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ARTIGO | Precisamos falar sobre o câncer infantil

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Por Alba Muniz

Temos que falar sobre o câncer infantil. Falar é essencial — um passo importantíssimo para transformações. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que, por ano, o câncer infantil afeta a vida de aproximadamente 280 mil crianças em todo o mundo.

É um tipo perigosamente agressivo, mas com alta possibilidade de cura porque o organismo das crianças — que está em pleno desenvolvimento — costuma dar boas respostas aos tratamentos.

A medicina tem condições de garantir saúde para a maioria das crianças que enfrenta o câncer. A prevenção começa no pré-natal e segue sob o olhar atento de pediatras. É preciso considerar o câncer como suspeita diagnóstica em reações não compatíveis com a idade da criança.

O desafio é identificar a doença ainda em seu estágio inicial e encaminhar os pacientes para um centro de diagnóstico e tratamento adequado, com profissionais especializados em câncer infantil — crianças têm características biológicas e orgânicas diferentes de adultos.

Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) reforçam essa urgência: estima que ao menos sete em cada dez crianças acometidas pelo câncer poderiam ser curadas.

Mas é preciso, concomitantemente, cuidar da família. Essa foi a lição que aprendi enquanto estive à frente do mais importante centro público para o diagnóstico e tratamento oncológico, voltado exclusivamente a crianças e adolescentes que vivem na região norte do país.

Uma experiência que durou quase sete anos, desde a inauguração do hospital, findando em julho passado. Foi marcante e absolutamente transformador.

Ao contrário do que muitos imaginam, um hospital oncológico infantil tem um ambiente alegre, colorido. Sabe aquela energia que só as crianças têm? Brincam, interagem, estão permanentemente inquietas. Sorriem para tudo. É assim. Há alegria até nas alas dedicadas ao atendimento de quadros mais graves.

Poucas são as crianças que têm a dimensão e o entendimento da luta que enfrentam, mas é fundamental estabelecer um diálogo honesto e transparente, tanto com os familiares quanto com os pacientes.

Não se pode deixar perguntas sem respostas. E as respostas precisam ser simples e esclarecedoras. É um direito de todo o paciente, independentemente de sua idade.

Costuma ser ingenuidade dos adultos acreditar que as crianças não são capazes de entender a complexidade e as consequências envoltas no câncer.

Lidar com a família e suas necessidades é outro desafio fundamental para o tratamento da criança doente. O impacto pode ser devastador, porque o câncer mexe com toda a estrutura familiar (social e econômica) e exige presença permanente junto à criança em tratamento.

Vi muitas e muitas mães abdicarem de tudo para acompanhar a recuperação de seus filhos. E o hospital não podia ignorar tamanho esforço e dedicação.

Tivemos um olhar profundo diante de cada situação que aparecia. E nos unimos (profissionais, pais e responsáveis) para encontrar soluções em conjunto.

Foi dessa postura humanizada que criamos iniciativas, dentro do próprio hospital, que resultaram, entre outras coisas, em renda-extra para as mães, por meio de práticas empreendedoras. Uma ação reconhecida pela ONU Mulheres, braço da Organização das Nações Unidas, que lembramos com orgulho.

Assim, o hospital contribuiu para minimizar os efeitos dessa ausência na composição da renda familiar e, consequentemente, para evitar o abandono ao tratamento que, aqui na América Latina, segundo a OMS, costuma afetar 30% dos casos totais.

Esse é apenas um exemplo, diante de tantos outros. Cada paciente levava para o hospital sua própria história, além de familiares e acompanhantes. É uma relação que derruba totalmente a ideia de divisão entre profissão e vida pessoal.

Por isso, sempre estimulamos entre os profissionais e médicos o envolvimento com os pacientes. A natureza da atuação direta ao paciente compreende o entendimento preciso sobre afetos, nascimento e fim da vida — e dessa compreensão decorre a criação de laços de atenção, carinho e respeito.

Esse contexto eleva a importância dos processos de humanização no atendimento aos pacientes, principalmente, de crianças e adolescentes que estão em tratamento oncológico, além de seus familiares. E quando falo sobre humanização, refiro-me aos direitos dos pacientes, que precisam compreender seu quadro de saúde e suas possibilidades; e ao compromisso ético dos profissionais com a vida das pessoas acolhidas.

