Equipamentos vão reforçar atendimento a recém-nascidos prematuros na rede pública do DF
Brasília, 17 de março de 2026 – O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) publicou o Edital nº 018/2026 para a aquisição de 45 incubadoras neonatais destinadas ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no Distrito Federal.
Os equipamentos serão utilizados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI neonatal), além de berçários e maternidades da unidade. As incubadoras são essenciais para o cuidado de recém-nascidos prematuros e bebês que necessitam de atenção especializada, garantindo controle de temperatura e umidade, proteção contra infecções e monitoramento clínico contínuo.
Prazo para propostas
O prazo para envio das propostas vai até as 23h55 (horário local) do dia 27 de março. As empresas interessadas devem encaminhar a documentação exclusivamente pelo portal eletrônico www.apoiocotações.com.br.
De acordo com a analista de Compras do IgesDF, Gerlani Pereira, a iniciativa faz parte da estratégia de fortalecimento da assistência hospitalar no DF. Segundo ela, o objetivo é garantir melhores condições de trabalho às equipes de saúde e ampliar a qualidade do atendimento prestado à população.
O edital completo e os anexos estão disponíveis para consulta no site oficial do instituto.
A aquisição dos equipamentos deve contribuir para ampliar a capacidade de atendimento neonatal na rede pública, oferecendo mais segurança e suporte ao desenvolvimento dos bebês atendidos no HRSM.
Animais estão saudáveis, castrados e prontos para ganhar um novo lar
Brasília, 17 de março de 2026 – Mais de um ano após serem resgatados, 13 cães seguem à espera de um lar na Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses do Distrito Federal. Mantidos sob cuidados do Governo do Distrito Federal (GDF), os animais estão saudáveis e disponíveis para adoção responsável.
Ao todo, são 12 machos e uma fêmea, todos com mais de 2 anos de idade. Entre eles estão Antônio, Farofa, Bono, Rubinho, Ginger, Pongo, Calvin, Patrick, Walter, Feliz, Rex, Bruce e Airton — cada um com nome, histórico e características próprias, à espera de uma nova chance de recomeçar.
Parte dos cães foi resgatada durante uma operação realizada no ano passado na Candangolândia, onde cerca de 100 animais foram encontrados em condições insalubres na casa de uma acumuladora.
Desde então, os pets receberam atendimento veterinário e seguem sendo monitorados pela equipe da unidade. Todos estão vacinados, vermifugados, castrados, microchipados e utilizam coleiras repelentes contra o mosquito transmissor da leishmaniose. Nas baias, fichas detalham informações sobre idade, comportamento e possíveis tratamentos.
A cachorrinha Candy, adotada na Zoonoses há cerca de 15 dias, alegrou a rotina da família de Marília Cabral Miranda (ao centro): “A Candy sempre foi carinhosa e agora é a dona da casa, está se adaptando muito bem” | Foto: Arquivo pessoal
De acordo com a gerente da Zoonoses, Andressa Jalyne, embora o acolhimento não seja a principal função do órgão, a equipe atua em casos de resgate de animais vítimas de maus-tratos. Segundo ela, os cães recebem manejo diário e acompanhamento constante de veterinários, estando aptos para adoção.
Histórias que transformam
Experiências de quem já adotou mostram o impacto positivo da iniciativa. A veterinária Marília Cabral Miranda adotou recentemente a cadela Candy e relata que a chegada do animal trouxe alegria à rotina da família. Segundo ela, o processo de adoção foi simples e os cuidados oferecidos pela unidade garantem a saúde dos animais.
O bancário Rafael Sampaio também encontrou na adoção uma mudança de vida ao acolher a cadela Pituca. Ele destaca que o animal trouxe mais qualidade de vida e bem-estar ao dia a dia, além de reforçar a importância da responsabilidade envolvida na decisão.
Como adotar
Para adotar um animal na Zoonoses, é necessário ter mais de 18 anos, residir no Distrito Federal, apresentar documento oficial com foto, passar por entrevista e assinar um termo de responsabilidade.
