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Brasília terá quarta de muitas nuvens e temperaturas em elevação

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Depois dos dias de maior instabilidade, massa de ar quente e seco avança sobre o Distrito Federal e favorece elevação gradual das temperaturas

Da Redação

Os moradores do Distrito Federal terão uma quarta-feira (7) de muitas nuvens e temperaturas em elevação. A previsão mais recente do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica mínima de 19°C e máxima de 28°C em Brasília.

A umidade relativa do ar deve variar entre 70% nos períodos mais úmidos e 30% nas horas mais secas. Os ventos serão predominantemente fracos, com direção variando entre nordeste e leste.

Nas primeiras horas desta quarta-feira, a estação automática do Inmet em Brasília registrava temperatura de 19,2°C e umidade de 78%, sem registro de chuva acumulada naquele momento.

Massa de ar quente e seco avança sobre o DF

A mudança no tempo está relacionada ao avanço de uma grande massa de ar quente e seco sobre parte do Centro-Oeste.

Segundo o Inmet, o sistema se estabelece entre as regiões Norte e Nordeste e avança sobre o norte de Minas Gerais, Espírito Santo e áreas do Centro-Oeste, incluindo o Distrito Federal. A tendência é de aumento das temperaturas máximas nos próximos dias.

O cenário representa uma mudança em relação ao início da semana, quando Brasília registrou maior nebulosidade, chuvas e temperaturas mais baixas.

Instabilidade perde espaço no Distrito Federal

Embora áreas de baixa pressão ainda provoquem instabilidade em diferentes regiões do país nesta quarta-feira, o boletim nacional mais recente do Inmet coloca o Distrito Federal na área de avanço da massa de ar quente e seco.

As principais condições de instabilidade no Centro-Oeste ficam concentradas principalmente no oeste e sul da região, enquanto o centro e o norte de Goiás e o Distrito Federal passam a sentir com maior intensidade os efeitos do ar mais quente e seco.

A previsão oficial para Brasília indica muitas nuvens durante parte do dia e redução da nebulosidade em outros períodos.

Umidade pode cair para 30%

Além da elevação das temperaturas, a redução da umidade volta a exigir atenção.

Nesta quarta-feira, o índice mínimo previsto pelo Inmet é de 30%, enquanto a máxima deve alcançar 70%.

O valor mínimo representa uma queda importante em relação aos níveis registrados durante os períodos chuvosos dos últimos dias.

Quinta-feira deve manter tendência de tempo mais quente

A tendência de redução da instabilidade deve continuar na quinta-feira (8).

O Inmet prevê a manutenção da massa de ar quente e seco sobre parte do Centro-Oeste, incluindo o Distrito Federal. Com isso, as temperaturas máximas devem continuar em elevação.

Enquanto isso, áreas de baixa pressão continuarão provocando chuva principalmente no Sul do país, no oeste da Amazônia e em partes das regiões Sudeste e Centro-Oeste. No Sul, há possibilidade de formação de um ciclone extratropical sobre o Oceano Atlântico.

Para quem estiver em Brasília, portanto, a tendência é de uma segunda metade da semana mais quente e progressivamente mais seca, após a sequência de dias marcados por maior nebulosidade e chuva.

Confira a previsão oficial do Inmet para Brasília

 

Cúpula do Centrão vê vitória de Flávio como certa e amplia apoio

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Avaliação de lideranças ocorre após Flávio terminar o primeiro turno à frente de Lula; União Brasil e PP decidiram apoiar candidato do PL

Da Redação

Integrantes da cúpula do Centrão passaram a demonstrar confiança na eleição de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República após o resultado do primeiro turno e intensificaram as articulações para apoiá-lo na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo apuração do Metrópoles, integrantes do alto escalão do grupo político ouvidos pelo veículo passaram a tratar a vitória de Flávio como certa. A avaliação, no entanto, representa a expectativa dessas lideranças e não uma projeção do resultado do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

O movimento ganhou força depois de Flávio terminar o primeiro turno numericamente à frente de Lula e da ampliação da representação de partidos de direita no Congresso Nacional.

Flávio teve 47,03% e Lula, 45,16%

Dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que Flávio recebeu 56.104.268 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos.

Lula obteve 53.876.617 votos, ou 45,16%.