Falar sobre o câncer infantil é vencer muitos tabus, é ampliar a percepção de que o país pode — e deve — fazer mais por suas crianças. O caminho, todos nós sabemos.

Alba Muniz é administradora hospitalar, gerenciou por sete anos o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém (PA)

Equipe de Transição apresenta resultados de 14 áreas ao governador Ibaneis Rocha

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Com a presença de Ibaneis Rocha, secretários de Estado e demais representantes do governo apresentaram planejamento para o próximo quadriênio

Em mais uma reunião da comissão de transição do governo, nesta segunda-feira (21), secretários de Estado e representantes de 14 áreas diferentes apresentaram um primeiro feedback dos trabalhos ao governador Ibaneis Rocha. O chefe do Executivo local participou do encontro ao lado dos coordenadores da transição e ouviu de cada pasta o planejamento para o quadriênio 2023-2026. E, também, o que pode ser ampliado ou corrigido para a próxima gestão.

“Eu sempre trabalhei com a questão da segurança jurídica. Quando você coloca um planejamento de governo à disposição da sociedade, você traz tranquilidade para a população. E esse é um dos principais objetivos desse governo de transição”, pontuou Ibaneis Rocha. O encontro, realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), durou a tarde inteira.

“Esse trabalho todo vai ser consolidado em um caderno e serão feitos ajustes a partir do que foi colhido de cada uma das secretarias, das empresas públicas que apresentaram seu trabalho”, informou o governador, ao lembrar que, ao final dos trabalhos – no início de dezembro -, o plano de ações será apresentado aos brasilienses.

A importância da integração entre todas as áreas de governo também foi ressaltada por Ibaneis Rocha. “Até mesmo porque há várias secretarias que são transversais, que transitam por vários setores do governo, como a de Ciência e Tecnologia. Então, há um projeto sendo elaborado para iniciarmos 2023 com muita firmeza”, acrescentou.

Um dos coordenadores da comissão de transição, o secretário de Governo, José Humberto Pires, disse que a reunião atendeu às expectativas e que as ideias serão aprimoradas. “Amanhã vamos continuar o trabalho com o restante das áreas. Na verdade, hoje foi feito um corte para que pudéssemos ouvir os grupos de trabalho, fazer uma avaliação preliminar e depois vamos complementá-las”, disse.

Metas para o próximo quadriênio

Catorze áreas de governo apresentaram números e o planejamento para os próximos quatro anos: Segurança; Administração Penitenciária; Justiça e Cidadania; Educação; Saúde; Desenvolvimento Social; Atendimento à Pessoa com Deficiência; Mulher; Juventude; Família; Planejamento, Orçamento e Gestão; Regiões Administrativas; Ciência e Tecnologia; Trabalho e Renda. Cada gestor teve 15 minutos para sua exposição e o trabalho deveria sugerir metas, quando será executado e recursos (como será feito).

Nesta terça-feira (22), a dinâmica dos trabalhos será a mesma, com a apresentação dos outros 14 eixos temáticos. São eles: Desenvolvimento Econômico; Cultura; Esporte e Lazer; Turismo; Mobilidade Urbana; Infraestrutura; Urbanização e Habitação; Agricultura; Meio Ambiente; Saneamento Básico; Desenvolvimento Urbano; Controladoria-Geral do DF; Procuradoria-Geral do DF; e Defensoria Pública do DF.

Cultura e esporte no DF vão receber grandes obras e reformas nos próximos anos

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Investimentos no Teatro Nacional, na Praça dos Três Poderes, na Piscina com Ondas e a descentralização do Fundo de Apoio à Cultura são prioridades para as áreas

A cultura, o esporte e o lazer no Distrito Federal vão receber grandes investimentos nos próximos anos. Só de reformas, o governo local prevê a entrega do Teatro Nacional, da Praça dos Três Poderes, da Piscina com Ondas e de novos campos sintéticos, quadras de areia e até de um skate park.

As ações foram confirmadas pelos secretários de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, e de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira, durante os trabalhos de planejamento de governo no Centro Internacional de Convenções do Brasil na sexta-feira (18).

