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Anatel cria código 0304 para identificar ligações de cobrança

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Medida segue os moldes do 0303, utilizado para o caso de telemarketing

A exemplo do que já faz para diminuir a quantidade de ligações indevidas de telemarketing, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adotará também um “código não geográfico” para a identificação de ligações de cobrança.

A decisão foi tomada pelo Conselho Diretor da agência durante a reunião na tarde de ontem (3), quando foi aprovada a “designação do Código Não Geográfico 0304 para atividades de cobrança, nos moldes do que já foi feito para o código 0303”.

Entre as justificativas apresentadas pelo conselheiro Emmanoel Campelo, está a de que a atividade de cobrança é “ofensora em igual ou maior peso que a atividade de telemarketing em termos de volume de chamadas curtas no Brasil”.

Para começar a vigorar, será realizada consulta pública pelo prazo de 60 dias com o objetivo de regulamentar o procedimento operacional. Posteriormente, com a publicação do ato da Anatel, as empresas terão 180 dias para implementar a medida.

Em nota, a agência lembra que, conforme previsto pela Lei Geral de Telecomunicações, cabe à União, por intermédio do órgão regulador, disciplinar e fiscalizar o funcionamento das redes de telecomunicações.

Segundo o conselheiro Moisés Moreira, “o que se busca é a adoção de condutas responsáveis por parte dessas empresas sem sobrecarregar as redes”. O conselheiro Arthur Coimbra complementou dizendo ser lamentável que o uso indiscriminado da rede de telecomunicações cause tanto transtornou aos usuários.

DF| Investimento de R$ 7,9 mi em crédito beneficia mais de 290 produtores

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Desde 2019, o governo cedeu recursos a 78 projetos de agricultura familiar no Distrito Federal pelo Fundo de Desenvolvimento Rural

O apoio em crédito à agricultura familiar tem crescido no Distrito Federal e na Região de Desenvolvimento Integrado do Distrito Federal (Ride). Por meio do Fundo Distrital de Desenvolvimento Rural (FDR), o GDF concedeu R$ 7,9 milhões a 78 projetos, beneficiando 296 produtores rurais, de 2019 até 2022.

O empréstimo tem como objetivo aumentar a produção, a renda e a permanência dos produtores no espaço rural ao financiar projetos de investimento e custeio agropecuários. “O crédito rural é o principal subsídio de produção para a agricultura no Distrito Federal e no Brasil”, ressalta o diretor de Gestão de Fundos da Secretaria de Agricultura (Seagri), José Luiz Guerra.

O crescimento do fundo nos últimos anos – que subiu de R$ 1,42 milhão em 2019 para R$ 2,01 milhões em 2022 – se deve ao próprio empréstimo. O capital que retorna dos pagamentos é cedido a novos produtores, formando um ciclo. “A nossa inadimplência é pequena, então a gente consegue ter um controle bom e costuma ter uma arrecadação de até R$ 3 milhões ao ano de pagamento do que foi emprestado”, acrescenta Guerra.

Podem ser beneficiados pelo FDR produtores rurais assistidos pela Emater, associações e cooperativas de produtores rurais e empresas rurais | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Além disso, houve uma maior procura pelo FDR devido à permanência da concessão durante o auge da pandemia da covid-19 e à facilidade de acesso ao crédito aos produtores. “Na pandemia, os produtores tiveram problemas na concessão das outras linhas de crédito, mas aqui na Secretaria de Agricultura não paramos”, afirma o diretor. “Os créditos maiores para os produtores exigem a garantia da terra, e muitos deles não têm as escrituras. Esse fundo usa avalista, e o próprio governo avalia o produtor rural”, explica.

Benefícios

Produtores rurais assistidos pela Emater, associações e cooperativas de produtores rurais e empresas rurais podem ser beneficiados pelo FDR. É necessário elaborar um projeto técnico e apresentar documentos pessoais, fundiários e ambientais. Mais informações sobre o empréstimo podem ser obtidas no site da Seagri.

Nos últimos dois anos, o fundo financiou projetos de agroindústria cervejeira e de embutidos, trator, estufas agrícolas, energia fotovoltaica, irrigação, equipamentos de grãos, veículos para transporte, retroescavadeira, implemento agrícola e agrofloresta.

