DF Legal publica novas normas para monitoramento e geoprocessamento de toda a região; primeira etapa do trabalho começa no dia 8
Portaria publicada na edição desta quinta (4) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) pela Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) estabelece uma força-tarefa para fiscalizar obras em Vicente Pires. Com o intuito de monitorar, geoprocessar e fiscalizar prédios, a pasta quer garantir que áreas destinadas a equipamentos públicos sejam desobstruídas.
A primeira fase das ações tem início na próxima segunda-feira (8). Durante dois meses, a Unidade de Geoprocessamento e Monitoramento (Ugmon) da DF Legal fará levantamento in loco das áreas em toda aquela região administrativa. Os assistentes operacionais vão usar um aplicativo para gravar a localização, tirar fotos e juntar outras informações dos endereços.
Os resultados serão repassados à Subsecretaria de Fiscalização de Obras (Suob), que dará início à segunda etapa em 10 de julho. De posse do mapeamento, a DF Legal fará as autuações cabíveis em cada uma das obras.
“Vamos notificar, apreender materiais, multar e intimar a demolir a partir da avaliação de cada um dos casos”, afirma o subsecretário de Fiscalização de Obras, Dimas Junior. “A região de Vicente Pires tem áreas verdes e um córrego muito importante”.
Para a fiscalização, serão levadas em conta as Diretrizes Urbanísticas do Setor Habitacional Vicente Pires (Diur 02/2015) e o Plano de Uso e Ocupação do Solo para o local. “Nesses documentos estão delimitadas as regras do que pode ou não pode ser feito em cada uma das áreas da cidade”, explica Dimas.
Desde 2019, a DF Legal efetuou mais de 5 mil ações fiscais em obras de Vicente Pires. Foram 342 embargos, 274 intimações demolitórias, 257 autos de infração, 154 notificações, 111 apreensões de materiais e 54 interdições, entre outras diversas atuações da pasta na cidade.
Presidente criticou, mais uma vez, manutenção da Selic em 13,75%
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a atacar nesta quinta-feira (4) o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75%.
“É muito engraçado o que se pensa nesse país. Todo mundo aqui pode falar de tudo. Só não pode falar de juros”, disse. “Todo mundo tem que ter cuidado. Ninguém fala de juros. Como se um homem, sozinho, pudesse saber mais do que a cabeça de 215 milhões de pessoas”, acrescentou.
A declaração foi feita durante a primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão. “Esse conselho pode até discutir taxa de juros, se quiser”, completou o presidente.
Na terça-feira (3), o Copom anunciou a decisão de manter a taxa Selic em 13,75% pela sexta vez seguida, mesmo com as pressões do governo federal para reduzir a taxa.
Durante reunião ordinária realizada na manhã desta quinta-feira (04), o deputado Chico Vigilante (PT), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos, divulgou calendário das próximas oitivas
Veja abaixo as datas e depoentes a serem ouvidos até o fim do mês de junho.
11/05 – Coronel Fábio Augusto Vieira, ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)
18/05 – General Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-chefe do Comando Militar do Planalto (CMP)
25/05 – José Acácio Serere Xavante, pastor Missionário Evangélico e líder indígena xavante de Terra Indígena Parabubure
01/06 – Genera Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI)
07/06 – Coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues, ex-comandante do 1º Comando de Policiamento Regional (1º CPR) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)
17/06 – General Marco Edson Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI)
22/06 – Alan Diego dos Santos, suspeito de planejar ataque à bomba no Aeroporto Internacional de Brasília
Além disso, em requerimento extra pauta foi aprovada a convocação do comandante-geral da PMDF, coronel Klepter Rosa Gonçalves. O requerimento foi aprovado por seis votos favoráveis e uma ausência. Votaram a favor a deputada Jaqueline Silva (sem partido) e os deputados Chico Vigilante (PT), Hermeto (MDB), Fábio Felix (PSOL), Pastor Daniel de Castro (PP) e Joaquim Roriz Neto (PL).