A diferença entre os dois foi de 2.227.651 votos, correspondente a 1,87 ponto percentual. Os dois voltarão às urnas em 25 de outubro.

O resultado do primeiro turno passou a influenciar as negociações partidárias iniciadas imediatamente após a votação.

União Brasil e PP fecham apoio

O movimento mais significativo ocorreu com a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP).

As duas legendas, que haviam adotado neutralidade na eleição presidencial no primeiro turno, decidiram apoiar Flávio na segunda etapa da disputa.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) confirmou a decisão após reunião das duas siglas em Brasília.

Segundo a parlamentar, a federação fechou questão em torno da candidatura do PL. A Executiva Nacional deverá formalizar nesta quarta-feira (7) o apoio e a participação das legendas na campanha.

A decisão representa uma mudança em relação ao primeiro turno, quando União Brasil e PP decidiram não aderir oficialmente a nenhuma candidatura presidencial e permitiram que seus diretórios estaduais construíssem alianças próprias.

Centrão continua com peso no Congresso

As articulações também consideram a composição do Congresso que assumirá em 2027.

O PL saiu das eleições com 121 deputados federais eleitos e deverá iniciar a próxima legislatura como a maior bancada da Câmara. No Senado, a legenda deverá contar com 28 das 81 cadeiras.

Os partidos normalmente associados ao Centrão perderam espaço na Câmara. União Brasil, PP e Republicanos terão juntos 128 deputados, contra 140 na atual composição. Mesmo com a redução, o grupo continuará com peso relevante nas votações do Legislativo.

Nenhum partido ou bloco isoladamente terá votos suficientes para aprovar todas as matérias de interesse de um eventual governo, o que mantém a necessidade de formação de coalizões.

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), por exemplo, exige pelo menos 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em dois turnos de votação em cada Casa.

Republicanos entra nas negociações

Depois do apoio de União Brasil e PP, a campanha de Flávio intensificou as conversas com outras legendas.

O coordenador-geral da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), mantém interlocução com dirigentes partidários, enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) participa das articulações com a direção nacional de seu partido.

O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, está entre os dirigentes procurados. A legenda discute seu posicionamento e deve reunir sua bancada para decidir sobre o segundo turno.

As conversas também envolvem pautas programáticas e a futura correlação de forças no Congresso, incluindo as disputas pelas presidências da Câmara e do Senado.

Zema e Caiado declaram apoio

Flávio também recebeu, desde o início da semana, o apoio de dois adversários que disputaram a Presidência no primeiro turno.

Na segunda-feira (5), Romeu Zema (Novo) anunciou voto no candidato do PL.

Na terça-feira (6), foi a vez do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) formalizar o apoio durante evento realizado em Goiânia.

Flávio participou da agenda acompanhado por Tarcísio. O encontro ocorreu no comitê do governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), que também declarou apoio ao candidato do PL.

Novo prepara apoio oficial

O Novo também prepara a formalização do apoio a Flávio.

A direção partidária programou para esta quarta-feira (7) uma reunião em Brasília com o candidato do PL, parlamentares atuais e congressistas eleitos no primeiro turno.

O presidente nacional da legenda, Eduardo Ribeiro, deverá participar do encontro.

A decisão partidária ocorre depois de Zema, principal liderança nacional do Novo e candidato da legenda à Presidência, ter anunciado individualmente seu apoio.

Segundo turno segue aberto

Apesar da movimentação partidária e da avaliação de integrantes do Centrão, o resultado do segundo turno não está definido.

O primeiro turno estabeleceu uma diferença de 2,2 milhões de votos entre Flávio e Lula em um universo de mais de 125 milhões de votos válidos.

Até 25 de outubro, as duas campanhas disputarão não apenas os votos dos candidatos eliminados, mas também eleitores que votaram em branco ou nulo, se abstiveram ou eventualmente decidam mudar o voto.

As negociações desta primeira semana de segundo turno mostram, contudo, uma reorganização das alianças nacionais: partidos que permaneceram neutros na primeira etapa passaram a definir posições depois do resultado das urnas e da nova configuração do Congresso.

QUEM É LEANY LEMOS: de servidora do Senado a senadora pelo DF

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Cientista política e gestora pública assume a vaga de Leila do Vôlei após trajetória de mais de três décadas no serviço público e no próprio Senado

Da Redação

A cientista política e gestora pública Leany Lemos (PSB-DF), 56 anos, tomou posse como senadora pelo Distrito Federal na terça-feira (6), após a licença de 120 dias de Leila Barros, a Leila do Vôlei (PDT-DF).