O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A unidade também oferece visitas guiadas, auxiliando os interessados a encontrar o animal mais compatível com sua rotina.
A adoção responsável, além de transformar a vida dos animais, também impacta positivamente as famílias, promovendo cuidado, afeto e uma nova oportunidade para cães que aguardam por um lar definitivo.
Programas Pró-DF II e Desenvolve-DF já somam 1,7 mil contratos desde 2019
Programas Pró-DF II e Desenvolve-DF já somam 1,7 mil contratos desde 2019
Brasília, 17 de março de 2026 – O governador Ibaneis Rocha entregou, nesta terça-feira (17), mais 200 escrituras e contratos de concessão a empresas atendidas pelos programas Pró-DF II e Desenvolve-DF. A cerimônia ocorreu no Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal (GDF).
Com a nova rodada, o governo alcança a marca de 1,7 mil escrituras e contratos vinculados aos dois programas desde 2019. A iniciativa tem como objetivo regularizar imóveis públicos utilizados por empresas, garantindo segurança jurídica e possibilitando a expansão dos negócios.
Segundo o governador, a ação representa o maior programa de regularização de áreas econômicas da história do Distrito Federal, permitindo que empresas antes em situação irregular possam ampliar suas atividades, gerar empregos e acessar linhas de crédito.
Ibaneis Rocha: “São 1,7 mil empresas que trabalhavam na ilegalidade e que hoje podem ampliar o seu desenvolvimento, aumentar o número de empregados e tirar financiamentos para ampliar o seu trabalho” | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
A medida dá continuidade ao trabalho conduzido pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal (Sedet-DF). No fim de fevereiro, o total de documentos entregues já havia alcançado 1,5 mil.
Programas complementares
Os dois programas atuam em frentes distintas. O Pró-DF II foi criado para regularizar terrenos já ocupados por empresas em funcionamento, enquanto o Desenvolve-DF funciona como porta de entrada para novos empreendimentos, por meio da concessão de áreas públicas.
No caso do Desenvolve-DF, os lotes são disponibilizados por licitação pública, com incentivos como carência de até dois anos para início do pagamento e contrapartidas relacionadas à geração de empregos e investimentos.
De acordo com o diretor da Terracap, Leonardo Mundim, a legislação criada em 2019 possibilitou avançar na regularização de empresas que enfrentavam entraves burocráticos mesmo já tendo iniciado processos junto ao governo.
Leonardo Mundim: “Nós temos incentivos que vão desde a geração adicional de empregos a essas medidas de responsabilidade social e ambiental, para que o valor da concessão vá ficando cada vez menor”
Já o secretário-adjunto da Sedet-DF, Ivan Alves dos Santos, destacou que a principal vantagem da medida é retirar os empresários de um cenário de insegurança jurídica, permitindo planejamento e crescimento sustentável dos negócios.
Impacto econômico
Além da regularização fundiária, o governo também tem investido em melhorias de infraestrutura nas áreas de desenvolvimento econômico, incluindo intervenções em mobilidade, energia elétrica, calçadas e estacionamentos.
Com a documentação regularizada, as empresas passam a ter acesso facilitado a financiamentos, podem oferecer garantias e ampliar seus investimentos, o que contribui diretamente para a geração de emprego e renda.
No início de março, a Terracap lançou o primeiro edital do Desenvolve-DF de 2026, com 53 imóveis destinados a empresas dos setores de comércio, indústria e serviços.
Para a empresária Lázara Fernanda Leal de Amorim, uma das beneficiadas, a regularização representa um avanço importante para a consolidação do negócio. Segundo ela, a possibilidade de ter uma sede própria garante mais estabilidade e permite ampliar o atendimento à comunidade.
