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Portaria cria Área de Segurança Especial na região central de Brasília

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Toda reunião ou manifestação na localidade deverá ser informada e cadastrada previamente na SSP-DF. Medida visa a proteção das pessoas, dos espaços destinados a órgãos do governo, além de garantir a mobilidade urbana

A zona cívico-administrativa, que compreende a região central de Brasília, passa a ser considerada Área de Segurança Especial (ASE). Com isso, toda reunião ou manifestação a ser realizada na localidade deverá ser informada e cadastrada junto à Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), de forma presencial ou online.

“Realizar qualquer tipo de manifestação é um direito fundamental e expresso na Constituição Federal, e isso será expressamente garantido. O que estamos fazendo é um ajuste para melhor proteção dos prédios públicos, para possibilitar melhor organização das forças de segurança e para assegurar a ordem pública, a integridade dos manifestantes, do patrimônio público e, também, garantir a mobilidade urbana”Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública

A medida visa a proteção das pessoas, dos espaços destinados aos principais órgãos do governo federal e local, além da garantia da mobilidade urbana. Além disso, alguns dos edifícios e praças compõem o Conjunto Urbanístico de Brasília (CUB), tombado pelos governos distrital e federal e que são inscritos na Lista do Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e necessitam de preservação.

“Realizar qualquer tipo de manifestação é um direito fundamental e expresso na Constituição Federal, e isso será expressamente garantido. O que estamos fazendo é um ajuste para melhor proteção dos prédios públicos, para possibilitar melhor organização das forças de segurança e para assegurar a ordem pública, a integridade dos manifestantes, do patrimônio público e, também, garantir a mobilidade urbana”, ressalta o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar.

A ASE compreende as seguintes áreas e setores: Esplanada dos Ministérios, Eixo Monumental, eixos rodoviários Sul e Norte, Esplanada da Torre, Plataforma Rodoviária, praças do Buriti e dos Três Poderes, setores culturais Norte e Sul, Setor de Divulgação Cultural – espaço entre a Torre de TV e o Centro de Convenções -, e Setor do Palácio Presidencial, que compreende os palácios da Alvorada e Jaburu.

A Praça do Buriti é um dos locais incluídos na Área de Segurança Especial (ASE) | Foto: Tony Oliveira/ Agência Brasília

A realização de reuniões e manifestações públicas na ASE deverá ser comunicada previamente à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, com antecedência mínima de cinco dias úteis da data prevista para o ato público. O prazo mínimo estabelecido considera as particularidades da região e o tempo para elaborar o planejamento de ações integradas entre os órgãos que precisam atuar na operação.

A manifestação ou reunião pública poderá não ocorrer naqueles casos em que houver conflito com outra reunião marcada para o mesmo dia, mesmo local – como já previsto na Constituição Federal -, quando houver risco à preservação da ordem pública, segurança de pessoas e do patrimônio. Serão requisitos a precedência da comunicação prévia, as probabilidades de impactos para ordem pública, especialmente para a segurança pública e mobilidade urbana, previsão de atividades cívicas, culturais e esportivas já licenciadas para o mesmo dia, em localidades próximas no mesmo setor.

Para pactuar essas questões, a SSP-DF poderá convocar os organizadores ou responsáveis pela reunião ou manifestação para alinhamento ou complemento de informações, com o objetivo de viabilizar o interesse dos atos públicos. As instituições, organizações e agências (IOAs) que compreendem a operação também poderão ser convocadas. Esse tipo de reunião já é feita em eventos previamente cadastrados ou informados.

A portaria cria, ainda, no âmbito da SSP-DF, o Comitê Técnico de Aprimoramento das Normas e Protocolos Relacionados às Manifestações Públicas (CTAMP), instância de natureza consultiva e propositiva para o aperfeiçoamento das normas e protocolos relacionados à atuação integrada dos órgãos de segurança pública e das IOAs em reuniões e manifestações públicas no Distrito Federal.

