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Museu de Arte de Brasília recebe palestra sobre o legado de Sergio Rodrigues

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O evento dá continuidade ao projeto: “Sergio Rodrigues e o mobiliário moderno da Universidade de Brasília”

Nesta quinta-feira (01), às 19h, o Museu de Arte de Brasília recebe palestra do designer Fernando Mendes. O encontro é a última parte do projeto “Sergio Rodrigues e o mobiliário moderno da Universidade de Brasília”, que contou com mostra exposta no MAB e catálogo com parte da obra do arquiteto e designer homenageado.

Autodefinindo-se como designer-marceneiro, ou artífice, Fernando Mendes confessa: “o próprio fazer da marcenaria me inspira”. De fato, a madeira não é apenas a matéria prima com que ele cria beleza e funcionalidade; ela é também sua musa inspiradora, antecipando-se às vezes ao desenho, que em geral vem antes.

Além dos seus estudos e personalidade autoral, Fernando Mendes desenvolveu seu estilo baseado, sobretudo, na estreita convivência que manteve com Sergio Rodrigues. Com ele, aprendeu a exercer a inteligência combinatória do design de interiores e da arquitetura estrutural, reforçado pelos traços da brasilidade.

Nos últimos anos, Fernando também teve a oportunidade conviver com o grande acervo de desenhos e obras do seu mestre no Instituto Sergio Rodrigues. Desse trabalho, além da reedição e descoberta de novos produtos, teve início uma série de palestras intitulada “Sergio Rodrigues, Seis Décadas de Design”. A apresentação, ministrada por Mendes, traça um panorama da vida e obra desse símbolo do mobiliário brasileiro.

O projeto foi realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e contou com o importante apoio do Instituto Sergio Rodrigues e do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília – PPG – FAU-UnB.


Após criar plano de saúde e pagar a 3ª parcela, Ibaneis mira reajuste geral para servidor

 Afirmação foi feita em entrevista à rádio Alpha FM na manhã desta terça-feira (30). Durante a conversa, Ibaneis também falou sobre o trabalho na saúde, mobilidade e no social

Candidato à reeleição, o governador Ibaneis Rocha (MDB) pretende conceder um reajuste geral aos servidores em um segundo mandato. A afirmação foi feita em entrevista à rádio Alpha FM 89,9, na manhã desta terça-feira (30). Durante a conversa, Ibaneis também falou sobre o trabalho na saúde, mobilidade e no social.

“Pretendemos, no próximo mandato, partir para o reajuste de todas as categorias. Um reajuste que atenderia os quatro anos e parcelado. Temos algumas categorias que é preciso reduzir a disparidade, temos que equalizar isso”, afirmou Ibaneis Rocha.

O governador explicou que no primeiro mandato atuou para pagar débitos na ordem de R$ 8 bilhões e que colocou em dia o pagamento de pecúnias e efetivou o pagamento da terceira parcela do reajuste, que era devida pelos dois governos anteriores.

Além disso, a atual gestão tirou do papel o Plano de Saúde do servidor, que hoje atende 80 mil vidas e será expandido. “Está atendendo maravilhosamente bem, temos 80 mil pessoas dentro do plano de saúde, expandimos para a Polícia Civil e pretendemos levar para a PMDF. Sem o servidor público trabalhando motivado a gente não consegue avançar muito”, acrescentou.

O governador destacou também que a redução de ICMS sobre os combustíveis, imposta pelo governo federal, resultou em perda de arrecadação, o que afetou no chamamento de servidores aprovados em concurso. Ainda assim, ele disse que é possível que mais profissionais sejam chamados quando for exequível.

Ibaneis também falou das sete UPAs construídas em sua gestão e das dez UBSs. Pontuou que o número de equipes de Estratégia da Família dobrou e em um segundo mandato pretende ampliar o atendimento na ponta, onde são resolvidos 80% dos problemas de saúde.