A produtora rural Fátima Cabral usou valor concedido pelo FDR para comprar um furgão para fazer a distribuição de cestas de frutas e verduras

Fátima Cabral, 43 anos, é responsável, ao lado da família, pela Pé na Terra Agroecologia, que produz frutas, legumes, verduras e hortaliças em uma chácara no Núcleo Rural Pipiripau, em Planaltina. O projeto foi beneficiado pelo FDR de crédito. Com o valor concedido, a família comprou um furgão para fazer a distribuição das cestas vendidas no formato CSA (comunidade que sustenta a agricultura).

“Nós fazíamos a entrega com uma Kombi e precisávamos fazer em dois dias da semana, porque não cabia tudo. Agora, a gente realiza apenas na terça-feira a entrega em todos os pontos: 409 Norte, 113 Sul e Funai. Agilizou, porque agora em um dia apenas fazemos tudo”, afirma. Por semana, os produtores costumam levar mais de 45 cestas no veículo.

Essa não foi a primeira vez que a família recorreu a um auxílio do governo para incrementar a produção. O filho dela e a nora também participaram do Prospera, da Secretaria de Trabalho (Setrab), para angariar recursos para a implementação de banana na chácara. “Aqui em Brasília estamos muito bem-apoiados pelo governo, com órgãos como a Secretaria de Agricultura, a Emater e a Embrapa”, destaca Fátima.

Livro infantil inspira meninas a sonharem com o mundo da engenharia

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Engenheira Camila Maciel desvenda os mistérios da profissão e incentiva o protagonismo feminino em uma área dominada por homens

Instigada por um trabalho escolar, a curiosa Carol passeia pelo mundo da engenharia – área predominantemente masculina – para responder uma indagação muito comum na infância: o que você quer ser quando crescer?

No livro “As descobertas de Carol no Mundo da Engenharia”, a estudante é auxiliada pela própria mãe e outras mulheres engenheiras que, através de atividades criativas, cálculos e construções, aguçam sua imaginação e a levam por uma incrível jornada.

A obra é assinada pela engenheira eletricista Camila Maciel, escritora e criadora do projeto Elas de Botina – que destaca e apoia mulheres que trabalham em áreas ainda muito masculinas.

Na história, a protagonista desvenda nada a menos do que nove opções de engenharia: civil, ambiental, naval, aeronáutica e outras. Neste trajeto, a autora evidencia o empoderamento feminino com o apoio das personagens, mostrando que as meninas podem, sim, sonhar com estas profissões.

_ O mais importante é você ser o que tem no seu coração e o que você escolher fazer, faça com muito amor, se dedique, estude muito, dê sempre
o seu melhor e escolha uma profissão que vá te trazer muita felicidade.

_Uau, que legal! Vou brincar de descobrir as profissões do mundo
em que as mulheres trabalham para escolher o que eu quero ser.

(As descobertas de Carol no Mundo da Engenharia, pg. 7)

Enquanto descobre as curiosidades sobre as engenharias, Carol recebe lições valiosas sobre a dedicação ao trabalho, as renúncias e escolhas necessárias, o surgimento de novos desafios e a importância de não desistir dos objetivos. E, por fim, a menina faz uma escolha surpreendente, mostrando que aprendeu a identificar o que é realmente essencial na hora de optar por uma profissão.

As descobertas de Carol no Mundo da Engenharia é uma obra que encoraja mulheres e prova que elas podem atuar em qualquer profissão que escolherem. Afinal, o protagonismo feminino está em todos os lugares e deve ser cultivado desde a infância.

Ficha técnica

Título: As descobertas de Carol no Mundo da Engenharia

Autora: Camila Maciel
Editora: Livr(a)
ISBN/ASIN: 6586091322
Páginas: 76
Preço: R$ 55,90
Onde encontrar: Amazon

Sobre a autora

Engenheira eletricista com 11 anos de carreira no setor de transmissão de energia, Camila Maciel construiu subestações de alta a ultra alta tensão de Norte a Sul do Brasil. É corresponsável técnica de grandes projetos bilionários, que entraram para história do setor elétrico. Atualmente, é engenheira de estudos na maior empresa do mundo de transmissão de energia. Palestrante e escritora, é, também, criadora do projeto Elas de Botina, que tem o propósito de ser ponte entre mulheres, através da história das profissionais que trabalham em setores com pouca presença feminina.