Terminou ontem prazo para atiradores regularizarem situação
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (4), a Operação Day After contra colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) e pessoas que possuem ou portam armas de fogo que não foram recadastradas. O prazo para recadastramento no Sistema Nacional de Armas (Sinarm) do governo federal terminou nesta quarta-feira (3).
Segundo os investigadores, estão sendo cumpridos mandados de prisão preventiva, temporária e definitiva. Os detidos serão levados inicialmente às unidades locais da PF para, então, serem encaminhados ao sistema prisional de seus respectivos estados.
“Uma vez que a existência de mandado de prisão quebra o requisito da idoneidade para obtenção do porte de arma de fogo, estão sendo adotadas medidas de apreensão cautelar de armamentos e documentos encontrados, para posterior processo de cassação de porte ou registro de arma de fogo, por parte da PF, além de comunicação ao Exército Brasileiro, para cassação das autorizações concedidas aos CAC’s”, informou, em nota, a PF.
Desarmamento
Durante audiência pública realizada ontem (3) na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, voltou a defender campanhas de desarmamento feitas pelo governo federal.
“O armamentismo mata. Felizmente, tivemos um grande sucesso no recadastramento de armas, uma medida saneadora e protetora das famílias brasileiras. Alcançamos 99% das armas recadastradas, mostrando que há um entendimento [social] de que estamos caminhando na direção correta para encontramos uma regulação adequada”, disse o ministro.
“Com a conclusão do recadastramento, teremos, em breve, a edição de uma nova norma regulamentadora, pois agora temos um número exato das armas não recadastradas: cerca de 10 mil. Obviamente, estas serão alvo de ações policiais, conforme a lei manda. Este é um vetor importante para que haja paz no Brasil”, acrescentou o ministro referindo-se a ações como a desta quinta-feira.
Hoje, em sua conta no Twitter, Dino apresentou uma tabela com os números atualizados do recadastramento de armas efetuados pela Polícia Federal. “Realço que armas de uso permitido superaram as anteriormente cadastradas. Quanto às de uso restrito, 6.168 não foram recadastradas e serão adotadas as providências legais”, postou o ministro.
Sábado é dia da melhor roda de pagode do quadradinho, o Boteco do Clima, esta edição (6/5) não para por aí, além do ritmo contagiante do pagode também vai trazer para os apaixonados pelo futebol brasileiro, a transmissão do clássico carioca: vasco e fluminense.
Muito pagode com mais de 6 horas de música, cerveja gelada, futebol e bons drinks autorais. Tudo isso em uma vista simplesmente paradisíaca: na Orla da AABB, a partir das 17h.
A programação está recheada de atrações: Dj Higor Touret: durante todo o evento, Clima de Montanha, das 19h às 22h30 uma atração surpresa a partir das 23h.
Os aniversariantes que desejarem celebrar o novo ciclo nesta grande festa ganharão duas cortesias (acesso a qualquer hora), 30 cortesias para convidados até as 19h, cupom de desconto de 50% ilimitado para convidados que chegarem após as 19h e um balde de cerveja a cada 10 convidados que garantirem seu ingresso antecipado e entrarem no evento.
A entrada é gratuita para os sócios da AABB e os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente por R$30,00 pelo link https://www.sympla.com.br/boteco-do-clima–sabado–especial-classico-vasco-x-fluminense–65__1975303?token=4bcf3718c20e6970fd848cf72ffbebb9.
Lembrando que toda semana o link para compra de ingressos é atualizado. As entradas também poderão ser adquiridas no dia do evento por R$50,00.
O Boteco do Clima é um projeto musical que acontece todos os sábados na AABB. Para mais informações, ligue para (61) 98350 0700.
