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Como se tornar um investidor da Bolsa de Valores?

Consultamos um especialista sobre as principais etapas para operar no mercado financeiro

A B3, Bolsa de Valores do Brasil, mais que triplicou o número de investidores ativos nos últimos três anos. De lá pra cá os números saltaram de 900 mil para 5 milhões de investidores em 2022, o que significa mais de 500 bilhões de reais investidos.

A maioria dos novos investidores da Bolsa são jovens, com idade média de 32 anos, tendo muitos deles sido influenciados pela geração de influenciadores de finanças como Nathalia Arcuri, Bruno Perini e Raul Sena, que falam diariamente incentivando milhares de pessoas a iniciarem operações no mercado financeiro e portanto influenciaram o crescimento da bolsa.

Embora o mercado financeiro esteja em alta, é importante ter atenção e cuidado na hora de investir, muitas pessoas acabam adquirindo grandes prejuízos financeiros por operar sem o conhecimento e o treinamento necessário. Os investidores profissionais de sucesso atribuem o sucesso na área de investimentos ao foco, determinação, estudo e dedicação.

Para desenvolver habilidades na área, existe uma infinidade de cursos, treinamentos e mentorias que podem ajudar pessoas comuns a se tornarem investidores, mas é imprescindível realizar uma análise de um determinado profissional que garantir que vai consumir um conteúdo de qualidade e com boa reputação entre as pessoas. Alguns dos treinamentos mais renomados considerando qualidade do conteúdo, atendimento e reputação no Brasil são os cursos ‘’Do Mil ao Milhão’’ do Thiago Nigro, ‘’A única Verdade Possível’’ do Raul Sena e ‘’Mentoria Virando Investidor’’ do Carlos Magno, alguns dos principais influenciadores de finanças do Brasil.

Através deste tipo de conteúdo é possível aprender a investir com o auxílio de profissionais e uma comunidade de diversas outras pessoas com um objetivo similar de construir um patrimônio financeiro para o futuro.

Mas apenas fazer um curso não é o suficiente para garantir rendimentos como investidor, é preciso criar uma rotina de trabalho e colocar em prática o conteúdo aprendido, agir com cautela e responsabilidade e estudo contínuo, já que o mercado financeiro requer tempo e paciência para apresentar resultados, afinal algumas perdas são inevitáveis e trata-se de um mercado de risco, no entanto, através do devido treinamento é possível criar diferentes fontes de renda dentro do setor financeiro e diminuir o risco a partir de uma carteira variada de diversos formatos diferentes de ativos, incluindo ações e criptomoedas.

Se você é iniciante no mercado financeiro ou tem interesse em operar neste setor, nós falamos com o Eduardo Melo de Belo Horizonte, investidor da Bolsa há mais de 14 anos, influenciador e dono do canal EDUca Trader. Ele ministra um curso chamado ‘’De Zero a Trader’’ em que apresenta seu método de treinar novos investidores. Eduardo nos contou sobre as principais coisas a fazer para se tornar um trader, como enxergar os ganhos, as perdas e outros assuntos, veja:

Criar uma conta em uma Corretora de Investimentos

Para investir na Bolsa de Valores é necessário obter uma conta em uma corretora autorizada pelo Banco Central. O cadastro é simplesmente e geralmente gratuito, mas cada empresa pratica diferentes tipos de cobranças entre taxas únicas, taxas por operação ou comissão. As corretoras mais conhecidas para se cadastrar e começar a investir são a XP Investimentos, Nu Invest, Warren, Isaex, Rico e Toro. Para o cadastro é necessário dados cadastrais, foto de documentos e uma análise do perfil do investidor.

Tenha paciência e Controle Emocional

Neste mercado existem momentos de ganhos e perdas, portanto é necessário ter disciplina, paciência, organização e controle emocional, para que não haja empolgação quando houver lucro e nem desânimo com as perdas. O sucesso neste setor também está ligado a constância e desenvolvimento contínuo de habilidades.

Adquira Conhecimento

Participe de lives, eventos virtuais, leia jornais e invista em um treinamento adequado. Opte por cursos ministrados por profissionais que realmente promovem um conteúdo de qualidade e com resultados. Um bom termômetro é acompanhar as redes sociais, fazer parte dos grupos, ler comentários e saber de histórias de outras pessoas que já investiram no curso e tiveram uma experiência positiva.