“Vamos dar muita ênfase à periferia do DF, que hoje é um aglomerado urbano, o terceiro mais expressivo do país. Precisamos atender comunidades que não têm acesso à ajuda do governo, do dinheiro público. O FAC é para todos”Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa

O Teatro Nacional é a prioridade número um da Cultura. Após anos de imbróglio jurídico, o projeto andou, tem empresa vencedora e a reforma começará pela Sala Martins Pena, no valor de R$ 54 milhões. Além disso, o governo já trabalha para reformar a Sala Villa-Lobos em parceria com o Banco de Brasília (BRB).

“Vamos começar pela Sala Martins Pena, que é uma sala importantíssima do teatro e, com fé em Deus, nós vamos ter neste segundo mandato as obras do teatro concluídas e ele de volta ao cenário nacional”, comenta o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues. “A próxima obra que vem aí é a Praça dos Três Poderes. É determinação também do governador Ibaneis Rocha recuperarmos a praça”, adianta.

O secretário Bartolomeu Rodrigues afirma que a Secretaria de Cultura vai “dar muita ênfase à periferia do DF, que hoje é um aglomerado urbano, o terceiro mais expressivo do país” | Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

O investimento na economia criativa, potencializando a moda, o design e a gastronomia, também será tratado com carinho pela pasta. Outra missão para os próximos anos é dar continuidade à descentralização dos recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).

“Vamos dar muita ênfase à periferia do DF, que hoje é um aglomerado urbano, o terceiro mais expressivo do país. Precisamos atender comunidades que não têm acesso à ajuda do governo, do dinheiro público. O FAC é para todos”, acrescenta Bartolomeu Rodrigues, lembrando que, quando a atual gestão assumiu, havia três mil artistas cadastrados e hoje esse número está próximo de nove mil.

Segundo o secretário de Cultura, é determinação do governador Ibaneis Rocha a recuperação da Praça dos Três Poderes | Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

Esporte

Grandes obras também vão atender a Secretaria de Esporte e Lazer, que, assim, poderá ampliar o seu caráter de transformação social.

A obra da Piscina com Ondas está sendo analisada pelo Tribunal de Contas e aguarda liberação para ser licitada | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Nos centros olímpicos, por exemplo, quatro piscinas já foram reformadas e outras oito estão em processo. Há também a previsão de construção de um centro no Paranoá, que aguarda a liberação de recursos da Caixa Econômica Federal para ser licitada.

A secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira, destaca os cinco eixos de atuação da pasta: “Esporte e transformação social; esporte e obras de resgate social; nossos estádios que amamos, que reformaremos; investimento no atleta; e grandes eventos esportivos” | Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

Os campos sintéticos e quadras de areia também vão ganhar atenção e novos endereços no segundo governo de Ibaneis Rocha. “Já entregamos mais de dez novos campos sintéticos, reformamos mais de 40 e temos em licitação mais 29 campos. Entregamos 20 quadras de areia e vamos construir mais”, detalha a secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira.

A aguardada obra da Piscina com Ondas está sendo analisada pelo Tribunal de Contas e aguarda liberação para ser licitada. A construção de um skate park no Parque da Cidade também é aguardada para o próximo ano.

“Nós dividimos a atuação em cinco eixos: esporte e a transformação social; esporte e obras de resgate social; nossos estádios que amamos, que reformaremos; investimento no atleta; e grandes eventos esportivos. Esses são os nossos cinco eixos”, explica Gisele Ferreira.

Ainda está prevista a criação do programa Areninha DF, no qual alunos da rede pública terão aulas de futebol nos campos sintéticos e também reforço escolar. Outros projetos de bolsa para atletas e entrega de uniformes e chuteiras serão mantidos.

Parque Tecnológico de Brasília será apresentado em seminário de inovação

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Evento será realizado no auditório da Egov nesta terça (22), com o objetivo de discutir soluções, ideias e experiências que possam aperfeiçoar o setor público

O Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), subsidiária integral da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), estará presente no Seminário InovEgov: um dia para falar sobre soluções, ideias e experiências em inovação. O evento tem o objetivo de fomentar a discussão sobre novas e criativas ideias para o setor público.

O encontro está marcado para esta terça-feira (22), das 8h às 18h, no auditório da Escola de Governo do DF (Egov), e é realizado pela Secretaria de Orçamento e Planejamento do DF (Seplad), por meio da Egov. As inscrições poderão ser feitas no site da Escola de Governo, por meio deste link.