Concurso do BRB será realizado no domingo

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Mais de 61,6 mil pessoas concorrem a 500 vagas para o cargo de escriturário, porta de entrada da carreira bancária

As provas do concurso para escriturário do BRB serão realizadas no próximo domingo (6/11). Mais de 61,6 mil candidatos estão inscritos para disputar 500 vagas para o cargo de escriturário, porta de entrada da carreira bancária.

As provas serão realizadas em todas as capitais do País, além do DF, uma novidade do concurso deste ano.

Para o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, o reforço no time do BRB está alinhado à estratégia de expansão do Banco por todo o território nacional. “O BRB cresceu em tamanho e em importância graças ao trabalho e empenho das nossas pessoas. O reforço no time é essencial para continuarmos oferecendo a melhor experiência e os melhores produtos e serviços aos nossos clientes”, afirma.

Os locais de prova estão disponíveis em www.iades.com.br. Os candidatos devem comparecer para a realização das provas com antecedência mínima de 1 hora.

As provas terão início às 13h45 e contarão com 4 horas de duração. O salário de escriturário é de R$ 3.764,66 para a carga horária de 30 horas semanais.

Respeitando a política de diversidade, o edital do concurso prevê, ainda, cotas para pessoas com deficiência, hipossuficientes, negros, indígenas e quilombolas. O resultado final do concurso será homologado pelo BRB, publicado no DODF e divulgado nos sites do Iades e do Banco, em fevereiro de 2023.

Desde 2019, o Banco já realizou quatro concursos. Nos últimos três anos, foram convocadas 984 pessoas aprovadas para cargos de escriturário, analista de TI, engenheiro de segurança do trabalho, advogado e médico do trabalho.

ARTIGO | Enem: Reta final! E agora?

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Por Leonardo Chucrute

Faltam poucos dias para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas serão aplicadas nos dias 13 e 20 de novembro. O exame é constituído por quatro provas objetivas com 45 questões de múltipla escolha. Além disso, tem a redação que possui grande peso na nota final. O início das provas será às 13h30.

Mas lembre-se de chegar antes das 13h pois, nesse horário, ocorre o fechamento dos portões. Para evitar imprevistos, conheça o local da prova antes do dia do exame e saia cedo de casa para que possa chegar com tranquilidade.

Evite o nervosismo por conta do horário para que isso não te atrapalhe na prova. Situações como essa podem causar estresse e ansiedade. Esses são os vilões que podem prejudicar seu desempenho e dedicação para realizar uma boa prova.

Algo que tenho notado bastante é que as pessoas estão sentindo medo de errar. Candidato, não tenha medo de errar! O medo pode gerar uma ansiedade que vai acabar te paralisando.

Além disso, percebo que muitos alunos sentem receio de não conseguir terminar a prova no tempo estipulado. Para evitar que isso aconteça, é necessário saber administrar o tempo e ter familiaridade com a prova. Por esse motivo, fazer exames anteriores é indicado.

Outro temor frequente é o medo de ter “branco”. Acredite na sua preparação! Você estudou e sabe fazer o que é pedido. Se o “branco” acontecer, beba água e tente relaxar. Se achar melhor, pule a questão. Mas se, mesmo assim, o esquecimento persistir, vá ao banheiro e lave o rosto. Assim, você tira seu foco de não estar conseguindo e volta mais relaxado.

O Enem é diferente de outras provas, pois 80% é leitura e interpretação. Por isso, indico que tenham calma e tranquilidade para fazer o exame. Aproveite essa reta final de estudos para treinar a redação, interpretação de textos e fazer uma revisão rápida dos conceitos básicos de cada matéria. Isso vai te ajudar a se sentir mais confiante.