O CTAMP será composto por um membro titular e o respectivo suplente, com poder de decisão, indicados pelos dirigentes máximos dos seguintes órgãos e entidade: SSP-DF, que o coordena o comitê, polícias Civil (PCDF) e Militar do DF (PMDF), Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), Departamento de Trânsito (Detran-DF) e Casa Militar do Distrito Federal.

Abertura do Sesc Abril Pro Autismo reúne profissionais da saúde em roda de conversa

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​Projeto inaugurado no Teatro Garagem acontecerá durante todo o mês de abril nas unidades do Sesc

Abril é o mês de conscientização sobre o autismo, e com o objetivo de promover o conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista, o Sesc-DF lançou nesta segunda-feira, a campanha ‘Sesc Abril pro Autismo’. A inauguração aconteceu no Teatro Garagem, no Sesc da 913 Sul e reuniu profissionais da saúde que são autoridades no assunto para debaterem diversas questões sobre o transtorno.
Para a abertura, o Sesc convidou a psicóloga Isabella de Azevedo Levino que introduziu o tema a plateia, tirando as principais dúvidas e respondendo questionamentos levantados pelos presentes. Em seguida, a instituição convidou outras psicólogas que atuam no Sesc, educadores físicos, pediatras, pessoas autistas e mães de autistas para uma conversa sobre o autismo na primeira infância, na adolescência e na vida adulta.
Presente na ocasião, o presidente da Fecomercio-DF, José Aparecido Freire, destacou a importância da iniciativa criada em 2022 para levar conhecimentos sobre o transtorno à população. “No ano passado, além da campanha, a Fecomercio, por meio do Sesc, começou a criar consultórios para tratamento de pessoas autistas. Isso é um grande trabalho social que estamos oferecendo à população, e isso é a missão do Sesc” ressaltou o presidente.
Já o diretor regional do Sesc-DF, Valcides de Araújo, destacou as ações da instituição sobre a campanha. “O Sesc está se movendo e trabalhando para beneficiar essas pessoas que compõem a nossa sociedade e que, sobretudo, merecem carinho, atenção e compreensão de forma diferenciada” ressaltou.
O Sesc preparou uma programação especial durante todo o mês para falar sobre orientação, tratamento, e, principalmente, inclusão dos autistas. Confira em breve a programação completa.

Restaurantes Grano & Oliva e Inforno Burger abrem nova loja na Asa Sul

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(Foto Fernanda Castro)

Com três anos de operação, os restaurantes Grano & Oliva Pizzeria e Inforno Burger D’Itália, ambos localizados na 403 Norte, vão atender também na 108 Sul. O anúncio da expansão foi feito pelos sócios Rodrigo Melo, Andrei Prates, Guilherme De Sordi, e Tarso Frota, que também são os proprietários do Cantucci Osteria.

A nova unidade estará aberta ao público na segunda quinzena de abril e terá capacidade para atender até 60 (sessenta pessoas). A nova loja  seguirá a temática italiana e terá um ambiente com arquitetura mais moderna, mobiliário de madeira e jardins iluminados. Quem assina o projeto é o Studio Cristina Fonseca.

Além do atendimento presencial, a unidade funcionará, também, na modalidade delivery, tendo como áreas de abrangência a Asa Sul, SIG, Sudoeste, Cruzeiro, Guará, Park Sul e parte do Lago Sul.

De acordo com Rodrigo Melo, o chef responsável pelo cardápio das casas e sócio dos empreendimentos, a expansão das operações físicas ocorre após avaliação do quarteto de empresários e também para atender a pedidos dos clientes.

“Quando inauguramos a Grano & Oliva, em novembro de 2019, um de nossos objetivos era conseguir consolidar a operação e expandir a marca. Pouco tempo depois,nos deparamos com a pandemia e, na tentativa de nos adaptar ao delivery, o modelo de negócio que mais se adequava àquela realidade, criamos a Inforno Burger, com a oferta de um produto diferenciado. Hoje, após três anos de funcionamento e com clientes fixos, percebemos que está hora de ter um outro endereço”, pontuou.