Acompanhe as tendências

Um trader deve aprender a analisar o preço dos ativos e a tendência do mercado. É importante acompanhar os grandes players para detectar sempre qual lado deve estar, de comprador ou vendedor dos ativos em cada operação. Na maior parte do tempo, o trader está em busca de uma boa oportunidade.

Operação diária

De acordo com Eduardo, não é preciso mais que 3 horas por dia para operar no mercado financeiro, por isso é possível operar como investidor mesmo desempenhando outras atividades, mas é essencial usar parte do tempo livre para analisar o mercado e ter acesso a conteúdos que vão ajudar a melhorar o desempenho no mercado.

Lei que permite renegociação de dívidas do Fies é sancionada

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Fundo de Financiamento Estudantil,Fies

Redução pode chegar a 99% do valor, dependendo do caso

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com veto, a lei que permite a renegociação de dívidas do Programa de Financiamento Estudantil (Fies). Publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22), a Lei 14.375/22 beneficia os alunos que aderiram ao Fies até o segundo semestre de 2017.

Criado em 1999, o fundo foi instituído com o objetivo de financiar as mensalidades cobradas por instituições de ensino superior privadas para cursos de graduação de seus estudantes. Os valores dessas mensalidades são pagos, posteriormente e em parcelas, pelos estudantes beneficiados.

Com a sanção da lei, descontos de até 77% do valor da dívida poderão ser concedidos a estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias (na data de 30 de dezembro de 2021).

Já aos alunos inscritos no CadÚnico, ou que tenham sido beneficiários do auxílio emergencial em 2021, com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias, poderá ser concedido desconto de “até 99% do valor consolidado da dívida, inclusive principal, por meio da liquidação integral do saldo devedor”, detalha a Secretaria-Geral da Presidência da República.

A adesão à renegociação de dívidas do Fies deve ser feita por meio de canais de atendimento a serem disponibilizados por agentes financeiros, como Caixa e Banco do Brasil.

O Fies é também uma ferramenta que possibilita, ao poder público, fazer avaliações de instituições de ensino e de seus cursos de graduação.

Veto

O texto da lei encaminhada para a sanção presidencial instituía o Programa Especial de Regularização Tributária para Santas Casas, hospitais e entidades beneficentes que atuam na área da saúde, de forma a permitir também o refinanciamento de débitos de natureza tributária e não tributária vencidos até 30 de abril de 2022.

No entanto, após “manifestação das pastas ministeriais competentes”, o governo vetou o dispositivo que estabelecia que os descontos em dívidas concedidos com base no Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) “não seriam computados” na apuração da base de cálculo do imposto sobre a renda; da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); da contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Na avaliação da secretaria, “a medida incorreria em vício de inconstitucionalidade e contrariaria o interesse público, uma vez que a instituição do benefício fiscal implicaria em renúncia de receita”.

GDF participa de evento internacional sobre qualidade de vida

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A Sequali, da Secretaria de Economia, levou ao 22º Congresso de Stress e QVT da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), em Porto Alegre, questões relacionadas à proteção e promoção do bem-estar dos servidores e ao futuro do trabalho

O Plano Distrital de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) foi destaque, em congresso internacional realizado em Porto Alegre (RS). O projeto, desenvolvido pela Secretaria Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali), da Secretaria de Economia, foi apresentado no 22º Congresso de Stress e QVT da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR).

O Plano Distrital de Qualidade de Vida no Trabalho foi apresentado pela servidora Maviane Machado Ribeiro | Foto: Arquivo Secretaria de Economia

Na ocasião, o programa da Sequali foi apresentado pela servidora Maviane Machado Ribeiro, coordenadora de Ações de Qualidade de Vida e Desenvolvimento do Servidor. A Secretaria de Economia também foi representada pela subsecretária de Valorização do Servidor, Tânia Monteiro.

A Secretaria Executiva elaborou e consolidou o Plano Distrital de Qualidade de Vida no Trabalho (PDQVT), que criou uma base de diretrizes concretas para a execução de políticas de qualidade de vida no trabalho para os servidores do Governo do Distrito Federal (GDF). O programa foi apresentado em março de 2022, em cumprimento ao Decreto nº 42.375/2021.

Além da apresentação da proposta, o Plano Distrital de QVT traz as iniciativas de qualidade de vida, bem como indicadores e metas recomendados.

O Congresso

A programação do Congresso da ISMA-BR seguiu até esta quinta-feira (23), e incluiu em suas atividades o Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho e o 14º Encontro Nacional de Qualidade de Vida no Serviço Público.

