB) pode ser bem maior. Nos bastidores já se fala em uma vitória no primeiro turno. A análise parte de que os votos atribuídos a deputada federal e ex-ministra Flávia Arruda (PL) migrariam para Ibaneis. Flávia é candidata ao Senado, mas seu nome foi colocado na pesquisa também como postulante ao Buriti, onde aparece como 8,5%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o número DF-09593/2022.

 

Reguffe federal

O senador José Antônio Reguffe (União), que também não deve ser candidato ao GDF e sim a deputado federal, teve 10,6%. Parte desses votos também iriam para à reeleição do governador. Assim, Ibaneis já teria suficiente mais votos que a soma de todos os outros candidatos.

 

App CLDF

O brasiliense pode acompanhar pelo celular todo o trabalho realizado na Câmara Legislativa. Para isso, basta usar o aplicativo Processo Legislativo Eletrônico (PLE) CLDF Online, que já pode ser baixado nas lojas dos sistemas IOS e Android.

 

Transparência

O lançamento oficial foi realizado nesta quinta (19). A nova ferramenta busca estimular a participação da sociedade e contribuir com a transparência das ações realizadas pela Câmara. O app permite acompanhar todos os projetos de lei em tramitação e ainda e opinar sobre o conteúdo da proposta. Ponto positivo para o vice-presidente da Casa, deputado Delmasso, que está à frente do projeto.

 

Hélio Prates

O deputado Chico Vigilante (PT) chamou a atenção dos colegas para um alargamento da Avenida Hélio Prates, que pode acabar com as áreas de estacionamento dos comércios situados na avenida. “Comércio nenhum sobrevive sem estacionamento”, criticou. A via cruza Taguatinga, ligando o Sol Nascente e Pôr do Sol ao Pistão Norte.

 

213 anos da PMDF

O deputado distrital Hermeto (MDB) realizou Sessão Solene em comemoração aos 213 anos da Polícia Militar do DF, completados no dia 13 de maio. A cerimônia lotou o Plenário da Câmara Legislativa. Hermeto é subtenente da PMDF e ressaltou a importância da Corporação em sua vida: “Se eu estou como deputado líder de governo, eu devo tudo a minha Corporação, que me deu a chance de viver e mudar a minha vida”.

 

ICMS Ecológico

Pela primeira vez na história, o município de Pirenópolis alcançou nota máxima no ICMS Ecológico. O secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, César Triers, explicou que a conquista foi uma meta colocada pelo prefeito Nivaldo Melo. O ICMS Ecológico é um mecanismo tributário, que privilegia a manutenção de biomas, ao beneficiar os municípios que desenvolvem políticas públicas de proteção ambiental.

 

 

Especialista aponta os benefícios da reconstrução da auréola após cirurgia de mastectomia

Mariana Oliver, especialista em camuflagem estética, o procedimento de reconstrução é rápido e não exige pós-operatório

Caracterizado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) como o tipo de tumor mais incidente entre as mulheres brasileiras, estima-se que o câncer de mama seja responsável por mais de 16% dos óbitos derivados da doença no país. Quando há a ocorrência desse tipo de câncer, é comum que as pacientes passem pelo processo de mastectomia profilática, cirurgia preventiva de retirada completa das mamas. O procedimento reduz em até 90% o risco da doença retornar.

De acordo com a esteticista brasiliense e especialista em camuflagem estética e micropigmentação, Mariana Oliver, o processo de reconstrução da pele é extremamente significativo para a recuperação da autoestima feminina. “Com os atuais avanços tecnológicos do ramo, já é possível realizar a total reconstrução da auréola mamária que, muitas das vezes, se encontra deformada justamente devido aos procedimentos provenientes da mastectomia e que são cruciais para a manutenção da saúde”, ressalta a especialista.

Realizada a partir de técnicas de pigmentação, o procedimento de camuflagem para a reconstrução do mamilo atua como uma espécie de tatuagem sobre a pele. Uma vez que o mamilo é totalmente ou parcialmente reconstruído, aplica-se sobre ele uma pomada antibacteriana e um pequeno protetor de auréola para evitar desgastes na área e prevenir possíveis infecções.