Ainda conforme lembra Rodrigo, por meio de dark kitchen, na modalidade delivery, as marcas já expandiram suas operações para Águas Claras, Taguatinga e Vicente Pires. Segundo Melo, está em tratativas a inauguração de outra loja física, ainda em 2023, na região de Águas Claras, o novo pólo gastronômico do DF. Todas as pizzas da Grano são produzidas com massa de 48h de fermentação, feita com farinha italiana e assadas em forno napoletano, a 450 graus de temperatura. Essa mesma massa é o que envolve o recheio dos burgers ofertados pela Inforno. A massa substitui o pão e dá leveza e crocância ao produto.

Na nova loja, além do menu já conhecido de ambas as casas, o chef destaca parte das novidades que estão por vir. “Teremos uma nova entrada, a Montanara (R$ 29), que são duas pequenas pizzas fritas, nos sabores Margherita ou Gorgonzola Speciale; dois novos sabores de pizza: Gamberi e Pancetta (I – R$ 48 / M – R$ 69) e Gorgonzola Specialle (I – R$ 54 / M – R$ 78), além do panuozzo, uma espécie de sanduíche no formato “baguete”, feito com a mesma massa da pizza; e ainda a “pizza in teglia” (valores de R$ 22 a R$ 28), servidas em fatias, exclusivamente, no restaurante”, conta.

Participação especial do Cantucci Osteria

O Cantucci Osteria, o primeiro restaurante de propriedade do quarteto, e que também funciona na 403 Norte, terá espaço na nova unidade. Na nova loja, durante o almoço, serão servidos os principais pratos do restaurante como por exemplo, o Filé Wellington (R$ 69), a Lasanha Bolognesa (R$ 96 – 2 pessoas)  e o Gnocchi da Sorte (R$ 59), o primeiro e mais tradicional prato feito na casa.
Para Melo, apesar de não ser uma extensão desta operação, justamente, pela união de todas as casas é necessário que alguns pratos estejam presentes porque os clientes procuram por eles.

“Vamos iniciar o almoço, com poucos e tradicionais pratos do Cantucci. Ao longo do tempo iremos analisar e identificar se conseguimos trabalhar com um cardápio ainda maior nesse novo endereço”, diz.

Serviço

Grano & Oliva Pizzeria

Unidade Asa Norte
CLN 403, Bloco  E, loja 59
Telefone: (61) 3037-2147 | WhatsApp e fixo

Unidade Asa Sul
CLS 108, Bloco C, loja 01
Telefone: (61) 3536-4525

Instagram: @granoeolivapizzeria

Inforno Burger D’Itália

Unidade Asa Norte
CLN 403, Bloco  E, loja 59
Telefone: (61) 3037-2147 | WhatsApp e fixo

Unidade Asa Sul
CLS 108, Bloco C, loja 01
Telefone: (61) 3536-4525

Instagram: @granoeolivapizzeria

@infornoburger

Metrô-DF passa por reparos em trecho após alagamento devido às chuvas

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Usuários que partem da Estação Central com destino a Ceilândia terão que trocar de trem na Estação Guariroba

Usuários da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) que partem da Estação Central com destino a Ceilândia terão que trocar de trem na Estação Guariroba. As estações do trecho Ceilândia foram reabertas.

Devido às fortes chuvas que caíram na tarde desta segunda-feira (3), a circulação de trens foi interrompida entre as estações Guariroba e Terminal Ceilândia durante esta tarde. Após o escoamento da água, a manutenção verificou a necessidade de um reparo em uma das vias, neste trecho, após o alagamento. Por esse motivo, para garantir a segurança do sistema, a circulação foi retomada, adotando a estratégia mencionada.