A programação contou com palestras, simpósios, painéis e mesas-redondas. O congresso apresentou as principais tendências em estudos e pesquisas sobre temas como gerenciamento do estresse, burnout, estresse profissional e responsabilidade social, entre outros.

A Sequali representou o GDF no congresso apresentando e debatendo questões relacionadas à proteção e promoção do bem-estar dos servidores e ao futuro do trabalho.

O Plano Distrital de Qualidade de Vida no Trabalho pode ser acessado pelo site da Secretaria de Economia.

*Com informações da Secretaria de Economia

 

Receita alerta para golpes envolvendo a regularização de CPF

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Superintendência da Receita Federal, em Brasília.

Mensagens induzem as pessoas a pagar taxas para golpistas

A Receita Federal tem alertado os brasileiros sobre a existência de golpes com base em uma suposta regularização do CPF. Segundo a Receita, vários contribuintes têm recebido mensagens por SMS, WhatsApp ou e-mails informando sobre uma situação irregular a ser resolvida. Essas mensagens, no entanto, trazem links que induzem a pessoa a pagar uma taxa falsa com a finalidade de regularização do CPF.

Foram registrados casos de pessoas que pagaram o valor, foram à Receita depois e descobriram que não havia qualquer pendência. Em outros casos, havia pendências, como ausência de declaração e multas por atraso, de modo que o valor pago, no caso, R$ 275,00, de nada serviu.

Outra vítima pagou a taxa falsa, o serviço não foi executado e ele procurou a instituição. Ao fazer a pesquisa, a declaração entregue estava totalmente zerada. A empresa teria afirmado para ele que a retificação custaria mais R$ 170.

A regularização de CPF, no entanto, é gratuita e deve ser feita pelo site oficial da Receita Federal. Além disso, os alertas enviados pela Receita não trazem qualquer link de acesso. “Ao entrar, o contribuinte deve selecionar a opção ‘Meu CPF’, em que encontrará orientações sobre como corrigir sua situação cadastral de acordo com a irregularidade no sistema”, explicou a Receita.

Golpe

A abordagem dos criminosos nas mensagens traz a identificação como “Receita” e utilizando o termo IRPF, assim como as cores da entidade e da bandeira nacional. Esses detalhes levam a vítima a acreditar que se trata de uma mensagem de um órgão oficial do governo federal, o que é falso.

Beneficiário obeso custa R$ 33 mil por ano para a saúde suplementar

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Dados são de pesquisa do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar

Um estudo encomendado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) e realizado pela Orizon mostrou que o custo da obesidade grave e mórbida no sistema de saúde suplementar do Brasil representa, por beneficiário, R$ 2.750 por mês, o que somado ao ano resulta em R$ 33 mil. Segundo os dados da pesquisa apresentada no seminário Obesidade no Brasil: Impactos sociais e econômicos e como vencer essa pandemia, 22% dos sinistros que abrangem os anos entre 2015 e 2021, estão relacionados a consequências diretas com a doença e representaram um gasto de R$ 4,8 bilhões.

De acordo com os dados, na capital paulista a redução do número de obesos mórbidos em 50% levaria a economia em sinistros de aproximadamente R$ 96 milhões em 5 anos. O estudo mostra ainda que, embora doenças graves como cânceres e doenças cardiovasculares crônicas tenham tratamentos de longo prazo caros, o diabetes tipo 2 é a doença que mais custa para o sistema entre as comorbidades que podem ser prevenidas com a obesidade.

De acordo com o estudo, a realização de cirurgia bariátrica não é eficaz para intervir, a médio e longo prazo, nos custos de beneficiários no sistema de saúde suplementar e por isso não deve ser considerada como a única forma de combate a obesidade dentro do sistema.

O estudo avaliou os dados de faturamento de 9 milhões de beneficiários, o que corresponde a 19% dos vínculos da saúde suplementar. Foram estudados pouco mais de 80 mil beneficiários portadores da doença entre junho de 2015 a junho de 2021.

Segundo o estudo, os beneficiários com obesidade grave ou mórbida são 0,84% do total, ou seja, 84 em cada 10 mil. Entre os estudados, 60% dos gastos das operadoras são com o público feminino e 32% com o masculino.