Ainda de acordo com Mariana Oliver, embora muitas mulheres ainda tenham receio de realizar a camuflagem estética, seja por medo ou pela fadiga recorrente das demais cirurgias, o procedimento realizado com um profissional da saúde é seguro e não apresenta riscos às pacientes. “Diferente das cirurgias plásticas que exigem o desgaste referente ao pós-operatório, a reconstrução da auréola é um procedimento rápido, indolor e os resultados são visivelmente perceptíveis logo depois que a sessão é finalizada”, afirma a especialista em camuflagem.

Sobre Mariana Oliver – Formada em Direito, Coach e Tatuagem, Mariana Oliver já conta com mais de 40 diplomas na área da estética e da micropigmentação, onde utiliza de técnicas próprias para prestar um atendimento único e exclusivo a cada cliente. Além da camuflagem, também realiza diversos outros tipos de procedimentos estéticos, como o delineado dos olhos, jato de plasma, radiofrequência, micro labial, enzima de emagrecimento, entre outros. Em 2019, foi reconhecida como profissional de destaque pela Agência Nacional de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação (ANCEC).

SERVIÇO

Mariana Oliver Camuflagem Estética 

Endereço: 705/905 Sul, Edifício Santa Cruz, Sala 442, Asa Sul – Brasília (DF)

Telefone: (61) 98133-7701

Instagram: @marianaoliverestetica

Facebook: Mariana Oliver – Camuflagem de Estrias

Site: mariana-oliver-camuflagemestetica.negocio.site/

Você sabia que uma cerveja equivale a um pão?

A informação que um copo de cerveja equivale a um pão francês bem que poderia ser um mito, mas não é.

A bebida predileta de muitos brasileiros é uma fonte de carboidratos e atrapalha na perda de peso.

O médico Edson Ramuth, CEO do Emagrecentro, explica que a “gelada” sequer possui nutrientes que justifiquem o consumo em uma dieta de emagrecimento saudável.

“Outra armadilha comum é que, geralmente, a bebida chega à mesa acompanhada de porções, pão e outros alimentos que não colaboram com o processo. As pessoas até têm o costume de reparar o que está no prato, mas ignoram o que está no copo e isso é um erro”, comenta o especialista, autor do método 4 fases, plano de emagrecimento saudável baseado em estudos científicos e dividido nas etapas de desintoxicação, emagrecimento, reeducação alimentar e manutenção de peso.

Artigo | Financiamento (re)publicano de campanha

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Por Ismael Almeida

É ponto pacífico no meio político, dos que lidam com a formatação de campanhas eleitorais, que o dinheiro, e sobretudo a falta dele, é um ingrediente fundamental para se ter sucesso ou não numa campanha. Não por acaso, essa constatação é facilmente percebida até pelo senso comum: ninguém se elege sem dinheiro, por melhor que sejam suas ideias.

Como breve parêntese, vale lembrar que toda regra tem sua exceção. Em 2018, pudemos assistir esse paradigma ser quebrado, sem cerimônias, por vários candidatos ao legislativo federal, e inclusive pelo vencedor do pleito presidencial, Jair Bolsonaro, pois se elegeram usando a força das redes sociais e dando de ombros para os milhões gastos nas campanhas concorrentes.

Ainda é cedo para dizer se esse fenômeno foi apenas um ponto fora da curva no histórico das eleições brasileiras, ou se essa nova forma de fazer campanha eleitoral, sem a dependência direta de vultosos recursos financeiros, veio para ficar. Tenho um palpite de que a tendência é que esse formato vai se consolidar ao longo dos próximos anos.

Dito isso, e considerando que para a imensa maioria dos postulantes a cargos eletivos, o financiamento de campanha ainda é extremamente necessário, cumpre-nos discorrer um pouco sobre como funciona esse mecanismo, e também qual seria um modelo ideal para a nossa realidade, haja vista que em outros países existem experiências interessantes a respeito desse tema.