Nos dias que antecedem o Enem é importante ficar calmo para fazer uma boa prova. Você se preparou e conhece a estrutura da prova, não tem o porquê de ficar preocupado ou estressado agora. Tenha, neste momento, dedicação, determinação e disciplina. São os “3D´s” que carrego para tudo na vida. O pensamento positivo tem poder. Acredite! Você se dedicou e uma vaga é sua.

(*) Leonardo Chucrute é professor de matemática, diretor – geral e CEO do Zerohum

“Teatro é Popular!” realiza última apresentação no Sol Nascente

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Projeto celebra 15 anos do grupo Mamulengo Fuzuê junto a comunidades periféricas do Distrito Federal

Em 2022, a companhia Mamulengo Fuzuê celebra 15 anos de carreira artística dentro da tradição do teatro popular de bonecos. Para comemorar onde o povo está, o grupo realiza a 3ª edição do projeto “Teatro é Popular!”, ocupando escolas públicas e espaços comunitários com espetáculos para todas as idades. No próximo sábado, 5 de novembro, o projeto realiza a sua última apresentação no Instituto Mãos Solidárias, no Sol Nascente. A brincadeira é às 10h, com entrada franca.

Criado em 2007, a partir da convivência do brincante Thiago Francisco com mestres e artistas da cultura popular, o Mamulengo Fuzuê segue dando continuidade a brincadeiras e folguedos tradicionais, sobretudo ao teatro de bonecos. São 15 anos de uma estrada que parte de Ceilândia, Taguatinga e Samambaia, atravessando fronteiras e chegando a países como México e El Salvador. Após as duas primeiras edições do “Teatro é Popular!”, realizadas em 2011 e 2017, o grupo retoma o projeto em seus territórios de origem, buscando aproximar suas comunidades das matrizes culturais brasileiras.

As brincadeiras, como são chamadas as apresentações de mamulengo, são comumente acompanhadas de música ao vivo, executada por músicos e musicistas brincantes. O enredo, ainda que tradicional, é sempre adaptado a cada público e encenado por bonecos/personagens que representam tipos sociais e seres fantásticos do imaginário popular. Uma forma de expressão reconhecida como patrimônio cultural brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan.

A terceira edição do “Teatro é Popular!” é realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal. Além do Sol Nascente, o projeto contemplou escolas e espaços comunitários em Samambaia e Ceilândia. Ainda neste mês de novembro, será lançado um videodocumentário, com legendas closed caption, sobre as ações realizadas.

Histórico do grupo

Mamulengo Fuzuê é brincadeira aprendida com as tradições, é palhaço na rua, é boneco na tolda, é teatro popular que celebra a arte para despertar a transformação. O parto do grupo aconteceu no Ponto de Cultura Invenção Brasileira, em Taguatinga (DF), no ano de 2007, quando o brincante ceilandense Thiago Francisco foi iniciado pelos bonequeiros Chico Simões (Mamulengo Presepada) e Walter Cedro (Mamulengo Sem Fronteiras). Desde sua origem, o cortejo dessa família segue Brasil adentro e mundo afora, firmado na convivência com mestres e mestras tradicionais. O grupo é composto pelo bonequeiro Thiago Francisco e pelos músicos e brincantes Maísa Arantes, Rene Bomfim, Layza Almeida, Gilson Alencar e Inácio Francisco.

SERVIÇO

Teatro é Popular – 3ª edição

ONDE: Instituto Mãos Solidárias (Sol Nascente)

QUANDO: 05 de novembro – 10h

ENTRADA: franca com classificação indicativa livre

REDES SOCIAIS: www.instagram.com/mamulengofuzue

SITE: www.mamulengofuzue.com.br

CONTATO: 61 9.8141.5898

Especialistas em concursos públicos realizam aulas gratuitas para o certame da PMDF