Em relação à mobilidade, o governador aposta na ampliação do metrô em Samambaia e na construção do BRT Norte, atendendo a região de Planaltina. “O metrô nós conseguimos os investimentos para expandi-lo em Samambaia. Vamos atrás dos recursos para investir na Ceilândia e na Asa Norte. E vamos atrás também de investir no BRT Norte, que vai chegar até Planaltina”, afirmou.

Sobre a assistência social, Ibaneis lembrou que contratou mais de 1,1 mil funcionários e expandiu a carga horária de profissionais de 30 para 40 horas. Ressaltou que o questionário feito à população no preenchimento do cadastro é complexo e demanda tempo. E, por fim, esclareceu que os atendimentos no governo aumentaram porque hoje há mais benefícios concedidos para a população. “As pessoas vão às filas porque tem benefício social para ser entregue à sociedade. No último ano do governo Rollemberg ele entregava seis mil cestas básicas por mês. Nós criamos o Cartão Prato Cheio que entrega hoje 87 mil cartões com R$ 250 reais às famílias”, elucidou.

Paulo Octávio enfrenta problemas em sua campanha e pode desistir

Empresário e ex-governador, PO tem dessabores que vão desde a problemas judiciais e a rejeição do eleitor ao seu partido, que pode influir, inclusive, na campanha de seu filho

Candidato pelo PSD, o empresário e ex-governador Paulo Octávio vive um dos piores momentos na tentativa de retorno a política. Maior ainda que passou na deflagração da Operação Caixa de Pandora, quando teve que renunciar o cargo para sair do holofotes da investigação da Polícia Federal.

O cenário é de incertezas para sua campanha. Paulo Octávio se afastou da política nos últimos anos e tenta voltar para, principalmente, emplacar o seu herdeiro, André Kubstichek, como deputado federal.

O clima no comitê de campanha não é bom. Quem trabalha lá, confidencia que a equipe central que deveria estar trabalhando especificamente para a campanha ao GDF, na verdade está mais preocupada com a eleição de André. Isso vem causando revolta em outros candidatos do partido.

Muitos analisam que a desistência de Paulo Octávio hoje seria a melhor forma de apaziguar os ânimos dentro da legenda. E poderia até facilitar a vida de seu filho, trazendo tranquilidade tanto para ele, quanto para os demais candidatos a deputado federal pelo PSD.

Outro problema enfrentado é a crescente rejeição que o partido de Paulo Octávio vem sofrendo. E o principal responsável é o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, considerado hoje o maior culpado pelas ações arbitrárias e fora da Constituição Brasileira promovidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Pacheco hoje é o filho feio do PSD. Em vários estados, candidatos tentam descolar a imagem do presidente do Senado do partido. No Distrito Federal a situação é pior ainda, já que o eleitor brasiliense está mais perto do poder central, e acompanha de perto a escalada autoritária sob às vistas cegas de Rodrigo Pacheco.

A vergonha instituição de Rodrigo Pacheco respinga diretamente em Paulo Octávio. E pode, inclusive, atrapalhar os planos dos candidatos a deputados. A tendência é que PO tente se descolar o máximo de Pacheco, o que seria quase impossível, e desistir para cuidar exclusivamente da eleição do seu filho, André.

Paulo Octávio, elegendo seu filho, voltaria a cuidar dos seus negócios, muitos deles ligados diretamente a setor público. E desistir de vez da política.

Quase 90% dos deputados federais tentam reeleição este ano

Percentual é o segundo mais alto dos últimos 20 anos, diz Justiça Eleitoral

Pelo menos 451 dos atuais 513 deputados federais tentarão se reeleger no próximo dia 2 de outubro, quando ocorrerá o primeiro turno das eleições deste ano. O número, que representa cerca de 88% da atual legislatura, é o segundo maior dos últimos 20 anos, abaixo apenas do resultado de 2006, quando 491 políticos com assento na Câmara dos Deputados buscaram a renovação do mandato por mais quatro anos.