O âmago da discussão sobre o custeio de campanhas políticas reside em saber se esse mecanismo deve ser público ou privado. No Brasil, desde 2015, e por força de uma decisão do Supremo Tribunal Federal, o financiamento de campanhas passou a ser público, ou seja, custeado por recursos do Orçamento Geral da União. A Suprema Corte entendeu à época que a possibilidade de pessoas jurídicas privadas poderem financiar campanhas eleitorais poderia distorcer a vontade popular diante do poderio econômico das grandes empresas sobre os eleitos.

A preocupação é pertinente, pois não é desejável que os interesses econômicos possam sobrepujar a escolha popular a esse ponto. No entanto, sem colocar uma outra coisa no lugar, a decisão apenas recriou o cenário jurídico pré-1993, quando a doação de empresas também era proibida, mas mesmo assim não evitou a relação espúria de políticos e empresários que resultou no escândalo conhecido como Anões do Orçamento.

Por outro lado, os que defendem a possibilidade de doações de pessoas jurídicas alegam que a Constituição veda tão somente o abuso de poder econômico, e não proíbe o financiamento de pessoas jurídicas. Sustentam que a proibição deixa candidatos da oposição em desvantagem e que os partidos maiores — e com mais verbas públicas — ficariam em vantagem em relação aos menores.

Vimos, portanto, que existem bons argumentos para ambos os lados. No entanto, o fato é que que a assimetria causada por essa questão desequilibra as disputas e exatamente para acabar com essa distorção é que o sistema político precisa apresentar uma solução para esse problema, não só para garantir disputas mais justas, mas também porque isso resultará no aperfeiçoamento do nosso sistema democrático.

De fato, se por um lado o poder econômico através do financiamento privado pode criar uma espécie de controle sobre os eleitos, por outro, também não é salutar que os candidatos fiquem sob a dependência exclusiva da vontade de dirigentes partidários, que em muitos casos, utilizam critérios bem pragmáticos para a distribuição do fundo eleitoral.

Em países como a Alemanha, Espanha e Itália essa questão foi definida utilizando um sistema misto de financiamento (público e privado). Guardadas as devidas proporções e diferenças entre os sistemas políticos desses países com o Brasil, a lógica poderia ser perfeitamente aplicável por aqui.

Sendo mais específico, as doações de pessoas jurídicas privadas poderiam ser readmitidas no nosso processo eleitoral, mas com critérios claros e objetivos, que preservem a isonomia entre doadores, candidatos e partidos, e assegurem a legitimidade e normalidade das eleições em face do poder econômico.

Nesse contexto, as vedações possíveis seriam: as doações de pessoas jurídicas que possuam contratos com o Poder Público; recebam, a qualquer título, recursos públicos; recebam, na condição de beneficiária, contribuição compulsória em virtude de disposição legal; sejam entidades de classe ou sindical ou que sejam entidades beneficentes e religiosas. Tudo isso aliado a um bom sistema de fiscalização por parte da Justiça Eleitoral, coisa que, aliás, avançou bastante nos últimos anos.

Entendo, portanto, que esse seria um modelo muito mais justo e republicano, que daria maior equidade entre os postulantes a cargos eletivos sem afastar, no entanto, o papel dos partidos políticos em todo esse processo.

Ismael Almeida, consultor Político e especialista da Fundação da Liberdade Econômica.
 

Sobre a FLE

 

A Fundação da Liberdade Econômica (FLE) é um centro de pensamento, produção de conhecimento e formação de lideranças políticas. É baseada nos pilares da defesa do liberalismo econômico e do conservadorismo como forma de gestão. Criada em 2018, a entidade defende fomentar o crescimento econômico, dando oportunidades a todos. Nesse sentido, investe em programas para a formação acadêmica, como centro de pensamento e desenvolvimento de ideias. Ao mesmo tempo, atua como instituição de treinamento para capacitar brasileiros ao debate e à disputa política.

Câmara aprova medida que prevê perdão de até 99% de dívidas do Fies

Fundo de Financiamento Estudantil, Fies

Inscritos no CadÚnico terão benefício extra para quitar dívidas

Foi aprovada na noite de terça (17) a medida provisória (MP) 1.090 de 2021, que permite a renegociação de débitos para estudantes beneficiados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O benefício vale para pessoas que tenham adquirido financiamento até o segundo semestre de 2017 e não conseguiram completar os pagamentos. De acordo com o texto, o desconto pode chegar a 77% do valor total negociado, mas para estudantes que fazem parte do Cadastro Único de programas sociais (CadÚnico), o abatimento pode ser de até 99% do valor devido.