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Interessados em realizar o concurso para a Polícia Militar do Distrito Federal poderão contar com a ajuda extra de professores renomados do Cuca Concursos (514 Sul), que decidiram realizar aulas gratuitas para o certame, durante uma semana, de 7 a 10 de novembro, das 19 horas às 22 horas.
O novo concurso da PMDF deve ter edital publicado em breve, para o cargo de Soldado, ofertando 2.100 oportunidades, sendo 700 imediatas e 1.400 voltadas para a formação de cadastro reserva. A remuneração inicial é no valor de R$ 5.775,26.
Segundo o professor Deodato Neto, especialista em concursos, ainda dá tempo de passar, mas é importante estudar com antecedência. “É preciso lembrar que há pessoas estudando há muitos anos, mas com dedicação e disciplina, seguindo as orientações dos professores que têm experiência e vários casos de sucesso, é possível passar”, afirma.
Serão oferecidas aulas de Língua Portuguesa e Redação, Direito Penal e Direito Penal Militar, Direito Administrativo e Legislação Específica, Direitos Humanos e Direito Constitucional. As inscrições poderão ser feitas gratuitamente pelo link: https://cucabsb.com.br/curso/freeweekpmdf .
As aulas serão divididas da seguinte forma:
Dia 07/11: Língua Portuguesa e Redação (Fabrício Dutra e Felipe Brandão)
Dia 08/11: Direito Penal e Direito Penal Militar (Murilo Marques e Ricardo Ziegler)
Dia 09/11: Direito Administrativo e Legislação Específica (Kaique Moura e Daniel Passarela)
Dia 10/11 : Direitos Humanos e Direito Constitucional (Karen e Zélio Maia)
Serviço
Aulas gratuitas para a PMDF
Data: 7 a 10 de novembro
Hora: 19h às 22h
Endereço: 514 Sul, bloco B, loja 59. (entrada pela w3)

Crimes contra a vida no Distrito Federal têm maior redução desde o ano 2000

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Balanço da Secretaria de Segurança Pública revela que o número de vítimas, nos primeiros dez meses deste ano, é o menor em 22 anos. Roubos em transporte coletivo caem pelo terceiro mês consecutivo

O trabalho integrado, o uso de tecnologia e da inteligência policial e o constante aperfeiçoamento dos processos de gestão da segurança pública do DF vêm mantendo os principais crimes em queda no Distrito Federal. A redução dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) e dos homicídios vêm permanecendo desde o início deste ano, no comparativo com 2021, ano em que o DF atingiu o menor índice de homicídios dos últimos 45 anos.

Nos primeiros dez meses deste ano, o número de vítimas dos CVLIs – que englobam homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte – foi de 251 casos, o menor em 22 anos (desde 2000). Em relação ao ano passado, a redução das vítimas desses crimes foi de 14,6%, de 294 para 251. Isso significa que 43 vidas foram preservadas no período.

“A redução de crimes violentos segue sendo prioridade para a atual gestão. A segurança pública vem ajustando, de forma constante, as estratégias e aperfeiçoando os processos de gestão”Júlio Danilo, secretário de Segurança Pública

Em relação ao crime específico de homicídio, de janeiro a outubro, foram registrados 234 casos, a menor marca desde 2000, quando foram contabilizadas 492 vítimas, ou seja, 258 vítimas a menos, mesmo com o aumento da população no decorrer de mais de duas décadas. Comparando com dez meses de 2021 e 2022, a redução de homicídios é de 13,3%, de 270 para 234 vítimas.

Ao analisar somente o mês de outubro, as vítimas dos CVLIs e dos homicídios, em específico, também seguiram a tendência do acumulado do ano, sendo as melhores marcas dos últimos 22 anos, com 40% e 37,5% de redução, respectivamente, em relação aos casos registrados em outubro de 2000. Na comparação a outubro do ano passado, a redução dos CVLIs foi de 28,9%, de 38 para 27 casos em 2022. No mesmo recorte temporal, o número de vítimas de homicídios caiu de 34 para 25 (-26,4%).

“A redução de crimes violentos segue sendo prioridade para a atual gestão. A segurança pública vem ajustando, de forma constante, as estratégias e aperfeiçoando os processos de gestão”, afirma o secretário de Segurança Pública, Júlio Danilo.

“Além disso, temos investido em ações cada vez mais regionalizadas, com estudo e análise das microrregiões, permitindo que nosso trabalho esteja cada vez mais próximo da realidade da população de cada cidade, quadra e até rua, para entendermos quais crimes e desordens estão impactando, no momento, a segurança e a qualidade de vida da região”, informa o secretário, destacando o trabalho integrado e a qualidade dos profissionais de segurança pública do DF, “que são exemplo em todo país”.