Serviço: Pagode, futebol e cerveja gelada: vem aí o Boteco do Clima – edição especial
Data: 06 de maio de 2023
Horário: a partir das 17h
Local: AABB
Ingressos: https://www.sympla.com.br/boteco-do-clima–sabado–especial-classico-vasco-x-fluminense–65__1975303?token=4bcf3718c20e6970fd848cf72ffbebb9
Informações: Telefone: (61) 983500700
E-mail: contato@climademontanha.com.br
Serviços como poda de árvores, limpeza e pintura estão sendo feitas na área central da capital, que ganhará novas funções
Uma força-tarefa mobilizada pelo governo é realizado há semanas para reformar o Setor Comercial Sul. As obras em andamento estão sendo conduzidas pelo GDF Presente, com equipes do RenovaDF, Novacap, Detran, Departamento de Parques e Jardins, Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) e Administração Regional do Plano Piloto.
O secretário de Governo José Humberto Pires de Araújo visitou, nesta quarta-feira, o andamento das obras no Setor Comercial Sul e disse que os trabalhos têm o objetivo de requalificar o setor e incentivar novamente a atividade econômica | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Os serviços englobam a manutenção de vias, que faz parte da operação tapa-buraco, podas de árvores, coleta de inservíveis, renovação da sinalização e diversas pinturas: do meio-fio, piquetes de estacionamento, parada de ônibus, caixas de telefonia e do canteiro de plantas.
“Estamos em uma operação conduzida pelo grupo geral do governo, o GDF Presente e todos os órgãos unidos para manter um setor agradável. Embora estejamos em reforma, as pessoas podem circular com tranquilidade e executar suas atividades. Mais de 200 novas atividades vão poder acontecer aqui após a sanção da nova lei. Quando você ocupa o espaço, você sabe que isso afugenta os malfeitores”José Humberto Pires de Araújo, secretário de Governo
Os reparos estão concentrados nas quadras 3, 4 e 5 do Setor Comercial Sul, entre o Pátio Brasil e a área do canteiro central. Segundo a Secretaria de Obras, a Quadra 6 já teve a licitação e, após a conclusão dos trabalhos nas demais quadras, as equipes irão percorrer o restante do Setor Comercial, indo para as pontas, que são as quadras 1 e 2.
“O Setor Comercial Sul está localizado no centro da capital e abarca uma vasta gama de comércios, empresas, sindicatos e outros estabelecimentos, importantes para Brasília. A administração vem atuando diariamente na limpeza do local e contribuindo com as ações de reformas das quadras, acompanhando as obras necessárias e importantes que o GDF vem fazendo no local”, destacou o administrador do Plano Piloto, Valdemar Medeiros.
Além das reformas, equipes de campo do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) estão cuidando da manutenção de prismas e totens de endereçamento, enquanto equipes do Departamento de Trânsito (Detran) auxiliam com a manutenção e instalação de novas placas de sinalização vertical e apoio com viaturas no trabalho noturno.
Trabalho constante
Nesta quarta (3), o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, visitou o andamento das obras que estão sendo realizadas no Setor Comercial Sul. De acordo com ele, os trabalhos têm o objetivo de requalificar o setor e incentivar novamente a atividade econômica. No último ano, mais de 100 empresas na área da informação e comunicação se instalaram no local.
O administrador do Plano Piloto, Valdemar Medeiros, destaca que “vem atuando diariamente na limpeza do local e contribuindo com as ações de reformas das quadras, acompanhando as obras necessárias e importantes que o GDF vem fazendo no local”
“Estamos em uma operação conduzida pelo grupo geral do governo, o GDF Presente e todos os órgãos unidos para manter um setor agradável. Embora estejamos em reforma, as pessoas podem circular com tranquilidade e executar suas atividades. Mais de 200 novas atividades vão poder acontecer aqui após a sanção da nova lei. Quando você ocupa o espaço, você sabe que isso afugenta os malfeitores”, observou o secretário.