Nas eleições gerais de 2018, 413 deputados federais concorreram à reeleição, e 289 tiveram votação suficiente para integrar a atual legislatura, informou a Câmara dos Deputados.

Os pormenores sobre as candidaturas registradas constam do Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (Sgip) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em cujo site é possível verificar que os 451 deputados federais que tentam a reeleição representam menos de 4,5% dos 10.482 candidatos à Câmara Federal.

Além do maior número de parlamentares federais tentando a reeleição, 64 deputados estão na disputa por governos estaduais, pelo Senado e pela Presidência da República, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Somando-se os números do TSE e do Diap, conclui-se que apenas dois dos atuais deputados federais não disputarão a eleição.

Assembleias Estaduais

Os deputados federais são escolhidos pelo chamado sistema proporcional, no qual não são necessariamente eleitos os candidatos mais votados, mas sim os representantes de partido ou coligação partidária que receberem o maior número de votos, até o limite do conjunto de vagas obtidas por seu grupo político, de acordo com o cálculo do quociente partidário.

Também são escolhidos por esse sistema os deputados estaduais e distritais, além dos vereadores, que não estão na disputa deste ano. No primeiro caso, há 809 parlamentares tentando ser reconduzidos ao cargo nos 26 estados brasileiros. Já no Distrito Federal, 20 dos 24 deputados distritais buscam manter o mandato na Câmara Legislativa.

Entre os 451 deputados federais que pretendem renovar o mandarto, 69 são filiados ao PL, partido do presidente da República, que é candidato à reeleição, Jair Bolsonaro. Pelo PT, buscam a reeleição 54 deputados federais; pelo União Brasil, 46; pelo PSD, 45; pelo PP, 44; além das demais legendas.

Buscam a renovação do mandato 389 dos atuais deputados federais e 62 deputadas.

A maioria dos 809 deputados estaduais que tentam a reeleição é filiada ao União Brasil (79) e ao MDB (79). O PL e o PT têm, cada um, 77 postulantes à reeleição, e o PP, 73. São 679 homens e 130 mulheres.

Manifesto | Hora do reencontro

Aproxima-se o momento do reencontro dos brasileiros com o Brasil.

Apesar da “grande mídia” insistir que existe uma disputa Lula x Bolsonaro, essa disputa não existe bastando sair as ruas para constatar a enorme distância que separa os 2 candidatos, na preferência do cidadão.

Criaram essa cortina de fumaça para esconder a verdadeira batalha que se trava no Brasil, desde 2013.

A verdade é que existem 2 brasis, o real, composto de pessoas simples, que trabalham e produzem, que querem sustentar suas famílias com o suor do seu trabalho, que querem viver em paz, que aceitam pagar impostos, que não querem que o estado fique metendo sua colher enferrujada onde não deve, que não quer ser humilhado por ninguém, muito menos por quem nada faz, nem produz.

Este é o país real que Machado de Assis, Darcy Ribeiro, Roberto Damatta, Nelson Rodrigues e tantos outros perceberam e louvaram.

Doutro lado, em contrapartida existe o país oficial, composto de veículos de comunicação que sempre viveram às custas do dinheiro público (dos pesados impostos pagos pelo país real) apelidados de “verbas publicitárias “, e que atualmente rareou; composto de maus e despreparados agentes públicos/políticos que, além de nada produzir, são perdulários, gastando dinheiro público para satisfazer interesses corporativistas ilegítimos, banqueteando-se com lagostas e vinhos importados e caros.

Composto ainda de pessoas despreparadas usando as relevantes funções públicas para dar vazão a seus instintos autoritários, gerando insegurança jurídica para os cidadãos.

Este é o país oficial tão bem percebido pelos pensadores acima citados.