Primeira suplente da chapa eleita em 2018, Leany passa pela primeira vez a ocupar uma das 81 cadeiras do Senado como parlamentar. O ambiente, porém, está longe de ser desconhecido: ela ingressou na Casa como servidora em 1993 e construiu parte significativa de sua trajetória profissional no Legislativo.

A licença de Leila alcança o fim do atual mandato, em 31 de janeiro de 2027. O cadastro oficial do Senado já registra Leany como primeira suplente em exercício.

Do canteiro de obras ao plenário

A relação da família de Leany com o Congresso começou antes mesmo de seu nascimento.

Seu pai, Leonardo Barreiro Lemos, deixou Itaporanga, no sertão da Paraíba, e chegou a Brasília no período da construção da nova capital. Ele trabalhou como operário na construção do prédio do Congresso Nacional.

Com apenas dois anos de escolaridade formal, Leonardo fez carreira na construção civil e participou de outras obras importantes da capital, entre elas escolas, postos de saúde e prédios públicos.

Foi em Brasília que ele e Maria Avani de Sousa Lemos constituíram a família.

Décadas depois, a filha faria o caminho do canteiro de obras ao interior da instituição: primeiro como servidora e, agora, como senadora.

Durante o discurso de posse, Leany se emocionou ao recordar a trajetória do pai, que chegou a Brasília em 1958 para trabalhar na construção do Congresso.

“Hoje os netos do meu pai estão aqui na tribuna de honra”, afirmou a senadora durante o pronunciamento.

Mais de três décadas no Senado

Leany ingressou no Senado em 1993 e ocupou diferentes funções ao longo da carreira.

Foi secretária de comissão, chefe de gabinete e assessora de parlamentares de diferentes partidos, entre eles Darcy Ribeiro, Roberto Freire, Cristovam Buarque e Rodrigo Rollemberg.

Em 2021, passou a exercer o cargo de consultora legislativa da Casa.

A experiência ao lado de Rollemberg abriu caminho para sua passagem pelo Executivo local. Quando ele foi eleito governador do Distrito Federal, em 2014, Leany participou da transição e posteriormente assumiu a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão.

Em 2018, deixou o Executivo para integrar, como primeira suplente, a chapa de Leila Barros ao Senado.

Experiência no DF, Rio Grande do Sul e governo federal

Depois da passagem pelo Governo do Distrito Federal, Leany ampliou sua atuação na administração pública.

A gestora ocupou a Secretaria de Planejamento do Rio Grande do Sul, coordenou o Comitê de Dados durante a pandemia de Covid-19 e chegou à presidência do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), sendo a primeira mulher a ocupar o comando da instituição.

Também exerceu a função de diretora de Operações do banco.

Entre 2023 e 2024, foi secretária nacional de Planejamento do Ministério do Planejamento e Orçamento.

Nesse período, participou diretamente da elaboração do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, instrumento que estabelece diretrizes, objetivos e metas do governo federal para quatro anos. O processo contou com plenárias nas 27 unidades da Federação, oficinas técnicas e participação popular por meio da plataforma Brasil Participativo.

Formação acadêmica

Leany nasceu em Brasília em 1970 e construiu paralelamente uma trajetória acadêmica voltada principalmente à ciência política e às instituições públicas.

É formada em Letras, tem mestrado em Ciência Política, doutorado em Estudos Comparativos sobre as Américas e pós-doutorado em Ciência Política.

Ao longo da carreira acadêmica e profissional, também desenvolveu estudos relacionados ao Legislativo, instituições políticas, democracia e políticas públicas.

Atualmente, é CEO do Instituto Trajetórias, organização sem fins lucrativos voltada ao apoio de estudantes em programas de mestrado em universidades internacionais.

Em fevereiro deste ano, Leany foi uma das homenageadas pelo Senado na primeira edição da Comenda Ceci Cunha, destinada a reconhecer mulheres com atuação de destaque nas atividades legislativa e executiva.

“Grande responsabilidade constitucional e política”

Ao assumir o mandato, Leany afirmou que pretende levar ao exercício parlamentar a experiência acumulada em quase 35 anos de serviço público.