O Metrô-DF lamenta o transtorno e informa que as equipes estão atuando para liberar a outra via o mais rapidamente possível.

 

Brasil vai crescer mais que os pessimistas estão prevendo, diz Lula

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Presidente retoma agendas públicas após se tratar de pneumonia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (3), que não concorda com as “avaliação negativas” que preveem crescimento do país em menos de 1%. “Vamos ver o que vai acontecer quando a chamada economia micro, pequena e média começar a acontecer nos rincões desse país. Vamos ver o que vai acontecer quando as pessoas começarem a produzir mais, a comprar mais, a vender mais. Vamos perceber que a economia vai dar um salto importante”, disse.

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano é de 0,9%, segundo o boletim Focus de hoje. O Ministério da Fazenda projeta o Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) em 1,6%.

Há também as previsões do Banco Central, que é de 1,2%, de acordo com o Relatório de Inflação divulgado semana passada, e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que prevê um PIB de 1,4% neste ano.

Lula comandou hoje a terceira reunião ampliada com ministros, desta vez da área produtiva e institucional, no Palácio do Planalto. Ele retomou as agendas públicas após o afastamento para tratar de um pneumonia.

No mês passado, o presidente já reuniu ministros da área de infraestrutura, para discutir o novo plano de investimentos do governo federal, em substituição ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e ministros da área social. O objetivo dessas reuniões é que cada pasta apresente um balanço e a projeção do que será anunciado no marco de 100 dias de governo, na semana que vem, além dos planos para 2023 e os próximos anos.

Para Lula, o Brasil crescerá mais do que “os pessimistas estão prevendo”, desde que o governo também acredite nesse crescimento e faça os investimentos necessários.

“Vai acontecer mais coisa no Brasil do que as pessoas estão esperando e vai depender muito da disposição do governo. Vai depender muito da disposição e do discurso do pessoal da área econômica, da área produtiva, porque se ficarmos apenas lamentando aquilo que a gente acha que não vai acontecer, ninguém vai investir em cavalo que não corre. Se você está em uma corrida de cavalos dizendo que seu cavalo é pangaré, que seu cavalo está com gripe, que está cansado, ninguém vai fazer nenhuma aposta”, argumentou o presidente.

Presentes na reunião, Lula citou os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e da Fazenda, Fernando Haddad. “Se olhar para a cara do ministro Fávaro que voltou da China com um grupo de empresários vocês vai perceber que ele é 150% de otimismo. Se olhar para cara do Haddad depois do marco regulatório que ele fez, olha a cara dele de felicidade, significa que estamos acreditando que vai passar a nossa tão sonhada nova política tributária nesse país”, exemplificou o presidente sobre o otimismo da equipe com seus projetos.

DF Legal amplia prazo para comércios se adaptarem à lei das sacolas plásticas

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Primeira fase da fiscalização foi ampliada para mais 30 dias, o que dará aos estabelecimentos mais tempo para se adequarem à lei

Uma portaria publicada nesta segunda-feira (3) pela Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística do DF (DF Legal) estende por mais 30 dias a primeira fase de fiscalização do cumprimento da lei que proíbe a distribuição ou venda de sacolas plásticas na capital. Assim, a pasta ainda não vai aplicar qualquer notificação durante todo este mês.

A prorrogação da chamada Campanha de Mapeamento, Educação e Orientação, em que fiscais da pasta passam em estabelecimentos explicando a necessidade de adequação à nova norma, se fez necessária após um mês inteiro de trabalho da secretaria de visitas a mais de 3,6 mil comércios e conversas com fabricantes de sacolas no Brasil.

Conforme explica o subsecretário de Fiscalização de Resíduos Sólidos, Edmilson Cruz, uma grande dificuldade dos auditores consiste em identificar o que é sacola biodegradável ou biocompostável e o que não é. “A gente tem visto que nem sempre uma sacola com o selo impresso está de fato dentro da conformidade da lei; por outro lado, também há sacolas no mercado sem o selo, mas que estão corretas”, afirma o gestor.