Futuro

Outro estudo apresentado no seminário, intitulado Cenários para o futuro: como o aumento da prevalência da obesidade entre beneficiários pode impactar a sustentabilidade da saúde suplementar, revelou que em um cenário com ausência de intervenção sobre a taxa de obesidade, esse índice passaria de 26,8% em 2019 para 46,04% em 2030. Com isso, a despesa assistencial por beneficiário chegaria a R$ 3.131,37 (crescimento de 47,4%) e o percentual da despesa associado à obesidade atingiria 55,47% em 2030.

Se houvesse uma política de combate à obesidade exitosa, reduzindo o problema pela metade, a despesa assistencial por beneficiário seria de R$ 1.463,11, o que corresponde a uma redução de 31,1% e a parcela associada à obesidade seria de 5% em 2030. “Os resultados apontam a importância de ações de promoção e prevenção efetivas no setor de saúde suplementar com foco na obesidade para a sustentabilidade a longo prazo do setor”, conclui o estudo.

De acordo com as estimativas, em um cenário de ausência de intervenção sobre a taxa de obesidade, a projeção é de aumento da prevalência da obesidade, o que levaria a uma despesa de R$ 3.131,37 por beneficiário, com percentual da despesa associado de 55,47%, em 2030. Em um cenário em que houvessem ações de combate à obesidade com redução de sua prevalência pela metade os valores ficariam em R$ 1.463,11, com parcela associada à obesidade de menos de 5% em 2030, como consequência.

“Esse exercício permite ter uma ideia de como uma ação bem aplicada poderia impactar de forma relevante as despesas assistenciais. Embora exista uma gama de intervenções consideradas eficazes para gestão e prevenção da obesidade, sua oferta em larga escala ainda representa um desafio para os sistemas de saúde. Tais estratégias preventivas em larga escala demandam financiamento e superação de barreiras como infraestrutura médica limitada, fatores socioculturais, prioridades de saúde concorrentes”, destacou o estudo.

“Sabemos que é muito difícil conseguir redução da prevalência da obesidade, ainda mais nesse ritmo. O propósito dos estudos foi o de mostrar os impactos dessa tendência de aumento da prevalência da obesidade, que levou o Fórum de Davos a equipará-la a uma pandemia mundial. Esses números podem e devem ser aperfeiçoados e deve ser objeto de intensos debates. Mesmo que contenham certa imprecisão, são suficientemente significativos para recomendar ação e políticas que visem a contenção e mesmo redução dessa escalada da obesidade”, disse o superintendente executivo do IESS, José Cechin.

O Ministério da Saúde foi procurado para comentar os dados, mas não respondeu.

STJ: planos coletivos devem manter tratamento mesmo com cancelamento 

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Operadoras devem manter continuidade de tratamento de doenças graves

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quarta (22) que as operadoras de planos de saúde coletivos devem garantir a continuidade de tratamentos médicos no caso de rescisão unilateral do contrato de prestação de serviços.

Esses tipos de planos são oferecidos como benefícios assistenciais a grupos de trabalhadores de empresas. No caso de planos individuais, as operadoras já eram proibidas de cancelar o plano durante o tratamento.

Os processos que motivaram o julgamento envolvem uma mulher que teve câncer de mama e recorreu à Justiça após seu plano ser cancelado pela operadora e um adolescente, portador de uma doença grave.

Pela decisão da Segunda Seção do tribunal, as operadoras têm o direito contratual de cancelar o contrato, mas devem manter o tratamento indicado aos pacientes até a alta médica. Em contrapartida, o paciente deverá manter o pagamento da mensalidade do plano, com as condições contratuais originais.

De forma unânime, o colegiado definiu uma tese que deverá balizar os processos que tratam da mesma questão.

“A operadora, mesmo após o exercício regular do direito à rescisão unilateral do plano coletivo, deverá assegurar a continuidade dos cuidados assistenciais prescritos ao usuário internado ou em pleno tratamento médico garantidor da sua sobrevivência ou da sua incolumidade física até a efetiva alta, desde que o titular arque integralmente com a contraprestação devida.”

O caso julgado pelo colegiado firma o entendimento sobre a questão no STJ e poderá ser aplicado aos casos semelhantes que estão em tramitação no Judiciário de todo o país. As operadoras podem recorrer da decisão.