Em seu primeiro pronunciamento como senadora, estabeleceu como prioridades a defesa da democracia e da qualidade das instituições, o fortalecimento do federalismo e o desenvolvimento de políticas públicas capazes de reduzir desigualdades e ampliar oportunidades.

A posse também alterou simbolicamente o lugar ocupado por Leany dentro de uma instituição à qual está ligada profissional e familiarmente.

Durante mais de três décadas, ela acompanhou o funcionamento do Senado como servidora, assessora, chefe de gabinete e consultora legislativa. Agora, passa a participar das votações e decisões da Casa como uma de seus 81 integrantes.

E o edifício que seu pai ajudou a erguer como trabalhador da construção civil é, mais de seis décadas depois, o local onde a filha passa a exercer um mandato parlamentar.

Após derrota nas urnas, Leila do Vôlei pede licença e não volta mais ao Senado

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Afastamento sem remuneração vai até 31 de janeiro de 2027; primeira suplente Leany Lemos já tomou posse e assumiu a cadeira pelo Distrito Federal

Da Redação

A senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) deixou o exercício do mandato após não conseguir a reeleição no último domingo (4). A parlamentar pediu licença por 120 dias, período que alcança o término de seu mandato, em 31 de janeiro de 2027, e será substituída pela primeira suplente Leany Lemos (PSB-DF).

O afastamento foi aprovado na terça-feira (6), e Leany tomou posse no Senado no mesmo dia. O sistema oficial da Casa já registra a suplente como senadora em exercício.

Com isso, Leila não deverá retornar ao Senado antes do encerramento do mandato para o qual foi eleita em 2018.

Licença não será remunerada

Segundo a assessoria de Leila, a senadora decidiu se afastar para cuidar da saúde e tratar de assuntos particulares.

“A senadora Leila do Vôlei vai se licenciar do cargo para cuidar da saúde e tratar de assuntos particulares. O afastamento não é remunerado. Enquanto estiver afastada, será representada no Senado Federal por sua suplente, Leany Lemos (PSB-DF)”, informou a assessoria.

O afastamento ocorre logo após as eleições de domingo, nas quais Leila tentou conquistar um segundo mandato consecutivo pelo Distrito Federal.

Leila ficou em terceiro lugar

Leila terminou a disputa pelas duas vagas do DF ao Senado na terceira colocação, com 686.340 votos, equivalentes a 21,25% dos votos válidos.

As duas cadeiras ficaram com Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL).

Michelle liderou a votação com 938.496 votos (29,05%), enquanto Bia recebeu 886.616 votos (27,44%).

Leila havia sido eleita senadora em 2018 e assumiu o mandato em fevereiro de 2019. Com a licença, encerra antecipadamente o exercício parlamentar, embora seu mandato formal termine em 31 de janeiro de 2027.

Leany Lemos assume cadeira

Primeira suplente da chapa eleita em 2018, Leany Lemos tomou posse na noite de terça-feira e ficará no Senado durante o período de afastamento de Leila.

Leany é cientista política, gestora pública e servidora de carreira do Senado desde 1993. Ao longo da trajetória profissional, exerceu diferentes funções no Legislativo e no Executivo.

Ela já ocupou cargos de gestão nos governos do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul e foi presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Também exerceu a função de secretária nacional de Planejamento no Ministério do Planejamento e Orçamento.

Ao assumir o mandato, Leany afirmou que pretende utilizar sua experiência no serviço público para contribuir com o fortalecimento das instituições e das políticas públicas.

“Minha missão, neste momento, é dedicar a experiência acadêmica e profissional desses quase 35 anos de vida dedicada ao serviço público para o fortalecimento das instituições republicanas e das políticas públicas”, declarou.

Mandato termina antes da posse das novas senadoras

Leany permanecerá na cadeira até o encerramento do atual mandato, em 31 de janeiro de 2027.

A partir da nova legislatura, o Distrito Federal terá como senadoras recém-eleitas Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, que conquistaram as duas vagas colocadas em disputa nas eleições de 2026.

TJDFT aceita queixa de Celina contra Cappelli por calúnia e difamação

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Decisão unânime da 2ª Turma Criminal reformou entendimento da primeira instância e determinou prosseguimento da ação envolvendo declarações feitas por Cappelli nas redes sociais

Da Redação

A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu, por unanimidade, receber integralmente a queixa-crime apresentada por Celina Leão contra Ricardo Cappelli pelos crimes de calúnia e difamação.

