Por Celson Bianchi
Este tema não é novo. Terceirizar, pelo dicionário significa “contratar terceiros para executar tarefa que originalmente seria de sua competência direta”.
No Brasil sempre se discutiu a possibilidade de terceirização, tanto nas atividades privadas, quanto no serviço público. Mas nunca antes na história do Distrito Federal o tema foi colocado de forma tão ampla quanto desnecessária, no âmbito do governo local.
Trata-se de um erro primário, afinal se a intenção era esta, melhor seria ter colocado claramente pra população a intenção de fazê-lo, durante o período eleitoral, ao invés da surpresa de momento.
Afinal já temos terceirização na limpeza, na vigilância, em serviços de recepção e até de motoristas. Mas em todas estas áreas, quem quiser ou tiver a curiosidade de verificar, vai descobrir com espanto o tamanho do custo da terceirização. Uma forma cara e mau administrada de zelar pelo dinheiro público, um ingrediente tão escasso quanto insuficiente.
Geralmente neste tipo de negócio é o governo que arca com o custo e este é sempre maior do que o seria se executasse diretamente a tarefa. O problema é que se criou uma cultura, onde o poder público é tido sempre como incompetente para fazer o que deveria. Daí transferir pra terceiros, mesmo de forma mais cara, ter se transformado em panaceia para a solução do problema.
A moda agora é a terceirização de serviços na educação e na saúde. Não importa quão mais caros eles fiquem. A tática é simples: destrói-se o que já existe, acrescenta-se má gestão na execução dos serviços e depois se colhe a insatisfação da população. Pronto: está construído o cenário para o caminho fácil é extremamente caro da terceirização, em nome de uma eficiência que não virá, mas que certamente fará a alegria de alguns poucos.
Contudo a população está atenta, e nem mesmo a tentativa de vender, através da grande mídia, a idéia de que o remédio é milagroso, tem dado resultado e a consequência disto já se reflete nas pesquisas de aprovação do governo. Tão mal das pernas quanto os serviços que oferece à população.
O perigo é que esta fórmula do sucesso da pseudo terceirização pegue de vez e que o povo resolva em 2018 terceirizar de vez o mandato daqueles que apoiam, incentivam e aplicam a terceirização como a mágica governamental, só que fadado ao insucesso. Quem viver verá.





