Sábado, 22 de novembro de 2025, marca um dos capítulos mais sombrios da história recente do Brasil

A prisão preventiva de Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Não foi por um crime comprovado em flagrante, nem por ameaça iminente à ordem pública. Foi por uma vigília de oração convocada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em frente ao condomínio onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar.
Em um país que se diz democrático, rezar agora é “manifestação popular criminosa”. Apelar a Jesus Cristo virou “ameaça à democracia”. Isso não é justiça — é uma constituição paralela, forjada por um Judiciário que se julga acima da lei.
A decisão de Moraes, tomada na madrugada de sábado, é um monumento ao absurdo. O ministro citou a “violação da tornozeleira eletrônica” às 0h08 e o risco de “fuga para a embaixada dos EUA”, alegando que a vigília poderia repetir o “modus operandi” dos atos de 8 de janeiro. Mas vamos aos fatos: Bolsonaro estava monitorado 24 horas, sob forte vigilância policial, sem histórico recente de fugas. A convocação de Flávio era uma vigília religiosa — orações por saúde e liberdade —, não um chamado à insurreição.
Moraes transforma isso em “incitação ao caos social”, equiparando fiéis a “organização criminosa”. Onde está a proporcionalidade? Lula teve vigílias por meses durante Lava Jato, sem algemas ou prisões. Mas para Bolsonaro, uma oração vira pretexto para prisão preventiva. É seletividade gritante, um STF que protege aliados e esmaga opositores.
A Polícia Federal cumpriu o mandado às 6h, sem algemas, mas com exposição midiática controlada — o oposto do que Moraes prometeu. Isso não fortalece instituições; corrói a confiança nelas.
Não é coincidência. A prisão vem dias após a condenação a 27 anos por “trama golpista”, e em meio a escândalos que queimam o governo Lula: fraudes no INSS com R$ 6,3 bilhões desviados, prisão de ex-presidente do INSS , e denúncias contra Cappelli na ABDI. Moraes age para desmobilizar bolsonaristas antes de reações à pena fechada iminente — embargos terminam na próxima semana. É também distração: enquanto o foco vai para “Bolsonaro preso”, esquece-se o irmão de Lula no Sindnapi e o Centrão sangrando o INSS.
Em 2018, tentaram matar Bolsonaro com facada. Em 2022, censuraram sua campanha. Em 2026, prendem-no para calar sua influência. É um padrão: eliminar o adversário maior, enquanto o regime se perpetua.
O Brasil de hoje não é democracia — é uma ditadura judicial disfarçada. Moraes, sancionado pela Lei Magnitsky por violações de direitos humanos, decreta prisões por “risco de caos” sem provas concretas. O STF ignora o artigo 5º da Constituição: inviolabilidade de opinião e reunião pacífica. Orar é crime agora? Isso é o fim da linha para quem defendeu a “página virada” — Lula teme Bolsonaro vivo e livre, pois ele representa o que o petismo odeia: um povo que rejeita o establishment.
Bolsonaro preso não cala milhões. A vigília continua nas ruas, nas urnas, na memória coletiva. Esse regime de censura e perseguição — que transforma preces em “ameaças” — cairá pelo próprio peso. Famílias destruídas por anos de abusos judiciais clamam por justiça real. É hora de lutar pela Constituição verdadeira, não pela paralela de Moraes.
O Brasil acordará. E quando acordar, Bolsonaro será visto não como preso, mas como mártir da liberdade.