A decisão reformou entendimento da primeira instância, que havia rejeitado integralmente a ação por considerar que as declarações de Cappelli estavam inseridas no campo da crítica política e protegidas pela liberdade de expressão.

O colegiado, no entanto, entendeu que a queixa apresentada por Celina preenche os requisitos legais necessários para que o processo tenha prosseguimento. Os desembargadores Diaulas Costa Ribeiro, Arnaldo Corrêa Silva e Silvanio Barbosa dos Santos votaram pelo provimento do recurso.

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cappelli no Instagram em 11 de junho de 2025.

Segundo o relatório do acórdão, a publicação alcançou mais de 189 mil visualizações e continha acusações dirigidas a Celina e ao então governador Ibaneis Rocha relacionadas ao atendimento de pacientes por empresas de home care no Distrito Federal.

No vídeo, Cappelli afirmou:

“Eu tô denunciando por assassinato o governador Ibaneis Rocha e a vice-governadora Celina Leão.”

Em outro trecho, declarou:

“Vou provar na Justiça que os dois estão assassinando famílias.”

De acordo com o acórdão, Cappelli também relacionou a substituição de empresa responsável por serviços de saúde a supostas irregularidades e afirmou que Celina teria concorrido para a morte de nove pacientes. Essas acusações constituem a base da queixa-crime, e sua veracidade e eventual enquadramento penal ainda serão examinados no decorrer da ação.

Na ação, Celina atribuiu a Cappelli os crimes de calúnia e difamação, previstos nos artigos 138 e 139 do Código Penal, além da causa de aumento relacionada ao uso de meio de comunicação social.

A defesa da então vice-governadora também pediu a retirada do vídeo, a proibição de novas publicações e, ao final do processo, a condenação de Cappelli e a fixação de indenização mínima de R$ 30 mil.

O tribunal concluiu que a queixa apresentada por Celina atende aos requisitos previstos no artigo 41 do Código de Processo Penal.

“A queixa-crime oferecida por Celina Leão Hizim Ferreira contra Ricardo Garcia Cappelli preenche todos os requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal”, registrou o relator.

Na conclusão, o relator determinou:

“Conheço e dou provimento ao recurso. Recebo, integralmente, a queixa-crime oferecida por Celina Leão Hizim Ferreira contra Ricardo Garcia Cappelli.”

Com o recebimento da queixa, Cappelli se trorna réu à ação penal privada.

DF oferece 1.070 vagas de emprego; salários chegam a R$ 4,5 mil

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Agências do trabalhador oferecem oportunidades para diferentes níveis de escolaridade e candidatos com ou sem experiência profissional nesta quarta-feira

Da Redação

As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem 1.070 vagas de emprego nesta quarta-feira (7). As oportunidades contemplam diferentes níveis de escolaridade e incluem postos para candidatos com experiência profissional e também para quem busca uma primeira oportunidade no mercado de trabalho.

O maior salário anunciado é de R$ 4,5 mil, para o cargo de técnico analista de qualidade, em Brazlândia.

São duas vagas para a função. Os candidatos precisam ter ensino superior completo, mas não é exigida experiência profissional comprovada.

Salário de R$ 3,1 mil sem exigência de escolaridade

Outra oportunidade em destaque é para acabador de mármore e granito, em Ceilândia Norte.

São três vagas com salário de R$ 3,1 mil.

Neste caso, não há exigência de escolaridade nem de experiência profissional comprovada, ampliando as possibilidades para trabalhadores que procuram colocação sem qualificação formal específica.

Guará tem 45 vagas para auxiliar de cozinha

Entre as oportunidades com maior número de postos disponíveis estão as destinadas a auxiliares de cozinha.

São 45 vagas na Zona Industrial do Guará, com salário de R$ 1.682.

Para concorrer, é necessário ter o ensino fundamental completo.

As 1.070 oportunidades disponíveis nesta quarta estão distribuídas entre diferentes regiões administrativas e áreas profissionais do Distrito Federal.

Como concorrer às vagas

Os interessados podem cadastrar o currículo pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital).

Outra opção é comparecer presencialmente a uma das 16 agências do trabalhador do Distrito Federal, que funcionam das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira.