Foram registrados quatro casos a menos de latrocínio nos primeiros dez meses deste ano, no comparativo com o mesmo período do ano passado, de 18 para 14 casos. Houve, ainda, redução nas tentativas de homicídio, de 487 para 429 ocorrências (-11,9%) e de latrocínio, de 130 para 89 (-31,5%). Foi registrado aumento de 5,5% nas ocorrências de porte/posse ilegal de arma de fogo (de 869 para 917) no acumulado do ano em relação ao mesmo período do ano passado. As operações de retirada de armas ilegais de circulação têm impacto direto na redução dos crimes violentos.

Violência contra a mulher

Nos dez primeiros meses deste ano, foram registrados 17 casos de feminicídio, 26% a menos que no mesmo período de 2021, com 23 casos. Em outubro deste ano foram dois casos contra seis no mesmo mês do ano passado, queda de 66,6%. De acordo com o titular da SSP-DF, Júlio Danilo, houve, desde o início deste ano, intensificação das ações para o enfrentamento da violência doméstica e, consequentemente, dos feminicídios, com ações coordenadas entre as diversas pastas de governo relacionadas ao tema, além de campanhas, palestras e oficinas educativas voltadas a diversos públicos.

Segundo o secretário, em março de 2020 foi consolidado um programa com diversos projetos e ações voltados especificamente para a proteção da mulher, o Mulher Mais Segura, com ampliação dos canais de denúncia, inauguração de delegacia especializada, transparência na divulgação dos dados, por meio do painel interativo.

“Desenvolvemos, ainda, uma tecnologia inovadora, por meio de dispositivo que acompanha, simultaneamente, 24 horas por dia, vítima e agressor, estabelecendo uma distância segura entre eles, impedindo que ele se aproxime, e alertando a vítima em caso de aproximação”, destaca Júlio Danilo.

Crimes contra o patrimônio

Todos os seis crimes contra o patrimônio (CCPs), monitorados de forma prioritária pela SSP-DF, marcaram queda em outubro. Destaque para os roubos em coletivo que estavam em alta até julho e, nos últimos três meses, estão em declínio. Em outubro a redução desse tipo de roubo foi de 32,7% em relação a outubro de 2021, de 52 para 35 casos. A pasta montou, ainda no primeiro semestre deste ano, um grupo de trabalho envolvendo forças de segurança, Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), representantes de empresas de ônibus, entre outros órgãos, para elaboração de estratégias para o enfrentamento destes crimes.

O roubo em comércio obteve a maior redução em outubro, de 47,9%, de 73 para 38 ocorrências em todo o DF, comparado ao mesmo mês do ano passado. No roubo a transeunte houve 7,4% de queda. Os roubos de veículo, 25,7%, e os a residência tiveram três casos a menos: de 30 para 27 este ano. Os furtos em veículo estão em queda há dois meses consecutivos: mês passado a redução foi de 1,7% em relação a outubro de 2021.

No acumulado dos dez meses, quatro dos seis CCPs tiveram queda. Os roubos a transeunte, de -0,5%; os de veículo, -26,3%; os em comércio, -28%, e, ainda, os em residência, com 23,8% de redução. Os roubos a transporte coletivo e os furtos em veículo marcaram aumento de 16,7% e 24,7%, respectivamente.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a pasta e as forças de segurança possuem uma série de ações qualificadas em andamento, com base em mapeamento de dia, hora e local em que cada crime mais acontece. Isso vem resultando na redução, por três meses consecutivos, dos roubos em transporte coletivo, e de dois meses seguidos nos casos de furto a transeunte.

Lucro da venda da CEB retorna em investimentos na construção de viaduto a asfaltamento

Mais de R$ 275 milhões estão sendo aplicados em obras públicas de mobilidade, infraestrutura, esporte e lazer

O investimento em obras de uma cidade vai muito além do obtido por arrecadação de impostos, financiamentos públicos e venda de terrenos. No Distrito Federal, a boa gestão da máquina pública tem levado a grandes transformações, a exemplo da forma como o governo tem aproveitado os dividendos da privatização da Companhia Energética de Brasília (CEB).