Confira os requisitos para a renegociação:

» Para estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 90 dias em 30 de dezembro de 2021: desconto da totalidade dos encargos e de até 12% do valor principal para pagamento à vista, ou parcelamento em até 150 parcelas mensais e sucessivas, com perdão de juros e multas;
» Para estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias em 30 de dezembro de 2021, que estejam cadastrados no CadÚnico ou que tenham sido beneficiários do Auxílio Emergencial 2021: desconto de 99% do valor consolidado da dívida, inclusive principal, por meio da liquidação integral do saldo devedor;
» Para estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias em 30 de dezembro de 2021 que não se enquadram na hipótese acima: desconto de até 77% do valor consolidado da dívida, inclusive principal, por meio da liquidação integral do saldo devedor.

A renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) pode atender pouco mais de 1 milhão de estudantes, que representam contratos no valor de R$ 35 bilhões. Os números são do Ministério da Educação (MEC) e levam em conta o total de 2,6 milhões de contratos ativos do Fies, abertos até 2017, com saldo devedor de R$ 82,6 bilhões. Desse total, 48,8% (1,07 milhão) estão inadimplentes há mais de 360 dias. O texto que facilita o pagamento dos atrasados foi editado no último dia de 2021 e ainda precisa de um decreto regulamentador.

Economia de mercado e democracia fazem do Brasil país confiável

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O ministro da Economia, Paulo Guedes

Paulo Guedes falou em congresso sobre mercado global de carbono

Ser uma democracia ocidental estruturada em uma economia de mercado, e estar localizado próximo aos mercados europeu e norte-americano, ajudará o Brasil a se beneficiar da busca cada vez maior de outros países por segurança energética e alimentar. Mas para garantir essa posição, é fundamental que o país se destaque também como uma potência verde que preserva recursos ambientais e avança na transição para fontes limpas de energia.

Estas foram as previsões apresentadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quarta (18) durante o Congresso Mercado Global de Carbono – Descarbonização & Investimentos Verdes. O evento, do qual participam ministros, secretários, empresários e autoridades, segue até sexta-feira (20) no Museu do Meio Ambiente, localizado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

“O Brasil já é uma potência verde, energética e alimentar. Essa ficha caiu para o mundo”, disse o ministro ao abrir seu discurso, no qual destacou a relevância deste papel na relação com outros países em um contexto de pós-pandemia de covid-19, seguido de uma guerra que alterou as cadeias produtivas globais.

Segundo ele, a pandemia fez o mundo mergulhar em uma economia digital. Já a guerra entre Rússia e Ucrânia resultou em “um problema muito mais urgente para os europeus: está faltando tanto a energia que era fornecida pela Rússia, como os grãos que eram fornecidos pela Ucrânia”, disse o ministro.

Proximidade e confiança

Guedes acrescentou que esse contexto mostrou ao mundo a relevância de dois “conceitos-chave” reforçados pelos EUA e pela Europa: o nearshore, que é a busca por negócios com países geograficamente próximos, de forma a facilitar a logística; e o friendshore, conceito relacionado a países mais confiáveis.

“Qual é a única plataforma de amigos que estão perto? É a do Brasil. Essa ficha caiu para os outros países”, disse Guedes. “Estamos perto, do ponto de vista de logística, e ao mesmo tempo somos confiáveis porque somos uma democracia com economia de mercado”, acrescentou.

Ainda segundo o ministro, um outro fator que é buscado pelas outras economias é o relativo à questão ambiental. Para ele, é fundamental que o país avance na transição para uma economia mais sustentável do ponto de vista ecológico.

Nesse sentido, Guedes destacou que a imagem do país tem mudado. A percepção do ministro tem, como base, conversas mantidas com autoridades estrangeiras. “Éramos visto como problema [do ponto de vista] climático para o mundo, percebidos como poluidores. Isso mudou”, disse.