Espaço no Recanto das Emas fortalece educação híbrida e produção de conteúdos digitais
Brasília, 17 de março de 2026 – A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) inaugurou, nesta segunda-feira (16), o segundo Núcleo de Inovação do DF. A nova unidade foi instalada no Centro de Ensino Médio 804, no Recanto das Emas, com o objetivo de ampliar o uso de tecnologias no ensino e fortalecer a educação híbrida na rede pública.
O espaço é voltado à produção de conteúdos digitais e ao desenvolvimento de metodologias inovadoras, combinando atividades presenciais e não presenciais. A iniciativa busca incentivar o protagonismo dos estudantes e contribuir para a melhoria da aprendizagem.
A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou que o projeto deve continuar em expansão, com articulações já em andamento junto ao Ministério da Educação (MEC) para a implantação de novas unidades.
A primeira unidade do Núcleo de Inovação foi inaugurada em março de 2024, na sede da secretaria. Agora, com a chegada do projeto a uma escola da rede pública, o acesso às ferramentas tecnológicas é ampliado diretamente para estudantes e professores.
Integração com políticas públicas
A iniciativa está alinhada a programas como o Plano Distrital de Educação, a Política Nacional de Educação Digital e o Horizontes Digitais. O objetivo é garantir o uso de metodologias ativas e recursos tecnológicos no processo de ensino-aprendizagem.
A diretora de Políticas e Diretrizes da Educação Básica do MEC, Tereza Santos, ressaltou o compromisso do governo federal em ampliar iniciativas que promovam inovação pedagógica nas redes públicas de ensino em todo o país.
Expansão nacional
O Distrito Federal também integra a Rede de Inovação para a Educação Híbrida, criada em 2022 em parceria com a Universidade Federal de Alagoas. Segundo o coordenador-geral da rede, Ibisem Bittencourt, já foram planejados 52 núcleos em todo o Brasil, sendo 47 deles concluídos.
A coordenadora-geral de Ensino Médio do MEC, Valdirene Alves, avaliou como acertada a instalação do núcleo dentro de uma escola, destacando que espaços como esse contribuem para a implementação dos itinerários formativos previstos no novo ensino médio.
Com o novo núcleo, a expectativa é que os conteúdos produzidos passem a integrar os materiais pedagógicos da rede pública e as formações de professores. A estratégia também deve ampliar o acesso à educação de qualidade, especialmente para estudantes do ensino médio noturno, além de contribuir para a formação de jovens preparados para os desafios da cidadania digital.
Envolvimento de Lewandowski, Mantega, Toffoli, Vorcaro e Lula no caso Master destrói qualquer chance de recuperação da esquerda brasiliense em 2026 – petistas e figuras históricas optam pelo silêncio absoluto, enquanto tentam inverter a narrativa, mas o eleitor já percebeu a desfaçatez
O escândalo do Banco Master não é apenas uma crise financeira; é o atestado de óbito político da esquerda e da extrema-esquerda no Distrito Federal. A captação de R$ 1,9 bilhão de fundos de pensão e o rombo bilionário que ameaça aposentados e servidores revelaram conexões profundas com figuras centrais do PT e do governo Lula: Ricardo Lewandowski (ex-ministro da Justiça e ex-ministro do STF), Guido Mantega (ex-ministro da Fazenda), Dias Toffoli (ministro do STF e ex-advogado do PT), Daniel Vorcaro (empresário envolvido em operações suspeitas) e o próprio presidente Lula, flagrado em encontros e articulações que ligam o Planalto ao banco.
Essa rede de influência – que inclui mesadas investigadas, contratos milionários e sociedades questionáveis – transformou o Master em um símbolo da corrupção sistêmica que a esquerda prometeu combater, mas acabou alimentando.
Enquanto isso, os principais nomes da esquerda brasiliense adotaram o silêncio mais ensurdecedor possível. Nenhum deles – Rodrigo Rollemberg (PSB), Ricardo Cappelli (PSB), Leandro Grass (PT), Erika Kokay (PT), Gabriel Magno (PT), Chico Vigilante (PT), Max Maciel (PSOL) e Fábio Félix (PSOL) – teve coragem de tocar no assunto. Nenhum pronunciamento condenando o envolvimento do PT, do governo Lula ou do STF no olho do furacão.