Com os recursos obtidos, o GDF está investindo mais de R$ 275 milhões em obras como o Viaduto do Recanto das Emas, a construção e a reforma de rodoviárias e a instalação de abrigos de ônibus, a recuperação de pontes, passarelas e viadutos e a reforma de praças públicas e parques esportivos. Parte dos recursos também vêm sendo investidos no asfaltamento da DF-440, que liga o condomínio RK à DF-249.

“A venda da CEB aconteceu porque a empresa estava para perder a licença da Aneel. Mas o dinheiro obtido com o negócio está sendo inteiramente investido no DF, em obras de infraestrutura que vão melhorar a vida de todos”, afirma o governador Ibaneis Rocha.

Concretizado em dezembro de 2020, o leilão da CEB Distribuição gerou um lance final de R$ 2,515 bilhões, o que representa um ágio – diferença entre o valor pago e o valor de avaliação – de 76,63%, uma vez que o valor previsto era de R$ 1,423 bilhão. A companhia foi arrematada pela Neoenergia e a privatização ocorreu para salvar a companhia, ameaçada de perder a concessão para o fornecimento do serviço outorgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), provocada por uma dívida de R$ 1 bilhão.

Para o secretário de Planejamento, Orçamento e Administração, Ney Ferraz Júnior, a criatividade e boa administração de um gestor é fundamental para cuidar da cidade. “A rigidez orçamentária e as crescentes demandas por serviços públicos fazem com que a administração pública necessite diversificar a composição de recursos para aporte em obras e infraestrutura. Esse é um setor que vem recebendo atenção e dedicação do GDF. A utilização de recursos de dividendos para o custeio dessas obras públicas reforça o leque de opções para que o gestor público tenha condições de custear os empreendimentos e assegurar mais desenvolvimento”, afirma.

Presidente da CEB, Edison Garcia reforça essa linha de pensamento e diz que o DF só teve a ganhar com a privatização. “Os dividendos distribuídos pela CEB, resultado da privatização da distribuidora, foram muito importantes para que o governador Ibaneis Rocha pudesse realizar esses necessários investimentos na infraestrutura. A construção de viadutos, por exemplo, é um investimento para melhorar a qualidade de vida da nossa população, visto que irá permitir que o brasiliense possa se deslocar com mais agilidade”, ressalta.

Ministério da Saúde recebe 1 milhão de doses de vacina contra covid-19

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Doses são destinadas a crianças de 6 meses a 3 anos com comorbidades

O Ministério da Saúde informou hoje (3) que recebeu, na última semana, 1 milhão de doses da vacina contra a covid-19 destinadas para crianças de seis meses a menores de 3 anos de idade com comorbidades. Segundo a pasta, o início do processo de distribuição aos estados está previsto para a próxima semana.

No mês passado, a pasta liberou a aplicação de vacinas contra a covid-19 da Pfizer em crianças de 6 meses a 4 anos de idade que tenham comorbidades. A ampliação de uso da vacina da Pfizer para imunizar crianças nessa faixa etária foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro.

Diferenças

A vacina para crianças de 6 meses a 3 anos de idade tem dosagem e composição diferentes daquelas utilizadas para outras faixas etárias. O imunizante deverá ser aplicado em três doses de 0,2 ml (equivalente a 3 microgramas).

As duas doses iniciais devem ser administradas com 3 semanas de intervalo, seguidas por uma terceira dose administrada pelo menos 8 semanas após a segunda dose. A tampa do frasco da vacina virá na cor vinho, para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e, também, pelos pais, mães e cuidadores que levarão as crianças para serem vacinadas.

O uso de diferentes cores de tampa é uma estratégia para evitar erros de administração, já que o produto requer diferentes dosagens para diferentes faixas etárias.

“A vacina tem 12 meses de validade, quando armazenada a temperatura entre -90°C e -60°C. Uma vez retirado do congelamento, o frasco fechado pode ser armazenado em geladeira entre 2°C e 8°C durante um período único de 10 semanas, não excedendo a data de validade original”, explicou a Anvisa.