PRÉ-NATAL: SUS faz acompanhamento de gestantes de alto risco

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O acompanhamento adequado, até a 12a semana de gravidez, proporciona uma gestação mais saudável e diminui os riscos de morte materna ou fetais

Mais de 260 mil mulheres tiveram parto em gestação de alto risco no Brasil (cesariano e normal), de acordo com dados preliminares do Ministério da Saúde. O atendimento à gestante de alto risco é uma das prioridades da pasta, que deve investir R$ 1,6 bilhão na ampliação da Rede de Atendimento Materno Infantil (Rami). Mas para prevenir problemas, as mulheres devem buscar atendimento logo no início da gestação, até a 12ª semana de gravidez.

Os exames rápidos feitos na primeira consulta da gestante no Sistema Único de Saúde (SUS), como HIV e sífilis e os testes para identificação de disfunções no sangue, podem indicar a necessidade de um cuidado especial para a mulher e o bebê. Nesses casos, chamados de gravidez de alto risco, o SUS também oferece assistência integral.

O acompanhamento pré-natal adequado garante uma gestação mais saudável e diminui os riscos de morte materna ou fetais. Em 2020, segundo o governo federal, foram 1.965 óbitos maternos, número 24,2% maior do que em 2019. De acordo com a diretora do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas do Ministério da Saúde, Lana de Lourdes Aguiar Lima, a redução desse número é um dos principais objetivos da pasta. “Estratégias inovadoras, com recursos da Saúde Digital, estão sendo incentivados para melhoria da qualidade e do acesso às gestantes que enfrentam as barreiras de acesso comumente encontradas nas áreas remotas do país”, diz.

A enfermeira da rede pública de saúde do Distrito Federal, Isabella Damascena, alerta que não existe gestação sem risco. “A maioria tem baixo risco, mas quando há alteração, pressão alta por exemplo, há o pré-natal específico de alto risco na rede pública”, explica.

A gravidez de alto risco exige acompanhamento mais específico e em geral em clínicas materno-infantis ou hospitais, para que as gestantes sejam acompanhadas por profissionais especializados. Se em uma gestação for constatada a má formação do feto, por exemplo, essa mulher precisa ser encaminhada para uma unidade de saúde que tenha especialidade em medicina fetal, o que ocorre a partir da Atenção Secundária.

“A mulher, quando apresenta alterações durante o pré natal, tem risco aumentado de desenvolver alguma doença após a gestação e de complicar essa patologia. Por isso precisamos do cuidado específico e rigoroso”, completa a enfermeira Isabella.

Entre os fatores que caracterizam uma gravidez de risco estão:

  • Doenças hipertensiva
  • Gestação gemelar
  • Placenta prévia
  • Malformações fetais
  • Diabetes gestacional
  • Características individuais e condições sociodemográficas desfavoráveis
  • Problemas em gestações anteriores

Toda gestante tem direito ao pré-natal no SUS Após constatação da gravidez por exame de sangue, que pode ser feito em qualquer posto de saúde ou hospital público, a mulher deve comparecer a um posto de saúde com identidade e comprovante de residência.

Para mais informações, acesse o site do Ministério da Saúde: saude.gov.br

Ibaneis abre 20 pontos de vantagem e pode ganhar no primeiro turno, aponta pesquisa Metrópoles/Ideia

Levantamento mostra o governador com mais que o dobro dos votos do segundo colocado

Candidato à reeleição e favorito na corrida ao Palácio do Buriti, o governador Ibaneis Rocha (MDB) tem 34,5% das intenções de voto e coloca mais de 20 pontos percentuais à frente do segundo colocado na disputa pelo Governo do Distrito Federal. Os números são da Pesquisa Metrópoles/Ideia divulgada na noite desta quarta-feira (22).

No segundo pelotão, aparece o senador José Antônio Reguffe (União Brasil), com 14,8%. Nos bastidores, fala-se que Reguffe pode desistir da disputa e sair candidato a deputado federal.

Na rabeira, a pesquisa aponta uma distância ainda em relação aos demais pré-candidatos ao Palácio do Buriti.

Os números são da da pesquisa estimulada, quando os entrevistados escolhem entre os nomes apresentados em uma lista contendo os possíveis candidatos a disputar o GDF em 2022.

8,2% dos eleitores responderam que, caso as eleições fossem hoje, votariam branco ou nulo. O percentual de eleitores indecisos é de 19,2% que disseram não saber em quem votar.

Segundo a pesquisa Metrópoles/Ideia também no levantamento espontâneo de intenção de voto, quando o entrevistado fala o nome do candidato em quem votaria sem as opções terem sido indicadas, o governador Ibaneis é o favorito e o preferido de 25,5% dos eleitores, seguido de Rafael Parente, que tem 3,8% das intenções de voto. Reguffe foi lembrado por 3,5% do eleitorado na pesquisa espontânea.