Estes 2 brasis sempre estiveram na nossa história; a diferença é que desde 2013, naquelas legítimas e soberanas manifestações populares, o país real, produtivo, provedor, ordeiro e pacífico avisou que não mais tolerará e nem sustentará o país oficial-paquidérmico, mastodante, ineficiente, improdutivo, preguiçoso e arrogante.

Acontece que o Brasil dos verdadeiros brasileiros acordou, e isso gerou o desespero do país oficial que agoniza, derrotado pela cupidez, despudor, mesquinhez, sordidez, torpeza, arrogância e vilania que apodreceram suas vigas.

Para a pútrida “grande mídia”, ventríloquo e porta voz do país oficial, reconhecer que a guerra verdadeira travada hoje é entre o país real e oficial, significaria antecipar a derrota certa desse país oficial de parasitas e apátridas, assim alcunhados por Darcy Ribeiro, ou caricatos e burlescos conforme lecionado por Machado de Assis.

Talvez isso explique porque o país oficial tem tanto medo de manifestações, principalmente as da independência, pois eles sabem que soberano é a vontade popular, e quando nas ruas, elas sabem exercer a sua soberania, sem se deixar ludibriar por linguajar rebuscado de palavras difíceis que só servem para alimentar o ego e a arrogância de seus indigentes intelectuais numa masturbação sociológica, também conhecida como ativismo.

Isto posto, óbvio que o divórcio já aconteceu, faltando apenas o juiz de Berlim homologar.
Não se deixe enganar: a briga não é bolsonaro x Lula. A batalha é muito maior, é entre o país real, dos brasileiros trabalhadores, provedores, ordeiros, pacíficos e o país oficial, dos parasitas, apátridas, ineficientes e paquidérmicos.

Viva o Brasil real e único.

Brasília, 30 de agosto de 2022.

Acilino de Almeida Neto

Alberto Jorge Ribeiro Leite

Amilton Figueiredo

André Luís Nunes Gomes

Cristiano Caiado

Dulce Teresinha Barros Mendes de Morais

Fátima Bispo

Francisca Aires

Guilherme Pontes

Ivan Rodrigues Rocha

João Bosco Santana

Jorge Mauricio Rodrigues da Silva

Kaydher Alasmar

Lisbeth Vidal de Negreiros Bastos

Márcia Lygia Ribeiro de Almeida Camargo

Mário Sérgio Costa Ramos

Paulo Kramer

Raimundo Ribeiro

Ricardo Callado

Ronan Carlos Meira Ramirez

Cidadãos conscientes

Eleições em Goiás | Proposta de Mendanha que resolverá problema de energia não dará dinheiro à Enel

O aporte financeiro de até R$ 2 bilhões para melhorar a distribuição de energia será realizado pelo setor produtivo, que contará com o auxílio de um fundo de financiamento estadual

O candidato ao Governo de Goiás Gustavo Mendanha (Patriota) explicou nesta segunda-feira (29), durante a sabatina do Fórum Empresarial, promovido por entidades empresariais de Goiás, a proposta de seu plano de governo para resolver o problema de distribuição de energia elétrica, para retomar o crescimento econômico e aumentar a competitividade do Estado.

O Fórum Empresarial de Goiás é composto pela Fieg, Fecomércio GO, Faeg, Adial, Facieg, FCDL-GO, Acieg e Sistema OCB/GO, entidades ligadas ao comércio, indústria, agronegócio e cooperativismo.

Nos últimos anos, os problemas em energia elétrica têm afetado o desenvolvimento de Goiás e trazido prejuízos aos produtores rurais, industriais e empresários de várias atividades econômicas. A participação da indústria no PIB, por exemplo, caiu e a competitividade de Goiás também.

O atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), tem culpado, durante entrevistas como candidato à reeleição, a má distribuição energética pela falta de crescimento de Goiás. Repete o que disse em 2018, mas não fez nada como governador e não propõe uma solução.