Em vez de cobrar transparência e justiça para os aposentados lesados, optaram por discursos falsos, tentativas de inverter a culpa e ataques genéricos ao governador Ibaneis Rocha e à vice Celina Leão. É o clássico: quando o escândalo bate na própria porta, o silêncio vira estratégia e a hipocrisia vira discurso.
Se a esquerda brasiliense já estava definhando – com Lula com desaprovação de 59,7% no DF, traição interna a Grass em favor de Cappelli, baixa nas pesquisas (Cappelli em 6-7%, Grass em 13-16%) e rejeição popular à “República dos Condenados” (Arruda, Argello, Brunelli) –, o Caso Master acelerou o processo para o pó.
A população acompanha tudo: sabe que o rombo do Master tem digitais petistas, que fundos de pensão foram usados como caixa para operações suspeitas e que o silêncio da esquerda local é prova de conivência ou covardia.
Enquanto Celina Leão lidera com 40-50% das intenções de voto (Real Time Big Data e internas), Ibaneis Rocha mantém 63% de aprovação e a dobradinha avança para vitória no primeiro turno, os opositores perdem o pouco que restava de credibilidade.
O BRB foi salvo com o PL 2175/2026 (apesar da oposição de figuras como Vigilante e Kokay), preservando 4.500 empregos e programas sociais. O PDOT aprovado regularizou 28 áreas irregulares beneficiando 20 mil famílias. O programa Administração Regional 24 Horas atinge 76,15% de resolutividade. Resultados reais que o povo vê e aprova.
A hipocrisia da esquerda brasiliense está escancarada: criticam o BRB e o governo local, mas calam sobre o Master e as conexões com Lula, Toffoli, Mantega e Lewandowski. Acham que o povo é burro ou não acompanha. Engano fatal. O eleitor do DF já separou o joio do trigo: rejeita politicagem rasteira, oportunismo e silêncio cúmplice.
Em 2026, Celina Leão e Ibaneis Rocha colhem o que plantaram – competência e resultados. A esquerda? Vira pó. E o povo, com bom senso, assiste e julga.
Quase 400 famílias contempladas precisam agora acessar o site do GDF Social e abrir conta pelo aplicativo BRB Mobile
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) selecionou 398 novas famílias beneficiárias do programa DF Social para abrir conta no Banco de Brasília (BRB) e ter acesso ao auxílio mensal de R$ 150. Para garantir o recebimento do próximo pagamento, é necessário que o cidadão tenha a conta social (não se trata de uma conta bancária comum) aberta até as 18h do dia 23 deste mês.
Para ter acesso ao benefício é preciso abrir a conta social; antes disso, porém, a pessoa deve consultar se foi contemplada | Foto: Divulgação/Sedes-DF
Quem não abrir conta no prazo estabelecido terá que aguardar nova contemplação. A abertura da conta social deve ser feita pelo aplicativo BRB Mobile. Basta seguir o passo a passo.
Para saber se foi contemplado, basta fazer a consulta no site GDF Social e confirmar se seu nome está entre os beneficiários. No portal, em “Consulta DF Social”, é necessário informar CPF e data de nascimento do responsável familiar, conforme declarado no Cadastro Único. Após esse procedimento, aparece mensagem na tela informando se a pessoa está ou não na lista de contemplados.
“As famílias precisam, primeiro, consultar a contemplação”, orienta a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “Não basta abrir a conta do BRB no aplicativo, porque, se a pessoa não foi contemplada, a conta específica para receber o DF Social não vai ser habilitada para abertura. Consultou, viu que foi contemplado, então abre a conta para receber o benefício todos os meses.”