O cadastro continua válido mesmo quando nenhuma das oportunidades disponíveis no dia atende ao perfil profissional do trabalhador. O sistema cruza os dados cadastrados com os requisitos informados pelas empresas para identificar futuras oportunidades compatíveis.

O sistema Kairós, utilizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal para os serviços relacionados às Agências do Trabalhador, está disponível nesta quarta-feira.

Acesse o sistema oficial Kairós das Agências do Trabalhador

Empresas também podem cadastrar oportunidades

Empregadores interessados em contratar profissionais por meio das agências também podem utilizar a estrutura pública para divulgar oportunidades e realizar processos seletivos.

As empresas podem procurar presencialmente as unidades, utilizar os canais disponibilizados pela Secretaria ou recorrer ao Canal do Empregador para solicitar atendimento e cadastrar vagas.

Caiado anuncia apoio a Flávio no 2º turno em ato com Tarcísio e Daniel

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Ex-governador de Goiás, que recebeu cerca de 2,6 milhões de votos na disputa presidencial, formalizou apoio ao candidato do PL nesta terça-feira

Da Redação

O ex-governador de Goiás e candidato derrotado à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) anunciou oficialmente, nesta terça-feira (6), apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O anúncio foi feito em Goiânia, durante evento realizado no comitê do governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Flávio participou do encontro acompanhado do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Prefeitos, parlamentares e outras lideranças ligadas ao grupo de Caiado também participaram da agenda.

“Pode contar com nosso apoio. Estamos à sua disposição para entrar onde for no nosso país”, afirmou Caiado ao formalizar a adesão à campanha de Flávio.

Caiado promete participar da campanha

A manifestação ocorre dois dias depois do primeiro turno e um dia após Flávio telefonar para Caiado para discutir o posicionamento do ex-governador na etapa final da eleição.

Caiado indicou que pretende participar ativamente da campanha e se colocou à disposição para acompanhar Flávio em agendas pelo país.

Daniel Vilela também já havia declarado apoio ao candidato do PL na segunda-feira (5). Com isso, Flávio reuniu no evento desta terça algumas das principais lideranças políticas de Goiás, além de Tarcísio.

Caiado elogia Jair Bolsonaro

Durante o discurso, Caiado também fez elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem foi colega na Câmara dos Deputados.

“Bolsonaro foi meu colega de Congresso por mais de 20 anos”, afirmou.

Caiado também defendeu uma anistia ao ex-presidente e disse a Flávio que, caso estivesse em sua posição, adotaria essa medida.

A eventual concessão de anistia, entretanto, depende dos limites constitucionais e legais aplicáveis e pode envolver atuação do Congresso Nacional e controle judicial, conforme o conteúdo de uma eventual proposta.

Ex-governador recebeu cerca de 2,6 milhões de votos

Caiado disputou a Presidência no primeiro turno e terminou em quinto lugar, com aproximadamente 2,6 milhões de votos, equivalentes a 2,18% dos votos válidos.

Ele ficou atrás dos dois candidatos classificados para o segundo turno e também de Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).

Na segunda-feira, outro candidato eliminado da disputa, Romeu Zema (Novo), também declarou apoio a Flávio. Zema terminou em sexto lugar e anunciou sua posição por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais.

Flávio fala em mudar Constituição

Durante o evento em Goiânia, Flávio comemorou o desempenho de seu campo político nas eleições para o Congresso Nacional e afirmou que pretende utilizar a nova composição do Legislativo para promover mudanças constitucionais.

“Já temos maioria no Senado e na Câmara, para a gente mudar a Constituição para redemocratizar o país”, declarou.

A afirmação política de Flávio, porém, não significa que o PL tenha sozinho votos suficientes para alterar a Constituição.

O partido ampliou sua bancada e deverá iniciar a próxima legislatura com 121 deputados federais e 28 senadores.

Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são necessários os votos favoráveis de três quintos dos integrantes de cada Casa, em dois turnos. Isso corresponde a pelo menos 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores.

Dessa forma, qualquer alteração constitucional defendida por Flávio dependerá da construção de alianças com outras legendas no Congresso.

União Brasil e PP também anunciam apoio

A articulação de Flávio avançou também nesta terça-feira com a decisão da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, de apoiar sua candidatura no segundo turno.