Ao contrário de Caiado, o candidato a governador pela Coligação Estado Inteligente (Patriota 51, Republicanos, Agir, DC, PMB, PMN e Pros), Gustavo Mendanha, registrou o Plano de Gestão no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) com uma proposta factível de ser aplicada, a partir de 2023.

“Caiado teve quatro anos para resolver e se não for resolvido, iremos voltar a ver apagões em Goiás”, disse durante a sabatina.

A proposta de Mendanha é que sejam construídos 800 quilômetros de linhas de transmissão, 22 novas subestações e reforma de outras 12.

O aporte financeiro para a execução desse serviço será a partir de um fundo criado pelo governo estadual no valor de R$ 2 bilhões. A previsão é de que o retorno financeiro do fundo ocorra em 10 anos.

O programa “Parceiros de Goiás” entre eles o setor produtivo, consórcio de municípios ou associações, que tiverem interesse em financiar, seja retomando ou construindo equipamentos necessários, serão ressarcidos na conta junto à Concessionária de Distribuição de Energia.

Esse formato de parcerias já foi realizado, a exemplo de uma grande empresa de frigoríficos, a Pif Paf, e também uma das maiores empresas de mineração do mundo, Anglo American, tiveram que realizar investimentos em parceria com a concessionária de distribuição de energia. As duas geram milhares de empregos em Goiás.

Porém, o governo Caiado não estimulou nenhuma parceria e agora segue sem apresentar uma proposta.

Mendanha avalia que ao solucionar o problema da distribuição de energia, haja mais investimentos em Goiás, com a instalação de mais empresa e a ampliação do agronegócio. “Esse projeto é uma luz no final do túnel para os Goianos. Ao atrair empresas são oferecidas novas oportunidades de trabalho, e auxilia na resolução dos problemas sociais”, explica.

Além disso, com o aumento da demanda pela energia elétrica, aumenta a arrecadação do governo, uma vez que a energia é uma das principais fontes de receitas.

Ao final da sabatina, os representantes do Fórum Empresarial entregaram uma carta-proposta com as principais demandas da entidade.

SISTEMA DE ENERGIA

Para que a energia chegue até o consumidor são necessárias três etapas: Geração, Transmissão e Distribuição. Até os anos 2000, a Celg era responsável por toda operação do sistema.

Desde 2004, com o marco da energia elétrica – Lei que determinou a separação das empresas-, as etapas foram divididas. A Celg D, que foi vendida à Enel em 2016, ficou responsável pela distribuição, e a Celg GT, que ficou com as etapas de geração e transmissão, foi dividida e teve a área de transmissão vendida por R$ 1.9 bilhão para a EDP, em 2021 pelo atual governador.

As usinas que foram instaladas em Goiás geraram 21,9 mil Gw/hora por ano, número maior que o consumido pelos goianos, que é de 14,5 mil Gw/hora por ano. Ou seja, o problema não está na geração de energia, mas sim na transmissão e distribuição, feitas pela Celg GT e Enel.

Para defesa de Luciano Hang, decisão de Alexandre de Moraes contém ilegalidades e inconstitucionalidades

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Crítica veio após a retirada do sigilo sobre operação contra empresários

A defesa de Luciano Hang teve ciência na tarde da última segunda-feira (29), pela imprensa, do motivo que levou à decisão proferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes contra os oito empresários que foram alvo de uma operação da Polícia Federal no último dia 23.

Embora a operação tenha acontecido há uma semana, a pedido da Polícia Federal ao STF e por decisão do ministro estava sob sigilo até esta segunda, quando Moraes divulgou os autos. Em nota, os advogados Breno Brandão, Murilo Varasquim e Victor Leal, que representam o empresário, afirmaram que “Com assombro verificou-se a completa inexistência de fundamento para a decisão em relação a Luciano Hang e a violação brutal aos seus direitos fundamentais”.