O seminário contará com a presença de gestores dos governos local e federal, que apresentarão pitches (termo em inglês para designar apresentações objetivas e concisas) de 20 minutos para expor seus projetos e com moderadores especialistas no tema para condução dos debates. A ideia do seminário é sensibilizar servidores públicos quanto ao conceito e as práticas de inovação e será dividido em quatro eixos principais: foco em pessoas e qualidade de vida, educação, laboratórios de inovação e inovação em Governo.

O gerente executivo do Biotic, Hideraldo Luiz de Almeida, vai falar sobre o tema Biotic – A cidade viva da inovação. O Parque Tecnológico de Brasília faz parte do Painel Laboratórios de Inovação, que inicia às 14h. Moderado por Gilmar Marques, da FAP-DF, o painel ainda contará com três pitches: Atuação em redes para a inovação em governo; Gestação, nascimento e primeiros passos do Inova-ANA; e Laboratório de Inovação Social.

“Um dos objetivos da Biotic S/A é fazer do Parque Tecnológico de Brasília um bairro vibrante – com escritórios, universidades, comércios, residências, praças e parques que se harmonizam com a riqueza da paisagem circundante, unido os conceitos de um parque tecnológico com o de uma cidade inteligente para criar a cidade viva da inovação”, destaca Hideraldo Almeida.

O ecossistema de inovação do Parque Biotic é composto por espaços destinados a universidades, agências de inovação, laboratórios de pesquisa, núcleos de inovação tecnológica, hubs de captação de investimento, aceleradores, incubadoras e o coworking, como os já existentes: Sebraelab, BRB Lab, CIT Detran, Laboratório 360º do Instituto Federal de Brasília, Laboratório Include, Aceleradora Cotidiano e muitos outros projetos de apoio a empreendedores inovadores, em colaboração com múltiplas conexões de negócio.

Na programação, ainda haverá painéis sobre Inovação com foco em pessoas e qualidade de vida; inovação na educação; e inovação no governo.

Governo Ibaneis altera projeto do VLT e prevê construção de seis rodoviárias

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Investimento para implantar Veículo Leve sobre Trilhos é de R$ 2,5 bilhões; Itapoã, Varjão, Arapoanga, Sol Nascente, Estrutural e Samambaia vão receber novos terminais

A implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Plano Piloto e a construção de seis novas rodoviárias estão no radar do Governo do Distrito Federal (GDF). A afirmação foi feita pelo secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro, durante reunião da comissão de transição do governo realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB).

No caso do VLT, o projeto precisou ser reestruturado para atender às normas de tombamento do Plano Piloto. Antes, a opção seria por fiação aérea (catenárias), característica que agora foi ajustada para Alimentação Pelo Solo (APS), sistema similar ao utilizado no Rio de Janeiro. “Até o fim do mês, a empresa responsável pelo projeto o entrega, para então levarmos ao Tribunal de Contas; assim, se tudo correr bem, poderemos licitá-lo no ano que vem e iniciar as obras no final de 2023 ou início de 2024”, detalha o secretário.

Custos

O custo para implantação do VLT é estimado em R$ 2,5 bilhões. Desse total, R$ 1,5 bilhão ficam a cargo do GDF e R$ 1 bilhão da empresa vencedora da concessão, conforme o modelo escolhido para o projeto. A previsão inicial do VLT na W3 é ligar o Terminal Asa Norte (TAN), no fim da Asa Norte e próximo ao Noroeste, ao Terminal Asa Sul (TAS), próximo à Enap e à Academia do Corpo de Bombeiros, fazendo a ligação de toda a W3.

A segunda fase do projeto consiste em ligar o TAS ao aeroporto, reduzindo ao máximo o fluxo de ônibus ao longo da avenida W3. “Os ônibus que viriam para poder atender os passageiros na W3 vão desembarcar nos terminais e alimentar o VLT, para que ele possa fazer a distribuição dos passageiros ao longo da W3”, explica Valter Casimiro. “Assim, você tira as linhas circulares que passam pela W3 e passa a usar o VLT”.

Rodoviárias

O GDF também trabalha na construção de novas rodoviárias. Há terminais em andamento no Sol Nascente/Pôr do Sol, Itapoã e Varjão, e outros serão erguidos no Arapoanga, Estrutural e em Furnas (Samambaia). Além desses, foram entregues um em Sobradinho e em Santa Maria, além da reforma já concluída em Brazlândia e a em andamento no Gama.