A decisão foi tomada pelas direções das duas legendas. A federação havia mantido neutralidade no primeiro turno.

O Podemos também caminha para anunciar apoio ao candidato do PL, enquanto o Republicanos mantém negociações sobre seu posicionamento nacional.

Apesar da decisão nacional da Federação União Progressista, há lideranças das legendas que mantêm posições diferentes. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por exemplo, sinalizou a interlocutores que pretende continuar apoiando Lula.

Segundo turno será em 25 de outubro

Flávio e Lula disputam o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro.

Nesta primeira semana após a votação de domingo, as duas campanhas concentram parte das articulações na busca pelo apoio de candidatos derrotados, governadores, partidos e lideranças regionais.

A adesão de Caiado ocorre nesse movimento e acrescenta à campanha de Flávio um ex-candidato presidencial que governou Goiás e mantém influência política no estado.

Celina rebate fake news e diz que privatização do BRB está descartada

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Governadora afirmou que GDF busca alternativas de financiamento, inclusive no exterior, e classificou como “fake news” informações sobre eventual processo de privatização

Da Redação

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), afirmou nesta terça-feira (6) que a possibilidade de privatização do Banco de Brasília (BRB) está “completamente descartada”.

A declaração foi dada após encontro com candidatos e integrantes da coligação Propósito e Ação, no Centro de Convenções Ulysses, em Brasília.

Questionada sobre informações de que uma instituição financeira poderia ser contratada para avaliar o valor de mercado do BRB dentro de um eventual processo de desestatização, Celina classificou a informação como “fake news”.

“Nós estamos também conversando para pegar esse financiamento também internacional, para não depender de um sindicato de bancos aqui. Nós temos outras saídas também, mas não tem isso aí, está descartada completamente [a desestatização]”, afirmou.

Celina diz que BRB “está firme”

A governadora afirmou que informações sobre uma eventual privatização circulam desde o primeiro turno e disse considerar que elas têm como objetivo “desestabilizar” sua candidatura.

Celina também defendeu a situação do banco e afirmou que o GDF trabalha para encontrar alternativas financeiras para a instituição.

“O banco BRB está firme. A população tem mantido a liquidez, as pessoas que acreditam no BRB sabem que nós vamos tirar o banco dessa situação”, declarou.

A afirmação ocorre em meio às discussões sobre as alternativas para reforçar a situação financeira do banco.

GDF busca recursos no exterior

Uma das alternativas consideradas pelo governo é a obtenção de recursos internacionais.

Em 17 de setembro, Celina se reuniu com investidores dos Emirados Árabes Unidos interessados em realizar aportes financeiros no BRB.

Na ocasião, o GDF aguardava uma definição relacionada à obtenção de aval para uma operação de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) destinada ao banco. Diante das dificuldades para concretizar a operação, o governo passou a discutir alternativas com investidores estrangeiros.

Nesta terça, Celina voltou a afirmar que essas negociações internacionais estão entre as possibilidades analisadas pelo governo.

 

Marinho diz a Fachin que Senado “não será omisso” diante de crimes de togados

Líder da oposição afirmou que não há intenção de retaliação contra o Supremo e defendeu mudanças na tramitação de pedidos de impeachment no Senado

Da Redação

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta terça-feira (6) que a nova composição da Casa não deverá se omitir diante de eventual crime de responsabilidade cometido por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração foi feita após uma reunião com o presidente da Corte, Edson Fachin, em Brasília. Marinho, que também coordena a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que o objetivo não é promover retaliações contra integrantes do Supremo, mas restabelecer, em sua avaliação, o equilíbrio entre os Poderes.

“Deixamos claro que, na hora que houver algum crime de responsabilidade por um ministro do STF, o Senado não vai se omitir. E hoje ele tem se omitido”, declarou o senador.

“Não temos espírito de vingança”

Marinho afirmou que transmitiu a Fachin a intenção de buscar uma relação institucional entre Senado e Supremo.

Segundo o parlamentar, não existe “espírito de vingança” contra os ministros da Corte. Ele defendeu que Executivo, Legislativo e Judiciário respeitem as atribuições estabelecidas pela Constituição.

As declarações ocorrem dois dias depois das eleições legislativas, que modificaram a composição do Senado a partir de 2027. O PL elegeu 19 senadores e deverá iniciar a próxima legislatura com 28 das 81 cadeiras, tornando-se a maior bancada da Casa.