A visita coincide com a assinatura da nova lei que determina os usos do Setor Comercial Sul, sancionada na manhã desta quarta-feira (3). De acordo com a prefeita da região, Lígia Meirelles, a antiga lei de 1967 não contemplava mais as necessidades da população.
“O mercado mudou, novas empresas e novos usos são necessários para fazer essa adequação. Com o esforço do governo, conseguimos chegar a esse marco histórico para entregar para o Setor Comercial Sul a possibilidade de se desenvolver. Assim, podemos trazer para mais perto de nós as universidades e diversas outras atividades que querem se instalar aqui e não conseguiam, porque não estava previsto na antiga lei”, explicou Lígia.
A prefeita afirmou ainda que diversos projetos ecológicos também estão em andamento para o setor, como a instalação de papa-lixos e a instalação de bicicletários, além de ações de conscientização para orientar as mais de 200 mil pessoas que transitam pela área todos os dias.
“O Setor Comercial Sul faz parte da memória afetiva do brasiliense. Então, recuperá-lo é trazer um pedacinho do coração de cada pessoa que mora no Distrito Federal”, completou a prefeita.
Coração de Brasília
A memória do Setor Comercial Sul é algo muito presente para Ana Amorim, comerciante no local desde 1995. Ana tem uma banca de revistas próxima à Quadra 6, que está sendo reformada. Ela lembra de como o setor era antes de começarem as obras e se diz esperançosa para vê-lo de cara nova.
“Aqui é o coração de Brasília. Mas as pessoas hoje em dia têm medo de vir aqui. Tenho clientes que pedem o serviço e a entrega, mas não vem. Queremos que volte a crescer, funcione de manhã, de tarde e de noite. Essa obra do governo nos traz esperança de dias melhores. A gente viu o setor totalmente defasado, foram muitos anos de abandono, árvores para podar, calçadas estragadas. Hoje estamos vendo as coisas melhorarem. Claro que a gente está tendo alguns transtornos, mas não tem como fritar um ovo sem quebrar. Então, esperamos que esse trabalho por Brasília continue, estamos muito felizes. Espero que o Setor Comercial Sul volte a ser o que era há 15, 20 anos: com trabalho, com desenvolvimento e com sustentabilidade”, destacou.
Brenda Lara é advogada e frequenta o Setor Comercial Sul há bastante tempo, pois trabalha perto e possui clientes na região. Ela fala da importância dessa área comercial. “De uns três a quatro anos pra cá, tem melhorado e dá vontade cada vez mais de frequentar, porque é um local que é muito central, com muitas lojas diferentes em que você pode encontrar bons preços. Aqui faz parte da cultura de Brasília, não tem sentido não cuidar. Essa ideia de transformar em um polo high-tech é fantástica e também há espaço para se transformar em um polo cultural”, afirmou a advogada.
O Legislativo é a “caixa de ressonância” de um povo. Aqui no DF, parte dos deputados acha que são federais, se esquecendo que foram eleitos para debaterem a pauta da população local
Professores que foram nesta quarta-feira (03) à Câmara Legislativa, em busca de apoio à categoria com indicativo de greve, terminou tendo que engolir os discurso de defesa e ataques sobre a operação de busca e apreensão da Polícia Federal, na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Poucos foram os discursos em defesa da pauta dos professores do DF, por exemplo, presentes no plenário da Casa.
Apenas dois parlamentares foram com mais profundidade sobre o tema: o deputado Fábio Félix (Psol) e o deputado Robério Negreiros (PSD), líder do governo.
Fora isso, a impressão nesta quarta era de que a CLDF estava fazendo o papel de Câmara Federal, com parte de seus distritais debatendo temas nacionais e de cunho ideológico, do que a pauta local.
A falta de quórum já se tornou um hábito sistêmico no plenário do Legislativo local.
Desde a abertura da atual legislatura até a presente data, inúmeras sessões abertas com número regimental, se esvazia num passo de mágica, com distritais em fuga.