Ainda no âmbito dos terminais, o GDF vai construir outras estruturas de integração do BRT em Planaltina, Sobradinho, Riacho Fundo, Recanto das Emas e Samambaia. “Estamos com projeto pronto e queremos colocar a rodoviária do Terminal de Furnas, que é uma integração com metrô e ônibus para possibilitar uma integração”, adianta o titular da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob).

Gama

A reforma da Rodoviária do Gama está em andamento, com 20% da obra executada. Por lá foram concluídas as instalações hidrossanitárias, de incêndio, elétrica e de Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), enquanto a cobertura e o pavimento rígido já começaram a ser feitos.

Sol Nascente

No Sol Nascente, a construção está 76% executada, atualmente nas etapas de pavimento rígido, piso de alta resistência da plataforma e urbanização. A Rodoviária do Varjão atingiu 48% de execução e está passando por finalização da drenagem profunda e serviços de instalações hidrossanitárias, incêndio, de SPDA. Também será iniciada a construção da estrutura metálica.

Itapoã

No Itapoã, a obra está com 10% de execução, o que abrange atualmente as obras do reservatório de águas pluviais, instalações hidrossanitárias e a rede de drenagem. Na sequência, será iniciada a execução da fundação da estrutura metálica.

Arapoanga e Estrutural

As rodoviárias de Arapoanga e da Estrutural aguardam a liberação do terreno para que os projetos sejam elaborados. Com relação à Rodoviária de Furnas, por sua vez, o processo licitatório para contratação da empresa para executar a obra está nos trâmites finais, com vistas à publicação do edital.

BRT

Sobre o BRT (sigla, em inglês, de ônibus de trânsito rápido), no de Santa Maria, o governo trabalha na elaboração de projeto de arquitetura, para ampliação do terminal, e na regularização do terreno. Depois, serão elaborados os projetos de engenharia que possibilitam instruir o processo de licitação de contratação de empresa especializada para execução da obra. O BRT Norte tem os projetos em elaboração junto ao DER, enquanto os projetos referentes ao BRT Sul, abrangendo os trechos 3 e 4, se encontram em readequação.

Força-tarefa do GDF socorre famílias do Sol Nascente prejudicadas pelas chuvas

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Ação conjunta reúne Defesa Civil, Bombeiros, DF Legal, Polícia Civil e Secretaria de Governo; áreas de risco vêm sendo monitoradas desde sexta-feira (18)

Moradores de áreas de risco do Sol Nascente receberam, neste fim de semana, a visita de equipes das secretarias DF Legal e de Governo, durante ação conjunta com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), a Polícia Civil (PMDF) e a administração regional local. A iniciativa teve como principal objetivo prestar ajuda a famílias que sofreram danos em virtude das fortes chuvas desses últimos dias.

De caráter emergencial, a força-tarefa foi determinada pelo governador Ibaneis Rocha, que, no sábado (19), esteve no local para avaliar a situação e mobilizou órgãos do governo para auxiliar na remoção das famílias, encaminhadas para locais mais seguros. Desde sexta-feira (18), a Defesa Civil, que coordenou os trabalhos, está monitorando toda aquela área.

Equipes seguem de prontidão na região, prontas para qualquer emergência

“A DF Legal, alinhada à principal diretriz da gestão do governador Ibaneis Rocha, de que o GDF é um só governo e deve andar integrado, tem procurado ser mais do que fiscalização e auditoria, imperando a sua maior premissa: cuidar das cidades é cuidar das pessoas”, afirmou o titular da pasta, Cristiano Mangueira.

Remoção

Durante a ação, a população que foi prejudicada pelas chuvas pôde contar com acompanhamento das equipes de trabalho das secretarias, que enviaram caminhões e ajudaram as pessoas a reunir móveis e demais pertences para serem levados a destinos que, em sua maioria, foram sugeridos pelos próprios moradores.

“Nas primeiras horas de sábado (19), técnicos da Defesa Civil chegaram ao local para levantamento das áreas de risco e avaliação das residências que foram invadidas pelas águas, após as fortes chuvas da madrugada na região”, relata o coordenador de Operações da Defesa Civil, tenente-coronel Gabriel Motta.

