
POR LUCIANO LIMA
Fico sempre muito triste quando recebo notícias de que padres têm usado o altar da igreja para vociferar ódio ou posições político partidárias. É preciso compreender e entender o verdadeiro motivo que está por trás do comportamento de muitos eclesiásticos (e não são poucos!).
Nem sempre os posicionamentos são inocentes e têm um arcabouço político ideológico fortíssimo. O momento de divisão e de extremismos tem sido campo fértil para padres, arcebispos, bispos e cardeais marxistas e adeptos da Teologia da Libertação. Mas antes quero esclarecer, de forma muito resumida, a relação Igreja e política.
É honesto e justo afirmar que o padre tem o direito e o dever de orientar seus fiéis sobre a melhor forma de exercer, com isenção, cidadania e respeito, a vida política. O Papa Paulo VI disse que “a política é uma maneira nobre de servir ao próximo”.
No entanto, o altar é sagrado e não pode nunca ser transformado em palanque para defender interesses desse ou daquele grupo político. O padre não pode pedir voto para ninguém e nem desejar a morte de quem quer que seja. E, infelizmente, fomos pegos de surpresa com o comportamento infeliz de um padre da minha paróquia que é muito querido por mim e minha família.
Acredito no verdadeiro pilar e alicerce da Igreja Católica, a Bíblia Sagrada. Mas, infelizmente, a igreja está sendo tomada por eclesiásticos que defendem que “os fins justificam os meios”. Para os defensores da Teologia da Libertação, Jesus Cristo foi um ideólogo que pregou o conflito político, social e econômico, ou seja, luta de classes. Esse absurdo tem sido propagado de forma muito sutil disfarçado de humanização e respeito as diferenças
Há uma pressão muito grande para que padres tomem posições políticas. Não tenho dúvida que até o Papa Francisco tem sofrido este tipo de pressão e até mesmo opressão. A igreja está sendo invadida silenciosamente e inteligentemente por ideólogos de esquerda, que defendem políticos de esquerda, os mesmos que pregam, por exemplo, a destruição da família, o aborto legal e irrestrito, a linguagem neutra, a liberação da drogas e o banheiro coletivo para crianças. Vamos ficar em silêncio ou resgatar a verdadeira igreja de Jesus Cristo?
Apesar dos casos de pedofilia, da corrupção e da tentativa de colocar e defender no altar as teorias de esquerda, a Igreja Católica tem um papel social e político enorme. A igreja tem que ser vista como um refúgio para a paz, a sobriedade, a serenidade, o equilíbrio, enfim, onde a Palavra de Deus acalme as tensões e pacifique os corações.
E mais: a igreja não é só o padre. A igreja somos todos nós.
Luciano Lima é historiador, jornalista e radialista