A situação cria até mesmo embaraço ao GDF, cujo projetos do Executivo encalham na fila de espera.
Nesse contexto, a maior prejudicada é a população brasiliense que paga os altos custos do parlamento local.
Ao deixar sede da Polícia Federal, Fabio Wajngarten disse que já encaminhou pedido ao STF
O advogado de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten, disse que seu cliente só prestará depoimento à Polícia Federal após ter acesso aos autos da Operação Venire, deflagrada nesta quarta-feira (3).
Bolsonaro já tinha um depoimento marcado para esta quarta (3), mas sobre o caso dos kits de joias presenteados pelo governo da Arábia Saudita. O depoimento, no entanto, foi adiado com a deflagração da Operação Venire, que investiga suposta adulteração de cartões de vacinação para covid-19 do ex-presidente e de seus familiares.
Ao deixar a sede da PF, Wajngarten informou a jornalistas que estavam no local sobre outros três alvos de mandados na mesma operação: o policial militar Max Guilherme, segurança do ex-presidente; o tenente-coronel Mauro Cid Barbolsa, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; além do militar do Exército Sérgio Cordeiro, que era também segurança presidencial.
“O Max Guilherme já prestou depoimento, já foi ao IML [Instituto Médico Legal] e já fez um exame de corpo de delito. O coronel Cid ainda não prestou depoimento; e Sérgio Cordeiro prestará depoimento em breve”, disse Wajngarten.
Petição
O advogado de Bolsonaro confirmou que não teve, até o momento, acesso sequer aos depoimentos dos outros investigados, mas que já entrou com uma petição junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso.
“O [advogado] Marcelo Bessa acompanhou a ação, logo cedo, de busca e apreensão na residência do presidente, e já peticionou ao ministro Alexandre de Moraes pedido para ter acesso aos autos da operação de hoje. O presidente virá depor tão logo tenha acesso aos autos, fato este que ainda não é se consumou”, acrescentou Wajngarten.
Operação Venire
A Operação Venire investiga suposta adulteração em cartões de vacinação de Bolsonaro e da filha Laura. A residência dele, em Brasília, foi alvo de mandado de busca e apreensão. A ação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva em Brasília e no Rio de Janeiro.
Sobre o cartão de vacinação, Wajngarten reiterou que só se manifestará após acesso aos autos. Ele, no entanto, acrescentou que “o Brasil inteiro conhece a posição do presidente quanto a vacina”, e que “vacina é uma decisão de cunho pessoal”.
“Cabe ao presidente e a cada um decidir se vai tomar vacina ou não, e a opinião do presidente quanto à vacinação é notória e o Brasil inteiro conhece”, afirmou ao dizer que todos os alvos de mandados desta operação foram “pegos de surpresa”.
Perguntado sobre se Bolsonaro apresentou o cartão de vacinação quando foi aos Estados Unidos, em dezembro de 2022, Wajngarten disse ainda não ter essa informação, mas que irá apurar. “Vamos encontrar com ele, mas eu acho que o presidente entrou nos Estados Unidos com visto e passaporte de presidente da República”.
O advogado comentou a apreensão de uma arma na residência do ex-presidente: “soube que uma arma funcional de um dos assessores do presidente foi apreendida. A defesa já pediu a devolução dessa arma”.
Repercussão
O líder do PL – partido do ex-presidente – na Câmara, deputado federal Altineu Côrtes (PL-RJ), disse estar perplexo com a situação e sugeriu que a deflagração da operação poderia estar ligada ao que chamou de derrota do governo diante do adiamento da votação do Projeto de Lei 2.630, conhecido com PL das Fake News.
“Na política, a gente não quer sempre ligar os fatos. Mas o governo teve uma derrota na tentativa de aprovar o texto das Fake News, foi aberta a CPMI de 8 de janeiro, Bolsonaro foi à Agrishow e a população toda abraçando ele. Chega agora e acontece um fato como esse”, afirmou o parlamentar em conversa com jornalistas.