O DF Social é o programa de transferência de renda do Governo do Distrito Federal (GDF) que concede R$ 150 mensais destinado às famílias de baixa renda residentes no Distrito Federal. Têm direito ao benefício os grupos com renda per capita de até meio salário mínimo inscritos no Cadastro Único, entre outros critérios. A contemplação é feita por meio de seleção automática, cruzando critérios do programa com os cadastros únicos. O crédito de R$ 150 é depositado pelo BRB sempre no primeiro dia útil de cada mês, a partir das 18h.
Decisão do juiz Daniel Eduardo Branco Carnacchioni que barra o uso de terrenos para reforçar o Banco de Brasília, levanta críticas da Procuradoria-Geral do GDF: “menos jurídica, mais política, ignora rito básico e expõe fragilidade”
A decisão liminar proferida pelo juiz Daniel Eduardo Branco Carnacchioni, da 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, que barrou o uso de terrenos públicos como garantia em operações do Banco de Brasília, nasce sob o signo da desconfiança e pode não sobreviver ao primeiro teste de consistência jurídica.
A ação popular que embasou a liminar é assinada por nomes como o candidato a deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB), o candidato a deputado federal Cristovam Buarque (Solidariedade), o candidato a governador Ricardo Cappelli (PSB) e a candidata a deputada distrital Deyse Amarilio (PSB).
A peça apresenta traços claros de instrumentalização política com viés eleitoreiro, levantando dúvidas sobre sua real motivação jurídica. Todos os autores da ação fazem oposição ao governo do Distrito Federal.
Embora revestida de argumentos sofisticados, a decisão carrega um vício elementar: ignorou um rito básico previsto em lei.
Ao conceder a liminar sem ouvir previamente o Governo do Distrito Federal, o magistrado afrontou o artigo 2º da Lei 8.437/93, que exige a manifestação do poder público antes de medidas dessa natureza.
Não se trata de formalidade, mas de garantia mínima de contraditório, especialmente em casos de alta complexidade e impacto financeiro.
Esse ponto, aliás, é explorado com contundência pela Procuradoria-Geral do DF, que impetrou recurso no Tribunal contra a decisão.
O órgão sustenta que a ausência de oitiva prévia suprimiu informações essenciais, distorcendo a compreensão dos fatos e levando a uma decisão construída sobre premissas equivocadas .
Em outras palavras: julgou-se sem conhecer plenamente o contexto técnico, econômico e regulatório que envolve a operação.
A Procuradoria aponta ainda que houve uso indevido da ação popular como atalho para controle abstrato de constitucionalidade, algo vedado pela jurisprudência.
Na prática, a liminar suspende os efeitos de uma lei em tese, função típica de uma ADI, não de ação popular,
Outro argumento robusto ignorado na decisão diz respeito à própria natureza da lei questionada.
Segundo o GDF, trata-se de norma meramente autorizativa, que não impõe operações, mas apenas cria condições legais para eventual capitalização do banco, caso os órgãos competentes assim deliberem.
Ou seja, não há ato concreto a ser barrado, mas uma estrutura jurídica preventiva.
O relator Alfeu Machado já sinalizou, em caso semelhante, que decisões sobre capitalização de estatais são, essencialmente, políticas e cabem ao Executivo, como acionista controlador. Ao Judiciário, compete controle de legalidade, não substituição de escolhas administrativas.
No fim, o episódio escancara mais do que um embate jurídico: revela uma perigosa distorção de papéis.
Quando decisões com forte impacto econômico são tomadas sem respeito ao rito básico e sob sombras de motivação política, o Judiciário deixa de ser árbitro e passa a atuar como protagonista indevido.
O resultado é corrosivo: insegurança jurídica, instabilidade institucional e um precedente que fragiliza não apenas o Banco de Brasília, mas a própria credibilidade das decisões judiciais.