Marinho critica atuação de Alcolumbre

Durante a conversa com jornalistas, Marinho também criticou a condução dada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aos pedidos de impeachment apresentados contra integrantes do STF.

Na avaliação do senador, a Casa tem sido omissa na análise dessas denúncias.

A abertura de processos por crime de responsabilidade contra ministros do Supremo passa pelo Senado. Marinho apresentou, em setembro, uma proposta para alterar o procedimento atualmente adotado pela Casa.

Proposta prevê prazo e participação de 49 senadores

O Projeto de Resolução do Senado (PRS) 54/2026, apresentado por Marinho, estabelece prazo de até 30 dias úteis para que a Presidência da Casa se manifeste sobre a admissibilidade de denúncias por crime de responsabilidade.

A proposta também cria mecanismos para permitir o avanço do procedimento com o apoio de 49 dos 81 senadores em determinadas situações, reduzindo o poder individual da Presidência da Casa para manter um pedido sem análise por tempo indeterminado.

O projeto ainda precisa passar pelo processo legislativo do Senado para entrar em vigor.

Nova composição aumenta pressão sobre STF

O resultado das eleições para o Senado ampliou o número de parlamentares que já manifestaram posições favoráveis à possibilidade de impeachment de ministros do Supremo.

Levantamento publicado após o primeiro turno identificou ao menos 49 senadores da composição que assumirá em 2027 que já se manifestaram favoravelmente ao impeachment de integrantes da Corte. Para uma eventual condenação e perda do cargo, entretanto, são necessários votos de dois terços dos senadores, ou 54 dos 81 integrantes da Casa.

Isso não significa que os 49 parlamentares necessariamente votariam da mesma forma em um caso concreto, que dependeria da denúncia apresentada e da tramitação do processo.

Marinho critica Moraes e Dino

Após o encontro com Fachin, Marinho também fez críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

O senador afirmou considerar que os magistrados têm adotado posições com “viés político” e disse que pretende conversar com ambos depois do período eleitoral. A caracterização representa a avaliação de Marinho e é contestada no debate institucional sobre a atuação do Supremo.

“Acho que política é para os políticos”, declarou.

Marinho também citou Gilmar Mendes ao reclamar do que classificou como interferências do Judiciário em questões eleitorais.

Fachin também recebe líder do governo

Depois da reunião com Marinho, Fachin recebeu a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).

O encontro teve como pauta a relação institucional entre os Poderes e temas legislativos em discussão no Congresso.

As reuniões ocorrem em meio às discussões sobre a relação entre Congresso e Supremo após o resultado das eleições e às articulações para a nova composição das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, que serão definidas em 2027.

Marinho critica debate sobre escala 6×1

Rogério Marinho também comentou a discussão sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da chamada escala 6×1, tema que voltou à pauta do Senado.

O parlamentar classificou como “oportunista e eleitoreira” a discussão da proposta neste momento.

“Por que agora? Por que a discussão não acontece com a profundidade e racionalidade que exige?”, questionou.

A avaliação representa a posição do senador sobre o momento escolhido para a análise da matéria.

Comércio do Distrito Federal poderá abrir no feriado de 12 de outubro

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Lojas devem cumprir regras trabalhistas e limitar jornada dos funcionários a seis horas

Brasília, 6 de outubro de 2026 – O comércio do Distrito Federal poderá funcionar normalmente na segunda-feira (12), feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida. Para abrir as portas, porém, os estabelecimentos devem cumprir exigências previstas na Convenção Coletiva de Trabalho e nas regras do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindvarejista).

Entre as determinações está a limitação da jornada dos trabalhadores a seis horas. Com isso, os estabelecimentos deverão adotar horário reduzido no feriado.

Para funcionar, os comércios também devem possuir o certificado exigido pelos sindicatos, cumprir as regras da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), conceder folga compensatória ou realizar o pagamento em dobro e garantir os adicionais e benefícios previstos.

Entre os direitos estabelecidos estão adicional de 150% para horas extras, indenização mínima de R$ 92,65, vale-refeição de R$ 30, quando devido, e vale-transporte sem desconto.

Nas lojas instaladas em shopping centers, também devem ser observadas as regras previstas nos contratos, na convenção coletiva e nos regulamentos internos de cada estabelecimento.