Foram entrevistadas entre os dias 16 e 21 de junho, 1,2 mil pessoas de 16 anos ou mais em todas as regiões administrativas do Distrito Federal.

A pesquisa quantitativa foi realizada com aplicação de questionário estruturado, por meio de inquérito telefônico, com plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução e nível econômico do entrevistado.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-04171/2022.

Governo Ibaneis reforça apoio à recomposição salarial das forças de segurança

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Governador recebeu representantes de entidades e sindicatos das polícias do DF

O governador Ibaneis Rocha recebeu representantes das forças de segurança e das entidades e sindicatos das polícias do Distrito Federal para tratar sobre a proposta de recomposição salarial deste público. O encontro foi um reforço do apoio já prestado pelo chefe do Executivo que, em março, encaminhou ao governo federal a proposta de reajuste de 10% para as polícias civil e militar e Corpo de Bombeiros Militar.

“Essa reunião foi solicitada pelas entidades de classe das forças policiais para verificar o andamento em relação à recomposição salarial, que foi deferida e autorizada pelo governador Ibaneis Rocha e encaminhada à União”Júlio Danilo, secretário de Segurança Pública

Presente na reunião, o secretário de Segurança Pública, Júlio Danilo, lembrou as ações do governo e o aumento de 8% já conquistado pela gestão ainda em 2019.

“Essa reunião foi solicitada pelas entidades de classe das forças policiais para verificar o andamento em relação à recomposição salarial, que foi deferida e autorizada pelo governador Ibaneis Rocha e encaminhada à União. Todos os esforços necessários pelo GDF foram feitos dentro do prazo, tanto pelo governador, como pelos comandos e a Secretaria de Segurança Pública”, disse.

O secretário também colocou ações do governo como a nomeação de mais de 3,5 mil profissionais da segurança pública, as reduções de interstício, o plano de saúde para a Polícia Civil, entre outras medidas. “Colocamos toda a valorização feita pelo governador, as diversas reduções de interstício, o aumento de 8% concedido lá em 2019, o plano de saúde para a Polícia Civil, o auxílio-uniforme e o aumento do auxílio-alimentação da PCDF, os mais de 3,5 mil nomeados e o concurso em andamento da PCDF e os aprovados para o ano que vem, da PMDF e Corpo de Bombeiros”, acrescentou.

Também participaram da reunião o comandante da PMDF, coronel Fábio Augusto Vieira; o comandante do CBMDF; Alan Araújo; o delegado-geral da PCDF, Robson Candido; os deputados distritais Rafael Prudente e Hermeto; e representantes de sindicatos.

TSE: partidos devem seguir mesmas coligações para governo e Senado

Decisão foi motivada por consulta feita por deputado federal

Por quatro votos a três, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que partidos coligados para concorrer aos governos dos estados não podem fazer outra aliança para o cargo de senador. Os ministros mantiveram a jurisprudência da Corte no sentido de vedar a possibilidade de que as siglas que se uniram para disputar a vaga de governador formem coligações distintas para concorrer ao Senado.

Na sessão dessa terça-feira (21), nos casos em que a coligação não abranja as duas vagas, de governador e senador, o TSE autorizou os partidos a lançarem candidaturas próprias – fora da aliança – para o cargo remanescente. Assim, também foi confirmada a possibilidade de uma agremiação, sem integrar qualquer coligação, lançar candidata ou candidato ao cargo de senador individualmente.

Motivação

A decisão foi motivada por uma consulta feita pelo deputado federal Waldir Soares de Oliveira (União Brasil – GO). Ele pediu esclarecimentos sobre as possibilidades de lançamento de candidaturas de senadores quando já houver aliança definida em torno da candidatura ao governo do estado. Entre elas, se partidos coligados ao cargo de governador podem lançar individualmente candidatos para senador.

Ele também cobrou posição se um partido sem coligação pode lançar candidato ao Senado e se é obrigatório que as coligações firmadas na disputa ao governo do Estado sejam seguidas em relação ao Senado.

Foram favoráveis à medida os ministros Mauro Campbell, Benedito Gonçalves, Carlos Horbach e Alexandre de Moraes.  Os votos contrários foram dados pelos ministros Ricardo Lewandowski, Sergio Banhos e pelo presidente do TSE, Edson Fachin.