Por ordem do governador Ibaneis Rocha, as pastas envolvidas na ação permanecerão monitorando a área até que a situação esteja sob controle e possa ser confirmado que a população esteja em segurança. A Defesa Civil segue fazendo o cadastramento de todas as famílias que sofreram prejuízos com as chuvas.

Um terço dos inscritos no Enem faltou às provas

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No total, cerca de 3,4 milhões estavam inscritos

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), após 2 anos de pandemia, volta a patamares de ausências considerados dentro da normalidade histórica, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O exame, aplicado nos últimos domingos, dias 13 e 20, contou com a participação de cerca de 2,5 milhões de estudantes no primeiro dia de prova e com aproximadamente 2,3 milhões no segundo dia. No total, cerca de 3,4 milhões estavam inscritos.

O balanço do Enem foi divulgado hoje (21) pelo Inep. “De maneira geral, foi um exame de sucesso, tivemos poucos casos de reaplicação, as taxas de abstenção foram dentro da normalidade histórica. Sabemos que durante a pandemia tivemos taxa de abstenção um pouco maior, mas que já voltou [a patamares normais]”, avaliou o ministro da Educação, Victor Godoy.

Ao todo, 3.476.226 participantes estavam inscritos no exame, 3.409.682 para a versão impressa e 66.544 para a digital. Desses participantes, 2.490.880 fizeram as provas no primeiro dia e 2.351.513, no segundo. O Enem registrou, no ano passado, a abstenção recorde, quando mais da metade dos inscritos faltaram no segundo dia de prova.

A média histórica de abstenção no Enem, segundo o Inep, é de cerca de 27%. Este ano, as faltas foram de 26,7% no primeiro dia e 32,4% no segundo dia. “Do primeiro dia para o segundo dia houve uma variação de mais ou menos 137 mil pessoas [no Enem impresso], o que é um número baixo considerando geralmente aquele aluno que não vai bem no primeiro dia de prova e acaba se desestimulando para a segunda prova”, disse o ministro.

Problemas

Segundo o Inep, 5.126 participantes foram eliminados das provas por desrespeitarem as regras do exame, ou seja, por portarem equipamentos eletrônicos, não atenderem às orientações dos fiscais, utilizarem materiais impressos ou ausentarem-se do local de prova antes do horário permitido.

A autarquia registrou que, durante a realização do exame, pelo menos 193 estudantes foram afetados por problemas logísticos como emergências médicas durante a realização das provas, interrupção temporária de energia elétrica e problemas com abastecimento de água. Desses, 162 estavam fazendo o Enem impresso e 31, o digital.

Em relação aos estudantes afetados por conflitos e operações policiais como os que ocorreram neste final de semana no Rio de Janeiro, em Manguinhos e Jacarezinho, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, o ministro da Educação, Victor Godoy, disse que os casos serão analisados. Pelas redes sociais, ontem (20), estudantes moradores desses locais relataram que, por conta de tiroteios, não conseguiram comparecer às provas.

“Ainda não chegou [ao Inep], mas se chegar vamos avaliar. Se os estudantes não tiverem culpa e, por decorrência de alguma atuação do estado, certamente faremos todo o possível para que não sejam prejudicados e sejam encaminhados para a reaplicação”, informou.

Enem digital

O Enem digital registrou o maior número de ausências. Mais da metade dos estudantes inscritos nessa modalidade não compareceram ao exame. De acordo com Godoy, isso mostra que o Enem digital “ainda não pegou”.

“O Brasil é muito extenso, com muitos locais de aplicação de prova, e esse modelo de levar computado para a sala de aula, para o aluno fazer a prova com o computador, não é muito escalável. Tem que achar um modelo que seja escalável, que tenha atratividade e que mantenha a segurança do exame”, defendeu o ministro.

Futuro do Enem

Segundo o presidente substituto do Inep, Carlos Moreno, a autarquia está desenvolvendo as matrizes do Enem 2024, que deverá ser adaptado do novo ensino médio. “Isso será aplicado em 2024, mas ainda este ano queremos divulgar e publicar o cronograma do Enem do próximo ano, de 2023, para que as pessoas possam se programar com antecedência”, disse.

Resultados

O Inep divulgou também o cronograma das próximas etapas do Enem. Os gabaritos das provas objetivas serão disponibilizados às 18h de quarta-feira (23) no portal do Inep. Os resultados finais serão divulgados no dia 13 de fevereiro de 2023 na Página do Participante.