Para o encontro distrital que será realizado em outubro, sociedade civil já pode participar dos debates por meio das conferências livres, neste mês e em junho
Neste ano, em 5 e 6 de outubro, será realizada a XV Conferência Distrital de Assistência Social. Durante o evento, realizado a cada dois anos, cidadãos, entidades e trabalhadores da assistência social podem opinar, avaliar as ações atuais e contribuir para aprimorar a política relacionada ao tema em todo o país. Isso porque, assim como ocorrerá nas conferências estaduais, as propostas aprovadas pela população do Distrito Federal serão levadas para um encontro nacional, previsto para dezembro.
A Resolução nº 13 do Conselho de Assistência Social do DF (CAS-DF), de 27/4/23, publicada nesta terça-feira (2) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), regulamenta a XV Conferência Distrital e todo o processo de preparação do encontro, que vão desde os temas a serem discutidos, conforme estabelecido pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), até as regras para a realização das quatro conferências regionais, que antecedem o encontro distrital. Todas as conferências no âmbito do DF são organizadas pelo CAS-DF.
“A Conferência Distrital é a oportunidade que a população tem de decidir sobre essa política, definir como ela pode fazer a diferença. Nós só temos os avanços porque tivemos conferências anteriores e a participação da sociedade”, ressalta o presidente o presidente do CAS-DF, Coracy Chavante, que também é subsecretário de Assistência Social da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).
“A assistência social é uma instância de participação democrática e controle social, de avaliar, rever e propor melhorias para a política de assistência social no DF”Coracy Chavante, presidente do Conselho de Assistência Social do DF
As conferências regionais, divididas por territórios, englobando as regiões administrativas do DF, serão realizadas em agosto e setembro. Os debates serão conduzidos por usuários da política, trabalhadores da assistência social e entidades e representantes governamentais.
O tema deste ano é “Reconstrução do Sistema Único de Assistência Social [Suas]: O Suas que temos e o Suas que queremos”. Cinco eixos vão nortear os debates: Financiamento, Controle social, Articulação entre os segmentos, Serviços, programas e projetos e Benefício e transferência de renda.
“A Conferência Distrital só ocorre cada dois anos. É uma instância de participação democrática e controle social, de avaliar, rever e propor melhorias para a política de assistência social no DF”, reforça a vice-presidente do CAS-DF, Neidiana Adriana Jerônimo da Cunha. “A contribuição de cada cidadão, usuário, trabalhador e organização do terceiro setor que executa os serviços socioassistenciais somente será efetiva se nos unirmos para enfrentar os problemas e exercer o controle social.”
Conferências livres
As conferências regionais poderão ser precedidas pelas chamadas conferências livres, abertas ao público em geral, com o objetivo mobilizar e articular atores da política de assistência social. Toda a população pode participar, debater, fazer sugestões para aprimorar as políticas públicas, não somente servidores e pessoas envolvidas na área da assistência social.
“Quando você participa, traz a sua opinião, a sua sugestão, a sua crítica no espaço da conferência; você constrói essa política com participação social e exerce a sua cidadania. A partir daí, a política pública vai tendo direcionamento com a construção coletiva e participação de todos”, reforça Coracy Chavante.
As conferências livres serão realizadas neste mês de maio e em junho. Os encontros vão debater pontos dentro dos eixos já definidos. As conferências não elegem delegados para participação nas conferências regionais ou distrital de assistência social. Os produtos finais das conferências livres serão incorporados a documento a ser disponibilizado nas regionais.