*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF
Responsável pela criação dos programas Prato Cheio e Cartão Gás, entre outros, atual secretária de Desenvolvimento Social tende a pleitear uma cadeira na CLDF
A advogada Ana Paula Marra, de 39 anos, filiou-se ao partido Podemos na tarde desta terça-feira (20). Secretária de Desenvolvimento Social desde 2020, a gestora demonstra indícios de que vai pleitear por uma cadeira na Câmara Legislativa (CLDF) nas eleições de outubro.
“É a primeira vez em que me filio a um partido. Escolhi o Podemos e o Podemos me escolheu, pois nossos objetivos convergem na garantia, na defesa e nos direitos da nossa população”, destacou. “É um momento muito importante na minha vida. Agora é hora de sentar, fazer um balanço das nossas entregas ao longo desses quase sete anos e planejar o que estar por vir”, discursou a Secretária.
A filiação desta terça-feira teve a presença do presidente regional do Podemos, Cristian Viana; e da presidente nacional da legenda, a deputada federal por São Paulo Renata Abreu, além de secretário nacional do Podemos, Luiz França.
“Ana Paula Marra acaba de assinar uma nova certidão de nascimento, que vai lhe acompanhar por anos. Estamos muito felizes de recebê-la o Podemos, pois as pessoas boas precisam estar na política para que a política alcance de fato quem mais precisa. Desejo uma trajetória grandiosa e ela chega para fazer história no Podemos”, enfatizou a presidente Renata Abreu.
Sobre Ana Paula Marra
Primeiramente no cargo de secretária-adjunta da primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha e, posteriormente, na condição de titular da pasta, Ana Paula Marra foi uma das responsáveis pela criação de importantes programas sociais, como o Cartão Prato Cheio, o Cartão Gás e o DF Social, que beneficiam mais de 250 mil famílias em situação de vulnerabilidade social no DF.
Em sua gestão, ampliou as refeições nos Restaurantes Comunitários, colocando café (R$ 0,50), almoço (R$ 1) e jantar (R$ 0,50) todos os dias da semana, inclusive domingos e feriados, além da abertura de mais quatro novas unidades (Sol Nascente/Pôr do Sol, Varjão, Arniqueira e Samambaia-Expansão). Ela também atou pela redução para R4 1 no preço do almoço, que já chegou a custar R$ 3 reais em gestões anteriores.
Atualmente, a Secretária trabalha para o lançamento do edital do novo concurso público da Secretaria de Desenvolvimento Social com quase 1,2 mil vagas para cargos de nível médio e superior, sendo o maior concurso da carreira de desenvolvimento e assistência social do DF. Em 2021, ela já havia encabeçado o último certame, que contou com mais de mil nomeações, com a convocação de todos os aprovados.
Formatura ocorreu no Ginásio do Cruzeiro, nesta segunda-feira (16), com a participação da vice-governadora Celina Leão. Cursos oferecidos no programa contemplam as 70 profissões que mais contratam no DF
Cerca de 2 mil pessoas receberam o certificado do Qualifica DF, nesta segunda-feira (16), no Ginásio do Cruzeiro. Criado em 2022 pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), o programa oferece cursos gratuitos em diversas áreas profissionais. Desde o lançamento, mais de 66,2 mil certificados foram entregues, impulsionando a geração de emprego e renda na capital.
Presente na solenidade, a vice-governadora Celina Leão ressaltou o impacto da iniciativa para a criação e ocupação de postos de trabalho e a promoção da qualidade de vida para a população. “O Qualifica DF é uma realidade em que, por onde a gente passa no Distrito Federal, nós temos testemunhos positivos sobre esse programa. Ele realmente cria oportunidade para quem quer aprender algo, também incentiva muito o empreendedorismo, as pessoas que têm o seu pequeno negócio. É um curso que a gente tem muito orgulho de trabalhar”, salientou.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, os cursos ofertados foram selecionados de modo estratégico. “São as 70 profissões que mais contratam no DF. Nós fizemos uma pesquisa de campo, identificamos quais eram essas profissões e, baseado na demanda de mercado, foi estruturado o programa”, afirmou.