Demanda

A DF Legal tem pedido a mercados, padarias, farmácias e outros comércios que apresentem a nota fiscal, a embalagem das sacolas ou um certificado de autenticidade entregue pelo fabricante. “É uma maneira que estamos buscando para conseguir confirmar se a sacola está ou não dentro da legislação”, pontua o subsecretário.

Em caso de descumprimento da lei, multa aplicada pode ultrapassar R$ 11 mil

Outro problema enfrentado, desta vez pelos estabelecimentos, é a falta de opções de fábricas para adquirir as sacolas corretas. “A demanda ficou muito grande em Brasília, e alguns locais estão com dificuldade para achar o fabricante que atenda a nova necessidade”, destaca Edmilson.

Agora, a partir de maio, caso o descumprimento ainda ocorra, a pasta poderá aplicar uma notificação que determina prazo de 60 dias – incluindo o tempo do recurso – para que a irregularidade seja sanada. Findo esse prazo, uma multa diária de R$ 11.443,85 pode ser aplicada. Entre outras sanções previstas, estão a apreensão das sacolas e até mesmo a suspensão da licença de funcionamento do estabelecimento.

Conforme determina o texto da Lei nº 6.322, de 10 de julho de 2019, estabelecimentos ficam vetados tanto de distribuir quanto de vender sacolas plásticas descartáveis que sejam confeccionadas à base de materiais como polietileno, propileno e polipropileno.

Venda ou distribuição

A secretaria também acompanha a tramitação de um projeto de lei na Câmara Legislativa do DF (CLDF) que pode alterar a fiscalização. Conforme prevê o texto do PL 163/2023, ficaria “proibida a venda de sacolas descartáveis do tipo biodegradável ou biocompostável para o acondicionamento e o transporte de mercadorias adquiridas em estabelecimentos comerciais do DF, [mas] admitida a sua distribuição gratuita para este fim quando [se tratar de sacolas] recicláveis”.

A DF Legal lembra que comerciantes estão autorizados a distribuir ou vender as chamadas sacolas biodegradáveis ou biocompostáveis aos consumidores. Segundo o texto da lei, enquadram-se nesse caso as sacolas “não oriundas de polímeros sintéticos fabricados à base de petróleo, elaboradas a partir de matérias orgânicas como fibras naturais celulósicas, amidos de milho e mandioca, bagaço de cana, óleo de mamona, cana-de-açúcar, beterraba, ácido lático, milho e proteína de soja e outras fibras e materiais orgânicos”.

Ainda der acordo com a secretaria, os estabelecimentos comerciais também devem estimular o uso das sacolas feitas para reutilização, aquelas confeccionadas com material resistente e que suportam o transporte de produtos e mercadorias em geral.

Anticoncepcional causa câncer de mama? Mito ou verdade?

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Para a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), dados de publicações científicas devem ser cuidadosamente avaliados, assim como o histórico pessoal, os hábitos e os fatores de risco de cada mulher que faz uso de contraceptivos hormonais

Um estudo recente, publicado na revista PLOS Medicine, reacende as discussões sobre câncer de mama e uso de anticoncepcionais hormonais. No artigo, pesquisadores da Universidade de Oxford chegaram à conclusão que os riscos de desenvolver a doença, associados às pílulas com estrógeno e progesterona, ou somente com progesterona, são muito pequenos. “Uma pesquisa mais ampla, realizada anteriormente com um número muito superior de mulheres, compartilha a mesma conclusão”, observa o mastologista Guilherme Novita, diretor da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). Mesmo não trazendo novidades, o médico alerta que o estudo de Oxford chama a atenção para os índices apresentados pelos pesquisadores. “São números que vêm sendo amplamente divulgados, mas requerem uma análise aprofundada, justamente para não gerar desinformação e preocupações desnecessárias entre as mulheres que utilizam contraceptivos hormonais, que trazem mais benefícios do que prejuízos”, afirma.

