Iniciativas da Secti-DF incluem cursos gratuitos, robótica, inteligência artificial, acessibilidade e sustentabilidade
Brasília, 28 de outubro de 2026 – Cursos gratuitos, oficinas de robótica, atividades científicas e projetos de inclusão marcaram as ações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF) entre julho e outubro de 2026. As iniciativas buscaram ampliar o acesso ao conhecimento, estimular a formação profissional e fortalecer o ecossistema de inovação nas regiões administrativas.
Na área de qualificação, projetos como Acelera Tech, em Samambaia; Digital City, em Ceilândia e Santa Maria; e Plano de Educação Digital, com ações em Ceilândia e no Núcleo Bandeirante, ofereceram cursos gratuitos de inteligência artificial, marketing digital, informática, segurança da informação e produção de conteúdo.
O High Tech Course disponibilizou formações on-line em programação, desenvolvimento de jogos, empreendedorismo e mercado digital, com cerca de 2.760 inscritos. Já o Brasil.IA certificou 714 alunos em quatro regiões administrativas durante a formatura de sua sétima etapa.
Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino, o objetivo é ampliar as oportunidades de emprego e renda por meio da formação tecnológica.
Robótica e divulgação científica
O Parque Tecnológico de Robótica de Brasília (PaTec) retomou as atividades com oficinas de programação, prototipagem, impressão 3D e robótica. O projeto conquistou o primeiro lugar na etapa distrital da Olimpíada Brasileira de Robótica, na modalidade Resgate – Nível 2, garantindo vaga na competição nacional. A equipe feminina também recebeu o reconhecimento de Melhor Escola Pública.
A programação científica incluiu a 3ª Jornada de Foguetes do Cerrado, que reuniu 55 escolas, com lançamentos no Autódromo de Brasília e atividades no Planetário. Em Taguatinga, a etapa regional do Circuito de Ciências das Escolas Públicas apresentou cerca de 40 trabalhos desenvolvidos por estudantes.
O Planetário de Brasília Luiz Cruls promoveu sessões imersivas, observações do céu, lançamentos de foguetes e palestras sobre exploração espacial. A programação também contou com a exposição “Universo Espacial: A Terra é Azul”, em comemoração aos 20 anos da Missão Centenário, e com a 12ª Colônia de Férias, voltada à astronomia para crianças.
Outra iniciativa foi o Ciência na Estrada, que levou experiências interativas, robótica, realidade virtual, jogos e apresentações científicas a Vicente Pires, Brazlândia, Arapoanga e Gama.
Jogos digitais e inteligência artificial
A tecnologia também esteve presente em eventos como a Feira Nacional da Uva e do Vinho, em Planaltina, o Metrópoles Game Festival, o Capital Game Show, em Taguatinga, e o Morango Game Experience, em Brazlândia. As atividades utilizaram os jogos digitais para estimular o interesse pela programação e pelas carreiras tecnológicas.
A segunda edição do IA nas Escolas, realizada no anexo do Planetário, priorizou 1,8 mil estudantes da rede pública. Já o Biotech XP, na Universidade Católica de Brasília, em Ceilândia, promoveu atividades práticas e de divulgação científica relacionadas à tecnologia.
No Planetário, a exposição do Conecta Hub apresentou 256 jogos digitais desenvolvidos por mais de 1,4 mil estudantes de regiões como Paranoá, Ceilândia, Itapoã, Santa Maria e Varjão. Inspirados nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), os projetos abordaram desafios sociais e ambientais por meio da programação.
Inclusão e protagonismo feminino
A Carreta da Inclusão levou serviços, orientações e demonstrações de tecnologias assistivas a Ceilândia, Riacho Fundo II e Sobradinho. No Gama, o projeto Missão Inclusiva ofereceu atividades educativas e tecnológicas adaptadas para pessoas com deficiência.
A Secti-DF também apoiou iniciativas de formação e incentivo à participação feminina na tecnologia, como o Empoderei, em Planaltina, e o Conectadas. Em outubro, o Hub Conectadas reuniu 260 meninas e mulheres em atividades de robótica, formação acadêmica, mentorias e preparação para o mercado de trabalho.
Outra medida foi a ampliação da Central de Intermediação em Libras (CIL Online), que passou de 40 para 50 pontos de atendimento, facilitando a comunicação entre pessoas surdas e servidores públicos. O aplicativo Rede de Proteção à Mulher também reuniu informações sobre direitos, recursos digitais e ferramentas de segurança para aproximar as usuárias dos serviços de proteção disponíveis no DF.
Sustentabilidade e planejamento do DF
Na área ambiental, o Reciclotech promoveu ações de coleta, reaproveitamento e destinação adequada de resíduos eletrônicos, associando economia circular e inclusão digital. Segundo os dados divulgados, o programa acumula 3 mil toneladas de resíduos processadas, 5.906 computadores recondicionados e doados e 2.917 pessoas capacitadas.
Já o projeto O DF Que a Gente Quer reuniu estudos, dados e participação social para contribuir com o planejamento de longo prazo do território. A iniciativa contempla propostas para as 37 regiões administrativas e estudos-piloto em Água Quente e Fercal, com participação de aproximadamente 2.500 pessoas.
Na própria secretaria, um workshop sobre gestão de parcerias abordou planejamento, transparência, fiscalização e prestação de contas.
As ações desenvolvidas no período abrangem desde a formação profissional e a pesquisa científica até a acessibilidade e a sustentabilidade. De acordo com a Secti-DF, a proposta é democratizar o acesso ao conhecimento, estimular novos talentos e ampliar as oportunidades geradas pela ciência, tecnologia e inovação no Distrito Federal.