O espelho da redação, com os detalhes das correções, será divulgado apenas em abril, junto com as notas dos participantes treineiros, ou seja, daqueles que ainda não concluíram o ensino médio e fizeram o exame apenas para testar os conhecimentos. O tema deste ano foi “Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil”.

Após a divulgação dos resultados do Enem serão abertas as inscrições para os processos seletivos que utilizam a avaliação como forma de ingresso no ensino superior, em data ainda a ser divulgada.

O Enem seleciona estudantes para vagas do ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), e serve de parâmetro para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os resultados também podem ser usados para ingressar em instituições de ensino portuguesas que têm convênio com o Inep.

Vicente Pires vai ganhar R$ 90 milhões em infraestrutura

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O recurso será utilizado para levar obras à Colônia Agrícola Samambaia e construção de uma nova ponte na RA; serviços vão complementar investimentos feitos durante a primeira gestão do governador Ibaneis Rocha

Em quatro anos, Vicente Pires recebeu mais de R$ 500 milhões em investimentos durante o primeiro mandato do governador Ibaneis Rocha. Reeleito para o cargo, o chefe do Executivo tem novos projetos para a cidade com a previsão de mais R$ 90 milhões para levar infraestrutura à Colônia Agrícola Samambaia e construir uma nova ponte.

A principal das novas obras é a de infraestrutura na Colônia Agrícola Samambaia, que pertence ao Lote 2 de Vicente Pires – a cidade é dividida em 11 lotes. Por lá, o governo fará serviços de drenagem, calçadas e meios-fios, na ordem dos R$ 60 milhões. “A obra está projetada, em fase final de elaboração do orçamento para aprovarmos o edital e lançarmos a licitação”, explicou o secretário de Obras, Luciano Carvalho, durante o trabalho da comissão de transição no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB).

Durante reunião no CICB, o secretário de Obras, Luciano Carvalho, assegurou: que Vicente Pires segue sob a mira de investimentos | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Desde 2019, Vicente Pires ganhou mais de três mil lixeiras e mil lâmpadas LED, pontos de encontro comunitário (PEC) para a prática de atividades, unidade de pronto atendimento (UPA) e duas pontes, uma sobre o Córrego Vicente Pires e outra na Rua 4, trazendo qualidade de vida aos moradores. A previsão agora é de que mais uma estrutura seja construída. “Ela vai ligar a Rua 3B com o Jóquei. É um grande projeto e que gira em torno de R$ 28 milhões”, acrescenta o titular da pasta.

O crescimento da cidade se reflete na expansão do comércio e se traduz em 1,5 mil vagas criadas na cidade, segundo a Administração Regional de Vicente Pires, e também na chegada de uma grande empresa atacadista. Além disso, a RA tem reagido bem ao período de chuvas neste fim de ano.

“Conseguimos atingir nosso objetivo. As principais ruas das cidades estão prontas, as primeiras chuvas chegaram e a gente está vendo um efeito muito positivo de tudo que a gente fez. Vicente Pires continuará sendo uma cidade muito importante na nossa mira de investimentos”, ressalta o secretário.

Maior e primeiro Festival de Cerveja Hi-End do Centro-Oeste desembarca na Capital Federal

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No próximo dia 27 de novembro, acontece em Brasília o evento Brasília Beer Geek, trazendo o que há de melhor na vanguarda do mercado cervejeiro nacional

Os amantes de cerveja de Brasília serão agraciados com um evento jamais visto em Brasília. O Brasília Beer Geek vem para revolucionar o segmento cervejeiro na Capital Federal. No próximo dia 27, das 12h às 19h, no COPM- Clube dos Oficiais da PM, os brasilienses receberão um estilo de evento quase que exclusivamente e limitado ao sul e sudeste do país.

O objetivo, além de ser um evento exclusivo , é saber que os apreciadores terão acesso aos melhores rótulos nacionais, feitos por cervejarias que não medem esforços e custos para entregarem um produto diferenciado e uma experiência única.

Concebido e idealizado por Tim Melo, da Growleria Brasília e o sommelier Fabrício Mattos, da Publican Bar, o Brasília Beer Geek se diferencia dos atuais festivais de Brasília por focar justamente na cerveja. A proposta é ter uma infraestrutura funcional e robusta, na qual as estrelas da festa são as cervejarias e suas criações. Por isso, o formato escolhido é open bar, onde o ingresso adquirido dará livre acesso a todas as cervejas do festival, além de um copo exclusivo do festival que poderá ser usado para degustar as cervejas oferecidas.