Nessas conversas, Guedes tem reiterado a intenção brasileira de “taxar poluição, aplicando impostos para quem polui; de estimular inovações que usem tecnologias de despoluição; e de premiações, via remunerações àqueles que preservam recursos ambientais”.

Crédito de carbono

A preocupação com a questão da sustentabilidade está cada vez mais presente também nos grandes grupos econômicos e financeiros do exterior, conforme disse o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que também participou do Congresso Mercado Global de Carbono. Segundo ele, o Brasil tem muito a se beneficiar do mercado de crédito de carbono.

Na avaliação de Campos Neto, “sustentabilidade, hoje, é igual à produtividade”, disse pouco antes de classificar como “engenhoso” o mercado de crédito de carbono, por possibilitar, a cada país, internalizar os benefícios da redução de suas próprias emissões de carbono.

“Escuto muitos falarem de imposto de carbono. Em alguns casos, acredito ser justificável achar que um governo que cobra imposto e faz alocação lógica faz um bem”, disse. “Em 2008 [durante a crise financeira internacional], esse mercado se retraiu na Europa. Mas hoje vemos uma situação completamente diferente, após termos tido diversos impactos climáticos”.

Energia e agricultura limpas

O presidente do BC acrescentou que o Brasil tem se destacado por seu potencial de energia e agricultura limpas e, agora, pelos investimentos sustentáveis. “Este é um tema de fluxo de investimentos”, resumiu após lembrar que a nova divisão geopolítica decorrente da guerra na Europa representa também uma oportunidade para o Brasil, “na qual se procura países produtores de insumos, para se atingir o equilíbrio”

Nesse processo visando o desenvolvimento do mercado de carbono, Campos Neto destacou a necessidade de se criar fundos de investimentos focados em políticas de governança para a questão ambiental.

Congresso

O Congresso Mercado Global de Carbono – Descarbonização & Investimentos Verdes começou hoje e termina na sexta-feira (20).

Serão 24 painéis apresentados em quatro salas temáticas, além de sessões plenárias no início de cada um dos dias, totalizando mais de 100 palestrantes.

Também serão apresentados 120 cases de sucesso de empreendedores verdes em quatro miniauditórios.

VOO SIMPLES: Aprovada volta da gratuidade de bagagens até 23kg nos aeroportos

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Além da cobrança no despacho de bagagens, a MP do Voo Simples altera uma série normas do setor aéreo brasileiro. Texto modificado por senadores retorna para votação na Câmara dos Deputados

O Senado aprovou, a medida provisória do Voo Simples (MP 1.089/2021). A MP altera o Código Brasileiro de Aeronáutica  (CBA – Lei 7.565, de 1986 ), taxas de aeroporto e normas disciplinadoras do transporte aéreo no país.

A medida pretende desburocratizar e modernizar o setor aéreo, para melhorar o ambiente de negócios e atrair empresas estrangeiras.
Um dos destaques do texto aprovado é a volta da gratuidade do despacho de bagagens. Assim, o passageiro poderá despachar livre de taxas uma bagagem de até 23 kg em voos nacionais.

Em 2016, uma resolução da Agência Nacional de Aviação Civil tinha permitido que passageiros levar na cabine uma bagagem de até 10 quilo e permitiu às companhias a cobrar por despacho acima disso.

O relator da matéria, senador Carlos Viana (PL/MG), havia retirado a gratuidade do texto do Senado, mas por 53 votos a 16, os senadores mantiveram o despacho de bagagens aprovado na Câmara dos Deputados. Segundo o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), responsável pelo destaque para fazer valer a gratuidade do despacho das bagagens, a MP já apresenta avanços para o setor e a gratuidade da bagagem seria um benefício para o consumidor.

Outra mudança do texto da MP do Voo Simples é o limite do valor cobrado pelas companhias aéreas para o serviço de acompanhante de menores. Os senadores aprovaram que as companhias só podem cobrar, no máximo, 5% do valor da passagem.