Outra crítica dos advogados é que as decisões envolvendo o caso são divulgadas diretamente para a imprensa. No entanto, até hoje não foi fornecido acesso para a defesa aos autos.

Confira a nota na íntegra com todos os detalhes

NOTA À IMPRENSA

A defesa de Luciano Hang teve ciência nesta tarde, pela imprensa, da decisão proferida pelo Min. Alexandre de Moraes contra os 8 empresários.  Com assombro verificou-se a completa inexistência de fundamento para a decisão em relação a Luciano Hang e a violação brutal aos seus direitos fundamentais.

Em resumo seguem as ilegalidades e inconstitucionalidades da decisão:

  1. a) Falta de Fundamentação – art. 93, IX, da Constituição Federal[1]. – A decisão não indica sequer quais seriam as mensagens de Luciano Hang que constituiriam um ato antidemocrático.
  2. b) Violação à liberdade de expressão e associação – art. 5º, IX e XVI[2] – É inconstitucional a restrição a liberdade de manifestação e reunião pacifica dos empresários.
  3. c) Ausência de violência afasta os crimes alegados (que jamais foram praticados) – 359- L – Lei nº. 14.197/2021[3] – os crimes contra instituições democráticas, segundo a lei que revogou a Lei de Segurança Nacional, exigem conduta de violência e de grave ameaça.
  4. d) Violação do direito à intimidade – Art. 5º, X CF[4] – pelo acesso a mensagens privadas, todos os arquivos pessoais e até histórico de localização dos empresários.
  5. e) Violação ao devido processo legal – art. 5, LIV, CF[5]:

e.1O STJ já consolidou que meros prints de WhatsApp não servem como prova em demandas criminais[6];

e.2) Incompetência absoluta do STF – Art. 102 da CF – Nenhum dos empresários possui foro por prerrogativa de função para estar no STF.

e.3) Ausência de participação do Ministério Público – Art. 129 CF[7] – Apesar de ser titular da ação penal, o Ministério Público não foi sequer ouvido no processo.

e.4) Ausência de fornecimento de cópias à defesa – art. 7º, XIII, Lei 8.906/94[8] – Até hoje não foram fornecidas cópias aos advogados, mas as decisões são divulgadas para imprensa.

e.5) Decisão irrecorrível – art. 5, LIV, CF – contra a decisão do Ministro sequer cabe recurso para outro Magistrado ou Corte.

e.6) Ativismo judicial – Inexistiu na representação da Polícia Federal pedido de bloqueio das redes sociais e recursos financeiros.

 

Curitiba, 29 de agosto de 2022.

Beno Brandão

OAB/PR 20.920

Murilo Varasquim

OAB/PR 41.918

Victor Leal

OAB/PR 69.684

 

[1] CF – Art. 93 IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação;

[2] IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião.

[3] Art. 359-L. Tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais:

[4] X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

[5] LIV – ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;

[6] https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/09032021-Sexta-Turma-reafirma-invalidade-de-prova-obtida-pelo-espelhamento-de-conversas-via-WhatsApp-Web.aspx

[7] CF, art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: I – promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei;

II – zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia;

[8] XIII – examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, quando não estiverem sujeitos a sigilo ou segredo de justiça, assegurada a obtenção de cópias, com possibilidade de tomar apontamentos;

Veja a agenda dos candidatos à Presidência para esta terça (30/8)

Presidenciáveis têm agendas em SP, DF, RJ e RS

Nesta terça-feira (30), os candidatos participam de eventos, campanhas de rua, transmissões de vídeos em redes sociais e entrevistas a veículos de comunicação. Confira a programação dos candidatos à Presidência da República.

Ciro Gomes (PDT): o candidato começa sua agenda em Brasília, onde às 9h participa dos Diálogos UNECS (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), no Centro de Convenções Brasil 21. Às 11h, participa de evento com candidata ao governo do Distrito Federal Leila do Vôlei, na Avenida Central, em frente ao Mercado do Núcleo Bandeirante. À noite, viaja para o Rio de Janeiro, onde participa, às 21h, ao vivo, da CiroTV, com reações à propaganda eleitoral.