E para a diversão ficar mais completa, não pode faltar comida boa para acompanhar e harmonizar as cervejas saborosas do festival, além de estação de hidratação e duas atrações musicais que tocarão no palco interno do salão.

O restaurante Contemporâneo Beira Lago, em parceria com a Charcutaria Fat Pig, idealizou diversos pratos para degustar, servidos em porções para compartilhar e individuais. No menu, os participantes poderão degustar de costela, linguiça gourmet, pão de alho, pancetta suína, sanduíches (com opção vegana), croquetes, sweet chili wings, batata frita e de sobremesa gelato no palito.

17 cervejarias nacionais confirmadas e que vão consagrar o eventos, dentre elas: Avós – São Paulo (SP),Captain Brew – Uberlândia (MG), Croma – São Paulo (SP), Fermi Cervejaria – Florianópolis (SC), Hankz – Juiz de Fora (MG), Hop Mundi – Natal (RN), Koala San Brew – Nova Lima (MG), Lambe-Lambe – Belo Horizonte (MG), Los Forajidos – São Paulo (SP), Pineal – Sorocaba (SP), Salvador – Caxias do Sul (RS), Shakal Meadery – Matias Barbosa (MG), Spartacus – Juiz de Fora (MG), Stormy Brewing – Campinas (SP), Tarin – Nova Lima (MG), Zalaz – Paraisópolis (MG) e Zanadu – Brasília (DF) .

Diversas cervejarias instaladas nas áreas externa do salão social do clube dos oficiais da PM, trazendo rótulos exclusivos e aclamados pelo público cervejeiro no formato open bar, ou seja, cerveja à vontade.

Os idealizadores explicam o estilo do Festival Brasília Beer Geek. “ Entendemos que nosso festival não é só lugar de pessoas acostumadas com cervejas artesanais, mas também o lugar ideal de apresentá-las ao público “leigo”! Sours que mais lembravam bons espumantes ou vinhos brancos/rosés ou drinks, stouts que mais lembravam sobremesas, IPA’s mais adocicadas, leves e frutadas, enfim, teremos de tudo isso e muito mais! Esse é exatamente o motivo porque selecionamos de forma tão criteriosa os rótulos que estarão presentes”, explica.

Serão 07 horas de degustação livre e irrestrita de todos os estilos de cerveja do evento. Os ingressos poderão ser adquiridos por meio do link: https://www.instagram.com/brasiliabeergeek/ .

Serviço: Maior e primeiro Festival de Cerveja Hi-End do Centro-Oeste desembarca na Capital Federal
Data: 27/11/22
Horário: Das 12 às 19h
Local: Clube dos Oficiais da Polícia Militar, localizado no Setor de Clubes Sul de Brasília
Informações:

STF suspende julgamento de prisão especial para curso superior

Ministro Dias Toffoli pediu vistas e paralisou andamento do processo

Um dia após o início do julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a análise da ação que questiona a prisão especial por quem tem curso superior. O ministro Dias Toffoli pediu vistas ontem (19) e paralisou o andamento do processo.

O julgamento tinha começado na última sexta-feira (18) no plenário virtual do STF. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, e a ministra Cármen Lúcia tinham votado para derrubar o direito de prisão especial, com cela solitária, para portadores de diploma de curso superior.

Em 2015, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) contra a prisão especial para quem tem curso superior. Segundo ele, o grau de escolaridade não tem relação lógica com a distinção na forma de prisão nem com as finalidades buscadas pela Constituição.

No relatório, Moraes escreveu que o benefício é inconstitucional e fere o princípio da isonomia. Segundo o ministro, a prisão especial transmite a “inaceitável mensagem” de que pessoas sem nível superior “não se tornaram pessoas dignas de tratamento especial por parte do Estado, no caso, de uma prisão especial” e contrapõe-se aos objetivos da Constituição de construir uma sociedade justa e de reduzir as desigualdades sociais.

O STF não tem prazo para retomar o julgamento. Uma nova data dependerá de quando Toffoli devolverá o pedido de vista e apresentará seu voto.