“Os preços cobrados pelas companhias aéreas para que o mesmo funcionário acompanhe uma, 10 ou 20 crianças do check-in até o portão de embarque, posso dizer o valor máximo é de R$ 250, que muitas vezes corresponde à metade do preço do trecho ou 30% em outros, mas de qualquer maneira abusivos. Considerando que um único funcionário acompanha diversas crianças e todas pagam R$ 250”, afirmou o senador Carlos Portinho (PL/RJ).

Entre as principais alterações da MP em relação à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), estão a extinção de outorgas de serviços aéreas e redução de procedimentos para empresas interessadas em entrar no mercado de aviação brasileiro. As outorgas não precisam ser renovadas a cada 5 ou 10 anos, as empresas continuaram funcionando enquanto mantiverem as condições técnicas e operacionais.

Agora, o texto retorna à Câmara dos Deputados, para votação apenas do que foi mudado no Senado. A volta da gratuidade das bagagens será mantida, já que foi aprovada nas duas casas.

O Senado também aprovou, nesta terça-feira, a medida provisória (MP 1.094/2021)  que reduz a alíquota do Imposto de Renda Retido na Fonte para as operações de leasing de aeronaves e motores.

Repercussão

Na avaliação do presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, as duas MPs aprovadas pelo Senado são “positivas”. Mas chamou de “erro” o retorno da franquia obrigatória de despacho de bagagem.

“Um retrocesso que desalinha o país das melhores práticas internacionais para reduzir custos e juntamente com a liberação ao capital estrangeiro, estimular a competitividade. Vale lembrar que não existe bagagem gratuita, pois todos os passageiros vão ter de pagar essa conta. Era assim que funcionava anteriormente: o custo do despacho de bagagem era diluído em todos os bilhetes”, afirmou Sanovicz.

Com informações da Agência Senado

GDF mantém passagens de ônibus abaixo da metade do custo e sem aumento

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Secretário de Transporte e Mobilidade explica que, sem subsídio, a tarifa custaria em média R$ 10,00

O usuário do transporte público coletivo do DF paga, em média, menos da metade do custo real de uma passagem de ônibus. Sem o subsídio do GDF, uma obrigação legal estabelecida em contrato, o valor seria cerca de R$ 10,00. Os preços cobrados no DF ficam em torno de R$ 4,00, com direito a integração em até três embarques em sequência.

O secretário Valter Casimiro explicou que, no Distrito Federal, o passageiro não paga o suficiente para cobrir o custo total do transporte coletivo| Foto: Divulgação/Semob

Em entrevista nesta quarta-feira (18) o secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro, afirmou que o modelo subsidiado mantém a tarifa acessível ao usuário.

“É o melhor modelo de contrato para o transporte coletivo, pois permite que o sistema continue operando mesmo em momentos de crise, sem sobrecarregar na tarifa que é paga pelo usuário” Valter Casimiro, secretário de Transporte e Mobilidade

O secretário explicou que, no Distrito Federal, o passageiro não paga o suficiente para cobrir o custo total do transporte coletivo. A remuneração do sistema vem da tarifa técnica, prevista nas concessões, que é igual ao custo do transporte de um passageiro. Uma parte desse custo é remunerada pelo usuário, por meio da passagem, e a outra parte é subsidiada pelo governo como forma de manter o equilíbrio econômico-financeiro do sistema.

“É o melhor modelo de contrato para o transporte coletivo, pois permite que o sistema continue operando mesmo em momentos de crise, sem sobrecarregar na tarifa que é paga pelo usuário”, afirmou.

Casimiro explicou ainda o impacto da pandemia no custo da tarifa técnica. Segundo ele, durante quase dois anos, o sistema foi mantido com 100% da frota em operação e com baixa demanda de passageiros. O número de pessoas transportadas chegou a cair em 2020. Isso fez com que o custo do sistema aumentasse e, por isso, houve aumento nos valores de repasse para as empresas. Com o fim da pandemia, esse movimento do custo do transporte público ocorre ao contrário.

“O sistema está operando novamente com a mesma quantidade de pessoas transportadas antes da pandemia. Com isso, a tarifa técnica vem caindo e vai continuar sendo reduzida até o final do ano. No próximo ano, sem esse impacto da pandemia, vamos voltar para um patamar de repasse menor, que era o que acontecia antes da pandemia”.