Constituinte Eymael (DC): o candidato concede entrevista à TV Globo, às 17h.

Felipe D’Ávila (Novo): a agenda do candidato envolverá entrevistas ao vivo para rádios e jornal. Às 8h15, será entrevistado pela rádio Vila Real FM de Cuiabá. Às 10h, a entrevista é para o jornal Gazeta do Povo. Às 12h30, fala para o Programa Pânico.

Jair Bolsonaro (PL): às 11h, o candidato participa do evento Diálogos com Candidatos à Presidência da República, promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília.

Léo Péricles (UP): pela manhã, o candidato terá conversa com apoiadores. Às 13h30, gravará vídeos com candidatas do UP Minas Gerais e às 17h30 fará panfletagem na Universidade Federal de Minas Gerais.

Lula (PT): às 8h25 o candidato começa o dia de campanha dando entrevista para as rádios Mais Brasil FM, de Manaus, e para a Mais Brasil News, do Distrito Federal. Às 10h30, Lula se reúne com governadores e ex-governadores para discutir segurança pública no Brasil, no Hotel Grand Mercure do Ibirapuera, em São Paulo.

Pablo Marçal (Pros): o candidato não divulgou agenda.

Roberto Jefferson (PTB): o candidato está em prisão domiciliar e não tem agenda pública prevista.

Simone Tebet (MDB): a candidata tem agenda em cidades paulistas. Durante a manhã, estará em Taubaté. Às 10h30, visita a Cozinha Piloto do Programa Mesa de Taubaté e, às 11h, faz caminhada no calçadão até o Mercado Municipal. À tarde, visita São José dos Campos, com agendas no Parque Tecnológico da cidade, às 14h30, e caminhada no Mercado Municipal, às 16h. Às 20h, participa de live com apoiadores.

Sofia Manzano (PCB): a agenda da candidata será de entrevistas e respostas à imprensa, sem atividades externas.

Soraya Thronicke (União): o dia de campanha da candidata começa às 9h, em São Paulo, em reunião com a equipe de comunicação e estratégia, no Comitê de Campanha. À tarde, viaja para Brasília onde participa, às 14h, da “Agenda UNECS” | Diálogo com os candidatos à Presidência da República promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21. Ao final do evento, atenderá à imprensa. Às 16h, grava entrevista para a TV Globo.

Vera Lucia (PSTU): a candidata fará campanha na cidade de Santa Cruz do Sul (RS). Às 12h, participa de plenária e almoço com filiados e militantes do PSTU. Às 14h, concede entrevista à Rádio Gazeta 107,9 FM. Já às 16h, participa de panfletagem na fábrica da Mor.

Ciro Gomes pede ajuda de empresários para debater modelo econômico

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Candidato do PDT participou de debate promovido pela Abdib

O candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, pediu a empresários que o ajudem a pautar o debate sobre as distorções do modelo econômico brasileiro e as consequências da elevação da taxa de juros para a sociedade.

“Se a taxa de juros de uma economia é consistentemente superior à rentabilidade média dos negócios, esta economia para”, disse o trabalhista ao participar, hoje (29), de um debate promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib).

Ciro Gomes, que promete uma reforma fiscal, a reestruturação do pacto federativo e maior estímulo ao investimento público em parceria com a iniciativa privada, vem criticando repetidamente o que classifica como um sistema de transferência de renda da força produtiva para o setor financeiro, na forma do pagamento de altas taxas de juros.