Pesquisa realizada pela primeira vez somente com brasileiras em quatro regiões do País indica a necessidade de acompanhamento nutricional a pacientes que fazem quimioterapia
Um estudo realizado pela primeira vez somente com mulheres brasileiras confirma que a quimioterapia provoca aumento de peso e interfere no índice de massa gorda em pacientes que tratam o câncer de mama. A pesquisa recente, publicada pelo Multidisciplinary Digital Publishing Institute (MDPI), foi realizada em quatro regiões do País e envolveu instituições importantes como A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo, referência internacional no tratamento da doença. “Os dados mostram que as mulheres que fazem quimioterapia precisam, necessariamente, de um acompanhamento nutricional realizado por especialistas”, afirma um dos autores do estudo, o mastologista Ruffo Freitas-Junior, assessor especial da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
Entre 2004 e 2018, Freitas-Junior e outros 13 pesquisadores de importantes universidades brasileiras e também da Universidade de Queensland, na Austrália, coletaram informações sobre 304 pacientes em tratamento de câncer de mama em seis Estados de quatro regiões brasileiras: São Paulo, Minas Gerais (Sudeste), Rio Grande do Sul, Santa Catarina (Sul), Goiás (Centro-Oeste) e Ceará (Nordeste). Os resultados da investigação estão no artigo “Impacto do regime quimioterápico na composição corporal de mulheres com câncer de mama: estudo multicêntrico em quatro regiões brasileiras”.
“Estudos ao redor do mundo, associando ganho de peso, aumento de massa gorda, são de conhecimento da comunidade médica. Mas acreditamos que pela primeira vez temos dados avaliados exclusivamente com a população brasileira”, destaca o mastologista da SBM.
Para selecionar as participantes brasileiras no estudo, os pesquisadores consideraram mulheres com idade igual ou superior a 18 anos, com câncer de mama em estágios clínicos de I a III, ou seja, de casos iniciais a avançados. Todas as pacientes, informa Freitas-Junior, foram submetidas a tratamento com taxanos, principal droga quimioterápica conhecida pela sigla TC.
De acordo com o mastologista, a pesquisa foi iniciada com as pacientes no momento do diagnóstico. “Ou seja, o estudo começa antes da primeira sessão de quimioterapia e segue até duas semanas após a finalização do ciclo de aplicação da droga”, explica.
Depois das sessões de quimioterapia, o especialista conta que as brasileiras com câncer de mama apresentaram maior Índice de Massa Corpórea (IMC), na comparação com um estudo realizado com mulheres dinarmarquesas.
O ganho de peso, indica a pesquisa nacional, pode variar entre 8 e 10 quilos, independentemente da idade das pacientes, estadiamento clínico do câncer de mama e consumo de alimentos. “Para realizar a quimioterapia, as mulheres enfrentam mudanças na rotina diária”, destaca Freitas-Junior. “Os efeitos colaterais das drogas interferem na alimentação e na atividade física, o que leva a um menor fluxo de energia e, consequentemente, à desaceleração do metabolismo”, completa.
Nutrição e exercícios
Como forma de amenizar o ganho de peso e de massa gorda em mulheres que tratam o câncer, o mastologista destaca a importância de um acompanhamento nutricional, assim como a prática de atividade física, ambas acompanhadas por especialistas.
Aliada na recuperação das pacientes, a alimentação também tem papel fundamental para evitar a doença. A literatura científica é unânime ao destacar a importância de uma dieta equilibrada e vários especialistas destacam o papel dos alimentos funcionais como auxiliares preventivos deste tipo de neoplasia.
Os alimentos funcionais compõem um grupo amplamente estudado pela Ciência. São ácidos graxos, poliinsaturados ômega 3, prebióticos e probióticos, entre outros. Neste sentido, pesquisas indicam que dietas baseadas no consumo regular de frutas, vegetais, cereais integrais, ervas, entre outros, são coadjuvantes da boa saúde.
Tão importante quanto os estudos científicos, como o que foi publicado pela MDPI, do qual Ruffo Freitas-Junior participa, e sinaliza aprimoramentos no tratamento do câncer, é disseminar entre a população brasileira medidas que tenham impacto positivo na qualidade de vida e na prevenção da doença. “Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sem dúvida, aparecem no topo da lista”, finaliza o mastologista.