O artigo publicado neste mês pela PLOS Medicine , do qual participaram cerca de 10 mil mulheres com idades inferiores a 50 anos, indica que as chances de desenvolvimento de câncer de mama pelo uso de anticoncepcionais hormonais aumentam em até 30%. Para o mastologista Guilherme Novita, da SBM, a grande discussão não diz respeito apenas aos números apresentados pelos pesquisadores de Oxford, mas à maneira como o estudo foi conduzido.

“Este estudo foi realizado a partir de um modelo que chamamos caso-controle”, diz. O médico explica que neste modelo os pesquisadores selecionam um número de pacientes com câncer e outro grupo que não tem a doença e perguntam a cada uma das mulheres se tomaram pílula no passado. “Se de dez pessoas com câncer de mama, nove tomaram anticoncepcional, e de dez mulheres sem câncer, só uma usou a pílula, o entendimento é de que o anticoncepcional está muito relacionado ao câncer de mama.”

O estudo caso-controle, segundo Novita, é bastante frágil e, em geral, não considera condições importantes, como hábitos, realidades socioeconômicas e o ambiente em que vivem os grupos pesquisados. “O nível de controle neste estudo é nível D de evidência, com muitos fatores que podem interferir no resultado”, ressalta.

A título de comparação, o mastologista lembra o estudo sobre a Covid-19 em Serrana, no interior paulista, realizado com 50% da população, recebendo vacina, e a outra metade, placebo. “Este estudo teve nível A de evidência, e a partir da porcentagem de cada grupo infectado pelo coronavírus, concluiu-se que a vacina funcionava”, sintetiza.

Outras constatações

O mastologista Guilherme Novita ressalta que o estudo recente de Oxford, indicando que os riscos de desenvolver câncer de mama pelo uso de anticoncepcionais hormonais são muito pequenos, entra para o rol das pesquisas que convergem para a mesma conclusão.

Em 2017, lembra o médico, um estudo publicado na New England Journal of Medicine, uma das mais prestigiadas publicações científicas do mundo, resultou do acompanhamento de 1,8 milhão de mulheres na Dinarmarca, na faixa etária entre 15 e 49 anos, por um período médio de dez anos. “As mulheres foram avaliadas prospectivamente, com uma população homogênea, confrontando quem usou anticoncepcionais e quem não usou”, destaca.

Nos resultados, quando comparadas com as que nunca usaram contraceptivos hormonais, as mulheres que faziam uso de anticoncepcionais tiveram um risco relativo de ter câncer de mama 9% superior a partir de um ano e 38% maior a partir de uma década de uso. Em síntese, o estudo demonstrou que para todas as participantes, a chance de ter câncer de mama até os 50 anos era de 2%. Para quem usou o medicamento por um ano, 2,2%, e para quem fez uso por mais de uma década, 2,76%.

“Tanto na pesquisa recente de Oxford quanto no estudo realizado em 2017, a constatação é de que os anticoncepcionais aumentam um pouquinho o risco de câncer de mama”, observa Novita. “Mas há outros fatores, além da pílula, que contribuem significativamente para ampliar as estatísticas da doença.” O médico destaca, por exemplo, maus hábitos alimentares, excesso de peso, sedentarismo, consumo diário de álcool em quantidades moderadas, uso de anabolizantes androgênios por mulheres, falta de gestação ou gravidez tardia.

“Em uma análise realista, o contraceptivo hormonal é muito benéfico, pois diminui a gravidez indesejada e as complicações de gestação em mulheres com menos de 25 anos no Brasil. A diminuição do risco de câncer de ovário também está relacionada ao uso de anticoncepcional”, enumera. O mastologista avalia, no entanto, que não se deve utilizar a pílula de forma indiscriminada. “A recomendação médica é sempre necessária”, diz.

