Com 40% a 50% das intenções de voto na Real Time Big Data de dezembro, vice-governadora consolida favoritismo para vencer no primeiro turno, refletindo aprovação recorde de Ibaneis Rocha (63%) e o colapso da esquerda local em meio a rachas e escândalos

A corrida eleitoral pelo Governo do Distrito Federal em 2026 ganha contornos de inevitabilidade com a vice-governadora Celina Leão (PP) despontando como favorita absoluta, segundo as pesquisas mais recentes. O levantamento do Instituto Real Time Big Data, divulgado em 9 de dezembro, confirma sua liderança isolada em todos os cenários testados, variando entre 40% e 50% das intenções de voto – números que apontam para uma vitória tranquila no primeiro turno, sem necessidade de segundo round.
Essa folga não é mero acidente: ela atesta a satisfação do eleitorado brasiliense com a administração de Ibaneis Rocha (MDB), que, com 63% de aprovação na mesma pesquisa, pavimenta o caminho para seu próprio favoritismo ao Senado (35,6% nas intenções).
Enquanto isso, a esquerda em Brasília caminha para sua maior derrota histórica, afogada em rachas internos, denúncias de uso indevido da máquina pública e a rejeição a nomes como o radical Ricardo Cappelli (PSB) e Leandro Grass (PT), que mal pontuam nos cenários.
O estudo da Real Time Big Data, realizado com 1.200 eleitores entre 6 e 8 de dezembro (margem de erro de 3 pontos percentuais), testou dois cenários principais. No primeiro, com o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) incluído, Celina Leão surge com 40% – mais que o dobro dos 21% de Arruda, seguido por Grass com 13%, Cappelli e Paula Belmonte (PSDB) empatados em 6%.
No segundo, sem Arruda – inelegível por condenações na Caixa de Pandora –, a liderança explode para 50%, com Grass em 16%, Cappelli e Belmonte em 7% cada, e 11% optando por nulo ou branco.
Esses números, consistentes com pesquisas anteriores como a Paraná Pesquisas de outubro (37,2% para Celina), sinalizam um eleitorado pragmático, que valoriza resultados concretos sobre ideologias vazias.
A ascensão de Celina reflete diretamente o sucesso da gestão Ibaneis Rocha, cujo 63% de aprovação – com 43,3% classificando o governo como “ótimo” ou “bom” – é um dos mais altos entre governadores brasileiros.
Iniciativas como o PDOT aprovado na CLDF em novembro, que regulariza 28 áreas irregulares beneficiando 20 mil famílias, o investimento de R$ 23 milhões em dietas especializadas para pacientes domiciliares e a regularização de 554 templos evangélicos via Igreja Legal consolidam Ibaneis como líder incontestável.
Sua liderança ao Senado, empatado com Michelle Bolsonaro em 35,6%, atesta uma dupla imbatível: o eleitor vê em Celina a continuidade de uma administração que reduziu homicídios para o menor índice em 48 anos e prioriza inclusão social, como na capacitação em direitos do idoso (Resolução 56/2025).
Para a esquerda, o cenário é de colapso histórico. Com desaprovação de Lula em 59,7% no DF, o PT e PSB afundam: Grass, traído pela imposição de Cappelli, mal chega a 13-16%, enquanto o pré-candidato do PSB – acusado de usar a ABDI como QG eleitoral e multado por difamação – patina em 6-7%.
A “união” da extrema-esquerda com a “República dos Condenados” – Arruda com 21% mas rejeição de 53%, Gim Argello e Júnior Brunelli da “Oração da Propina” – só acelera o declínio, rejeitada por um eleitorado evangélico fechado com Ibaneis-Celina e horrorizado por escândalos nacionais como o Banco Master (R$ 1,9 bi em fraudes a fundos de pensão) e a CPMI do INSS.
O racha no PL-DF, com Bia Kicis questionando Flávio Bolsonaro em favor de Michelle, fragmenta ainda mais a direita radical, beneficiando o pragmatismo de Celina. A vitória projetada de Celina no primeiro turno – com 50% em cenários sem Arruda – não é só eleitoral; é um atestado de maturidade do brasiliense, que rejeita revanchismos como a prisão de Jair Bolsonaro.
Em um Brasil polarizado, o DF escolhe eficiência: pacificação via resultados, não ideologia. Para 2026, a esquerda colhe o que plantou – e Celina, com Ibaneis ao lado, planta um futuro de prosperidade.