“Ajudem-me a fazer isso chegar à inteligência do nosso povo, maior vítima disso e que só vai entender [o tema] se houver uma grande corrente de opinião [feita] por nós, que temos capacidade de ajuizar estas coisas e traduzi-las pedagogicamente”, acrescentou o candidato ao afirmar que a fórmula econômica adotada no país há pelo menos três décadas desestimula a atividade produtiva, prejudicando a renda do trabalhador, a lucratividade de quem produz e minando os recursos públicos que deveriam ser destinados a áreas importantes.

“Aquele que repete uma retórica inconsequente; que diz que saúde, educação ou segurança pública são prioridades, mente ou revela uma alienação, pois o Brasil não terá condições de priorizar isto ou aquilo [mantendo o atual modelo econômico]”, afirmou Gomes, voltando a citar que o país precisaria aplicar 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) apenas para manter a infraestrutura já existente, mas investe apenas cerca de 1,3%.

“E sem infraestrutura a economia não anda. A produtividade sistêmica do Brasil decai há décadas. Parte disso tem a ver com a destruição da nossa indústria e parte com o envelhecimento do parque tecnológico brasileiro”, disse Ciro antes de voltar a sua proposta inicial. “Portanto, repito: será uma indesculpável alienação ou uma mentira grosseira falarmos sobre infraestrutura [ou qualquer outra prioridade] sem enfrentarmos o debate sobre a inflação e o financiamento do Estado brasileiro. Dois temas que o debate político tem que aclarar”, pontuou o candidato, lamentando que o que classificou como “futricas” eleitorais ocupem espaço do debate político.

Cresce o número de brasileiros que não usam mais máscaras de proteção

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De abril a julho, quase dobra índice dos que deixaram de usar proteção

Uma em cada três pessoas não mais usam máscaras de proteção facial em nenhum local no Brasil, revela pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e realizada pelo Instituto FSB, que foi divulgada nesta segunda-feira (29). Segundo a pesquisa, de abril a julho, o índice dos que deixaram de usar a proteção quase dobrou, saindo de 17% para 32%.

Entre os que continuam com o hábito, adquirido depois do surgimento da pandemia da covid-19, a adesão às máscaras continua, principalmente em locais fechados. De abril a julho deste ano, o percentual de brasileiros que disseram usar máscaras apenas em locais fechados manteve-se estável (de 53% para 52%) e o dos que usam a proteção tanto em locais fechados quanto abertos caiu de 29% para 16%.

A tendência de deixar de usar a proteção facial acompanha a percepção da população sobre a a obrigatoriedade: do total de entrevistados, apenas 6% disseram que, em sua cidade, o uso de máscaras continua obrigatório em lugares fechados e abertos contra 37% que disseram que o uso é obrigatório.

“Diante de um cenário de menor gravidade da pandemia, com alta cobertura vacinal da nossa população e redução dos casos, as atividades econômicas estão retornando ao ritmo normal e o mercado de trabalho começa a se recuperar. Mas é importante que a população continue atenta aos índices de covid-19 e, sempre que preciso, mantenha os cuidados necessários para evitar uma nova onda, por todos os seus impactos na sociedade”, destaca o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Adesão voluntária

Mesmo sem obrigatoriedade, no transporte público, a maioria, 55%, continua usando o equipamento de proteção.

Uma boa adesão também foi registrada em supermercados, ambiente em que 49% dos entrevistados disseram usar o acessório.

Família

Quando o foco é onde as pessoas menos usam máscaras, 75% dos entrevistados disseram que dispensam a proteção em encontros com amigos e parentes. O uso também é dispensado em espaços de compras, como comércio de rua (34%) e shopping centers (33%). Já no ambiente de trabalho 31% continuam a usá-las.

A CNI realiza pesquisa sobre a situação da pandemia de covid-19 no Brasil e o comportamento da população desde o início de 2020. Para a pesquisa divulgada hoje, as entrevistas foram realizadas de 23 a 26 de julho. O Instituto FSB ouviu presencialmente 2.008 cidadãos, nas 27 unidades da federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou menos.