Com a entrega dos certificados, os alunos serão direcionados a processos seletivos de empresas parceiras. “Hoje formamos aproximadamente 2 mil alunos e iniciaremos a próxima etapa já com mais de 14 mil pessoas inscritas. Esperamos chegar até o final do ano com aproximadamente 25 mil pessoas passando pelo Qualifica DF, em cursos presenciais de aproximadamente três meses. É assim que, de fato, qualificamos as pessoas e geramos oportunidade”, explicou o secretário.
“O Qualifica DF é uma realidade em que, onde a gente passa no Distrito Federal, nós temos testemunhos positivos sobre esse programa. Ele realmente cria oportunidade para quem quer aprender algo, também incentiva muito o empreendedorismo, as pessoas que têm o seu pequeno negócio. É um curso que a gente tem muito orgulho de trabalhar”
Vice-governadora Celina Leão
A formatura era muito esperada por Luciano dos Santos, 50 anos, que concluiu o curso de eletricista predial em Ceilândia. Ele conta que já trabalhava na área de manutenção, mas devido à falta de conhecimento, não conseguia alcançar posições salariais melhores. “Uma empresa em que já trabalhei tinha uma classificação para mim, mas não pude assumir porque não tinha bagagem. Hoje eu tenho, graças a essa oportunidade que me deram”, revela. “Vou trabalhar na área e me profissionalizar ainda mais.”
Outra aluna feliz com a conquista é Sandra Costa, 26. Natural do Maranhão, ela chegou ao DF há oito meses e aproveitou a capacitação. “Tem muitos cursos que informam que são gratuitos, mas, chega lá, é um golpe. O Qualifica DF é realmente 100% gratuito e dão todas as possibilidades para estudar: vale-transporte, alimentação, material, tudo”, observou ela, que se formou em atendente de farmácia. “Já estou à procura de um emprego, imprimi alguns currículos e com o certificado vou correr atrás mesmo.”
Com foco na inclusão social, o Qualifica DF reserva vagas para pessoas com deficiência. O aluno Lucas Fernando Souza, 32, que possui deficiência física, ficou sabendo da iniciativa pela internet e escolheu o curso de recursos humanos. “Queria me qualificar em uma área que eu gosto para ter mais conhecimento e conhecer novas pessoas. Vou esperar uma vaga e pretendo me qualificar mais”, contou ele, que gostou do modelo de ensino. “Os professores são ótimos, aulas práticas maravilhosas.”
Qualificação gratuita
Os cursos possuem carga horária total de 240 horas e contemplam áreas estratégicas como administração, comércio, serviços, saúde, indústria, tecnologia da inovação, agricultura e meio ambiente, contemplando diferentes perfis e níveis de formação. Algumas das profissões abordadas são auxiliar de cozinha, auxiliar de recursos humanos, auxiliar de secretariado, cabeleireiro, cuidador de idosos, desenvolvedor de aplicativos para Android, designer gráfico básico, garçom e barista, jardinagem e paisagismo, manicure e pedicure, manutenção de equipamentos de informática, entre outras.
Luciano dos Santos: “Uma empresa em que já trabalhei tinha uma classificação para mim, mas não pude assumir porque não tinha bagagem. Hoje eu tenho, graças a essa oportunidade que me deram” | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
Além da oportunidade de aprendizado, o Qualifica DF também fornece vale-transporte, seguro contra acidentes pessoais, lanche diário e certificado, bem como uniforme e o Kit Educando, composto por apostila, caderno, caneta, lápis, borracha e pasta plástica com elástico. Os alunos recebem certificados, desde que tenham aproveitamento mínimo de 75% do conteúdo e frequência mínima de 80% da carga horária total.
Para participar do programa, é preciso ter mais de 16 anos; ser pessoa física, brasileira nata ou naturalizada, ou estrangeira em situação regular no país; residir no DF; e possuir escolaridade compatível com o curso desejado. As inscrições para os próximos ciclos são divulgadas no site da Sedet-DF.