“O sistema está operando novamente com a mesma quantidade de pessoas transportadas antes da pandemia. Com isso, a tarifa técnica vem caindo e vai continuar sendo reduzida até o final do ano”Valter Casimiro, secretário de Transporte e Mobilidade

Sobre os preços das passagens, o secretário voltou a afirmar que não haverá aumento este ano. “O governador Ibaneis, preocupado com a crise econômica que veio com a pandemia, decidiu manter 100% da frota em funcionamento e não aumentar as passagens”, disse.

De acordo com o secretário, além de remunerar mais da metade da tarifa técnica, o GDF paga também o custo total do transporte de estudantes e pessoas com deficiência. As gratuidades representam cerca de 20% dos gastos com transporte público no DF.

Melhoria do sistema

O secretário Valter Casimiro explicou que o modelo de contratos de concessão do transporte público coletivo do DF mantém o equilíbrio econômico-financeiro do sistema. Segundo ele, os valores que o GDF repassa para as empresas são verbas orçamentárias previstas em lei para pagar a tarifa técnica e manter o funcionamento do transporte.

Além de garantir a circulação dos coletivos durante a pandemia com preços acessíveis, o GDF desenvolve uma série de ações para melhorar o sistema.

“Sabemos que a pandemia mudou o comportamento das pessoas, além do aumento dos combustíveis e outras questões que vão fazer com que muitos deixem o transporte individual e prefiram o transporte público. Temos de estar preparados para absorver essa demanda”, disse Casimiro.

Segundo o secretário, o GDF está trabalhando para realizar a nova licitação do transporte coletivo, e uma das medidas será aumentar a frota de coletivos. Outros projetos, como a ampliação do metrô e a implantação do VLT na W3, também serão importantes para melhorar a mobilidade e o transporte público no DF.

*Com informações da Semob

 

Polêmica sobre mistura similar a leite condensado pode configurar propaganda parcialmente enganosa

Advogado explica porque venda de produto que parece uma coisa, mas é outra, pode gerar questionamento na justiça contra fabricante. Consumidor deve se policiar a ler mais os rótulos das embalagens para evitar ser ludibriado

Uma recente polêmica envolvendo uma das mais tradicionais e famosas marcas de leite condensado do Brasil tem feito com que muita gente fique mais atenta às informações constantes nos rótulos de produtos que se leva para casa. O fabricante em questão passou a comercializar um produto, que apesar da grande semelhança da embalagem, não é de fato leite condensado, mas sim uma mistura láctea condensada, que leva em sua composição amido de milho e soro de leite.

O fato acabou gerando uma forte repercussão negativa nas redes sociais, com muita gente criticando o uso de um recipiente praticamente igual ao do produto legítimo, o que teria induzido muitos consumidores a levar um produto, pensando que era outro. De acordo com advogado Eduardo Rodrigues, especialista em Direito do Consumidor e sócio do escritório Byron Seabra advocacia e Consultoria, por uma interpretação do  parágrafo 1º, do artigo 37, do Código de Defesa do Consumidor (CDC), o fabricante envolvido na polêmica, pode sim estar incorrendo na prática de propaganda parcialmente enganosa.

“O parágrafo 1º, do artigo 37, do Código de Defesa do Consumidor diz que é é enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, capaz de induzir a erro do consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre o produto ou serviço. Neste episódio em específico trata-se de comunicação parcialmente falsa”, esclarece o advogado.

O especialista no Direito do Consumidor afirma que mesmo que a marca tenha escrito na embalagem do produto que se trata de uma mistura láctea condensada, o fabricante responsável deveria, antes de mais nada, usar outra configuração visual do produto que desvinculasse do verdadeiro leite condensado. “Eles usaram no rótulo uma imagem que é praticamente igual à que é usada no leite condensado de verdade. Entendo que aí já há uma questão que pode levar facilmente o consumidor a um erro de escolha”, frisa. Eduardo lembra, inclusive, que infelizmente não é costume do brasileiro em geral ler as informações constantes nas embalagens dos produtos. “Nós, no geral, escolhemos os itens no supermercado muito pela publicidade visual. Nossa cultura é muito visual e não de ler”, destaca.

