Aluguel consumiu R$ 46 milhões do Governo do DF até setembro

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Algumas secretarias estão funcionando dentro do Mané Garrincha, gerando economia com aluguéis
Algumas secretarias estão funcionando dentro do Mané Garrincha, gerando economia com aluguéis

 

Foram mais R$ 2 milhões de taxa de condomínio. Enquanto isso, Centro Administrativo de Taguatinga está vazio

Por Kelly Almeida – Em oito meses de gestão no comando do Governo do Distrito Federal e mergulhado numa crise financeira sem precedentes, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) autorizou o desembolso de R$ 46 milhões para o pagamento de aluguel de imóveis e de taxas de condomínio. Com uma estrutura inchada que reúne 34 secretarias e 24 administrações regionais, a burocracia transborda os prédios oficiais e o GDF tem de alugar espaços para acomodar servidores, boa parte de comissionados.

O levantamento dos gastos com aluguel foi feito pelo deputado Chico Leite (Rede), com base em dados do Sistema Integrado de Gestão Governamental do DF, o Siggo. De acordo com os números pesquisados por Leite, de janeiro a setembro deste ano, o governo gastou R$ 46 milhões com locação de imóveis e R$ 2,3 milhões com taxas de condomínio. Uma despesa mensal superior a R$ 5 milhões.

Para o parlamentar, o GDF precisa rever as despesas e pensar medidas de economia. O deputado faz referência ao pacote de arrocho anunciado há 15 dias pelo governador. Alegando ter um rombo de R$ 5,25 bilhões, o GDF anunciou medidas como aumento de impostos, suspensão de concursos e reajustes de servidores, além de retirar recursos destinados à aposentadoria dos funcionários.

Dados do GDF são diferentes

O governo contesta o levantamento do político. Segundo o Palácio do Buriti, foram gastos R$ 36 milhões com aluguel até agosto, R$ 4 milhões a menos do que no mesmo período do ano passado. Com base nos números expostos pelo Executivo em relação ao exercício de 2015, significa que, por mês, foram gastos R$ 5.067.920 em aluguel de imóveis.

O GDF afirma em nota que tem feito economias para diminuir o gasto com aluguéis. Uma das estratégias para reduzir essas despesas está na transferência de três secretarias para o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha – a de Economia e Desenvolvimento Sustentável, a de Desenvolvimento Humano e Social e a do Esporte e Lazer.

A assessoria do governador Rollemberg também garante que ele está empenhado em promover a mudança para o Centro Administrativo do DF. O espaço foi inaugurado em 31 de dezembro do ano passado, como um dos últimos atos do ex-governador Agnelo Queiroz (PT).

Antes da inauguração do novo centro da burocracia, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou que a administração de Taguatinga não expedisse qualquer documento autorizando a ocupação. A partir do momento em que o Centro Administrativo for ocupado, o governo passar a pagar mensalmente R$ 17 milhões para o consórcio responsável pela obra.

O Centro Administrativo, construído para sediar o governo, deveria ser o exemplo para outros empreendimentos. Mas tentou se livrar da obrigação de apresentar documentos exigidos pelo próprio poder público para diminuir o transtorno que a inauguração de uma grande obra causa na rotina das pessoas, como o Relatório de Impacto de Trânsito (RIT).

Sem conseguir dar a volta na Justiça, a transferência para o novo endereço em Taguatinga ainda depende da regularização de documentos. Em fevereiro deste ano, a Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) conseguiu anular judicialmente o habite-se que permitia o funcionamento do local por meio de uma decisão da Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário.  (Do Metrópoles)

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