Para pacientes com menos de 40 anos, salvo as que tenham risco muito elevado por histórico familiar ou por mutação genética, não há contraindicação para o uso de contraceptivos hormonais. “Evidentemente, como controle, a mamografia deve ser realizada todos os anos”, indica. Para mulheres com mais de 45 anos, quando o risco de câncer passa a ser mais significativo, a recomendação, segundo Novita, é para que se evite o uso sempre que possível, substituindo-os por anticoncepcionais não hormonais, como preservativos e DIU de cobre.

“Quando se analisam as estatísticas sobre o câncer de mama, os benefícios do uso dos anticoncepcionais hormonais entre a população mais jovem são infinitamente maiores que os prejuízos”, conclui Guilherme Novita.

Economia do Distrito Federal cresceu 4,3% em 2022, aponta IPEDF

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Nesta segunda (3), o IPEDF apresenta o ‘Boletim de Conjuntura do Distrito Federal’, com resultados que mensuram atividades econômicas, situação inflacionária e o mercado de trabalho local

Em 2022, a economia brasiliense cresceu 4,3% em relação ao ano anterior, registrando um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 337,063 bilhões. É o que aponta a 23ª edição do Boletim de Conjuntura do Distrito Federal, publicação que tem como foco a análise da economia local no quarto trimestre de 2022.

3,4%Índice de crescimento no rendimento médio dos trabalhadores nos dois últimos trimestres de 2022

Elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), o estudo será apresentado nesta segunda-feira (3), às 14h30, no auditório Francisco de Assis Rodrigues, do instituto.

A publicação indica resultados positivos sobre o mercado de trabalho do DF: queda de 1,1% na taxa de desemprego na comparação entre os últimos trimestres de 2021 e 2022, além do crescimento de 3,4% no rendimento médio dos trabalhadores entre o terceiro e o quarto trimestres de 2022.

Arte: IPEDF

Após três anos no formato virtual, a divulgação dos resultados que mensuram a atividade econômica, a situação inflacionária e o mercado de trabalho local volta a ser presencial. O evento também será transmitido ao vivo no canal do IPEDF no YouTube.

O retrato capturado pelo Boletim de Conjuntura subsidia a tomada de decisões e possibilita o acompanhamento da performance produtiva local. O material traz a análise dos números do Produto Interno Bruto (PIB) trimestral do Distrito Federal, calculado a partir de metodologia própria do instituto, o que inclui a Pesquisa sobre Emprego e Desemprego, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, levantamentos mensais de comércio e serviços, Índices de Preços ao Consumidor Amplo, Índice Nacional de Preços ao Consumidor e ainda o novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

Serviço
Lançamento do Boletim de Conjuntura do Distrito Federal – 4º trimestre de 2022
→ Data: segunda-feira (3), às 14h30
→ Local: Auditório do IPEDF – Setor de Administração Municipal (SAM), Bloco H, Setores Complementares.

Previsão do mercado financeiro para inflação sobe para 5,96%

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Estimativa de expansão da economia ficou em 0,9%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 5,93% para 5,96% este ano. A estimativa consta no Boletim Focus desta segunda-feira (3), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 4,13%. Para 2025 e 2026, as previsões são de inflação de 4%, para os dois anos.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 1,75% e o superior de 4,75%.

Segundo o BC, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 83%.

Da mesma forma, a projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em fevereiro, puxado pelo grupo educação, com os reajustes aplicados pelos estabelecimentos de ensino na virada do ano, o IPCA ficou em 0,84% , segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o indicador acumulou alta de 1,37% no ano e de 5,6% nos últimos 12 meses.

Juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está nesse nível desde agosto do ano passado e é o maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre o ano em 12,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é de que a taxa básica caia para 10% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 9% ao ano e 8,75% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano se manteve em 0,9%, mesma da semana passada.

Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) é de crescimento de 1,48%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,8%, para os dois anos.

A expectativa para a cotação do dólar está em R$ 5,25 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,30.

Governo do DF tem quatro centros especializados para pessoas com autismo

Após o diagnóstico feito pelas unidades básicas de saúde, a regulação direciona o paciente para tratamento nessas unidades

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi definido, em 2007, pela Organização das Nações Unidas e é comemorado em 2 de abril. No DF, estima-se que mais de 13 mil pessoas tenham o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para oferecer o suporte necessário a quem precisa, o Governo do Distrito Federal (GDF) dispõe de quatro centros especializados em reabilitação (CERs), que têm como foco o atendimento, diagnóstico e tratamento desse transtorno.

Um deles, localizado no Hospital de Apoio (HAB), destaca-se no acolhimento às famílias e crianças diagnosticadas com autismo. O CER do HAB foi criado em 2016 para acolher pacientes com a síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika. Depois de concluir seu objetivo, em 2017, o espaço mudou o perfil de atendimento.

A equipe multidisciplinar, composta por médicos neuropediatras e psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos e assistentes sociais, concentra os esforços em promover o melhor atendimento. Isso inclui o enfoque nos procedimentos preventivos.

“Somos referência no atendimento e tratamento de jovens de até 14 anos com autismo”, afirma a neuropediatra Denize Bonfim, que atua no CER. “O importante é que a criança seja diagnosticada o mais cedo possível, de preferência antes dos 4 anos, pois nessa faixa etária o tratamento multidisciplinar é crucial para o seu bom desenvolvimento.”

Acolhimento

“Nosso objetivo é viabilizar o acesso ao que é de direito a essa criança e à sua família”Jozyanne da Silva, assistente social do HAB

Além de todo o suporte oferecido à criança, os pais e as mães também contam com o acolhimento da equipe. Profissionais da psicologia e assistência social atuam nas demandas individuais de cada família e trabalham no manejo comportamental dos envolvidos a fim de proporcionar um ambiente familiar adequado para amparar a criança recém-diagnosticada.

“O que nós fazemos no serviço social é um recorte social de quem está sendo atendido”, explica a assistente social Jozyanne da Silva. “Quando essas famílias chegam aqui, elas trazem muitas demandas sociais, que perpassam não só a vulnerabilidade e o risco social, mas também a dificuldade no acesso aos serviços. Nosso objetivo é viabilizar o acesso ao que é de direito a essa criança e à sua família.”

Eliane Aguiar é servidora pública e mãe da pequena Antonella, de dois anos. As duas frequentam o tratamento no HAB desde abril do ano passado. “O atendimento aqui é maravilhoso”, diz. “Inicialmente buscamos atendimento no posto de saúde na Asa Norte e, então, fomos encaminhadas para o Hospital de Apoio. A Antonella faz de tudo aqui: fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional.”

O CER do Hospital de Apoio funciona de segunda a sexta-feira, exceto às quartas-feiras. Somente em 2022, foram registrados mais de 1,8 mil atendimentos. A cada semana, o Centro recebe, em média, oito novas crianças para darem início ao tratamento.

Centros especializados

Para obter o diagnóstico do transtorno, o primeiro passo é ir à unidade básica de saúde (UBS) de referência. Após isso, a equipe de regulação vai direcionar o paciente a um dos centros que mais se adequem ao perfil.

Confira, abaixo, as demais unidades do Centro Especializado em Reabilitação no DF:

→ Hospital de Apoio de Brasília – AENW 3, Lote A, Noroeste; telefone: 2017.1145
→ CER II – AE 16, Taguatinga; telefone 2017.1145, ramal 4270
→ Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni –  SGAN 909, Lote C, Asa Norte; telefone 3349.9944
→ Centro de Orientação Médico-psicopedagógica – Setor Hospitalar Norte, ao lado do Hemocentro; telefone 2017.1992.