Preço abusivo


Outro aspecto levantado pelo advogado Eduardo Rodrigues, na polêmica envolvendo a famosa marca de leite condensado, é sobre o preço praticado pelo fabricante para o item similar, que sabidamente tem um custo de produção bem mais baixo. “Você tem um produto em que se usa amido e soro de leite para render mais, então o que se entende é que o custo desse produto ficou muito abaixo do que de fato é o leite condensado real. Portanto, deveria ser comercializado a um valor também bem mais barato. Neste caso em questão, o preço praticado pela marca no produto similar é praticamente o  mesmo do leite condensado”, alerta o advogado.

Segundo o advogado, ao não ter tomado os cuidados para que as pessoas não fossem induzidas a um erro de escolha do produto, o fabricante em questão está sim passível de ser acionado judicialmente por possíveis danos e prejuízos ao consumidor. “Uma providência nestes tipos de caso deve ser tomada pelo Procon, como órgão público responsável pela defesa do consumidor, que é quem irá acionar as empresas através de um procedimento administrativo e notificá-las para prestarem esclarecimentos e, sendo necessário, fazer as correções necessárias no produto”, explica.

Ler, sempre!


A orientação do advogado para se evitar prejuízos causados por essas estratégias de má fé, praticada por algumas poucas empresas, é sempre ficar atento e ler as informações constantes nos rótulos e embalagens. “É preciso escolher um produto não apenas por seu visual externo. Temos que criar esse hábito de ler o que está escrito e detalhado nas embalagens dos produtos, e escolher as marcas que de fato entregam o que divulgam em imagem”, frisa.

Outro aspecto importante lembrado pelo advogado sobre o hábito de ler as informações nas embalagens tem a ver com a saúde. “Às vezes, por falta de atenção a essas informações importantes, a pessoa pode levar para casa um produto que tem algum ingrediente do qual ela é alérgica, ou então ela pode estar com alguma dieta restritiva e consumir alguma coisa que pode agravar sua saúde ou atrapalhar algum tipo de tratamento”, lembra o especialista.

Ministério da Saúde amplia tratamento contra câncer no SUS

Inclusão deve gerar impacto de R$ 6,7 milhões no orçamento federal

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (18) a ampliação dos procedimentos oncológicos destinados ao tratamento do câncer. Passam a ser ofertados por 11 hospitais habilitados a peritonectomia e a quimioperfusão intraperitoneal hipertérmica. As portarias que preveem a oferta dos dois procedimentos foram  assinadas hoje pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

De acordo com o ministério, as novas incorporações ampliam as opções de procedimentos para o tratamento oncológico de dois tipos de câncer: mesotelioma peritoneal maligno (MPM), que atinge a região abdominal, e pseudomixoma peritoneal (PMP), tumor que se manifesta na cavidade peritoneal.

Foram também preparados protocolos específicos para orientação aos profissionais da saúde sobre as doenças e o uso dos novos procedimentos. Os protocolos são publicados conjuntamente pelas secretarias de Atenção Especializada à Saúde  e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, informa, em nota, o ministério.

A expectativa das autoridades é de que, a cada ano, 200 procedimentos para a cirurgia de citorredução com hipertermoquimioterapia sejam feitos no Sistema Único de Saúde (SUS). A inclusão dos novos procedimentos deve resultar em impacto de R$ 6,7 milhões no orçamento federal.

“Com a finalidade de acelerar o início da oferta tabelada desses procedimentos no âmbito do SUS, o Ministério da Saúde analisou os dados dos hospitais habilitados na alta complexidade em oncologia, relativos a cirurgias de câncer e cirurgias do aparelho digestivo, para avaliar quais estão capacitados para a realização imediata dos novos procedimentos incorporados”, diz ainda a nota.

Ainda segundo a pasta, os gestores locais do SUS poderão solicitar a habilitação de novos hospitais, desde que de acordo com os critérios estabelecidos na portaria a ser publicada.