Por Francisco Lima Jr
Na minha pós-graduação em ciências políticas, na UnB, tive alguns professores chatos, movidos pelo tal “politicamente correto” principalmente por conta da soberba que aquele ambiente lhes estimulava fazer acreditar ser tais procedimentos a “vanguarda acadêmica”.
Dos demais, tínhamos três Paulos, entre eles os espetaculares Kramer e Nascimento, que se tivessem tal poder, mandariam para a forca os “moderninhos” defensores e autores desse comportamento e expressão, e os seus recalcados defensores. Com os meus aplausos e de metade da humanidade, com certeza!
Ainda sobre aluno/professor, tive uma aluna que, de dedo em riste proibiu-me de fazer anotações com caneta vermelha em seus trabalhos. Respondi-lhe que se dedicasse mais e não encontraria anotações desta cor em seus trabalhos: simples assim.
Infelizmente, e por conta da tal globalização, essa “novidade” se estende a praticamente todas as relações sociais de um mundo classificado por alguns como moderno, mas identificado cada vez mais pelos sensatos como sendo um mundo chato, de comportamentos e pessoas chatas.
Talvez o maior dano dessa nova realidade comportamental seja detectado em nosso serviço público, em qualquer de suas esferas (federal, estadual e municipal). Ali, não apenas, dessa forma promove-se a desconstrução de valores e comportamentos que a nossa sociedade levou séculos para construir dentro da sensatez de um mundo que avança em sua velocidade normal.
Em nome de direitos adquiridos (muitos mais direitos que deveres) estabilidade no emprego, um instrumento retrógrado em que nada garante a qualidade e melhoria dos serviços e nem a qualificação de quem os presta, nada mais serve do que para escudar um segmento de maus servidores e de prestadores de serviços de má fé, de “pelegos “profissionais, além de um vasto time que colabora de maneira decisiva para a manutenção da baixa qualidade dos serviços públicos no país.
Vou privar-me de nomes como exemplo. Mas, que acompanha o noticiário local já deve desconfiar tratar-se de mais uma “armadilha de servidores” contra a tentativa de melhoria da prestação dos serviços oferecidos à população pelo governo local infelizmente, além de não ajudarem nos muitos problemas enfrentados pelo atual governo, esses ditos “moderninhos de plantão” levados por interesses por eles inconfessáveis, ainda dedicam-se com afinco a criar novos problemas não apenas para o governo, mas para a população que lhes paga e a qual deveriam ter a dignidade honestidade de servir com honestidade.
Coitado de um governo refém de “tipos” como esse. Durma em baixo de uma goteira dessas, e não acorde molhado.
* Francisco Lima Jr.(48), Jornalista, Cientista Político pela UnB, Professor de Jornalismo nas Faculdades Icesp/DF, titular do www.blogdoprofessorchico.com.br, blogueiro colaborador na Agência Política Real, Colaborador no Programa Diário Brasil, na TV Gênesis e Presidente da Associação Brasiliense dos Blogueiros de Política (ABBP). fpaulalj@gmail.com







